GOVERNANÇA DE DADOS CONTÁBEIS E A TRANSPARÊNCIA DA INFORMAÇÃO NA GOVERNANÇA CORPORATIVA

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REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.18332020


Nilson Martins de Freitas1


RESUMO
O presente estudo teve como objetivo compreender como a governança de dados contábeis contribui para a transparência da informação na governança corporativa, a partir da análise de estudos teóricos e pesquisas já publicadas. A pesquisa foi desenvolvida por meio de abordagem bibliográfica, selecionando artigos, livros e trabalhos acadêmicos publicados entre 2017 e 2024, que abordassem governança corporativa, contabilidade gerencial, transparência financeira e desempenho organizacional. A análise permitiu identificar fatores que impactam a qualidade e confiabilidade das informações contábeis, bem como barreiras tecnológicas, estruturais e culturais que limitam a implementação efetiva da governança de dados. Os resultados evidenciam que a adoção de princípios globais de contabilidade gerencial, a integração de sistemas informatizados, o fortalecimento de controles internos e a capacitação contínua dos profissionais contábeis são determinantes para a transparência e consistência das informações financeiras. A discussão aponta que a governança corporativa eficaz depende de um equilíbrio entre tecnologia, processos estruturados, cultura organizacional e formação profissional, favorecendo a confiabilidade dos dados, a tomada de decisão estratégica e a confiança de stakeholders. Conclui-se que a governança de dados contábeis não apenas organiza e padroniza informações, mas também se configura como ferramenta estratégica essencial para a sustentabilidade e competitividade das organizações.
Palavras-chave: Governança Corporativa. Transparência Contábil. Gestão de Dados Desempenho Organizacional.

ABSTRACT
This study aimed to understand how the governance of accounting data contributes to the transparency of information in corporate governance, based on the analysis of theoretical studies and previously published research. The research was conducted using a bibliographic approach, selecting articles, books, and academic works published between 2017 and 2024 that addressed corporate governance, managerial accounting, financial transparency, and organizational performance. The analysis identified factors that impact the quality and reliability of accounting information, as well as technological, structural, and cultural barriers that limit the effective implementation of data governance. The results show that the adoption of global managerial accounting principles, the integration of computerized systems, the strengthening of internal controls, and the continuous training of accounting professionals are key determinants for the transparency and consistency of financial information. The discussion highlights that effective corporate governance depends on a balance between technology, structured processes, organizational culture, and professional training, promoting data reliability, strategic decision-making, and stakeholder confidence. It is concluded that accounting data governance not only organizes and standardizes information but also functions as a strategic tool essential for organizational sustainability and competitiveness.
Keywords: Corporate Governance. Accounting Transparency. Data Management. Organizational Performance.

1. INTRODUÇÃO

Nas últimas décadas, o avanço das práticas de governança corporativa consolidou-se como um dos pilares centrais da gestão organizacional contemporânea. Em um contexto global marcado por competitividade, digitalização e crescente exigência por transparência, as empresas passaram a ser avaliadas não apenas por seus resultados financeiros, mas também pela forma como gerenciam, comunicam e protegem suas informações. Nesse cenário, a governança de dados contábeis assumiu um papel estratégico, pois sua correta aplicação passou a ser determinante para a transparência, integridade e confiabilidade das informações financeiras disponibilizadas aos diversos stakeholders.

A contabilidade, historicamente reconhecida como a linguagem dos negócios, deixou de ser apenas um instrumento de registro e passou a desempenhar um papel estratégico na tomada de decisões empresariais. A partir da modernização dos processos contábeis e da digitalização dos sistemas de informação, tornou-se evidente que o valor das informações contábeis depende diretamente da governança dos dados que as sustentam. Em outras palavras, dados inconsistentes, desestruturados ou sem controles adequados podem comprometer não apenas a eficiência administrativa, mas também a reputação e a credibilidade da organização no mercado (Menezes & Silva, 2020).

A governança de dados contábeis, portanto, refere-se ao conjunto de práticas, políticas e processos destinados a assegurar que as informações financeiras sejam coletadas, tratadas, armazenadas e divulgadas de forma íntegra, precisa e auditável. Ao garantir a qualidade e a rastreabilidade das informações, essa governança contribuiu significativamente para o fortalecimento dos princípios da governança corporativa — especialmente os de transparência, equidade, prestação de contas (accountability) e responsabilidade corporativa, conforme definidos pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC, 2015).

A transparência da informação, nesse contexto, constituiu-se como um dos elementos mais valorizados no ambiente empresarial. Mais do que uma exigência normativa, passou a representar uma vantagem competitiva e uma condição para a sustentabilidade institucional. Empresas que adotaram práticas transparentes no gerenciamento de seus dados contábeis conseguiram aumentar a confiança de investidores, acionistas, auditores e órgãos reguladores, reduzindo riscos e promovendo um ambiente de negócios mais ético e previsível (Oliveira, 2021). Assim, a integração entre governança de dados contábeis e governança corporativa tornou-se um campo de estudo relevante, tanto para a administração quanto para as ciências contábeis.

Nesse sentido, a pesquisa desenvolvida partiu do reconhecimento de que as organizações modernas necessitam de sistemas de controle de dados contábeis capazes de sustentar a transparência e a confiabilidade das informações financeiras, principalmente diante das demandas crescentes por compliance, responsabilidade fiscal e ética corporativa. A falta de governança adequada sobre dados contábeis pode resultar em inconsistências, fraudes, erros de interpretação e decisões equivocadas, comprometendo a legitimidade da gestão e a confiança do mercado.

Dessa forma, o problema de pesquisa formulado buscou responder à seguinte questão central:

Quais mecanismos e processos podem ser adotados para garantir que a gestão contábil proporcione informações confiáveis, precisas e acessíveis para a tomada de decisão estratégica?

Essa indagação orientou toda a construção teórica e metodológica do trabalho, que teve como propósito compreender, a partir de estudos já publicados, como a governança de dados contábeis contribuiu para a transparência da informação na governança corporativa, especialmente no contexto contemporâneo de digitalização e integração tecnológica.

Em resposta ao problema proposto, o objetivo geral da pesquisa foi compreender como a governança de dados contábeis contribuiu para a transparência da informação na governança corporativa, a partir da análise de estudos teóricos e pesquisas já publicadas.

Para alcançar tal propósito, foram definidos os objetivos específicos, que consistiram em:

  • Identificar padrões conceituais sobre governança de dados contábeis presentes em estudos acadêmicos recentes;

  • Interpretar teorias e modelos que relacionaram gestão contábil e transparência da informação em diferentes contextos organizacionais;

  • Consolidar evidências bibliográficas acerca de práticas e recomendações que promoveram confiabilidade e integridade dos dados contábeis.

A formulação desses objetivos orientou a pesquisa em um percurso analítico e interpretativo, que permitiu compreender o tema sob diferentes perspectivas teóricas e empíricas.

A metodologia adotada caracterizou-se como uma pesquisa bibliográfica, de natureza qualitativa e caráter descritivo, voltada à análise de publicações acadêmicas e científicas disponíveis em bases de dados, livros e artigos especializados. A abordagem qualitativa foi escolhida por possibilitar uma análise interpretativa e aprofundada das informações, permitindo compreender de que forma os conceitos de governança de dados contábeis e transparência da informação se articularam na prática da governança corporativa. Já o caráter descritivo decorreu do propósito de registrar e interpretar fenômenos observados em diferentes estudos, sem a intenção de testar hipóteses, mas de compreender relações e significados.

A pesquisa bibliográfica, segundo Gil (2019) e Lakatos e Marconi (2017), constitui-se como um método essencial quando se busca consolidar conhecimentos já produzidos sobre determinado tema, sistematizando informações e construindo uma base teórica sólida para futuras investigações. Assim, o presente estudo se apoiou na leitura crítica e interpretativa de obras, artigos e relatórios técnicos que abordaram a governança de dados, a contabilidade digital, a transparência corporativa e as boas práticas de governança.

A escolha por essa metodologia também se justificou pela relevância de discutir um tema emergente no campo das Ciências Contábeis, cuja aplicação prática depende de constante atualização e diálogo com a literatura contemporânea. Por se tratar de uma pesquisa teórica, os resultados esperados envolveram a sistematização de conceitos, modelos e recomendações práticas que contribuíram para o aperfeiçoamento das políticas de governança contábil e para o fortalecimento da transparência nas organizações.

2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

A governança de dados contábeis consolidou-se nas últimas décadas como um dos eixos centrais da boa governança corporativa, uma vez que a confiabilidade das informações financeiras é essencial para decisões estratégicas, auditorias e prestação de contas. Nesse contexto, o tratamento sistemático, ético e transparente dos dados contábeis passou a ser uma exigência não apenas legal, mas também reputacional e estratégica para as organizações (Silveira, 2021). A governança de dados envolve o conjunto de processos, políticas e estruturas que asseguram a qualidade, integridade e acessibilidade das informações utilizadas nos sistemas de gestão corporativa.

O avanço tecnológico e a intensificação da digitalização das operações contábeis ampliaram a necessidade de controles robustos sobre os fluxos de dados. Conforme destacam Correia e Lucena (2021), a adoção de princípios globais de contabilidade gerencial e de práticas de governança de dados garante que a informação contábil seja tratada como um ativo estratégico, e não apenas como um registro administrativo. Isso significa que os dados devem estar disponíveis, seguros e auditáveis, contribuindo para a geração de valor e para a transparência corporativa.

A transparência da informação contábil, por sua vez, representa um dos pilares centrais da governança corporativa. Trata-se da prática de disponibilizar informações de forma clara, precisa e tempestiva, permitindo que acionistas, investidores, órgãos reguladores e a sociedade compreendam as ações e resultados da empresa (Ribeiro & Souza, 2023). Nesse sentido, a governança de dados contábeis não se limita à coleta de informações, mas envolve a padronização, verificação e divulgação de relatórios que sustentem a tomada de decisão com base em evidências confiáveis.

De acordo com Silvério de Oliveira e Rocha (2019), a governança corporativa moderna é estruturada sobre quatro princípios fundamentais: transparência, equidade, prestação de contas e responsabilidade corporativa. A governança de dados contábeis está diretamente associada ao primeiro desses pilares, pois a integridade e a clareza dos dados financeiros são determinantes para o cumprimento dos demais. Quando os sistemas contábeis são frágeis ou inconsistentes, toda a estrutura de governança é comprometida, aumentando o risco de assimetria informacional e fraudes.

O campo contábil, nesse cenário, evoluiu de uma função meramente operacional para uma função estratégica. Como observa Iudícibus (2021), a contabilidade moderna é uma ciência social aplicada que fornece informações úteis para a tomada de decisões, sendo indispensável à gestão eficiente. A governança de dados contábeis, portanto, amplia esse papel ao garantir que as informações contábeis estejam inseridas em um ambiente de confiabilidade tecnológica e ética profissional, em consonância com as normas internacionais de reporte e auditoria.

Oliveira e Galindo (2024) destacam que a governança contábil reflete diretamente na capacidade das organizações públicas e privadas de planejar e controlar políticas de gestão. Isso significa que, além do ambiente corporativo tradicional, os princípios da governança de dados contábeis também se aplicam à administração pública, onde a transparência das informações é essencial para o controle social e a credibilidade das instituições. Dessa forma, a governança de dados atua como um instrumento de accountability e de fortalecimento da confiança entre o Estado e a sociedade.

O conceito de integridade contábil, amplamente discutido por Belem, Motta e Camargo (2020), está intrinsecamente ligado à governança de dados. Ele implica que os registros financeiros devem ser completos, consistentes e livres de distorções. A integridade é garantida não apenas por mecanismos técnicos, mas também por uma cultura organizacional voltada à ética, à conformidade e à responsabilidade corporativa. A ausência desses elementos pode resultar em sérios impactos reputacionais e financeiros para as empresas.

Henrique, Silva e Saporito (2021) evidenciam que a estrutura de capital das empresas e seu desempenho financeiro estão fortemente influenciados pela qualidade das informações contábeis. Organizações que adotam mecanismos de governança de dados tendem a apresentar menor custo de capital e maior confiança dos investidores. Isso ocorre porque a transparência das demonstrações financeiras reduz a percepção de risco e fortalece a credibilidade da gestão perante o mercado.

A literatura recente também aponta que as falhas na governança de dados contábeis são um dos principais fatores associados à mortalidade empresarial. Araújo, Morais e Pandolfi (2019) argumentam que muitas micro e pequenas empresas encerram suas atividades por deficiências no controle das informações financeiras, o que dificulta o planejamento e a tomada de decisão. Assim, a implementação de práticas sólidas de governança contábil pode ser vista como um mecanismo preventivo, capaz de sustentar a perenidade organizacional.

De modo mais amplo, a governança de dados contábeis está inserida em um contexto de transformações digitais. O avanço das tecnologias de informação, como sistemas ERP e ferramentas de análise de big data, modificou profundamente a forma como os registros contábeis são produzidos e interpretados (Silveira, 2021). As organizações contemporâneas dependem da integração entre tecnologia e contabilidade para garantir rastreabilidade, segurança e agilidade na gestão de informações financeiras.

Correia e Lucena (2021) observam que a adoção de padrões globais de governança, como os princípios do International Integrated Reporting Council (IIRC) e da International Federation of Accountants (IFAC), fortalece o alinhamento entre governança contábil e sustentabilidade corporativa. Esses princípios orientam que as informações financeiras e não financeiras sejam integradas, favorecendo uma visão mais ampla do desempenho e da responsabilidade das organizações perante seus stakeholders.

Ribeiro e Souza (2023) ressaltam que a governança corporativa não se limita a um conjunto de normas de conduta, mas constitui um sistema de gestão baseado na confiança e na legitimidade. A governança de dados contábeis, nesse contexto, é o elo que conecta a geração de informações à credibilidade institucional. A transparência informacional torna-se, portanto, um diferencial competitivo, especialmente em mercados que valorizam a responsabilidade socioeconômica e ambiental.

A confiabilidade dos dados contábeis depende diretamente da qualidade das fontes e da consistência dos processos internos de controle. Conforme Silva Neto (2017), a formação cultural e ética dos profissionais da contabilidade exerce papel determinante nesse processo. A governança de dados contábeis, para ser eficaz, requer não apenas ferramentas tecnológicas, mas também capital humano capacitado para interpretar, validar e comunicar informações de forma ética e precisa.

A teoria institucional aplicada à governança contábil indica que as práticas de transparência são também influenciadas por pressões externas, como regulações, normas e expectativas sociais (Silveira, 2021). Nesse sentido, a governança de dados deve estar alinhada tanto às exigências legais quanto às demandas de stakeholders, que esperam cada vez mais informações claras e verificáveis sobre o desempenho corporativo. Esse alinhamento fortalece a reputação e a sustentabilidade das empresas no longo prazo.

A literatura também aponta que a governança de dados contábeis contribui para o aprimoramento do controle interno e da auditoria. Serra e Lemos (2020) demonstram que a atuação dos auditores é mais eficiente quando as empresas possuem estruturas sólidas de governança de dados, pois isso facilita o rastreamento das transações e a verificação da consistência das informações divulgadas. Assim, a transparência passa a ser resultado direto da qualidade dos processos contábeis e informacionais.

Do ponto de vista estratégico, a governança de dados contábeis atua como um elemento de integração entre as dimensões financeira, operacional e de conformidade. Silvério de Oliveira e Rocha (2019) afirmam que o desempenho corporativo depende da capacidade da organização de transformar dados em conhecimento útil. Essa capacidade é potencializada quando há clareza nos fluxos informacionais, critérios de validação definidos e responsabilidades bem delimitadas dentro da estrutura de governança.

A adoção de sistemas de governança de dados contribui também para o cumprimento de padrões internacionais de reporte, como o IFRS (International Financial Reporting Standards), que exigem alto nível de precisão e comparabilidade nas demonstrações contábeis. Segundo Iudícibus (2021), o alinhamento às normas internacionais aumenta a transparência e facilita o acesso a mercados globais, uma vez que investidores e credores tendem a confiar mais em empresas que seguem critérios contábeis reconhecidos mundialmente.

Além disso, a governança de dados contábeis fortalece a cultura organizacional orientada à responsabilidade e à conformidade. Oliveira e Galindo (2024) enfatizam que o gerenciamento eficiente das informações contábeis não apenas assegura a integridade dos relatórios financeiros, mas também influencia a formulação de políticas públicas e corporativas mais justas e sustentáveis. A transparência, nesse sentido, é compreendida como uma prática que ultrapassa o campo técnico e assume dimensão ética e social.

A governança de dados contábeis emerge como uma vertente essencial da governança corporativa contemporânea, voltada para a administração estratégica das informações financeiras e operacionais de uma organização. Seu propósito central é garantir que os dados utilizados na tomada de decisão sejam confiáveis, íntegros e acessíveis, servindo como base para o desempenho organizacional e para a transparência dos processos administrativos (Silveira, 2021). Nesse sentido, a governança de dados contábeis transcende o âmbito técnico da contabilidade e assume papel estratégico no suporte à gestão corporativa.

O conceito de governança de dados contábeis está intrinsecamente ligado à criação de estruturas e políticas que assegurem a qualidade das informações produzidas e compartilhadas pelas empresas. Correia e Lucena (2021) destacam que as organizações modernas passaram a encarar os dados contábeis como recursos estratégicos que necessitam de gestão eficiente, controle ético e padronização técnica. Essa perspectiva reforça a importância de práticas que integrem tecnologia, controle interno e cultura organizacional voltada à integridade informacional.

No âmbito da gestão corporativa, a governança de dados contábeis proporciona uma visão ampliada sobre o desempenho financeiro e operacional da empresa. Ribeiro e Souza (2023) apontam que, ao promover a transparência e a precisão dos relatórios contábeis, as organizações fortalecem a confiança entre gestores, investidores e demais stakeholders. Assim, a gestão baseada em dados confiáveis reduz a incerteza e melhora a capacidade de planejamento estratégico.

As concepções mais recentes de governança de dados contábeis incluem não apenas o controle da informação, mas também sua integração a sistemas de gestão empresarial, como os ERPs (Enterprise Resource Planning). Esses sistemas permitem consolidar dados de diferentes setores, proporcionando uma visão holística da empresa. Segundo Iudícibus (2021), a contabilidade gerencial passa a desempenhar papel ativo na governança, uma vez que o tratamento correto dos dados é indispensável para a geração de informações úteis à tomada de decisão.

A governança de dados contábeis também está associada à criação de uma cultura organizacional voltada à ética e à responsabilidade. Silveira (2021) enfatiza que a informação contábil é um patrimônio imaterial da empresa, cuja manipulação incorreta pode comprometer sua reputação e sustentabilidade. Por isso, os processos de governança devem envolver políticas claras de acesso, segurança e uso responsável dos dados, integrando todos os níveis hierárquicos da organização.

A implementação de uma estrutura de governança de dados contábeis envolve a definição de papéis, responsabilidades e fluxos de informação. Oliveira e Galindo (2024) argumentam que essa estrutura deve contemplar mecanismos de monitoramento, auditoria e correção de inconsistências, além de garantir o cumprimento das normas contábeis nacionais e internacionais. A existência de uma política de governança sólida permite que as organizações alinhem suas práticas de gestão às exigências legais e éticas do mercado global.

Dentro das organizações, os gestores financeiros e contábeis assumem função central na consolidação da governança de dados. São eles os responsáveis por garantir que os registros contábeis sejam realizados com base em princípios de fidedignidade e relevância, conforme estabelecido pelas normas do IFRS e do Conselho Federal de Contabilidade. Essa atuação reforça o papel estratégico da contabilidade, não apenas como instrumento de controle, mas como base para o planejamento e a avaliação de resultados (Silvério de Oliveira & Rocha, 2019).

Além disso, a governança de dados contábeis contribui para a mitigação de riscos corporativos. A adoção de processos sistemáticos de coleta e validação de informações reduz a probabilidade de erros, fraudes e inconsistências. Ribeiro e Souza (2023) afirmam que empresas com políticas de governança bem definidas tendem a apresentar maior estabilidade financeira e melhor desempenho de mercado, pois inspiram confiança e credibilidade junto aos investidores.

Outro aspecto relevante é a relação entre governança de dados contábeis e auditoria. Serra e Lemos (2020) demonstram que a eficiência do trabalho dos auditores está diretamente relacionada à qualidade e à rastreabilidade das informações contábeis. Quanto mais estruturada a governança de dados, mais efetivo se torna o processo de auditoria, reduzindo custos e aumentando a confiabilidade dos relatórios financeiros. Dessa forma, a governança contábil atua como um elo entre controle interno e auditoria externa.

A governança de dados contábeis também é uma ferramenta de suporte ao compliance corporativo. Belem, Motta e Camargo (2020) explicam que as práticas de compliance dependem de informações confiáveis e rastreáveis para o cumprimento das normas legais e regulatórias. Quando os dados contábeis são bem administrados, as organizações conseguem demonstrar conformidade com os padrões éticos e jurídicos exigidos, evitando penalidades e fortalecendo a imagem institucional.

Nos processos de gestão corporativa, a governança de dados contábeis favorece o alinhamento entre áreas financeiras, operacionais e estratégicas. Isso porque a padronização das informações e o uso de indicadores integrados permitem que a tomada de decisão seja fundamentada em evidências concretas. Silveira (2021) ressalta que esse alinhamento é um diferencial competitivo, especialmente em ambientes empresariais caracterizados por alta complexidade e volatilidade econômica.

Além de fortalecer o desempenho interno, a governança de dados contábeis amplia a capacidade das empresas de se posicionarem de forma transparente perante o mercado. Oliveira e Galindo (2024) observam que a credibilidade informacional é um ativo intangível que impacta diretamente a valorização da organização. A transparência dos relatórios financeiros é percebida como sinal de solidez e responsabilidade, aspectos fundamentais para atrair investimentos e estabelecer parcerias sustentáveis.

O tratamento ético das informações contábeis é outro ponto essencial nas concepções modernas de governança. Silva Neto (2017) aponta que o comportamento ético dos profissionais da contabilidade é indispensável para garantir a legitimidade dos dados produzidos. A governança de dados, portanto, não se limita a ferramentas tecnológicas, mas abrange valores, princípios e atitudes que refletem o compromisso da organização com a veracidade da informação.

No setor público, a governança de dados contábeis adquire dimensões ainda mais amplas, uma vez que está diretamente relacionada ao controle social e à gestão responsável dos recursos públicos. Segundo Oliveira e Galindo (2024), a contabilidade pública deve adotar padrões de governança que assegurem o planejamento, o monitoramento e a transparência das políticas públicas, fortalecendo a confiança dos cidadãos nas instituições estatais.

A governança de dados contábeis também influencia a formulação de estratégias empresariais de longo prazo. Correia e Lucena (2021) destacam que o uso inteligente de dados contábeis permite identificar tendências, otimizar processos e antecipar riscos. Assim, as informações financeiras deixam de ser meramente históricas para se tornarem preditivas, contribuindo para a inovação e a competitividade organizacional.

3. RESULTADOS E DISCUSSÃO

O presente capítulo apresenta a análise dos resultados obtidos na pesquisa sobre a implementação da governança contábil e seus impactos na gestão de dados financeiros e desempenho organizacional. A discussão dos achados busca articular os dados coletados com a literatura especializada, destacando os desafios, barreiras e melhores práticas identificadas. Para tanto, são consideradas contribuições de autores nacionais e internacionais sobre governança corporativa, contabilidade gerencial, estrutura de capital e transparência da informação financeira, permitindo interpretar os resultados à luz de evidências acadêmicas recentes (Correia & Lucena, 2021; Ribeiro & Souza, 2023; Oliveira & Rocha, 2019).

A governança corporativa desempenha um papel central na qualidade e confiabilidade dos dados contábeis das organizações. Correia e Lucena (2021) destacam que a adoção de princípios globais de contabilidade gerencial contribui para padronizar processos e reduzir inconsistências, promovendo maior confiança para gestores, investidores e órgãos reguladores. Essa visão dialoga com os achados de Ribeiro e Souza (2023), que demonstram que estruturas de governança mais robustas não apenas fortalecem a padronização das práticas contábeis, mas também ampliam a eficiência operacional e a transparência da divulgação de informações. Enquanto Correia e Lucena enfatizam o papel normativo e processual da governança, Ribeiro e Souza ampliam a discussão ao relacioná-la diretamente ao desempenho organizacional.

No setor de materiais básicos da B3, Oliveira e Rocha (2019) observam que a eficiência operacional está fortemente associada à implementação de práticas de governança contábil, especialmente no que se refere à integração de sistemas e ao controle interno. Esse achado reforça os argumentos de Correia e Lucena (2021), mas amplia a análise ao demonstrar empiricamente como práticas estruturadas resultam em maior agilidade, redução de riscos e prevenção de fraudes. Assim, enquanto alguns estudos enfatizam os princípios gerais da governança, Oliveira e Rocha trazem uma abordagem aplicada ao contexto empresarial brasileiro.

Contudo, a eficácia da governança não depende apenas de sistemas internos, mas também da cultura organizacional. Silva Neto (2017) evidencia que operadores do setor público com maior alinhamento cultural às normas internacionais apresentam melhor adesão às práticas contábeis padronizadas. Essa perspectiva complementa os estudos voltados à governança corporativa, ao mostrar que fatores subjetivos — como valores, mentalidades e cultura institucional — são tão determinantes quanto aspectos técnicos e tecnológicos.

Silveira (2021) reforça essa visão ao destacar que a governança corporativa se relaciona estreitamente com o planejamento estratégico das organizações. Para o autor, a integração entre governança, estratégia e decisões estruturais proporciona maior previsibilidade e eficiência dos resultados. Enquanto Silva Neto discute dimensões culturais, Silveira aponta para aspectos estratégicos, evidenciando que a governança é um fenômeno multidimensional, que abrange não apenas processos técnicos, mas também elementos gerenciais e organizacionais.

O crescimento da produção científica sobre governança e desempenho organizacional também é confirmado por Belem, da Motta e Camargo (2020), que, por meio de estudos bibliométricos, identificam uma tendência crescente de análises voltadas à transparência, auditoria e confiabilidade das informações. Esses achados dialogam com os demais autores ao reforçar que o interesse acadêmico se concentra justamente nos elementos considerados mais críticos para a prática contábil contemporânea.

No setor público, Oliveira e Galindo (2024) apontam que a governança contábil enfrenta desafios específicos, como a necessidade de controles estruturados e padronizados para o monitoramento eficaz das políticas públicas. Ao comparar esse cenário com o setor privado discutido por Oliveira e Rocha (2019), percebe-se que ambos enfrentam desafios semelhantes relacionados à integração e confiabilidade dos sistemas contábeis, mas o setor público lida ainda com desafios institucionais e burocráticos adicionais.

Henrique, Silva e Saporito (2021) mostram que empresas listadas na bolsa de valores, por terem estruturas de capital mais complexas, necessitam de processos rigorosos de consolidação contábil e integração tecnológica. Isso complementa o argumento de Oliveira e Rocha (2019), ao demonstrar que a complexidade estrutural aumenta a exigência por sistemas sofisticados e profissionais altamente qualificados.

A mortalidade empresarial, especialmente entre micro e pequenas empresas, também está relacionada à ausência de governança contábil estruturada, segundo Araújo, Morais e Pandolfi (2019). Esses autores trazem um contraponto importante ao mostrar que, enquanto grandes empresas precisam lidar com complexidade tecnológica e estrutural, pequenas empresas enfrentam dificuldades básicas de controle e gestão financeira, reforçando que a falta de governança impacta negativamente organizações de todos os portes.

A divulgação de riscos financeiros destaca-se como outro aspecto essencial da governança corporativa. Serra e Lemos (2020) evidenciam que clareza e precisão na comunicação dos riscos são fundamentais para a confiança dos investidores, dialogando diretamente com o que Correia e Lucena (2021) e Ribeiro e Souza (2023) afirmam sobre a importância da transparência para a credibilidade das informações contábeis.

No entanto, as barreiras tecnológicas ainda são apontadas por Oliveira e Rocha (2019) como um entrave para a consolidação de relatórios confiáveis, especialmente em empresas com sistemas desatualizados ou com baixa integração entre módulos contábeis. Essa crítica encontra eco em Henrique, Silva e Saporito (2021), que reforçam a importância da modernização tecnológica em organizações que lidam com estruturas de capital complexas.

De forma comparativa, os estudos convergem ao demonstrar que a governança contábil é essencial para a confiabilidade dos dados e para o desempenho organizacional, mas divergem quanto aos desafios específicos de cada contexto — público, privado, empresas de grande porte ou microempresas — evidenciando a amplitude e a complexidade do tema.

A resistência cultural à mudança pode comprometer significativamente a implementação da governança contábil. Silva Neto (2017) evidencia que profissionais habituados a rotinas tradicionais tendem a relutar em adotar novos procedimentos e tecnologias, dificultando o alinhamento às normas internacionais e às melhores práticas. Por essa razão, a gestão da mudança organizacional torna-se essencial para a consolidação de processos modernos e eficientes.

Nesse contexto, a formação e a capacitação profissional assumem papel determinante na eficácia da governança contábil. Iudícibus (2021) reforça que o domínio técnico deve ser acompanhado de competências em análise de dados, auditoria, gestão estratégica e interpretação de indicadores financeiros. A qualificação contínua permite que os profissionais acompanhem as transformações tecnológicas e normativas, reduzindo riscos e ampliando a qualidade da informação contábil.

Empresas que investem em educação continuada também apresentam maior aderência às normas de governança e desempenho financeiro superior. Ribeiro e Souza (2023) demonstram que treinamentos regulares em contabilidade gerencial, compliance e análise de riscos aumentam a confiabilidade dos dados e apoiam decisões mais seguras, fortalecendo a cultura de integridade organizacional.

A padronização das práticas contábeis é outro elemento central. Correia e Lucena (2021) destacam que a adoção de princípios globais permite que empresas de diferentes portes forneçam informações comparáveis e consistentes, ampliando a transparência e a confiança do mercado. A comparabilidade, por sua vez, facilita auditorias, análises setoriais e avaliações pelas partes interessadas.

Outro ponto crítico refere-se à integração dos sistemas de informação. Oliveira e Galindo (2024) apontam que a centralização dos dados contábeis, associada ao uso de dashboards e ferramentas de Business Intelligence (BI), potencializa o monitoramento financeiro em tempo real e contribui para decisões mais ágeis e precisas. Essa visão converge com o que Oliveira e Rocha (2019) defendem sobre a importância de sistemas atualizados e integrados para reduzir erros e aumentar a confiabilidade dos registros.

A governança corporativa também influencia a percepção dos stakeholders sobre a credibilidade das informações. Silveira (2021) enfatiza que práticas de divulgação clara, auditoria independente e controles internos robustos fortalecem a reputação da empresa e ampliam sua capacidade de atrair investimentos, reforçando sua legitimidade no mercado. Do mesmo modo, Serra e Lemos (2020) afirmam que a transparência na comunicação de riscos e contingências reduz assimetrias informacionais e melhora a tomada de decisão por parte de gestores e investidores.

Entretanto, a complexidade regulatória e a necessidade de compliance representam desafios adicionais. Henrique, Silva e Saporito (2021) observam que a constante atualização das normas exige investimentos contínuos em tecnologia e capacitação dos profissionais, tornando a governança um processo dinâmico e permanente.

De forma geral, os resultados da literatura demonstram que uma governança contábil efetiva depende da interação entre fatores tecnológicos, estruturais, culturais e profissionais. Organizações que investem em sistemas integrados, capacitação contínua, padronização de processos e controles internos conseguem maior confiabilidade dos dados, eficiência operacional e melhor desempenho financeiro. Assim, a governança contábil se consolida não apenas como um conjunto de normas, mas como uma ferramenta estratégica essencial para apoiar a tomada de decisão, fortalecer a confiança dos stakeholders e promover a sustentabilidade e a competitividade organizacional.

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

A análise da literatura evidenciou ainda barreiras tecnológicas e estruturais que podem limitar a efetividade da governança de dados contábeis. A falta de integração entre sistemas, o uso de softwares obsoletos e a complexidade dos processos contábeis representam desafios que, se não forem adequadamente gerenciados, comprometem a confiabilidade e a precisão das informações. Nesse contexto, torna-se imprescindível que as organizações invistam em infraestrutura tecnológica adequada, sistemas integrados e soluções de Business Intelligence, que facilitem o acesso, a análise e a apresentação de informações contábeis. A combinação de tecnologia avançada com profissionais capacitados constitui um diferencial competitivo e fortalece a governança corporativa.

Além das questões tecnológicas e estruturais, a pesquisa demonstrou que a padronização das práticas contábeis e a aderência a normas nacionais e internacionais são fundamentais para garantir comparabilidade e consistência das informações. A harmonização contábil permite que organizações de diferentes portes e setores adotem critérios uniformes, fortalecendo a transparência e permitindo avaliações mais precisas por parte de investidores e reguladores. A padronização, aliada à governança eficiente, favorece a mitigação de riscos e contribui para a sustentabilidade financeira e organizacional.

A partir dessas evidências, conclui-se que a governança de dados contábeis é um componente estratégico que vai além da gestão tradicional de informações financeiras. Ela envolve a articulação de múltiplos fatores tecnológicos, estruturais, culturais e humanos para assegurar a qualidade, confiabilidade e transparência dos dados contábeis. Empresas que conseguem equilibrar esses elementos garantem não apenas conformidade regulatória, mas também competitividade, reputação e sustentabilidade no ambiente corporativo contemporâneo.

Este estudo aponta caminhos para pesquisas futuras que possam aprofundar a compreensão sobre governança contábil e transparência financeira. Sugere-se a realização de pesquisas empíricas que analisem a aplicação de práticas de governança em diferentes setores e portes de empresas, explorando indicadores de desempenho, eficiência operacional e impacto na tomada de decisão. Investigações sobre o papel da tecnologia e da inteligência artificial na gestão de dados contábeis também se mostram promissoras, assim como estudos voltados à transformação cultural e ao desenvolvimento profissional em organizações que buscam excelência na governança de informações financeiras.

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1 Contador. Especialização em Finanças, Controladoria, Auditoria e Planejamento Tributário. Mestrando em Administração de Empresas pela Must University. E-mail: [email protected]