REGISTRO DOI: 10.70773/revistatopicos/781717887
RESUMO
O presente artigo trata de uma pesquisa qualitativa, de cunho bibliográfico, que aborda as múltiplas linguagens e as tecnologias na Educação Infantil. O objetivo é compreender, através das concepções dos teóricos e autores que discutem o tema, a importância das múltiplas linguagens e as contribuições das tecnologias na educação infantil, assim como o papel do professor e suas intervenções. Alguns dos teóricos encontrados sobre o tema são: Gandini; Forman (1999); Rinaldi (2022); Horn (2004); Bonfante, Camargo (2017); Gobbi (2010); Vitória (2010); Miller, Fantin (2014) e Fantin (2007). Destaca a relevância da temática para a educação infantil. E, considerando o conhecimento sobre o assunto abordado, se faz necessária a continuidade da pesquisa em tela, visando a debruçar-se posteriormente um pouco mais sobre as leituras, para assim aprofundar a temática.
Palavras-chave: linguagens; tecnologias móveis; criança.
ABSTRACT
This article presents a qualitative, bibliographical research study that addresses the multiple languages and technologies in Early Childhood Education The objective is to understand, through the conceptions of the theorists and authors who discuss the topic.The importance of multiple languages and the contributions of technology in early childhood education, as well as the role of the teacher and their interventions. Some of the theorists found on the subject are: Gandini; Forman (1999); Rinaldi (2022); Horn (2004); Bonfante, Camargo (2017); Gobbi (2010); Vitória (2010); Miller, Fantin (2014) and. Fantin (2007). It highlights the relevance of the topic for early childhood education. And, considering the knowledge about the subject addressed, the continuation of the research in question is necessary aiming to delve a little deeper into the readings later, in order to further explore the topi.
Keywords: language; ; mobile Technologies; children.
1. INTRODUÇÃO
As inúmeras formas de linguagens são utilizadas pelos professores, como abordagens que possibilitam a aprendizagem das crianças na Educação Infantil, por meio de atividades lúdicas que podem vir a aguçar a criatividade e a imaginação das crianças, podendo vir a contribuir significativamente para o desenvolvimento dos pequenos, no contexto em que se encontram inseridos. Assim, é essencial que os educadores desempenhem o seu papel de mediadores nas práticas pedagógicas propostas, utilizando as linguagens.
Este estudo tem como objetivo, compreender através das concepções dos teóricos e autores que discutem o tema, a importância das múltiplas linguagens e as contribuições das tecnologias na educação infantil. Para tanto, versaremos sobre o papel do professor e suas intervenções, as múltiplas linguagens na Educação Infantil e as contribuições das mídias no desenvolvimento das múltiplas linguagens.
As linguagens, inicialmente, utilizadas na e para a educação, são a verbal e a escrita, mas existem várias outras, que contribuem para a ação instrutiva junto às crianças, como os gestos, os desenhos, a música, a dança, que oferecem um conjunto de metodologias que simplificam e viabilizam o desenvolvimento e a aprendizagem dos pequenos. Por serem crianças pequenas, em sua grande maioria, chegam à escola sem verbalizar de forma correta, mas se estimulados, logo desenvolvem a fala e passam a se relacionar de maneira mais concreta com seus pares.
Uma das práticas pedagógicas, que fazem parte dos direitos de inclusão digital, social e cultural, é a inserção das tecnologias móveis no meio educacional, tendo em vista que as mesmas podem contribuir no desenvolvimento da linguagem dos mesmos. Mas, para que isso ocorra, faz-se necessário um planejamento nas atividades propostas, para que estas mídias móveis possam ser utilizadas com intencionalidade pedagógica, contribuindo para a ampliação de suas aprendizagens.
Compreende-se a necessidade de uma demanda de profissionais qualificados, no tocante ao uso correto das tecnologias, que possuam uma visão abrangente acerca das necessidades das crianças, com o objetivo de encontrar a melhor forma de fazer acontecer a aprendizagem para cada uma delas, contribuindo para o seu desenvolvimento integral de maneira eficiente, estimulando as habilidades, a imaginação, e a criatividade, fazendo uso da tecnologia da forma mais apropriada para cada uma.
Gandini; Forman, (1999), nos apresenta que “as crianças pequenas são encorajadas a explorar seu ambiente e a expressar a si mesma através de todas as suas linguagens naturais ou modos de expressão, incluindo palavras, movimentos, desenhos, pinturas, montagens, teatro de sombras, colagens dramatizações e músicas” (Gandini; Forman, 1999, p. 21).
Na perspectiva dos autores, as diversas linguagens introduzidas nas atividades realizadas na Educação Infantil, com foco na aprendizagem das crianças, devem contribuir para o seu desenvolvimento cognitivo e motor, pois, por meio das linguagens, os pequenos podem expressar seus desejos, desenvolver a comunicação com seus pares e com o ambiente em que se encontram, Sendo assim, é de suma importância que o professor mediador compreenda as necessidades, peculiaridades e o tempo que cada uma tem para aprender e atribuir significado a suas ações, porque, na maioria das vezes, estes ainda não são tão claros.
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
2.1. O Papel do Professor e Suas Intervenções
Faz-se necessário destacar a relevância do professor, seu papel de mediador, e suas intervenções pedagógicas, que servem de ponte entre a criança e o conhecimento no cotidiano escolar. Para tanto, Rinaldi (2022) ressalta que;
O professor tal como a criança precisa vivenciar as experiências, possibilidades e sentimentos, tais como ousadia, curiosidade diante do desconhecido; fortalecimento com seus pares e consolidação em um grupo, com interesses semelhantes voltados para um determinado fim; vivência, conflitos e alegrias no cotidiano como fonte de experiência; o prazer de brincar, de explorar palavras, objetos e demais sujeitos presentes, pondo-se em jogo nas relações vivenciadas no cotidiano da escola (Rinaldi, 2022, p. 15).
Segundo a autora, faz-se necessário que o professor, no decorrer de sua formação, também experimente, ouse diante do desconhecido, aguce sua curiosidade, fortalecendo assim os laços com seus pares com interesses convergentes, que os leve a um objetivo específico, e só assim estarão preparados para realizarem as intervenções necessárias no cotidiano escolar, no tocante à aprendizagem de suas crianças.
O educador é parte essencial, no percurso que a crianças realiza até a sua aprendizagem, não apenas como mediador, mas como organizador dos espaços, construindo pontes para que os diálogos aconteçam e que venham promover, por conseguinte, a aprendizagem através das múltiplas linguagens em sua prática na sala de aula. Horon (2004) defende a organização do espaço como ferramenta pedagógica, promovendo assim o desenvolvimento integral das crianças, e enfatiza:
O olhar de um educador atento e sensível a todos os elementos que estão postos em sala de aula, o modo como organizamos materiais e móveis, e a forma como a crianças e adultos ocupam esses espaços e como interagem com eles, são reveladores de uma concepção pedagógica (Horn, 2004, p. 15).
A partir da exposição do autor, é notório que ele enfatiza a importância do olhar atento do docente, diante tudo que possa proporcionar a aprendizagem de seus alunos. Portanto, a visão perspicaz do professor a tudo que está ao seu redor, pode sim, render inúmeras possibilidades para que ele realize as intervenções pedagógicas que venham impulsionar as relações professor-aluno e aluno-ambiente, revelando consequentemente, as múltiplas linguagens intrínsecas naquele espaço, proporcionando assim a aprendizagem de forma dinâmica e eficaz.
Com a proposta mencionada acima, é possível compreender a importância da metodologia que o docente utiliza e seus objetivos traçados, pois todas as suas ações pedagógicas são formas de fazer com que a criança possa se desenvolver através das múltiplas linguagens. De acordo com Bonfante, Camargo (2017),
É importante lembrar que a educação Infantil tem uma função pedagógica, onde se observa a realidade e os conhecimentos infantis e, a partir disso, os amplia por meio de atividades que asseguram a apropriação de novos conhecimentos. Mas, para isso ocorrer, os professores da educação Infantil, devem se preocupar com a organização e desenvolvimento das atividades que contribuíram com o desenvolvimento integral da criança de 0 a 5 anos (Bonfante, Camargo, 2017, p. 6)
De acordo com o que estávamos refletindo, em relação ao desenvolvimento da criança, em suas formas de expressão e exploração, de tudo o que a rodeia, os autores veem nos mostrar que um dos primeiros passos para que de fato isso venha ocorrer, e que o professor necessita ter conhecimento sobre contexto no qual aquelas crianças estão inseridas, o que de fato faz parte da sua realidade, qual sua cultura, sua religião, seus costumes, para a partir desse contexto, o docente mediar novos conhecimentos, para que as crianças possam ampliar seu leque de aprendizagem.
Valendo-se do fato de que o docente deve partir das experiências vivenciadas pelas crianças em seu dia a dia, na sua comunidade e no seio das suas famílias, para realizar as intervenções que venham de fato contribuir para a sua aprendizagem, faz-se necessário que ele tenha um conhecimento concreto sobre a vida do seu educando.
2.2. As Múltiplas Linguagens na Educação Infantil
A Educação Infantil, como primeira etapa da educação básica, é a mais importante no processo de desenvolvimento integral da criança, pois é nesta fase que elas terão contato com novos conhecimentos, experiências com diversas linguagens das quais já possuem, dentro de um contexto de aprendizagem mais formal, que é a sala de aula. Bonfante, Camargo (2017) defendem que;
A Educação Infantil, é hoje etapa obrigatória na educação básica, pois tem o objetivo de ampliar relações sociais na interação das crianças com outras crianças, com adultos, além de conhecer seu corpo, espaço, brincar e expressar-se utilizando diferentes linguagens. As múltiplas linguagens ocorrem por meio da exploração do ambiente, brincando, imaginando, expressando suas emoções, pensamentos e desejos e também construindo significados (Bonfante, Camargo 2017, p. 7).
Os autores reforçam aqui a relevância da Educação Infantil no desenvolvimento das nossas crianças, pois as várias aprendizagens que as crianças já possuem, essas adquiridas e desenvolvidas no ambiente familiar, vem a ampliar-se na sala de aula, através das relações com os demais que lá estão inseridos, assim como no contato com os jogos, as brincadeiras e atividades realizadas, proporcionando-lhes a oportunidade de aflorar novas formas de expressão e comunicação neste ambiente.
A linguagem não é algo restrito à fala. Ela se apresenta no desenho, na dança, na música, nas brincadeiras, no choro, enfim, ela se apresenta nas diversas formas, e nas ações realizadas pelas crianças, que desejam comunicar algo, seja alegria, tristeza, um desejo, que mesmo sem utilizar a fala, são capazes de expressar. Gobbi (2010) ressalta que;
O trabalho que considere as diferentes linguagens das crianças implica, além de elaborar, para elas e com elas, ricos ambientes contendo materiais diversos, que se garanta também a aproximação da arte em suas formas: teatro, cinema, dança, exposição, literatura, música ampliando e reivindicando o direito às manifestações artístico-culturais além do contexto escolar, transpondo-o de modo corrente e constante. (Gobbi, 2010, p. 2).
De acordo com a fala do autor, o ambiente escolar deve estar repleto de possibilidades para que os alunos possam desenvolver as linguagens, tendo como ponto forte para que isso ocorra as manifestações artísticas. Estas são repletas de alternativas que podem e devem ser incluídas nas práticas pedagógicas na sala de aula, pois todas elas podem contribuir para o desenvolvimento cognitivo e motor das crianças, com um olhar especial para a comunicação, tendo em mente que todas as formas de artes são maneiras de expressão por parte de quem as produz.
Dentre as várias formas de compreendermos e possibilitarmos o avanço da comunicação de crianças da Educação Infantil e o desenvolvimento de suas linguagens, temos também como alternativas que se torna mais interessantes para as crianças, o brinquedo e a brincadeira, que servem de ponte para que as crianças possam expressar algo que aprenderam em seu contexto familiar, em sua comunidade, assim como também, podem demonstrar como os adultos que estão no seu convívio fazem uso de determinados objetos. Para tanto, Vitória (2010) destaca;
Assim, ilustra-se a presente questão como uma das formas de comunicação mais característica da criança, qual seja, o brincar. O brinquedo se insere nesse contexto escolar como uma das formas de que se vale a criança para representar o mundo adulto e o próprio universo infantil, com todas as subjetividades que isso representa para as crianças, e para o adulto que a acompanha e orienta (Vitória, 2010, p. 4).
A autora reforça a ideia da relevância do brinquedo e da brincadeira no processo de ensino e aprendizagem, tendo como um dos focos o avanço na linguagem dos alunos, ressaltando ainda que esses dois elementos contribuem na construção da subjetividade das crianças, pois elas não somente representarão o que os adultos de sua convivência costumam fazer, mas, se estimulado, vai utilizar o brinquedo e a brincadeira, para expressar aquilo que pensa, o que quer e de fato deseja realizar. Para Bonfante, Camargo (2017), é importante ressaltar a relevância das linguagens oral e escrita e o que elas podem possibilitar:
As linguagens oral e escrita são indispensáveis, pois possibilita que as crianças da Educação Infantil possam ampliar suas perspectivas de comunicação, compreensão, participação e acesso ao mundo da cultura, fala e escrita. Com a linguagem oral as crianças expressam seus pensamentos e se comunicam, por meio dela, a criança estabelece relação consigo e com os outros. A linguagem oral é um meio eficaz de comunicação e interação social, lembrando que a linguagem oral não é apenas um vocabulário ou lista de palavras (Bonfante, Camargo, 2017, p. 9)
Em consonância com os autores, entende-se que a linguagem oral (a fala) é uma das primeiras, com a qual a criança tem contato, a começar pelas músicas, falas, que o mesmo escuta desde o ventre de sua mãe, assim como as conversas que os pais têm com seus bebês, as cantigas de ninar, as primeiras historinhas infantis. E, partindo dessa premissa, a criança vai desenvolvendo sua fala, sua forma de expressar-se, e assim, quando chegar ao ambiente escolar, a mesma vai evoluindo progressivamente, por meio do contato direto com outras crianças, com os professores e com as mais diversas metodologias.
A linguagem escrita, também se encontra presente desde cedo na vida das crianças, ainda que em algumas famílias elas demorem a ter esse contato, de forma mais ativa, mas esse contato é inevitável porque que a escrita está por toda parte no nosso dia a dia, seja ela na embalagem de um produto de limpeza, na lista de compras da família, no calendário na parede da sala, nos rótulos dos alimentos, em algum anúncio na televisão, no celular, enfim, elas se a presentam sob diversas maneiras.
Quando nos reportamos ao ambiente escolar, percebemos que a escrita é apresentada de uma forma mais ampla, pois praticamente em tudo que envolve o espaço escolar, a linguagem da escrita está presente, e no decorrer do processo de aprendizagem, se de fato estimuladas, as crianças vão compreendendo que esta é uma forma bastante interessante de expressar seus desejos e opiniões.
Dentre tantas possibilidades de linguagens como, por exemplo, a arte, que podemos apresentar às crianças como forma de mediar o conhecimento, vale ressaltar, a importância de o próprio docente inserir-se no mundo das artes, para conhecer e buscar de fato compreendê-la, para assim quando introduzi-la no contexto da sala de aula, não apresentar de qualquer maneira, sem sentido, mais sim, apresentar algo relacionado à arte, que transmite um significado real, não somente para suas crianças, mas também para se suas vivências.
Sob essa mesma perspectiva, Gobbi (2010), questiona:
Em quais contextos sociais e culturais nos nutrimos de arte? Onde? Criar percepções particulares para os objetos que o mundo apresenta é algo aprendido na relação com o outro. Desfrutar das manifestações artísticas possibilita o rompimento com o tempo do mundo do trabalho, a favor do tempo da brincadeira e dos processos criativos mais lentos. Para tanto envolver-se, recupera a relação mais sensível com o mundo, é um elemento importante quando se propõe que as crianças, com as quais diariamente se está e se aprende, interajam com diferentes formas de manifestações artísticas e culturais (Gobbi, 2010, p. 4).
Portanto podemos compreender a partir do exposto pela autora, a necessidade de o docente nutrir-se de arte, como forma de aflorar seu lado criativo, sua dinamicidade, tornando-se um ser mais leve, sensível e empático com o que, e com quem o rodeia. Com isso, os professores permitindo-se nesse processo, aprender com os mesmos, percebendo que sua prática pedagógica contribuirá com a aprendizagem das crianças, mas em alguns casos somente irá externar algo que já existia dentro de si, e que só precisava de um impulso para ser expressado.
2.3. A Contribuição das Mídias no Desenvolvimento das Múltiplas Linguagens
As mídias já fazem parte da realidade de muitas crianças, que desde pequenas são estimuladas a utilizarem, seja assistindo à televisão ou a vídeos infantis no celular. Por esses motivos, torna-se quase impossível manter esses elementos fora do ambiente educacional, pois são não só um elemento real no cotidiano das crianças, como também estão presentes no cotidiano escolar, utilizadas como ferramentas pedagógicas pelos professores, e que podem também ser usadas, para mediar o conhecimento das crianças, a partir de uma intencionalidade pedagógica. Muller, Fantin, (2014) nos acresce que;
Hoje, as crianças que têm acesso à tecnologia pedem para fazer uso dela, seus corpos falam, seus gestos demonstram interesse em assistir a um vídeo no celular, em navegar pela internet e em mostrar ao adulto o que lhe fascina quando conectadas. E as que não têm acesso direto à tecnologia, como forma de pertencimento, também desejam e imaginam estas e outras práticas mediadas pelo que a mídia oferece. Nesse sentido, é papel da escola assegurar tal direito como forma de inclusão digital, social e cultural (Fantine,2014 p. 2).
É perceptível que muitas crianças da contemporaneidade, mantêm um contato ativo com as mídias, com as tecnologias, que aos poucos, tornaram-se parte do seu cotidiano. E na escola não é diferente, o contato se mantém, sendo que no ambiente escolar essa relação deve ser realizada com intencionalidade pedagógica, assegurando o direito da inclusão digital
As mídias também são formas de linguagens, que transmitem cultura, e levando em consideração que as crianças, já têm acesso às mesmas fora do espaço escolar, compreende-se que a escola se apresenta mais uma vez, como espaço mediador do conhecimento e desenvolvimento das linguagens, podendo utilizar as mídias como ferramentas pedagógicas para ensinar as crianças desde a Educação Infantil construírem uma postura crítica diante o que, acessam e interagem.
Assim, abrem-se possibilidades para compreendermos, como as mídias podem influenciar na ampliação dos repertórios de experiências das crianças pequenas e contribuir para a sua socialização e aprendizagem (Silva, Esperança, 2020, p. 38). De acordo com os autores, compreendemos a necessidade de perceber nas mídias um importante instrumento de aprendizagem, que pode influenciar no desenvolvimento da linguagem das crianças, pois é uma ferramenta interativa que prende a atenção das crianças com facilidade, permitindo assim que os docentes despertem para planejar suas atividades fazendo uso das mesmas direcionando-as à aprendizagem dos pequenos.
Sabemos que a formação crítica de nossos alunos vai se moldando no decorrer do tempo, e para que isso ocorra, de modo que lhes sejam propiciadas as mesmas oportunidades que outras crianças recebem, a escola deve inserir as mídias em seu cotidiano desde cedo, para que ao longo de sua formação os alunos possam identificar as informações mais atuais, ao surgimento de novas tecnologias, a discernir o que veem nas mídias sociais, enfim, a tudo que lhes agreguem conhecimento diariamente. Fantin (2007) destaca:
Se o computador, a internet, o celular existem, seus usos podem ser redimensionados, s e suas interações podem ser mais ativas e interativas, consentindo a possibilidade de comunicar e produzir cultura de modo reflexivo. E isso implica a necessidade de caracterizar o objeto, o contexto, o papel do adulto, o papel do grupo, os programas a serem utilizados, bem como problematizar os processos de metacognição envolvidos nessa relação (Fantin, 2007, p. 2).
Partindo das falas acima, o que devemos fazer para utilizar as mídias, é contextualizá-las dentro da realidade dos alunos, assim como compreender, como cada uma dessas tecnologias pode contribuir para o desenvolvimento de aprendizagem dos discentes, compreendendo a importância de fazê-los entender o que fazem e o porquê estão fazendo. Para tanto, faz-se necessário que, ao colocarmos as crianças em contato com alguma mídia específica, com fins pedagógicos, torne-se viável realizar atividades que tenham algum sentido para o seu dia a dia, seja em casa ou na sala de aula.
3. METODOLOGIA
Para alcançarmos a proposito dessa pesquisa, a partir do objetivo geral, que é compreender, através das concepções dos teóricos e autores que discutem o tema, a importância das múltiplas linguagens e as contribuições das tecnologias na educação infantil, assim como o papel do professor e suas intervenções, o artigo foi desenvolvido diante uma revisão bibliográfica com autores e teóricos que versam sobre ao temática, para tanto realizou-se uma pesquisa bibliográfica, e foram encontrados alguns dos teóricos como: Gandini; Forman (1999); Rinaldi (2022); Horn (2004); Bonfante, Camargo (2017); Gobbi (2010); Vitória (2010); Miller, Fantin (2014) e Fantin (2007). Esses teóricos e autores nos permitiram alcançar o objetivo do trabalho, nos instigando a realizar posteriormente um novo estudo, para um maior aprofundamento da temática.
4. CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS
Diante de todas as leituras realizadas ao longo desse estudo, e em concordância com as concepções dos teóricos e estudiosos da temática, fica evidente que o papel do professor e da escola, em relação a apresentar as múltiplas linguagens, é de maneira pedagógica e clara, possibilitando-lhes desenvolver-se, podendo expressar-se das mais diversas formas possíveis. Entende-se que as crianças ao serem estimuladas conseguem absorver, quase tudo que lhes é apresentado, em sua maioria, elas têm uma grande capacidade assimilação, e por esse motivo, as diversas linguagens presentes no cotidiano devem ser apresentadas o quanto antes, permitindo-lhes desenvolver as habilidades e competências que lhes são correspondentes de cada faixa etária.
Com a realização desse estudo bibliográfico, observou-se que o assunto está em evidência e que muitas são as opiniões relacionadas a essa temática. E a partir do exposto por cada teórico e estudioso, compreende-se que as tecnologias e as múltiplas linguagens na Educação Infantil contribuem de forma positiva e significativa para o desenvolvimento cognitivo e motor das crianças, sempre levando em consideração sua aplicabilidade junto a elas, tendo em vista que por serem indivíduos em pleno desenvolvimento, e de tenra idade, ainda tão tem tanta clareza e compreensão, mas que podem muito bem serem desenvolvidas.
Após o estudo é notório sua relevância para compreendermos a importância do trabalho desenvolvido pelos docentes que atuam na primeira etapa da educação básica, mas considera-se necessária a continuidade dessa pesquisa visando a acompanhar as constantes discussões acerca dessas temáticas.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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Silva, Patrick Salazar da; Esperança, Joice Araújo. MÍDIAS DIGITAIS E EDUCAÇÃO INFANTIL: CONSTRUINDO POSSIBILIDADES PEDAGÓGICAS. 2020. Disponível em: https://www.periodicos.univasf.edu.br/index.php/revasf/article/view/1268/870. Acesso em: 15 de dezembro de 2024
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1 Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Ensino - POSENSINO (UERN/ UFERSA/ IFRN) E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail. ORCID: https://orcid.org/0000-0002-8018-4983. LATTES: https://lattes.cnpq.br/4250010406611183.
2 Doutora Universidade do Estado do Rio Grande do Norte; E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail. ORCID: https://orcid.org/0000-0002-5402-496X. LATTES: http://lattes.cnp