TECNOLOGIAS EMERGENTES E ALFABETIZAÇÃO INICIAL: MEDIAÇÃO DIGITAL, EQUIDADE EDUCACIONAL E EVIDÊNCIAS PEDAGÓGICAS NO USO DE APLICATIVOS EDUCACIONAIS
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REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.18651945
Rodrigo Bueno da Rosa Moreira1
Fernanda Luiz Saggiomo2
RESUMO
O avanço das tecnologias emergentes tem provocado transformações significativas nos processos de ensino e aprendizagem, especialmente na alfabetização inicial, etapa fundamental para o desenvolvimento das habilidades de leitura e escrita. Nesse contexto, aplicativos educacionais e recursos digitais vêm sendo incorporados às práticas pedagógicas como instrumentos de mediação da aprendizagem e como possibilidades de promoção da equidade educacional, ao favorecer a diversificação de estratégias didáticas e a participação ativa dos estudantes. O presente estudo teve como objetivo analisar as contribuições das tecnologias emergentes, com ênfase no uso de aplicativos educacionais, para a alfabetização inicial, considerando seu papel como mediadoras da aprendizagem e como instrumentos de promoção da equidade educacional. A pesquisa caracterizou-se como bibliográfica, de natureza qualitativa, baseada na análise e interpretação de produções acadêmicas, artigos científicos, livros e documentos que abordam a relação entre tecnologias digitais, alfabetização inicial, mediação pedagógica e inclusão educacional. O procedimento metodológico permitiu identificar evidências pedagógicas, tendências teóricas e contribuições relevantes presentes na literatura especializada. Como principais considerações finais, observou-se que o uso pedagógico de tecnologias digitais pode favorecer o engajamento dos estudantes, ampliar as possibilidades de aprendizagem e contribuir para práticas mais inclusivas, desde que integrado de forma planejada e mediada pelo professor. Conclui-se que a mediação docente e as condições institucionais permanecem fatores determinantes para a efetividade dessas ferramentas no processo de alfabetização.
Palavras-chave: Aplicativos educacionais; Alfabetização inicial; Equidade educacional; Mediação digital; Tecnologias emergentes.
ABSTRACT
The advancement of emerging technologies has significantly transformed teaching and learning processes, especially in early literacy, a fundamental stage for the development of reading and writing skills. In this context, educational applications and digital resources have increasingly been incorporated into pedagogical practices as tools for learning mediation and as possibilities for promoting educational equity, as they support diversified teaching strategies and encourage active student participation. This study aimed to analyze the contributions of emerging technologies, with emphasis on the use of educational applications, to early literacy, considering their role as mediators of learning and as instruments for promoting educational equity. The research was characterized as a bibliographic study of a qualitative nature, based on the analysis and interpretation of academic publications, scientific articles, books, and documents addressing the relationship between digital technologies, early literacy, pedagogical mediation, and inclusive education. This methodological approach enabled the identification of pedagogical evidence, theoretical trends, and relevant contributions found in the specialized literature. The main findings indicate that the pedagogical use of digital technologies can enhance student engagement, expand learning opportunities, and contribute to more inclusive practices, provided that these tools are intentionally integrated into teaching and properly mediated by teachers. It is concluded that teacher mediation and institutional conditions remain key factors in ensuring the effectiveness of digital resources in early literacy processes.
Keywords: Educational applications; Early literacy; Educational equity; Digital mediation; Emerging technologies.
1. INTRODUÇÃO
As tecnologias emergentes vêm ocupando um papel cada vez mais significativo nos processos educacionais, especialmente no contexto da alfabetização inicial, etapa fundamental para o desenvolvimento das habilidades de leitura, escrita e compreensão da linguagem. Entende-se por tecnologias emergentes o conjunto de recursos digitais, aplicativos, plataformas interativas e ambientes virtuais que, ao serem incorporados ao ensino, ampliam as possibilidades de mediação pedagógica, favorecendo práticas mais dinâmicas, interativas e centradas no estudante. A origem desse movimento está associada ao avanço das Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação (TDIC) e à crescente necessidade de integrar ferramentas tecnológicas aos processos formativos, respondendo às demandas educacionais contemporâneas e às transformações sociais decorrentes da cultura digital.
No contexto educacional atual, a presença das tecnologias digitais tem se intensificado, sobretudo em função da ampliação do acesso a dispositivos móveis, plataformas educacionais e aplicativos pedagógicos. Na alfabetização inicial, essas ferramentas assumem um papel relevante ao possibilitar a personalização das atividades, a diversificação de estratégias didáticas e o estímulo ao engajamento dos estudantes. Além disso, a discussão sobre equidade educacional tem ganhado destaque, evidenciando a necessidade de garantir que todos os alunos tenham oportunidades reais de aprendizagem, considerando suas diferentes condições sociais, culturais e cognitivas. Nesse cenário, a mediação digital pode contribuir para reduzir desigualdades, desde que utilizada de forma planejada, crítica e alinhada aos objetivos pedagógicos.
Como exemplificação, observa-se que aplicativos educacionais voltados à alfabetização têm sido utilizados para desenvolver habilidades de consciência fonológica, reconhecimento de letras, formação de palavras e compreensão leitora por meio de atividades interativas, jogos pedagógicos e recursos audiovisuais. Tais ferramentas possibilitam que o estudante aprenda em diferentes ritmos, receba feedback imediato e participe de experiências de aprendizagem mais motivadoras. Ao mesmo tempo, permitem ao professor acompanhar o progresso dos alunos, identificar dificuldades e planejar intervenções pedagógicas mais adequadas.
Diante desse cenário, emerge o seguinte problema de pesquisa: de que maneira o uso de tecnologias emergentes, especialmente aplicativos educacionais, pode contribuir para a alfabetização inicial, considerando a mediação pedagógica e a promoção da equidade educacional no processo de aprendizagem?
Esta pesquisa se justifica pela necessidade de compreender como as tecnologias digitais podem ser utilizadas de forma pedagógica e intencional na alfabetização inicial, superando perspectivas meramente instrumentais e valorizando práticas que favoreçam a aprendizagem significativa. Além disso, torna-se necessário investigar como essas ferramentas podem contribuir para a redução das desigualdades educacionais, especialmente em contextos escolares marcados por diferenças de acesso, infraestrutura e formação docente.
Esta pesquisa é relevante porque discute uma temática atual e necessária, contribuindo para o debate sobre inovação pedagógica, inclusão educacional e melhoria dos processos de ensino e aprendizagem nos anos iniciais da escolarização. Ao abordar a relação entre tecnologias emergentes, alfabetização e equidade, o estudo pode oferecer subsídios para professores, gestores e pesquisadores interessados em integrar recursos digitais de forma crítica, reflexiva e pedagógica.
Este trabalho objetiva analisar as contribuições das tecnologias emergentes, com ênfase no uso de aplicativos educacionais, para a alfabetização inicial, considerando seu papel como mediadoras da aprendizagem e como instrumentos de promoção da equidade educacional.
Quanto ao percurso metodológico, a pesquisa caracteriza-se como bibliográfica, de natureza qualitativa, baseada na análise e interpretação de produções acadêmicas, artigos científicos, livros e documentos relacionados ao uso de tecnologias digitais na alfabetização inicial, à mediação pedagógica e à equidade educacional.
No que se refere ao percurso teórico, o trabalho fundamenta-se em discussões sobre alfabetização e letramento, tecnologias digitais na educação, mediação pedagógica, aprendizagem significativa e inclusão educacional, buscando articular diferentes perspectivas teóricas que abordam a integração entre práticas pedagógicas, inovação tecnológica e promoção da equidade no ensino.
Por fim, quanto à estrutura do trabalho, o estudo está organizado em três seções principais: inicialmente, apresenta-se o tópico Tecnologias digitais na alfabetização inicial: fundamentos teóricos e contribuições pedagógicas, no qual são discutidos os conceitos e bases teóricas relacionadas ao uso de tecnologias no processo de alfabetização; em seguida, o tópico Equidade educacional e mediação digital: o papel dos aplicativos educacionais na promoção da aprendizagem inclusiva, que aborda a relação entre inclusão, acesso e práticas pedagógicas mediadas por recursos digitais; e, por fim, as Considerações finais, que sintetizam os principais achados, reflexões e contribuições do estudo, bem como indicam possibilidades para pesquisas futuras.
2. TECNOLOGIAS DIGITAIS NA ALFABETIZAÇÃO INICIAL: FUNDAMENTOS TEÓRICOS E CONTRIBUIÇÕES PEDAGÓGICAS
A alfabetização inicial, no contexto da cultura digital, refere-se ao processo de apropriação das habilidades de leitura e escrita mediado por recursos tecnológicos, integrando linguagens multimodais, ambientes interativos e novas formas de produção e circulação do conhecimento. A origem dessa perspectiva está associada às transformações educacionais decorrentes da expansão das Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação e da necessidade de atualização das práticas pedagógicas frente às demandas contemporâneas, conforme discutem Abreu et al. (2025), Anjos et al. (2024), Araujo et al. (2025), Barroso et al. (2025), Bodelão et al. (2025), Freires (2023), Freires et al. (2024), Gama et al. (2024), Pereira et al. (2024) e Viega et al. (2025), que analisam a evolução das metodologias educacionais e a inserção das tecnologias nos processos formativos.
Além disso, a alfabetização mediada por tecnologias tem sido amplamente contextualizada como um processo que exige integração entre currículo, mediação docente e uso crítico das ferramentas digitais, uma vez que a aprendizagem significativa depende da articulação entre estratégias pedagógicas, planejamento didático e acompanhamento sistemático do progresso dos estudantes, conforme evidenciam Abreu et al. (2025), Araujo et al. (2025), Freires et al. (2024), Santos et al. (2025), Sousa et al. (2025), Teles et al. (2025) e Peizino (2026), ao analisarem práticas pedagógicas, gestão educacional e alfabetização em ambientes digitais.
Como exemplo, observa-se que o uso de aplicativos interativos, jogos digitais e atividades multimídia pode favorecer o desenvolvimento da consciência fonológica, do reconhecimento de letras e da compreensão textual, especialmente quando associado à mediação pedagógica e ao acompanhamento sistemático do professor, conforme discutem Abreu et al. (2025), Freires (2024), Freires et al. (2024), Monteiro et al. (2025), Lanças et al. (2025) e Borges et al. (2025), que destacam as potencialidades e desafios do uso das tecnologias no ensino e aprendizagem.
As tecnologias digitais como instrumentos de mediação pedagógica podem ser compreendidas como recursos que ampliam as possibilidades de interação, comunicação e construção do conhecimento, atuando como elementos que favorecem o desenvolvimento cognitivo e a aprendizagem ativa. A origem desse conceito está relacionada às teorias da mediação e às discussões contemporâneas sobre design instrucional e metodologias ativas, conforme analisam Abreu et al. (2025), Anjos et al. (2024), Bodelão et al. (2025), Freires (2023), Freires et al. (2024), Pereira et al. (2024) e Gama et al. (2024), que discutem a integração das tecnologias às práticas pedagógicas.
Consoante a isso, a mediação digital no contexto educacional tem sido compreendida como um processo que envolve planejamento pedagógico, acompanhamento da aprendizagem e uso intencional de ferramentas tecnológicas, permitindo a personalização das atividades e o desenvolvimento de competências relacionadas ao pensamento crítico, à colaboração e à resolução de problemas, conforme evidenciam Abreu et al. (2025), Araujo et al. (2025), Freires et al. (2024), Santos et al. (2025), Viega et al. (2025) e Sousa et al. (2025).
Exemplificando, plataformas digitais, ambientes virtuais de aprendizagem e aplicativos educacionais possibilitam que o professor acompanhe o desempenho dos estudantes em tempo real, adapte atividades conforme as necessidades individuais e ofereça feedback imediato, aspectos discutidos por Abreu et al. (2025), Freires (2024), Monteiro et al. (2025), Lanças et al. (2025), Borges et al. (2025) e Peizino (2026), ao analisarem experiências educacionais mediadas por tecnologias.
Os aplicativos educacionais voltados à alfabetização inicial constituem ferramentas digitais desenvolvidas para estimular habilidades linguísticas por meio de atividades interativas, jogos pedagógicos e recursos multimídia, tendo sua origem associada ao avanço das tecnologias educacionais e ao desenvolvimento de softwares educativos, conforme discutem Abreu et al. (2025), Anjos et al. (2024), Araujo et al. (2025), Freires (2024), Freires et al. (2024), Pereira et al. (2024) e Peizino (2026).
Dessa maneira, a utilização desses aplicativos tem sido contextualizada como uma estratégia que pode favorecer o engajamento dos estudantes e ampliar as possibilidades de aprendizagem, especialmente quando integrada a metodologias ativas e a práticas pedagógicas planejadas, conforme analisam Abreu et al. (2025), Bodelão et al. (2025), Gama et al. (2024), Sousa et al. (2025), Santos et al. (2025) e Teles et al. (2025).
Como exemplo, aplicativos que trabalham com formação de palavras, reconhecimento fonético e leitura guiada têm sido utilizados em diferentes contextos escolares, permitindo que os estudantes aprendam em ritmos diferenciados e recebam feedback imediato, conforme evidenciam Abreu et al. (2025), Freires et al. (2024), Monteiro et al. (2025), Lanças et al. (2025) e Borges et al. (2025).
O engajamento e a motivação na aprendizagem mediada por tecnologias referem-se à participação ativa do estudante nas atividades pedagógicas, favorecida pelo uso de recursos interativos, gamificação e ambientes digitais, cuja origem está associada às discussões sobre aprendizagem ativa e metodologias inovadoras, conforme analisam Abreu et al. (2025), Anjos et al. (2024), Bodelão et al. (2025), Freires (2023), Freires et al. (2024), Gama et al. (2024) e Pereira et al. (2024).
Além do mais, a contextualização desse fenômeno evidencia que o engajamento dos estudantes está relacionado não apenas ao uso da tecnologia, mas também à qualidade da mediação pedagógica, ao planejamento das atividades e à integração curricular, aspectos discutidos por Abreu et al. (2025), Araujo et al. (2025), Sousa et al. (2025), Santos et al. (2025) e Viega et al. (2025).
Como exemplo, atividades gamificadas, quizzes interativos e jogos educativos têm sido utilizados para estimular a participação dos estudantes, favorecendo a aprendizagem significativa e o desenvolvimento de habilidades cognitivas e socioemocionais, conforme destacam Abreu et al. (2025), Freires (2024), Monteiro et al. (2025), Lanças et al. (2025) e Borges et al. (2025).
Os desafios pedagógicos no uso de tecnologias digitais referem-se às dificuldades relacionadas à formação docente, infraestrutura, planejamento pedagógico e integração curricular, tendo sua origem nas desigualdades educacionais e nas transformações aceleradas do cenário tecnológico, conforme discutem Abreu et al. (2025), Anjos et al. (2024), Bodelão et al. (2025), Freires et al. (2024), Pereira et al. (2024) e Viega et al. (2025).
Diante disso, a contextualização dessas limitações evidencia que a efetividade das tecnologias na alfabetização depende de fatores como acesso a dispositivos, conectividade, formação continuada de professores e apoio institucional, aspectos analisados por Abreu et al. (2025), Araujo et al. (2025), Sousa et al. (2025), Santos et al. (2025) e Monteiro et al. (2025).
Como exemplo, escolas que apresentam dificuldades de acesso à internet ou ausência de formação docente específica tendem a enfrentar obstáculos na implementação de práticas pedagógicas mediadas por tecnologias, conforme evidenciam Abreu et al. (2025), Freires et al. (2024), Borges et al. (2025), Lanças et al. (2025) e Peizino (2026).
3. EQUIDADE EDUCACIONAL E MEDIAÇÃO DIGITAL: O PAPEL DOS APLICATIVOS EDUCACIONAIS NA PROMOÇÃO DA APRENDIZAGEM INCLUSIVA
A equidade educacional refere-se ao princípio de garantir condições adequadas de aprendizagem para todos os estudantes, considerando suas diferenças sociais, culturais e cognitivas, tendo sua origem nas discussões sobre direito à educação e justiça social, conforme analisam Abreu et al. (2025), Anjos et al. (2024), Araujo et al. (2025), Freires (2023), Freires et al. (2024), Santos et al. (2025) e Sousa et al. (2025).
Além disso, a equidade tem sido contextualizada como um elemento essencial para a promoção de práticas pedagógicas inclusivas, especialmente em ambientes educacionais marcados por desigualdades de acesso e oportunidades, conforme discutem Abreu et al. (2025), Bodelão et al. (2025), Pereira et al. (2024), Viega et al. (2025) e Borges et al. (2025).
Como exemplo, programas educacionais que utilizam tecnologias digitais para ampliar o acesso a conteúdos e atividades pedagógicas demonstram como a equidade pode ser promovida por meio da mediação tecnológica, conforme evidenciam Abreu et al. (2025), Freires et al. (2024), Monteiro et al. (2025), Lanças et al. (2025) e Peizino (2026).
A mediação digital voltada à inclusão educacional refere-se ao uso intencional de tecnologias para ampliar a participação dos estudantes, respeitando diferentes ritmos, estilos de aprendizagem e necessidades educacionais, tendo sua origem nas discussões sobre educação inclusiva e tecnologias assistivas, conforme analisam Abreu et al. (2025), Anjos et al. (2024), Araujo et al. (2025), Freires et al. (2024), Pereira et al. (2024) e Sousa et al. (2025).
Dessa maneira, a contextualização dessa temática evidencia que os aplicativos educacionais podem favorecer a personalização da aprendizagem e o acompanhamento individualizado, contribuindo para práticas pedagógicas mais inclusivas, conforme discutem Abreu et al. (2025), Bodelão et al. (2025), Gama et al. (2024), Santos et al. (2025) e Viega et al. (2025).
Como exemplo, aplicativos que oferecem recursos de áudio, imagens, atividades interativas e níveis progressivos de dificuldade permitem atender estudantes com diferentes necessidades e ritmos de aprendizagem, conforme evidenciam Abreu et al. (2025), Freires et al. (2024), Monteiro et al. (2025), Lanças et al. (2025) e Borges et al. (2025).
A personalização da aprendizagem refere-se à adaptação das atividades pedagógicas às necessidades individuais dos estudantes, utilizando recursos tecnológicos para acompanhar o progresso e oferecer intervenções específicas, tendo sua origem nas discussões sobre ensino adaptativo e design instrucional, conforme analisam Abreu et al. (2025), Anjos et al. (2024), Araujo et al. (2025), Freires et al. (2024), Pereira et al. (2024) e Gama et al. (2024).
Outrossim, a contextualização desse processo demonstra que a personalização permite maior autonomia dos estudantes e favorece a aprendizagem significativa, especialmente quando associada à mediação docente e ao planejamento pedagógico, conforme discutem Abreu et al. (2025), Bodelão et al. (2025), Sousa et al. (2025), Santos et al. (2025) e Viega et al. (2025).
Como exemplo, sistemas que registram o desempenho dos estudantes e ajustam automaticamente o nível das atividades demonstram como a tecnologia pode apoiar a adaptação pedagógica, conforme evidenciam Abreu et al. (2025), Freires et al. (2024), Monteiro et al. (2025), Lanças et al. (2025) e Borges et al. (2025).
O papel do professor em ambientes digitais inclusivos consiste em planejar, orientar, acompanhar e avaliar o uso das tecnologias, atuando como mediador do processo de aprendizagem, cuja origem está associada às teorias da mediação pedagógica e às discussões contemporâneas sobre formação docente, conforme analisam Abreu et al. (2025), Anjos et al. (2024), Bodelão et al. (2025), Freires (2023), Freires et al. (2024) e Pereira et al. (2024).
Além disso, a contextualização desse papel evidencia que o professor é responsável por selecionar recursos adequados, promover estratégias inclusivas e garantir que o uso das tecnologias esteja alinhado aos objetivos pedagógicos, conforme discutem Abreu et al. (2025), Araujo et al. (2025), Sousa et al. (2025), Santos et al. (2025) e Viega et al. (2025).
Como exemplo, práticas pedagógicas que combinam atividades digitais, acompanhamento individualizado e intervenções presenciais demonstram a importância da mediação docente para o sucesso da aprendizagem, conforme evidenciam Abreu et al. (2025), Freires et al. (2024), Monteiro et al. (2025), Lanças et al. (2025) e Borges et al. (2025).
As barreiras estruturais e sociais para a equidade digital referem-se às limitações relacionadas ao acesso a dispositivos, conectividade, formação docente e condições institucionais, tendo sua origem nas desigualdades socioeconômicas e nas disparidades educacionais historicamente presentes nos sistemas de ensino, conforme analisam Abreu et al. (2025), Anjos et al. (2024), Freires et al. (2024), Pereira et al. (2024) e Viega et al. (2025).
Diante disso, a contextualização dessa problemática evidencia que a promoção da equidade digital exige políticas públicas, investimentos em infraestrutura e formação continuada de professores, conforme discutem Abreu et al. (2025), Bodelão et al. (2025), Sousa et al. (2025), Santos et al. (2025) e Borges et al. (2025).
Como exemplo, programas educacionais que fornecem tablets, acesso à internet e formação docente demonstram que a superação das barreiras estruturais pode ampliar as oportunidades de aprendizagem e favorecer práticas pedagógicas mais inclusivas, conforme evidenciam Abreu et al. (2025), Freires et al. (2024), Monteiro et al. (2025), Lanças et al. (2025) e Peizino (2026).
4. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Retomando o objetivo geral deste estudo — analisar as contribuições das tecnologias emergentes, com ênfase no uso de aplicativos educacionais, para a alfabetização inicial, considerando seu papel como mediadoras da aprendizagem e como instrumentos de promoção da equidade educacional — pode-se afirmar que ele foi atingido. Isso se deve ao fato de que a pesquisa bibliográfica de natureza qualitativa permitiu reunir, analisar e interpretar evidências pedagógicas presentes na literatura, demonstrando que o uso intencional de aplicativos educacionais, aliado à mediação docente, pode favorecer o desenvolvimento das habilidades iniciais de leitura e escrita, ampliar o engajamento dos estudantes e contribuir para práticas mais inclusivas e equitativas no contexto escolar.
Além disso, entre os principais resultados identificados, destaca-se que as tecnologias digitais podem potencializar o processo de alfabetização ao possibilitar atividades interativas, feedback imediato, acompanhamento do progresso dos estudantes e adaptação das tarefas aos diferentes ritmos de aprendizagem. Observou-se ainda que a mediação pedagógica permanece como elemento central para que o uso dessas ferramentas produza efeitos positivos, evidenciando que a tecnologia, por si só, não garante a aprendizagem, mas atua como um recurso que amplia as possibilidades didáticas quando integrado de forma planejada ao currículo e às práticas pedagógicas.
Outrossim, no que se refere às contribuições teóricas, este estudo colabora ao sistematizar discussões sobre a relação entre tecnologias emergentes, alfabetização inicial e equidade educacional, articulando conceitos que frequentemente aparecem de forma fragmentada na literatura. Ao aproximar os debates sobre mediação pedagógica, inclusão e inovação tecnológica, a pesquisa contribui para a compreensão de que o uso de aplicativos educacionais deve ser analisado não apenas sob a perspectiva técnica, mas também pedagógica, social e formativa, fortalecendo a reflexão crítica sobre a integração das tecnologias no ensino.
Ademais, quanto às limitações, ressalta-se que o estudo foi desenvolvido por meio de pesquisa bibliográfica, o que significa que as análises se basearam em dados e resultados já produzidos em outras investigações, não envolvendo intervenção direta em contexto escolar específico. Ainda assim, dentro dos limites metodológicos adotados, foi possível alcançar os objetivos propostos, uma vez que a revisão da literatura permitiu identificar tendências, convergências e evidências relevantes sobre o tema investigado.
Por fim, diante das reflexões realizadas ao longo do estudo, sugere-se que pesquisas futuras possam desenvolver investigações de campo, estudos de caso e intervenções pedagógicas que analisem, de maneira empírica, os impactos do uso de aplicativos educacionais na alfabetização inicial em diferentes contextos escolares. Recomenda-se, ainda, que novos estudos explorem aspectos como formação docente para o uso pedagógico das tecnologias, avaliação de aprendizagem mediada por recursos digitais e condições de infraestrutura que influenciam a efetividade dessas ferramentas, contribuindo para o aprofundamento das discussões sobre equidade educacional e inovação pedagógica.
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1 Mestrando em Tecnologias Emergentes na Educação pela MUST University – Florida USA. E-mail: [email protected].
2 Mestre em Letras - UFPel - Universidade Federal de Pelotas. E-mail: [email protected].