LONGITUDINALIDADE E VÍNCULO NO CUIDADO ÀS DOENÇAS CRÔNICAS: CONTRIBUIÇÕES DA SAÚDE COLETIVA PARA A CONSOLIDAÇÃO DA SAÚDE PÚBLICA

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REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.18628350


Mateus Henrique Dias Guimarães1
Rozineide Iraci Pereira da Silva2
Diógenes José Gusmão Coutinho3


RESUMO
Introdução: As doenças crônicas não transmissíveis configuram um dos principais desafios contemporâneos para os sistemas de saúde, exigindo a superação do modelo assistencial centrado em eventos agudos. No Brasil, o envelhecimento populacional e a alta prevalência de condições como hipertensão arterial sistêmica e diabetes mellitus reforçam a necessidade de estratégias que garantam continuidade, integralidade e coordenação do cuidado, com destaque para a Atenção Primária à Saúde (APS). Objetivo: Discutir a importância da longitudinalidade e do vínculo no cuidado às doenças crônicas, analisando as contribuições da Saúde Coletiva para o fortalecimento e a consolidação da saúde pública. Metodologia: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada nas bases PubMed, SciELO e Elsevier, contemplando publicações entre 2015 e 2025. Foram utilizados descritores relacionados a doenças crônicas, atenção primária, longitudinalidade, vínculo e saúde coletiva, com foco no contexto brasileiro e nas diretrizes do Sistema Único de Saúde. Resultados e Discussões: Os achados evidenciam que a longitudinalidade e o vínculo são atributos centrais da APS, favorecendo o acompanhamento contínuo, a adesão terapêutica e a personalização do cuidado. Entretanto, sua efetivação enfrenta obstáculos como a fragmentação dos serviços, a rotatividade profissional e a sobrecarga de trabalho. Conclusão: A consolidação do cuidado às doenças crônicas requer o fortalecimento da APS, com investimento na formação profissional, organização das redes de atenção e incorporação dos princípios da Saúde Coletiva. Estratégias baseadas na longitudinalidade e no vínculo mostram-se fundamentais para promover um cuidado integral, equitativo e sustentável no âmbito da saúde pública.
Palavras-chave: Linha de Cuidado. Doença Crônica. Saúde Pública. Saúde Coletiva. Atenção Integral à Saúde.

ABSTRACT
Introduction: Chronic noncommunicable diseases represent one of the main contemporary challenges for health systems, requiring the overcoming of care models centered on acute events. In Brazil, population aging and the high prevalence of conditions such as systemic arterial hypertension and diabetes mellitus reinforce the need for strategies that ensure continuity, comprehensiveness, and coordination of care, with Primary Health Care (PHC) playing a central role. Objective: To discuss the importance of longitudinality and patient–provider bonding in the care of chronic diseases, analyzing the contributions of Collective Health to the strengthening and consolidation of public health. Methodology: This is a narrative literature review conducted in the PubMed, SciELO, and Elsevier databases, including publications from 2015 to 2025. Descriptors related to chronic diseases, primary health care, longitudinality, bonding, and collective health were used, with a focus on the Brazilian context and the guidelines of the Unified Health System (SUS). Results and Discussion: The findings indicate that longitudinality and bonding are core attributes of PHC, promoting continuous follow-up, therapeutic adherence, and personalized care. However, their implementation faces challenges such as service fragmentation, professional turnover, and work overload. Conclusion: The consolidation of chronic disease care requires strengthening PHC through investments in professional training, organization of care networks, and incorporation of Collective Health principles. Strategies based on longitudinality and bonding are essential to promote comprehensive, equitable, and sustainable care within public health systems.
Keywords: Care Pathway. Chronic Disease. Public Health. Collective Health. Comprehensive Health Care.

1. INTRODUÇÃO

A crescente prevalência de doenças crônicas não transmissíveis representa um dos maiores desafios para os sistemas de saúde contemporâneos, exigindo uma reconfiguração das abordagens de cuidado para além do modelo curativo (Rodrigues et al., 2014). A longevidade populacional, acompanhada pelo envelhecimento e o aumento de comorbidades, intensifica a necessidade de estratégias que garantam a continuidade e a integralidade da atenção à saúde (Feijão, 2025).

Nesse cenário, a Atenção Primária à Saúde emerge como pilar fundamental, sendo crucial para o manejo prolongado e contínuo de condições crônicas que demandam intervenções de saúde ininterruptas (Tafti et al., 2023).

Este modelo de atenção, focado na longitudinalidade, permite o estabelecimento de vínculos duradouros entre pacientes, comunidades e profissionais, essenciais para uma gestão eficaz e humanizada dessas enfermidades (Borges et al., 2024).

A complexidade das doenças crônicas exige uma abordagem que vá além do tratamento episódico, incorporando a proatividade, a integração assistencial e o foco na pessoa e em sua família, conforme preconizado por um plano de cuidado contínuo e compartilhado (Mendes, 2018).

No contexto brasileiro, a Hipertensão Arterial Sistêmica e o Diabetes Mellitus são exemplos proeminentes de doenças crônicas que demandam essa abordagem, impactando significativamente a mortalidade e os custos da seguridade social (Vieira et al., 2025).

A epidemiologia das doenças crônicas em idosos, por exemplo, revela uma crescente prevalência impulsionada pelo envelhecimento, fragilidade e acúmulo de múltiplas condições de saúde ao longo do tempo (Feijão, 2025).

Este artigo tem como objetivo discutir a importância da longitudinalidade e do vínculo no cuidado às doenças crônicas, explorando as contribuições da saúde coletiva para o fortalecimento da saúde pública (Amorim, 2018).

Para tal, será analisada a evolução das políticas públicas voltadas para doenças crônicas no Brasil e a relevância do vínculo terapêutico como ferramenta para a promoção da autonomia e corresponsabilização do paciente em seu processo de cuidado (Borges et al., 2024).

2. REVISÃO NA LITERATURA

Nesta conjuntura, a organização do cuidado para condições crônicas não pode ser efetiva se mantiver uma abordagem prioritariamente voltada para eventos agudos (Ribeiro et al., 2019). Ao contrário, a gestão dessas condições exige uma perspectiva de longo prazo, focada na promoção da saúde, prevenção de complicações e manutenção da qualidade de vida, o que reforça o papel da Atenção Primária à Saúde como eixo central (Júnior et al., 2023; Vieira et al., 2025).

A transição demográfica e epidemiológica impulsiona a necessidade de um sistema de saúde que opere com foco nas condições crônicas, exigindo mudanças na organização dos serviços e na tomada de decisões (Júnior et al., 2023; Ribeiro et al., 2019).

Apesar de ainda estar em evidência o combate à COVID-19, é fundamental fortalecer a APS para promover ações de vigilância, educação em saúde e assegurar o acesso equitativo a atendimento médico, telemedicina, testes diagnósticos e vacinação (Pacheco et al., 2024).

A coordenação dos cuidados é indispensável nesse contexto, especialmente diante do envelhecimento populacional e da crescente prevalência de doenças crônicas, demandando uma interdependência entre as unidades de saúde para o acompanhamento eficaz dos pacientes (Giovanella & Mendonça, 2012).

A implementação de protocolos para rastreamento, diagnóstico e tratamento, aliada à estratificação de risco, são estratégias cruciais para a organização e gestão do cuidado às condições crônicas na Atenção Primária à Saúde (Ribeiro et al., 2019).

A identificação proativa de indivíduos com doenças crônicas no território de abrangência da Atenção Primária é um imperativo, pois os profissionais de saúde desempenham um papel primordial no planejamento e efetivação de estratégias de prevenção, diagnóstico, monitoramento e controle dessas enfermidades (Editores, 2022).

A longitudinalidade, um dos atributos essenciais da APS, refere-se à existência de uma fonte regular de cuidado ao longo do tempo, caracterizada pelo vínculo interpessoal entre o paciente e o profissional de saúde (Medeiros et al., 2017).

Este vínculo de confiança permite um conhecimento aprofundado do histórico de saúde, do contexto social e das preferências do indivíduo, facilitando a construção de planos de cuidado personalizados e coerentes com suas necessidades (GOULART et al., 2020).

Tal abordagem contínua e integrada é fundamental para a gestão de doenças crônicas, as quais requerem acompanhamento constante e ajustes terapêuticos baseados na evolução clínica e nas particularidades de cada paciente (Tolazzi et al., 2021).

A Atenção Primária à Saúde se destaca por ser acessível, coordenada, contínua e integral, ofertando uma vasta gama de serviços de saúde que englobam promoção, prevenção, tratamento e reabilitação, focando na abordagem centrada no usuário (Oliveira et al., 2024).

A manutenção das ações da atenção primária é crucial para garantir o acesso a uma saúde integral e coordenada, especialmente no monitoramento de casos crônicos, dado que essas condições persistem ao longo do tempo (Soares & Fonseca, 2020).

3. METODOLOGIA

A pesquisa foi realizada mediante uma revisão narrativa da literatura, abrangendo bases de dados como PubMed, Scielo e Elsevier, com foco em publicações dos últimos cinco anos que abordam a prevenção e o controle de doenças crônicas não transmissíveis na atenção primária (Mero et al., 2024). Foram utilizados descritores como "doenças crônicas", "atenção primária à saúde", "longitudinalidade", "vínculo" e "saúde coletiva", buscando artigos que de 2015 a 2025 que contextualizassem o cenário brasileiro e as diretrizes do Sistema Único de Saúde (Martins & Sousa, 2023).

A análise crítica desses materiais permitiu a identificação de lacunas no conhecimento e a formulação de proposições para o aprimoramento das práticas de cuidado em relação à longitudinalidade e ao vínculo no manejo de condições crônicas (Tolazzi et al., 2021).

Apesar do reconhecimento da importância da longitudinalidade e do vínculo, a literatura nacional ainda apresenta escassez de publicações detalhadas sobre experiências de grupo com componente assistencial para doenças crônicas, frequentemente limitando-se a atividades educativas expositivas que podem restringir o alcance e impacto dessas iniciativas (Vieira et al., 2025).

Essa lacuna metodológica ressalta a necessidade de aprofundar estudos sobre a efetividade de abordagens coletivas que integram elementos assistenciais no manejo de condições crônicas, visando otimizar os resultados em saúde e a adesão ao tratamento (Vieira et al., 2025).

A Atenção Primária à Saúde possui um potencial significativo na prevenção e controle das doenças crônicas não transmissíveis por meio de ações de nível primário, que incluem busca ativa, acompanhamento ambulatorial, promoção e educação em saúde, e identificação precoce das necessidades de cuidado, o que, por sua vez, contribui para a redução da superlotação em hospitais e unidades de pronto atendimento (Aragão et al., 2023).

4. RESULTADOS E DISCUSSÕES

Apesar da importância reconhecida, a efetivação da longitudinalidade e do vínculo na prática clínica cotidiana enfrenta diversos obstáculos, como a rotatividade de profissionais, a sobrecarga de trabalho e a fragmentação dos sistemas de saúde (Borges et al., 2024). Tais desafios podem impactar diretamente a continuidade do cuidado, dificultando o estabelecimento de relações terapêuticas duradouras e o reconhecimento de uma fonte regular de cuidados, elementos cruciais para a longitudinalidade (Fiorenza et al., 2023). Adicionalmente, a falta de acolhimento e a presença de estigma por parte de alguns profissionais de saúde podem prejudicar o estabelecimento e a manutenção do vínculo terapêutico, conforme observado em estudos sobre o tratamento de tuberculose (Ferreira et al., 2019). A ausência de comunicação efetiva e a pouca familiaridade com o sistema de saúde formal também podem minar a confiança do paciente, especialmente em comunidades marginalizadas, tornando essencial a construção de relacionamentos contínuos para engajar esses grupos no aprimoramento de sua saúde (Schwarz et al., 2019).

A Saúde Coletiva oferece um arcabouço teórico-prático que enfatiza a determinação social do processo saúde-doença e a necessidade de intervenções em múltiplos níveis, desde o individual até o macro-estrutural, para abordar as doenças crônicas de forma abrangente (Fiorenza et al., 2023).

Essa perspectiva reconhece que a saúde não é meramente a ausência de doença, mas um complexo resultado de fatores sociais, econômicos, culturais e ambientais, os quais influenciam diretamente a prevalência e o manejo das condições crônicas. A abordagem da Saúde Coletiva propõe, portanto, a superação do modelo biomédico individualizante, visando a promoção de um cuidado que considere as dimensões sociais e contextuais da enfermidade (Andrade et al., 2023).

A incorporação de práticas corporais e atividades físicas é um exemplo de estratégia proativa na prevenção e manejo de DCNTs, sendo sua integração crucial para a eficácia das ações de saúde (Carvalho et al., 2020).

A saúde coletiva, ao transcender o modelo biomédico e considerar as especificidades dos contextos sociais, propõe a ampliação do olhar para as subjetividades e os contextos dos indivíduos, promovendo intervenções balizadas por uma compreensão holística do processo saúde-doença (Carvalho et al., 2020).

Essa abordagem se manifesta na implementação de programas educativos e ações de engajamento comunitário que visam capacitar indivíduos para o autocuidado e a adoção de estilos de vida saudáveis, reconhecendo a complexidade etiológica das doenças crônicas e a necessidade de estratégias preventivas multifacetadas (Medeiros et al., 2021).

Ações de extensão universitária, organizadas por Instituições de Ensino Superior, desempenham um papel vital ao trazer novos conhecimentos e soluções para problemas de saúde reais da comunidade, integrando a teoria acadêmica à prática comunitária (Vieira et al., 2025).

Essas iniciativas focam na mobilização social e no apoio comunitário, incentivando a formação de redes solidárias que apoiam estilos de vida colaborativos para a saúde e bem-estar, especialmente entre aqueles que vivem com doenças crônicas não transmissíveis (R.S et al., 2021).

A Saúde Coletiva propõe uma reorganização dos serviços de saúde que vai além do tratamento de doenças, enfatizando a promoção da saúde e a prevenção de agravos através de uma perspectiva integrada e multi-setorial (Giraldo, 2022).

Essa abordagem considera a saúde como um fenômeno complexo, influenciado por fatores sociais, econômicos, e culturais, que demandam ações articuladas entre diferentes setores e níveis de atenção (Raimundo & Silva, 2020).

Nesse sentido, a transição do modelo público para o coletivo reconhece o poder instituinte da vida social e a necessidade de envolver diversos planos e instituições na gestão da saúde (Mondardo & Staliano, 2020).

A operacionalização dessa visão implica na concepção de redes de cuidado que não se restrinjam ao ambiente clínico, mas que se estendam para o cotidiano das comunidades, utilizando espaços e modos que consideram os desejos e possibilidades dos usuários, mobilizando a comunidade e promovendo o empoderamento (Carvalho & Carvalho, 2018).

A consolidação de uma saúde pública robusta e equitativa, especialmente no manejo das doenças crônicas, depende fundamentalmente da incorporação dos princípios da Saúde Coletiva (Aguiar et al., 2024; Editores, 2022).

Isso implica em uma reestruturação dos serviços para garantir o cuidado contínuo e integrado, permeado por práticas educativas que capacitem os indivíduos a serem protagonistas de sua própria saúde (Santos et al., 2016; Taddeo et al., 2012).

Para tal, é imperativo que as estratégias de saúde pública busquem ativamente a promoção e prevenção de doenças, abrangendo toda a população e incentivando o autocuidado através da melhoria dos hábitos alimentares e da qualidade de vida (Santos et al., 2016).

A formulação de políticas públicas eficazes exige uma compreensão aprofundada das complexas interações entre os determinantes sociais da saúde e as necessidades específicas da população, com foco na equidade e na acessibilidade universal aos serviços de saúde (Saliba et al., 2020).

Isso pressupõe a implementação de abordagens intersetoriais e a valorização da participação social no processo decisório, a fim de garantir que as políticas reflitam as reais demandas e particularidades dos territórios e das comunidades (Gonçalves et al., 2021).

A transição demográfica e epidemiológica atual, com o aumento da prevalência de doenças crônicas não transmissíveis, exige um olhar atento para a formulação de políticas públicas que considerem múltiplos fatores inter-relacionais (Mello et al., 2020).

Nesse contexto, as Práticas Corporais e Atividades Físicas surgem como componentes cruciais para a promoção da saúde e a prevenção de doenças, demandando uma articulação com políticas públicas mais amplas que fortaleçam o Sistema Único de Saúde e a Atenção Primária à Saúde (Carvalho & Vieira, 2023).

A efetivação de tais políticas requer, ademais, a formação de profissionais capacitados para lidar com os diversos níveis de adoecimento e sofrimento, que valorizem os saberes comunitários e os integrem na construção de novas abordagens baseadas na cultura de paz e saúde (Dahlke & Vaz, 2020).

A despeito dos avanços notáveis na formulação de políticas e programas governamentais para aprimorar a atenção às condições crônicas, especialmente na atenção primária (expandido, 2016), persiste a necessidade de superar a fragmentação assistencial e a limitada eficácia das intervenções individualizadas (Ferreira & Mattos, 2018).

Esta lacuna exige uma reavaliação crítica das estratégias atuais, buscando abordagens mais integradas e intersetoriais que reconheçam a complexidade dos determinantes sociais da saúde (Fufaa, 2024).

Adicionalmente, é fundamental que as ações propostas pela Atenção Primária à Saúde transcendam a mera lógica biologicista, focando na promoção da saúde por meio de intervenções socioambientais que empoderem os usuários em seu cotidiano (Caram et al., 2021).

O fortalecimento do cuidado longitudinal e do vínculo na atenção à saúde de indivíduos com doenças crônicas requer um investimento contínuo na formação de equipes multiprofissionais, capazes de atuar de forma articulada e humanizada (Carvalho & Vieira, 2023). Para tanto, é crucial desenvolver políticas que garantam financiamento adequado e sustentável, alinhando as necessidades da população com a capacidade institucional dos serviços de saúde (Paula et al., 2022).

A colaboração intersetorial, conforme preconizado em documentos internacionais como a Declaração de Alma Ata, torna-se essencial para a implementação de programas nacionais de prevenção e promoção da saúde, fortalecendo a resposta às doenças crônicas (Bestard et al., 2020).

Essa abordagem holística deve se pautar na educação permanente dos profissionais de saúde, visando aprimorar a capacidade de avaliação dos determinantes sociais e a construção de vínculos resolutivos (Fiorenza et al., 2023).

Entre os principais desafios, destaca-se a persistente deficiência na formação e qualificação profissional, que compromete a integralidade e a continuidade do cuidado, resultando em uma assistência segmentada e desassociada das condições reais de vida dos pacientes (Tolazzi et al., 2021).

Essa lacuna no conhecimento dos profissionais de saúde impede o desenvolvimento de ações eficazes para o acompanhamento longitudinal e a resolutividade das demandas apresentadas por pessoas com doenças crônicas, especialmente crianças e adolescentes (Silva et al., 2021).

A dificuldade em estabelecer um vínculo longitudinal com a Atenção Primária à Saúde para crianças com condições crônicas, por exemplo, leva os pais a não procurarem o serviço primário em situações de agudização, recorrendo a emergências hospitalares, o que impacta negativamente na resolutividade da APS e na economia do sistema (Cechinel‐Peiter et al., 2021).

A carência de um vínculo mais aprofundado entre o profissional de saúde e o paciente crônico obstrui o monitoramento da evolução clínica e a compreensão dos determinantes socioambientais da doença (Chaves & Santos, 2017).

O Sistema Único de Saúde enfrenta o desafio de otimizar a oferta de saúde para a totalidade da população brasileira, especialmente no contexto da transição epidemiológica, que se caracteriza pelo aumento das doenças crônicas não transmissíveis (Alvarenga et al., 2023).

Isso se agrava pela fragmentação do cuidado, que impede a abordagem contínua e integrada necessária para o manejo eficaz dessas condições, reforçando a necessidade de redes de atenção à saúde robustas e integradas (Andrade et al., 2019).

A desvalorização da Atenção Primária à Saúde, a sobrecarga de trabalho e a fragmentação do serviço exacerbam os desafios no cuidado a pacientes com doenças crônicas, culminando na suspensão de atividades educativas e diminuição de ações de promoção à saúde, como observado durante a pandemia de COVID-19 (Santos et al., 2022).

5. CONCLUSÃO

Apesar dos esforços em curso, a complexidade do cuidado em saúde para doenças crônicas exige uma reavaliação contínua e aprimoramento das estratégias de longitudinalidade e vínculo no contexto da saúde pública (Silva et al., 2020; Solon et al., 2024).

A consolidação de práticas que promovam a continuidade do cuidado e a construção de vínculos sólidos entre profissionais e pacientes não apenas potencializa a adesão aos tratamentos, mas também fortalece a prevenção de complicações e a qualidade de vida dos indivíduos. Nesse sentido, os aportes da saúde coletiva, ao articular ações intersetoriais, educação em saúde e participação social, emergem como elementos fundamentais para a efetivação de um cuidado integral e sustentável.

A incorporação de políticas públicas que valorizem a atenção primária, aliada à formação contínua de profissionais, mostra-se indispensável para enfrentar os desafios impostos pelo aumento da prevalência de doenças crônicas e promover avanços na equidade e eficiência do sistema de saúde. Por fim, a contínua avaliação e inovação das estratégias de longitudinalidade e vínculo representam caminhos essenciais para a consolidação de uma saúde pública mais efetiva, humanizada e capaz de responder de forma articulada às necessidades de uma população em constante transformação.

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1 Mestre em Enfermagem em Atenção Primária à Saúde. Membro da International Epidemiological Association (IEA); Membro Trainee da International Society of Hypertension (ISH); Membro da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO). Currículo Lattes: https://lattes.cnpq.br/7137001589681910. ORCID: https://orcid.org/0009-0008-0206-0011.

2 PhD e Doutorado com dupla titulação pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL), Estado de Alagoas, Brasil. Professor e orientador de pós-graduação em programas stricto sensu. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/6545566162309530.

3 PhD pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Brasil. Professor e orientador de pós-graduação em programas stricto sensu. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/7670344131292265. ORCID: https://orcid.org/0000-0002-9230-3409.