IMPACTOS SOCIAIS E ECONÔMICOS DA DOENÇA RENAL CRÔNICA: TRABALHO, RENDA E VULNERABILIDADES
PDF: Clique aqui
REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.18615333
Mateus Henrique Dias Guimarães1
Ana Cláudia Rodrigues da Silva2
Rozineide Iraci Pereira da Silva3
RESUMO
Introdução: A Doença Renal Crônica (DRC) constitui um relevante problema de saúde pública global, com repercussões que extrapolam o âmbito clínico e afetam de forma significativa o trabalho, a renda e as condições de vida dos indivíduos acometidos. Sua progressão, frequentemente associada a comorbidades e à necessidade de terapias de substituição renal, impõe limitações funcionais, intensifica desigualdades sociais e amplia a vulnerabilidade socioeconômica, especialmente no contexto brasileiro. Objetivo: Descrever e analisar o impacto da Doença Renal Crônica nas dimensões de trabalho, renda e vulnerabilidade social no Brasil. Metodologia: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, de caráter exploratório e descritivo, realizada a partir de buscas nas bases PubMed, LILACS e SciELO, incluindo estudos publicados nos últimos dez anos que abordaram as repercussões socioeconômicas da DRC em pacientes adultos. Resultados: Os achados evidenciam elevada dificuldade de inserção e permanência no mercado de trabalho, redução significativa da renda familiar e aumento da dependência de benefícios previdenciários e assistenciais. Fatores como baixa escolaridade, exigências do tratamento dialítico, fadiga e limitações físicas contribuem para o desemprego, o subemprego e a perpetuação da pobreza, com impactos extensivos ao núcleo familiar. Conclusão: A DRC gera profundas repercussões socioeconômicas no Brasil, exigindo políticas públicas integradas que priorizem a prevenção, o diagnóstico precoce, a reabilitação e a inclusão social e laboral, visando à redução das vulnerabilidades e à melhoria da qualidade de vida dos pacientes e seus familiares.
Palavras-chave: Vulnerabilidade em Saúde. Nefropatia. Doença Crônica. Aspectos Socioeconômicos.
ABSTRACT
Introduction: Chronic Kidney Disease (CKD) represents a major global public health problem, with repercussions that go beyond the clinical sphere and significantly affect work, income, and living conditions of affected individuals. Its progression, often associated with comorbidities and the need for renal replacement therapies, imposes functional limitations, intensifies social inequalities, and increases socioeconomic vulnerability, especially in the Brazilian context. Objective: To describe and analyze the impact of Chronic Kidney Disease on work, income, and social vulnerability in Brazil. Methodology: This is a narrative literature review of an exploratory and descriptive nature, conducted through searches in the PubMed, LILACS, and SciELO databases, including studies published in the last ten years that addressed the socioeconomic repercussions of CKD in adult patients. Results: The findings reveal significant difficulties in entering and remaining in the labor market, a substantial reduction in household income, and increased dependence on social security and welfare benefits. Factors such as low educational level, demands of dialysis treatment, fatigue, and physical limitations contribute to unemployment, underemployment, and the perpetuation of poverty, with extended impacts on the family unit. Conclusion: CKD leads to profound socioeconomic repercussions in Brazil, requiring integrated public policies that prioritize prevention, early diagnosis, rehabilitation, and social and labor inclusion, aiming to reduce vulnerabilities and improve the quality of life of patients and their families.
Keywords: Health Vulnerability. Nephropathy. Chronic Disease. Socioeconomic Aspects.
1. INTRODUÇÃO
A doença renal crônica representa um problema de saúde pública de proporções globais, com implicações profundas que se estendem muito além das manifestações clínicas diretas, impactando significativamente a qualidade de vida dos pacientes (González-Galán et al., 2025).
A complexidade da DRC reside não apenas na sua natureza progressiva e muitas vezes assintomática em estágios iniciais, mas também na sua intrínseca ligação com comorbidades como doenças cardiovasculares e diabetes, elevando ainda mais o ônus sobre os sistemas de saúde e a sociedade (Schieppati & Remuzzi, 2005).
A prevalência crescente de doenças crônicas não transmissíveis, incluindo a DRC, intensifica os desafios econômicos e sociais, gerando custos elevados e afetando a funcionalidade e a qualidade de vida dos indivíduos (Cruz et al., 2021).
Estudos revelam que a Doença Renal Crônica atinge aproximadamente 15% da população em alguns países, como a Malásia, em 2018, e a sua gravidade acarreta incapacidade para o trabalho e desemprego, especialmente em estágios avançados (Bay et al., 2024).
No Brasil, dados específicos sobre o impacto da DRC na capacidade laboral e na empregabilidade ainda são escassos, mas o cenário global aponta para uma elevação significativa na demanda por terapias de substituição renal e nos custos associados (Moura et al., 2024).
A estimativa de cerca de 850 milhões de pessoas afetadas mundialmente pela DRC, das quais mais de 2 milhões necessitam de diálise ou transplante, demonstra a magnitude global do problema (Filho et al., 2023).
Este cenário ressalta a urgência em compreender as ramificações socioeconômicas da DRC, especialmente no que tange ao trabalho e à renda, dadas as elevadas taxas de desemprego documentadas entre pacientes em diálise ou transplantados em diversas nações (Choi et al., 2024).
De que forma a doença renal crônica impacta a capacidade laboral, a renda e as vulnerabilidades sociais dos indivíduos acometidos no contexto brasileiro, considerando as particularidades do sistema de saúde e das políticas de assistência social vigentes?
Este estudo busca preencher essa lacuna, analisando as consequências sociais e econômicas da DRC, com foco nas dificuldades enfrentadas pelos pacientes para manterem suas atividades produtivas e a subsistência (Choi et al., 2023).
Diante disso, o presente estudo tem como objetivo descrever e analisar o impacto da doença renal crônica nas dimensões de trabalho, renda e vulnerabilidade social no Brasil, utilizando uma abordagem qualitativa que contemple as experiências e desafios dos pacientes e seus familiares (Costa & Lanza, 2023; SOUZA et al., 2020).
Propoe-se intervir na compreensão e proposição de estratégias que minimizem os efeitos adversos da doença na vida socioeconômica dos indivíduos, contribuindo para a formulação de políticas públicas mais eficazes.
2. REVISÃO DA LITERATURA
A Doença Renal Crônica é caracterizada pela perda progressiva e irreversível da função renal, tornando-se um problema de saúde pública global devido à sua alta prevalência e aos custos substanciais associados ao seu tratamento (Pereira & Cardoso, 2017; Silva et al., 2023).
Essa condição pode ser definida por lesões renais ou pela redução da taxa de filtração glomerular, culminando, em estágios avançados, na necessidade de terapias de substituição renal, como a hemodiálise, que busca restaurar o equilíbrio dos fluidos corporais e mimetizar a função renal (Yemal et al., 2018).
No Brasil, aproximadamente 133.000 pessoas dependem de diálise, um número que duplicou na última década, com mais de 20.000 pacientes submetidos à hemodiálise anualmente (Costa & Lanza, 2023).
A terapia dialítica, embora vital, impõe uma rotina rigorosa que afeta diretamente a capacidade laboral dos pacientes, levando a uma diminuição significativa na renda e exacerbando a vulnerabilidade socioeconômica (Alvarenga et al., 2023; Silva et al., 2021).
A impossibilidade de manutenção das atividades laborais, muitas vezes imposta pela fadiga e pelas restrições do tratamento, compromete o papel de provedor do indivíduo e gera um sofrimento adicional, especialmente entre homens (Rocha et al., 2019).
A percepção de desigualdade social é comum entre pacientes renais crônicos, que frequentemente relatam a insatisfação com a diminuição da capacidade de trabalho e renda, impactando seu padrão de vida e acesso a atividades de lazer (Costa & Lanza, 2023; Macêdo et al., 2020).
Essa diminuição da renda, muitas vezes para um ou menos de um salário mínimo, tem sido associada à piora da qualidade de vida relacionada à saúde em pacientes em hemodiálise, com uma proporção significativa enfrentando dificuldades financeiras catastróficas para custear o tratamento (Sousa-Silva et al., 2024).
quais são as lacunas existentes? A literatura atual, embora extensa, carece de investigações aprofundadas sobre o impacto da DRC no trabalho e renda em contextos econômicos e sociais específicos do Brasil, além de não explorar adequadamente as estratégias de superação e adaptação dos pacientes frente a essas adversidades (Alvarenga et al., 2023; GUZZO et al., 2017).
Adicionalmente, verifica-se uma lacuna na compreensão das ramificações socioeconômicas da DRC em diversas populações, incluindo aquelas com limitações de acesso a cuidados de saúde e com baixo nível socioeconômico (Tomich et al., 2022).
Existe um déficit de estudos que analisem as percepções e vivências desses indivíduos em relação à sua capacidade laboral e às implicações financeiras, bem como as estratégias de enfrentamento e resiliência desenvolvidas (Farias & Souza, 2022; Gomes et al., 2023).
Diante dos fatos, este estudo se propõe a contribuir para a compreensão dessas dinâmicas ao analisar as experiências de pacientes brasileiros, fornecendo dados essenciais para o desenvolvimento de políticas públicas mais equitativas e eficazes, especialmente para aqueles em estágio final da doença renal que dependem de hemodiálise (Elias et al., 2025; Sułkowski et al., 2024).
3. METODOLOGIA
Este estudo é uma revisão narrativa da literatura de caráter exploratório e descritivo, visando identificar e sintetizar as evidências científicas disponíveis sobre os impactos sociais e econômicos da Doença Renal Crônica no trabalho, renda e vulnerabilidades no contexto brasileiro (Araújo et al., 2021). A metodologia empregada busca, assim, compilar informações que permitam uma compreensão abrangente das complexas interações entre a doença, as esferas socioeconômicas e as políticas de saúde pública, com foco nas particularidades regionais e demográficas do país.
Para elaboracão deste estudo, foi realizada uma busca sistemática na literatura científica, abrangendo bases de dados como PubMed, LILACS e SciELO, utilizando descritores controlados e termos livres relacionados à DRC, impacto socioeconômico, trabalho, renda e vulnerabilidade (Alvarenga et al., 2023).
Foram incluídos artigos publicados nos últimos dez anos, em português, inglês ou espanhol, que abordassem direta ou indiretamente as repercussões socioeconômicas da DRC em pacientes adultos, enquanto foram excluídos estudos de caso isolados e revisões não sistemáticas sem metodologia clara.
A análise se deu por meio de uma síntese temática dos resultados dos artigos selecionados, com atenção especial às evidências sobre desemprego, subemprego, redução da renda familiar e aumento das despesas com saúde (Alvarenga et al., 2023; Costa & Lanza, 2023).
4. RESULTADOS E DISCUSSÕES
A compilação dos dados revelou que a DRC impõe barreiras significativas à empregabilidade, sendo a recusa de empregadores e a debilidade física e mental fatores preponderantes para o desemprego ou a inatividade laboral (Alvarenga et al., 2023).
Essa dificuldade é agravada por sintomas como fadiga e dor, que impactam diretamente a capacidade de manter um emprego regular, resultando em uma redução substancial da renda e, consequentemente, um aumento da vulnerabilidade social e financeira (Ng et al., 2021; Rahmah et al., 2025).
A aposentadoria por idade frequentemente se torna a principal fonte de subsistência, com a renda concentrando-se entre um e dois salários mínimos, o que evidencia o comprometimento das atividades laborais devido às limitações impostas pela doença e o tempo despendido nas terapias dialíticas (Kickhöfel et al., 2021).
A baixa escolaridade, prevalente entre os pacientes com DRC, também contribui para a inserção em trabalhos menos qualificados e com menor remuneração, perpetuando o ciclo de vulnerabilidade econômica (Xavier et al., 2020).
Essa realidade se manifesta na dificuldade de manutenção de um emprego formal, prejudicando a renda e impedindo a participação em cursos presenciais, o que acentua a situação de pobreza (Silva et al., 2021).
4.1. Escolaridade, Inserção Profissional e Perpetuação da Pobreza
A intersecção entre o baixo nível educacional e as exigências do tratamento da DRC restringe as oportunidades de emprego formal, empurrando os pacientes para o mercado informal ou para a dependência de benefícios sociais, os quais raramente suprem todas as necessidades financeiras da família (Paula et al., 2022).
Essa dinâmica é exacerbada pela necessidade de deslocamento frequente para as sessões de diálise, dificultando a conciliação com horários de trabalho convencionais e limitando ainda mais as opções de emprego formal.
Consequentemente, muitos pacientes experimentam uma perda de estatuto profissional e social, acompanhada por problemas financeiros decorrentes da diminuição de rendimentos e aumento de despesas de saúde (Olim et al., 2017).
A dependência da Previdência Social e o isolamento social são também consequências diretas da incapacidade de manter atividades laborais regulares, acentuando a espiral de vulnerabilidade que afeta esses indivíduos (Alvarenga et al., 2023).
A periodicidade do tratamento de hemodiálise, por exemplo, impõe um desafio logístico que frequentemente impossibilita a manutenção de certas atividades laborais, levando ao desemprego e à consequente preocupação com o sustento familiar (Santos et al., 2023).
Esta situação é agravada pela baixa renda familiar, muitas vezes em torno de 1,5 salários mínimos, que impede a manutenção de um padrão de vida adequado e limita o acesso a atividades de lazer, impactando diretamente a qualidade de vida (Leite et al., 2017; Lima et al., 2021).
A impossibilidade de realizar exames de rotina antes do diagnóstico da DRC, devido à falta de acesso ou conhecimento, contribui para a detecção tardia da doença, o que acarreta maior morbidade e mortalidade entre pacientes em hemodiálise (Santos et al., 2018).
4.2. Repercussões Socioeconômicas para o Indivíduo
A instabilidade do sistema de saúde, em conjunto com a vulnerabilidade socioeconômica, agrava os problemas financeiros decorrentes dos tratamentos de substituição renal e internações hospitalares, muitas vezes restringindo o acesso e a continuidade do tratamento adequado (Dall’Agnol et al., 2021).
Adicionalmente, a condição de cronicidade da doença e a dependência de terapias como a hemodiálise frequentemente levam à incapacidade de exercer atividades laborais contínuas, resultando em uma diminuição significativa da renda familiar e impactando a qualidade de vida do paciente e de seus dependentes (Piccin et al., 2018; Silva et al., 2021).
Essas repercussões não se limitam ao indivíduo, estendendo-se a todo o núcleo familiar, que precisa se adaptar à nova realidade, muitas vezes abdicando de suas próprias atividades laborais para prestar cuidados e suporte (Silva & Gomes, 2024).
A diminuição do nível de rendimento, em muitos casos irrecuperável, torna pacientes e seus familiares vulneráveis, situação que dificilmente é compensada integralmente pelas medidas e políticas de proteção social disponíveis (Olim et al., 2018).
A busca por planos de saúde privados, observada em cerca de metade dos pacientes, reflete a percepção de uma maior acessibilidade a diagnósticos e tratamentos, evidenciando uma lacuna na capacidade do sistema público de saúde em suprir essa demanda (Fernandes et al., 2020). A complexidade da doença e a falta de conhecimento sobre sua definição e classificação dos estágios podem dificultar o diagnóstico precoce e aumentar os impactos sociais e econômicos (Tomich et al., 2022).
4.3. Desafios, Perspectivas e Estratégias para o Brasil
A compreensão aprofundada dos múltiplos desafios que a Doença Renal Crônica impõe à sociedade brasileira é crucial para o desenvolvimento de estratégias eficazes de mitigação. Considerando o alto custo socioeconômico e a morbimortalidade associados à DRC, é imperativo que as políticas de saúde priorizem a prevenção, o diagnóstico precoce e a promoção da qualidade de vida dos pacientes (Fausto et al., 2023; Ondei et al., 2016).
A implementação de programas de rastreamento populacional para identificar indivíduos em risco, aliada à educação sanitária sobre fatores de risco modificáveis, pode reduzir a incidência da doença e atenuar seus impactos devastadores (Ferreira et al., 2022).
Além disso, a integração de serviços de atenção primária e especializada, com ênfase na telemedicina para áreas remotas, pode otimizar o acesso ao tratamento e acompanhamento, diminuindo as disparidades regionais e socioeconômicas (Luz et al., 2025).
É fundamental também investir em pesquisas que aprimorem a compreensão da patogênese da DRC, desenvolvam novas terapias e melhorem a reabilitação de pacientes, visando a reintegração social e profissional (Marinho et al., 2020).
Apesar dos avanços na compreensão e tratamento da DRC, a doença permanece subdiagnosticada e, muitas vezes, inadequadamente tratada em nível global, o que se reflete em um aumento anual de aproximadamente 8% de novos casos que demandam terapia renal substitutiva (Silva et al., 2013).
No Brasil, a prevalência de Doença Renal Crônica autorreferida atinge cerca de 1,42% da população, equivalente a aproximadamente dois milhões de indivíduos, o que sublinha a magnitude do problema de saúde pública no país (Nakata et al., 2023).
Essa realidade impõe a necessidade de aprimoramento das políticas públicas, buscando uma abordagem mais eficaz na prevenção e tratamento da DRC, especialmente em relação à identificação de grupos de risco e ao combate de fatores desencadeantes como a hipertensão e o diabetes (SOUZA et al., 2020).
A desigualdade social, econômica e étnica exacerba a ocorrência da DRC, afetando desproporcionalmente grupos minoritários com menor acesso a suporte de saúde para prevenção e tratamento (Soares et al., 2024).
Essa disparidade salienta a urgência de fortalecer estratégias de saúde renal que contemplem as particularidades desses grupos, promovendo equidade no acesso a cuidados e programas de conscientização eficazes (Burgos-Calderón et al., 2021).
5. CONCLUSÃO
A complexidade e a escala dos impactos sociais e econômicos da doença renal crônica exigem uma abordagem multifacetada e integrada para mitigar seus efeitos devastadores na vida dos pacientes e de suas famílias (Rafferty et al., 2025).
Conclui-se que a DRC representa um sério desafio de saúde pública global, com um impacto econômico significativo no Brasil, que requer aprimoramento das políticas públicas para sua prevenção e manejo (Pedroso et al., 2022).
Nesse sentido, a lacuna na investigação etiológica dos sintomas iniciais da doença contribui para o subdiagnóstico e impede a intervenção precoce (Dumont et al., 2021).
Além disso, a ausência de parâmetros renais convencionais suficientemente sensíveis para detectar a doença em estágios iniciais agrava a dificuldade de diagnóstico precoce (Dumont et al., 2021).
As contribuições sociais deveriam der ivar de um modelo de atenção à saúde mais abrangente, focado não apenas no tratamento, mas na prevenção e na educação dos pacientes sobre a importância da detecção precoce (Annunciação & Silva, 2021; Vasconcelos et al., 2021).
O Brasil pode adotar estratégias como a intensificação de programas de educação em saúde e o fortalecimento da atenção primária, visando à detecção oportuna e ao manejo eficaz da doença renal crônica (Santos et al., 2017; Silva et al., 2019).
Tais ações poderiam ser implementadas por meio de campanhas de conscientização e triagem, as quais têm se mostrado eficazes na redução de custos do tratamento em estágios avançados e na melhoria da qualidade de vida dos pacientes (Júnior et al., 2021).
Paralelamente, políticas de inclusão no mercado de trabalho, com estímulo ao trabalho adaptado, jornadas flexíveis, teletrabalho e incentivos à contratação, podem favorecer a manutenção da autonomia e da dignidade desses indivíduos. É imperativo, portanto, que as políticas de saúde evoluam de uma abordagem reativa para um modelo proativo, com planejamento adequado para o gerenciamento da DRC (Araújo et al., 2021; Soares et al., 2024).
A oferta de qualificação profissional acessível, especialmente em modalidades híbridas ou a distância, aliada à integração entre SUS, SUAS, INSS e políticas de emprego e educação, contribui para reduzir a vulnerabilidade socioeconômica e romper o ciclo de pobreza associado à DRC.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Alvarenga, W. de A., Amorim, J. V. M., Magalhães, L. H. F., Neris, R. R., Nascimento, L. C., & Rocha, S. S. da. (2023). Interface trabalho-tratamento hemodialítico em pacientes com insuficiência renal crônica: revisão de escopo. Acta Paulista de Enfermagem, 36. https://doi.org/10.37689/acta-ape/2023ar02411
ALVES, Paula Larissa Nascimento et al. OPACIFICAÇÃO COMO CATEGORIA ANALÍTICA NA SAÚDE COLETIVA: PROCESSOS DE PRODUÇÃO DO CUIDADO, PODER INSTITUCIONAL E CONSTRUÇÃO DE SUBJETIVIDADES NO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE. Revista de Geopolítica, v. 17, n. 1, p. e1317-e1317, 2026. DOI: https://doi.org/10.56238/revgeov17n1-076.
Annunciação, A. R. D., & Silva, B. M. D. (2021). Utilização De Simulação Realística Para Treinamento Sobre Primeiros Socorros E Suporte Básico de Vida Em Uma Empresa Particular Do Tocantins. In Uniedusul Editora eBooks (p. 321). 10.51324/86010558.29">https://doi.org/10.51324/86010558.29
Araújo, B. M., Matos, C. G. D., & Franchi, E. P. L. P. (2021). Neuralgia Trigeminal Em Um Hospital Público de Palmas - TO. In Uniedusul Editora eBooks (p. 222). 10.51324/86010558.19">https://doi.org/10.51324/86010558.19
Araújo, G. O. de, Freitas, J. D., Sousa, R. F. de, Rodrigues, J. da S., Cunha, A. M. S. da, Souto, V. M. de P. F., & Braga, N. L. (2021). Depressão e suporte familiar em pacientes renais crônicos: uma revisão narrativa. Revista Eletrônica Acervo Saúde, 13(5). https://doi.org/10.25248/reas.e7517.2021
Bay, S. S., Kamaruzaman, L., Mohd, R., & Shah, S. A. (2024). Work disability and employment status among advanced chronic kidney disease patients. PLoS ONE, 19(3). https://doi.org/10.1371/journal.pone.0297378
Burgos-Calderón, R., Depine, S. Á., & Aroca, G. (2021). Population Kidney Health. A New Paradigm for Chronic Kidney Disease Management [Review of Population Kidney Health. A New Paradigm for Chronic Kidney Disease Management]. International Journal of Environmental Research and Public Health, 18(13), 6786. Multidisciplinary Digital Publishing Institute. https://doi.org/10.3390/ijerph18136786
Choi, S., Jang, S., Choi, E. J., & Park, Y. S. (2024). Association between prevalence and severity of chronic kidney disease and employment status: a nationwide study in Korea. BMC Public Health, 24(1). https://doi.org/10.1186/s12889-023-17338-4
Choi, S., Jang, S., Choi, E., & Park, Y. S. (2023). Association between prevalence and severity of chronic kidney disease and employment status: a nationwide study in Korea. Research Square (Research Square). https://doi.org/10.21203/rs.3.rs-3339766/v1
CORREA, Joana Paula Carvalho et al. Indicadores de Qualidade no Sistema Único de Saúde: abordagens para Avaliação da Eficiência e Eficácia dos serviços prestados. INTERFERENCE: A JOURNAL OF AUDIO CULTURE, v. 11, n. 2, p. 2130-2140, 2025. DOI: 10.36557/2009-3578.2025v11n2p2130-2140">http://doi.org/10.36557/2009-3578.2025v11n2p2130-2140.
Costa, J. A., & Lanza, L. B. (2023). paciente renal crônico no contexto da saúde e desigualdade social. Revista Da Faculdade de Ciências Médicas de Sorocaba, 24, 188. 10.23925/1984-4840.2022v24i1/4a11">https://doi.org/10.23925/1984-4840.2022v24i1/4a11
Cruz, V. S. F. da, Santos, G. S., Lima, Y. A., Almeida, L. A. da H., & Matos, C. J. O. de. (2021). Evaluation of quality of life and functionality of patients chronic renal in hemodialysis treatment. Urology & Nephrology Open Access Journal, 9(1), 16. https://doi.org/10.15406/unoaj.2021.09.00302
DA SILVA, Ana Cláudia Rodrigues et al. ATENÇÃO ÀS DOENÇAS CRÔNICAS NO BRASIL: RESPOSTAS DO SUS DIANTE DE UMA CARGA CRESCENTE. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, v. 11, n. 12, p. 674-684, 2025. DOI: DOI: https://doi.org/10.51891/rease.v11i12.22823.
Dall’Agnol, J., Schwartz, E., Zillmer, J. G. V., & Lise, F. (2021). Caracterização das pessoas com tratamento de hemodiálise na região sul do Rio Grande do Sul, Brasil. Enfermería Universitaria, 18(1), 81. https://doi.org/10.22201/eneo.23958421e.2021.1.863
DUARTE, Franciely Fernandes et al. INOVAÇÃO SOCIAL E SAÚDE COLETIVA: ESTRATÉGIAS COLABORATIVAS PARA O BEM-ESTAR POPULACIONAL. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, [S. l.], v. 11, n. 7, p. 3013–3021, 2025. DOI: https://doi.org/10.51891/rease.v11i7.20451.
Dumont, L. S., Manata, I. C., Oliveira, V. A. C. D., Acioli, M. L. B., Pina, G. C., Real, L. L. C., & Macedo, R. G. (2021). Doença renal crônica: doença subdiagnosticada? Análise epidemiológica em um centro de diálise. Research Society and Development, 10(14). https://doi.org/10.33448/rsd-v10i14.22278
Elias, M. A., Damme, W. V., Ku, G. M., Kadammanavar, M., & Wouters, E. (2025). Lived experiences of people with chronic kidney disease on maintenance dialysis: a systematic review and thematic synthesis of qualitative studies [Review of Lived experiences of people with chronic kidney disease on maintenance dialysis: a systematic review and thematic synthesis of qualitative studies]. BMC Nephrology, 26(1). BioMed Central. https://doi.org/10.1186/s12882-025-03952-4
Farias, M. P. de O., & Souza, M. A. de. (2022). Qualidade de vida em pacientes dialíticos. Research Society and Development, 11(13). https://doi.org/10.33448/rsd-v11i13.35929
Fausto, N. E. C., Silveira, R. R. P., Neto, J. C. dos S., Carvalho, I. F., & Prado, J. R. (2023). Qualidade de vida de pacientes dialíticos durante a pandemia da COVID-19. Research Society and Development, 12(13). https://doi.org/10.33448/rsd-v12i13.44301
Fernandes, D. F., Zanelli, T. L. P., Rodrigues, A. S., Rodrigues, M. P., Lodi, J. C., Marques, T. M., Reis, G. D., Ferreira, L. R. C., & Milagres, C. S. (2020). Qualidade de vida de pacientes em terapia renal substitutiva: uma análise da doença renal crônica e perfil populacional de risco. Revista Eletrônica Acervo Saúde, 12(12). https://doi.org/10.25248/reas.e4759.2020
Ferreira, R. B. S., Azevedo, L. R., Oliveira, D. S., & Guimarães, C. F. (2022). Repercussões da Insuficiência Renal Crônica no Contexto Biopsicossocial de Pessoa em Tratamento Hemodialítico. Enfermería Actual En Costa Rica, 43. https://doi.org/10.15517/enferm.actual.cr.v0i43.48036
Filho, M. D. de S., Martins, L. de O., Santos, Á. M., Costa, A. C. C. da, Braga, R. L. S., & Leódido, A. C. M. (2023). Perfil epidemiológico de pacientes com doenças renais atendidos em uma clínica especializada. Revista Eletrônica Acervo Saúde, 23(12). https://doi.org/10.25248/reas.e15156.2023
Gomes, C. A. M., Ferraz, M. da S. G., Rios, R. R., Martins, R., Moreira, A. G. M., & Carmo, H. de O. (2023). Percepções e vivências dos usuários com doença renal crônica em um serviço de hemodiálise. Research Society and Development, 12(1). https://doi.org/10.33448/rsd-v12i1.39399
González-Galán, C., Poza‐Méndez, M., Fernández‐Gutiérrez, M., & Bas‐Sarmiento, P. (2025). Health Literacy and Emotional Management in Patients on Renal Replacement Therapy: A Mixed-Method Study Protocol. Healthcare, 13(9), 1048. https://doi.org/10.3390/healthcare13091048
GUIMARÃES, Mateus Henrique Dias (2026, January 9). GLOBAL HEALTH RESPONSES TO REDUCE INEQUALITIES IN ADDRESSING HEALTH CRISES. Even3 Publicações. 10.29327/7763526">http://doi.org/10.29327/7763526
GUIMARÃES, Mateus Henrique Dias et al. EDUCAÇÃO E PROMOÇÃO EM SAÚDE: ESTRATÉGIAS INTERSETORIAIS NA CONSTRUÇÃO DA INTEGRALIDADE DO CUIDADO. Revista Multidisciplinar do Nordeste Mineiro, v. 1, n. 02, p. 1-15, 2026. DOI: https://doi.org/10.61164/kefnws37
GUIMARÃES, Mateus Henrique Dias et al. Gestão Participativa na Saúde Coletiva: Caminhos para a Efetivação de Políticas Públicas Locais. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, v. 7, n. 2, p. 1495-1503, 2025. DOI: 10.36557/2674-8169.2025v7n2p1495-1503">https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n2p1495-1503
GUIMARÃES, Mateus Henrique Dias et al. INDICADORES DE SAÚDE COLETIVA: FERRAMENTAS PARA AVALIAÇÃO DA QUALIDADE E EFETIVIDADE DAS POLÍTICAS PÚBLICAS. ARACÊ, v. 7, n. 7, p. 36607-36616, 2025. DOI: https://doi.org/10.56238/arev7n7-083.
GUIMARÃES, Mateus Henrique Dias et al. PROMOÇÃO DA SAÚDE E PREVENÇÃO DE DOENÇAS NO CONTEXTO DA SAÚDE COLETIVA: ESTRATÉGIAS INTEGRADAS PARA A SUSTENTABILIDADE DOS SISTEMAS DE SAÚDE. Revista CPAQV - Centro de Pesquisas Avançadas em Qualidade de Vida, [S. l.], v. 17, n. 2, p. 7, 2025. DOI: https://doi.org/10.36692/V17N2-59R.
GUZZO, F., Böing, E., & Nardi, A. L. (2017). Da paralisação dos rins ao movimento da vida: percepções de pessoas em tratamento de hemodiálise. PHENOMENOLOGICAL STUDIES - Revista Da Abordagem Gestáltica, 23(1), 22. https://doi.org/10.18065/rag.2017v23n1.3
Júnior, C. S. de M., Fernandes, N. M. da S., & Colugnati, F. A. B. (2021). Multidisciplinary treatment for patients with chronic kidney disease in pre-dialysis minimizes costs: a four-year retrospective cohort analysis. Brazilian Journal of Nephrology, 43(3), 330. https://doi.org/10.1590/2175-8239-jbn-2020-0226
Kickhöfel, M. A., Schwartz, E., Spagnolo, L. M. de L., Sampaio, A. D., Cunha, T. N., & Lise, F. (2021). Avaliação de fadiga e fatores associados em pessoas submetidas à hemodiálise. Revista CUIDARTE. https://doi.org/10.15649/cuidarte.2120
Leite, É. M. D., Andriola, I. C., Fernandes, M. I. da C. D., Dantas, J. R., Tinôco, J. D. de S., & Lira, A. L. B. de C. (2017). Fatores associados ao diagnóstico risco de volume de líquidos deficiente em pacientes em hemodiálise. Aquichan, 17(2), 140. https://doi.org/10.5294/aqui.2017.17.2.3
Lima, J. P. da S., Lima, L. S. A. de, Silva, D. C. B. da, Ramalho, A. da C. A., Santos, J. C. de F., & Silva, D. A. V. da. (2021). Qualidade de vida de portadores da doença renal crônica de uma capital brasileira. Research Society and Development, 10(7). https://doi.org/10.33448/rsd-v10i7.16406
LOPEZ, Andres Santiago Quizhpi et al. ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE E ASSISTÊNCIA ÀS DOENÇAS CRÔNICAS DA POPULAÇÃO NEGRA. LUMEN ET VIRTUS, v. 16, n. 46, p. 2540-2552, 2025. DOI: https://doi.org/10.56238/levv16n46-065
Luz, M. dos S., Oliveira, J. L., Victer, A. C. G. S., Goes, M., Assunção, D. P. da S. F. de, Leimann, A. H., Freitas, Í. R. de, Aires, Y. R. de S., Silva, B., Assunção, E., Barbosa, M. C., Indiani, L., Rosa, S. dos S., & Pedro, A. M. (2025). Doença renal crônica e saúde pública: desafios para a prevenção e o acesso ao tratamento no SUS. Caderno Pedagógico, 22(10). https://doi.org/10.54033/cadpedv22n10-199
Macêdo, I. S., Macêdo, G. S., Pacheco, E. S., Mota, M. da S., & Sousa, A. R. R. de. (2020). Estratégias de suporte e enfrentamento utilizadas por pacientes renais crônicos submetidos a tratamento hemodialítico. Research Society and Development, 9(9). https://doi.org/10.33448/rsd-v9i9.6908
Marinho, D. F., Melo, R. D. C. de, Sousa, K. E. P. de, Oliveira, F. de A., Vieira, J. N. S., Antunes, C. da S. P., & Marinho, E. F. (2020). Capacidade funcional e qualidade de vida na doença renal crônica. Revista Pesquisa Em Fisioterapia, 10(2), 212. 10.17267/2238-2704rpf.v10i2.2834">https://doi.org/10.17267/2238-2704rpf.v10i2.2834
Moura, A. F., Wheeler, D. C., Brotons-Muntó, F., Brown, S., Grima, D., Priest, S., Rao, N., Kocks, J., Zhao, M., Obolensky, K., Chen, J., & Chadban, S. J. (2024). WCN24-1204 MULTIDIMENSIONAL BURDEN OF CHRONIC KIDNEY DISEASE IN EIGHT COUNTRIES: INSIGHTS FROM THE IMPACT CKD STUDY. Kidney International Reports, 9(4). https://doi.org/10.1016/j.ekir.2024.02.540
Nakata, L. C., Feltrin, A. F. dos S., & Ferreira, J. B. B. (2023). Construção de modelo lógico da linha de cuidado da pessoa com doença renal crônica. Revista de Saúde Pública, 57(1), 14. https://doi.org/10.11606/s1518-8787.2023057004401
Ng, M. S. N., Chan, D. N. S., Cheng, Q., Miaskowski, C., & So, W. K. W. (2021). Association between Financial Hardship and Symptom Burden in Patients Receiving Maintenance Dialysis: A Systematic Review [Review of Association between Financial Hardship and Symptom Burden in Patients Receiving Maintenance Dialysis: A Systematic Review]. International Journal of Environmental Research and Public Health, 18(18), 9541. Multidisciplinary Digital Publishing Institute. https://doi.org/10.3390/ijerph18189541
Olim, M. F., Páez, L. C., Pimenta, J., Silva, F., Torres, S., & Dantas, J. R. (2017). Treino e reforço de competências em doentes renais crónicos em hemodiálise – O Programa “Acredita+ e Segue”: Resultados preliminares. Revista Portuguesa de Investigação Comportamental e Social, 3(2), 21. https://doi.org/10.7342/ismt.rpics.2017.3.2.56
Olim, M. M. F., Guadalupe, S., Mota, F., Fragoso, P., & Ribeiro, B. S. (2018). Sociographic Profile of Hemodialysis Patients in Portugal. The Journal of Nephrology Social Work, 42(1), 9. https://doi.org/10.61658/jnsw.v42i1.40
Ondei, L. de S., Ribeiro, F. A., Noronha, V. R. M. de, & Teresa, F. B. (2016). AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA DE PACIENTES RENAIS CRÔNICOS EM HEMODIÁLISE. Enciclopédia Biosfera, 13(24), 1412. https://doi.org/10.18677/encibio_2016b_130
Paula, E. A. de, Roth, J. M., Schwartz, E., Spagnolo, L. M. de L., & Lise, F. (2022). Perfil sociodemográfico e clínico de usuários em hemodiálise no sul do Rio Grande do Sul, Brasil. Enfermería Actual En Costa Rica, 43. https://doi.org/10.15517/enferm.actual.cr.v0i43.45296
Pedroso, I. Q., Guerra, E. M. M., & Amorim, P. H. A. de. (2022). Acompanhamento da doença renal crônica na atenção primária à saúde. Revista Da Faculdade de Ciências Médicas de Sorocaba, 22(4), 178. 10.23925/1984-4840.2020v22i4a9">https://doi.org/10.23925/1984-4840.2020v22i4a9
Pereira, N. C. S., & Cardoso, J. S. (2017). O retorno do paciente renal crônico às atividades produtivas após o transplante renal. Revista de Terapia Ocupacional Da Universidade de São Paulo, 28(2), 221. https://doi.org/10.11606/issn.2238-6149.v28i2p221-229
Piccin, C., Girardon-Perlin, N. M. O., Coppetti, L. de C., Cruz, T. H. da, Beuter, M., & Burg, G. (2018). Perfil sociodemográfico e clínico de pacientes renais crônicos em hemodiálise. Revista de Enfermagem UFPE on Line, 12(12), 3212. https://doi.org/10.5205/1981-8963-v12i12a234669p3212-3220-2018
Rafferty, Q., Stafford, L. K., Vos, T., Thomé, F. S., Aalruz, H., Abate, Y. H., Abbafati, C., ElHafeez, S. A., Abedi, A., Abiodun, O. O., Abu‐Gharbieh, E., Aburuz, S., Abu‐Zaid, A., Adamu, L. H., Addo, I. Y., Adegboye, O. A., Adepoju, V. A., Adeyomoye, O., Adnani, Q. E. S., … Carvalho, M. (2025). Global, regional, and national prevalence of kidney failure with replacement therapy and associated aetiologies, 1990–2023: a systematic analysis for the Global Burden of Disease Study 2023. The Lancet Global Health, 13(8). https://doi.org/10.1016/s2214-109x(25)00198-6
Rahmah, T. N., Pujikurniawati, C. R., Hendriyani, D., Handayani, M. S., Wahyuni, H., Sridiawati, E., & Trisyani, Y. (2025). Pengalaman Hidup Pasien Chronic Kidney Disease yang Menjalani Hemodialisis: Scoping Review. MAHESA Malahayati Health Student Journal, 5(8), 3724. https://doi.org/10.33024/mahesa.v5i8.18937
Rocha, H. C. da, Lamy, Z. C., Cavalcante, M. C. V., Cruz, M. A., Costa, J. M., & Moreira, J. D. N. (2019). À espera do transplante renal: sentimentos e expectativas/ Waiting the renal transplantation: feelings and expectations. Ciência Cuidado e Saúde, 17(4). https://doi.org/10.4025/cienccuidsaude.v17i4.43983
RORIZ, Fernanda Aguiar Silvestre et al. A SAÚDE COLETIVA NO COTIDIANO DA ATENÇÃO BÁSICA: PRÁTICAS, SABERES E DESAFIOS. ARACÊ, v. 7, n. 6, p. 31036-31046, 2025. DOI: https://doi.org/10.56238/arev7n6-114.
Santos, A. C. S. dos, Lucas, F. das M., Farah, K. de P., Nascimento, A. C. A., Nogueira, J. L. S., Amaral, C. F. S., & Kelles, S. M. B. (2017). Prevalence of Patients Receiving Publicly Funded Renal Replacement Therapy in Brazil: Regional Inequities and Costs. The Open Urology & Nephrology Journal, 10(1), 34. 10.2174/1874303x01710010034">https://doi.org/10.2174/1874303x01710010034
Santos, C. F. de S., Matos, M. C. B., Alves, J. S. da S., Teixeira, C. R. de S., Veras, J. L. de A., & Santos, E. C. B. dos. (2023). Itinerário terapêutico de usuários com nefropatia diabética em terapia renal substitutiva. Revista Eletrônica Acervo Saúde, 23(10). https://doi.org/10.25248/reas.e13765.2023
Santos, K. K. dos, Lucas, T. C., Glória, J. C. R., Júnior, A. do C. P., Ribeiro, G., & Lara, M. O. (2018). Perfil epidemiológico de pacientes renais crônicos em tratamento. Revista de Enfermagem UFPE on Line, 12(9), 2293. https://doi.org/10.5205/1981-8963-v12i9a234508p2293-2300-2018
Schieppati, A., & Remuzzi, G. (2005). Chronic renal diseases as a public health problem: Epidemiology, social, and economic implications. Kidney International, 68. https://doi.org/10.1111/j.1523-1755.2005.09801.x
Silva, E. da, & Gomes, M. C. (2024). Atuação do/a Assistente Social em Serviço de Hemodiálise: Um Estudo em Ituiutaba - MG. Management in Perspective, 5(3), 82. https://doi.org/10.14393/mip-v5n3-2024-71800
Silva, J. R. R. da, Luz, G. O. de A., Silva, S. M. B. da, Medeiros, L. K. A. de, Júnior, J. L. D. S., & Santos, I. C. R. V. (2019). Letramento funcional em saúde e o conhecimento dos doentes renais crônicos em tratamento conservador. Revista Brasileira Em Promoção Da Saúde, 32, 1. 10.5020/18061230.2019.9470">https://doi.org/10.5020/18061230.2019.9470
Silva, M., Silva, K., Silva, P., Silva, L., & Vaz, F. (2013). THE WAITING ROOM AS A SPACE FOR EDUCATION AND HEALTH PROMOTION TO PEOPLE WITH CHRONIC RENAL FAILURE ON HEMODIALYSIS. Revista de Pesquisa Cuidado é Fundamental Online, 5(3), 253. https://doi.org/10.9789/2175-5361.2013v5n3p253
Silva, S. A. da, Silva, F. M. da, Cavalcante, A. E. O., Oliveira, E. T. de A., Matos, M. H. F. de, Carvalho, A. R. de, Baldoino, A. C. de S., Assis, L. dos S. L., Dourado, G. de O. L., & Rodrigues, J. A. (2021). Qualidade de vida e aspectos sociodemográficos de doentes renais crônicos. Revista Eletrônica Acervo Saúde, 13(2). https://doi.org/10.25248/reas.e5475.2021
Silva, U. D. e, Cunha, A. P. de S., Bomfim, D. M., Souza, B. O., Araujo, I. P., Lima, F. L. de, Rocha, A. G. G., Sena, I. F., Lemos, L. B., & Lemos, G. da S. (2023). Acessos vasculares em pacientes com doença renal crônica hemodialíticos e o impacto na qualidade de vida. Revista Eletrônica Acervo Saúde, 23(10). https://doi.org/10.25248/reas.e14174.2023
Soares, L. B. M., Soares, A. B., & Ferreira, J. B. B. (2024). Overview of global healthcare policies for patients with chronic kidney disease: an integrative literature review [Review of Overview of global healthcare policies for patients with chronic kidney disease: an integrative literature review]. Einstein (São Paulo), 22. Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein. https://doi.org/10.31744/einstein_journal/2024rw0519
Sousa-Silva, E. C. de, Mantovani, M. de F., Pires, C. G. da S., Paes, R. G., Kalinke, L. P., & Nogueira, L. de A. (2024). A qualidade de vida e a relação com a toxicidade financeira no tratamento hemodialítico. Enfermería Nefrológica, 27(1), 21. https://doi.org/10.37551/s2254-28842024003
SOUZA, A. C. S. V., Alencar, K. C., LANDIM, N. L. M. P., Oliveira, P. M. de S., & Leite, C. M. de C. (2020). Perfil epidemiológico da morbimortalidade e gastos públicos por Insuficiência Renal no Brasil. Research Society and Development, 9(9). https://doi.org/10.33448/rsd-v9i9.7399
Sułkowski, L., Matyja, A., & Matyja, M. (2024). Social Support and Quality of Life in Hemodialysis Patients: A Comparative Study with Healthy Controls. Medicina, 60(11), 1732. https://doi.org/10.3390/medicina60111732
Tomich, G. M., Barbosa, D. A., Nogueira, A. C., Silva, Á. N. F. da, Melo, J. D. da G., & Duarte, W. B. (2022). Perfil de pacientes renais crônicos em tratamento hemodialítico em um hospital regional no sul do Pará, Brasil. Research Society and Development, 11(10). https://doi.org/10.33448/rsd-v11i10.32653
Vasconcelos, M. I. L., Silva, F. K. da C., Fernandes, H. M. A., Soares, I. de C., Sousa, N. I. C. de, Silva, F. F. de O., Araújo, J. L., Nascimento, N. P. do, & Barboza, C. D. (2021). Avaliação dos aspectos nutricionais e o risco do desenvolvimento de doenças renais crônicas. Research Society and Development, 10(16). https://doi.org/10.33448/rsd-v10i16.23806
Xavier, B. L. S., Hermógenes, J. F. A., Ribeiro, Y. C., Sá, A. C. S. de, Pereira-Ávila, F. M. V., & Flores, P. V. P. (2020). Senses and Meanings of Conservative Treatment in People with Chronic Kidney Disease. Aquichan, 20(3), 1. https://doi.org/10.5294/aqui.2020.20.3.5
Yemal, J. A., GUERREIRO, E. P., & Filho, U. M. M. (2018). METAMORFOSE DA FILOSOFIA 5S E SEUS DESDOBRAMENTOS NO CONTEXTO BRASILEIRO. Revista SODEBRAS, 13(156), 14. https://doi.org/10.29367/issn.1809-3957.13.2018.156.14
1 Doutorando em Saúde Pública pela Christian Business School (CBS), Paris, França. ORCID: https://orcid.org/0009-0008-0206-0011. E-mail: [email protected].
2 Doutorando em Saúde Pública pela Christian Business School (CBS), Paris, França. ORCID: https://orcid.org/0000-0002-2610-9325. E-mail: [email protected].
3 Ph.D. e Doutora em Educação pela Christian Business School (CBS), com título reconhecido pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL), Especialista em Escrita Acadêmica Avançada. Professora do curso de pós-graduação em Neuropsicopedagogia e do curso de Aplicador ABA da Faculdade Luso Brasileira (FALUB). Tutora na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Brasil. ORCID: https://orcid.org/0009-0000-6863-7874. E-mail: [email protected]