REGISTRO DOI: 10.70773/revistatopicos/774240162
RESUMO
Este estudo analisou uma sequência didática sobre o ensino da Ginástica Geral considerando três construtos pedagógicos, sendo eles: 1) Diretriz Curricular Municipal de Londrina-PR para o ensino da Educação Física; 2) Descritores de Aprendizagem como pontos de referência para o processo pedagógico; 3) Prática Avaliativa materializada no decorrer das aulas. A investigação foi realizada com duas turmas de 3º ano do Ensino Fundamental de uma escola municipal de Londrina-PR, cujo o processo versou sobre o ensino das posições invertidas Roda, Rodante e Parada de Mão, se envolvendo cinquenta estudantes ao longo de dez aulas. Metodologicamente, o estudo caracteriza-se como uma investigação qualitativa, apoiada em observação participante, registros em diário de campo com captura de imagens e análise de documentos pedagógicos do professor, como planos de aula e instrumentos avaliativos. Para acompanhar o processo de aprendizagem dos estudantes foram utilizados diferentes instrumentos avaliativos, como observação com planilha individual de participação, capturas de imagens, folha de atividades, elaboração e apresentação de sequências gímnicas e ficha avaliativa preenchida pelos próprios estudantes. Os resultados evidenciam que a articulação entre planejamento, descritores de aprendizagem e diversidade de instrumentos avaliativos contribuiu para qualificar o processo pedagógico, possibilitando acompanhar o desenvolvimento das aprendizagens de forma contínua e reflexiva. Conclui-se que a organização do ensino da Ginástica por meio de sequências didáticas e práticas avaliativas diversificadas pode ampliar as possibilidades pedagógicas da Educação Física escolar.
Palavras-chave: Ginástica Geral. Educação Física Escolar. Posições Invertidas. Descritores de Aprendizagem. Avaliação da Aprendizagem.
ABSTRACT
This study analyzed a didactic sequence on teaching General Gymnastics considering three pedagogical constructs, namely: 1) Londrina-PR Municipal Curriculum Guideline for teaching Physical Education; 2) Learning Descriptors as reference points for the pedagogical process; 3) Assessment Practice materialized during classes. The investigation was carried out with two 3rd year elementary school classes at a municipal school in Londrina-PR, whose process focused on teaching the inverted Wheel, Rolling and Handstand positions, involving fifty students over ten classes. Methodologically, the study is characterized as a qualitative investigation, supported by participant observation, field diary records with image capture and analysis of the teacher's pedagogical documents, such as lesson plans and assessment instruments. To monitor the students' learning process, different evaluation instruments were used, such as observation with an individual participation sheet, image captures, activity sheets, preparation and presentation of gymnastics sequences and an evaluation form filled out by the students themselves. The results show that the articulation between planning, learning descriptors and diversity of assessment instruments contributed to qualifying the pedagogical process, making it possible to monitor the development of learning in a continuous and reflective way. It is concluded that the organization of Gymnastics teaching through didactic sequences and diverse assessment practices can expand the pedagogical possibilities of school Physical Education.
Keywords: General Gymnastics. School Physical Education. Inverted Positions. Learning Descriptors. Learning Assessment.
1. INTRODUÇÃO
A educação escolar tem como finalidade promover processos de ensino e aprendizagem que contribuam para a formação integral dos estudantes, articulando conhecimentos, valores, atitudes e modos de agir no mundo de forma que se emancipem (Freire, 1996).
Nesse contexto, os componentes curriculares assumem a responsabilidade de organizar pedagogicamente determinados campos do saber, possibilitando que os estudantes ampliem suas formas de compreender e interagir com a realidade. A Educação Física, inserida nesse projeto educativo de forma obrigatória (Brasil, 1996), ensina as diferentes manifestações da cultura corporal (Coletivo de Autores, 1992), entre elas os Jogos, as Danças, as Lutas, os Esportes e as Ginásticas, buscando promover a construção de conhecimentos que favoreçam o desenvolvimento cognitivo, social, afetivo e motor dos estudantes.
Entre esses conteúdos, a Ginástica constitui-se como um importante objeto de conhecimento no contexto escolar, uma vez que possibilita explorar diferentes formas de movimentação, controle corporal, consciência espacial, além de ser um tipo de saber que o estudante tem o direito de conhecer. No âmbito da Educação Física escolar, particularmente na perspectiva da Ginástica Geral, seu ensino pode ser organizado de modo a valorizar a experimentação, a aprendizagem progressiva de elementos corporais e a construção coletiva de conhecimentos sobre o movimentar-se humano (Cesário et al., 2016). Nesse processo, a avaliação assume papel fundamental, pois, se configura como uma prática pedagógica que orienta o acompanhamento das aprendizagens, a análise das intervenções docentes e a tomada de decisões didáticas ao longo do processo educativo, se distanciando, portanto, de práticas que se limitam à verificação de desempenhos motores.
Deste modo, o objetivo deste estudo é analisar uma sequência didática sobre o ensino da Ginástica Geral considerando três construtos pedagógicos, sendo eles, Diretriz Curricular Municipal de Londrina-PR para o ensino da Educação Física; Descritores de Aprendizagem como pontos de referência para o processo pedagógico e a Prática Avaliativa materializada no decorrer das aulas.
Nesse sentido, o cenário descrito a seguir, refere-se ao processo de ensino e aprendizagem de uma escola municipal de Londrina-PR, localizada na região sul, com as aulas ministradas para duas turmas de 3º anos em 2024, no período vespertino. Envolveram-se nas aulas 50 estudantes que por meio da mediação docente, foram ensinadas as Posições Invertidas, focando na aprendizagem da Roda, Rodante e Parada de Mão, sendo estes, elementos corporais provenientes da Ginástica com ênfase na Ginástica Geral.
Para a coleta das informações que ajudaram a compor este estudo, se utilizou a observação participante (Lüdke e André, 1986), diário de campo (Lewgoy & Arruda, 2004) com captura de imagens, além de documentos pedagógicos pessoais/profissionais do professor como planos de aulas e atividades avaliativas, previamente pensados e descritos em seu plano de ensino.
Considera-se a importância desses documentos, pois com eles, foi possível qualificar a apresentação e análise da sequência didática utilizada nas aulas de Educação Física. Verificando quais foram os objetos de conhecimento, ou seja, quais posições invertidas foram inseridas em cada aula, os objetivos e descritores de aprendizagem, as estratégias previstas, além dos tipos de instrumentos avaliativos utilizados.
Optou-se pela organização do estudo seções: a primeira seção apresenta uma breve elucubração da Ginástica como conteúdo escolar e como seu ensino está previsto no munícipio de Londrina-PR; depois, a segunda seção, descreve as dez aulas ministradas sobre essa unidade temática, destacando os objetos de conhecimento e os descritores de aprendizagem adotados durante o processo pedagógico; a terceira seção apresenta e analisa quais instrumentos avaliativos foram utilizados considerando os descritores de aprendizagem; por fim, na quarta seção conclui-se o texto com reflexões sobre a sequência de aula materializada e a relevância de se ter descritores de aprendizagens como pontos de referência para o ensino de um modo geral.
2. GINÁSTICA COMO COMPONENTE CURRICULAR
As aulas de Educação Física devem ser estruturadas de modo a contemplar o ensino e aprendizagem de um vasto corpo de conhecimento5 acumulado historicamente e que se legitimaram enquanto conteúdos “da” Educação Física. A Ginástica é um dos conteúdos considerados clássicos6 e se perpetua nas organizações curriculares da área desde o século XIX (Cesário et al., 2016).
O termo “ginástica” foi antecessor ao que conhecemos hoje como Educação Física. Todavia, em sua gênese, a Ginástica estava relacionada estritamente aos métodos ginásticos militares, onde o objetivo era baseado na promoção da saúde individual e coletiva da população (Soares, 2008). Atualmente, a Ginástica é um conteúdo que busca tematizar conhecimentos relacionados às manifestações esportivas ou de apresentação (Mariano et al., 2019, p. 03).
Nesse sentido, a Ginástica apresenta-se como um campo de conhecimentos que envolve múltiplas possibilidades de movimento, abrangendo elementos como equilíbrios, saltos, rotações, apoios e inversões corporais. Historicamente, essa manifestação cultural foi se transformando e assumindo diferentes configurações culturais, pedagógicas e esportivas, o que resultou na constituição de diversas manifestações gímnicas.
No âmbito da Educação Física escolar, o ensino da ginástica tem sido defendido por diferentes estudos (Seron et al., 2007; Pizani & Rinaldi, 2010; Freitas & Frutuoso, 2016; Fernandes & Martins, 2010; Chiquetto & Ferreira, 2010; Lima et al., 2015; Caramês et al., 2012; Loquet, 2016) como um conteúdo relevante para a ampliação da cultura corporal estudantil.
Quando organizada pedagogicamente, a Ginástica permite explorar progressões didáticas que respeitam os diferentes níveis de aprendizagem, oportunizando que os estudantes experimentem desafios corporais gradativos e desenvolvam maior domínio sobre o próprio corpo em movimento.
Entre as diferentes formas de abordagem da ginástica no ambiente escolar, destaca-se a Ginástica Geral, compreendida como uma manifestação gímnica que privilegia a participação, a diversidade de movimentos e a experimentação corporal, não estando restrita a modelos competitivos ou altamente especializados. Essa perspectiva amplia as possibilidades pedagógicas do conteúdo, permitindo que elementos provenientes de diferentes modalidades gímnicas sejam incorporados às aulas de Educação Física de forma adaptada ao contexto escolar e às características dos estudantes.
Dessa forma, ao considerar a Ginástica Geral como conteúdo curricular, torna-se necessário que sua organização pedagógica esteja articulada às orientações curriculares que estruturam o ensino da Educação Física em cada rede de ensino. Tais documentos orientadores definem objetos de conhecimento, objetivos de aprendizagem e expectativas pedagógicas que contribuem para sistematizar o ensino desse conteúdo ao longo da escolarização básica.
Considerando a diretriz curricular do município (Londrina, 2016), o ensino da Ginástica por meio da Ginástica Geral7, está previsto em todas as séries do ensino fundamental I (séries iniciais). O quadro 1 apresenta de forma sucinta um mapeamento de como o ensino dessa unidade temática está organizado a partir dos conteúdos previstos.
Quadro 1: Conteúdos de Ginástica previsto em Londrina-PR.
| ANO DE ESCOLARIDADE | CONTEÚDOS PREVISTOS |
| 1º Ano | 1. Classificação das ginásticas (Ginástica Geral) 2. Equilíbrios e Deslocamentos: Equilíbrios: Vela, Ponte, Aviãozinho, Prancha, Prancha Lateral, entre outras. Deslocamentos: exemplo: andar ou correr alternando as direções (para frente, para trás, lateralmente). |
| 2º Ano | 1. Classificação das Ginásticas (Ginástica Geral). 2. Rolamentos: Grupado (cambalhota), Carpado, Afastado. |
| 3º Ano | 1. Posições Invertidas: Roda, Rodante, Parada de Mão, entre outras |
| 4º Ano | 1. Saltos e Giros: Saltos: Tesoura, Carpado, Grupado, Estendido, Afastado, entre outros. Giros: Com um ou dois pés; nas pontas dos pés, em pé ou agachado, entre outras formas. |
| 5º Ano | 1. Pirâmides Humanas e Malabares |
Fonte: Elaborado pelos próprios autores a partir de Londrina (2016).
Para o ensino dos conteúdos previsto da Ginástica na rede municipal deve ser considerado o seguinte descritor geral: Compreende a Ginástica como prática corporal com inúmeras possibilidades de se movimentar e agir no mundo, atribuindo novos sentidos e significados em cada um dos seus elementos básicos. Ou seja, ao final da etapa de séries iniciais do ensino fundamental, o estudante deve elaborar a compreensão da Ginástica conforme prevê o descritor geral.
Como adiantado, este estudo analisa uma sequência didática materializada com turmas de 3º Ano e, consequentemente, como apresentado no quadro 1, o ensino das Posições Invertidas. Deste modo, destaca-se que no contexto da Ginástica, as Posições Invertidas tem movimentos em que o corpo se encontra apoiado de forma invertida, tendo como base principal as mãos ou, em alguns casos, a cabeça. Esses movimentos exigem controle corporal, consciência espacial e domínio técnico, sendo amplamente utilizados no universo gímnico. Entre os exemplos mais conhecidos de posições e movimentos invertidos estão a roda (também chamada de estrela ou cartwheel), o rodante (ou rolamento à frente, cambalhota e, em inglês, forward roll) e a parada de mão (também conhecida como vertical, bananeira ou handstand).
A roda é caracterizada por um movimento dinâmico, no qual o corpo realiza uma rotação lateral. Sua execução tem início com o praticante em pé, com os braços elevados. Em seguida, dá-se um passo à frente com a perna de impulsão, que deve estar flexionada. As mãos tocam o solo na mesma direção do pé que avançou, e a outra perna é impulsionada para o alto, fazendo com que o corpo passe por uma posição invertida com as pernas afastadas. O movimento é finalizado quando a perna de elevação toca o solo, completando o giro.
Figura 1: Roda
O rodante exige uma entrada com impulso, geralmente a partir de uma corrida ou passada com os braços estendidos para cima. O praticante apoia as mãos no solo (como na entrada de uma parada), mas ao invés de sustentar o corpo verticalmente, ele o projeta com rotação frontal, passando rapidamente por um apoio invertido com as pernas agrupadas, e finaliza o movimento de pé.
Figura 2: Rodante
A parada de mão, também conhecida por vertical (termo técnico mais comum), ou bananeira (forma popular entre o público infantil), difere das demais por se tratar de uma posição estática. Ela começa com o praticante em pé, braços elevados e estendidos. A partir dessa posição, as mãos são apoiadas no chão e as pernas são elevadas, buscando-se o alinhamento do corpo na posição vertical invertida. A dificuldade desse movimento é manter o equilíbrio sobre as mãos, com o corpo totalmente estendido e alinhado, exigindo força, estabilidade e concentração.
Figura 3: Parada de Mão
Em resumo, a roda é uma rotação lateral dinâmica, o rodante tem a rotação frontal e o término do movimento com os pés agrupados e, a parada de mão, é uma posição estática de equilíbrio sustentado sobre as mãos (Shigaki, 2018). Destaca-se que as diferenças entre esses três movimentos são marcantes e foram ensinadas durante sequência didática apresentada.
3. SEQUÊNCIA DIDÁTICA SOBRE POSIÇÕES INVERTIDAS
O ensino de Ginástica, nas aulas de Educação Física, pautado por um planejamento estruturado, materializado em uma sequência didática, vai ao encontro da perspectiva educacional que considera papel do professor mediar o processo, refletindo sobre os caminhos a serem percorridos (o que ensinar, como, quais recursos, para quem e como avaliar). Se fez necessário, portanto, uma estruturação pedagógica, intencional, que garantisse a qualidade da intervenção com o ensino da Ginástica na escola conforme defendem Cesário et al (2016).
Por conseguinte, retoma-se que nas aulas com os 3º anos, ao longo de dez aulas, teve foco no ensino das Posições Invertidas, especificamente em três delas: Roda, Rodante e Parada de Mão. Entretanto, como será apresentado, o docente também retomou o ensino de outros elementos da Ginástica Geral, previstos nos dois anos anteriores (1° e 2° anos), Equilíbrios Rolamentos respectivamente. O quadro 2 apresenta quais foram os objetos de conhecimento, descritores de aprendizagem e os tipos de instrumentos avaliativos presentes durante as dez aulas ministradas:
Quadro 2: Objetos de Conhecimento, Descritores de Aprendizagem e Instrumentos Avaliativos inseridos em cada aula.
| Aulas | Objetos de Conhecimento | Descritores de Aprendizagem8 | Instrumentos Avaliativos |
| 1 | Ginástica Geral – Equilíbrios e Rolamentos. | 1. Classifica a Ginástica Geral como não competitiva; 2. Relembra alguns elementos -equilíbrios e rolamentos - da Ginástica Geral aprendidos nos anos anteriores. | 1. Observação com Planilha Individual de Participação. 2. Capturas de Imagens. |
| 2 | Ginástica Geral – Posições Invertidas (Roda). | 3. Reconhece as Posições Invertidas – roda, rodante e parada de mão - como elementos possíveis na Ginástica Geral; | |
| 3 | Ginástica Geral – Posições Invertidas (Roda e Rodante). | ||
4 4 | Ginástica Geral – Posições Invertidas (Rodante e Parada de Mão). | 4. Participa com autonomia das Posições Invertidas – roda, rodante e parada de mão - respeitando os limites do próprio corpo e utilizando estratégias de segurança. | |
5 5 | Ginástica Geral – Posições Invertidas (Parada de Mão). | ||
| 6 | Ginástica Geral – Posições Invertidas (Roda, Rodante e Parada de Mão). | Descritores 1 e 3 (apresentados anteriormente). | 3. Folha de Atividades. |
| 7, 8, 9 e 10 | Ginástica Geral – Posições Invertidas (Roda, Rodante e Parada de Mão). | 5. Elabora uma Sequência de Ginástica com Posições Invertidas | 4. Apresentação da sequência elaborada. 5. Ficha Avaliativa de Ginástica. |
Fonte: Elaborado pelos próprios autores.
A aula 1 foi introdutória da unidade temática para as turmas de 3º anos. Por essa razão, foi a única aula na qual o professor adotou descritores próprios para sua intervenção. Iniciou a intervenção, na sala convencional, questionando os estudantes se eles lembravam o que era ginástica geral e, em seguida, relembrou que se tratava de uma manifestação não competitiva, diferente de outras formas de ginástica, por exemplo, rítmica ou artística. Após, na grande sala (quadra poliesportiva), o professor realizou intervenção para que os estudantes relembrassem dois elementos possíveis da ginástica geral: equilíbrios e rolamentos. Assim, posicionados em círculo, no primeiro encontro se relembraram quatro formas de equilíbrio: a vela, ponte, aviãozinho e prancha.
Na sequência, a intervenção se dirigiu para a retomada dos rolamentos, considerando os processos de segurança necessários para suas realizações. Retomaram-se os rolamentos para frente, lateral e para trás, com os estudantes organizados em dois grupos, cada um supervisionado/orientado pelo professor e estagiárias. Todos esses elementos – equilíbrios (vela, ponte, prancha e aviãozinho) e rolamentos (lateral, frontal e para trás) - foram ensinados aos estudantes no ano anterior, uma vez que o professor esteve com eles anteriormente, no 2º ano. Finalizou a aula anunciando que nos próximos encontros eles aprenderiam sobre posições invertidas possíveis na ginástica geral.
Desta forma, nas aulas 2, 3, 4 e 5 o foco foi sobre as posições invertidas, e as intervenções se dirigiram tendo como pontos de partida os mesmos descritores (3 e 4 no quadro 1), modificando apenas os objetos de conhecimento/elementos da ginástica ensinados em cada encontro. Nesse sentido, na aula 2, se iniciou o estudo das posições invertidas, especificamente da Roda. O professor destacou que popularmente se conhece o movimento pelo nome de Estrelinha, porém, na ginástica é conhecido como Roda. Foram realizadas algumas estratégias para o ensino desse elemento, sobretudo pensando nos estudantes que não tinham familiaridade com essa habilidade. Destaca-se que o início da vivência da Roda, teve como referência os procedimentos apresentados no canal do youtube chamado Ginástica Infantil9.
A partir disso, analisa-se a importância do professor encontrar fontes para basear os procedimentos e estratégias que adotará ao longo das aulas. Nesse sentido, corrobora-se com a tese de que o professor deveria ser um constante pesquisador, assumindo uma postura investigativa sobre a própria atuação profissional de modo a qualificá-la cada vez mais (Ghedin et al, 2008). Essa postura investigativa deveria ser iniciada desde a formação inicial, tendo o estágio como um cenário profícuo para isso (Pimenta; Lima, 2010).
Portanto, nas imagens verifica-se a adoção de estratégias diversificadas para o ensino do elemento Roda, se utilizando as próprias linhas da quadra, colchonetes, tatame tapete ou uma corda amarrada entre as balizas/traves do gol, a cima do chão. Saber utilizar o espaço de sala de aula deveria ser prerrogativa da qualidade da atuação docente. Prosseguindo com a descrição da sequência didática, na aula 3, inicialmente retomou-se a vivência da Roda, entretanto, o foco do ensino foi o elemento Rodante. Para isso, foi necessária uma intervenção do professor de modo que os estudantes percebessem a diferença entre os dois elementos, visto que são bem parecidos em uma primeira observada.
Destacou-se que a principal diferença entre os movimentos estaria na forma de execução, pois, a Roda é feito de forma lateral, em que o praticante executa uma rotação do corpo, passando as pernas e o tronco por cima de sua cabeça, finalizando com um pé de cada vez no solo e, o Rodante, é executado de forma mais verticalizada, finalizando o movimento com os dois pés juntos no solo. Além de explicar a diferença, o docente vivenciou os dois movimentos para exemplificá-los aos estudantes.
Nas aulas 4 e 5 os estudantes conheceram e reconheceram a Parada de Mão como um elemento possível na Ginástica. Embora se tenha retomado o Rodante no início da aula 4, o foco nas duas aulas foi para a vivência da Parada de Mão. Na aula 6 os estudantes preencheram uma folha de atividades com três exercícios. Foi um momento em que, individualmente, o estudante pode refletir sobre sua aprendizagem elaborada até aquele momento e, também, espaço oportuno para verificação do ensino por parte do professor e estagiárias.
Finalizando o processo pedagógico, a partir do descritor 5 (quadro 1) as aulas 7, 8, 9 e 10 se materializaram para a elaboração e apresentação de uma sequência de ginástica considerando as posições invertidas aprendidas anteriormente. Nesse sentido, os estudantes se organizaram em grupos para realizar a elaboração de uma sequência de movimentos e, as estagiárias e o professor acompanharam o processo os auxiliando. Cada um dos grupos recebeu colchonetes e/ou tatames tapetes para realizar os movimentos com mais segurança.
Ressalta-se que nas sequências elaboradas os estudantes poderiam acrescentar outros movimentos, entretanto, era obrigatório a existência das três posições invertidas em algum momento. Nesse sentido, não foi obrigatório que todos realizassem as três posições invertidas, ou seja, pelo menos um integrante diferente, para cada elemento, deveria demonstrá-lo em algum momento da sequência. Destaca-se, ainda, que o processo de elaboração das sequências culminou com a apresentação de cada grupo para a turma, sendo esse um dos instrumentos avaliativos utilizados durante as aulas descritos na seção seguinte.
4. DESCRITORES DE APRENDIZAGEM E OS INSTRUMENTOS AVALIATIVOS
Almejando um ensino seguro epistemologicamente e de qualidade das aprendizagens, é preciso que os professores estabeleçam pontos de referências para suas práticas pedagógicas e que, antes e durante as intervenções, tais pontos sejam permanentemente pensados/avaliados. A inserção de critérios avaliativos ou descritores de aprendizagem como pontos de referência podem ser orientadores do processo de ensino, ajudando o professor em selecionar quais objetivos devem ser inseridos em sua prática durante as aulas e as estratégias necessárias para alcançá-los.
Nessa seção são apresentados com mais detalhes quais instrumentos avaliativos, e as estratégias que foram adotadas pelo professor para verificar se os descritores de aprendizagem, durante o percurso pedagógico, eram alcançados. Destaca-se que a concepção avaliativa do professor e estagiárias vai ao encontro do entendimento que a prática avaliativa é inerente aos atos de ensinar e aprender presentes ao longo deste livro, assumindo-se um caráter investigativo ativo do processo educativo.
Caráter ativo, no sentido de conceber a avaliação enquanto ação-reflexão-ação, em contraponto ao caráter passivo, de julgamento de dados pelo avaliador, pressupondo objetividade e não envolvimento e sem encaminhamento ou sugestões de melhorias sobre o objeto da avaliação (Hoffmann, 2005, p. 37).
Portanto, essa separação entre seções, da descrição anterior da sequência didática para agora apresentar os instrumentos avaliativos, se insere apenas em escolha didática e de estrutura textual dos autores. Ou seja, destaca-se na medida em que o processo de ensino caminhava e com ele andava os processos de aprender e avaliar.
Foram utilizados cinco instrumentos avaliativos durante o processo pedagógico. Na sequência, apresentam-se os instrumentos utilizados relacionando-os com os descritores de aprendizagem adotados.
4.1. Observação com Planilha Individual de Participação
Considerando o descritor 4 – Participa com autonomia das Posições Invertidas – roda, rodante e parada de mão - respeitando os limites do próprio corpo e utilizando estratégias de segurança - presente no quadro 1, optou-se pela adoção permanente da observação dos estudantes durante as aulas.
Assim, de modo que todos os estudantes fossem observados, utilizou-se junto com a observação, uma planilha individual dos estudantes, preenchida pelas estagiárias durante ou após cada aula. Na imagem 1 se verifica parte da planilha preenchida.
Imagem 1: Planilha preenchida sobre a participação.
No instrumento era preciso marcar a participação de cada um dos estudantes, aula a aula. Poderia ser marcado a partir das seguintes legendas, NA para quem não se apropriou do descritor; AP aos que apropriaram parcialmente; e A para se apropriou. Além disso, era assinalado a legenda F para os estudantes faltantes no dia. Destaca-se que, embora o instrumento tenha sido útil conforme o descritor à qual ele foi destinado, consideramos que se trata de um instrumento que requer um certo tempo para preencher e que sozinho dificilmente um professor conseguirá. A contribuição das estagiárias foi imprescindível para seu preenchimento, porém, para ser utilizado apenas por uma pessoa requer adequações no modelo.
Uma das alternativas é apenas marcar o estudante que não demonstrou participação autônoma e, portanto, não necessariamente assinalar todos. Esse processo de reflexão sobre a ação docente, reconhecendo o que poderia ser modificado em outro cenário avaliativo com a utilização da planilha vai ao encontro da perspectiva de que pesquisando se pode transformar a nossa própria ação (Ponte, 2004).
Em relação a observação como instrumento avaliativo nas aulas de Educação Física é preciso que os professores encontrem formas de registrar as ocorrências que surgem nos encontros. Alerta-se para o fato de que a observação deve ser realizada a partir de um elemento norteador do processo pedagógico que, no caso desse estudo, era o próprio descritor. Nega-se as observações e anotações que são realizadas aleatoriamente, sem uma meta predefinida, pois, essa prática avaliativa – observação – deve ser um instrumento que contribua com o enriquecimento daquilo que se está ensinando e aprendendo.
As práticas avaliativas necessitam estar a serviço da aprendizagem dos alunos e a metodologia da avaliação formativa caracteriza-se por observar, interpretar e desencadear aprendizagens (Souza, 2021, p.36 – grifo nosso).
Por conseguinte, concebe-se que a observação é um instrumento valioso para se refletir sobre o processo pedagógico, porém, não pode ser esvaziado de critérios ou até mesmo banalizado como se observa em algumas ocasiões em que os docentes apenas escrevem que a avaliação será por meio da observação sem evidenciar, por assim dizer, observação do que, quando e para que.
4.2. Capturas de Imagens10
As capturas de imagens foi o único instrumento adotado em todas as aulas. As capturas aconteciam por foto ou vídeos a partir dos aparelhos eletrônicos/celulares do professor ou estagiárias. Entretanto, o objetivo principal da adoção desse recurso foi para a verificação dos descritores 4 - Participa com autonomia das Posições Invertidas – roda, rodante e parada de mão - respeitando os limites do próprio corpo e utilizando estratégias de segurança – e do descritor 5 - Elabora uma Sequência de Ginástica com Posições Invertidas.
Além de servir de acompanhamento para os descritores 4 e 5, a utilização desse recurso contribuiu para que o docente e as estagiárias tivessem uma visão ampla de todo o processo pedagógico, uma vez que tais imagens eram inseridas no diário de campo. Percebe-se que a apresentação de algumas dessas imagens aqui no trabalho ajudou na descrição detalhada do ensino da unidade temática Ginásticas.
4.3. Folha de Atividades
A folha de atividades, utilizada na sexta aula, foi realizada de forma individual, com a qual os estudantes deveriam resolver/responder três exercícios. Com o preenchimento da folha foi possível avaliar os descritores 1, 3 e 4 presentes no quadro 1. No primeiro exercício, considerando o descritor 1 – Classifica a Ginástica Geral como não competitiva – elaborado pelo próprio docente, retomou-se a reflexão sobre o tipo de ginástica que estava sendo ensinada. Nesse sentido, a imagem 2 representa o exercício que foi exigido para verificar se o estudante havia conseguido alcançar o descritor um.
Imagem 2: Exercício 1 da folha de atividades avaliativa.
No segundo e terceiro exercício, se verificou o descritor 3 – Reconhece as Posições Invertidas – roda, rodante e parada de mão - como elementos possíveis na Ginástica Geral. Nesse sentido, a imagem 3 representa o exercício que foi exigido para verificar se o estudante havia conseguido alcançar o descritor três.
Imagem 3: Exercício 5 da folha de atividades avaliativa.
O preenchimento da folha, no modo que foi realizado, ancorou-se na perspectiva de que
A avaliação é um processo que precisa de uma reflexão crítica sobre a prática, podendo, desta forma, verificar os avanços e dificuldades e o que se fazer para superar esses obstáculos (Souza, 2021, p. 39).
É importante que os professores de Educação Física entendam a necessidade também de registrar as aprendizagens dos estudantes por meio de instrumentos do tipo descritivos como folha de atividades. No preenchimento de instrumentos descritivos os estudantes têm a oportunidade de se expressarem de uma outra forma que não pode ser negada pela área.
4.4. Apresentação da Sequência Elaborada
Esse instrumento avaliativo foi adotado no último dia de aula e diretamente se relacionou com o descritor 5 - Elabora uma Sequência de Ginástica com Posições Invertidas. Os grupos, um de cada vez, apresentou aos colegas da turma, sua sequência elaborada ao longo das aulas 7, 8 e 9. O critério para a elaboração das sequência versou sobre a obrigatoriedade de que as três posição invertidas (roda, rodante e parada de mão) deveriam aparecer na apresentação, não precisando que todos os integrantes as executassem. Nas imagens 4 e 5 verifica-se duas apresentações.
Imagens 4 e 5: Apresentação da sequência elaborada.
A apresentação da sequência elaborada pelos próprios estudantes permitiu a materialização de suas independências, além de garantir o protagonismo durante o processo de aprender as posições invertidas. O modo como ocorreram as elaborações e posteriormente as apresentações dos grupos corroborou com a afirmação de que
Nesta avaliação, os alunos possuem um papel verdadeiramente ativo no processo, deliberando de modo atuante na construção da aprendizagem. São diretamente responsáveis pelo processo e são livres para formularem suas respostas, partilhando com os demais aquilo que aprenderam (Souza, 2021, p. 44).
Deste modo, destaca-se que mais instrumentos avaliativos dessa natureza deveriam ser inseridos nas práticas pedagógicas dos professores de Educação Física. A confecção por parte dos estudantes, das suas próprias formas de se movimentar e de se expressar ao se movimentar, é uma rica possibilidade para se investigar o processo de ensino, como ele caminhou.
Destaca-se ainda que a avaliação das sequências de movimentos elaborados pelos estudantes, na perspectiva concebida neste estudo, não se realizou a partir de critérios técnicos de desempenho, eficiência ou execução “correta” das posições invertidas. Em vez disso, buscou-se uma prática avaliativa que compreendesse o movimento como uma expressão cultural, histórica e socialmente construída, vinculada aos significados presentes na Ginástica Geral, ou seja, voltados a aprendizagem criativa e a apresentação da sequência como forma de expressão dessa mesma aprendizagem.
4.5. Ficha Avaliativa de Ginástica
A ficha avaliativa de Ginástica como instrumento avaliativo foi adotada no último dia de aula e diretamente se relacionou com o descritor de aprendizagem 3 – Reconhece as Posições Invertidas – roda, rodante e parada de mão - como elementos possíveis na Ginástica Geral. Os integrantes dos grupos, individualmente, receberam uma única vez uma ficha para ser preenchida de modo a avaliar se na sequência de determinado grupo havia as três posições invertidas ensinadas. Ou seja, sempre que um grupo apresentava a sequência elaborada, outro grupo lhes avaliava. Nas imagens 6, 7 e 8 vemos respectiviamente grupos avaliadores, grupos apresentando e a ficha preenchida.
Imagens 6, 7 e 8: Dinâmica da avaliação dos grupos que apresentavam.
Analisa-se que, de todos os instrumentos avaliativos inseridos durante as aulas, a ficha avaliativa de ginástica mobilizou significativamente os estudantes, pois, o grupo avaliador permanecia atento as apresentações dos colegas de modo a reconhecerem as posições invertidas ensinadas além de, ao final, os aplaudirem.
A utilização da ficha avaliativa pelos próprios estudantes contribuiu para ampliar sua participação no processo pedagógico, favorecendo o desenvolvimento de uma postura mais ativa diante da aprendizagem. Ao assumirem o papel de avaliadores das apresentações dos colegas, os alunos passaram a mobilizar os conhecimentos construídos ao longo das aulas para identificar e reconhecer as posições invertidas ensinadas, exercitando não apenas a observação atenta, mas também a reflexão sobre os critérios envolvidos na realização dos movimentos. Essa dinâmica possibilitou que a avaliação deixasse de ser compreendida apenas como uma ação exclusiva do professor, configurando-se como um momento formativo (Hoffmann, 2005) em que os estudantes puderam assumir maior protagonismo, participando de maneira mais consciente do acompanhamento das aprendizagens desenvolvidas durante a sequência didática.
A análise do conjunto de instrumentos avaliativos utilizados ao longo da sequência didática permite compreender que a avaliação, quando articulada ao planejamento pedagógico e aos descritores de aprendizagem, pode assumir um caráter formativo e investigativo no processo de ensino e aprendizagem. Os diferentes instrumentos adotados — observação sistematizada, capturas de imagens, folha de atividades, apresentação das sequências e ficha avaliativa — possibilitaram acompanhar as aprendizagens dos estudantes sob múltiplas perspectivas, evidenciando a compreensão dos elementos constitutivos da Ginástica Geral. Desse modo, evidencia-se que a diversidade de estratégias avaliativas contribuiu para qualificar o processo pedagógico, permitindo ao professor refletir continuamente sobre sua prática e sobre os caminhos percorridos pelos estudantes na apropriação das posições invertidas ensinadas.
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Retomando o objetivo deste estudo — analisar uma sequência didática sobre o ensino da Ginástica Geral nas aulas de Educação Física escolar, considerando a Diretriz Curricular Municipal de Londrina, os Descritores de Aprendizagem e a Prática Avaliativa desenvolvida durante as aulas —, observa-se que a organização pedagógica pautada nesses três construtos contribuiu significativamente para a estruturação do processo de ensino-aprendizagem das posições invertidas. A análise da sequência didática evidenciou que o planejamento articulado aos descritores de aprendizagem permitiu estabelecer referências claras para o ensino, enquanto a utilização de diferentes instrumentos avaliativos possibilitou acompanhar o percurso das aprendizagens dos estudantes de forma contínua e reflexiva.
O ensino da Ginástica por meio da intervenção docente na aulas de Educação Física, possibilita momentos oportunos para que os estudantes aprendam novos saberes, enriquecendo-se de novas formas de expressão corporal, atribuindo novos sentidos e significado para seu agir no mundo, movendo-se intencionalmente. Nesse sentido, é preciso que a constatação da Ginástica como um conteúdo histórico da Educação Física seja legitimada dentro de um espaço organizado, lúdico e seguro, chamado Escola .
Assumir descritores de aprendizagem como pontos de referência da prática pedagógica foi fundamental pela qualidade da proposta de sequência didática aqui descrita. Os descritores se mostraram, e podem, em outras intervenções, serem paradoxalmente pontos de partidas como pontos de chegada daquilo que se almeja ensinar-aprender. Os descritores são pontos de referência para o ensino de qualquer unidade temática, resguardando evidentemente a lógica interna de cada uma e como estão previstas na organização curricular.
Ademais, a diversidade de instrumentos avaliativos inseridos na prática e descritos neste estudo demonstraram como a Educação Física pode assumir intervenções investigativas que garantam maneiras do estudante expressar seus conhecimentos. É necessário que o professor busque alternativas pedagógica-investigativas que expressem os saberes discentes, em suas formas de ser e estar no momento avaliativo.
Combateu-se ao longo do estudo, práticas avaliativas que engessam a própria construção do ensino e da aprendizagem em sala de aula. Há várias maneiras possíveis de se ensinar e de se aprender as posições invertidas da Ginástica Geral nas aulas de Educação Física, nas quais a reflexão constante do processo é imprescindível para que se apresentem novas estratégias e procedimentos, como também, para que se fortaleçam as estratégias e procedimentos, testados, que contribuíram significativamente no verão passado.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ARAÚJO, Carlos; Manual de ajudas em ginástica. Canoas: Ed. ULBRA, 2003.
BRASIL, Base Nacional Comum Curricular: Educação Infantil e Ensino Fundamental. Brasília: MEC/Secretaria de Educação Básica, 2017.
BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 23 dez. 1996.
CARAMÊS, Aline de Souza et al. Atividades circenses no âmbito escolar enquanto manifestação de ludicidade e lazer. In: Motrivivência, n. 39, p. 177-185, 2012.
CESÁRIO, Marilene; PEREIRA, Ana M.; MORTARI, Katia S. M.; HONORATO,
CHIQUETTO, Eliza; FERREIRA, Lílian Aparecida. O ensino de atividades circenses para alunos de 5ª. série. In: Motrivivência, v. 20, n. 31, p. 50-65, 2010.
COLETIVO DE AUTORES. Metodologia do ensino de Educação Física. São Paulo: Cortez, 1992.
FERNANDES, Carolina Noronha; MARTINS, Giorgia Enae. Circo da Escola: uma experiência de Estágio Supervisionado em Educação Física no 1º Ano do Ensino Fundamental. In: Motrivivência, v. 20, n. 31, p. 187-191, 2010.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 54. ed. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
FREITAS, Cintia de la Rocha; FRUTUOSO, Anderson Simas. Ginástica no Brasil: ausência na escola x ascensão na academia. In: Motrivivência, v. 28, n. 47, p. 278-289, 2016.
GHEDIN, Evandro.; ALMEIDA, Maria. I.; LEITE, Yoshie. U. F. Formação de professores: caminhos e descaminhos da prática. Brasília: Liber, 2008.
GIL, Antônio C. Métodos e Técnicas de Pesquisa Social. 5° ed. São Paulo: Atlas, 1999.
HOFFMANN, Jussara. Pontos e contrapontos: do pensar ao agir em avaliação. Porto Alegre: Mediadora, 2005.
LEWGOY, Alzira. M. B.; ARRUDA, Marina. P. Novas tecnologias na prática profissional do professor universitário: a experiência do diário digital. In: Revista Textos e Contextos: coletâneas em Serviço Social, Porto Alegre: EDIPUCRS, n. 2., p. 115-130, 2004.
LIMA, Letícia Bartholomeu de Queiroz et al. A ginástica artística na proposta curricular para a educação física em São Paulo. In: Pensar a Prática, v. 18, n. 2, 2015.
LONDRINA. Prefeitura do Município de. Diretriz Curricular provisória de Ensino. Educação Física. Londrina: Secretaria Municipal de Educação, 2016.
LOQUET, Monique. Promoting artistic quality in rhythmic gymnastics: a didactic analysis from high performance to school practice. Revista Brasileira de Educação Física e Esporte, v. 30, n. 1, p. 145-158, 2016.
LÜDKE, Menga.; ANDRÉ, Marli E. D. A. Pesquisa em Educação: abordagens qualitativas. São Paulo: EPU, 1986.
MARIANO, Misma L.; PARENTE, Maria L. da C.; JUNIOR, Jayme F. X.; MOURA, Diego L. O ensino da ginástica na Educação Física: uma revisão sistemática. In: Motrivivência, v. 31, n. 60, p. 01-17, outubro/dezembro, 2019.
PIMENTA, Selma. G.; LIMA, Maria. S. L. Estágio e docência. 5. ed. São Paulo: Cortez, 2010.
PIZANI, Juliana; RINALDI, Ieda Parra Barbosa. Cotidiano escolar: a presença de elementos gímnicos nas brincadeiras infantis. In: Journal of Physical Education, v. 21, n. 1, p. 115-126, 2010.
PONTE, João. P. Pesquisar para compreender e transformar a nossa própria prática. In: Educar, Curitiba, n. 24, p. 37-66, 2004.
SAVIANI, Dermeval. Pedagogia histórico-crítica: primeiras aproximações. São Paulo: Cortez, 1991.
SERON, Taiza Daniela et al. A ginástica na Educação Física escolar e o ensino aberto. In: Journal of Physical Education, v. 18, n. 2, p. 115-125, 2007.
SHIGAKI, Jackson K. Manual de elementos da ginástica artística para crianças de 7 a 9 anos. Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Centro Universitário Filadélfia como requisito para obtenção do grau de Bacharel em Educação Física, 2018.
SOUZA, Fabiane C. G. de. A importância da diversidade dos instrumentos avaliativos. In: Revista Científica FESA. v. 1, n. 3. p. 36-46, 2021.
Tony. Da constatação à intervenção: o ensino da ginástica no âmbito escolar In: Nuances: estudos sobre Educação, Presidente Prudente-SP, v. 27, n. 1, p. 67- 86, jan./abr. 2016.
1 Doutorando pelo Programa de Pós-Graduação Associada em Educação Física UEM-UEL e Professor Colaborador do curso de Educação Física da Universidade Estadual de Londrina (Departamento de Estudos do Movimento Humano). E-mail: [email protected]
2 Especialista em Educação Física na Educação Básica pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) e professor da rede privada de ensino. E-mail: [email protected]
3 Discente do Curso Superior Educação Física da Universidade Estadual de Londrina. E-mail: [email protected]
4 Discente do Curso Superior Educação Física da Universidade Estadual de Londrina. E-mail: [email protected]
5 Conteúdos relacionados ao ser que se movimenta nas manifestações culturais denominadas de Esportes, Lutas, Danças, Ginásticas, Brincadeiras e Jogos.
6 Saviani (1991), afirma que os conteúdos clássicos são aqueles que perpetuaram ao rigor do tempo, mostrando-se imprescindíveis ao campo de estudo/área de conhecimento. Nesse sentido, a Ginástica permanece demonstrando a sua relevância de aprendizado nas aulas de Educação Física.
7 A Ginástica Geral, também conhecida como Ginástica Para Todos, reúne as práticas corporais que têm como elemento organizador a exploração das possibilidades acrobáticas e expressivas do corpo, a interação social, o compartilhamento do aprendizado e a não competitividade. Podem ser constituídas de exercícios no solo, no ar (saltos), em aparelhos (trapézio, corda, fita elástica), de maneira individual ou coletiva, e combinam um conjunto bem variado de piruetas, rolamentos, paradas de mão, pontes, pirâmides humanas etc. Integram também essa prática os denominados jogos de malabar ou malabarismo. (BRASIL, BNCC. 2017).
8 Os descritores de aprendizagem apresentados no quadro são frutos plantados e colhidos coletivamente entre os pesquisadores do LaPEF/UEL. Entretanto, resguardando a autonomia do professor no trato pedagógico da unidade temática em questão, também se apresentam descritores que o próprio docente adotou para o ensino, sendo eles os 1° e 2° descritores.
9 Procedimentos acessados no dia 22 de março de 2024 pelo link: https://youtu.be/CSMazudSzeY?si=dr9r5fm7xPp1zL3c
10 Foi entregue para as famílias um termo de consentimento livre e esclarecido em que os responsáveis permitiram a realização do estudo, com captura de imagens, na escola, desde que a identidades das crianças fossem resguardadas.