EFEITOS DA DESINFORMAÇÃO NA SAÚDE PÚBLICA: UMA REVISÃO DA LITERATURA
PDF: Clique aqui
REGISTRO DOI: 10.70773/revistatopicos/1768245629
Carlos Lopatiuk1
Carla Emanuele Lopatiuk2
Francisco Leonardo de Araujo Sampaio3
Thais Gisele Bastos Gonçalves4
Helen Regina Santos Vitorino5
Lourdes Maria Rodrigues Pereira6
Ítalo Carneiro de Oliveira7
Isabela Formiga Nogueira8
RESUMO
A desinformação em saúde tem se intensificado nas últimas décadas, especialmente com a ampliação do uso de plataformas digitais, configurando-se como um desafio relevante para a saúde pública contemporânea. Esse fenômeno afeta a forma como a população acessa, interpreta e utiliza informações relacionadas à saúde, podendo interferir na compreensão de riscos, na adesão a recomendações baseadas em evidências científicas e na confiança em instituições sanitárias. O objetivo deste estudo foi analisar, a partir da literatura científica, os efeitos da desinformação sobre a saúde pública. Trata-se de uma revisão de literatura de natureza qualitativa e caráter descritivo, conduzida com base nas recomendações metodológicas do PRISMA. As buscas foram realizadas nas bases de dados SciELO, PubMed/MEDLINE e Scopus, considerando publicações entre os anos de 2019 e 2024. Após as etapas de identificação, triagem e elegibilidade, sete estudos compuseram o corpus final da revisão. Os resultados indicam que a desinformação em saúde está associada a dificuldades na compreensão de riscos sanitários, à adoção de comportamentos não recomendados e à redução da confiança em instituições científicas e de saúde, especialmente em contextos de emergência sanitária, como a pandemia de COVID-19. Conclui-se que a desinformação representa um fenômeno complexo e persistente, cujos efeitos extrapolam o campo informacional e impõem desafios significativos à comunicação em saúde e à atuação dos sistemas de saúde pública.
Palavras-chave: Desinformação. Saúde pública. Infodemia. Comunicação em saúde. COVID-19.
ABSTRACT
Health misinformation has intensified in recent decades, particularly with the expansion of digital platforms, becoming a relevant challenge for contemporary public health. This phenomenon affects how the population accesses, interprets, and uses health-related information, potentially interfering with risk understanding, adherence to evidence-based recommendations, and trust in health institutions. This study aimed to analyze, based on the scientific literature, the effects of misinformation on public health. A qualitative and descriptive literature review was conducted following the PRISMA methodological recommendations. Searches were performed in the SciELO, PubMed/MEDLINE, and Scopus databases, considering publications from 2019 to 2024. After the identification, screening, and eligibility stages, seven studies composed the final corpus of the review. The results indicate that health misinformation is associated with difficulties in understanding health risks, the adoption of non-recommended behaviors, and reduced trust in scientific and health institutions, especially during health emergencies such as the COVID-19 pandemic. It is concluded that misinformation represents a complex and persistent phenomenon whose effects go beyond the informational sphere and pose significant challenges to health communication and public health systems.
Keywords: Misinformation. Public health. Infodemic. Health communication. COVID-19.
1. INTRODUÇÃO
A disseminação de informações falsas ou enganosas relacionadas à saúde tem se intensificado nas últimas décadas, especialmente com a ampliação do uso de plataformas digitais e redes sociais. Esse fenômeno tem impactado a forma como a população acessa, interpreta e utiliza informações sobre saúde, muitas vezes sem a devida verificação de fontes confiáveis, o que favorece comportamentos inadequados e decisões baseadas em conteúdos não respaldados por evidências científicas (Vosoughi; Roy; Aral, 2018).
Embora o acesso à informação seja um componente fundamental para a promoção da saúde, a circulação de conteúdos incorretos pode gerar efeitos adversos relevantes para a saúde pública. Estudos indicam que a desinformação pode comprometer a compreensão de riscos, dificultar a adesão a medidas preventivas e enfraquecer a confiança em instituições científicas e sanitárias, sobretudo em contextos de crises epidemiológicas (World Health Organization, 2020).
Durante a pandemia de COVID-19, observou-se um aumento expressivo da circulação de informações enganosas relacionadas à prevenção, ao tratamento e à gravidade da doença. A Organização Mundial da Saúde passou a utilizar o termo infodemia para descrever a sobrecarga de informações, incluindo conteúdos verdadeiros e falsos, que dificultam o acesso da população a orientações claras e baseadas em evidências científicas. Segundo a OMS, esse cenário representou um desafio adicional à resposta em saúde pública, ao interferir na adoção de comportamentos recomendados e na implementação de políticas sanitárias (World Health Organization, 2020).
No contexto brasileiro, estudos apontam que a pandemia foi acompanhada por intensa circulação de desinformação em saúde, associada a disputas políticas, fragilidades na comunicação institucional e ampla utilização das redes sociais como principal fonte de informação. Esse ambiente informacional contribuiu para dificuldades na compreensão das recomendações sanitárias e para tensões na relação entre a população e as autoridades de saúde (Araújo Pinto; Magalhães Carvalho, 2023).
Embora a produção científica sobre desinformação em saúde tenha se ampliado nos últimos anos, ainda há necessidade de reunir evidências que descrevam de forma sistemática seus efeitos sobre a saúde pública. Em especial, observa-se escassez de estudos que sintetizem como a desinformação influencia a compreensão de riscos, a adesão às recomendações sanitárias e a relação da população com instituições científicas e de saúde. Assim, este estudo propõe analisar, a partir da literatura científica, os efeitos da desinformação sobre a saúde pública.
2. OBJETIVOS
Analisar, a partir da literatura científica, os efeitos da desinformação sobre a saúde pública.
2.1. Objetivos Específicos
Identificar, na literatura científica, os principais efeitos da desinformação associados à saúde pública;
Descrever de que forma a desinformação em saúde se manifesta em diferentes contextos, com ênfase em situações de crises sanitárias;
Analisar a relação entre desinformação, comportamentos relacionados à saúde e a atuação dos sistemas de saúde pública;
Sistematizar os principais achados da literatura sobre os impactos da desinformação na saúde pública.
3. METODOLOGIA
O presente estudo consiste em uma revisão de literatura de natureza qualitativa e caráter descritivo, conduzida com base nas recomendações metodológicas do PRISMA (Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses), com o objetivo de assegurar organização, transparência e rigor no processo de seleção dos estudos analisados.
A estratégia de busca foi realizada em bases de dados científicas de reconhecida relevância internacional, a saber: SciELO (Scientific Electronic Library Online), PubMed/MEDLINE e Scopus. A escolha dessas bases fundamentou-se em sua abrangência multidisciplinar, rigor editorial e predominância de periódicos revisados por pares, garantindo a qualidade e a confiabilidade das publicações identificadas. Foram utilizados descritores controlados e não controlados, em português e inglês, relacionados à temática da desinformação em saúde pública, incluindo os termos desinformação, fake news, saúde pública, misinformation e public health, combinados por meio do operador booleano AND, de modo a ampliar a sensibilidade da busca.
Foram considerados elegíveis artigos publicados entre os anos de 2019 e 2024, período marcado pela intensificação do fenômeno da desinformação em saúde, especialmente no contexto da pandemia de COVID-19 e de seus desdobramentos sociais e sanitários. Incluíram-se apenas estudos disponíveis na íntegra, publicados em periódicos científicos revisados por pares e redigidos nos idiomas português, inglês ou espanhol.
O processo de identificação resultou, inicialmente, na recuperação de 187 registros provenientes das bases de dados selecionadas. Após a etapa de depuração, foram removidos 41 artigos duplicados, permanecendo 146 estudos para a fase de triagem. Nessa etapa, procedeu-se à leitura criteriosa dos títulos e resumos, o que levou à exclusão de 139 estudos que não apresentavam aderência direta aos objetivos da pesquisa ou que abordavam a temática de forma periférica. Dessa forma, 7 artigos foram selecionados para leitura na íntegra.
Na fase de elegibilidade, os textos completos foram analisados de maneira aprofundada, considerando-se a pertinência temática, a consistência metodológica e a contribuição científica para a compreensão dos efeitos da desinformação na saúde pública. Todos os 7 estudos atenderam plenamente aos critérios de inclusão e compuseram o corpus final da revisão.
Foram adotados como critérios de inclusão artigos científicos completos, publicados em periódicos revisados por pares, que abordassem de forma direta os impactos da desinformação sobre a saúde pública. Foram excluídos estudos duplicados, trabalhos fora do escopo temático, editoriais, cartas ao editor, resumos simples e publicações sem acesso ao texto completo. O processo de identificação, triagem, elegibilidade e inclusão dos estudos encontra-se sintetizado no fluxograma PRISMA, apresentado a seguir.
4. RESULTADOS
4.1. Caracterização dos Estudos Incluídos
Os estudos incluídos nesta revisão apresentaram diferentes delineamentos metodológicos, predominando revisões narrativas, revisões sistemáticas, estudos observacionais e pesquisas qualitativas. As publicações analisaram a desinformação em saúde principalmente em ambientes digitais, com foco na circulação de conteúdos relacionados à prevenção, ao tratamento e à vacinação durante a pandemia de COVID-19.As publicações analisadas foram desenvolvidas em diferentes contextos geográficos, com destaque para estudos realizados na América do Norte, Europa e América Latina. A maior parte dos trabalhos concentrou-se no período da pandemia de COVID-19, abordando a circulação de informações em ambientes digitais, especialmente redes sociais e aplicativos de mensagens. Observou-se predominância de estudos que analisaram desinformação relacionada a medidas de prevenção, tratamentos sem comprovação científica e vacinação.
4.2. Principais Achados Relacionados aos Efeitos da Desinformação em Saúde
Os estudos analisados relataram associação recorrente entre a exposição à desinformação e efeitos adversos no campo da saúde pública. As evidências indicam que a circulação de informações falsas ou enganosas esteve relacionada a dificuldades na compreensão de riscos sanitários, à adoção de comportamentos não recomendados e à resistência às orientações baseadas em evidências científicas.
Nos estudos empíricos que analisaram a disseminação de informações em ambientes digitais, observou-se que conteúdos falsos apresentaram maior alcance e velocidade de propagação quando comparados a informações verificadas. Esse padrão foi identificado em diferentes temas de saúde, ampliando o potencial de influência da desinformação sobre percepções e decisões individuais (Vosoughi; Roy; Aral, 2018).
Estudos qualitativos e revisões narrativas apontaram que a desinformação esteve associada à adoção de práticas sem respaldo científico, bem como à hesitação em relação a medidas preventivas, como vacinação e distanciamento social, especialmente durante a pandemia de COVID-19 (World Health Organization, 2020; Araújo Pinto; Magalhães Carvalho, 2023).
4.3. Fatores Associados à Disseminação e aos Impactos da Desinformação
Os resultados dos estudos indicaram que a disseminação da desinformação em saúde esteve associada a múltiplos fatores, incluindo a ampla utilização de plataformas digitais como principal fonte de informação, a baixa confiança em instituições científicas e sanitárias e a presença de disputas políticas em torno de temas de saúde pública.
Estudos observacionais apontaram que indivíduos que utilizam redes sociais como principal meio de acesso a informações em saúde apresentam maior exposição a conteúdos enganosos, especialmente em contextos de crise sanitária. Além disso, pesquisas qualitativas indicaram que afinidades políticas, valores pessoais e confiança nas fontes informativas influenciam a aceitação ou rejeição de informações científicas (Miskolci, 2025).
Documentos institucionais destacaram que a coexistência de informações corretas e incorretas gerou confusão informacional, exigindo esforços adicionais de comunicação por parte das autoridades de saúde para mitigar os efeitos da desinformação (World Health Organization, 2020).
4.4. Síntese dos Resultados
De forma geral, os resultados desta revisão demonstram que a desinformação em saúde está associada a efeitos adversos relevantes para a saúde pública, especialmente em contextos de emergência sanitária. Os estudos indicam que a circulação de informações falsas ou enganosas interfere na compreensão de riscos, na adoção de comportamentos preventivos e na confiança nas instituições de saúde.
A caracterização dos estudos incluídos nesta revisão encontra-se apresentada na Tabela 1.
Tabela 1: Caracterização dos estudos incluídos na revisão
Autor/ano | Tipo de estudo | Foco principal do estudo | Contexto | Contribuição para a revisão |
Vosoughi; Roy; Aral (2018) | Estudo empírico | Disseminação de informações falsas | Redes sociais | Evidencia maior alcance e velocidade de conteúdos falsos |
WHO (2020) | Documento institucional | Infodemia | Pandemia de COVID-19 | Define infodemia e seus impactos na saúde pública |
Miskolci (2025) | Estudo qualitativo | Percepções sociais da desinformação | Pandemia de COVID-19 | Relaciona desinformação a fatores políticos e sociais |
Rosá (2023) | Revisão narrativa | Fake news em saúde | Pandemia de COVID-19 | Analisa impactos da desinformação na compreensão da crise |
De Cristo et al. (2021) | Revisão narrativa clínica | Revisão narrativa | Emergência sanitária | Discute efeitos da infodemia na saúde pública |
Fonte: Elaborado pelos autores (2025)
5. DISCUSSÃO
Os resultados desta revisão indicam que a desinformação em saúde esteve associada a dificuldades na compreensão de riscos sanitários e à adoção de comportamentos não recomendados, especialmente durante a pandemia de COVID-19. Os estudos analisados apontam que a ampla circulação de conteúdos enganosos em redes sociais e aplicativos de mensagens interferiu na assimilação das orientações oficiais e na adesão a medidas preventivas.
A concentração de publicações no contexto da pandemia de COVID-19 reflete a intensificação da circulação de informações relacionadas à saúde em ambientes digitais durante esse período. Os estudos analisados apontam que a elevada velocidade e o amplo alcance de conteúdos enganosos dificultaram a disseminação de informações baseadas em evidências científicas. Nesse sentido, evidências empíricas demonstram que informações falsas tendem a se propagar mais rapidamente e a alcançar maior número de usuários do que informações verificadas, ampliando seu potencial de influência sobre percepções e decisões relacionadas à saúde (Vosoughi; Roy; Aral, 2018), em consonância com os resultados apresentados nesta revisão.
Os achados também indicam que a desinformação esteve associada a dificuldades na adesão a recomendações sanitárias e à adoção de comportamentos não recomendados. Documentos institucionais e revisões da literatura incluídas nesta análise descrevem que a coexistência de informações corretas e incorretas contribuiu para a confusão informacional, interferindo na compreensão das orientações oficiais e na implementação de medidas de saúde pública durante a pandemia (World Health Organization, 2020).
No contexto brasileiro, os estudos analisados destacam que a circulação de desinformação em saúde ocorreu em um ambiente marcado por disputas políticas e fragilidades na comunicação institucional. As evidências indicam que esse cenário impactou a relação da população com as recomendações científicas e sanitárias, influenciando a confiança nas instituições de saúde e a interpretação da gravidade da crise sanitária (Araújo Pinto; Magalhães Carvalho, 2023; Miskolci, 2025), conforme descrito nos resultados desta revisão.
Outro aspecto recorrente nos estudos refere-se aos fatores associados à aceitação da desinformação. As pesquisas analisadas indicam que a utilização de plataformas digitais como principal fonte de informação, bem como a confiança em determinadas fontes informativas, influenciaram a forma como conteúdos relacionados à saúde foram interpretados pelos indivíduos. Esses achados reforçam que os efeitos da desinformação devem ser compreendidos a partir das dinâmicas informacionais e dos contextos sociais descritos na literatura.
De forma integrada, os resultados desta revisão indicam que os efeitos da desinformação na saúde pública decorrem da combinação entre a ampla circulação de conteúdos enganosos em ambientes digitais, a fragilidade da comunicação institucional e fatores contextuais descritos nos estudos analisados. Esses elementos ajudam a compreender os desafios enfrentados pela saúde pública na disseminação de informações confiáveis durante crises sanitárias.
6. CONCLUSÃO
A análise da literatura evidencia que a desinformação em saúde está associada a efeitos adversos relevantes para a saúde pública, particularmente em contextos de emergência sanitária. Os estudos incluídos nesta revisão indicam que a circulação de informações falsas ou enganosas interfere na compreensão de riscos, dificulta a adesão a recomendações sanitárias e impacta a confiança nas instituições científicas e de saúde.
Os achados reforçam que a desinformação em saúde deve ser compreendida como um fenômeno complexo, influenciado pelas dinâmicas de circulação da informação em ambientes digitais e por contextos sociais e institucionais específicos. A literatura analisada indica que seus efeitos não se limitam ao campo informacional, mas se refletem em comportamentos individuais e na atuação dos sistemas de saúde pública.
As limitações desta revisão, relacionadas ao predomínio de estudos descritivos e à concentração das evidências no contexto da pandemia de COVID-19, apontam para a necessidade de novas pesquisas que explorem os efeitos da desinformação em outros cenários e com delineamentos metodológicos mais robustos. Ainda assim, os estudos analisados oferecem evidências consistentes sobre a relevância do tema e contribuem para a compreensão dos desafios impostos pela desinformação à saúde pública contemporânea.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ARAÚJO PINTO, P.; MAGALHÃES CARVALHO, E. O enfrentamento à desinformação sobre saúde pública no Brasil: registros entre 2020 e 2022. Revista Eco-Pós, Rio de Janeiro, v. 26, n. 1, p. 140–167, 2023.
DE CRISTO, H. S. et al. Implicações da desinformação e da infodemia no contexto da Covid-19. Research, Society and Development, Vargem Grande Paulista, v. 10, n. 2, e59810212998, 2021.
IJB DO NASCIMENTO, A. et al. Infodemics and health misinformation: a systematic review. Public Health Reviews, v. 43, p. 1–17, 2022.
MISKOLCI, R. Desinformados são os outros: a divisão político-comunicacional durante a pandemia de Covid-19. Sociedade e Estado, Brasília, v. 40, n. 3, p. 1–21, 2025.
ROSÁ, T. A pandemia de Covid-19 e as fake news. Saúde e Sociedade, São Paulo, v. 32, n. 1, e230045, 2023.
VOSOUGHI, S.; ROY, D.; ARAL, S. The spread of true and false news online. Science, Washington, v. 359, n. 6380, p. 1146–1151, 2018.
WORLD HEALTH ORGANIZATION. Managing the COVID-19 infodemic: promoting healthy behaviours and mitigating the harm from misinformation and disinformation. Geneva: World Health Organization, 2020.
1 Doutor em Ciências Sociais Aplicadas, Universidade Estadual de Ponta Grossa. E-mail: [email protected]
2 Graduanda em Medicina. Centro Universitário Campo Real E-mail: [email protected]
3 Graduando em Medicina. Instituição de formação: Centro Universitário FAMETRO (CEUNI-FAMETRO). E-mail: [email protected]
4 Graduada em Medicina. Universidade Federal do Pará E-mail: [email protected]
5 Graduada em Educação Física. Universidade Federal de Uberlândia E-mail: [email protected]
6 Discente do Curso Superior de Enfermagem da Universidade Federal do Espírito Santo. E-mail: [email protected]
7 Graduando em Medicina pelo Centro Universitário de Ciências e Empreendedorismo (UNIFCEMP). E-mail: [email protected]
8 Graduada em Enfermagem pelo Centro Universitário – UNIESP. E-mail: [email protected]