REGISTRO DOI: 10.70773/revistatopicos/783132327
RESUMO
Este artigo tem caráter pedagógico e apresenta os fundamentos matemáticos e geométricos da Teoria dos Nós. O foco central reside na transição da representação tridimensional para diagramas bidimensionais, explorando como os movimentos de Reidemeister garantem a isotopia entre nós. Estabelecemos as operações fundamentais e funções associadas, culminando na construção detalhada do Bracket de Kauffman e na sua relação intrínseca com o Polinômio de Jones, demonstrando a eficácia dos invariantes polinomiais na distinção topológica, como a detecção de quiralidade.
Palavras-chave: Teoria dos Nós; Movimentos de Reidemeister; Invariantes Polinomiais; Bracket de Kauffman; Polinômio de Jones.
ABSTRACT
This article is pedagogical in nature and presents the mathematical and geometric foundations of Knot Theory. The central focus lies in the transition from three-dimensional representations to two-dimensional diagrams, exploring how Reidemeister moves ensure isotopy between knots. We establish fundamental operations and associated functions, culminating in the detailed construction of the Kauffman bracket and its intrinsic relationship with the Jones polynomial, thereby demonstrating the effectiveness of polynomial invariants in topological distinction, such as the detection of chirality.
Keywords: Knot Theory; Reidemeister moves; Polynomial invariants; Kauffman bracket; Jones polynomial.
1. INTRODUÇÃO: DEFINIÇÕES E DIAGRAMAS
Um nó é exatamente aquilo com que as pessoas estão acostumadas, como nós em cadarços ou cordas, entre outros exemplos. O foco de estudo do campo da matemática que estuda os nós é exatamente distinguir um nó específico dos outros. O que faz 2 nós quaisquer serem diferentes? Para estudar nós, é inviável ficar enlaçando um dado segmento de corda para cada nó que se deseja estudar. Por isso, introduzimos os chamados diagramas de nós, que são uma forma de representar estes objetos tridimensionais em um papel e obter informações que permitam a comparação.
Diagrama do nó Trifólio.
Definição 3 (Sem Nó). O nó mais simples possivel, é o chamado Sem Nó, onde o diagrama dele não possui cruzamentos, i.e é uma corda que não possui nós.
Sem Nó(O)
Nó Figura 8(E).
2. TABELA DE NÓS, ISOTOPIA E MOVIMENTOS DE REIDEMEISTER
Para o estudo de nós, podem existir diferentes tipos com diferentes números de cruzamentos. Assim como há uma tabela periódica, existe também uma tabela de nós que são conhecidos por serem diferentes e são desenhadas com o menor número possível de cruzamentos.
Tabela de Nós.
Movimentos de Reidemeister.
Teorema 1. Um nó K é isotópico a um nó K’ se e somente se existirem uma aplicação de uma sequência finita de movimentos de Reidemeister que transforme o diagrama de K em K’.
3. OPERAÇÕES E FUNÇÕES
3.1. Operações de Orientação e Soma Conexa
A fim de simplificar o estudo da isotopia entre dois nós, é necessario definir certas operações que se tornarão importantes no estudo de invariantes.
Definição 5 (Orientação). A orientação de um dado nó K começa com a escolha de um ponto arbitrário dentro dele e a definição de uma direção. Em seguida, desenham-se flechas ao longo de todo os segmentos conectados ao nó.
Nó Trifólio com uma certa orientação.
Soma Conexa.
Podemos também somar nós através da soma desconexa, realizada como a soma dos diagramas tal que os dois sejam disjuntos, i.e, não possuem cruzamentos ou cordas em comum.
Soma desconexa.
3.2. Funções de Torção e Espelhamento
Calculo da torção do nó Trifólio.
Definição 8 (Espelho e Quiralidade). Define-se o espelho de K, M(K), como a reversão de todos os seus cruzamentos. Um nó é chamado de chiral se M(K) for isotópico ao nó original K, caso contrário, o nó é achiral.
Espelho do nó Trifólio.
4. INVARIANTES POLINOMIAIS E O BRACKET DE KAUFFMAN
Suavização.
Suavizando o nó Trifólio.
Assim, o Bracket de Kauffman é definido através da formula:
Definição diagramatica do Polinomio de Jones.
5. CONCLUSÃO
Os invariantes polinomiais, construídos a partir da intuição geométrica da suavização e normalizados através das propriedades de torção e orientação, demonstram ser ferramentas rigorosas para distinguir nós matemáticos onde as ferramentas de isotopia direta falham.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
COWARD, A.; LACKENBY, M. An upper bound on reidemeister moves. arXiv preprint arXiv:1104.1882, 2011.
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MANTUROV, V. O. Knot Theory. 2. ed. Boca Raton: CRC Press, 2018.
PRASOLOV, V. V. Knots, Links, Braids and 3-Manifolds. Providence: American Mathematical Society, v. 154 (Translations of Mathematical Monographs), 1996.