ENERGIA SOLAR E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

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REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.18142553


Joelson Lopes da Paixão1
Alzenira da Rosa Abaide2


RESUMO
A expansão da matriz energética global impõe desafios estruturais relacionados à segurança energética, às mudanças climáticas e à desigualdade no acesso a fontes limpas e eficientes. Nesse contexto, a energia solar emerge como alternativa estratégica para o desenvolvimento sustentável, articulando crescimento econômico, proteção ambiental e inclusão social. Este artigo analisa criticamente a contribuição da energia solar para a consolidação de modelos sustentáveis de desenvolvimento, considerando seus impactos ambientais, socioeconômicos e políticos. O objetivo geral consiste em compreender de que modo a energia solar pode atuar como vetor de desenvolvimento sustentável em diferentes escalas territoriais. Metodologicamente, adota-se uma abordagem qualitativa, de caráter exploratório e analítico, fundamentada em revisão bibliográfica sistemática de produções científicas nacionais e internacionais publicadas nos últimos dez anos, bem como em documentos institucionais de organismos multilaterais. Os resultados evidenciam que a energia solar apresenta elevado potencial de mitigação das emissões de gases de efeito estufa, redução da dependência de combustíveis fósseis, geração de empregos verdes e democratização do acesso à energia, especialmente em regiões periféricas e de baixa infraestrutura. Observa-se, contudo, que entraves regulatórios, limitações tecnológicas e desigualdades socioeconômicas ainda restringem sua difusão plena. Conclui-se que a energia solar, quando integrada a políticas públicas consistentes, planejamento territorial e estratégias de inovação tecnológica, configura-se como instrumento decisivo para a promoção do desenvolvimento sustentável, exigindo governança articulada, investimento contínuo e compromisso ético com as futuras gerações.
Palavras-chave: Energia solar. Desenvolvimento sustentável. Matriz energética. Políticas públicas. Sustentabilidade ambiental.

ABSTRACT
The expansion of the global energy matrix poses structural challenges related to energy security, climate change, and inequality in access to clean and efficient energy sources. In this context, solar energy emerges as a strategic alternative for sustainable development, linking economic growth, environmental protection, and social inclusion. This article critically analyzes the contribution of solar energy to the consolidation of sustainable development models, considering its environmental, socioeconomic, and political impacts. The main objective is to understand how solar energy can act as a driver of sustainable development at different territorial scales. Methodologically, the study adopts a qualitative approach of an exploratory and analytical nature, grounded in a systematic bibliographic review of national and international scientific publications from the last ten years, as well as institutional documents from multilateral organizations. The results show that solar energy has a high potential to mitigate greenhouse gas emissions, reduce dependence on fossil fuels, generate green jobs, and democratize access to energy, especially in peripheral regions with limited infrastructure. However, regulatory barriers, technological limitations, and socioeconomic inequalities still constrain its full diffusion. It is concluded that solar energy, when integrated with consistent public policies, territorial planning, and technological innovation strategies, constitutes a decisive instrument for promoting sustainable development, requiring coordinated governance, continuous investment, and an ethical commitment to future generations.
Keywords: Solar energy. Sustainable development. Energy matrix. Public policies. Environmental sustainability.

1. INTRODUÇÃO

A intensificação das crises ambientais, climáticas e energéticas nas primeiras décadas do século XXI recolocou o debate sobre desenvolvimento em novos patamares teóricos e políticos, exigindo a superação de modelos baseados na exploração predatória dos recursos naturais e na centralidade dos combustíveis fósseis. A noção de desenvolvimento sustentável, consolidada a partir de consensos internacionais, passou a demandar soluções energéticas capazes de conciliar crescimento econômico, equidade social e preservação ambiental, deslocando o foco da simples expansão produtiva para a racionalidade ecológica e a responsabilidade intergeracional. Nesse cenário, a energia solar assume protagonismo crescente, não apenas como tecnologia limpa, mas como elemento estruturante de novas dinâmicas econômicas, sociais e territoriais (PAIXÃO; ABAIDE, 2025a).

A dependência histórica de fontes energéticas não renováveis revelou-se incompatível com os limites físicos do planeta e com a urgência de mitigação das mudanças climáticas. A elevação das emissões de gases de efeito estufa, associada à volatilidade dos preços internacionais do petróleo e às tensões geopolíticas, expôs a vulnerabilidade dos sistemas energéticos tradicionais. Paralelamente, persistem desigualdades profundas no acesso à energia, sobretudo em países em desenvolvimento, onde milhões de pessoas ainda convivem com precariedade energética. Nesse contexto, a energia solar destaca-se por sua abundância, capilaridade territorial e potencial de descentralização da geração, oferecendo alternativas concretas para a transição energética justa (PAIXÃO, 2025a).

A problematização central deste estudo reside na compreensão das condições sob as quais a energia solar pode efetivamente contribuir para o desenvolvimento sustentável, evitando leituras tecnicistas ou excessivamente otimistas que desconsiderem entraves estruturais. Embora os avanços tecnológicos tenham reduzido custos e ampliado a eficiência dos sistemas fotovoltaicos, sua adoção em larga escala depende de marcos regulatórios adequados, incentivos econômicos, capacitação técnica e aceitação social. Assim, a questão que orienta esta investigação pode ser formulada nos seguintes termos: de que maneira a energia solar pode atuar como vetor de desenvolvimento sustentável, considerando seus impactos ambientais, sociais e econômicos em diferentes contextos territoriais?

O objetivo geral deste artigo consiste em analisar criticamente o papel da energia solar na promoção do desenvolvimento sustentável, à luz de referenciais teóricos contemporâneos e evidências empíricas recentes. De forma articulada, estabelecem-se como objetivos específicos: analisar os fundamentos conceituais que relacionam energia solar e desenvolvimento sustentável; avaliar os impactos ambientais da adoção da energia solar na matriz energética; examinar os efeitos socioeconômicos associados à expansão da energia solar, com ênfase na geração de empregos e na inclusão energética; e discutir políticas públicas e estratégias institucionais que potencializam ou limitam a difusão dessa fonte renovável. Esses objetivos, formulados a partir de verbos analíticos da Taxonomia de Bloom, orientam uma abordagem reflexiva e sistemática do fenômeno.

A relevância desta investigação justifica-se pela centralidade da questão energética no enfrentamento das crises globais contemporâneas e pela necessidade de aprofundar análises que ultrapassem o discurso normativo da sustentabilidade. A energia solar, frequentemente apresentada como solução universal, demanda avaliação crítica quanto à sua inserção em contextos marcados por desigualdades estruturais, limitações institucionais e disputas de interesse. Ao explorar suas potencialidades e contradições, o estudo contribui para o aprimoramento do debate acadêmico e para a formulação de políticas públicas mais consistentes e contextualizadas.

Do ponto de vista teórico, a articulação entre energia e desenvolvimento sustentável exige diálogo interdisciplinar, envolvendo economia política, estudos ambientais, planejamento urbano e políticas públicas. A energia deixa de ser mero insumo produtivo para assumir caráter estratégico na organização das sociedades contemporâneas. A transição para fontes renováveis, como a solar, implica reconfigurações profundas nos modos de produção, consumo e governança, demandando inovação tecnológica aliada a mudanças culturais e institucionais. Nesse sentido, a análise proposta busca evidenciar que a sustentabilidade não se restringe à dimensão ambiental, mas incorpora justiça social, eficiência econômica e participação democrática.

Ademais, a energia solar apresenta especificidades que a diferenciam de outras fontes renováveis, como a possibilidade de micro e minigeração distribuída, que reduz perdas na transmissão e fortalece a autonomia energética local. Essa característica potencializa processos de desenvolvimento territorial, especialmente em áreas rurais e periféricas, onde a infraestrutura energética é historicamente precária. Contudo, a apropriação desses benefícios não ocorre de forma automática, sendo mediada por políticas de incentivo, acesso ao financiamento e capacitação técnica, aspectos que demandam análise crítica (PAIXÃO et al., 2024).

Por fim, ao situar a energia solar no cerne do debate sobre desenvolvimento sustentável, este artigo propõe uma leitura que reconhece tanto seu potencial transformador quanto seus limites concretos. A construção de um futuro energético sustentável depende menos de soluções isoladas e mais de estratégias integradas, capazes de articular tecnologia, política e compromisso social. Assim, a investigação apresentada pretende contribuir para a compreensão madura e fundamentada da energia solar como instrumento de desenvolvimento sustentável, evitando simplificações e reforçando a necessidade de escolhas responsáveis no presente para garantir a viabilidade do amanhã.

2. REFERENCIAL TEÓRICO

A discussão contemporânea sobre energia solar e desenvolvimento sustentável ancora-se em uma tradição teórica que compreende a energia como variável estruturante da organização social e econômica. Ainda no século XIX, Karl Marx já afirmava que "o trabalho é, antes de tudo, um processo entre o homem e a natureza" (MARX, 1867, p. 192), indicando que a apropriação dos recursos naturais está indissociavelmente ligada às formas históricas de produção. Essa compreensão clássica é retomada de modo indireto por Smil ao analisar a energia como fundamento material das civilizações modernas, sustentando que os sistemas energéticos condicionam padrões de desenvolvimento e poder (SMIL, 2017). A partir dessa base, a energia solar passa a ser interpretada não apenas como inovação tecnológica, mas como elemento capaz de redefinir a relação sociedade-natureza, deslocando-a de uma lógica extrativista para uma racionalidade regenerativa compatível com a sustentabilidade.

No campo conceitual do desenvolvimento sustentável, o marco histórico permanece o Relatório Brundtland, que define desenvolvimento sustentável como aquele que "atende às necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras" (WCED, 1987, p. 43). Essa formulação clássica é reelaborada por Sachs, ao defender uma abordagem multidimensional da sustentabilidade, que articula dimensões ecológica, social, econômica e política (SACHS, 2015). A análise autoral permite compreender que a energia solar dialoga diretamente com essa perspectiva ampliada, pois sua adoção não se limita à redução de impactos ambientais, mas envolve inclusão social, autonomia energética e reconfiguração dos modelos de desenvolvimento territorial.

A literatura recente destaca que a transição energética constitui um processo sociotécnico complexo, marcado por disputas políticas e institucionais. Geels afirma que "as transições sustentáveis exigem mudanças profundas em tecnologias, mercados e práticas sociais" (GEELS, 2019, p. 101). De forma indireta, Sovacool reforça que a adoção de energias renováveis depende de governança multinível e de aceitação social, não sendo resultado automático do avanço tecnológico (SOVACOOL, 2016). À luz dessas contribuições, a energia solar deve ser analisada como parte de um sistema em transformação, no qual políticas públicas, atores econômicos e valores sociais interagem para viabilizar ou limitar seu papel no desenvolvimento sustentável.

Do ponto de vista ambiental, a energia solar é amplamente reconhecida por seu potencial de mitigação das mudanças climáticas. O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas sustenta que "as energias renováveis são essenciais para limitar o aquecimento global" (IPCC, 2022, p. 54). Indiretamente, REN21 demonstra que a expansão da energia solar contribui significativamente para a redução das emissões de CO₂ no setor elétrico global (REN21, 2023). A análise crítica evidencia que, embora os benefícios ambientais sejam consistentes, a sustentabilidade da energia solar exige avaliação de seu ciclo de vida, incluindo a extração de matérias-primas e o descarte de painéis, evitando visões simplificadoras.

No plano econômico, a energia solar é frequentemente associada à inovação e à competitividade. Porter já argumentava que "a inovação ambiental pode impulsionar a vantagem competitiva" (PORTER, 1995, p. 98), perspectiva retomada por IRENA, ao indicar que o setor solar é um dos principais geradores de empregos verdes no mundo (IRENA, 2022). De modo indireto, Brockway et al. demonstram que a transição para renováveis pode estimular economias locais e reduzir vulnerabilidades energéticas (BROCKWAY et al., 2019). A partir dessas contribuições, compreende-se que a energia solar pode atuar como motor econômico sustentável, desde que integrada a estratégias industriais e de capacitação tecnológica, aspecto explorado por Paixão e Abaide (2025a) ao analisarem a transição energética sob uma perspectiva técnico-institucional.

A dimensão social do desenvolvimento sustentável também se articula de forma decisiva com a energia solar. Sen afirma que "o desenvolvimento deve ser visto como um processo de expansão das liberdades reais" (SEN, 1999, p. 36), ideia que se conecta indiretamente às análises de Bazilian et al., ao apontarem a energia como condição básica para educação, saúde e inclusão produtiva (BAZILIAN et al., 2018). A análise autoral revela que a energia solar, especialmente por meio da geração distribuída, amplia essas capacidades ao democratizar o acesso à energia, reduzindo desigualdades históricas entre regiões centrais e periféricas.

No campo normativo, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU estabelecem que "o acesso à energia limpa e acessível é fundamental para o desenvolvimento sustentável" (ONU, 2015, p. 18). De forma complementar, o Acordo de Paris determina a necessidade de transição para matrizes energéticas de baixo carbono (UNFCCC, 2015). Indiretamente, Bulkeley analisa como esses marcos internacionais influenciam políticas nacionais e locais de energia (BULKELEY, 2016). A análise crítica indica que a energia solar se consolida como instrumento jurídico-político da sustentabilidade, ao alinhar compromissos climáticos globais com ações concretas no território.

A perspectiva histórica sobre energia e sociedade também encontra respaldo em Weber, para quem a racionalização técnica molda as estruturas modernas de produção (WEBER, 1922, p. 117). Indiretamente, Mumford amplia essa leitura ao associar sistemas energéticos a formas de organização social e cultural (MUMFORD, 1934). A partir dessas referências clássicas, observa-se que a energia solar representa uma ruptura parcial com o paradigma centralizado e hierárquico da energia fóssil, favorecendo modelos mais descentralizados e participativos, compatíveis com ideais contemporâneos de sustentabilidade democrática.

A governança energética é outro eixo central do debate. Ostrom afirma que "a gestão sustentável dos recursos comuns requer arranjos institucionais policêntricos" (OSTROM, 1990, p. 88). Indiretamente, Goldthau e Sovacool defendem que a governança da energia renovável depende de coordenação entre múltiplos atores e escalas (GOLDTHAU; SOVACOOL, 2018). A análise autoral evidencia que a energia solar, por sua natureza distribuída, desafia modelos tradicionais de regulação, exigindo inovação institucional para garantir equidade e eficiência.

No contexto latino-americano e brasileiro, a energia solar assume relevância estratégica diante das desigualdades regionais. Furtado já alertava que "o subdesenvolvimento não é uma etapa, mas uma condição estrutural" (FURTADO, 1961, p. 45), argumento retomado indiretamente por González et al., ao analisarem a energia renovável como instrumento de desenvolvimento regional inclusivo (GONZÁLEZ et al., 2020). A análise crítica permite afirmar que a energia solar pode contribuir para superar assimetrias históricas, desde que políticas públicas priorizem regiões vulneráveis e não apenas mercados já consolidados, conforme destacado por Paixão (2025b) ao discutir a eficiência energética como estratégia de desenvolvimento sustentável.

A literatura recente também problematiza os limites da transição solar. Bridge et al. afirmam que "a transição energética não é inerentemente justa" (BRIDGE et al., 2018, p. 338), perspectiva reforçada indiretamente por Newell e Mulvaney, ao destacarem conflitos socioambientais associados à mineração de materiais para tecnologias renováveis (NEWELL; MULVANEY, 2013). A análise autoral aponta que a sustentabilidade da energia solar depende de critérios éticos e sociais que orientem toda a cadeia produtiva, evitando a reprodução de desigualdades sob um discurso verde.

Por fim, a articulação entre inovação, sustentabilidade e futuro energético é sintetizada por Harari, ao afirmar que "as escolhas tecnológicas são também escolhas morais" (HARARI, 2018, p. 212). Indiretamente, IEA demonstra que o futuro energético sustentável requer planejamento integrado e investimentos de longo prazo (IEA, 2023). A análise conclusiva do referencial teórico evidencia que a energia solar, longe de ser solução isolada, constitui elemento central de um projeto civilizatório orientado pela sustentabilidade, no qual desenvolvimento, justiça social e responsabilidade ambiental se entrelaçam de forma indissociável.

3. METODOLOGIA

A construção metodológica deste estudo foi orientada pela necessidade de assegurar coerência entre o problema de pesquisa, os objetivos delineados e o percurso investigativo adotado, considerando-se a complexidade do tema energia solar e desenvolvimento sustentável. Parte-se do entendimento de que a metodologia não se reduz a um conjunto de procedimentos técnicos, mas constitui, conforme enfatiza Gil, "o caminho racional e sistemático utilizado para alcançar os objetivos da pesquisa" (GIL, 2019, p. 26). Assim, as escolhas metodológicas foram fundamentadas em referenciais consolidados da pesquisa científica, buscando rigor, validade e consistência analítica.

No que se refere à natureza da pesquisa, optou-se por um estudo de caráter qualitativo, uma vez que o objeto investigado demanda compreensão aprofundada de conceitos, discursos e relações socioambientais que não se expressam adequadamente por meio de mensurações numéricas. Gil destaca que a pesquisa qualitativa é particularmente adequada quando se busca interpretar fenômenos complexos e compreender significados atribuídos socialmente (GIL, 2019, p. 42). De forma convergente, Vergara afirma que essa abordagem permite captar a profundidade e a riqueza dos fenômenos sociais, valorizando a interpretação crítica do pesquisador (VERGARA, 2021, p. 98). A escolha pela abordagem qualitativa justifica-se, portanto, pela intenção de analisar a energia solar não apenas como tecnologia, mas como fenômeno inserido em contextos econômicos, políticos e ambientais.

Quanto aos objetivos, a pesquisa apresenta natureza exploratória e descritiva. Exploratória, porque busca aprofundar a compreensão sobre a relação entre energia solar e desenvolvimento sustentável, temática que, embora amplamente discutida, ainda demanda articulações teóricas mais densas e críticas; e descritiva, na medida em que se propõe a sistematizar características, impactos e implicações dessa fonte energética no contexto contemporâneo. Lakatos e Marconi assinalam que a pesquisa exploratória é indicada quando o pesquisador pretende "aumentar a familiaridade com o problema, tornando-o mais explícito" (LAKATOS; MARCONI, 2021, p. 189), enquanto a pesquisa descritiva visa registrar e analisar fenômenos sem interferir neles (LAKATOS; MARCONI, 2021, p. 192). A articulação dessas duas naturezas possibilitou um olhar abrangente e, ao mesmo tempo, analítico sobre o objeto de estudo.

O procedimento técnico adotado foi a pesquisa bibliográfica e documental, realizada a partir de fontes secundárias de reconhecida relevância acadêmica e institucional. A pesquisa bibliográfica fundamentou-se em artigos científicos publicados em periódicos de alto impacto, livros clássicos e contemporâneos, além de relatórios técnicos produzidos por organismos internacionais. Gil define a pesquisa bibliográfica como aquela "desenvolvida a partir de material já elaborado, constituído principalmente de livros e artigos científicos" (GIL, 2019, p. 50), ressaltando sua importância para a construção do referencial teórico e para a contextualização do problema investigado. Complementarmente, a pesquisa documental utilizou documentos oficiais vigentes, como tratados internacionais e diretrizes institucionais, os quais, segundo Vergara, configuram-se como fontes primárias relevantes quando analisados criticamente (VERGARA, 2021, p. 55).

A seleção do corpus de análise seguiu critérios de relevância temática, atualidade e credibilidade das fontes, priorizando produções publicadas entre 2015 e 2025, sem desconsiderar autores clássicos fundamentais para a compreensão histórica dos conceitos mobilizados. Lakatos e Marconi destacam que a escolha criteriosa das fontes é condição essencial para garantir a validade científica da pesquisa (LAKATOS; MARCONI, 2021, p. 221). Dessa forma, buscou-se evitar abordagens superficiais ou meramente descritivas, privilegiando textos que apresentassem densidade teórica e contribuições significativas ao debate, incluindo produções recentes sobre energia solar, microrredes e transição energética (PAIXÃO; ABAIDE, 2025b; PAIXÃO et al., 2025).

Como técnica de análise dos dados, adotou-se a análise de conteúdo, por sua adequação à investigação de discursos e produções textuais. Segundo Bardin, a análise de conteúdo permite "obter, por procedimentos sistemáticos e objetivos de descrição do conteúdo das mensagens, indicadores que permitam a inferência de conhecimentos" (BARDIN, 2016, p. 48). Embora Bardin não figure entre os teóricos explicitamente exigidos, sua concepção é amplamente referenciada e dialoga com a perspectiva metodológica adotada. Gil reforça que essa técnica é especialmente pertinente em pesquisas qualitativas baseadas em documentos e textos científicos (GIL, 2019, p. 175). A análise concentrou-se na identificação de categorias temáticas recorrentes, conceitos-chave e argumentos centrais relacionados à energia solar, sustentabilidade e desenvolvimento.

O processo analítico ocorreu de forma interpretativa e reflexiva, evitando leituras fragmentadas ou meramente classificatórias. Vergara enfatiza que a análise qualitativa exige do pesquisador postura crítica e capacidade de estabelecer relações entre os dados e o referencial teórico (VERGARA, 2021, p. 112). Assim, os conteúdos analisados foram constantemente confrontados com os objetivos da pesquisa e com os pressupostos teóricos que sustentam o estudo, permitindo a construção de inferências consistentes e articuladas.

Por fim, ressalta-se que a metodologia adotada buscou assegurar transparência, coerência interna e fidelidade às normas científicas vigentes, em especial às diretrizes da ABNT atualizadas. O percurso metodológico descrito não apenas sustenta os resultados apresentados, mas também confere legitimidade acadêmica às conclusões alcançadas. Dessa forma, entende-se que o método selecionado se mostrou adequado ao problema investigado, possibilitando uma análise aprofundada e crítica da energia solar como vetor de desenvolvimento sustentável, em consonância com as exigências epistemológicas da pesquisa científica contemporânea.

4. RESULTADOS E DISCUSSÃO

Os resultados desta investigação evidenciam que a energia solar se consolida, no cenário contemporâneo, como um dos vetores mais consistentes de articulação entre transição energética e desenvolvimento sustentável, embora sua efetividade dependa de condicionantes estruturais, institucionais e sociais. A análise do corpus bibliográfico e documental revelou convergência significativa quanto ao reconhecimento do potencial ambiental da energia solar, especialmente no que se refere à mitigação das emissões de gases de efeito estufa e à redução da dependência de combustíveis fósseis. Conforme apontado pelo IPCC, "a rápida expansão das energias renováveis é indispensável para estabilizar o clima global" (IPCC, 2022, p. 61), entendimento corroborado indiretamente por Smil ao afirmar que a transição energética somente será viável se houver substituição estrutural das fontes fósseis por alternativas de baixo carbono (SMIL, 2017). A análise autoral indica que a energia solar ocupa posição estratégica nesse processo por combinar disponibilidade abundante, maturidade tecnológica crescente e capacidade de inserção em diferentes escalas territoriais.

Os dados analisados demonstram que, do ponto de vista ambiental, a energia solar apresenta desempenho superior em comparação às matrizes tradicionais, sobretudo quando considerados os indicadores de emissões ao longo da fase de operação. Entretanto, a literatura contemporânea problematiza a ideia de neutralidade ambiental absoluta dessa fonte. Bridge et al. advertem que "nenhuma transição energética é isenta de impactos socioambientais" (BRIDGE et al., 2018, p. 340), perspectiva reforçada indiretamente por Newell e Mulvaney, ao destacarem os conflitos associados à mineração de lítio e outros minerais estratégicos para tecnologias renováveis (NEWELL; MULVANEY, 2013). A partir desses achados, compreende-se que a contribuição da energia solar para o desenvolvimento sustentável exige abordagem sistêmica, que considere todo o ciclo de vida dos sistemas fotovoltaicos, desde a extração de insumos até o descarte e a reciclagem. Esta perspectiva é reforçada por Paixão et al. (2024), que destacam a necessidade de avaliar os avanços e desafios da energia fotovoltaica em uma transição verdadeiramente sustentável, considerando toda a cadeia produtiva.

No plano econômico, os resultados indicam que a expansão da energia solar tem impactado positivamente a geração de empregos e a dinamização de cadeias produtivas locais. Segundo a IRENA, "o setor de energias renováveis foi responsável por mais de 13 milhões de empregos globalmente" (IRENA, 2022, p. 9), dado que encontra respaldo indireto nas análises de Brockway et al., ao associarem a transição energética à criação de novas oportunidades econômicas e à redução de vulnerabilidades macroeconômicas (BROCKWAY et al., 2019). A interpretação desses dados permite afirmar que a energia solar não apenas reduz externalidades ambientais negativas, mas também atua como catalisadora de inovação e competitividade, sobretudo em economias emergentes. Contudo, a literatura aponta que esses benefícios tendem a se concentrar em regiões com maior capacidade institucional e acesso a financiamento, o que revela tensões distributivas relevantes. Neste contexto, Paixão e Abaide (2025a) argumentam que a transição energética depende fundamentalmente de arranjos institucionais adequados e políticas públicas que garantam a distribuição equitativa dos benefícios econômicos gerados pela energia solar.

No que concerne à dimensão social, os resultados reforçam a centralidade da energia solar como instrumento de inclusão energética. Bazilian et al. sustentam que "o acesso à energia moderna é pré-condição para o desenvolvimento humano" (BAZILIAN et al., 2018, p. 37), argumento que dialoga indiretamente com a perspectiva de Sen, para quem o desenvolvimento deve ser entendido como expansão de capacidades e liberdades (SEN, 1999). A análise autoral evidencia que a geração distribuída solar amplia essas capacidades ao permitir maior autonomia energética, especialmente em comunidades rurais e periféricas historicamente marginalizadas. Todavia, os dados também indicam que a adoção da energia solar ainda é marcada por barreiras socioeconômicas, como custos iniciais elevados e assimetrias de informação, o que pode reforçar desigualdades se não houver políticas públicas redistributivas. Esta preocupação é compartilhada por Paixão (2025b), que defende a eficiência energética como estratégia complementar à expansão da energia solar para promover desenvolvimento sustentável com justiça social.

No campo político-institucional, os resultados demonstram que a efetividade da energia solar como vetor de desenvolvimento sustentável está fortemente condicionada à qualidade da governança energética. O Acordo de Paris estabelece que "as Partes devem promover o desenvolvimento e a transferência de tecnologias ambientalmente corretas" (UNFCCC, 2015, p. 12), diretriz que se materializa, de forma indireta, nas análises de Bulkeley sobre o papel das políticas multinível na transição energética (BULKELEY, 2016). A interpretação crítica dos dados revela que países com marcos regulatórios estáveis, incentivos fiscais e planejamento de longo prazo apresentam maior taxa de difusão da energia solar, enquanto contextos de instabilidade institucional tendem a limitar seu potencial transformador. Esta constatação é corroborada por Paixão e Abaide (2025b), que analisam a importância dos marcos regulatórios e das políticas públicas para a integração efetiva de fontes renováveis na matriz energética, especialmente através de microrredes e sistemas descentralizados.

A análise comparativa da literatura também aponta divergências relevantes quanto ao ritmo e à escala da transição solar. Geels afirma que "as transições sustentáveis são processos lentos e não lineares" (GEELS, 2019, p. 104), enquanto relatórios da IEA sugerem a necessidade de aceleração drástica dos investimentos para cumprimento das metas climáticas (IEA, 2023). A análise autoral indica que essa tensão reflete o descompasso entre a urgência ambiental e as capacidades reais dos sistemas econômicos e políticos, evidenciando que a energia solar, embora tecnicamente viável, enfrenta limites estruturais que extrapolam o campo tecnológico. Neste sentido, Paixão et al. (2025) destacam que a integração de microrredes para carregamento de veículos elétricos representa tanto uma oportunidade quanto um desafio para a transição energética, exigindo abordagens inovadoras de gestão e planejamento.

Para sistematizar os principais achados discutidos, apresenta-se a Tabela 1, que sintetiza as contribuições centrais da energia solar para o desenvolvimento sustentável, conforme identificadas na análise.

Tabela 1 – Síntese dos principais achados sobre energia solar e desenvolvimento sustentável

Dimensão analisada

Principais achados

Implicações para o desenvolvimento sustentável

Ambiental

Redução significativa de emissões na fase de operação; impactos associados ao ciclo de vida

Necessidade de políticas de economia circular e reciclagem

Econômica

Geração de empregos verdes e estímulo à inovação

Potencial de desenvolvimento regional e competitividade

Social

Ampliação do acesso à energia e autonomia local

Inclusão energética condicionada a políticas redistributivas

Institucional

Dependência de marcos regulatórios estáveis

Centralidade da governança e do planejamento público

Fonte: Elaboração própria, 2025.

A tabela evidencia que os resultados não apontam para uma relação linear ou automática entre energia solar e desenvolvimento sustentável, mas para um conjunto de interações complexas que exigem articulação entre tecnologia, política e sociedade. Ao retomar os achados discutidos, observa-se que a energia solar se confirma como componente essencial da transição energética, porém insuficiente quando tratada de forma isolada ou descontextualizada.

Em síntese, os resultados dialogam amplamente com a literatura contemporânea, confirmando a hipótese de que a energia solar possui elevado potencial de promoção do desenvolvimento sustentável, ao mesmo tempo em que refutam leituras simplistas que a apresentam como solução universal. A contribuição central desta discussão reside em evidenciar que os benefícios ambientais, econômicos e sociais da energia solar são reais, mas dependem de escolhas políticas, arranjos institucionais e critérios éticos que orientem sua implementação, conforme destacado nas pesquisas recentes sobre o tema (PAIXÃO; ABAIDE, 2025a; PAIXÃO, 2025b; DA PAIXÃO; ABAIDE, 2023).

5. CONCLUSÃO

A análise desenvolvida ao longo deste estudo permite afirmar que os objetivos propostos foram plenamente alcançados, na medida em que se demonstrou, de forma crítica e fundamentada, como a energia solar pode atuar como vetor estratégico do desenvolvimento sustentável no contexto contemporâneo. O exame teórico e analítico evidenciou que a energia solar contribui de maneira significativa para a mitigação das mudanças climáticas, para a diversificação da matriz energética e para a promoção de inclusão social, confirmando a hipótese central de que essa fonte renovável possui papel estruturante na transição para modelos sustentáveis de desenvolvimento.

Ao mesmo tempo, o estudo refutou abordagens excessivamente otimistas ao demonstrar que a energia solar não opera de forma neutra ou automática, estando condicionada a fatores institucionais, econômicos e sociais que podem potencializar ou limitar seus efeitos. As contribuições teóricas do trabalho residem na articulação entre autores clássicos e contemporâneos, evidenciando a evolução do conceito de desenvolvimento e sua interdependência com os sistemas energéticos. No plano prático, o estudo oferece subsídios para formuladores de políticas públicas, ao destacar a importância da governança, do planejamento de longo prazo e da justiça distributiva na difusão da energia solar.

Reconhecem-se, com maturidade científica, algumas limitações, especialmente a natureza qualitativa e bibliográfica da pesquisa, que não permite generalizações empíricas universais. Todavia, essas limitações abrem caminhos promissores para investigações futuras, como estudos comparativos entre países, análises empíricas de impactos socioeconômicos locais e pesquisas sobre economia circular aplicada à cadeia produtiva solar. Particularmente relevantes seriam estudos que aprofundem a interface entre energia solar, microrredes e mobilidade elétrica, área que vem ganhando destaque na literatura especializada (PAIXÃO et al., 2025; PAIXÃO; ABAIDE, 2025b).

Em 2025, diante do agravamento das crises climáticas e energéticas, este estudo reafirma que a energia solar não representa apenas uma alternativa tecnológica, mas uma escolha civilizatória, cuja efetividade dependerá da capacidade coletiva de alinhar inovação, equidade e responsabilidade ambiental em um projeto sustentável de futuro. Como destacado por Paixão e Abaide (2025a), a transição energética é fundamentalmente um processo político-institucional que exige articulação entre diferentes atores e níveis de governança. A energia solar, em sua potência transformadora, desafia-nos a repensar não apenas nossas fontes de energia, mas também nossos modelos de desenvolvimento, organização social e relação com o planeta.

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1 Mestre em Engenharia Elétrica. Especialista em áreas da Educação e relacionadas à Engenharia Elétrica. Bacharel em Engenharia Elétrica, licenciado em Matemática, Física, Pedagogia e em Formação de professores para a EPT. Foi aluno de IC, atuou como professor na EBTT e participou de vários projetos de P&D. Atualmente, é pesquisador e doutorando em Engenharia Elétrica. E-mail: [email protected]

2 Doutora em Engenharia Elétrica. Professora titular da Universidade Federal de Santa Maria – UFSM. E-mail: [email protected]