A IMPORTÂNCIA DAS BAÍAS DE CHACORORÉ E SINHÁ MARIANA PARA A DIVERSIDADE DE AVES DO PANTANAL: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

THE IMPORTANCE OF CHACORORÉ AND SINHÁ MARIANA BAYS FOR THE BIRD DIVERSITY OF THE PANTANAL: A BIBLIOGRAPHIC REVIEW

REGISTRO DOI: 10.70773/revistatopicos/774242445

RESUMO
O Pantanal, a maior área úmida contínua do mundo, abriga uma biodiversidade singular, diretamente influenciada pelo pulso de inundação. Este estudo consiste em uma revisão bibliográfica com o objetivo de compilar o conhecimento sobre a avifauna do Sistema de Baías Chacororé-Sinhá Mariana, no Pantanal Mato-grossense, e sua importância para a conservação. Foram consultadas as bases Web of Science, Scopus e Google Acadêmico, resultando em sete trabalhos (1949-2021) que registraram 204 espécies de aves, distribuídas em 57 famílias. Os resultados indicam que a área funciona como um sítio relevante para alimentação, reprodução e abrigo de aves aquáticas e terrestres, incluindo espécies ameaçadas como a arara-azul (Anodorhynchus hyacinthinus). A dinâmica do pulso de inundação mostrou-se um fator estruturante da comunidade, com a vazante apresentando os maiores índices de riqueza e abundância de aves aquáticas devido à maior disponibilidade de habitats e recursos. Apesar da relevância ecológica, a região sofre ameaças como alterações hidrológicas e pressões antrópicas, evidenciando a necessidade de estratégias de conservação e monitoramento contínuo para a preservação desse patrimônio natural.
Palavras-chave: Avifauna; Pulso de inundação; Conservação.

INTRODUÇÃO

O Pantanal, reconhecido como a maior área úmida contínua do mundo, é um ecossistema de extrema relevância para a biodiversidade global. Com uma extensão que abrange três países da América do Sul — Brasil, Bolívia e Paraguai —, a porção brasileira do Pantanal localiza-se entre os estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Sua importância ecológica e cultural foi amplamente reconhecida, sendo declarado Patrimônio Nacional pela Constituição Federal de 1988, Área Úmida de Importância Internacional pela Convenção de Ramsar em 1993, e Reserva da Biosfera pela UNESCO em 2000 (Vila-da-Silva e Abdón, 1998; Junk, Bayley e Sparks, 1989). Esses reconhecimentos destacam a necessidade urgente de preservação desse bioma, que enfrenta crescentes ameaças decorrentes de atividades antrópicas e mudanças climáticas.

No território do Estado de Mato Grosso estão contidos 35% do bioma Pantanal. Inserido na Região Centro Oeste do Brasil, na Bacia do Alto Paraguai, composto por um grande mosaico de paisagens, compreendendo uma heterogeneidade de habitas que sustentam uma rica biota aquática e terrestre (Da Silva e Silva, 1995; Mioto, Paranhos Filho e Do Amaral Albrez,2012). Também conhecido como Pantanal Norte, o Pantanal Matogrossense é formado por diferentes corpos d’água, tendo como principal rio drenante o Rio Paraguai. Entre seus principais afluentes, destaca-se o Rio Cuiabá que divisa a capital do estado. A declividade local é muito baixa (0,5 – 3,0 m/km do leste ao oeste e 0,3 – 2,5 m/km do norte ao sul) o que corrobora com as inundações, uma vez que a água sai do canal principal, transbordando para as laterais, formando lagos e lagoas, localmente chamadas de baías (Rebouças, Braga e Tundisi, 2006). As baías parentais, são ligadas aos rios por canais (perenes ou temporários) denominados de corixos. A direção do fluxo das águas nos corixos dependem da estação hidrológica: do canal do rio para as Baías durante o período de enchente e das baías para o rio durante a vazante (Da Silva e Silva, 1995). Nesse contexto, se destaca o sistema formado pelas baías de Chacororé e de Sinhá Mariana, situadas na região do município de Barão de Melgaço (divisa com o município de Santo Antônio do Leverger), na margem esquerda do rio Cuiabá.

CARACTERIZAÇÃO DO SISTEMA DE BAÍAS CHACORORÉ-SINHÁ MARIANA

O Sistema de Baías Chacororé-Sinhá Mariana, localizado entre os municípios de Barão de Melgaço e Santo Antônio de Leverger, no Pantanal Mato-grossense, é uma região de grande relevância ecológica e socioeconômica. O clima da área é classificado como Aw por Köppen, caracterizado por duas estações bem definidas: uma chuvosa, de outubro a março, e outra seca, de abril a setembro, com precipitações médias anuais variando entre 1.500 e 1.700 mm (Alvares, 2013). A temperatura oscila entre 7,5°C e 39,5°C, e a região enfrenta mudanças no regime de chuvas, com deslocamentos temporais que impactam o ciclo hidrológico (Debortoli et al., 2015). A economia local baseia-se no turismo, pesca e agropecuária, com destaque para a pecuária de corte e leiteira (Braz, et.al, 2020).

As baías de Chacororé e Sinhá Mariana são interconectadas entre si e com os rios Paraguai e Mutum por meio de uma rede de corixos, que desempenham um papel crucial na dinâmica hidrológica da região. O Corixo Mané-Isaque liga o Rio Paraguai à Baía de Chacororé, enquanto o Corixo do Mato conecta Chacororé à Sinhá Mariana. Já o Corixo do Leme estabelece a ligação entre a Baía de Sinhá Mariana e o Rio Paraguai. A Baía de Sinhá Mariana, por sua vez, é formada a partir do alargamento do Rio Mutum, o que influencia diretamente sua morfometria e conexão permanente com o Rio Cuiabá (Da-Silva e Silva, 1995). Essa interconexão entre as baías e os rios é fundamental para a manutenção dos ciclos hidrológicos e ecológicos da região, sustentando a biodiversidade e as atividades humanas que dependem desses recursos.

A Baía de Chacororé, situada a 125,20 metros acima do nível do mar, é um corpo d’água semicircular com águas turvas e elevada turbidez, conectada ao Rio Cuiabá durante o período chuvoso. Suas características morfométricas incluem uma área de 64,92 km², volume de 178,6 x 10⁶ m³, profundidade média de 2,75 metros e máxima de 4 metros, além de uma largura média de 6 km e máxima de 9,88 km (Pinto-Silva, 1980; Da Silva, Nunes e Simoni, 2012). A região é marcada por pastagens naturais, onde predominam o capim-mimoso (Axonopus purpusii) e a criação de gado, coexistindo com uma rica biodiversidade de anfíbios, aves, répteis e mamíferos (Da Silva e Silva, 1995; Braz, 2020). A Baía de Chacororé possui alta relevância cultural, uma vez que é considerada como sagrada, sendo a única no bioma Pantanal com esse status (Da-Silva, Figueiredo e Vacchiano, 2021). Já a Baía Sinhá Mariana, formada pelo alargamento do Rio Mutum, possui águas pretas e formato alongado, mantendo conexão permanente com o Rio Cuiabá. Suas características morfométricas incluem uma área de 11,25 km², volume de 40,40 x 10⁶ m³, profundidade média de 3,58 metros e máxima de 4,75 metros, além de uma largura média de 1,29 km e máxima de 2,67 km (Pinto-Silva, 1980). Mello (2016) ao analisar as vulnerabilidades ambientais presentes na região do rio Mutum, adverte que os resultados de morfometria encontrado por ela sugerem que a Baía de Sinhá Mariana tem passado por um progressivo processo de assoreamento, demonstrando fortes indícios de uso inadequado da terra ao seu entorno. Ambas as baías desempenham papéis ecológicos fundamentais, mas enfrentam ameaças como alterações hidrológicas, exploração indevida de recursos naturais e impactos de atividades agropecuárias e mineradoras (Da Silva, Figueiredo e Vacchiano, 2021).

PULSO DE INUNDAÇÃO

O fenômeno do Pulso de Inundação no Pantanal é um dos principais mecanismos ecológicos que regem a dinâmica desse ecossistema, caracterizado por cheias periódicas resultantes do transbordamento de rios, da precipitação direta e da elevação do nível do lençol freático (Junk, Bayley e Sparks, 1989; Da Silva e Silva 1995). Esse pulso, previsível e de longa duração, cria uma zona de transição aquática-terrestre (ATTZ - aquatic/terrestrial transition zone), onde ocorrem adaptações biológicas que permitem o uso eficiente dos recursos disponíveis (Da-Silva, Nunes e Simoni, 2012). A amplitude do pulso é particularmente evidente em baías parentais, como as de Chacororé e Sinhá Mariana, onde as variações sazonais de água moldam a paisagem e os processos ecológicos.

O pulso de inundação é alimentado não apenas pela precipitação local, mas também pelas chuvas nas cabeceiras do Rio Paraguai, que conduz lentamente a água rio abaixo, inundando vastas áreas planas (Junk et al., 2014; Da Silva e Silva, 1995). A topografia plana do Pantanal e a suave declividade do Rio Paraguai facilitam a inundação lateral, conectando corpos d’água e formando lagos (Rebouças, Braga e Tundisi, 2006). Durante o período de cheias, a variação do nível da água pode atingir de 6 a 8 metros, transportando sedimentos que enriquecem o solo e a água, enquanto áreas rasas permanecem secas na estação de águas baixas, acumulando matéria orgânica que se decompõe e contribui para a fertilização do ecossistema (Rebouças, Braga e Tundisi, 2006; Da Silva e Silva,1995). Esse ciclo de inundação e seca influencia diretamente a transparência da água, o pH, a condutividade e a disponibilidade de habitats para a fauna aquática e terrestre (De Moura e Val, 2019).

As consequências ambientais do pulso de inundação são profundas e multifacetadas. Para a fauna, especialmente os peixes, as flutuações no nível da água proporcionam aumento nas áreas de alimentação, refúgio e abrigo, influenciando padrões migratórios e reprodutivos (De Moura e Val, 2019). Aves aquáticas e espécies dependentes de áreas úmidas também respondem funcionalmente às mudanças nos períodos hidrológicos, principalmente relacionadas as mudanças na disponibilidade de macrohábitats que variam sua disponibilidade e tipos, evidenciando a importância do pulso para a manutenção da biodiversidade (Frota et al., 2020). No entanto, alterações recentes no regime de chuvas, como o aumento de dias sem precipitação e a redução da massa de água durante a estação seca, têm impactado negativamente o pulso de inundação, comprometendo a biodiversidade e os serviços ecossistêmicos (Lázaro et al., 2020). Essas mudanças, agravadas por pressões antrópicas como desmatamento, erosão e construção de hidrelétricas, exigem a implementação urgente de estratégias de conservação para preservar o equilíbrio ecológico e o modo de vida das populações humanas que dependem desse ecossistema único.

Este artigo tem como objetivo realizar uma revisão bibliográfica sobre a avifauna das Baías de Chacororé e Sinhá Mariana, destacando sua importância para a biodiversidade de aves do Pantanal.

MATERIAIS E MÉTODOS

Foram realizadas pesquisas nos Periódicos CAPES através do acesso CAFE, nas bases da dados Web of Science e Scopus, e no site Google Acadêmico. Nas buscas forma utilizados os seguintes conjuntos de termos: “Sistema de baías” and “Chacororé” and “Sinhá Mariana” and “biodiversidade”, “Sistem bay” and “Chacororé” and “Sinhá Mariana” and “Biodiversity”, “Chacororé” and “Sinhá Mariana” and “biodiversidade” e “Cacororé” and “Sinhá Mariana” and “Biodiversity”. Também foram consultados livros da editora UNEMAT que abordasse o tema.

Os trabalhos encontrados através da busca, tiveram seu resumo analisado para verificar se continham dados a respeito da avifauna encontrada no Sistema de Baías Chacororé e Sinhá Mariana. A partir dos dados obtidos na revisão de literatura foi construído uma tabela das espécies de aves que já foram observadas na região, seguindo a nomenclatura proposta pelo Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos, através de Pacheco, et. al. (2021).

RESULTADOS E DISCUSSÕES

O complexo de baías Chacororé-Sinhá Mariana, no Pantanal mato-grossense, tem sido alvo de diversos estudos que documentaram sua avifauna e analisaram sua relação com a dinâmica hidrológica local. Os trabalhos realizados entre 1949 e 2021 empregaram metodologias padronizadas, incluindo censos visuais, capturas com redes de neblina e entrevistas com comunidades tradicionais, permitindo uma compreensão abrangente da comunidade avifaunística desta importante área úmida.

No total foram encontrados 7 trabalhos desenvolvidos na região cujo ao menos um dos objetivos foi o levantamento de dados a respeito da avifauna da região do complexo de baías Chacororé- Sinhá Mariana (quadro 1).

Quadro 1 – Trabalhos sobre avifauna do Complexo de Baías de Chacororé e Sinhá Mariana

Título

Ano de Publicação

Tipo de documento

Autor(es)

Referência

1

Notas e impressões naturalísticas de uma viagem fluvial a Cuiabá

1949

Artigo

Olivério Pinto

PINTO, Olivério. Notas e impressões naturalísticas de uma viagem fluvial a Cuiabá. Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi, Belém, 10: 331-354, 1949. il. Disponível em: http://repositorio.museu-goeldi.br/handle/mgoeldi/1186

2

Avifauna aquática dos rios Cuiabá e Mutum, Pantanal de Barão de Melgaço - MT

2003

Resumo Expandido

Augusto Cesar da Costa Castilho; Patrícia Rassolin; Márcia M. Volpe; Carolina Joana Da Silva.

CASTILHO, Augusto Cesar da Costa; RASSOLIN, Patrícia; VOLPE, Márcia P., Da-Silva, Carolina Joana. Avifauna aquática dos rios Cuiabá e Mutum, Pantanal de Barão de Melgaço - MT. In: CONGRESSO DE ECOLOGIA DO BRASIL, 6., 2003, Fortaleza. Anais de Trabalhos Completos. Fortaleza: Universidade Federal do Ceará, 2003. p. 29. Disponível em: https://www.seb-ecologia.org.br/revistas/indexar/anais/2003/5.pdf

3

Avaliação da avifauna de mata inundável no Sistema de Baías Chacororé-Sinhá Mariana, Pantanal Mato-grossense.

2003

Resumo Expandido

Fernando F. Xavier; Fábio B. Bernardes; Solange Santos; Márcia M. Volpe; Carolina Joana Da Silva.

XAVIER, Fernando F.; FERNANDES, Fábio B.; SANTOS, Solange; VOLPE, Márcia M.; Da-Silva, Carolina Joana. Avaliação da avifauna de mata inundável no sistema de baías Chacororé-Sinhá Mariana, Pantanal Mato-grossense. In: CONGRESSO DE ECOLOGIA DO BRASIL, 6., 2003, Fortaleza. Anais de Trabalhos Completos. Fortaleza: Universidade Federal do Ceará, 2003. p. 39. Disponível em: https://www.seb-ecologia.org.br/revistas/indexar/anais/2003/5.pdf

4

Changes in waterbird composition and limnology in the ATTZ - Aquatic Terrestrial Transition Zone - of the Pantanal, Brazil

2006

Artigo

C.J. da Silva, J..R da S. Nunes e M.M. Volpe

Da Silva, C. J., Nunes, J. R. S., Volpe, M. M. (2006) Changes in composition of aquatic birds and limnology in the ATTZ — Aquatic Terrestrial Transition Zone — of the Pantanal wetland, Brazil. Pp.113–124 in Hanson, A., J. Kerekes and J. Paquet. 2006. Limnology and Aquatic Birds: Abstracts and Selected Papers from the Fourth Conference of the Societas Internationalis Limnologiae (SIL) Aquatic Birds Working Group. Canadian Wildlife Service Technical Report Series No. 474 Atlantic Region. Xii + 203 pp.

5

Avifauna do Rio Cuiabá e do Sistema de Baías Chacororé-Sinhá Mariana

2012

Capitulo de livro

Josué da Silva Nunes; Ruth Albernaz-Silveira; Carolina Joana Da Silva.

NUNES, J. R. S.; ALBERNAZ-SILVEIRA, R.; DA SILVA, C. J. Avifauna do Rio Cuiabá e do Sistema de Baías Chacororé – Sinhá Mariana. In: DA SILVA, C. J.; SIMONI, J. (Orgs.). Água, Biodiversidade e Cultura do Pantanal: Estudos Ecológicos e Etnobiológicos no Sistema de Baías Chacororé – Sinhá Mariana. Cáceres: Ed. UNEMAT, 2012.

6

Changes in composition of aquatic bird assemblages associated with changing in water levels in the Aquatic Terrestrial Transitional Zone of the Pantanal wetland Brazil

2020

Artigo

Josué Ribeiro da Silva Nunes; Carolina Joana Da Silva; Solange Kimie Ikeda Castrilon; Nilo Leal Sander.

DA SILVA NUNES, Josué Ribeiro et al. Changes in composition of aquatic bird assemblages associated with changing in water levels in the Aquatic Terrestrial Transitional Zone of the Pantanal wetland Brazil. Research, Society and Development, v. 9, n. 10, p., 2020.

7

Riqueza e abundância das aves encontradas no leito do rio mutum no Pantanal de Mimoso-MT

2021

Artigo

Patrícia Silva do Vale; Crislley Ribeiro de Souza; Patrícia Pacheco Rodrigues Donida e Nelson Antunes de Moura

DO VALE, Patrícia Silva et al. Riqueza e abundância das aves encontradas no leito do rio mutum no Pantanal de Mimoso-MT. Brazilian Journal of Animal and Environmental Research, v. 4, n. 3, p. 3797-3803, 2021.

Olivério Pinto, diretor do departamento de Zoologia da Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo, conduziu o primeiro estudo no ano de 1994, quando percorreu via fluvial o trecho de Corumbá -MS à cidade de Cuiabá -MT. Nesse trabalho o autor relata com entusiasmo as belezas encontradas no decorrer da viagem, trazendo alguns dados referentes a área do Complexo de Baías de Chacororé e sinhá-Mariana, citando a presença de 23 espécies de aves. O autor relata a observação de “bandos incontáveis de aves mergulhadoras e ribeirinhas” por todos os lados da região, relatando que do montante de aves observadas, o biguá (Nannopterum brasilianum) foi o mais abundante, seguido pela Biguatinga (Anhinga anhinga), depois destas, mergulhadoras, relata o autor que em questão de abundância destacou-se a quantidade de Cabeça-seca (Mycteria americana).

Castilho et al. (2003) em levantamento sistemático, registraram 24 espécies de aves aquáticas nos rios Cuiabá e Mutum durante o período de vazante. O estudo revelou uma nítida diferença na composição de espécies entre os dois rios, com o Cuiabá dominado por Phaetusa simplex (105 indivíduos) e o Mutum por Phalacrocorax brasilianus (151 indivíduos), refletindo as distintas características desses ambientes.

Xavier et al. (2003) focaram em uma mata inundável adjacente à Baía Sinhá Mariana, comparando os períodos de estiagem e vazante. Seus resultados mostraram maior diversidade no período de vazante (H' = 4,406) em relação à estiagem (H' = 3,324), com a presença exclusiva de guildas piscívoras e frugívoras durante a vazante, evidenciando a influência do pulso de inundação na disponibilidade de recursos.

Da-Silva, Nunes e Volpe no ano de 2006, realizaram um censo de aves no “Lago dos Sonhos”- uma baía pequena pertencente ao Sistema de Baías de Chacororé-Sinhá Mariana. Esse estudo foi repetido durante todos os ciclos hidrológicos do Pantanal, sendo que durante o período de cheia as atividades de observação aconteceram de barco e durante a estação das secas, os pesquisadores caminharam pelas bordas do lago. Os pesquisadores calcularam o índice de Shannon e puderam constatar que, durante a fase de vazante o número de espécies encontradas foi vinte e três vezes maior do que na fase de

O estudo mais abrangente foi desenvolvido por Nunes, Albernaz-Silveira e Da-Silva (2012), que durante três anos de monitoramento (2000-2002) registraram 186 espécies de aves, pertencentes a 21 ordens e 59 famílias. Este trabalho destacou a Tyrannidae como a família mais diversa (18 espécies), seguida por Ardeidae (12 espécies) e Accipitridae (8 espécies). A análise das guildas tróficas revelou predominância de insetívoros (32% das espécies) e piscívoros (15%), padrão típico de áreas úmidas.

Complementando esses achados, Nunes et al. (2020) investigaram especificamente as variações sazonais em uma lagoa temporária associada à Baía Sinhá Mariana. Seus resultados demonstraram que o período de vazante apresentou a maior riqueza (30 espécies) e abundância (936 indivíduos) de aves aquáticas, contrastando marcadamente com os valores observados durante a cheia (10 espécies, 40 indivíduos). Espécies como Phalacrocorax brasilianus e Ardea alba foram registradas em todos os períodos hidrológicos, enquanto outras mostraram forte sazonalidade em sua ocorrência.

Completando esses achados, Do Vale et.al (2021) verificou a abundância e a riqueza de espécies de aves presentes no leito do Rio Mutum, observando em três pontos diferentes 283 indivíduos de 23 espécies, distribuídas em 14 famílias. A espécie mais abundante encontrada pelos autores foi a Pygochelidon cyanoleuca, com 88 indivíduos observados.

Em conjunto, esses estudos evidenciam que o complexo Chacororé-Sinhá Mariana abriga uma avifauna diversificada, com composição e abundância significativamente influenciadas pelo ciclo hidrológico. O período de vazante emerge como o mais favorável para a avifauna, particularmente para as espécies aquáticas, devido à maior disponibilidade de habitats e recursos alimentares. Os dados também ressaltam a importância de se considerar toda a variação sazonal em estudos ecológicos nesta região, já que diferentes períodos hidrológicos sustentam assembleias distintas de aves.

Em revisão na literatura disponível nas bases de dados consultadas, foram encontradas 204 espécies, pertencentes a 57 Famílias (Tabela 01). É importante ressaltar que oito espécies foram descritas como presente na região exclusivamente no trabalho realizado por Nunes, Albernaz-Silveira e Da-Silva (2012) como etnoespécies, como é o caso de Penelope ochrogaster, Patagioenas speciosa, Campephilus melanoleucos, Pionus maximiliani, Anodorhynchus hyacinthinus, Primolius maracanã, Ara chloropterus, Sporophila angolensis, assim, existe a necessidade de confirmação de ocorrência através de registro fotográfico, ou registro de vocalização.

Tabela 01 – Espécies de aves registradas na região do complexo de Baías de Chacororé e Sinhá Mariana, Pantanal Mato-grossense. (continua)

Ordem

Família

Espécie

Nome em Português

Pinto (1949)

Castilho et.al. (2003)

Xavier et.al. (2003)

Da-Silva, Nunes e Volpe (2006)

Nunes, Albernaz-Silveira e Da-Silva (2012)

Nunes, Da-Silva, Castrilon e Sander (2020)

Do-Vale, Souza, Donida e Moura 2021)

Rheiformes Forbes, 1884

Rheidae Bonaparte, 1849

Rhea americana (Linnaeus, 1758)

ema

 

 

 

 

X

 

 

Tinamiformes Huxley, 1872

Tinamidae Gray, 1840

Crypturellus undulatus (Temminck, 1815)

Jaó

X

 

 

 

X

 

 

Crypturellus parvirostris (Wagler, 1827)

inhambu-chororó

 

 

 

 

X

 

 

Crypturellus tataupa (Temminck, 1815)

inhambu-chintã

 

 

 

 

X

 

 

Rhynchotus rufescens (Temminck, 1815)

perdiz

 

 

 

 

X

 

 

Anhimidae Stejneger, 1885

Anhima cornuta (Linnaeus, 1766)

anhuma

X

 

 

 

 

 

 

Chauna torquata (Oken, 1816)

tachã

X

 

 

X

X

X

 

Anatidae Leach, 1820

Dendrocygna bicolor (Vieillot, 1816)

marreca-caneleira

 

 

 

X

X

X

 

Dendrocygna viduata (Linnaeus, 1766)

irerê

 

 

 

X

X

X

 

Dendrocygna autumnalis (Linnaeus, 1758)

marreca-cabocla

 

 

 

X

X

X

 

Cairina moschata (Linnaeus, 1758)

pato-do-mato

 

 

 

X

X

X

 

Amazonetta brasiliensis (Gmelin, 1789)

marreca-ananaí

 

 

 

X

X

X

 

Galliformes Linnaeus, 1758

Cracidae Rafinesque, 1815

Penelope ochrogaster Pelzeln, 1870

jacu-de-barriga-castanha

 

 

 

 

X

 

 

Aburria cumanensis (Jacquin, 1784)

jacutinga-de-garganta-azul

 

 

 

 

X

 

 

Ortalis canicollis (Wagler, 1830)

aracuã-do-pantanal

 

 

 

 

X

 

 

Crax fasciolata Spix, 1825

mutum-de-penacho

X

 

 

 

X

 

 

Podicipediformes Fürbringer, 1888

Podicipedidae Bonaparte, 1831

Tachybaptus dominicus (Linnaeus, 1766)

mergulhão-pequeno

 

 

 

 

X

 

 

Columbiformes Latham, 1790

Columbidae Leach, 1820

Patagioenas speciosa (Gmelin, 1789)

pomba-trocal

 

 

 

 

X

 

 

Patagioenas picazuro (Temminck, 1813)

pomba-asa-branca

X

 

 

 

 

 

 

Patagioenas cayennensis (Bonnaterre, 1792)

pomba-galega

 

 

 

 

X

 

 

Leptotila rufaxilla (Richard & Bernard, 1792)

juriti-de-testa-branca

 

 

 

 

X

 

 

Claravis pretiosa (Ferrari-Perez, 1886)

pararu-azul

 

 

 

 

X

 

 

Columbina minuta (Linnaeus, 1766)

rolinha-de-asa-canela

 

 

 

 

X

 

 

Columbina talpacoti (Temminck, 1811)

rolinha-roxa

 

 

 

 

X

 

X

Columbina squammata (Lesson, 1831)

rolinha-fogo-apagou

 

 

 

 

X

 

 

Columbina picui (Temminck, 1813)

rolinha-picuí

 

 

 

 

X

 

 

Cuculiformes Wagler, 1830

Cuculidae Leach, 1820

Guira guira (Gmelin, 1788)

anu-branco

 

 

 

 

x

 

 

Crotophaga major Gmelin, 1788

anu-coroca

 

 

 

 

x

 

 

Crotophaga ani Linnaeus, 1758

anu-preto

 

 

 

 

x

 

X

Piaya cayana (Linnaeus, 1766)

alma-de-gato

 

 

 

 

x

 

 

Nyctibiiformes Yuri, Kimball, Harshman, Bowie, Braun, Chojnowski, Hackett, Huddleston, Moore, Reddy, Sheldon, Steadman, Witt & Braun, 2013

Nyctibiidae Chenu & Des Murs, 1851

Nyctibius grandis (Gmelin, 1789)

urutau-pardo

 

 

 

 

X

 

 

Nyctibius griseus (Gmelin, 1789)

urutau

 

 

 

 

X

 

 

Caprimulgiformes Ridgway, 1881

Caprimulgidae Vigors, 1825

Nyctidromus albicollis (Gmelin, 1789)

bacurau

 

 

 

 

x

 

 

bacurau-chintã

bacurau-chintã

 

 

 

 

X

 

 

Nannochordeiles pusillus (Gould, 1861)

bacurauzinho

 

 

 

 

x

 

 

Podager nacunda (Vieillot, 1817)

corucão

 

 

 

 

x

 

 

Apodiformes Peters, 1940

Trochilidae Vigors, 1825

Phaethornis pretrei (Lesson & Delattre, 1839)

rabo-branco-acanelado

 

 

 

 

x

 

 

Anthracothorax nigricollis (Vieillot, 1817)

beija-flor-de-veste-preta

 

 

 

 

x

 

 

Chlorostilbon lucidus (Shaw, 1812)

besourinho-de-bico-vermelho

 

 

 

 

X

 

 

Eupetomena macroura (Gmelin, 1788)

beija-flor-tesoura

 

 

 

 

x

 

 

Chionomesa fimbriata (Gmelin, 1788)

beija-flor-de-garganta-verde

 

 

 

 

x

 

 

Hylocharis chrysura (Shaw, 1812)

beija-flor-dourado

 

 

 

 

X

 

 

Gruiformes Bonaparte, 1854

Aramidae Bonaparte, 1852

Aramus guarauna (Linnaeus, 1766)

carão

 

 

 

X

X

X

 

Rallidae Rafinesque, 1815

Aramides cajaneus (Statius Muller, 1776)

saracura-três-potes

 

 

 

X

 

X

 

Heliornithidae Gray, 1840

Heliornis fulica (Boddaert, 1783)

picaparra

 

 

 

 

X

 

 

Charadriiformes Huxley, 1867

Charadriidae Leach, 1820

Vanellus cayanus (Latham, 1790)

mexeriqueira

 

 

 

 

X

 

 

Vanellus chilensis (Molina, 1782)

quero-quero

 

 

 

X

X

X

 

Charadrius collaris Vieillot, 1818

batuíra-de-coleira

 

 

 

X

X

X

 

Recurvirostridae Bonaparte, 1831

Himantopus melanurus Vieillot, 1817

pernilongo-de-costas-brancas

 

 

 

X

X

X

 

Scolopacidae Rafinesque, 1815

Tringa solitaria Wilson, 1813

maçarico-solitário

 

 

 

 

X

 

 

Jacanidae Chenu & Des Murs, 1854

Jacana jacana (Linnaeus, 1766)

jaçanã

 

 

 

X

X

X

 

Laridae Rafinesque, 1815

Rynchops niger Linnaeus, 1758

talha-mar

 

 

 

X

X

X

 

Sternula superciliaris (Vieillot, 1819)

trinta-réis-pequeno

 

X

 

X

X

X

 

Phaetusa simplex (Gmelin, 1789)

trinta-réis-grande

 

X

 

X

X

X

X

Eurypygiformes Fürbringer, 1888

Eurypygidae Selby, 1840

Eurypyga helias (Pallas, 1781)

pavãozinho-do-pará

 

 

 

 

X

 

 

Ciconiiformes Bonaparte, 1854

Ciconiidae Sundevall, 1836

Ciconia maguari (Gmelin, 1789)

maguari

 

 

 

 

X

 

 

Jabiru mycteria (Lichtenstein, 1819)

tuiuiú

X

 

 

X

X

X

 

Mycteria americana Linnaeus, 1758

cabeça-seca

X

 

 

X

X

X

 

Suliformes Sharpe, 1891

Anhingidae Reichenbach, 1849

Anhinga anhinga (Linnaeus, 1766)

biguatinga

X

 

 

X

X

X

 

Phalacrocoracidae Reichenbach, 1849

Nannopterum brasilianum (Gmelin, 1789)

biguá

X

X

 

X

X

X

X

Pelecaniformes Sharpe, 1891

Ardeidae Leach, 1820

Tigrisoma lineatum (Boddaert, 1783)

socó-boi

 

 

 

 

X

 

X

Cochlearius cochlearius (Linnaeus, 1766)

arapapá

X

 

 

 

X

 

 

Botaurus pinnatus (Wagler, 1829)

socó-boi-baio

 

 

 

X

X

X

 

Nycticorax nycticorax (Linnaeus, 1758)

socó-dorminhoco

X

 

 

X

X

X

 

Butorides striata (Linnaeus, 1758)

socozinho

 

 

 

X

X

X

 

Bubulcus ibis (Linnaeus, 1758)

garça-vaqueira

 

 

 

 

X

 

 

Ardea cocoi Linnaeus, 1766

garça-moura

 

 

 

X

X

X

X

Ardea alba Linnaeus, 1758

garça-branca-grande

 

X

 

X

X

X

X

Syrigma sibilatrix (Temminck, 1824)

maria-faceira

 

 

 

 

X

 

 

Pilherodius pileatus (Boddaert, 1783)

garça-real

 

 

 

 

X

 

 

Egretta thula (Molina, 1782)

garça-branca-pequena

 

 

 

X

X

X

 

Egretta caerulea (Linnaeus, 1758)

garça-azul

 

 

 

 

X

 

 

Threskiornithidae Poche, 1904

Mesembrinibis cayennensis (Gmelin, 1789)

coró-coró

 

 

 

X

X

X

 

Phimosus infuscatus (Lichtenstein, 1823)

tapicuru

X

 

 

X

X

X

 

Theristicus caerulescens (Vieillot, 1817)

curicaca-real

X

 

 

 

X

 

 

Theristicus caudatus (Boddaert, 1783)

curicaca

X

 

 

X

X

X

 

Platalea ajaja Linnaeus, 1758

colhereiro

X

 

 

X

X

X

 

Cathartiformes Seebohm, 1890

Cathartidae Lafresnaye, 1839

Sarcoramphus papa (Linnaeus, 1758)

urubu-rei

 

 

 

 

X

 

 

Coragyps atratus (Bechstein, 1793)

urubu-preto

 

 

 

 

X

 

X

Cathartes aura (Linnaeus, 1758)

urubu-de-cabeça-vermelha

 

 

 

 

X

 

 

Cathartes burrovianus Cassin, 1845

urubu-de-cabeça-amarela

 

 

 

 

X

 

 

Accipitriformes Bonaparte, 1831

Pandionidae Bonaparte, 1854

Pandion haliaetus (Linnaeus, 1758)

águia-pescadora

 

 

 

 

X

 

 

Accipitridae Vigors, 1824

Gampsonyx swainsonii Vigors, 1825

gaviãozinho

 

 

 

 

X

 

 

Elanus leucurus (Vieillot, 1818)

gavião-peneira

 

 

 

 

X

 

 

Elanoides forficatus (Linnaeus, 1758)

gavião-tesoura

 

 

 

 

X

 

 

Busarellus nigricollis (Latham, 1790)

gavião-belo

 

 

 

X

X

X

 

Rostrhamus sociabilis (Vieillot, 1817)

gavião-caramujeiro

 

 

 

X

X

X

 

Heterospizias meridionalis (Latham, 1790)

gavião-caboclo

 

 

 

 

X

 

 

Urubitinga urubitinga (Gmelin, 1788)

gavião-preto

X

 

 

 

X

 

 

Rupornis magnirostris (Gmelin, 1788)

gavião-carijó

 

 

 

 

X

 

 

Strigiformes Wagler, 1830

Strigidae Leach, 1820

Bubo virginianus (Gmelin, 1788)

jacurutu

 

 

 

 

X

 

 

Glaucidium brasilianum (Gmelin, 1788)

caburé

 

 

 

 

X

 

 

Athene cunicularia (Molina, 1782)

coruja-buraqueira

 

 

 

 

X

 

 

Trogoniformes A. O. U., 1886

Trogonidae Lesson, 1828

Trogon curucui Linnaeus, 1766

surucuá-de-barriga-vermelha

 

 

 

 

X

 

 

Coraciiformes Forbes, 1844

Alcedinidae Rafinesque, 1815

Megaceryle torquata (Linnaeus, 1766)

martim-pescador-grande

X

 

 

X

X

X

 

Chloroceryle amazona (Latham, 1790)

martim-pescador-verde

 

 

 

X

X

X

X

Chloroceryle aenea (Pallas, 1764)

martim-pescador-miúdo

 

 

X

 

X

 

 

Chloroceryle americana (Gmelin, 1788)

martim-pescador-pequeno

 

 

 

X

X

X

 

Chloroceryle inda (Linnaeus, 1766)

martim-pescador-da-mata

 

 

x

 

X

 

 

Galbuliformes Fürbringer, 1888

Galbulidae Vigors, 1825

Galbula ruficauda Cuvier, 1816

ariramba-de-cauda-ruiva

 

 

 

 

X

 

 

Bucconidae Horsfield, 1821

Monasa nigrifrons (Spix, 1824)

chora-chuva-preto

 

 

 

 

X

 

X

Piciformes Meyer & Wolf, 1810

Ramphastidae Vigors, 1825

Ramphastos toco Statius Muller, 1776

tucanuçu

 

 

 

 

X

 

X

Pteroglossus castanotis Gould, 1834

araçari-castanho

 

 

 

 

X

 

 

Picidae Leach, 1820

Picumnus albosquamatus d'Orbigny, 1840

picapauzinho-escamoso

 

 

 

 

X

 

 

Melanerpes candidus (Otto, 1796)

pica-pau-branco

 

 

 

 

x

 

 

Veniliornis passerinus (Linnaeus, 1766)

pica-pau-pequeno

 

 

 

 

x

 

 

Campephilus melanoleucos (Gmelin, 1788)

pica-pau-de-topete-vermelho

 

 

 

 

x

 

 

Colaptes campestris (Vieillot, 1818)

pica-pau-do-campo

 

 

 

 

x

 

 

Cariamiformes Fürbringer, 1888

Cariamidae Bonaparte, 1850

Cariama cristata (Linnaeus, 1766)

seriema

 

 

 

 

X

 

 

Falconiformes Bonaparte, 1831

Falconidae Leach, 1820

Herpetotheres cachinnans (Linnaeus, 1758)

acauã

 

 

 

 

X

 

 

Micrastur semitorquatus (Vieillot, 1817)

falcão-caburé

 

 

 

 

X

 

 

Caracara plancus (Miller, 1777)

carcará

 

 

 

 

X

 

 

Milvago chimachima (Vieillot, 1816)

carrapateiro

 

 

 

 

X

 

 

Falco sparverius Linnaeus, 1758

quiriquiri

 

 

 

 

X

 

 

Falco rufigularis Daudin, 1800

cauré

 

 

 

 

X

 

 

Psittaciformes Wagler, 1830

Psittacidae Rafinesque, 1815

Myiopsitta monachus (Boddaert, 1783)

caturrita

 

 

 

 

X

 

 

Brotogeris versicolurus (Statius Muller, 1776)

periquito-da-campina

 

 

 

 

 

 

X

Brotogeris chiriri (Vieillot, 1818)

periquito-de-encontro-amarelo

 

 

 

 

X

 

 

Pionus maximiliani (Kuhl, 1820)

maitaca-verde

 

 

 

 

X

 

 

Alipiopsitta xanthops (Spix, 1824)

papagaio-galego

 

 

 

 

X

 

 

Amazona aestiva (Linnaeus, 1758)

papagaio-verdadeiro

X

 

 

 

X

 

 

Anodorhynchus hyacinthinus (Latham, 1790)

arara-azul

 

 

 

 

X

 

 

Eupsittula aurea (Gmelin, 1788)

periquito-rei

 

 

 

 

X

 

 

Primolius maracana (Vieillot, 1816)

maracanã

 

 

 

 

X

 

 

Primolius auricollis (Cassin, 1853)

maracanã-de-colar

X

 

 

 

 

 

 

Ara ararauna (Linnaeus, 1758)

arara-canindé

X

 

 

 

X

 

X

Ara chloropterus Gray, 1859

arara-vermelha

 

 

 

 

X

 

 

Diopsittaca nobilis (Linnaeus, 1758)

maracanã-pequena

 

 

 

 

X

 

 

Passeriformes Linnaeus, 1758

Thamnophilidae Swainson, 1824

Thamnophilus doliatus (Linnaeus, 1764)

choca-barrada

 

 

 

 

x

 

 

Taraba major (Vieillot, 1816)

choró-boi

 

 

 

 

x

 

 

Dendrocolaptidae Gray, 1840

Campylorhamphus trochilirostris (Lichtenstein, 1820)

arapaçu-beija-flor

 

 

 

 

X

 

 

Furnariidae Gray, 1840

Furnarius leucopus Swainson, 1838

casaca-de-couro-amarelo

 

 

 

 

X

 

X

Furnarius rufus (Gmelin, 1788)

joão-de-barro

 

 

 

 

X

 

X

Phacellodomus rufifrons (Wied, 1821)

joão-de-pau

 

 

 

 

X

 

 

Phacellodomus ruber (Vieillot, 1817)

graveteiro

 

 

 

 

X

 

 

Cranioleuca vulpina (Pelzeln, 1856)

arredio-do-rio

 

 

X

 

 

 

 

Synallaxis albilora Pelzeln, 1856

joão-do-pantanal

 

 

 

 

X

 

 

Pipridae Rafinesque, 1815

Antilophia galeata (Lichtenstein, 1823)

soldadinho

 

 

 

 

X

 

 

Tityridae Gray, 1840

Pachyramphus polychopterus (Vieillot, 1818)

caneleiro-preto

 

 

 

 

X

 

 

Pachyramphus validus (Lichtenstein, 1823)

caneleiro-de-chapéu-preto

 

 

 

 

X

 

 

Rhynchocyclidae Berlepsch, 1907

Todirostrum cinereum (Linnaeus, 1766)

ferreirinho-relógio

 

 

 

 

X

 

 

Tyrannidae Vigors, 1825

Elaenia cristata Pelzeln, 1868

guaracava-de-topete-uniforme

 

 

 

 

X

 

 

Myiarchus ferox (Gmelin, 1789)

maria-cavaleira

 

 

 

 

X

 

 

Sirystes sibilator (Vieillot, 1818)

gritador

 

 

 

 

X

 

 

Pitangus sulphuratus (Linnaeus, 1766)

bem-te-vi

 

 

 

 

X

 

X

Philohydor lictor (Lichtenstein, 1823)

bentevizinho-do-brejo

 

 

 

 

X

 

 

Machetornis rixosa (Vieillot, 1819)

suiriri-cavaleiro

 

 

 

 

X

 

 

Myiodynastes maculatus (Statius Muller, 1776)

bem-te-vi-rajado

 

 

 

 

X

 

 

Megarynchus pitangua (Linnaeus, 1766)

neinei

 

 

 

 

X

 

 

Myiozetetes cayanensis (Linnaeus, 1766)

bentevizinho-de-asa-ferrugínea

 

 

 

 

X

 

 

Myiozetetes similis (Spix, 1825)

bentevizinho-de-penacho-vermelho

 

 

 

 

X

 

 

Tyrannus melancholicus Vieillot, 1819

suiriri

 

 

 

 

X

 

 

Tyrannus savana Daudin, 1802

tesourinha

 

 

 

 

X

 

 

Empidonomus varius (Vieillot, 1818)

peitica

 

 

 

 

X

 

 

Fluvicola pica (Boddaert, 1783)

lavadeira-do-norte

 

 

 

 

X

 

 

Pyrocephalus rubinus (Boddaert, 1783)

príncipe

X

 

 

 

X

 

 

Nengetus cinereus (Vieillot, 1816)

primavera

 

 

 

 

X

 

 

Corvidae Leach, 1820

Cyanocorax cyanomelas (Vieillot, 1818)

gralha-do-pantanal

 

 

 

 

X

 

 

Hirundinidae Rafinesque, 1815

Pygochelidon cyanoleuca (Vieillot, 1817)

andorinha-pequena-de-casa

 

 

 

 

 

 

X

Stelgidopteryx ruficollis (Vieillot, 1817)

andorinha-serradora

 

 

 

 

X

 

 

Progne chalybea (Gmelin, 1789)

andorinha-grande

 

 

 

 

X

 

 

Tachycineta albiventer (Boddaert, 1783)

andorinha-do-rio

 

 

 

 

X

 

X

Troglodytidae Swainson, 1831

Campylorhynchus turdinus (Wied, 1831)

catatau

 

 

 

 

X

 

 

Pheugopedius genibarbis (Swainson, 1838)

garrinchão-pai-avô

 

 

 

 

X

 

 

Donacobiidae Aleixo & Pacheco, 2006

Donacobius atricapilla (Linnaeus, 1766)

japacanim

 

 

 

X

X

X

 

Turdidae Rafinesque, 1815

Turdus rufiventris Vieillot, 1818

sabiá-laranjeira

 

 

 

 

X

 

 

Turdus amaurochalinus Cabanis, 1850

sabiá-poca

 

 

 

 

X

 

 

Mimidae Bonaparte, 1853

Mimus saturninus (Lichtenstein, 1823)

sabiá-do-campo

 

 

 

 

X

 

 

Passeridae Rafinesque, 1815

Passer domesticus (Linnaeus, 1758)

pardal

 

 

 

 

X

 

 

Motacillidae Horsfield, 1821

Anthus chii Vieillot, 1818

caminheiro-zumbidor

 

 

 

 

X

 

 

Fringillidae Leach, 1820

Euphonia chlorotica (Linnaeus, 1766)

fim-fim

 

 

 

 

X

 

 

Icteridae Vigors, 1825

Psarocolius decumanus (Pallas, 1769)

japu

 

 

 

 

X

 

 

Cacicus solitarius (Vieillot, 1816)

iraúna-de-bico-branco

 

 

 

 

X

 

 

Cacicus cela (Linnaeus, 1758)

xexéu

 

 

 

 

X

 

 

Icterus croconotus (Wagler, 1829)

joão-pinto

 

 

 

 

X

 

 

Icterus pyrrhopterus (Vieillot, 1819)

encontro

 

 

 

 

X

 

 

Gnorimopsar chopi (Vieillot, 1819)

pássaro-preto

 

 

 

 

X

 

 

Agelaioides badius (Vieillot, 1819)

asa-de-telha

 

 

 

 

X

 

 

Agelasticus cyanopus (Vieillot, 1819)

carretão-do-oeste

 

 

 

 

 

 

X

Parulidae Wetmore, Friedmann, Lincoln, Miller, Peters, van Rossem, Van Tyne & Zimmer, 1947

Myiothlypis flaveola Baird, 1865

canário-do-mato

 

 

 

 

X

 

 

Thraupidae Cabanis, 1847

Saltator coerulescens Vieillot, 1817

trinca-ferro-gongá

 

 

 

 

X

 

 

Coereba flaveola (Linnaeus, 1758)

cambacica

 

 

 

 

X

 

 

Volatinia jacarina (Linnaeus, 1766)

tiziu

 

 

 

 

X

 

 

Coryphospingus cucullatus (Statius Muller, 1776)

tico-tico-rei

 

 

 

 

X

 

 

Ramphocelus carbo (Pallas, 1764)

pipira-vermelha

 

 

 

 

X

 

 

Sporophila collaris (Boddaert, 1783)

coleiro-do-brejo

 

 

 

 

X

 

 

Sporophila caerulescens (Vieillot, 1823)

coleirinho

 

 

 

 

X

 

 

Sporophila angolensis (Linnaeus, 1766)

curió

 

 

 

 

X

 

 

Sicalis flaveola (Linnaeus, 1766)

canário-da-terra

X

 

 

 

X

 

 

Paroaria coronata (Miller, 1776)

cardeal

 

 

 

 

X

 

 

Paroaria dominicana (Linnaeus, 1758)

cardeal-do-nordeste

 

 

 

 

 

 

X

Paroaria capitata (d'Orbigny & Lafresnaye, 1837)

cavalaria

X

 

X

 

X

 

 

Thraupis sayaca (Linnaeus, 1766)

sanhaço-cinzento

 

 

 

 

X

 

 

Thraupis palmarum (Wied, 1821)

sanhaço-do-coqueiro

 

 

 

 

X

 

 

Stilpnia cayana (Linnaeus, 1766)

saíra-amarela

 

 

 

 

 

 

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Esta análise da literatura evidenciou a importância do Sistemas de Baías Chacororé e Sinhá Mariana para diversidade de aves que habitam o Pantanal mato-grossense. Os trabalhos examinados mostram que a área abriga uma avifauna exuberante, incluindo espécies icônicas como o tuiuiú (Jabiru mycteria) e o cabeça-seca (Mycteria americana), além de aves migratórias e nativas, confirmando seu papel como um local essencial para alimentação, reprodução e abrigo (Nunes et al., 2012; Da Silva et al., 2006). O comportamento das águas, principalmente o Pulso de inundação, demonstrou ser um fator chave na organização e quantidade de aves, com maior diversidade observada durante a seca, quando a oferta de locais e recursos alimentares é máxima (Nunes et al., 2020; Xavier et al., 2003).

A ligação entre as baías, rios e canais menores surge como um aspecto fundamental para a manutenção da vida selvagem, possibilitando o movimento das espécies e a estabilidade de grupos alimentares, como os que se alimentam de peixes e insetos, que dependem diretamente das mudanças sazonais (Da Silva et al., 2006; Nunes et al., 2012). Contudo, apesar de sua importância para o meio ambiente, a região enfrenta ameaças cada vez maiores, como alterações no regime das águas devido a barragens, expansão da agricultura e pecuária e os efeitos das mudanças climáticas, que podem colocar em risco a capacidade de recuperação deste ecossistema único (Da Silva, Figueiredo e Vacchiano, 2021; Junk, 2017). Além disso, ainda existem lacunas no conhecimento, como a falta de estudos de longo prazo e a necessidade de confirmação de registros para espécies como Penelope ochrogaster, Patagioenas speciosa, Campephilus melanoleucos, Pionus maximiliani, Anodorhynchus hyacinthinus, Primolius maracanã, Ara chloropterus, Sporophila angolensis, mencionadas apenas como etnoespécies (Nunes et al., 2012).

Considerando esses desafios, sugere-se a implementação de programas contínuos de acompanhamento, que abranjam todos os períodos hidrológicos de cheias e secas e utilizem métodos inovadores, como bioacústica, registro fotográfico e sensoriamento remoto, para complementar os censos tradicionais. A união desses dados é fundamental para criar políticas de preservação que mantenham a ligação do sistema e reduzam os impactos das atividades humanas. Esta análise não só resume o conhecimento existente, mas também destaca a urgência de ações conjuntas para proteger o complexo Chacororé-Sinhá Mariana, garantindo sua função ecológica e cultural diante das pressões causadas pelo homem e pelas mudanças climáticas. A continuidade das pesquisas nesta área será essencial para entender os efeitos dessas mudanças e garantir a perpetuação deste patrimônio natural, cuja importância vai além das fronteiras locais, refletindo-se na conservação do Pantanal como um todo.

AGRADECIMENTOS

Agradecemos ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) pela bolsa de produtividade em pesquisa, como parte do PELD/DARP – Programa de Pesquisas Ecológicas de Longa Duração/Dinâmica do Pulso de Inundação no Sistema Sociocultural e Ecológico do Rio Paraguai no Contexto da Reserva da Biosfera do Pantanal, Mato Grosso, Brasil (contribuição nº 66). Somos gratos à Universidade do Estado de Mato Grosso, ao Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais e ao Centro de Pesquisa do Pantanal em Limnologia, Biodiversidade e Etnobiologia. Financiamento do CNPq Processo nº 23034.022102/2021-27 e FAPEMAT nº 0152640/2021.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALVARES, C. A. et al. Köppen’s climate classification map for Brazil. Meteorologische Zeitschrift, v. 22, n. 6, p. 711-728, 2013. Disponível em: https://www.schweizerbart.de/papers/metz/detail/22/82078/Koppen_s_climate_classification_map_for_Brazil

BRAZ, Adalto Moreira et al. A estrutura fundiária do pantanal brasileiro. Finisterra, v. 55, n. 113, p. 157-174, 2020. Disponível em: https://revistas.rcaap.pt/finisterra/article/view/18323

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