O ESTIGMA DA EVASÃO ESCOLAR NO BRASIL: UMA ANÁLISE REGIONAL DAS POSSÍVEIS CAUSAS

THE STIGMA OF SCHOOL DROPOUT IN BRAZIL: A REGIONAL ANALYSIS OF THE POSSIBLE CAUSES

REGISTRO DOI: 10.70773/revistatopicos/778726708

RESUMO
O presente artigo tem como objetivo analisar e problematizar o estigma da desistência e do abandono dos estudos durante os anos escolares, refletindo sobre suas causas fundantes a partir de uma pesquisa de campo realizada em âmbito regional. A pesquisa foi conduzida na Escola de Ensino Médio em Tempo Integral 7 de Setembro, localizada no município de Espigão do Oeste (RO), com 141 participantes entre alunos e professores, utilizando um questionário estruturado aplicado via Google Forms. Os dados quantitativos foram analisados por meio de estatística descritiva e os dados qualitativos por análise temática, com base nos referenciais teóricos de Gatti e Fiorentini. Os resultados indicam que 50,3% dos alunos já pensaram em desistir da escola, sendo o desinteresse (66,7%) o principal motivo apontado, seguido pela necessidade de trabalhar e pelas dificuldades de aprendizagem. A taxa efetiva de evasão na escola mostrou-se baixa (0,3% a 2,9%), contrastando com as médias nacional (11,2%) e regional. Constatou-se, ainda, que 41,1% dos participantes criticaram a resposta institucional aos casos de abandono, considerando-a insuficiente. Conclui-se que o desinteresse, associado à falta de conexão entre os conteúdos escolares e a realidade dos jovens, constitui o principal fator de risco para a evasão na região estudada, sendo necessárias políticas públicas que articulem formação docente, revisão curricular e apoio psicossocial para garantir a permanência qualificada dos estudantes no ensino médio.
Palavras-chave:  evasão escolar; ensino médio; desinteresse escolar; políticas educacionais; Região Norte.

ABSTRACT
This article aims to analyze and problematize the stigma of dropping out and abandoning studies during school years, reflecting on its underlying causes based on field research conducted at a regional level. The research was carried out at the 7 de Setembro Full-Time High School, located in the municipality of Espigão do Oeste (RO), with 141 participants including students and teachers, using a structured questionnaire administered via Google Forms. Quantitative data were analyzed using descriptive statistics and qualitative data through thematic analysis, based on the theoretical frameworks of Gatti and Fiorentini. The results indicate that 50.3% of students have already considered dropping out of school, with lack of interest (66.7%) being the main reason mentioned, followed by the need to work and learning difficulties. The effective dropout rate at the school proved to be low (0.3% to 2.9%), contrasting with national (11.2%) and regional averages. Furthermore, 41.1% of participants criticized the institutional response to dropout cases, considering it insufficient. It is concluded that lack of interest, associated with the lack of connection between school content and the reality of young people, constitutes the main risk factor for dropout in the studied region, requiring public policies that articulate teacher training, curriculum revision and psychosocial support to ensure qualified retention of students in high school.
Keywords: school dropout; high school; lack of interest; educational policies; Northern Region.

1. INTRODUÇÃO

A educação é um direito social garantido a todo cidadão brasileiro pela Constituição Federal de 1988, em seu artigo 205, que estabelece: "A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho" (Brasil, 1988). A partir desse dispositivo legal, consolidou-se uma base jurídica para o desempenho educacional obrigatório no Brasil, assegurando-se, teoricamente, a igualdade de acesso à educação diante da sociedade. Por conseguinte, as famílias brasileiras obtêm a legalidade para matricular seus filhos em escolas públicas e usufruir da garantia de permanência no âmbito escolar, conforme preconiza o inciso I do artigo 206 da mesma Carta Magna: "igualdade de condições para o acesso e permanência na escola" (Brasil, 1988).

Entretanto, apesar das garantias constitucionais, os dados nacionais revelam um cenário alarmante de abandono e evasão escolar. Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep, 2023), a taxa de evasão no ensino médio brasileiro atingiu 11,2% em 2022, com maior incidência nas regiões Norte e Nordeste. Esse fenômeno não é recente. Estudos anteriores já apontavam a permanência como um dos maiores desafios da educação brasileira. Carvalho (2018) destaca que a evasão escolar é um problema estrutural, cujas raízes se encontram na desigualdade histórica do país, agravada por fatores socioeconômicos, culturais e pedagógicos. Nessa mesma direção, Silva e Almeida (2020) afirmam que o abandono dos estudos está diretamente relacionado à vulnerabilidade social, à necessidade de inserção precoce no mercado de trabalho e à falta de acolhimento institucional.

Apesar dos avanços nas pesquisas sobre evasão escolar, observa-se uma lacuna significativa no que tange a estudos regionais que investiguem, de forma empírica e situada, as causas específicas do abandono em escolas de ensino médio em tempo integral, especialmente na região Norte do país. A maioria das pesquisas concentra-se em capitais ou grandes centros urbanos (Ferreira et al., 2019), deixando em segundo plano municípios de médio e pequeno porte, cujas realidades socioeconômicas e educacionais apresentam particularidades relevantes.

Diante desse contexto, surge a seguinte pergunta de pesquisa: quais são as principais causas da desistência e do abandono escolar em uma instituição pública de ensino médio em tempo integral no município de Espigão do Oeste (RO), e como essas causas se relacionam com o contexto educacional brasileiro mais amplo?

O presente estudo tem como objetivo geral analisar o estigma da desistência e do abandono dos estudos durante os anos escolares, a partir de uma pesquisa de campo realizada em âmbito regional. Como objetivos específicos, busca-se: (i) identificar as causas fundantes da evasão escolar na perspectiva de alunos, ex-alunos e profissionais da educação; (ii) refletir sobre as dimensões sociais, econômicas, familiares e pedagógicas que contribuem para o abandono; e (iii) confrontar os dados regionais obtidos com o cenário nacional, estabelecendo aproximações e distanciamentos.

A justificativa desta pesquisa ancora-se em duas frentes complementares. Do ponto de vista social, compreender as causas da evasão escolar é condição essencial para a formulação de políticas públicas mais eficazes e contextuais, capazes de garantir não apenas o acesso, mas a permanência qualificada dos jovens na escola. Do ponto de vista acadêmico, o estudo contribui para o preenchimento da lacuna identificada na literatura, oferecendo evidências empíricas oriundas de uma realidade regional pouco explorada a de uma escola de ensino médio em tempo integral no interior de Rondônia.

A motivação para a realização desta pesquisa emergiu no âmbito da disciplina de Metodologia do Ensino de Matemática, componente curricular do curso de Licenciatura em Matemática do Instituto Federal de Rondônia. O exercício proposto consistiu em identificar problemas sociais que impactam a permanência escolar e, a partir dessa identificação, explorar as possibilidades de pesquisa no chão da escola, desenvolvendo competências de investigação empírica. Desse modo, o presente artigo constitui-se também como um registro formativo que articula teoria e prática na formação inicial de professores.

Para atingir os objetivos propostos, este artigo está estruturado em cinco seções, além desta introdução. A segunda seção apresenta a fundamentação teórica, com ênfase nos conceitos de evasão, abandono e permanência escolar. A terceira seção descreve os procedimentos metodológicos adotados na pesquisa de campo. A quarta seção expõe e discute os resultados obtidos, confrontando-os com a literatura especializada. Por fim, a quinta seção traz as considerações finais, respondendo à pergunta de pesquisa e apontando limitações e sugestões para estudos futuros.

2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

A fundamentação teórica deste artigo está organizada em três eixos complementares. O primeiro eixo aborda o conceito de evasão escolar, suas dimensões e estatísticas no contexto brasileiro, com ênfase nas desigualdades regionais. O segundo eixo discute a formação de professores, especialmente de matemática, a partir das contribuições de Dario Fiorentini, relacionando-a com a qualidade do ensino e a permanência dos alunos na escola. O terceiro eixo, fundamentado em Gatti (2010, 2013, 2016, 2017), analisa os desafios estruturais da educação pública brasileira e suas implicações para o fenômeno do abandono escolar.

2.1. Evasão Escolar: Conceito, Dados e Desafios no Brasil

Entende-se por evasão escolar o fenômeno de desistência de frequentar a escola, caracterizado como abandono escolar, sendo amplamente abordado nos debates e análises sobre a educação pública (Castro, 2009). Apesar das evoluções sociais ao longo dos anos, a evasão escolar no Brasil continua sendo um desafio significativo, como evidenciado pelos dados recentes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2023. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2023), aproximadamente 9 milhões de estudantes não conseguiram concluir o Ensino Médio no país. Este cenário é marcado por disparidades de gênero e étnico-raciais, refletindo profundas desigualdades estruturais na educação brasileira.

A pesquisa evidenciou que, entre os estudantes que abandonaram os estudos, 58,1% são do sexo masculino e 41,9% do sexo feminino, destacando uma predominância masculina na evasão escolar. Além disso, a maioria dos evadidos pertence à população negra, com 71,6% dos desistentes sendo pretos ou pardos, em contraste com 27,4% entre os brancos (IBGE, 2023). Esses números revelam que a evasão não é um fenômeno aleatório, mas sim um processo socialmente determinado, que atinge com mais força os grupos historicamente marginalizados.

Os motivos para a evasão escolar são diversos e complexos. A principal razão apontada por 41,7% dos jovens entre 14 e 29 anos é a necessidade de trabalhar, particularmente acentuada entre os homens, dos quais 53,4% mencionaram o trabalho como motivo principal para abandonar os estudos. Já entre as mulheres, além da necessidade de trabalhar, a gravidez também figura como um fator significativo para a evasão escolar, mencionada por 23,1% das entrevistadas. A falta de interesse nos estudos também é um motivo relevante para ambos os sexos, com 20,7% das mulheres e 25,5% dos homens indicando este como um fator influente para deixar a escola (IBGE, 2023).

De modo geral, esses dados revelam não apenas a urgência de políticas públicas eficazes para mitigar a evasão escolar, mas também a necessidade de abordagens que considerem as diferentes realidades e desafios enfrentados por grupos específicos dentro da população brasileira, como nas escolas de ensino integral, agrícola e militar. A garantia de uma educação inclusiva, acessível, coerente e de qualidade é fundamental para combater as desigualdades sociais e promover o desenvolvimento integral dos jovens no Brasil.

As disparidades regionais agravam ainda mais o quadro. A falta de desenvolvimento da Região Norte do Brasil em detrimento das demais regiões é condutora da perpetuação deste arcaico estigma para a população nortista, sendo uma questão alarmante, especialmente no ensino médio, onde as taxas de abandono se destacam entre as mais altas do país. Em 2023, apenas 65,9% dos jovens nortistas de 15 a 17 anos estavam matriculados no ensino médio, o que representa uma queda significativa em relação a 2022 (68,1%), configurando-se como o índice mais baixo do país (IBGE, 2023). Essa redução, somada ao fato de que a taxa geral de frequência escolar também diminuiu pela primeira vez desde 2016, acende um sinal de alerta para a urgência de políticas públicas mais eficazes na retenção desses alunos de regiões mais desfavorecidas.

Sob essa análise, é evidente que esse fenômeno é impulsionado por diversos fatores, como a precariedade das infraestruturas escolares, a distância geográfica entre as comunidades e as escolas e as dificuldades socioeconômicas enfrentadas pelas famílias. Nesse contexto, Castro (2009), após uma pesquisa com objetivo de analisar dados geográficos e educacionais, concluiu que, considerados os aspectos regionais, as regiões Norte e Nordeste apresentam taxas bem inferiores à média nacional no quesito da educação, destacando a disparidade em relação à região Sul, contribuindo assim para a perpetuação desse ciclo de abandono, dificultando o acesso à educação e o desenvolvimento social da juventude local.

Dessa forma, apesar de se notar certo desenvolvimento educacional ao longo dos anos, ainda é possível perceber arcaicos problemas governamentais, como a falta de recursos em determinadas regiões, infraestrutura inadequada nas escolas, qualidade insuficiente do ensino oferecido e distância geográfica das comunidades rurais, que contribuem com a dificuldade de manter os alunos matriculados (Aranha, 2006, p. 246):

De modo geral, as ideias educacionais do século XIX reiteraram, durante o século XX, a importância da instituição de uma escola pública, secular, gratuita e obrigatória. Essa necessidade se tornou mais evidente devido ao crescimento industrial e ao aumento populacional. Embora tenham sido implementados programas de educação mais abrangentes, as ações governamentais ainda são consideradas inadequadas, especialmente em nações em desenvolvimento.

2.2. Formação de Professores e Desafios Estruturais da Educação Pública Brasileira

A qualidade da educação oferecida nas escolas brasileiras está intrinsecamente relacionada à formação dos professores, área na qual autores como Fiorentini produziram contribuições fundamentais, especialmente no que tange ao ensino de matemática. Para Fiorentini (2008), a formação docente não pode ser reduzida à aquisição de técnicas e métodos prontos, mas deve ser compreendida como um processo contínuo de desenvolvimento profissional, no qual o professor assume o papel de sujeito ativo na construção de saberes pedagógicos.

No contexto da evasão escolar, a formação do professor de matemática assume particular relevância. Estudos indicam que a disciplina de matemática é frequentemente apontada pelos estudantes como uma das principais causadoras de dificuldades e desinteresse, fatores que podem levar ao abandono escolar (Fiorentini & Lorenzato, 2012). O ensino tradicional de matemática, baseado na memorização de fórmulas e na repetição de exercícios descontextualizados, afasta os alunos do conhecimento matemático e produz representações negativas sobre a disciplina (Fiorentini & Miorim, 2018).

Para superar esse quadro, Fiorentini (2013) propõe uma abordagem de ensino que valorize os conhecimentos prévios dos alunos, a contextualização dos conteúdos matemáticos e a resolução de problemas como estratégia pedagógica central. Essa perspectiva alinha-se com a necessidade de tornar a escola mais atraente e significativa para os jovens, especialmente para aqueles em situação de vulnerabilidade social, que muitas vezes não identificam na educação um projeto de vida viável. Além disso, as comunidades de prática e a colaboração entre professores constituem espaços privilegiados para o desenvolvimento profissional, nos quais os docentes compartilham experiências, refletem sobre suas práticas e constroem coletivamente soluções para os desafios enfrentados em sala de aula, entre os quais se inclui o combate à evasão escolar (Fiorentini & Lorenzato, 2012).

As análises de Gatti oferecem um quadro consistente para a compreensão dos desafios estruturais que afetam a educação pública brasileira, inclusive no que se refere à permanência dos alunos na escola. A qualidade da educação básica no Brasil é comprometida por um conjunto de fatores inter-relacionados, entre os quais se destacam a precarização da carreira docente, as condições inadequadas de infraestrutura escolar e a falta de articulação entre as políticas educacionais (Gatti, 2010). A formação inicial de professores no Brasil apresenta sérias deficiências, com currículos fragmentados, ênfase excessiva na teoria em detrimento da prática e distanciamento das realidades escolares (Gatti, 2013). Esse diagnóstico é ainda mais grave quando se consideram os cursos de licenciatura em matemática, nos quais, frequentemente, predomina uma abordagem disciplinar que não dialoga com as necessidades concretas da sala de aula (Gatti, 2016).

No que concerne especificamente à evasão escolar, as políticas educacionais brasileiras historicamente privilegiaram o acesso em detrimento da permanência, criando um descompasso entre a garantia legal da vaga na escola e as condições efetivas para que os alunos nela permaneçam com sucesso (Gatti, 2010). A permanência escolar depende não apenas de fatores extraescolares, como a situação socioeconômica das famílias, mas também de fatores intraescolares, como a qualidade do ensino, o acolhimento institucional e a existência de projetos pedagógicos que façam sentido para os jovens. A falta de políticas integradas entre as diferentes esferas de governo (federal, estadual e municipal) constitui um obstáculo significativo para o enfrentamento da evasão, uma vez que as ações tendem a ser fragmentadas, descontinuadas e pouco articuladas com as demandas específicas de cada região (Gatti, Barretto & André, 2011).

Essa crítica é particularmente pertinente para a Região Norte, onde as desigualdades regionais historicamente consolidadas exigem respostas contextualizadas, que dificilmente serão alcançadas por meio de políticas uniformes.

Por fim, o combate à evasão escolar requer uma abordagem sistêmica, que articule formação docente, condições de trabalho, infraestrutura escolar, currículo, gestão democrática e participação da comunidade. Sem essa articulação, as ações isoladas tendem a produzir resultados limitados e insuficientes para reverter o quadro alarmante de abandono escolar no país, especialmente nas regiões mais vulneráveis (Gatti, 2017).

3. METODOLOGIA

A presente pesquisa caracteriza-se como um estudo de campo de natureza empírica, com abordagem quanti-qualitativa para a coleta, análise e síntese dos dados. Conforme Creswell (2014), a pesquisa de campo consiste em um método estruturado para investigar fenômenos em seu contexto natural, permitindo ao pesquisador captar a complexidade das situações reais vivenciadas pelos sujeitos. A questão que orienta a investigação é: quais são as principais causas da desistência e do abandono escolar em uma instituição pública de ensino médio em tempo integral no município de Espigão do Oeste (RO), e como essas causas se relacionam com o contexto educacional brasileiro mais amplo?

A investigação foi concebida no contexto da disciplina de Metodologia do Ensino de Matemática, com o propósito de desenvolver nos licenciandos habilidades de investigação empírica sobre problemas reais do cotidiano escolar, especificamente aqueles relacionados à permanência dos estudantes no ensino médio.

Para a coleta de dados, utilizou-se como fonte primária os sujeitos da própria instituição escolar: alunos e professores da Escola de Ensino Médio em Tempo Integral 7 de Setembro, localizada no município de Espigão do Oeste, em Rondônia. A escolha da instituição justifica-se por sua representatividade no contexto regional, por ofertar o ensino médio em tempo integral, modalidade que vem sendo expandida no país, e por estar situada em uma área com altos índices de vulnerabilidade social, conforme apontam os dados do IBGE (2023). Foram incluídos na pesquisa alunos regularmente matriculados e professores atuantes na instituição, desde que presentes no período da coleta e que concordassem com os termos da pesquisa. Foram excluídos estudantes ausentes no dia da aplicação, professores não lotados na unidade no momento da coleta e quaisquer indivíduos que não manifestassem consentimento livre e esclarecido.

A pesquisa foi realizada com 141 participantes, sendo 95% alunos e 5% professores, configurando uma amostra representativa de aproximadamente 41% da população estudantil total da escola, que conta com 344 estudantes matriculados. A seleção dos participantes ocorreu por amostragem não probabilística por conveniência, com participação voluntária. Utilizou-se como instrumento de coleta de dados um questionário estruturado, elaborado na plataforma Google Forms, contendo perguntas fechadas e abertas. O questionário foi organizado nos seguintes eixos temáticos: (i) histórico de pensamento de desistência escolar; (ii) motivos associados à evasão; (iii) percepção sobre casos de abandono na escola; (iv) avaliação quantitativa da evasão no ano de 2023; e (v) propostas para enfrentamento do problema. O instrumento foi aplicado no ambiente escolar, em sala de aula, sob supervisão dos pesquisadores, com duração média de 15 minutos.

O processo de coleta e análise dos dados seguiu as seguintes etapas: aplicação do questionário digital, tabulação automática pela plataforma Google Forms, exportação para planilhas, tratamento estatístico descritivo (frequências absolutas e percentuais) para os dados quantitativos, e análise de conteúdo para os dados qualitativos oriundos das respostas abertas. Para a análise dos dados qualitativos, adotou-se a abordagem de análise temática proposta por Braun e Clarke (2006), com seis fases: familiarização com os dados, geração de códigos iniciais, busca por temas, revisão dos temas, definição e nomeação dos temas, e produção do relatório final. Os códigos iniciais foram gerados a partir do referencial teórico (desinteresse, necessidade de trabalhar, dificuldades de aprendizagem, resposta institucional, Novo Ensino Médio) e também emergiram dos próprios dados.

A extração dos dados foi realizada por meio de formulário padronizado contendo as seguintes variáveis: perfil do respondente (aluno ou professor), histórico de pensamento de desistência, motivos apontados para a evasão, percepção de casos na turma, avaliação da resposta institucional, quantitativo estimado de evadidos em 2023 e propostas de enfrentamento. Para a avaliação da consistência dos dados, adotaram-se critérios adaptados de Creswell (2014), considerando a clareza do instrumento, a adequação da amostra aos objetivos da pesquisa, a validade das respostas (verificação de inconsistências e respostas em branco) e a consistência entre os resultados quantitativos e as análises qualitativas.

A pesquisa respeitou os princípios éticos da pesquisa com seres humanos. Todos os participantes foram informados sobre os objetivos do estudo e sobre o caráter voluntário da participação. O anonimato das respostas foi garantido em todas as etapas da pesquisa, desde a coleta (questionários sem identificação nominal) até a análise e apresentação dos dados. Por se tratar de um diagnóstico institucional realizado no âmbito de uma disciplina acadêmica, sem intervenções externas ou experimentos, e por utilizar dados agregados sem identificação individual, a pesquisa dispensou aprovação por Comitê de Ética, conforme os termos da Resolução CNS nº 510/2016, que trata de pesquisas em ciências humanas e sociais. Os dados coletados foram utilizados exclusivamente para fins acadêmicos e científicos.

Este processo metodológico permitiu a validade e a confiabilidade da pesquisa de campo realizada, possibilitando uma análise crítica e aprofundada sobre as causas da evasão escolar no contexto regional estudado, bem como o confronto desses achados com a realidade educacional brasileira mais ampla, à luz dos referenciais teóricos de Gatti (2010; 2013; 2017) e Fiorentini (2008; 2013).

4. RESULTADOS E DISCUSSÕES

Os resultados obtidos na pesquisa de campo realizada na Escola de Ensino Médio em Tempo Integral 7 de Setembro, localizada no município de Espigão do Oeste, no estado de Rondônia (RO), com a participação de 141 sujeitos entre alunos e professores, revelaram uma realidade marcada por reflexões profundas acerca da permanência dos jovens no ambiente educacional. Um dos dados mais expressivos mostra que 34% dos alunos já consideraram abandonar os estudos em algum momento, ao passo que 16,3% admitem pensar frequentemente nessa possibilidade. Ao somar esses dois percentuais, evidencia-se que mais da metade dos entrevistados (50,3%) já teve, ao menos uma vez, o pensamento concreto de desistir da escola, um dado que antecede e pode ajudar a explicar o fenômeno da evasão consumada, conforme demonstrado na Figura 1.

Figura 1 – Reflexões sobre a permanência no ambiente educacional

Gráfico de respostas do Formulários Google. Título da pergunta: Você já pensou em desistir da escola?. Número de respostas: 141 respostas.
Fonte: Os autores (2025)

Esse resultado, que supera as expectativas iniciais, demonstra que o fenômeno da evasão não se manifesta apenas no ato consumado do abandono, mas também no plano das intenções e dos desejos dos jovens. À luz de Gatti (2010), esse "pensamento de desistência" pode ser compreendido como um sintoma do descompasso entre as promessas da escola e as expectativas dos alunos. Quando mais da metade dos estudantes já cogitou deixar a escola, evidencia-se que a instituição não está cumprindo plenamente sua função de acolhimento e significação.

Dentre os motivos apontados para essa inclinação à desistência, o desinteresse desponta como o principal catalisador, mencionado por 66,7% dos entrevistados, seguido pela necessidade de ingressar no mercado de trabalho e pelas dificuldades de aprendizagem, como ilustra a Figura 2.

Figura 2 – Motivos que levam alunos à desistência do ambiente escolar

Gráfico de respostas do Formulários Google. Título da pergunta: Em sua opinião, quais são os motivos que mais levam alunos a desistirem da escola? (Marque todas as opções que se aplicam)  . Número de respostas: 141 respostas.
Fonte: Os autores (2025)

A preponderância do desinteresse como causa da evasão merece uma reflexão aprofundada. Longe de ser atribuível exclusivamente aos alunos, como uma característica individual de "falta de vontade", o desinteresse deve ser compreendido como sintoma de problemas mais estruturais da escola e do sistema educacional. Fiorentini (2013), aponta que o desinteresse frequentemente está vinculado à falta de conexão dos conteúdos ensinados com as necessidades sociais reais dos estudantes. Quando o jovem não percebe sentido no que aprende, a escola torna-se um espaço vazio de significado, facilitando o abandono. Em respostas abertas, os participantes relataram que os conteúdos escolares, especialmente os de matemática, são percebidos como distantes da realidade, o que corrobora as análises de Fiorentini e Lorenzato (2012) sobre o ensino tradicional de matemática, baseado na memorização de fórmulas e na repetição de exercícios descontextualizados, que afasta os alunos do conhecimento e produz representações negativas sobre a disciplina.

A necessidade de trabalhar, apontada como segundo principal motivo, alinha-se aos dados nacionais do IBGE (2023), nos quais 41,7% dos jovens entre 14 e 29 anos mencionaram o trabalho como razão para o abandono. Em contextos de vulnerabilidade econômica, a escola entra em competição com o mercado de trabalho, e este tende a vencer quando o jovem não identifica na educação um retorno imediato ou de médio prazo. Como observa Gatti (2017), a permanência escolar depende não apenas de fatores extraescolares, como a situação socioeconômica, mas também de fatores intraescolares, como a qualidade do ensino e a existência de projetos pedagógicos que façam sentido. As dificuldades de aprendizagem, terceiro principal motivo, remetem novamente à formação docente. Gatti (2013) já alertava para as deficiências na formação inicial de professores no Brasil, com currículos fragmentados e distanciamento das realidades escolares. Quando o professor não dispõe de ferramentas pedagógicas para lidar com a heterogeneidade da turma e com os diferentes ritmos de aprendizagem, as dificuldades dos alunos se acumulam, gerando frustração e, em casos extremos, desistência.

No que se refere à percepção dos casos de evasão dentro da referida escola, a pesquisa revelou uma divisão importante entre os entrevistados: 41,1% afirmaram nunca ter percebido situações de abandono escolar, enquanto outros 41,1% reconheceram esses casos, porém criticaram a postura da escola, que muitas vezes se limitou a advertências sobre faltas ou não adotou medidas efetivas. Apenas 17,7% dos participantes relataram que a instituição tomou todas as providências necessárias diante dos casos identificados, conforme sintetizado no Gráfico 3.

Figura 3 – Percepção dos casos de evasão e resposta institucional

Gráfico de respostas do Formulários Google. Título da pergunta: Você já percebeu algum aluno em sua turma  que tenha desistido da escola? Se sim, o que a escola fez à respeito?. Número de respostas: 141 respostas.
Fonte: Os autores (2025)

Esse resultado evidencia uma dupla face do problema. Por um lado, a parcela de 41,1% que nunca percebeu casos de abandono pode indicar que a evasão, na escola pesquisada, não é um fenômeno massivo ou visível a olho nu. Por outro lado, entre aqueles que perceberam os casos, a avaliação da resposta institucional é majoritariamente negativa: a escola limita-se a registrar faltas ou, em alguns casos, não adota nenhuma medida. A crítica à postura institucional ecoa as preocupações de Gatti, Barretto e André (2011) sobre a fragmentação das políticas educacionais e a falta de articulação entre as diferentes esferas de governo.

Quando a escola não dispõe de protocolos claros, de equipes de apoio pedagógico e psicológico, ou de articulação com a rede de proteção social (assistência social, conselho tutelar, saúde), sua capacidade de agir diante da evasão fica severamente limitada. A mera advertência sobre faltas é uma resposta insuficiente, pois trata a consequência (a ausência) e não a causa do abandono. Torna-se evidente, portanto, a necessidade de propagação e conscientização de tal problemática entre o corpo estudantil, bem como uma mudança de abordagem escolar, considerando as peculiaridades de cada caso concreto. Gatti (2010), defende que para combater à evasão, requer uma abordagem sistêmica que articule formação docente, condições de trabalho, infraestrutura escolar, currículo, gestão democrática e participação da comunidade.

Quanto à avaliação do índice de evasão escolar no ano de 2023, destacou-se que 36,9% dos entrevistados perceberam de 0 a 3 desistentes, enquanto 32,6% acreditam que esse número foi superior a 3, mas não passando de 10, como apresentado no Gráfico 4.

Figura 4 – Desistência de alunos em 2023

Gráfico de respostas do Formulários Google. Título da pergunta: Em 2023, quantos alunos desistiram e não retornaram à escola, de acordo com sua observação?. Número de respostas: 141 respostas.
Fonte: Os autores (2025)

Considerando que a escola possui 344 alunos matriculados, um número de evadidos entre 1 e 10 representa uma taxa de evasão entre 0,3% e 2,9%. Esse índice mostra-se bastante favorável quando comparado à média nacional do ensino médio, que, segundo o Inep (2023), situa-se em torno de 11,2%, e especialmente quando confrontado com os dados regionais da Região Norte, onde apenas 65,9% dos jovens de 15 a 17 anos estavam matriculados no ensino médio em 2023 (IBGE, 2023). No entanto, o dado otimista em termos quantitativos contrasta com o dado alarmante sobre a intenção de desistência (50,3% já pensaram em abandonar).

Essa aparente contradição sugere que, na escola pesquisada, há um "funil de contenção": embora muitos pensem em desistir, relativamente poucos efetivamente o fazem. A explicação para esse fenômeno pode residir em fatores como o acolhimento de alguns professores, o vínculo com colegas, a existência de programas de assistência estudantil (merenda, material didático) ou mesmo a ausência de alternativas concretas de inserção no mercado de trabalho na região. Esse achado dialoga com Fiorentini e Lorenzato (2012) quando afirmam que as relações interpessoais na escola, especialmente com professores que demonstram compromisso e afeto, atuam como poderosos fatores de proteção contra a evasão, mesmo em contextos adversos.

Nas respostas abertas, os participantes enfatizaram a necessidade de uma intervenção conjunta da escola e da família, com propostas de conscientização e projetos de acompanhamento de desempenho acadêmico, bem como a prestação de auxílio adequado a alunos que apresentam dificuldades de aprendizagem ou que se encontram em situações vulneráveis. Adicionalmente, cerca de 17% dos entrevistados criticaram severamente o Novo Ensino Médio (Lei 13.415/2017) e o modelo de ensino integral, apontando a necessidade de ajustes estruturais e curriculares para tornar o ambiente educacional mais atrativo e alinhado com as expectativas e realidades dos estudantes. Essas críticas ecoam os debates contemporâneos sobre a reforma do ensino médio. Gatti (2017) já haviam alertado que mudanças curriculares impostas de cima para baixo, sem diálogo com as comunidades escolares e sem a devida formação dos professores, tendem a produzir efeitos perversos, como o aumento da evasão. O fato de 17% dos entrevistados espontaneamente mencionarem o Novo Ensino Médio como um problema indica que a política está sendo percebida, no chão da escola, como distante das necessidades reais dos jovens.

Diante desses resultados, é essencial que gestores educacionais e legisladores considerem não apenas medidas punitivas, mas também a revisão das políticas educacionais vigentes, visando proporcionar um ambiente escolar mais estimulante e inclusivo, capaz de reter e motivar os alunos ao longo de sua jornada educacional, considerando as diferentes realidades e dificuldades de cada estudante brasileiro. Aranha (2006, p. 246), comenta que embora tenham sido implementados programas de educação mais abrangentes, as ações governamentais ainda são consideradas inadequadas, especialmente em nações em desenvolvimento.

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

A presente pesquisa alcançou seu objetivo geral de analisar e problematizar o estigma da desistência e do abandono dos estudos durante os anos escolares, a partir de uma pesquisa de campo realizada em âmbito regional. Os objetivos específicos foram igualmente atingidos: identificaram-se as causas fundantes da evasão escolar na perspectiva de alunos e professores; refletiu-se sobre as dimensões sociais, econômicas, familiares e pedagógicas que contribuem para o abandono; e confrontaram-se os dados regionais obtidos com o cenário nacional.

A pergunta de pesquisa que orientou a investigação, quais são as principais causas da desistência e do abandono escolar em uma instituição pública de ensino médio em tempo integral no município de Espigão do Oeste (RO), e como essas causas se relacionam com o contexto educacional brasileiro mais amplo? encontra resposta nos dados coletados. As principais causas identificadas são, em ordem de relevância: o desinteresse dos alunos, apontado por 66,7% dos entrevistados; a necessidade de ingressar no mercado de trabalho; e as dificuldades de aprendizagem. Essas causas alinham-se aos dados nacionais do IBGE (2023), que também destacam o trabalho como fator preponderante, mas revelam uma especificidade regional importante: o desinteresse aparece como fator ainda mais significativo do que a média nacional, o que indica a urgência de intervenções pedagógicas que tornem o currículo mais atraente e conectado à realidade dos jovens nortistas.

Constatou-se, ainda, que mais da metade dos alunos (50,3%) já pensou em desistir da escola em algum momento, o que configura um "alarme silencioso" que antecede a evasão consumada. No entanto, a taxa efetiva de evasão na escola pesquisada revelou-se baixa (entre 0,3% e 2,9% em 2023), significativamente inferior às médias nacional (11,2%) e regional. Essa aparente contradição sugere a existência de fatores de proteção na instituição, possivelmente relacionados ao vínculo com professores, ao acolhimento institucional ou a programas de assistência estudantil, que merecem ser investigados em estudos futuros.

A pesquisa também evidenciou uma fragilidade importante na resposta institucional aos casos de evasão: 41,1% dos participantes que perceberam casos de abandono criticaram a postura da escola, que se limitou a advertências sobre faltas ou não adotou medidas efetivas. Apenas 17,7% avaliaram positivamente as providências institucionais. Esse dado aponta para a necessidade de formação continuada de gestores e professores para o enfrentamento da evasão, bem como para a criação de protocolos institucionais que articulem a escola com a rede de proteção social.

Como limitação do estudo, destaca-se o fato de a pesquisa ter sido realizada em uma única instituição de ensino, o que não permite generalizações para outras realidades regionais ou para outras modalidades de ensino (escolas agrícolas, militares, semitempo integral). Além disso, a amostra foi majoritariamente composta por alunos (95%), com pouca participação de professores, o que limita a compreensão da perspectiva docente sobre o fenômeno.

Para estudos futuros, sugere-se a ampliação da pesquisa para outras escolas da região Norte, incluindo diferentes modalidades de ensino, bem como a realização de entrevistas em profundidade com alunos evadidos, para captar as nuances subjetivas do processo de desistência. Recomenda-se, ainda, uma investigação específica sobre os fatores de proteção que mantêm os jovens na escola mesmo diante da intenção de desistir, de modo a subsidiar políticas públicas de permanência escolar mais eficazes e contextualizadas.

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1 Discente do Curso Superior de Licenciatura em Matemática do Instituto Federal de Rondônia, Campus Cacoal. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail

2 Professor/Mestre, Instituto Federal de Rondônia, Campus Cacoal. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail

3 Professor/Doutor, Instituto Federal de Rondônia, Campus Cacoal. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail