REGISTRO DOI: 10.70773/revistatopicos/779216720
RESUMO
A alfabetização e o letramento são processos fundamentais na Educação Básica, pois contribuem para o desenvolvimento da leitura, da escrita, da interpretação e da participação social dos estudantes. Este estudo tem como objetivo geral analisar o papel do professor na articulação entre alfabetização e letramento na Educação Básica, compreendendo como suas práticas pedagógicas favorecem a construção de sentidos e o uso social da linguagem. A pesquisa justifica-se pela necessidade de refletir sobre práticas educativas que ultrapassem o ensino mecânico das letras e palavras, considerando que muitos estudantes ainda apresentam dificuldades de leitura, interpretação e produção textual ao longo da escolarização. Nesse contexto, destaca-se a importância do professor como mediador do conhecimento, responsável por criar situações de aprendizagem significativas, contextualizadas e sensíveis às diferentes realidades dos alunos. Quanto à metodologia, o estudo foi desenvolvido por meio de uma revisão de literatura, com base na análise de produções acadêmicas que discutem alfabetização, letramento, práticas pedagógicas e desafios docentes na Educação Básica. A partir da discussão realizada, conclui-se que alfabetização e letramento devem caminhar juntos, pois o domínio do sistema de escrita só se torna plenamente formativo quando associado à compreensão, à comunicação e à participação social. Assim, o professor exerce papel indispensável na formação de estudantes leitores, escritores e sujeitos capazes de atribuir sentido às palavras e ao mundo.
Palavras-chave: Alfabetização; Letramento; Prática docente.
ABSTRACT
Literacy and reading/writing literacy are fundamental processes in Basic Education, as they contribute to the development of reading, writing, interpretation, and students’ social participation. This study aims to analyze the role of the teacher in connecting literacy and reading/writing literacy in Basic Education, understanding how pedagogical practices favor the construction of meanings and the social use of language. The study is justified by the need to reflect on educational practices that go beyond the mechanical teaching of letters and words, considering that many students still face difficulties in reading, interpretation, and text production throughout their schooling. In this context, the importance of the teacher as a mediator of knowledge is highlighted, since the teacher is responsible for creating meaningful, contextualized, and sensitive learning situations that consider students’ different realities. Regarding the methodology, the study was developed through a literature review, based on the analysis of academic works that discuss literacy, reading/writing literacy, pedagogical practices, and teaching challenges in Basic Education. Based on the discussion carried out, it is concluded that literacy and reading/writing literacy must go hand in hand, since mastery of the writing system only becomes fully formative when associated with comprehension, communication, and social participation. Thus, the teacher plays an essential role in the formation of students as readers, writers, and subjects capable of attributing meaning to words and to the world.
Keywords: Literacy; Reading/writing literacy; Teaching practice.
1. INTRODUÇÃO
A alfabetização e o letramento ocupam um lugar fundamental na Educação Básica, pois estão diretamente ligados ao desenvolvimento da leitura, da escrita, da interpretação e da participação social dos estudantes. Em uma sociedade marcada pela circulação constante de textos, informações, imagens e diferentes formas de comunicação, saber ler e escrever não pode ser entendido apenas como a capacidade de decodificar letras e palavras. É necessário que o estudante compreenda os sentidos do que lê, saiba utilizar a escrita em diferentes situações e reconheça a linguagem como instrumento de comunicação, expressão, aprendizagem e cidadania.
Nesse contexto, o tema “Entre letras e sentidos: o papel do professor na articulação entre alfabetização e letramento na Educação Básica” torna-se relevante por discutir a importância da atuação docente na formação de sujeitos leitores e escritores. O professor possui papel essencial nesse processo, pois é ele quem planeja as práticas pedagógicas, seleciona os textos, organiza as atividades, acompanha as dificuldades dos estudantes e cria situações em que a leitura e a escrita ganham significado. Assim, alfabetizar não deve ser uma prática limitada ao ensino mecânico do sistema de escrita, mas um processo que também favoreça o contato com textos reais, gêneros diversos e situações sociais de uso da linguagem.
O objetivo geral deste estudo é analisar o papel do professor na articulação entre alfabetização e letramento na Educação Básica, compreendendo como suas práticas pedagógicas contribuem para o desenvolvimento da leitura, da escrita e da construção de sentidos no processo de aprendizagem dos estudantes. Para alcançar esse objetivo, foram definidos três objetivos específicos: compreender os conceitos de alfabetização e letramento, destacando suas diferenças, aproximações e importância no contexto da Educação Básica; identificar as principais práticas pedagógicas utilizadas pelo professor para promover a aprendizagem da leitura e da escrita de forma significativa e contextualizada; e discutir os desafios enfrentados pelos professores na articulação entre alfabetização e letramento, considerando as necessidades dos estudantes e a realidade escolar.
A justificativa da pesquisa está relacionada à necessidade de refletir sobre práticas pedagógicas que tornem o processo de alfabetização mais significativo, inclusivo e próximo da realidade dos estudantes. Muitos alunos avançam nos anos escolares apresentando dificuldades de leitura, interpretação e produção textual, o que demonstra que apenas reconhecer letras e palavras não é suficiente para garantir uma aprendizagem plena. Por isso, discutir a articulação entre alfabetização e letramento permite compreender caminhos para que o ensino da leitura e da escrita seja desenvolvido de forma mais crítica, participativa e socialmente relevante.
Além disso, a escolha do tema também se justifica pela valorização do trabalho docente. O professor enfrenta desafios cotidianos, como turmas heterogêneas, diferentes ritmos de aprendizagem, falta de recursos, defasagens escolares e necessidade de adaptar suas estratégias às realidades dos estudantes. Mesmo diante dessas dificuldades, sua mediação é indispensável para transformar o contato com a linguagem escrita em uma experiência de sentido. Dessa forma, este estudo busca contribuir para a reflexão sobre a importância de práticas que unam o domínio do sistema alfabético ao uso social da leitura e da escrita.
Quanto à metodologia, a pesquisa foi desenvolvida por meio de uma pesquisa bibliográfica, baseada na análise de estudos, artigos, livros e produções acadêmicas relacionadas à alfabetização, ao letramento, ao papel do professor e às práticas pedagógicas na Educação Básica. Foram considerados materiais que abordam os conceitos centrais do tema, os desafios da prática docente e as possibilidades de articulação entre leitura, escrita e construção de sentidos. Assim, a pesquisa bibliográfica possibilitou reunir contribuições teóricas importantes para fundamentar a discussão e responder ao problema investigado.
Diante dessas considerações, o problema de pesquisa que orienta este estudo é: de que maneira o professor pode articular alfabetização e letramento na Educação Básica, de modo a promover práticas pedagógicas que favoreçam não apenas a aprendizagem da leitura e da escrita, mas também a construção de sentidos e o uso social da linguagem pelos estudantes?
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA OU REVISÃO DA LITERATURA
2.1. Alfabetização e Letramento: Conceitos, Aproximações e Diferenças
A alfabetização e o letramento são processos essenciais para compreender a formação leitora e escritora dos estudantes na Educação Básica. De acordo com Araújo et al. (2024), a alfabetização está relacionada à apropriação do sistema de escrita, enquanto o letramento envolve o uso social da leitura e da escrita em diferentes situações da vida. Essa compreensão permite perceber que ensinar a ler e escrever não deve se limitar ao reconhecimento de letras, sílabas e palavras, pois também precisa envolver interpretação, comunicação e construção de sentidos. Assim, quando a escola trabalha esses dois processos de forma articulada, ela contribui para uma aprendizagem mais significativa, humana e conectada à realidade dos estudantes.
A alfabetização pode ser compreendida como o momento em que o estudante começa a dominar o funcionamento da língua escrita. De acordo com Mews et al. (2022), esse domínio não ocorre de maneira isolada, pois a criança constrói hipóteses, estabelece relações e aprende a partir das interações que vivencia no ambiente escolar e social. Nesse sentido, alfabetizar exige mais do que apresentar códigos gráficos, pois envolve escutar o estudante, compreender seus avanços e oferecer situações em que a escrita faça sentido. Quando o professor reconhece esse processo, ele deixa de tratar a alfabetização como simples memorização e passa a compreendê-la como construção progressiva do conhecimento.
O letramento amplia esse entendimento ao considerar que a leitura e a escrita fazem parte das práticas sociais. De acordo com Bueno et al. (2025), letrar significa possibilitar que o estudante compreenda as funções da linguagem escrita em seu cotidiano, participando de situações reais de leitura, escrita, interpretação e comunicação. Dessa forma, um aluno letrado não apenas decodifica palavras, mas entende textos, identifica intenções, relaciona informações e utiliza a escrita para participar da sociedade. Por isso, o letramento aproxima a aprendizagem escolar da vida, fazendo com que a leitura e a escrita deixem de ser atividades mecânicas e passem a ter função social.
Embora sejam conceitos diferentes, alfabetização e letramento não devem ser trabalhados separadamente. De acordo com Amorim et al. (2025), a importância desses processos está justamente na possibilidade de formar sujeitos capazes de ler, escrever, compreender e agir de maneira mais autônoma no mundo. Isso significa que o estudante precisa aprender o sistema de escrita ao mesmo tempo em que entra em contato com textos reais, como histórias, bilhetes, receitas, listas, cartazes, notícias, poemas e outros gêneros. Assim, a aprendizagem se torna mais viva, pois a criança percebe que a escrita não existe apenas no caderno, mas também nas relações sociais.
A discussão sobre alfabetização e letramento também pode dialogar com outras áreas do conhecimento. De acordo com Lima et al. (2023), os debates sobre alfabetização científica e letramento científico mostram que aprender a ler e interpretar envolve compreender diferentes linguagens, conceitos e informações presentes na sociedade. Essa reflexão ajuda a perceber que a escola precisa formar estudantes capazes de ler palavras, imagens, gráficos, situações, problemas e fenômenos do mundo. Portanto, a articulação entre alfabetização e letramento contribui para uma formação mais ampla, crítica e participativa, pois permite que o aluno compreenda não apenas o texto escrito, mas também a realidade que o cerca.
Outro ponto importante é compreender que a alfabetização e o letramento não acontecem da mesma forma para todos os estudantes. De acordo com Cabral et al. (2025), os desafios no início da vida escolar exigem estratégias que respeitem os diferentes ritmos de aprendizagem e valorizem as experiências que cada criança traz consigo. Alguns alunos chegam à escola com maior contato com livros, histórias e práticas de leitura, enquanto outros dependem mais intensamente da mediação escolar para se aproximar desse universo. Por isso, o professor precisa planejar atividades que acolham essas diferenças e transformem a sala de aula em espaço de participação.
Desse modo, alfabetização e letramento devem ser compreendidos como processos complementares, inseparáveis e profundamente ligados à formação humana. De acordo com Freitas et al. (2026), os debates conceituais sobre alfabetização e letramento mostram que esses processos contribuem para a formação dos sujeitos quando estão relacionados à vida, à cidadania e à leitura crítica da realidade. Assim, a escola precisa superar práticas centradas apenas na cópia e na repetição, criando experiências em que o estudante leia, escreva, pense, questione e produza sentidos. Dessa maneira, entre letras e sentidos, a aprendizagem se torna caminho de autonomia e participação social.
2.2. O Papel do Professor no Processo de Alfabetização e Letramento na Educação Básica
O professor ocupa um lugar central no processo de articulação entre alfabetização e letramento, pois é ele quem organiza as experiências de aprendizagem e aproxima o estudante do universo da leitura e da escrita. De acordo com Araújo et al. (2024), a forma como o professor compreende alfabetização e letramento interfere diretamente em suas escolhas pedagógicas, em seus métodos e nas situações que propõe em sala de aula. Por isso, sua atuação não pode ser vista apenas como transmissão de conteúdos, mas como mediação cuidadosa entre o estudante, o conhecimento e os usos sociais da linguagem. Quando o professor planeja com intenção, a aprendizagem ganha mais sentido.
Na Educação Básica, o professor é responsável por criar situações em que a leitura e a escrita apareçam como práticas vivas e necessárias. De acordo com Mews et al. (2022), outros olhares sobre alfabetização e letramento permitem reconhecer que o estudante aprende melhor quando participa de interações, escutas, diálogos e atividades relacionadas à sua realidade. Isso significa que o professor precisa ir além de exercícios repetitivos, propondo experiências com textos diversos, rodas de leitura, produção oral, escrita coletiva, interpretação de imagens e situações comunicativas. Assim, a sala de aula se torna um espaço em que o estudante aprende a ler o texto e também o mundo.
O papel docente também envolve sensibilidade para observar as necessidades de cada estudante. De acordo com Cabral et al. (2025), os desafios no início da vida escolar exigem estratégias pedagógicas capazes de respeitar ritmos, dificuldades, avanços e diferentes formas de aprender. Em uma mesma turma, há crianças que reconhecem letras com facilidade, outras que ainda constroem hipóteses sobre a escrita e outras que precisam de maior acompanhamento para compreender sons, palavras e textos. Diante disso, o professor precisa avaliar continuamente, acolher dúvidas, propor intervenções e evitar comparações que possam desmotivar os alunos.
Além de ensinar o funcionamento do sistema de escrita, o professor também precisa apresentar aos estudantes as funções sociais da linguagem. De acordo com Bueno et al. (2025), a articulação entre alfabetização e letramento na educação contemporânea depende de práticas que conectem o domínio da escrita às experiências comunicativas presentes na sociedade. Por isso, trabalhar com diferentes gêneros textuais é fundamental, pois permite que o estudante entenda que se escreve para comunicar, informar, convidar, registrar, imaginar, argumentar e expressar sentimentos. Essa diversidade amplia o repertório das crianças e fortalece sua relação com a leitura e a escrita.
O professor também exerce um papel afetivo importante na formação leitora dos estudantes. De acordo com Cunha et al. (2025), as experiências de alfabetização e letramento desde a Educação Infantil precisam ser conduzidas de modo cuidadoso, pois o primeiro contato com a leitura pode influenciar a forma como a criança se relacionará com os textos ao longo da vida escolar. Quando o docente lê com entusiasmo, escuta as interpretações das crianças, valoriza suas falas e permite que elas participem, cria vínculos positivos com o aprender. Dessa forma, o processo alfabetizador deixa de ser frio e passa a ser marcado por confiança, curiosidade e pertencimento.
Outro aspecto relevante da atuação docente é a capacidade de relacionar alfabetização e letramento a diferentes campos do conhecimento. De acordo com Soares et al. (2024), a circulação do conhecimento por meio de práticas como a divulgação científica evidencia que os textos aproximam conceitos, experiências e sujeitos. Na escola, isso significa que o professor pode trabalhar leitura e escrita em atividades que envolvam ciências, matemática, história, geografia, artes e situações do cotidiano. Essa integração ajuda o estudante a perceber que ler e escrever não são habilidades restritas à disciplina de Língua Portuguesa, mas ferramentas necessárias para compreender diferentes saberes.
Portanto, o professor é uma presença indispensável para que a alfabetização e o letramento aconteçam de forma articulada, inclusiva e significativa. De acordo com Amorim et al. (2025), esses processos são importantes porque contribuem para a formação de sujeitos mais autônomos, participativos e capazes de utilizar a linguagem em diferentes contextos sociais. Assim, o trabalho docente exige conhecimento teórico, planejamento, criatividade, escuta e compromisso com a aprendizagem de todos. Entre letras e sentidos, o professor atua como aquele que abre caminhos, acolhe percursos e ajuda cada estudante a descobrir o poder da palavra escrita.
2.3. Práticas Pedagógicas e Desafios na Articulação Entre Alfabetização e Letramento
A articulação entre alfabetização e letramento exige práticas pedagógicas que aproximem a leitura e a escrita das situações reais de uso da linguagem. De acordo com Bueno et al. (2025), a educação contemporânea desafia o professor a construir práticas que conectem o domínio do sistema de escrita às experiências sociais, culturais e comunicativas dos estudantes. Isso significa que atividades com letras, sílabas e palavras continuam sendo importantes, mas precisam aparecer dentro de propostas com sentido. Quando a criança percebe que a escrita serve para comunicar algo, registrar ideias ou compreender o mundo, sua aprendizagem se torna mais significativa.
Uma prática pedagógica importante é o trabalho com gêneros textuais variados, pois eles mostram aos estudantes que a escrita circula de muitas formas na sociedade. De acordo com Araújo et al. (2024), compreender as implicações educacionais da alfabetização e do letramento permite planejar atividades em que o aluno aprenda o funcionamento da escrita ao mesmo tempo em que participa de práticas sociais de leitura. Assim, o professor pode trabalhar com listas, convites, histórias, receitas, bilhetes, poemas, quadrinhos, notícias, cartazes e textos digitais. Essa diversidade ajuda a criança a entender que cada texto possui uma finalidade, um público e uma forma de organização.
A leitura compartilhada também se apresenta como uma estratégia rica para desenvolver alfabetização e letramento. De acordo com Cunha et al. (2025), as experiências com textos na Educação Infantil e nos primeiros anos escolares precisam despertar curiosidade, imaginação, escuta e participação. Quando o professor lê para a turma, conversa sobre o texto, explora imagens, pergunta sobre personagens e incentiva previsões, ele ajuda os estudantes a construir sentidos antes mesmo de dominarem completamente a escrita convencional. Essa prática fortalece a oralidade, amplia o vocabulário e cria uma relação mais afetiva com os livros.
A produção textual coletiva e individual também contribui para articular alfabetização e letramento. De acordo com Cabral et al. (2025), as estratégias no início da vida escolar devem considerar que a criança aprende progressivamente e que seus erros fazem parte do processo de construção do conhecimento. Nesse sentido, o professor pode propor escrita de bilhetes, reconto de histórias, produção de listas, criação de pequenos textos e registros coletivos no quadro. Mesmo quando a criança ainda não escreve convencionalmente, ela pode participar ditando ideias, organizando frases, sugerindo palavras e compreendendo a função comunicativa do texto.
Apesar das possibilidades pedagógicas, os desafios para articular alfabetização e letramento são muitos no cotidiano escolar. De acordo com Sabino (2025), a formação de professores precisa problematizar esses desafios, pois alfabetizar letrando exige preparo teórico, domínio metodológico e reflexão constante sobre a prática. Entre as dificuldades estão turmas numerosas, defasagens de aprendizagem, falta de recursos, pouca participação familiar, pressão por resultados rápidos e diferentes ritmos entre os estudantes. Esses fatores exigem que o professor tenha apoio institucional, formação continuada e condições adequadas para planejar intervenções mais eficazes e humanizadas.
Também é preciso considerar que a alfabetização e o letramento estão relacionados a questões sociais, legais e educacionais mais amplas. De acordo com Vieira et al. (2025), embora existam avanços legais voltados à garantia do direito à educação, ainda persistem desafios que dificultam o desenvolvimento pleno dos estudantes em diferentes contextos regionais. Isso mostra que o sucesso da alfabetização não depende apenas da vontade do professor, mas também de políticas públicas, materiais adequados, gestão escolar comprometida e valorização do trabalho docente. A escola precisa ser um espaço de equidade, onde todos tenham condições reais de aprender.
As práticas pedagógicas também podem dialogar com outras áreas do conhecimento, ampliando o sentido do letramento. De acordo com Lima et al. (2023), os debates sobre alfabetização científica e letramento científico mostram que a leitura e a escrita também envolvem interpretar informações, compreender conceitos, formular perguntas e analisar fenômenos. Por isso, o professor pode explorar textos informativos, experiências, imagens, gráficos simples, curiosidades científicas e situações do cotidiano. Essa abordagem ajuda os estudantes a perceberem que ler e escrever são práticas necessárias para compreender diferentes aspectos da vida e participar de maneira mais crítica da sociedade.
Portanto, articular alfabetização e letramento exige práticas intencionais, sensíveis e conectadas à realidade dos estudantes. De acordo com Freitas et al. (2026), os desdobramentos conceituais desses processos mostram que formar leitores e escritores é também formar sujeitos capazes de compreender criticamente discursos, conhecimentos e relações sociais. Assim, o professor precisa transformar a sala de aula em um espaço de leitura, escrita, escuta, diálogo e produção de sentidos. Entre desafios e possibilidades, alfabetizar letrando é reconhecer que cada criança não aprende apenas letras, mas também formas de existir, comunicar e participar do mundo.
3. METODOLOGIA
A presente pesquisa foi desenvolvida por meio de uma pesquisa bibliográfica, pois buscou compreender, a partir de estudos já publicados, o papel do professor na articulação entre alfabetização e letramento na Educação Básica. Esse tipo de pesquisa foi escolhido porque permite reunir, analisar e interpretar contribuições teóricas de diferentes autores que discutem os conceitos de alfabetização, letramento, práticas pedagógicas, desafios docentes e formação leitora dos estudantes. De acordo com Gil (2002), a pesquisa bibliográfica é relevante porque possibilita ao pesquisador conhecer o que já foi produzido sobre determinado tema, ampliando a compreensão do problema investigado e oferecendo base teórica para a construção da análise. Dessa forma, a metodologia adotada contribuiu para organizar o estudo com maior consistência, permitindo que o tema fosse discutido de maneira fundamentada e coerente.
A escolha pela pesquisa bibliográfica também se justifica pelo próprio objetivo do trabalho, que consiste em analisar como o professor pode articular alfabetização e letramento em suas práticas pedagógicas. Para isso, foi necessário consultar produções acadêmicas que abordassem os conceitos centrais da pesquisa e que apresentassem reflexões sobre os desafios enfrentados na Educação Básica. Assim, o estudo não envolveu aplicação de questionários, entrevistas ou observação em campo, pois sua finalidade foi construir uma discussão teórica a partir de materiais científicos já disponíveis, especialmente artigos, estudos acadêmicos e publicações recentes relacionadas ao tema.
Para a localização dos materiais, foram utilizadas plataformas de busca acadêmica e bases de dados científicas, com destaque para o Google Acadêmico, SciELO, Periódicos CAPES, Revista Educação e Realidade, Revista Brasileira de Ensino de Ciências e Matemática, Revista Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências, além de periódicos educacionais que publicam estudos voltados à alfabetização, ao letramento e à formação docente. Essas plataformas foram escolhidas por reunirem produções científicas relevantes e por possibilitarem o acesso a estudos atuais, revisados e relacionados ao campo da educação.
Os descritores utilizados na busca foram definidos a partir das palavras centrais do tema da pesquisa. Entre eles, destacaram-se: alfabetização; letramento; alfabetização e letramento; Educação Básica; prática docente; papel do professor; formação leitora; práticas pedagógicas; desafios da alfabetização; leitura e escrita; letramento na escola. Esses descritores foram combinados de diferentes formas, a fim de ampliar os resultados e localizar estudos que tratassem tanto dos conceitos teóricos quanto das práticas pedagógicas relacionadas ao tema. A combinação entre os termos permitiu selecionar materiais mais próximos do problema de pesquisa e dos objetivos propostos.
Quanto aos critérios de inclusão, foram selecionados estudos publicados preferencialmente entre os anos de 2022 e 2026, escritos em língua portuguesa, que abordassem diretamente alfabetização, letramento, práticas pedagógicas, papel do professor e desafios da Educação Básica. Também foram incluídos textos que discutiam aproximações conceituais entre alfabetização e letramento, bem como estudos voltados à formação dos sujeitos leitores e escritores. Além disso, priorizaram-se materiais disponíveis integralmente, com autoria identificada, publicados em periódicos, anais, revistas científicas ou produções acadêmicas com relação direta com o tema investigado.
Já os critérios de exclusão foram aplicados para garantir maior qualidade e coerência ao levantamento bibliográfico. Foram excluídos textos duplicados, materiais sem autoria definida, publicações sem relação direta com o tema, estudos que tratavam apenas da alfabetização de forma isolada sem dialogar com o letramento, trabalhos com acesso incompleto e produções que não contribuíam para responder ao problema de pesquisa. Também foram desconsiderados materiais muito antigos, exceto quando apresentassem relevância teórica indispensável para compreender a metodologia ou os conceitos centrais do estudo.
Após a seleção dos materiais, foi realizada uma leitura exploratória, com o objetivo de identificar quais textos realmente se relacionavam ao tema. Em seguida, foi feita uma leitura mais cuidadosa e interpretativa, buscando compreender as principais ideias dos autores, suas contribuições para o estudo e a forma como dialogavam com os objetivos da pesquisa. Esse processo permitiu organizar o referencial teórico em três eixos principais: os conceitos de alfabetização e letramento, o papel do professor nesse processo e as práticas pedagógicas e desafios presentes na articulação entre ambos.
Portanto, a metodologia bibliográfica possibilitou construir uma base teórica consistente para discutir o tema “Entre letras e sentidos: o papel do professor na articulação entre alfabetização e letramento na Educação Básica”. Por meio da análise dos estudos selecionados, foi possível compreender que a atuação docente é essencial para transformar o ensino da leitura e da escrita em uma prática significativa, contextualizada e socialmente relevante. Assim, a pesquisa bibliográfica contribuiu para ampliar a compreensão sobre o tema e oferecer reflexões importantes para o campo educacional.
4. RESULTADOS E DISCUSSÕES
A pesquisa bibliográfica realizada permitiu compreender que a articulação entre alfabetização e letramento é uma necessidade central na Educação Básica, especialmente quando se busca uma aprendizagem mais significativa da leitura e da escrita. De acordo com Araújo et al. (2024), alfabetizar não significa apenas ensinar o estudante a reconhecer letras, sílabas e palavras, mas também possibilitar que ele compreenda os sentidos sociais da linguagem escrita. Assim, o principal resultado identificado foi que alfabetização e letramento precisam caminhar juntos, pois o domínio do sistema alfabético só se torna realmente formativo quando está associado ao uso da leitura e da escrita em situações concretas da vida.
Tabela 1: Síntese dos principais resultados da pesquisa bibliográfica
Eixo analisado | Resultado encontrado | Discussão |
Conceito de alfabetização | A alfabetização envolve a aprendizagem do sistema de escrita alfabética. | É uma etapa essencial, mas não suficiente quando trabalhada de forma isolada. |
Conceito de letramento | O letramento envolve o uso social da leitura e da escrita. | Amplia a aprendizagem, pois aproxima o estudante das práticas reais de linguagem. |
Papel do professor | O professor atua como mediador entre o estudante, o texto e o conhecimento. | Sua prática precisa ser intencional, sensível e contextualizada. |
Práticas pedagógicas | O uso de gêneros textuais, leitura compartilhada e produção textual favorece a aprendizagem. | Essas práticas tornam o processo mais significativo e menos mecânico. |
Principais desafios | Turmas heterogêneas, defasagens, falta de recursos e dificuldades de formação docente. | A articulação entre alfabetização e letramento exige apoio institucional e formação continuada. |
Fonte: autores, 2026.
Os dados sintetizados na tabela mostram que a alfabetização, quando compreendida apenas como decodificação, limita as possibilidades de aprendizagem dos estudantes. De acordo com Mews et al. (2022), é necessário lançar outros olhares sobre esses conceitos, reconhecendo que a criança aprende a ler e escrever a partir das interações, das experiências sociais e das situações em que a linguagem aparece com sentido. Dessa forma, a pesquisa aponta que práticas centradas apenas na repetição de sílabas, cópias e exercícios descontextualizados podem até favorecer determinado reconhecimento do código escrito, mas não garantem que o aluno compreenda, interprete e utilize a linguagem de maneira crítica.
Outro resultado importante refere-se ao papel do professor como mediador do processo de alfabetização e letramento. De acordo com Bueno et al. (2025), a educação contemporânea exige que o professor estabeleça conexões entre o ensino da escrita e as práticas sociais de leitura, considerando os desafios presentes no cotidiano escolar. Isso significa que o docente precisa planejar atividades que façam sentido para os estudantes, utilizando textos que circulam socialmente, como histórias, bilhetes, listas, notícias, poemas, convites, cartazes e textos digitais. Assim, o professor deixa de ser apenas transmissor de conteúdos e passa a ser alguém que organiza experiências de aprendizagem.
A análise também revelou que o trabalho com diferentes gêneros textuais aparece como uma estratégia importante para aproximar alfabetização e letramento. De acordo com Cabral et al. (2025), os desafios no início da vida escolar exigem estratégias que valorizem o contato da criança com textos variados e respeitem seus diferentes ritmos de aprendizagem. Quando o estudante compreende que cada texto possui uma finalidade, um destinatário e uma forma de organização, ele começa a perceber que a escrita não existe apenas para cumprir tarefas escolares, mas para comunicar ideias, registrar informações, expressar sentimentos e participar da vida social.
A leitura compartilhada foi outro aspecto destacado na literatura analisada como prática favorável ao desenvolvimento da alfabetização e do letramento. De acordo com Cunha et al. (2025), as experiências com leitura desde a Educação Infantil contribuem para aproximar a criança do universo escrito de maneira afetiva, curiosa e participativa. Quando o professor lê para a turma, conversa sobre o texto, explora imagens, pergunta sobre personagens e incentiva a interpretação, ele ajuda os estudantes a construírem sentidos mesmo antes de dominarem plenamente a escrita convencional. Essa prática fortalece a oralidade, amplia o vocabulário e desperta o interesse pela leitura.
Os estudos também indicaram que a produção textual deve ser compreendida como prática progressiva, e não apenas como atividade exigida quando o estudante já sabe escrever corretamente. De acordo com Amorim et al. (2025), a alfabetização e o letramento são importantes porque contribuem para a formação de sujeitos capazes de se expressar, compreender informações e participar de diferentes práticas comunicativas. Nesse sentido, a criança pode produzir textos por meio de desenhos, tentativas de escrita, escrita coletiva, reconto oral e registros mediados pelo professor. Esse processo valoriza as hipóteses infantis e transforma o erro em parte natural da aprendizagem.
A discussão dos resultados também evidenciou que a formação docente é um elemento indispensável para a articulação entre alfabetização e letramento. De acordo com Sabino (2025), os desafios dessa articulação precisam ser problematizados na formação de professores, pois alfabetizar letrando exige conhecimento teórico, domínio metodológico e reflexão permanente sobre a prática pedagógica. Muitos professores enfrentam turmas numerosas, falta de materiais, dificuldades de acompanhamento individualizado e pressão por resultados rápidos. Por isso, a escola precisa oferecer apoio, planejamento coletivo e formação continuada, para que o docente não enfrente sozinho os desafios da alfabetização.
Além disso, a pesquisa permitiu compreender que alfabetização e letramento possuem relação com a formação cidadã dos estudantes. De acordo com Vieira et al. (2025), apesar dos avanços legais no campo educacional, ainda existem desafios que dificultam a garantia de uma aprendizagem plena, especialmente em contextos marcados por desigualdades sociais e regionais. Isso demonstra que ensinar a ler e escrever também é uma ação social, pois amplia as possibilidades de participação dos sujeitos na escola, na família, no trabalho e na comunidade. Portanto, alfabetizar letrando é também contribuir para a inclusão e para a autonomia dos estudantes.
Por fim, os resultados apontam que a articulação entre alfabetização e letramento precisa ser assumida como compromisso pedagógico, social e humano. De acordo com Freitas et al. (2026), os debates sobre alfabetização e letramento demonstram que esses processos contribuem para a formação dos sujeitos quando estão ligados à compreensão crítica da realidade. Dessa maneira, a pesquisa confirma que o professor possui papel essencial na construção de práticas que transformem letras em sentidos, códigos em comunicação e textos em experiências de aprendizagem. Assim, o estudo evidencia que a alfabetização se torna mais potente quando é vivida junto ao letramento, respeitando a criança como sujeito ativo, histórico e capaz de produzir significados.
5. CONCLUSÃO
A presente pesquisa teve como objetivo analisar o papel do professor na articulação entre alfabetização e letramento na Educação Básica, compreendendo de que maneira suas práticas pedagógicas podem contribuir para o desenvolvimento da leitura, da escrita e da construção de sentidos no processo de aprendizagem dos estudantes. Ao longo do estudo, foi possível perceber que alfabetizar não significa apenas ensinar letras, sílabas, palavras e regras do sistema de escrita. Embora esse domínio seja indispensável, ele precisa estar vinculado ao letramento, ou seja, ao uso social da leitura e da escrita em situações reais, significativas e próximas da vida dos alunos.
Diante do problema de pesquisa, que buscou compreender de que maneira o professor pode articular alfabetização e letramento na Educação Básica, constatou-se que essa articulação ocorre, principalmente, por meio de práticas pedagógicas intencionais, contextualizadas e sensíveis às necessidades dos estudantes. O professor, nesse processo, assume um papel essencial como mediador entre o aluno, o texto, a linguagem e o mundo. É ele quem cria oportunidades para que a criança não apenas decifre palavras, mas compreenda o que lê, produza sentidos, expresse ideias e reconheça a função social da escrita em seu cotidiano.
A pesquisa bibliográfica evidenciou que alfabetização e letramento são processos diferentes, mas profundamente complementares. A alfabetização permite que o estudante compreenda o funcionamento do sistema de escrita alfabética, enquanto o letramento amplia esse aprendizado ao inserir a leitura e a escrita em práticas sociais concretas. Dessa forma, quando esses dois processos caminham juntos, a aprendizagem se torna mais significativa, pois o aluno passa a perceber que ler e escrever não são atividades restritas ao ambiente escolar, mas práticas presentes nas relações familiares, sociais, culturais e cidadãs.
Também foi possível compreender que as práticas pedagógicas desenvolvidas pelo professor têm grande influência na forma como os estudantes se aproximam da leitura e da escrita. Atividades com diferentes gêneros textuais, leitura compartilhada, produção textual coletiva, rodas de conversa, interpretação de imagens, reconto de histórias e uso de textos presentes no cotidiano favorecem uma aprendizagem mais viva e participativa. Essas práticas ajudam a criança a entender que a escrita possui finalidade, intenção, destinatário e sentido, superando uma visão mecânica e repetitiva do processo alfabetizador.
Além disso, o estudo revelou que a articulação entre alfabetização e letramento ainda enfrenta desafios importantes no contexto escolar. Entre eles, destacam-se as turmas heterogêneas, as defasagens de aprendizagem, a falta de recursos didáticos, a desigualdade no acesso a materiais de leitura, a pouca participação familiar em alguns contextos e a necessidade de formação continuada para os professores. Esses desafios mostram que a alfabetização não depende apenas do esforço individual do docente, mas também de condições institucionais, políticas públicas, planejamento pedagógico e valorização do trabalho educativo.
Nesse sentido, a pesquisa reforça que o professor precisa ser apoiado em sua prática, pois alfabetizar letrando exige conhecimento, sensibilidade, escuta e constante reflexão. O docente precisa compreender que cada estudante possui um ritmo próprio, traz experiências diferentes e constrói a aprendizagem de maneira singular. Por isso, a sala de aula deve ser um espaço acolhedor, no qual os erros sejam vistos como parte do processo, as tentativas sejam valorizadas e a leitura e a escrita sejam apresentadas como caminhos de descoberta, expressão e participação social.
Conclui-se, portanto, que o papel do professor na articulação entre alfabetização e letramento é indispensável para a formação de estudantes leitores, escritores e sujeitos mais autônomos. Quando o trabalho pedagógico une o domínio do código escrito ao uso social da linguagem, a escola contribui para uma aprendizagem mais completa e humanizadora. Assim, entre letras e sentidos, o professor atua como aquele que transforma o ensino da leitura e da escrita em uma experiência de construção de conhecimento, cidadania e pertencimento.
Dessa forma, este estudo contribui para ampliar a reflexão sobre a importância de práticas alfabetizadoras que não se limitem à decodificação, mas que valorizem o sentido, a interpretação, a comunicação e a realidade dos estudantes. A alfabetização, quando articulada ao letramento, torna-se um processo mais potente, pois permite que o aluno compreenda não apenas as palavras escritas, mas também o mundo que se revela por meio delas.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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1 Doutora em Educação - EBWU- EMIL BRUNNER WORLD UNIVERSITY. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail
2 Pedagoga, especialista em Neuropsicopedagogia - Faculdade: Censupeg. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail
3 Doutorando em Ciências da Educação pela Universidade Del Sol – UNADES. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail
4 Mestre em Ciências da Educação pela Universidade: Educaler. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail