A GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS COMO ELEMENTO ESTRATÉGICO PARA A COMPETITIVIDADE DAS ORGANIZAÇÕES

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REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.18332008


Nilson Martins de Freitas1


RESUMO
A gestão da cadeia de suprimentos (SCM) tem se tornado um fator decisivo para a competitividade das organizações, principalmente em um mercado globalizado e dinâmico. O objetivo deste estudo é analisar como a implementação eficiente da SCM pode otimizar processos internos e externos, proporcionando vantagens competitivas, como a redução de custos, melhoria na qualidade dos produtos e serviços e a agilidade nas entregas. A pesquisa segue uma metodologia bibliográfica, abordando autores e estudos relevantes sobre o tema, com foco na integração de processos logísticos e no impacto de tecnologias emergentes, como a inteligência artificial e a automação, nas operações de cadeia de suprimentos. Conclui-se que uma gestão eficaz da cadeia de suprimentos não só garante a sustentabilidade das operações, mas também fortalece a posição competitiva das organizações, ao possibilitar uma resposta mais rápida e personalizada às demandas do mercado, além de gerar uma vantagem estratégica em relação aos concorrentes. Ademais, a gestão estratégica da cadeia de suprimentos envolve a colaboração entre diferentes elos da cadeia, incluindo fornecedores, distribuidores e parceiros logísticos, para alcançar um fluxo contínuo e eficiente de materiais e informações. A adoção de práticas sustentáveis e o alinhamento entre as expectativas do cliente e as capacidades da organização são elementos fundamentais para o sucesso de uma SCM eficaz. O estudo também destaca a importância da inovação tecnológica, como o uso de big data para prever tendências de consumo e otimizar a tomada de decisões, além de abordar os desafios enfrentados pelas empresas ao integrar diferentes sistemas e processos logísticos. Dessa forma, a SCM se configura não apenas como uma ferramenta operacional, mas como um diferencial estratégico que pode determinar o sucesso ou fracasso das organizações no cenário atual.
Palavras-chave: Gestão de cadeia de suprimentos. Competitividade organizacional. Redução de custos. Agilidade. Logística integrada. Tecnologias emergentes.

ABSTRACT
Supply chain management (SCM) has become a decisive factor for the competitiveness of organizations, especially in a globalized and dynamic market. The objective of this study is to analyze how the efficient implementation of SCM can optimize internal and external processes, providing competitive advantages, such as cost reduction, improvement in the quality of products and services, and agility in deliveries. The research follows a bibliographic methodology, addressing relevant authors and studies on the subject, focusing on the integration of logistics processes and the impact of emerging technologies, such as artificial intelligence and automation, on supply chain operations. It is concluded that effective supply chain management not only ensures the sustainability of operations, but also strengthens the competitive position of organizations by enabling a faster and more personalized response to market demands, in addition to generating a strategic advantage over competitors. Furthermore, strategic supply chain management involves collaboration between different links in the chain, including suppliers, distributors, and logistics partners, to achieve a continuous and efficient flow of materials and information. The adoption of sustainable practices and the alignment between customer expectations and the organization's capabilities are fundamental elements for the success of an effective SCM. The study also highlights the importance of technological innovation, such as the use of big data to predict consumer trends and optimize decision-making, in addition to addressing the challenges faced by companies when integrating different logistics systems and processes. In this way, SCM is configured not only as an operational tool, but as a strategic differentiator that can determine the success or failure of organizations in the current scenario.
Keywords: Supply chain management. Organizational competitiveness. Cost reduction. Agility. Integrated logistics. Emerging technologies.

1. INTRODUÇÃO

A gestão da cadeia de suprimentos (SCM) tornou-se um aspecto crucial para as organizações que buscam melhorar sua competitividade em um cenário de mercado globalizado e altamente dinâmico. Com a crescente necessidade de atender às demandas dos consumidores de forma mais ágil e eficiente, as empresas têm percebido a importância de otimizar seus processos logísticos, desde a produção até a entrega final. A competitividade organizacional, assim, depende da capacidade de integrar e gerenciar eficientemente todos os elos da cadeia, maximizando a performance e reduzindo custos. O objetivo deste estudo é compreender como uma gestão eficaz da cadeia de suprimentos contribui para o aumento da competitividade das organizações, destacando as principais práticas e tecnologias que podem ser adotadas para otimizar este processo.

A pesquisa segue uma metodologia bibliográfica, com a análise de autores e estudos sobre o tema, buscando fundamentar teoricamente a importância da SCM para a competitividade. O estudo está dividido em dois tópicos principais: o primeiro aborda as estratégias que impactam diretamente na eficiência da cadeia de suprimentos, como a integração de processos e a utilização de novas tecnologias, como a inteligência artificial. O segundo tópico discute as práticas sustentáveis e inovadoras que as organizações devem adotar para enfrentar os desafios da SCM, melhorando sua posição no mercado e garantindo vantagem competitiva frente aos concorrentes.

2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

A gestão da cadeia de suprimentos (SCM) tem sido um dos principais fatores para o sucesso e a competitividade das organizações no cenário contemporâneo. A globalização, a crescente demanda por produtos personalizados e a necessidade de reduzir custos operacionais impõem desafios cada vez maiores às empresas. De acordo com Oliveira, Almeida e Silva (2022, p.11):

A eficiência na gestão da cadeia de suprimentos não se limita à logística, mas envolve uma integração de processos que buscam atender à demanda do mercado de forma ágil e eficiente. Em um mercado altamente competitivo, a capacidade de uma organização em integrar suas operações e adotar novas tecnologias pode ser o diferencial entre o sucesso e a falência.

As estratégias que impactam diretamente na eficiência da cadeia de suprimentos incluem a integração de processos e a adoção de novas tecnologias, como a inteligência artificial (IA), que podem otimizar operações e proporcionar melhores resultados. Segundo Souza e Lima (2021), a integração da cadeia de suprimentos não se refere apenas à coordenação entre fornecedores e distribuidores, mas à harmonização de todos os processos internos da empresa. A implementação de tecnologias que permitem a troca de informações em tempo real, como sistemas de gestão integrada (ERP) e plataformas de comunicação digital, tem sido um avanço significativo para as organizações que buscam não apenas melhorar a eficiência, mas também garantir a flexibilidade necessária para se adaptar às mudanças do mercado.

Uma das principais vantagens da integração da cadeia de suprimentos é a capacidade de proporcionar um fluxo contínuo de informações e produtos, que resulta em maior agilidade e redução de custos. Lima e Santos (2023) argumentam que:

A integração da SCM permite uma maior visibilidade das operações, desde a produção até a entrega, possibilitando ajustes rápidos quando necessário. Isso garante que a empresa possa atender à demanda de maneira mais eficiente, ao mesmo tempo em que reduz o risco de interrupções nos processos logísticos. Além disso, a colaboração com parceiros de negócios, como fornecedores e distribuidores, torna-se mais fluida, contribuindo para uma cadeia de suprimentos mais resiliente.

As novas tecnologias, como a inteligência artificial (IA), também desempenham um papel fundamental na melhoria da eficiência da cadeia de suprimentos. De acordo com Silva e Oliveira (2022), a IA permite a análise de grandes volumes de dados em tempo real, o que facilita a tomada de decisões mais rápidas e precisas. Por exemplo, algoritmos baseados em IA podem prever padrões de demanda, otimizar os estoques e até mesmo sugerir rotas logísticas mais eficientes. A adoção de sistemas baseados em IA, como o machine learning, permite que as organizações ajustem suas operações com base em dados históricos e em tempo real, o que se traduz em menores custos e uma melhor experiência para o cliente.

Além da IA, outras inovações tecnológicas, como a automação de processos e o uso de big data, têm mostrado ser essenciais para as empresas que buscam se destacar em um ambiente competitivo. Segundo Souza e Silva (2023), a automação de processos logísticos e produtivos permite a redução de erros humanos e aumenta a produtividade, resultando em uma maior competitividade. Além disso, o uso de big data permite às organizações obter uma compreensão mais profunda do comportamento dos consumidores, identificando tendências e padrões de compra que podem ser utilizados para otimizar as operações e melhorar o atendimento ao cliente.

A sustentabilidade também se tornou um fator crítico na gestão da cadeia de suprimentos. Silva e Costa (2021) afirmam que a adoção de práticas sustentáveis não só contribui para a preservação do meio ambiente, mas também pode gerar vantagens competitivas para as organizações. A utilização de fornecedores que adotem práticas de responsabilidade ambiental, a otimização do uso de recursos e a minimização do desperdício são elementos que podem ser incorporados na estratégia da cadeia de suprimentos. Empresas que conseguem integrar práticas sustentáveis em suas operações não apenas atendem às demandas dos consumidores, mas também reduzem custos e aumentam sua reputação no mercado.

Outra estratégia importante para a melhoria da eficiência da cadeia de suprimentos é a gestão de riscos. Conforme argumentam Oliveira e Pereira (2023), a gestão proativa de riscos na cadeia de suprimentos é essencial para a redução de incertezas e a garantia de continuidade dos negócios. A implementação de sistemas de monitoramento e análise de riscos, que podem identificar potenciais interrupções na cadeia, é fundamental para que as organizações possam tomar decisões mais informadas e rápidas. Além disso, a diversificação de fornecedores e parceiros logísticos pode minimizar os riscos relacionados a possíveis falhas em uma única fonte de suprimento.

3. RESULTADOS E DISCUSSÃO

A colaboração entre diferentes áreas dentro da organização também é um fator-chave para o sucesso na gestão da cadeia de suprimentos. De acordo com Lima e Costa (2022), a comunicação e a colaboração entre departamentos como compras, produção e logística são essenciais para garantir que todos os processos estejam alinhados com os objetivos da organização. A integração dessas áreas por meio de sistemas de gestão empresarial (ERP) pode reduzir os gargalos operacionais e melhorar a eficiência global da cadeia de suprimentos.

Segundo Santos e Lima (2023), a formação de equipes especializadas em SCM, que entendem tanto os aspectos operacionais quanto as novas tecnologias disponíveis, é crucial para o sucesso das iniciativas de integração e automação. Organizações que investem em treinamento e desenvolvimento de seus profissionais conseguem adaptar-se mais rapidamente às mudanças do mercado e às inovações tecnológicas, garantindo uma posição competitiva vantajosa.

A gestão da cadeia de suprimentos tem um impacto direto na competitividade das organizações. Estratégias como a integração de processos e a adoção de novas tecnologias, como a inteligência artificial, são fundamentais para melhorar a eficiência operacional e atender melhor às demandas do mercado.

3.1 Práticas Sustentáveis e Inovadoras na Gestão da Cadeia de Suprimentos: Estratégias para Superar Desafios e Garantir Vantagem Competitiva

As práticas sustentáveis têm se tornado cada vez mais relevantes no contexto da gestão da cadeia de suprimentos (SCM), pois não apenas atendem às exigências regulatórias e éticas, mas também representam um diferencial competitivo para as empresas. Em um mercado globalizado e altamente competitivo, as organizações precisam adotar práticas que não apenas melhorem sua eficiência operacional, mas também promovam o desenvolvimento sustentável e o respeito ao meio ambiente. De acordo com Lima e Pereira (2023), a implementação de práticas sustentáveis na cadeia de suprimentos envolve a utilização de tecnologias verdes, a escolha de fornecedores responsáveis e a minimização de desperdícios, com o objetivo de reduzir os impactos ambientais e promover a sustentabilidade social.

Uma das principais práticas sustentáveis que as organizações devem adotar é a utilização de tecnologias limpas e eficientes no processo produtivo. Segundo Silva e Costa (2022, p.8):

A adoção de tecnologias que consomem menos energia, utilizam materiais recicláveis e geram menos resíduos é um passo essencial para a sustentabilidade da cadeia de suprimentos. Além disso, essas tecnologias podem resultar em uma significativa redução de custos operacionais a longo prazo, ao mesmo tempo em que atendem às expectativas dos consumidores por produtos mais sustentáveis. Por exemplo, o uso de fontes de energia renovável, como solar e eólica, tem se mostrado uma prática cada vez mais comum nas empresas que buscam se destacar pela sustentabilidade.

A escolha de fornecedores que adotem práticas ambientais e sociais responsáveis também é um componente fundamental das práticas sustentáveis na SCM. Como afirmam Oliveira e Almeida (2022), as organizações devem procurar parceiros comerciais que compartilhem os mesmos valores e compromissos em relação à sustentabilidade. Isso inclui a avaliação dos fornecedores quanto à sua eficiência energética, uso de materiais sustentáveis e condições de trabalho justas. A criação de uma rede de fornecedores sustentáveis não apenas melhora a imagem da empresa, mas também fortalece sua posição no mercado, atraindo consumidores que priorizam práticas ambientais e sociais responsáveis em suas decisões de compra.

Além disso, a gestão de resíduos e a economia circular são conceitos cada vez mais aplicados na SCM, conforme destacado por Santos e Lima (2021). A economia circular busca minimizar o desperdício e promover o reaproveitamento de materiais ao longo de toda a cadeia de valor, desde a produção até a distribuição e o consumo final. Isso inclui o desenvolvimento de produtos que possam ser reciclados ou reutilizados, além de processos produtivos que minimizem a geração de resíduos. Empresas que adotam práticas de economia circular não só reduzem os custos relacionados ao descarte de resíduos, mas também fortalecem sua posição competitiva ao atender a uma demanda crescente por soluções mais responsáveis do ponto de vista ambiental.

Além das práticas sustentáveis, as inovações tecnológicas desempenham um papel crucial para a melhoria da competitividade na gestão da cadeia de suprimentos. A utilização de tecnologias como a inteligência artificial (IA), o blockchain e a automação tem se mostrado fundamental para otimizar a operação da cadeia, melhorar a rastreabilidade dos produtos e garantir uma maior transparência e eficiência. De acordo com Souza e Silva (2023), a IA pode ser utilizada para otimizar a previsão de demanda e o gerenciamento de estoques, enquanto o blockchain oferece uma maneira de garantir a autenticidade e rastreabilidade de produtos ao longo da cadeia de suprimentos, proporcionando maior segurança e confiabilidade para os consumidores.

A automação de processos logísticos também tem se mostrado uma solução inovadora e eficiente para as empresas que buscam melhorar sua competitividade. Conforme Silva e Oliveira (2022), a automação permite que as organizações otimizem suas operações, reduzam erros humanos e aumentem a velocidade de entrega. Além disso, a automação contribui para a redução de custos operacionais, ao eliminar tarefas manuais e tornar os processos mais rápidos e eficientes. A integração dessas tecnologias permite às empresas oferecer um serviço de maior qualidade e de forma mais ágil, o que é um diferencial importante em um mercado altamente competitivo.

Outra inovação importante é o uso de big data e análise preditiva, que permite às organizações obter uma visão mais detalhada e precisa sobre o comportamento dos consumidores, as tendências de mercado e os riscos operacionais. Segundo Souza e Lima (2022), o uso de big data permite que as empresas tomem decisões mais informadas e estratégicas, como a identificação de novas oportunidades de mercado, o ajuste de estratégias de marketing e a previsão de possíveis falhas na cadeia de suprimentos. A análise preditiva, por sua vez, ajuda a antecipar mudanças no comportamento do consumidor e a ajustar as operações da cadeia de suprimentos de acordo com essas previsões, o que resulta em maior eficiência e competitividade.

A sustentabilidade e a inovação tecnológica, quando implementadas de forma estratégica na cadeia de suprimentos, não só ajudam as empresas a reduzir seus impactos ambientais e sociais, mas também são ferramentas poderosas para melhorar sua posição no mercado. Conforme argumentam Oliveira e Costa (2022), a adoção dessas práticas pode resultar em uma redução significativa de custos, aumento da eficiência operacional e uma vantagem competitiva frente aos concorrentes. Além disso, consumidores cada vez mais exigentes estão buscando marcas que demonstram um compromisso genuíno com a sustentabilidade, o que torna essas práticas não apenas um diferencial competitivo, mas também uma necessidade para as empresas que desejam prosperar a longo prazo.

A adoção de práticas sustentáveis e inovações tecnológicas na gestão da cadeia de suprimentos é essencial para enfrentar os desafios do mercado atual e melhorar a competitividade das organizações. As tecnologias limpas, a escolha de fornecedores responsáveis, a economia circular e o uso de inteligência artificial, blockchain e automação são algumas das estratégias que as empresas devem adotar para se destacar em um cenário de constantes mudanças.

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Neste estudo, os objetivos propostos foram atingidos ao se analisar as práticas sustentáveis e inovadoras que as organizações devem adotar para melhorar a competitividade na gestão da cadeia de suprimentos. A pesquisa explorou como a integração de processos, o uso de novas tecnologias, como inteligência artificial e automação, além de práticas sustentáveis, como a economia circular e o uso de fornecedores responsáveis, podem impactar diretamente na eficiência e na posição competitiva das empresas. Observou-se que, ao adotar essas estratégias, as organizações não apenas ganham em eficiência operacional, mas também em reputação e fidelidade dos consumidores, que cada vez mais buscam práticas responsáveis.

Além disso, a investigação mostrou que as empresas que se destacam em termos de sustentabilidade e inovação tecnológica conseguem não apenas atender às demandas do mercado, mas também se posicionar como líderes em suas respectivas áreas. O alinhamento entre práticas sustentáveis e inovações tecnológicas, quando integrado de maneira estratégica, se traduz em uma vantagem competitiva clara, permitindo que as organizações se adaptem aos desafios contemporâneos e se mantenham à frente dos concorrentes. Dessa forma, os resultados obtidos reforçam a importância dessas práticas para o sucesso a longo prazo das empresas no contexto da cadeia de suprimentos.

Os resultados do estudo indicam que a integração estratégica de práticas sustentáveis e inovações tecnológicas não apenas promove eficiência operacional, mas também fortalece a resiliência organizacional em um cenário de mercado em constante mudança. Empresas que incorporam a sustentabilidade como parte central de sua estratégia corporativa conseguem reduzir riscos, otimizar recursos e melhorar a percepção de stakeholders sobre seu compromisso ético e ambiental. Por exemplo, a adoção de modelos de economia circular, que priorizam a reutilização, a reciclagem e a minimização de desperdícios, permite que os processos logísticos sejam mais eficientes, ao mesmo tempo em que diminuem impactos ambientais, consolidando uma imagem de responsabilidade social e ambiental perante clientes e parceiros comerciais.

A inovação tecnológica se mostra igualmente crucial para alcançar vantagem competitiva. Tecnologias como inteligência artificial, Internet das Coisas (IoT) e automação avançada possibilitam que empresas monitorem em tempo real os fluxos de suprimentos, previnam falhas na cadeia logística e reduzam custos operacionais. A análise de dados gerada por sistemas inteligentes permite decisões mais precisas sobre estoques, transporte e gestão de fornecedores, aumentando a agilidade e a flexibilidade organizacional. Além disso, a combinação de práticas sustentáveis com tecnologias inovadoras resulta em processos integrados e mais transparentes, favorecendo a rastreabilidade de produtos e fortalecendo a confiança do consumidor.

Outro ponto relevante identificado na pesquisa foi o papel estratégico da seleção e gestão de fornecedores. A priorização de parceiros que compartilhem compromissos ambientais e sociais garante que toda a cadeia de suprimentos se alinhe a padrões éticos e de sustentabilidade. Isso não apenas reduz riscos legais e reputacionais, mas também fortalece parcerias de longo prazo baseadas em confiança e transparência. A pesquisa destacou que empresas que promovem auditorias periódicas, treinamentos e certificações de fornecedores obtêm melhores resultados em termos de consistência operacional e qualidade dos produtos, criando um diferencial competitivo frente a organizações que negligenciam tais práticas.

A cultura organizacional também emerge como elemento determinante na consolidação de práticas sustentáveis e inovadoras. A pesquisa demonstrou que empresas que estimulam a participação ativa de colaboradores, incentivando ideias inovadoras e comportamentos responsáveis, obtêm ganhos significativos em produtividade, engajamento e retenção de talentos. A criação de um ambiente interno que valorize a sustentabilidade e a inovação fomenta uma mentalidade de melhoria contínua, fazendo com que os funcionários compreendam o impacto de suas ações sobre a eficiência da cadeia de suprimentos e a reputação da empresa.

Além disso, a adoção de métricas e indicadores claros para monitorar desempenho sustentável e tecnológico é essencial para garantir a efetividade das estratégias. A análise contínua de indicadores relacionados a emissões de carbono, consumo de recursos, eficiência logística e tempo de entrega permite ajustes proativos nos processos, promovendo maior controle e previsibilidade. Tais métricas também permitem comunicar de forma transparente os resultados alcançados para stakeholders externos, incluindo clientes, investidores e órgãos reguladores, fortalecendo a credibilidade organizacional.

A integração de práticas sustentáveis e tecnologias inovadoras também favorece a resiliência da cadeia de suprimentos em situações de crise. Empresas que investem em digitalização e automação conseguem reagir mais rapidamente a interrupções no fornecimento, flutuações de demanda ou mudanças regulatórias. A utilização de plataformas digitais e sistemas de monitoramento inteligente permite simular cenários, planejar contingências e identificar gargalos antes que eles se tornem críticos. Essa capacidade de adaptação garante que a organização mantenha a continuidade operacional, minimizando impactos financeiros e mantendo a confiança do mercado.

Outro aspecto relevante discutido no estudo refere-se à percepção dos consumidores em relação à sustentabilidade e à inovação. A pesquisa evidenciou que clientes estão cada vez mais exigentes, buscando empresas que demonstrem responsabilidade socioambiental e utilização inteligente de tecnologias. Organizações que comunicam suas práticas de maneira transparente, por meio de relatórios de sustentabilidade, selos de certificação e ações de marketing responsável, conseguem diferenciar-se no mercado, fidelizando consumidores e atraindo novos segmentos.

A competitividade, nesse contexto, não é apenas resultado de eficiência operacional, mas também de diferenciação estratégica. Organizações que conseguem integrar sustentabilidade, inovação tecnológica, gestão de fornecedores e engajamento de colaboradores obtêm uma vantagem difícil de replicar, criando barreiras competitivas naturais. Essa combinação transforma a cadeia de suprimentos em um ativo estratégico, capaz de gerar valor não apenas para a empresa, mas também para a sociedade e o meio ambiente, reforçando o conceito de negócios sustentáveis e responsabilidade corporativa.

Por fim, a pesquisa reforçou a necessidade de inovação contínua e adaptação estratégica. A sustentabilidade e a tecnologia não podem ser vistas como ações isoladas ou pontuais; elas devem ser incorporadas ao planejamento estratégico, à cultura organizacional e à operação cotidiana da empresa. Somente dessa forma é possível garantir que a organização permaneça competitiva e relevante em um mercado dinâmico e globalizado.

Dessa forma, os achados deste estudo indicam que a integração consciente de práticas sustentáveis, tecnologias emergentes, gestão de fornecedores estratégicos e engajamento organizacional cria um ciclo virtuoso de eficiência, inovação e responsabilidade. Organizações que adotam essa abordagem estão mais preparadas para enfrentar desafios futuros, se destacam no mercado e contribuem para um desenvolvimento econômico e social equilibrado, consolidando a sustentabilidade e a inovação como pilares centrais da vantagem competitiva na cadeia de suprimentos.

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1 Contador. Especialização em Finanças, Controladoria, Auditoria e Planejamento Tributário. Mestrando em Administração de Empresas pela Must University. E-mail: [email protected]