EMPREENDEDORISMO INDUSTRIAL NO PIAUÍ: CARACTERIZAÇÃO DA MALHA INDUSTRIAL, LIMITAÇÕES ESTRUTURAIS E OPORTUNIDADES ESTRATÉGICAS

INDUSTRIAL ENTREPRENEURSHIP IN PIAUÍ: CHARACTERIZATION OF THE INDUSTRIAL STRUCTURE, STRUCTURAL LIMITATIONS, AND STRATEGIC OPPORTUNITIES

REGISTRO DOI: 10.70773/revistatopicos/777778512

RESUMO
Este estudo teve como objetivo descrever a configuração da malha industrial do estado do Piauí e identificar oportunidades para o empreendedorismo no setor industrial local. A pesquisa baseou-se em levantamento documental e coleta de dados secundários, analisados por meio de estatística descritiva e análise de conteúdo. Os resultados indicam que a indústria piauiense é predominantemente composta por micro e pequenas empresas, com baixa intensidade tecnológica e forte concentração nos setores de construção civil e serviços industriais de utilidade pública. Apesar das limitações estruturais – como reduzida participação no PIB industrial nacional e baixa produtividade –, identificam-se oportunidades significativas em agroindústria, mineração, energias renováveis, turismo, infraestrutura logística (como o Porto Piauí) e inovação tecnológica. Conclui-se que o governo estadual atua como agente indutor do desenvolvimento, criando condições favoráveis à atração de investimentos e ao fortalecimento do empreendedorismo industrial.
Palavras-chave: Desenvolvimento econômico; Empreendedorismo; Indústria; Oportunidades; Piauí.

ABSTRACT
This study aimed to describe the configuration of the industrial structure of the state of Piauí and identify opportunities for entrepreneurship in the local industrial sector. The research was based on documentary research and secondary data collection, analyzed through descriptive statistics and content analysis. The results indicate that Piauí's industry is predominantly composed of micro and small enterprises, with low technological intensity and strong concentration in the construction sector and public utility industrial services. Despite structural limitations – such as low participation in the national industrial GDP and low productivity – significant opportunities are identified in agribusiness, mining, renewable energy, tourism, logistics infrastructure (such as Porto Piauí), and technological innovation. It is concluded that the state government acts as an inducer of development, creating favorable conditions for attracting investments and strengthening industrial entrepreneurship.
Keywords: Economic development; Entrepreneurship; Industry; Opportunities; Piauí.

1. INTRODUÇÃO

A elevada mortalidade precoce de organizações no Brasil constitui um fenômeno preocupante que reflete desafios estruturais enfrentados pelos empreendedores nacionais. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2024), aproximadamente 60% das empresas brasileiras encerram suas atividades antes de completarem cinco anos de funcionamento. Esse expressivo índice de mortalidade empresarial evidencia um conjunto de obstáculos que vão além das adversidades econômicas externas, abrangendo deficiências de gestão, ausência de planejamento estratégico e dificuldades de acesso a recursos financeiros (SEBRAE, 2024).

Pesquisas recentes indicam que a produtividade constitui o principal desafio para a sobrevivência e o crescimento dos pequenos negócios no país. Conforme demonstra Nogueira (2025), a maioria das micro e pequenas empresas (MPEs) brasileiras opera com baixíssimos níveis de produtividade em um ambiente de informalidade ou semiformalidade, o que agrava o dilema produtivo nacional e limita o potencial de crescimento econômico e a superação da desigualdade social. O autor critica a visão que reduz o empreendedorismo à criação de novos negócios, tratando-o como panaceia para os problemas nacionais, e propõe, em contrapartida, a requalificação dos empreendedores já existentes e o apoio a inovações que aumentem o conteúdo técnico dos postos de trabalho, resultando no aumento da produtividade e da competitividade das MPEs (Neves; Cruz; Locatelli, 2024; Nogueira, 2025).

No período de 2018 a 2022, a indústria brasileira atravessou uma de suas crises mais severas, o que levou a Confederação Nacional da Indústria (CNI) a formular um mapa estratégico para a retomada do crescimento sustentável e o enfrentamento da concorrência global (CNI, 2025a). Contudo, dados de 2025 indicam que o nível de confiança dos industriais brasileiros permaneceu abaixo da linha divisória entre otimismo e pessimismo (50 pontos) por nove meses consecutivos, situando-se em 46,2 pontos em setembro de 2025, com o componente de expectativas para os próximos seis meses em 48,3 pontos, ainda em terreno pessimista (CNI, 2025a). Esse cenário de cautela reflete as incertezas quanto à recuperação consistente do setor industrial nacional.

Fazendo frente ao desafio imposto, o Governo do Brasil desenvolveu a política e lançou a Nova Política Industrial brasileira com metas e ações voltadas ao desenvolvimento do setor até 2033. A iniciativa, conduzida pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, objetiva fortalecer e promover a reindustrialização do país e resolver o problema estrutural que vem sendo ampliado desde a abertura comercial da fracassada política neoliberal adotada no Brasil desde o início dos anos 1990. Em novas bases tecnológicas e sustentáveis. O programa prevê instrumentos de crédito, subsídios e compras públicas para impulsionar a competitividade da indústria nacional focando em bases tecnológicas sustentáveis (MDIC, 2024).

Apesar desse contexto desafiador, o Brasil registrou em 2025 um recorde na abertura de pequenos negócios. Dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE, 2025) indicam que, entre janeiro e novembro de 2025, foram abertos 4,6 milhões de pequenos empreendimentos, superando o total de 2024 (4,1 milhões) e confirmando o país como um dos mais empreendedores do mundo. Os microempreendedores individuais (MEIs) representaram a maior fatia (77%), seguidos por microempresas (19%) e empresas de pequeno porte (4%) (SEBRAE, 2025). O Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP, 2025) reportou que o Brasil encerrou o segundo quadrimestre de 2025 com 24,2 milhões de empresas ativas, das quais 93,8% são micro e pequenas empresas, com destaque para os 12,6 milhões de MEIs registrados.

Quando se segmenta a atividade industrial brasileira por região, evidencia-se uma acentuada concentração (Portal da Indústria, 2024). Essa disparidade regional decorre de múltiplos fatores inter-relacionados, incluindo aspectos culturais, estruturas sociais, processos empreendedores específicos, além de dimensões como mercado, políticas públicas, capital financeiro, cultura empreendedora, instituições de suporte e recursos humanos (Cardoso et al., 2024; Dias; Vieira, 2024; Ribeiro; Marques, 2026; Santos et al., 2024).

Estudos recentes sobre empreendedorismo no contexto industrial têm avançado na compreensão desses fatores. Gonçalves (2025) analisou os impactos de programas de inovação na promoção do intraempreendedorismo em uma indústria alimentícia capixaba, demonstrando que a estrutura formal de programas de gestão da inovação, baseada em critérios como viabilidade, impacto e originalidade, cria um ambiente propício ao desenvolvimento do comportamento intraempreendedor, com resultados mensuráveis como a redução de 60% nos custos operacionais sem necessidade de investimento adicional (Gonçalves, 2025).

Na mesma direção, Bastos e Alfes (2025) discutiram os impactos da tributação sobre o empreendedorismo no Brasil, especificamente no contexto das indústrias automobilísticas, argumentando que a complexidade e a onerosidade do sistema tributário, combinadas com a burocracia excessiva, representam desafios significativos para as indústrias, impactando negativamente o desenvolvimento econômico e a geração de empregos (Bastos; Alfes, 2025).

Diante desse cenário de elevada mortalidade empresarial, fragilidade industrial e acentuada concentração regional da atividade industrial no país, emerge a seguinte questão de pesquisa, que orienta o presente estudo: "Como se caracteriza a malha industrial do Piauí e quais oportunidades se apresentam para o empreendedorismo no segmento industrial desse estado?".

A compreensão aprofundada da realidade de uma determinada localidade constitui condição necessária para o planejamento de intervenções e políticas públicas mais eficazes e contextualizadas. Conforme ressaltam Ribeiro, Veras e Ferreira (2025a, 2025b), o conhecimento sobre a caracterização da malha industrial do Piauí permitirá direcionar esforços para capacitações, fomento financeiro, alinhamento de atores públicos, formulação de políticas públicas específicas e a criação de um ambiente propício ao empreendedorismo no setor industrial.

O presente artigo está estruturado da seguinte forma: na sequência, apresenta-se a fundamentação teórica que alicerça o trabalho; em seguida, descrevem-se os procedimentos metodológicos adotados; posteriormente, expõem-se e discutem-se os resultados obtidos; e, por fim, são apresentadas as considerações finais com as implicações práticas do estudo e recomendações para futuras pesquisas de aprofundamento.

2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

2.1. Empreendedorismo e Industrialização Global

O empreendedorismo promove hábitos e comportamentos que orientam os negócios de maneira eficiente em direção ao sucesso, razão pela qual os empreendedores necessitam ser visionários e capazes de tomar decisões assertivas. As atividades empreendedoras são fundamentais para o desenvolvimento da economia local e global em todos os segmentos empresariais, não sendo diferente no âmbito da indústria (Dornelas, 2023; Pereira; Ribeiro, 2020).

A industrialização global andou em paralelo com o conceito de capitalismo, período em que os países obtiveram financiamento para o início da primeira revolução industrial, com o desenvolvimento de equipamentos para auxiliar nas produções. No início do século XIX com Henry Ford surge a segunda revolução industrial na sua linha de montagem, apresentando ao mundo a descoberta do conceito de produção em massa. E em seguida entramos na terceira revolução industrial a qual se torna conhecida como “era da informação”, e por fim nos dias atuais entramos na quarta revolução que ficou conhecida como Indústria 4.0 (Costa, 2025; Giacometti; Dominschek, 2018; Ribeiro; Abreu, 2020).

As revoluções industriais geraram profundos impactos sociais e tecnológicos, incluindo a exploração trabalhista que perdura até hoje (Pasquini, 2020). Marcadas pela consolidação do capitalismo e pelo incentivo ao consumismo, as indústrias inicialmente ignoraram os danos ambientais, tratando a poluição como sinal de evolução (Ganzala, 2018). Contudo, os ambientes industrializados contemporâneos divergem drasticamente dos habitats naturais para os quais a espécie humana evoluiu, impondo pressões que ameaçam a saúde e a reprodução humana (Longman; Shaw, 2025). Atualmente, a preocupação ambiental vem ganhando relevância no processo industrial.

Sousa et al. (2025) afirmam que empreendedores e/ou gestores apontam o papel relevante das pequenas e médias empresas (PMEs) como fonte de inovações. Apontam, ainda, a necessidade de mais engajamento dos pesquisadores (meio acadêmico) no que diz respeito ao processo de concepção de políticas públicas de suporte à inovação, indicando que os mesmos precisam de maior envolvimento para sintetizar, traduzir e disseminar informações de pesquisa para subsidiar adequadamente os formuladores de políticas industriais.

2.2. Setor Industrial no Brasil

No Brasil o setor industrial sempre teve uma maior concentração nos produtos primários ao exterior, em 1960 foi um período onde ele se evidenciou devido a uma mudança estratégica, obtida por exportações de bens manufaturados, além da continuidade em importações. Sendo esse um fator que notadamente trouxe um avanço capital nacional e um novo olhar para as indústrias. Além disso, começou a experienciar um novo modo de ver a economia brasileira, de forma onde as políticas ortodoxas como privatizações, aberturas comerciais e financeiras geraram uma expectativa de eliminar a ineficiência do País e aumentar a competitividade entre as indústrias (Diniz; Reolon, 2024).

Porém, a desindustrialização prematura do Brasil foi ocasionada pela mudança radical no regime de política econômica estabelecido no começo da década de 1990. Por exemplo, a participação da indústria de transformação no PIB nacional caiu de algo em torno de 30% em 1980 para aproximadamente 11% em 2020. Neste cenário, a liberalização econômica, principalmente da conta financeira referente à dívida externa, levou à abdicação das políticas industriais e comerciais tradicionais, reduzindo o papel do Estado, supondo-se que o mesmo deveria ser menos intervencionista (Feijó; Feil; Teixeira, 2024).

A ilusão gerada levou o Brasil a adotar irracionalmente a liberalização como política norteadora nacionalmente, fazendo com que o país fosse jogado em uma descida de elevador rumo à destruição nacional conduzindo a indústria de transformação à beira da extinção (Considera; Trece, 2022).

O preço estratégico de tal mudança foi tornar o país não competitivo resultando em desestímulo ao investimento em setores da economia que produzem bens não-commodities negociáveis levando a economia brasileira à desindustrialização (Feijó; Feil; Teixeira, 2024). Consequência disso, a participação da indústria no PIB brasileiro vem caindo drasticamente desde a abertura econômica do Brasil por volta de 1990 e chegando ao seu pior índice em meados da década de 2020 (CNI, 2025a).

A liberalização total era a estratégia liberal para a economia brasileira ampliar sua produtividade na indústria nacional e retomar o crescimento, além da estabilidade de preços. Porém, na prática, o que se viu foi uma regressão drástica na estrutura produtiva brasileira (Feijó; Feil; Teixeira, 2024) ocasionando extinção de empregos qualificados e redução da complexidade econômica do Brasil perante o globo (Diniz; Reolon, 2024; Gala, 2017).

2.3. Políticas e Incentivos Industriais no Piauí

O Brasil tem implementado políticas públicas de inovação de forma ainda insuficiente, o que limita seu desenvolvimento socioeconômico devido à baixa capacidade de gerir e gerar inovações significativas. Diante disso, governos locais e regionais assumem papel fundamental na criação de subsistemas que favoreçam organizações bem-sucedidas e diversificadas nos territórios. Essa dinâmica gera encadeamentos produtivos, troca de conhecimento, melhores empregos e qualidade de vida, promovendo desenvolvimento socioeconômico e sustentável das empresas instaladas localmente (Ribeiro; Marques, 2026).

Em 2022, foram registradas na Junta Comercial do Piauí 7.901 empresas. Desse total, 412 pertenciam ao ramo da construção, 386 às indústrias de transformação e 17 às indústrias extrativas, totalizando 815 novos empreendimentos no estado. Esse contingente representa 10,3% do total de empresas constituídas no período, todas pertencentes ao segmento industrial. Tais dados evidenciam a reduzida taxa de empreendedorismo industrial no Piauí. Por outro lado, também lançam luz sobre o cenário de oportunidades de negócios, na medida em que revelam lacunas não atendidas ou áreas ainda pouco exploradas no estado, favorecendo a atração de potenciais empreendedores (JUCEPI, 2025).

Com isso, os incentivos às indústrias no Piauí vêm se consolidando a partir do fortalecimento da balança comercial do estado, especialmente no que diz respeito ao crescimento das exportações. Esse movimento tem desempenhado um papel relevante na dinamização da economia estadual, ao ampliar a inserção do Piauí no mercado externo e estimular a diversificação produtiva. Nesse contexto, observa-se um aumento da competitividade das indústrias locais, impulsionado tanto pela maior demanda internacional quanto pela necessidade de adequação a padrões produtivos mais elevados. Além disso, esse cenário contribui diretamente para o fortalecimento das cadeias produtivas regionais, funcionando como um importante mecanismo de incentivo aos produtores locais (Ribeiro; Marques, 2026; Silva et al., 2021).

Devido à sua posição geográfica estratégica, o estado do Piauí apresenta condições favoráveis para se destacar na atração de investimentos públicos e privados, sobretudo em função de sua localização que facilita o escoamento da produção e a integração com mercados nacionais e internacionais. Esse fator contribui para a ampliação de oportunidades logísticas e comerciais, tornando o estado mais competitivo no cenário regional. Nesse contexto, a captação de investimentos torna-se um elemento fundamental para impulsionar o desenvolvimento da indústria local, promovendo a modernização dos processos produtivos, o fortalecimento das cadeias produtivas e a geração de emprego e renda. Consequentemente, esse movimento favorece o crescimento econômico sustentável e a consolidação do setor industrial como um dos pilares do desenvolvimento estadual (Ribeiro; Veras; Ferreira, 2025).

3. METODOLOGIA

A presente pesquisa caracterizou-se como sendo do tipo básica, descritivo-exploratória, de abordagem qualitativa e quantitativa, com perspectiva temporal transversal, fazendo uso da estratégia de pesquisa bibliográfica, usando como técnica de coleta de dados a pesquisa bibliográfica e pesquisa documental de dados primários e secundários, submetendo os dados coletadas à análise de conteúdo e estatística descritiva (Bardin, 2009; Creswell; Creswell, 2021; Martins; Theóphilo, 2009; Takahashi, 2013).

A técnica adotada consistiu na análise de conteúdo, mediante tabulação e categorização dos dados, possibilitando a realização de inferências e a descrição dos resultados obtidos. Para isso, foram elaborados quadros contendo as informações coletadas e analisadas. No que se refere à dimensão quantitativa, utilizou-se estatística descritiva, com apresentação dos resultados por meio de tabelas, gráficos e outras representações, a fim de proporcionar melhor compreensão e alcance dos objetivos propostos.

Quanto à abordagem qualitativa, foram estabelecidos critérios (quadro 1) como a seleção de publicações produzidas entre os anos de 2022 e 2025 (artigos, teses, dissertações e livros), além da análise de leis e normativas vigentes aplicáveis às indústrias do estado estudado. A análise concentrou-se no setor industrial, considerando sua atuação, porte, abrangência e benefícios. A coleta de dados ocorreu conforme a estratégia anteriormente mencionada.

Quadro 1 – Protocolo de Pesquisa Bibliográfica e Pesquisa Documental

FONTE

O QUE PROCURAR

FOCO DE ANÁLISE

Scielo, Spell e Periódico Capes

Publicações dos anos de 2022 a 2025 (artigos, teses, dissertações e/ou livros) que tratam da caracterização das indústrias instaladas no Piauí

Indústrias do Piauí:

  • Características, tamanho, foco, mercado de atuação, produtos fabricados, etc

  • Benefícios e incentivos fiscais

  • Faturamento

  • Contribuição para o PIB do Estado

  • Tempo de atuação

  • Mercados atendidos

  • Lacunas/mercados não atendidos

  • Quantidade de funcionários, etc

Sites de órgãos públicos do Piauí

Leis e Normativos que estejam em vigor sobre as indústrias instaladas no Piauí

Relatórios setoriais e informações técnicas

Em órgãos setoriais da indústria do Piauí publicados no último ano ou o mais recente encontrado (Cni, Fiepi, Cepro, Portal da Indústria, etc)

Fonte: Autoria própria (2026)

A técnica de análise de dados utilizada foi a análise de conteúdo e, para isso, os dados foram organizados, tabulados e categorizados de maneira que fosse possível realizar inferências e descrever os achados obtidos, além disso, foram construídos quadros e tabelas necessários para a apresentação das análises dos documentos e publicações obtidas. Em relação à parte quantitativa, foi feito o uso de estatística descritiva com a apresentação das análises e resultados em forma de tabelas, gráficos e representações que auxiliam na compreensão mais apurada do objeto de estudo e alcance dos objetivos.

4. RESULTADOS E DISCUSSÕES

No Piauí, estado analisado, aproximadamente 0,57% dos empregos são gerados pelo setor industrial. No ano de 2024, verificou-se que a média salarial nesse segmento foi de R$ 2.147,30, o que representa uma defasagem de 28,2% em relação à média nacional. Ainda assim, o emprego formal vinculado à indústria configura-se como uma importante fonte de geração de postos de trabalho no estado.

Vargas, Silva Neto e Araújo (2024) apontam que, no Piauí, a expansão de setores industriais como alimentos, metalurgia, bebidas, vestuário e couro é viável devido ao baixo nível tecnológico exigido e à existência de mercado interno estadual. Além disso, o aumento da receita líquida de vendas dessas indústrias impacta positivamente a geração de empregos.

A Tabela 1 evidencia a distribuição dos estabelecimentos industriais por porte no Piauí, em comparação à região Nordeste e ao Brasil. Observa-se que o estado possui predominância de microempresas, que representam 81,80% do total, percentual superior ao registrado no Nordeste de (79,00%) e no Brasil (77,20%). Esses dados demonstram que o estado é predominantemente composto por empreendimentos de pequeno porte, reforçando a limitação industrial dentro do estado. Em relação às pequenas empresas, o Piauí apresenta 15,40%, evidenciando uma menor participação na economia industrial local. No que se refere às médias e grandes empresas, os percentuais são mais reduzidos, com 2,50% e 0,20%, respectivamente, apresentando baixa presença de indústrias de maior porte no Piauí.

Tabela 1 – Percentual de indústrias por dimensão

INFORMAÇÃO

PIAUÍ

NORDESTE

BRASIL

Número de estabelecimentos industriais

7.854

125.076

728.236

Micro empresa - até 09 empregados

81,80%

79,00%

77,20%

Pequena empresa - de 10 a 49 empregados

15,40%

16,70%

17,90%

Média empresa - de 50 a 249 empregados

2,50%

3,50%

3,90%

Grande empresa - 250 ou mais empregados

0,20%

0,70%

0,90%

Fonte: Dados CNI (2025b, 2025c)

Os dados da Tabela 1 evidenciam que a malha industrial do Piauí é caracterizada, principalmente, pela predominância de empresas de pequeno porte, reforçando a baixa diversidade e a reduzida escala produtiva do setor. Apesar de exercer papel importante no desenvolvimento econômico do estado, ainda existem limitações relacionadas ao nível tecnológico, à produtividade e à qualificação da mão de obra, o que indica que a indústria local ainda se encontra em processo de desenvolvimento.

A Tabela 2 apresentada a seguir sistematiza os principais setores e atividades econômicas do estado com empresas ativas no estado, a abrangência setorial inclui serviços, comércio e indústria que atende diversas vocações econômicas do estado. Diante da estrutura industrial caracterizada pela predominância de empresas de pequeno porte, dados da Junta Comercial do Estado do Piauí (Jucepi) complementam a análise ao evidenciar a dinâmica recente do ambiente de negócios no estado.

Tabela 2 – Empresas ativas por setor econômico no Piauí (no mês)

SETOR / ATIVIDADES ECONÔMICAS NO SETOR

QTD. ABERTURAS

% ABERTURAS EM RELAÇÃO AO TOTAL

SERVIÇOS

147.230

44.9% do total

Alojamento e alimentação

36.079

11.0%

Atividades administrativas e serviços complementares

31.113

9.5%

Atividades profissionais, científicas e técnicas

17.749

5.4%

Transporte, armazenagem e correio

14.073

4.3%

Outras atividades de serviços

12.338

3.8%

Educação

7.538

2.3%

Saúde humana e serviços sociais

7.350

2.2%

Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura

6.399

1.9%

Artes, cultura, esporte e recreação

6.031

1.8%

Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados

2.428

0.7%

Informação e comunicação

2.380

0.7%

Atividades imobiliárias

2.195

0.7%

Serviços domésticos

1.478

0.5%

Administração pública, defesa e seguridade social

79

0.0%

COMÉRCIO

140.848

42.9% do total

Comércio

140.848

42.9%

INDÚSTRIA

29.967

9.1% do total

Indústrias de transformação

13.695

4.2%

Construção

10.957

3.3%

Água, esgoto, atividades de gestão de resíduos e descontaminação

4.954

1.5%

Eletricidade e gás

232

0.1%

Indústrias extrativas

129

0.0%

-

10.157

3.1% do total

-

10.157

3.1%

TOTAL CONSOLIDADO (ESTADO)

 

328.202

Fonte: JUCEPI (2026)

Além da caracterização estrutural da indústria piauiense, os dados possibilitam compreender a evolução do ambiente de negócios e sua relação com as áreas de desenvolvimento econômico no estado, evidenciando um crescimento significativo de empreendimentos nas atividades de comércio, serviços e indústria de transformação, o que demonstra uma diversificação da economia local.

Embora a malha industrial do Piauí seja composta, majoritariamente, por empreendimentos de pequeno porte, observa-se um crescimento contínuo na abertura de novas empresas, bem como o avanço da formalização e do empreendedorismo no estado.

No primeiro trimestre de 2026, segundo dados da Jucepi, observa-se que os principais responsáveis pela abertura de novos negócios são os empresários individuais, configurando-se como uma porta de entrada para aqueles que desejam empreender. Esse cenário é favorecido pela praticidade, facilidade e simplicidade no processo de registro empresarial, o que contribui para a atração de novos empreendedores e para o estímulo à formalização.

Além disso, a utilização da plataforma digital Gov.pi Empresas tem desempenhado papel fundamental nesse processo, ao desburocratizar procedimentos anteriormente morosos, proporcionando maior agilidade regulatória e eficiência na abertura de empresas. Dessa forma, a digitalização dos serviços fortalece o ambiente de negócios no estado, tornando-o mais acessível e dinâmico (Governo do Piauí, 2026a).

Gráfico 1 – Composição setorial das indústrias no Piauí, Nordeste e Brasil (2012 - 2022)

Fonte: Dados CNI (2025b, 2025c)

De acordo com o gráfico 1, as indústrias do Piauí concentram-se majoritariamente nos setores de construção (37,90%), serviços industriais de utilidade pública (29,50%), alimentos (14,30%), bebidas (3,10%) e manutenção e reparação (2,10%). Em conjunto, esses segmentos representam 86,90% da atividade industrial do estado (CNI, 2025c).

Ressalta-se que o setor da construção civil desempenha papel fundamental no crescimento econômico e sua capacidade de geração de empregos.

O estado do Piauí atua de maneira direta com investimentos em obras de infraestrutura, como a duplicação de rodovias, a construção de pontes e viadutos e o avanço da malha ferroviária, que vêm transformando a dinâmica de mobilidade e logística no estado. Destacando a Ferrovia Transnordestina, que atravessa o sul do estado e amplia a integração do Piauí com a malha ferroviária nacional. Esse avanço cria novas alternativas para o transporte de cargas, reduzindo o tempo de deslocamento de mercadorias e facilitando o escoamento de grãos e minérios produzidos na região.

Cabe destacar as duplicações das rodovias BR-316 e BR-343, sendo esta última um importante eixo viário que conecta a capital ao litoral, além de integrar diversos municípios do interior, fortalecendo o transporte de cargas e a logística regional.

Além disso, destacam-se obras estratégicas, como a construção da ponte de Ribeiro Gonçalves, na BR-330/PI, trecho entre a divisa PI/MA e a divisa PI/BA da BR-235/PI, bem como a restauração do trecho Bom Jesus–Gilbués da BR-135/PI. Essas intervenções fortalecem a integração da região do Matopiba (região composta por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), ampliando a competitividade do agronegócio e melhorando significativamente as condições de escoamento da produção agrícola do estado (Governo do Piauí, 2025c).

O estado do Piauí alcançou um marco no período de 2023 a 2025, registrando a maior recuperação da malha rodoviária de sua história. Por meio do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) e de outros órgãos de infraestrutura, foram restaurados mais de 7.300 km de rodovias e construídos aproximadamente 1.000 km de novos trechos, o que corresponde a cerca de 83% da malha viária estadual. Esses avanços têm sido viabilizados por investimentos públicos e parcerias público-privadas (PPPs).

As obras, conduzidas por instituições como a Secretaria da Infraestrutura (Seinfra), o Instituto de Desenvolvimento do Piauí (Idepi) e o próprio DER, também têm gerado impactos positivos no mercado de trabalho, com a criação de cerca de 35 mil empregos diretos e indiretos, além de contribuírem para a melhoria das condições de trafegabilidade no estado.

Entre os principais projetos recentes, destacam-se a rodovia Transcerrados, com 227 km construídos, além das rodovias PI-391, em Uruçuí, e PI-392, conhecida como Rodovia da Soja, que beneficiam diretamente a região do agronegócio e fortalecem a logística de escoamento da produção (Governo do Piauí, 2026c).

Como resultado desses investimentos, no ano de 2025 o Piauí alcançou a 1ª colocação no Norte e Nordeste e a 5ª posição no Brasil no ranking da Confederação Nacional do Transporte (CNT), no que se refere à qualidade das rodovias classificadas como ótimas ou boas. Esse reconhecimento evidencia os avanços em infraestrutura, segurança e mobilidade, consolidando o estado como um importante indutor do desenvolvimento econômico regional (Governo do Piauí, 2025f).

Nesse contexto, os investimentos em infraestrutura contribuem diretamente para o desenvolvimento econômico do estado, ao melhorar o acesso, a integração regional e a competitividade logística, além de ampliar a capacidade de exportação e gerar novas oportunidades para o setor produtivo.

No período de janeiro a novembro de 2025, o estado do Piauí movimentou R$ 1,2 bilhão em exportações, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), posicionando-se na 5ª colocação no ranking de exportações do Nordeste. Observa-se, ainda, uma diversificação dos produtos exportados, que abrange desde o setor agrícola, com destaque para soja, algodão e milho, até segmentos das indústrias extrativa e farmacêutica.

Esse desempenho demonstra o fortalecimento da economia piauiense, e a capacidade do estado de se inserir de forma competitiva no mercado internacional, influenciando diretamente a geração de emprego e renda e ampliando as oportunidades para a população local.

A soja é o produto com maior representatividade nas exportações do Piauí, liderando com 83,91% do total exportado. A China configura-se como a principal parceira comercial do estado, evidenciando a força do agronegócio e das cadeias produtivas a ele associadas.

Outro parceiro importante são os Estados Unidos, com destaque para o mel natural, que concentra 63,41% do valor exportado para esse mercado. Esses dados reforçam a relevância dos setores primário e extrativo na economia piauiense, bem como seu potencial de inserção no comércio internacional (Governo do Piauí, 2025a).

A produção tem origem majoritária nos municípios de Uruçuí, Bom Jesus, Baixa Grande do Ribeiro, Monte Alegre do Piauí, Corrente, Parnaíba e Santa Filomena, localizados em regiões de cerrado com forte presença do agronegócio. Destacam-se, ainda, o algodão debulhado, as ceras vegetais, os bagaços e outros resíduos sólidos da extração do óleo de soja, evidenciando o aproveitamento industrial da cadeia produtiva.

Outros produtos que compõem as exportações incluem o milho em grão (exceto para semeadura) e os minérios de ferro e seus concentrados. Esse desempenho reflete não apenas o crescimento da produção agrícola, mas também os investimentos em infraestrutura logística e rodoviária, como o Anel Rodoviário da Soja, que facilita o escoamento da safra no sul do estado.

Dessa forma, a valorização da produção local consolida-se como um eixo estratégico para o desenvolvimento econômico do Piauí, contribuindo para a geração de emprego, o aumento da competitividade e a inserção do estado no mercado internacional. Além disso, esse cenário evidencia o potencial para o fortalecimento da agroindústria e para o surgimento de novos empreendimentos industriais, especialmente voltados ao beneficiamento e à agregação de valor às matérias-primas produzidas no estado (Governo do Piauí, 2025b).

Nesse contexto, o fortalecimento das exportações, aliado aos investimentos em infraestrutura logística realizados pelo governo do estado evidencia o potencial de desenvolvimento socioeconômico estadual. A partir dessa dinâmica, torna-se possível identificar diferentes áreas estratégicas para investimento e expansão de atividades produtivas. Na Figura 1, é possível identificar as áreas de oportunidades e potencialidades econômicas do estado.

Figura 1 – Mapa de Oportunidades do Piauí

Fonte: Exame (2024)

Conforme apresentado na Figura 1, o estado do Piauí define seis principais eixos estratégicos para a atração de novos investimentos: energias renováveis e transição energética, agronegócio, educação, inovação, turismo e nova fronteira mineral. Nesse contexto, observa-se que o estado tem atraído investimentos privados relevantes, especialmente no setor agroindustrial, contribuindo para a geração de emprego e renda.

Destacam-se projetos em fase de implantação, como a usina de etanol de milho do Grupo Brasbio/Progresso, em Uruçuí; o frigorífico de aves do Grupo Nutriza, também em Uruçuí; a algodoeira do Grupo Franciosi, em Baixa Grande do Ribeiro; o projeto de irrigação do Grupo AZN, no mesmo município; e o Frigorífico Piauhy, em Ribeiro Gonçalves. Esses empreendimentos reforçam o potencial produtivo da região e a valorização das cadeias agroindustriais locais.

Nesse cenário, a atuação da Investe Piauí destaca-se como fundamental na promoção do ambiente de negócios, ao identificar e solucionar desafios enfrentados por empresas interessadas em investir no estado. A instituição oferece suporte em questões como licenciamento ambiental, incentivos fiscais, regularização fundiária, infraestrutura e qualificação da mão de obra. Dessa forma, contribui tanto para a atração de novos investidores quanto para a consolidação de projetos estratégicos, alinhados às prioridades do governo estadual e ao desenvolvimento econômico do Piauí (Piauí Negócios, 2025).

Além do agronegócio, outro setor com elevado potencial de desenvolvimento no estado do Piauí é a mineração, destacando-se como uma nova fronteira econômica para a atração de investimentos e a expansão da malha industrial, com geração de empregos e dinamização da economia. A atuação da Lion Mining, no município de Piripiri, consolida a região como um importante polo de mineração no estado.

A empresa já realizou investimentos superiores a R$ 150 milhões no Piauí e contabiliza a exportação de minério para o mercado internacional, com destaque para a China como principal destino. Além disso, gera cerca de 300 empregos diretos nas minas em operação, contribuindo também para a criação de empregos indiretos e para o fortalecimento da economia local e regional.

Atualmente, o escoamento da produção ocorre por meio do Porto do Pecém, no Ceará; entretanto, há expectativas de que, futuramente, seja realizado pelo Porto Piauí, em Luís Correia. Com o objetivo de agregar valor à produção e fortalecer a economia local, o estado do Piauí vem realizando investimentos estratégicos no setor logístico, com previsão superior a R$ 7 bilhões até 2030 destinados ao Porto Piauí. Esse empreendimento visa impulsionar o desenvolvimento logístico e econômico do estado, considerando sua vocação exportadora, especialmente de produtos como minério de ferro, oriundo de Piripiri, e grãos produzidos na região do cerrado, que atualmente são escoados por outros estados.

Nesse sentido, o governo estadual busca garantir uma infraestrutura adequada, promovendo a integração entre diferentes modais de transporte. Assim, a produção do extremo sul do Piauí poderá ser exportada diretamente pelo litoral, aumentando a eficiência logística. O projeto é conduzido pela Companhia Porto Piauí, em parceria com a Investe Piauí, e tem como objetivo ampliar a conexão do estado com mercados globais, como China, Estados Unidos e Europa.

Além de reduzir custos logísticos e o tempo de transporte, o Porto Piauí tende a gerar impactos positivos significativos, como a criação de empregos, o aumento da renda e o incremento na arrecadação de tributos. Dessa forma, o empreendimento consolida-se como uma estratégia fundamental para a geração de novas oportunidades para a população piauiense, ao fortalecer as vocações produtivas regionais, melhorar a infraestrutura local e atrair novos investimentos, promovendo, assim, o desenvolvimento socioeconômico do estado (Governo do Piauí, 2026b; Segov, 2025).

Nesse contexto de diversificação das atividades econômicas, o turismo também se destaca como um setor promissor para o desenvolvimento do estado do Piauí. Com forte potencial natural e cultural, o estado apresenta importantes atrativos, como o litoral piauiense e seus parques nacionais, entre eles o Parque Nacional da Serra da Capivara, que abriga uma das maiores concentrações de sítios arqueológicos do mundo, além do Museu do Homem Americano, importante centro de preservação e difusão do patrimônio arqueológico e o Parque Nacional da Serra das Confusões, considerado a maior reserva do bioma Caatinga do país.

Além disso, o litoral piauiense, especialmente a região de Barra Grande, tem registrado o surgimento de empreendimentos turísticos de alto padrão, como hotéis-boutique a resorts, impulsionando não apenas o setor de hospedagem e alimentação, mas também atividades ligadas à economia criativa. Marcas locais de design e artesanato, como a Trapos & Fiapos, destacam-se pela produção de peças com identidade regional, como tapetes confeccionados com palha de buriti.

Dessa forma, o turismo evidencia-se como uma importante oportunidade para o empreendedorismo, contribuindo para a geração de emprego e renda, a valorização da cultura local e a projeção do Piauí no cenário nacional e internacional, ao destacar sua autenticidade e relevância econômica (Exame, 2024).

O Estado do Piauí tem atuado de forma direta no financiamento e no fortalecimento das atividades empresariais, criando condições favoráveis ao desenvolvimento econômico e acompanhando as transformações relacionadas aos investimentos em setores estratégicos. Destacando o avanço na expansão da malha aeroviária, com a intensificação da implantação e modernização da infraestrutura aeroportuária, considerada fundamental para o crescimento econômico, a atração de investimentos e a ampliação do acesso a serviços essenciais, como o atendimento de urgência por meio do transporte aeromédico.

Já foram inaugurados aeródromos em municípios como Piripiri, Valença do Piauí, Cocal, Castelo do Piauí, Ribeiro Gonçalves, Santa Filomena, Curimatá, Alvorada do Gurguéia, Canto do Buriti e Luzilândia. Além disso, destacam-se os aeroportos localizados em Bom Jesus, Barra Grande, Picos, Oeiras e Uruçuí, bem como a conclusão da estrutura do aeródromo de Jaicós e a reforma do Aeroporto Internacional de Parnaíba.

Além disso, estão previstas novas entregas, como os aeroportos de Barras e Paulistana, que se encontram em fase de finalização. Esse conjunto de investimentos evidencia o planejamento estratégico do estado, sob coordenação pública, voltado à melhoria da mobilidade, à integração regional e ao fortalecimento das condições socioeconômicas, contribuindo para a dinamização do turismo e para a ampliação das oportunidades de desenvolvimento (Governo do Piauí, 2025e).

Além dos setores produtivos tradicionais, a educação e a inovação configuram-se como pilares estratégicos para o desenvolvimento econômico sustentável do estado do Piauí. Esse avanço tem ocorrido de forma concreta por meio de iniciativas de transformação digital conduzidas pela Secretaria de Estado da Educação, que vêm inserindo estudantes da rede pública no ensino de Inteligência Artificial (IA).

Adicionalmente, programas educacionais têm proporcionado a participação de professores e alunos em experiências internacionais, como maratonas de inovação, permitindo o contato direto com práticas e tecnologias de ponta. Essas ações contribuem para a capacitação da mão de obra local, preparando-a para atuar em um mercado cada vez mais competitivo e alinhado às demandas do desenvolvimento econômico do estado (Governo do Piauí, 2025d).

Silva et al. (2024) apontam a existência de uma relação simbiótica com impacto positivo significativo entre o aumento da taxa de crescimento da demanda por mão de obra qualificada (ensino em nível de graduação e pós-graduação) e a taxa de crescimento econômico dos municípios brasileiros. Tal relação positiva ainda gera transbordamento impactando o crescimento econômico de outros setores produtivos como o agrícola e o de serviços.

Reforça-se, assim, a importância da indústria e do capital humano (seus trabalhadores) na promoção do desenvolvimento econômico do Brasil como um todo. O conhecimento da realidade industrial e oportunidades existentes no segmento podem contribuir para ampliar e direcionar estrategicamente o fomento de negócios, de tal forma que se espera não apenas melhorar o ambiente econômico industrial do Estado, mas também contribuir para o desenvolvimento econômico da região, promovendo a geração de empregos e o fortalecimento do comércio local (Silva et al., 2024).

Nesse contexto, observa-se que tais iniciativas não apenas estimulam o surgimento de novos empreendimentos, mas também colocam o cidadão no centro das políticas públicas, promovendo inclusão, qualificação profissional e desenvolvimento social. Dessa forma, a educação e a inovação tornam-se fundamentais para o fortalecimento das potencialidades do Piauí e para a superação de seus desafios estruturais (Governo do Piauí, 2025d).

O governo do estado do Piauí tem se consolidado como um importante alicerce na formação de mão de obra qualificada, ao adotar uma postura estratégica voltada não apenas às demandas atuais, mas também às perspectivas futuras de desenvolvimento. Com isso, destaca-se a criação do Piauí Instituto de Tecnologia (PIT), uma Instituição Científica, Tecnológica e de Inovação (ICT) que oferece cursos superiores e de formação livre de forma gratuita, com abordagem prática e inovadora.

A iniciativa acompanha as principais transformações globais, estabelecendo parcerias com instituições de referência, como o Massachusetts Institute of Technology (MIT), com foco na aceleração de negócios e no desenvolvimento de soluções tecnológicas. Dessa forma, o PIT contribui para a construção de um estado mais preparado para o mercado de trabalho, ao promover a integração entre educação, governo e setor produtivo, estimulando a inovação e o empreendedorismo (Piauí, 2026).

Dessa forma, a análise conjunta dos dados permite compreender que a estrutura econômica do Piauí é marcada por uma forte especialização produtiva, ao mesmo tempo em que revela oportunidades significativas para a diversificação econômica. Esse cenário evidencia a importância da adoção de políticas públicas e incentivos que promovam a interiorização do desenvolvimento e o fortalecimento de setores estratégicos com potencial de expansão, contribuindo para a geração de emprego, renda e maior equilíbrio regional.

Nesse contexto, observa-se que o estado vem atuando como agente indutor do desenvolvimento, adotando uma postura empreendedora e orientada ao planejamento estratégico, com foco na valorização de suas potencialidades econômicas. A implementação de políticas públicas voltadas ao fomento das atividades produtivas, à atração de novos investimentos e ao fortalecimento do ambiente de negócios tem contribuído para consolidar o Piauí como um estado com crescente relevância no cenário econômico.

Além disso, o governo estadual tem buscado posicionar-se como um motor de desenvolvimento tecnológico e inovador, ao investir na qualificação da mão de obra, na integração entre educação, inovação e setor produtivo e na criação de oportunidades para a população. Dessa forma, o estado não apenas estimula o crescimento econômico, mas também promove inclusão social e prepara seus cidadãos para aproveitar as oportunidades geradas por esse processo de transformação.

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Diante das análises realizadas, conclui-se que a estrutura produtiva do estado do Piauí caracteriza-se pela predominância de empreendimentos de pequeno porte e por especialização em setores de baixo conteúdo tecnológico, o que evidencia limitações estruturais, mas também revela oportunidades relevantes para a diversificação produtiva. Nesse sentido, o objetivo geral da pesquisa foi alcançado, uma vez que foi possível descrever a configuração da malha industrial do estado e identificar as principais oportunidades para o empreendedorismo nesse segmento.

Os resultados indicam que, apesar da baixa participação relativa no cenário nacional e da reduzida presença de indústrias de médio e grande porte, o estado vem apresentando avanços significativos. Esses avanços são impulsionados pelo crescimento das exportações, pelos investimentos em infraestrutura logística – incluindo rodovias, ferrovia e o Porto Piauí – e pela valorização das cadeias produtivas locais, especialmente aquelas vinculadas ao agronegócio.

No que se refere aos objetivos específicos, foi possível identificar como principais características da indústria piauiense a baixa intensidade tecnológica, a concentração em setores tradicionais e a forte presença de micro e pequenas empresas. Por outro lado, também foram evidenciadas oportunidades de empreendedorismo em setores estratégicos, como o agronegócio e a agroindústria, a mineração, o turismo, as energias renováveis, além das áreas de educação e inovação, que vêm ganhando destaque no cenário estadual.

Destaca-se, ainda, o papel do governo do estado como agente indutor do desenvolvimento, ao atuar de forma estratégica na criação de condições favoráveis ao crescimento econômico. Por meio de políticas públicas, investimentos em infraestrutura, digitalização de serviços e iniciativas voltadas à qualificação da mão de obra, o estado demonstra uma postura empreendedora, orientada tanto para as demandas atuais quanto para a construção de um ambiente propício ao desenvolvimento futuro e à atração de novos investimentos.

Apesar dos avanços observados, a pesquisa apresentou limitações relacionadas à disponibilidade e atualização de dados específicos sobre o setor industrial no estado, o que restringe análises mais aprofundadas de determinados segmentos. Dessa forma, sugere-se, como agenda para pesquisas futuras, a realização de estudos comparativos com outros estados ou países que tenham alcançado resultados expressivos por meio de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento produtivo, bem como investigações mais detalhadas sobre cadeias produtivas estratégicas e o papel da inovação no crescimento regional.

Como perspectiva de implementação, torna-se fundamental ampliar políticas públicas voltadas à diversificação econômica, à interiorização do desenvolvimento e ao fortalecimento das cadeias produtivas locais. Recomenda-se, ainda, o fortalecimento da integração entre setor produtivo, instituições de ensino e iniciativas de inovação, bem como a continuidade dos investimentos em infraestrutura logística e digital, visando aumentar a competitividade e reduzir desigualdades regionais.

Em síntese, conclui-se que, embora ainda enfrente desafios estruturais, o Piauí apresenta condições favoráveis para a expansão das atividades produtivas e para o fortalecimento do empreendedorismo. A atuação estratégica do estado, aliada à valorização de suas potencialidades, evidencia um cenário de crescimento progressivo, no qual o Piauí se consolida como um agente ativo no desenvolvimento econômico, com capacidade de gerar oportunidades, atrair investimentos e promover um desenvolvimento sustentável e inclusivo.

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1 Mestre em Administração (UFPR). Professor do Centro Universitário Santo Agostinho (UNIFSA). Administrador (UFPI). Orientador do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC/UNIFSA) vinculado ao curso de Engenharia de Produção no projeto “Empreende Piauí: Caracterização e Oportunidades na Malha Industrial do Piauí”. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail, Linktree: https://linktr.ee/rhubens7/. ORCID: https://orcid.org/0000-0002-8970-6864.

2 Bolsista do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC/UNIFSA) vinculada ao curso de Engenharia de Produção no projeto “Empreende Piauí: caracterização e oportunidades na malha industrial do Piauí”. Graduanda em Engenharia de Produção do Centro Universitário Santo Agostinho – UNIFSA. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail. ORCID: https://orcid.org/0009-0003-7251-0050.

3 Voluntária do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC/UNIFSA) vinculada ao curso de Engenharia de Produção no projeto “Empreende Piauí: caracterização e oportunidades na malha industrial do Piauí”. Graduanda em Engenharia de Produção do Centro Universitário Santo Agostinho – UNIFSA. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail. ORCID: https://orcid.org/0009-0009-3312-6359.

4 Graduanda em Administração do Centro Universitário Santo Agostinho – UNIFSA. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail. ORCID: https://orcid.org/0009-0008-3264-1212.