DESAFIOS ENFRENTADOS PELAS EQUIPES DE SAÚDE DA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE NO ENFRENTAMENTO DA PANDEMIA DE COVID-19: UMA ANÁLISE CRÍTICA

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REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.18628298


Mateus Henrique Dias Guimarães1
Rozineide Iraci Pereira da Silva2


RESUMO
A pandemia de covid-19, que emergiu no final de 2019, tem se revelado um desafio monumental para os sistemas de saúde em escala global. Diante da complexidade e rapidez com que o vírus se dissemina, as equipes de saúde da atenção primária à saúde (APS) emergem como protagonistas fundamentais na linha de frente do enfrentamento dessa crise sanitária. A APS, como o ponto de entrada essencial para os cuidados de saúde, desempenha um papel vital na detecção precoce, triagem, tratamento e coordenação de esforços para conter a disseminação do vírus. A metodologia adotada para este estudo consiste em uma revisão sistemática envolvendo seleção dos artigos, critérios de inclusão e exclusão, análise crítica da literatura, síntese dos resultados, limitações. A análise da literatura revelou uma multiplicidade de desafios que abrangem aspectos operacionais, sobrecarga de trabalho, adaptação de práticas clínicas, comunicação com a comunidade e preocupações relacionadas à saúde mental dos profissionais de saúde. As discussões envolvem: sobrecarga operacional, comunicação efetiva com a comunidade, desafios na implementação de intervenções preventivas e recomendações. Conclui-se que os desafios enfrentados pelas equipes de saúde da APS durante a pandemia de Covid-19 foram significativos e impactaram negativamente a qualidade da atenção prestada à população. No entanto, eles também ressaltaram oportunidades para fortalecer e transformar a APS em uma força resiliente e proativa. As recomendações derivadas desta discussão podem orientar políticas e práticas que visam não apenas enfrentar pandemias imediatas, mas também promover uma Atenção Primária à Saúde robusta e adaptável para o futuro.
Palavras-chave: Covid-19. Atenção Primária à Saúde. Equipe de Saúde. Brasil.

ABSTRACT
The COVID-19 pandemic, which emerged at the end of 2019, has proven to be a monumental challenge for healthcare systems globally. Faced with the complexity and rapid spread of the virus, primary healthcare teams emerge as fundamental protagonists on the front lines of combating this health crisis. Primary Healthcare, as the essential entry point for healthcare, plays a vital role in early detection, screening, treatment, and coordination of efforts to contain the virus's spread. The methodology adopted for this study involves a systematic review comprising article selection, inclusion and exclusion criteria, critical analysis of the literature, synthesis of results, and limitations. The literature analysis revealed a multitude of challenges encompassing operational aspects, workload, adaptation of clinical practices, communication with the community, and concerns related to the mental health of healthcare professionals. Discussions include operational overload, effective community communication, challenges in implementing preventive interventions, and recommendations. It is concluded that the challenges faced by primary healthcare teams during the COVID-19 pandemic were significant and negatively impacted the quality of care provided to the population. However, they also highlighted opportunities to strengthen and transform Primary Healthcare into a resilient and proactive force. Recommendations derived from this discussion can guide policies and practices aimed not only at addressing immediate pandemics but also at promoting robust and adaptable Primary Healthcare for the future.
Keywords: Covid-19. Primary Healthcare. Healthcare Team. Brazil.

1. INTRODUÇÃO

A pandemia de Covid-19, que emergiu no final de 2019, tem se revelado um desafio monumental para os sistemas de saúde em escala global. Diante da complexidade e rapidez com que o vírus se dissemina, as equipes de saúde da Atenção Primária à Saúde (APS) emergem como protagonistas fundamentais na linha de frente do enfrentamento dessa crise sanitária. A APS, como o ponto de entrada essencial para os cuidados de saúde, desempenha um papel vital na detecção precoce, triagem, tratamento e coordenação de esforços para conter a disseminação do vírus (Ximenes Neto FRG, 2020; Brasil, 2020)

Este artigo busca aprofundar nossa compreensão dos desafios enfrentados pelas equipes de saúde da APS durante a pandemia de Covid-19. A Atenção Primária, tradicionalmente moldada para atender às necessidades da comunidade em seu contexto mais amplo, enfrenta obstáculos particulares quando confrontada com uma crise de saúde pública de tal magnitude. A complexidade do cenário demanda uma análise cuidadosa dos elementos que moldam a eficácia e a resiliência dessas equipes, bem como a identificação de estratégias eficazes para fortalecer sua capacidade de resposta (Biscarde DGS et al, 2022).

Ao explorar os desafios enfrentados pelas equipes de saúde da APS, este estudo busca lançar luz sobre aspectos específicos da resposta à Covid-19 que impactam diretamente a prestação de serviços nos níveis comunitários. Através da análise dos desafios encontrados, podemos não apenas entender as lacunas existentes, mas também delinearmos possíveis soluções e inovações que possam fortalecer a APS, não apenas no contexto atual, mas para enfrentar desafios semelhantes no futuro (Blanco AS et al, 2021).

Ao alinhar nossa investigação com os princípios fundamentais da Atenção Primária à Saúde, este estudo visa contribuir significativamente para o desenvolvimento de estratégias eficazes de enfrentamento da pandemia, garantindo que a APS permaneça como um pilar robusto e resiliente em meio a cenários desafiadores de saúde pública. Através da compreensão aprofundada dos desafios enfrentados, podemos orientar políticas e práticas que fortaleçam a capacidade da APS de fornecer cuidados abrangentes, equitativos e eficientes, mesmo nas circunstâncias mais adversas (Brasil, 2020).

Esta pesquisa não apenas aborda as questões práticas e operacionais, mas também destaca a importância intrínseca da Atenção Primária à Saúde como um agente catalisador na promoção da saúde da comunidade. Ao entender os desafios e superações das equipes de saúde da APS, podemos moldar um caminho para uma resposta mais eficaz e equitativa às crises de saúde pública, garantindo que a APS não apenas sobreviva, mas prospere, emergindo como uma força resiliente e essencial no enfrentamento da pandemia de Covid-19 e além.

O principal objetivo deste estudo é analisar de forma abrangente e aprofundada os desafios enfrentados pelas equipes de saúde da Atenção Primária à Saúde (APS) no contexto do enfrentamento da pandemia de Covid-19. Pretende-se identificar e compreender as complexidades inerentes à atuação dessas equipes, destacando as barreiras que impactam a eficiência, eficácia e resiliência dos serviços de saúde prestados no âmbito da APS.

2. METODOLOGIA

A metodologia adotada para este estudo consiste em uma revisão narrativa da literatura com caráter descritivo exploratório sobre os desafios enfrentados pelas equipes de saúde da Atenção Primária à Saúde (APS) no enfrentamento da pandemia de Covid-19. Esta abordagem permite uma síntese crítica do conhecimento acumulado, identificando lacunas, tendências e padrões na literatura científica.

Seleção dos Artigos

A seleção de artigos foi realizada por meio de buscas sistemáticas em bases de dados científicas, como PubMed, Scopus e Google Scholar. Os termos de busca incluíram combinações de palavras-chave relevantes, como "Atenção Primária à Saúde", "equipes de saúde", "Covid-19", "desafios" e "pandemia". Os critérios de inclusão contemplaram artigos publicados nos últimos cinco anos, com foco específico em desafios enfrentados pelas equipes de APS no contexto da Covid-19.

Critérios de Inclusão e Exclusão

Os critérios de inclusão abrangeram estudos originais, revisões sistemáticas, meta-análises e relatos de caso que oferecessem insights sobre os desafios vivenciados pelas equipes de saúde da APS durante a pandemia. Excluíram-se artigos que não estavam disponíveis integralmente, eram duplicados, ou não abordavam diretamente os aspectos desafiadores da atuação da APS durante a Covid-19.

Análise Crítica da Literatura

Os artigos selecionados foram submetidos a uma análise crítica, avaliando a qualidade metodológica, a consistência dos resultados e a relevância para os objetivos do estudo. Essa abordagem permitiu uma triagem rigorosa da literatura, assegurando a inclusão apenas de trabalhos científicos de alta qualidade e confiabilidade.

Síntese dos Resultados

A partir dos artigos selecionados, os resultados foram sintetizados para destacar os principais desafios enfrentados pelas equipes de saúde da APS durante a pandemia. Temas emergentes, padrões recorrentes e lacunas na literatura foram identificados, proporcionando uma visão abrangente do estado atual do conhecimento sobre o tema.

Limitações

É importante reconhecer que, apesar dos esforços para abranger uma variedade de fontes, a revisão de literatura está sujeita a limitações inerentes à disponibilidade e qualidade dos artigos selecionados.

3. RESULTADOS

A análise da literatura revelou uma multiplicidade de desafios enfrentados pelas equipes de saúde da Atenção Primária à Saúde (APS) durante a pandemia de Covid-19. Estes desafios abrangem aspectos operacionais, sobrecarga de trabalho, adaptação de práticas clínicas, comunicação com a comunidade e preocupações relacionadas à saúde mental dos profissionais de saúde (Caetano R, et al, 2020).

Sobrecarga Operacional

Uma das principais constatações foi a sobrecarga operacional enfrentada pelas equipes da APS. A demanda extraordinária por testagem, rastreamento de contatos, monitoramento de casos e implementação de medidas preventivas impôs pressão significativa sobre os recursos limitados da APS. Isso resultou em dificuldades na gestão eficaz de casos, comprometendo, em alguns casos, a qualidade dos serviços prestados (Assis et al., 2020).

Adaptação Rápida a Novas Práticas Clínicas

A literatura destacou a necessidade de rápida adaptação das práticas clínicas na APS. O distanciamento social e a necessidade de minimizar a exposição aumentaram a dependência de consultas virtuais e telemedicina. Isso trouxe desafios na garantia da continuidade dos cuidados, na identificação de condições de saúde complexas e na manutenção de uma abordagem centrada no paciente (Costa et al., 2022).

Comunicação Efetiva com a Comunidade

A comunicação efetiva com a comunidade emergiu como um desafio crucial. Dificuldades em transmitir informações precisas sobre a Covid-19, promover medidas preventivas e dissipar temores infundados foram observadas. A falta de canais de comunicação ágeis e acessíveis contribuiu para lacunas na compreensão e adesão às práticas de saúde recomendadas (Santos et al., 2021).

Impacto na Saúde Mental dos Profissionais de Saúde

Os profissionais de saúde da APS enfrentaram impactos significativos em sua saúde mental. O aumento da carga de trabalho, a exposição ao sofrimento dos pacientes e o risco pessoal de infecção contribuíram para níveis elevados de estresse, ansiedade e burnout. A necessidade de lidar com situações de perda e incerteza tornou-se um fator adicional de pressão psicológica (Arruda et al., 2025).

Desafios na Implementação de Intervenções Preventivas

A implementação de intervenções preventivas, como campanhas de vacinação e gestão de doenças crônicas, enfrentou obstáculos relacionados à priorização de recursos e à interrupção de serviços de rotina. A necessidade de realocar recursos para o enfrentamento direto da Covid-19 afetou a continuidade de programas essenciais de prevenção e controle de outras doenças.

Conclusões Preliminares

A revisão da literatura destaca a complexidade dos desafios enfrentados pelas equipes de saúde da APS durante a pandemia de Covid-19. Esses desafios vão além das questões clínicas e refletem a necessidade crítica de fortalecer a capacidade da APS para enfrentar futuras crises de saúde pública. A compreensão desses desafios é essencial para orientar estratégias futuras e promover uma Atenção Primária à Saúde resiliente e eficaz no contexto de pandemias. A próxima etapa deste estudo envolverá uma análise mais detalhada dos resultados, identificando padrões específicos e propondo recomendações para o aprimoramento da APS.

4. DISCUSSÕES

A análise dos resultados revela desafios substanciais enfrentados pelas equipes de saúde da Atenção Primária à Saúde (APS) durante a pandemia de Covid-19, apontando para questões operacionais, adaptações clínicas, comunicação com a comunidade e impactos na saúde mental. A discussão a seguir explora esses desafios em profundidade e discute suas implicações para a eficácia e resiliência da APS (Cirino et al., 2021).

A sobrecarga operacional identificada destaca a necessidade urgente de investimentos em recursos humanos, infraestrutura e capacidade de resposta da APS. A limitação de recursos, exacerbada pela pandemia, destaca a importância de estratégias que fortaleçam a resiliência da APS, incluindo a capacidade de escalonamento rápido de equipes e a implementação de tecnologias eficazes para otimizar processos operacionais (Daumas, 2020).

Foi um dos principais desafios enfrentados pelas equipes da APS. A demanda extraordinária por testagem, rastreamento de contatos, monitoramento de casos e implementação de medidas preventivas impôs pressão significativa sobre os recursos limitados da APS. Isso resultou em dificuldades na gestão eficaz de casos, comprometendo, em alguns casos, a qualidade dos serviços prestados (Engstrom et al., 2020)

Esse desafio pode ser compreendido à luz de um conjunto articulado de fatores estruturais e conjunturais. Inicialmente, destaca-se a rápida disseminação da Covid-19, a qual ocasionou um crescimento exponencial da demanda por serviços de saúde, pressionando sistemas já limitados em sua capacidade operacional (Daumas, 2020).

Observou-se a insuficiência de recursos essenciais tais como insumos, equipamentos e força de trabalho qualificada, o que restringiu a possibilidade de resposta proporcional à magnitude da crise sanitária (Barbosa, 2020).

Por fim, a imperiosa necessidade de priorização dos casos relacionados à Covid-19 implicou a reorganização dos fluxos assistenciais, resultando no adiamento ou na redução do atendimento a outros agravos à saúde, com potenciais repercussões para a continuidade do cuidado e para os indicadores de morbimortalidade.

Adaptação Rápida a Novas Práticas Clínicas

A transição para práticas clínicas adaptadas, incluindo a ampliação da telemedicina, evidencia a necessidade de investimentos em tecnologias de saúde. Contudo, é vital considerar a equidade no acesso a essas tecnologias para evitar disparidades no atendimento. Além disso, a manutenção da qualidade e humanização dos cuidados durante consultas virtuais requer treinamento adequado para os profissionais da APS (Giovanella et al., 2020).

Os desafios na comunicação com a comunidade apontam para a necessidade de estratégias abrangentes de educação em saúde. Iniciativas que utilizem diversos canais de comunicação, considerando a diversidade cultural e linguística, podem melhorar a compreensão pública e a adesão às práticas preventivas. A comunicação transparente e contínua é fundamental para fortalecer a confiança nas equipes de APS (Haldane et al., 2021)

A elevada carga emocional e estresse experimentados pelos profissionais de saúde destacam a importância da saúde mental na força de trabalho da APS. Intervenções que visam apoiar a resiliência, proporcionar apoio psicológico e promover estratégias de coping são imperativas. Os esforços institucionais para mitigar a sobrecarga de trabalho e reconhecer a contribuição dos profissionais são cruciais para a sustentabilidade a longo prazo (Macedo et al., 2025).

A interrupção de intervenções preventivas destaca a necessidade de estratégias adaptativas para garantir a continuidade dos cuidados durante pandemias. Planos de contingência que assegurem a manutenção de programas de vacinação e gestão de doenças crônicas, mesmo em situações de crise, são cruciais para evitar aumentos nos casos de outras doenças evitáveis (Mahmoud; Jaramillo; Barteit, 2022).

Diante dos desafios identificados, é imperativo que políticas de saúde pública priorizem investimentos na capacidade da APS. Isso inclui alocar recursos financeiros para infraestrutura, treinamento de profissionais, implementação de tecnologias de saúde e campanhas educativas. Além disso, estratégias de apoio à saúde mental devem ser integradas como parte integral da gestão de recursos humanos na APS (Mahmoud; Jaramillo; Barteit, 2022).

Os desafios enfrentados pelas equipes de saúde da APS durante a pandemia de Covid-19, mas também ressalta oportunidades para fortalecer e transformar a APS em uma força resiliente e proativa. As recomendações derivadas desta discussão podem orientar políticas e práticas que visam não apenas enfrentar pandemias imediatas, mas também promover uma Atenção Primária à Saúde robusta e adaptável para o futuro (Caetano et al., 2020).

Os resultados da revisão da literatura revelam uma série de desafios enfrentados pelas equipes de saúde da APS durante a pandemia de Covid-19. Esses desafios são complexos e multifacetados, abrangendo aspectos operacionais, sobrecarga de trabalho, adaptação de práticas clínicas, comunicação com a comunidade e preocupações relacionadas à saúde mental dos profissionais de saúde (Medina et al., 2020).

Sobrecarga Operacional

A literatura destacou a necessidade de rápida adaptação das práticas clínicas na APS. O distanciamento social e a necessidade de minimizar a exposição aumentaram a dependência de consultas virtuais e telemedicina. Isso trouxe desafios na garantia da continuidade dos cuidados, na identificação de condições de saúde complexas e na manutenção de uma abordagem centrada no paciente (Prado; Aquino; Vilasboas, 2021).

Esse desafio pode ser compreendido a partir de um conjunto de fatores estruturais e operacionais. Entre eles, destaca-se a insuficiente experiência e capacitação das equipes de saúde para a utilização de tecnologias digitais, o que pode comprometer a eficiência dos atendimentos e a adequada incorporação dessas ferramentas à prática clínica (Prado; Aquino; Vilasboas, 2021).

Comunicação Efetiva com a Comunidade

A comunicação efetiva com a comunidade configurou-se como um desafio central no contexto da pandemia de Covid-19. Foram identificadas dificuldades relacionadas à transmissão de informações precisas, à promoção de medidas preventivas e à mitigação de temores infundados, cenário agravado pela inexistência, em muitos territórios, de canais comunicacionais ágeis e acessíveis (Barbosa, 2020).

Tal conjuntura contribuiu para lacunas significativas na compreensão coletiva acerca da doença e, consequentemente, para a baixa adesão às práticas de saúde recomendadas.

Esse desafio pode ser compreendido à luz de múltiplos fatores inter-relacionados. Destaca-se, inicialmente, a complexidade de alcançar populações em situação de maior vulnerabilidade social, como idosos, indivíduos com baixa escolaridade e povos indígenas, cujas especificidades demandam estratégias comunicacionais diferenciadas e sensíveis às barreiras estruturais de acesso à informação (Barbosa, 2020).

Ademais, a ampla circulação de desinformação e de notícias falsas sobre a Covid-19 comprometeu a confiabilidade das mensagens institucionais, favorecendo interpretações equivocadas e comportamentos de risco (Araújo et al., 2020).

Soma-se a esse quadro a necessidade de adequar a comunicação às distintas realidades culturais e aos variados contextos sociais, reconhecendo que a eficácia das mensagens em saúde depende de sua pertinência sociocultural, clareza linguística e capacidade de dialogar com os referenciais locais de compreensão da doença e do cuidado.

Impacto na Saúde Mental dos Profissionais de Saúde

Os profissionais de saúde atuantes na Atenção Primária à Saúde (APS) experimentaram impactos substanciais em sua saúde mental durante o período pandêmico. A intensificação da carga laboral, associada à exposição contínua ao sofrimento dos pacientes e ao risco ocupacional de infecção, favoreceu a elevação dos níveis de estresse, ansiedade e síndrome de burnout (Luz et al., 2020).

A necessidade de enfrentar contextos marcados por perdas frequentes e incertezas epidemiológicas configurou-se como um importante estressor psicossocial, ampliando a vulnerabilidade desses trabalhadores ao adoecimento mental (Luz et al., 2020).

Tal cenário pode ser compreendido à luz de múltiplos determinantes estruturais e organizacionais. Destaca-se, inicialmente, o caráter intrinsecamente exigente do trabalho na APS, historicamente associado a elevada demanda assistencial e responsabilidade clínica (Luz et al., 2020).

Observa-se a isso a insuficiência de suporte psicológico e emocional institucionalizado, bem como as dificuldades relacionadas à conciliação entre as esferas profissional e pessoal em um contexto de crise sanitária prolongada. Esses elementos, de forma integrada, contribuíram para a intensificação do desgaste ocupacional e para a deterioração do bem-estar psíquico desses profissionais (Luz et al., 2020).

Desafios na Implementação de Intervenções Preventivas

A implementação de intervenções preventivas, como campanhas de vacinação e gestão de doenças crônicas, enfrentou obstáculos relacionados à priorização de recursos e à interrupção de serviços de rotina. A necessidade de realocar recursos para o enfrentamento direto da Covid-19 afetou a continuidade de programas essenciais de prevenção e controle de outras doenças (Ribeiro et al., 2020).

Esse desafio pode ser explicado por um conjunto de fatores inter-relacionados. Entre eles, destaca-se a necessidade de priorização de recursos para o enfrentamento da Covid-19, o que implicou a realocação de investimentos humanos, financeiros e estruturais, frequentemente em detrimento de outras demandas sanitárias (Ribeiro et al., 2020).

A ausência de coordenação efetiva entre as diferentes esferas de governo contribuiu para a fragmentação das ações e para a adoção de estratégias, por vezes, pouco convergentes. Soma-se a esse cenário a dificuldade de manter a adesão da população às medidas preventivas, fenômeno influenciado por aspectos sociais, econômicos e comportamentais que impactam diretamente a efetividade das políticas públicas de saúde (Ribeiro et al., 2020).

Recomendações

Com base nos resultados da revisão da literatura, são propostas as seguintes recomendações para o aprimoramento da APS no contexto de pandemias (WHO, 2021; Rede de Pesquisa em APS, 2022):

Fortalecimento da capacidade de resposta da APS

Require-se a ampliação dos recursos financeiros destinados à infraestrutura, à aquisição de equipamentos e à qualificação e expansão da força de trabalho, de modo a assegurar condições adequadas para a prestação de cuidados.

A implementação de tecnologias em saúde configura-se como estratégia essencial para a otimização dos processos operacionais, favorecendo maior eficiência, integração dos serviços e aprimoramento da tomada de decisão clínica e gerencial.

Paralelamente, o desenvolvimento de planos de contingência torna-se indispensável para garantir a continuidade da assistência em contextos de crise, contribuindo para a resiliência dos sistemas de saúde e para a manutenção do acesso oportuno e equitativo aos serviços.

Apoio à saúde mental dos profissionais de saúde

O apoio à saúde mental dos profissionais de saúde constitui um eixo estratégico para a sustentabilidade dos sistemas assistenciais, especialmente em contextos de emergência sanitária. (Viana, Aquino, Arrais, 2025).

Nesse sentido, torna-se fundamental o investimento em programas de educação e treinamento voltados à promoção do bem-estar psicológico, bem como a disponibilização de serviços de suporte emocional e acompanhamento especializado (Viana, Aquino, Arrais, 2025).

Igualmente relevante é o reconhecimento institucional e social da contribuição desses profissionais, fator que pode favorecer a valorização do trabalho, o engajamento e a redução do esgotamento ocupacional (Viana, Aquino, Arrais, 2025).

Comunicação Efetiva

Paralelamente, a comunicação efetiva com a comunidade configura-se como elemento central para a gestão adequada de crises em saúde pública. A utilização de múltiplos canais comunicacionais, sensíveis às diversidades culturais e linguísticas, amplia o alcance das mensagens e fortalece o vínculo entre os serviços de saúde e a população (Braga et al., 2025).

A transmissão de informações precisas e continuamente atualizadas sobre a pandemia contribui para a tomada de decisões informadas, ao passo que a promoção de medidas preventivas e o enfrentamento sistemático da desinformação reforçam a proteção coletiva (Braga et al., 2025).

A implementação articulada dessas recomendações revela-se, portanto, indispensável para assegurar que a Atenção Primária à Saúde esteja devidamente preparada para responder a futuras emergências sanitárias, fortalecendo sua capacidade resolutiva e sua função coordenadora no cuidado (Braga et al., 2025).

5. CONCLUSÕES

A pandemia de Covid-19 impôs desafios sem precedentes às equipes de saúde da Atenção Primária à Saúde (APS). Esses desafios foram complexos e multifacetados, abrangendo aspectos operacionais, sobrecarga de trabalho, adaptação de práticas clínicas, comunicação com a comunidade e preocupações relacionadas à saúde mental dos profissionais de saúde.

Os desafios operacionais incluíram a sobrecarga de demanda, a falta de recursos e a necessidade de priorização de casos. A sobrecarga de demanda levou a dificuldades na gestão eficaz de casos, comprometendo, em alguns casos, a qualidade dos serviços prestados. A falta de recursos, exacerbada pela pandemia, destacou a importância de estratégias que fortaleçam a resiliência da APS, incluindo a capacidade de escalonamento rápido de equipes e a implementação de tecnologias eficazes para otimizar processos operacionais.

A adaptação rápida a novas práticas clínicas, incluindo a ampliação da telemedicina, foi outro desafio importante. A transição para práticas clínicas adaptadas evidenciou a necessidade de investimentos em tecnologias de saúde, mas também trouxe desafios relacionados à equidade no acesso a essas tecnologias, à manutenção da qualidade e humanização dos cuidados durante consultas virtuais e à comunicação transparente e contínua com a comunidade.

Os desafios na comunicação com a comunidade apontaram para a necessidade de estratégias abrangentes de educação em saúde. Iniciativas que utilizem diversos canais de comunicação, considerando a diversidade cultural e linguística, podem melhorar a compreensão pública e a adesão às práticas preventivas.

A elevada carga emocional e estresse experimentados pelos profissionais de saúde destacaram a importância da saúde mental na força de trabalho da APS. Intervenções que visam apoiar a resiliência, proporcionar apoio psicológico e promover estratégias de coping são imperativas. Além disso, esforços institucionais para mitigar a sobrecarga de trabalho e reconhecer a contribuição dos profissionais são cruciais para a sustentabilidade a longo prazo.

A interrupção de intervenções preventivas destacou a necessidade de estratégias adaptativas para garantir a continuidade dos cuidados durante pandemias. Planos de contingência que assegurem a manutenção de programas de vacinação e gestão de doenças crônicas, mesmo em situações de crise, são cruciais para evitar aumentos nos casos de outras doenças evitáveis.

Diante dos desafios identificados, é imperativo que políticas de saúde pública priorizem investimentos na capacidade da APS. Isso inclui alocar recursos financeiros para infraestrutura, treinamento de profissionais, implementação de tecnologias de saúde e campanhas educativas. Além disso, estratégias de apoio à saúde mental devem ser integradas como parte integral da gestão de recursos humanos na APS.

Os desafios enfrentados pelas equipes de saúde da APS durante a pandemia de Covid-19 foram significativos e impactaram negativamente a qualidade da atenção prestada à população. No entanto, eles também ressaltaram oportunidades para fortalecer e transformar a APS em uma força resiliente e proativa.

As recomendações derivadas desta discussão podem orientar políticas e práticas que visam não apenas enfrentar pandemias imediatas, mas também promover uma Atenção Primária à Saúde robusta e adaptável para o futuro.

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1 Mestre em Enfermagem na Atenção Primária à Saúde. Membro da International Epidemiological Association (2025–2031). ORCID: https://orcid.org/0009-0008-0206-0011

2 PhD pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL). Docente e orientadora dos programas de mestrado e doutorado. ORCID: https://orcid.org/0009-0000-6863-7874.