CORPO E MENTE EM AÇÃO: A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO FÍSICA NO DESENVOLVIMENTO INTEGRAL DA CRIANÇA
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REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.18357602
Laiane Alves Lula1
Sandra Karina Mendes do Vale2
RESUMO
A Educação Física na infância tem se consolidado como um componente fundamental para o desenvolvimento integral das crianças, ao articular movimento, aprendizagem e construção de significados. Nesse contexto, torna-se relevante compreender de que maneira as práticas corporais contribuem para o aprimoramento das dimensões motoras, cognitivas, emocionais e sociais. O objetivo deste estudo foi analisar a importância da Educação Física no desenvolvimento integral da criança, destacando como ações pedagógicas intencionais podem favorecer aprendizagens significativas, promover a socialização e fortalecer a formação de sujeitos autônomos e saudáveis. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica de abordagem qualitativa, baseada na análise de nove estudos publicados entre 2009 e 2025, selecionados por meio de critérios de pertinência temática e disponibilidade integral. Os resultados apontam que a Educação Física, quando planejada de forma integrada e fundamentada, contribui não apenas para o desenvolvimento motor, mas também para avanços cognitivos e socioemocionais, além de reforçar hábitos saudáveis desde os primeiros anos de escolarização. Conclui-se que investir em práticas corporais qualificadas e em formação docente contínua é essencial para garantir experiências educativas que integrem corpo e mente, bem como para fortalecer políticas públicas que valorizem essa área do conhecimento.
Palavras-chave: Educação Física; Infância; Desenvolvimento Integral; Práticas Corporais; Aprendizagem.
ABSTRACT
Physical education in childhood has become a fundamental component for the integral development of children, articulating movement, learning, and the construction of meaning. In this context, it becomes relevant to understand how bodily practices contribute to the improvement of motor, cognitive, emotional, and social dimensions. The objective of this study was to analyze the importance of physical education in the integral development of children, highlighting how intentional pedagogical actions can favor meaningful learning, promote socialization, and strengthen the formation of autonomous and healthy individuals. This is a qualitative bibliographic research, based on the analysis of nine studies published between 2009 and 2025, selected through criteria of thematic relevance and full availability. The results indicate that physical education, when planned in an integrated and well-founded way, contributes not only to motor development but also to cognitive and socio-emotional advances, in addition to reinforcing healthy habits from the first years of schooling. It is concluded that investing in qualified physical activities and continuous teacher training is essential to guarantee educational experiences that integrate body and mind, as well as to strengthen public policies that value this area of knowledge.
Keywords: Physical Education; Childhood; Holistic Development; Physical Activities; Learning.
1. INTRODUÇÃO
A compreensão da infância como uma fase específica da vida é uma construção histórica que ganha força a partir dos séculos XVI e XVII, quando mudanças sociais e econômicas fizeram com que a criança passasse a ser vista tanto como futura força de trabalho quanto como alguém que precisava ser moralizado pela educação adulta (Kramer, 1995).
No século XVIII, com a Revolução Industrial e a entrada massiva das mulheres no mercado de trabalho, surgiram as primeiras instituições de educação infantil, inicialmente de caráter filantrópico e voltadas sobretudo para cuidados básicos, até que, no início do século XX, o poder público começou gradualmente a assumir essa responsabilidade (Cavalaro; Muller, 2009). Na contemporaneidade, diante das transformações nas dinâmicas familiares e laborais, a educação infantil tornou-se uma necessidade social, desempenhando funções fundamentais no desenvolvimento social, educativo e cultural das crianças (Corsino, 2003).
Assim, o desenvolvimento integral da criança envolve muito mais do que a aquisição de conhecimentos acadêmicos: exige a articulação equilibrada entre aspectos físicos, cognitivos, emocionais e sociais. Nesse contexto, a Educação Física escolar assume um papel muito importante ao promover experiências corporais que ampliam as possibilidades de movimento, fortalecem a saúde e contribuem para a formação de sujeitos mais autônomos e conscientes. Por meio do brincar, das práticas esportivas, das atividades rítmicas e das vivências motoras planejadas, a criança tende a explorar o próprio corpo, constrói percepções sobre si e sobre o outro e desenvolve competências essenciais para sua vida dentro e fora da escola.
Além de favorecer o aprimoramento das habilidades motoras fundamentais, a Educação Física pode também atuar como um espaço privilegiado para o estímulo à cooperação, ao respeito às diferenças, à resolução de conflitos e ao desenvolvimento socioemocional. Nesse sentido, ultrapassa uma visão puramente biológica do movimento, configurando-se como área estratégica para a promoção de aprendizagens significativas e para o fortalecimento da saúde física e mental das crianças. Refletir sobre a importância da Educação Física no desenvolvimento infantil torna-se essencial para compreender sua contribuição para a formação integral e para a construção de práticas pedagógicas mais inclusivas, reflexivas e humanizadoras.
Tendo isso em vista, o objetivo deste artigo é analisar a importância da Educação Física no desenvolvimento integral da criança, compreendendo de que maneira as práticas corporais contribuem para o aprimoramento das habilidades motoras, cognitivas, emocionais e sociais. Busca-se evidenciar como essa área do conhecimento, quando planejada de forma intencional e pedagógica, favorece aprendizagens significativas, promove a socialização e atua diretamente na formação de sujeitos mais saudáveis, críticos e autônomos. Além disso, pretende-se discutir o papel da Educação Física escolar como espaço formativo essencial para a construção de experiências que integram corpo e mente no processo educativo.
2. METODOLOGIA
A presente pesquisa caracteriza-se como uma revisão bibliográfica de natureza qualitativa, cujo objetivo foi analisar a importância da Educação Física no desenvolvimento integral da criança. Para isso, foram selecionados artigos científicos que abordam a relação entre práticas corporais, desenvolvimento infantil e atuação pedagógica no contexto escolar. A busca foi realizada em bases de dados como Google Acadêmico, SciELO e periódicos da área da Educação e Educação Física, utilizando palavras-chave como “Educação Física na infância”, “desenvolvimento integral”, “práticas corporais”, “aprendizagem infantil” e “Educação Infantil”.
Segundo Paulilo (1999), a pesquisa qualitativa se dedica a compreender aspectos subjetivos da vida social, como valores, atitudes, representações e modos de agir, permitindo aprofundar fenômenos complexos que envolvem indivíduos ou grupos específicos. Nessa mesma perspectiva, Yin (2016) destaca que essa abordagem possibilita examinar, de maneira aprofundada, experiências e significados presentes nos contextos investigados, oferecendo ao pesquisador condições para interpretar diferentes dimensões da realidade. Complementando essa visão, Minayo (2001) afirma que a investigação qualitativa busca analisar sentidos, crenças e motivações presentes nas relações sociais, favorecendo uma compreensão mais ampla e interpretativa dos fenômenos educacionais em toda sua complexidade.
No que tange à pesquisa bibliográfica, Gil (2002, p. 44) explica que ela
é desenvolvida com base em material já elaborado, constituído principalmente de livros e artigos científicos. Embora em quase todos os estudos seja exigido algum tipo de trabalho dessa natureza, há pesquisas desenvolvidas exclusivamente a partir de fontes bibliográficas.
Os critérios de inclusão envolveram: publicações entre 2009 e 2025, textos disponíveis integralmente, estudos que investigassem dimensões motoras, cognitivas, socioemocionais ou pedagógicas da Educação Física, além de pesquisas que discutissem a integração entre professores, políticas educacionais e formação docente. Após a triagem inicial, foram selecionados 9 estudos para análise aprofundada. A leitura ocorreu em duas etapas: leitura exploratória para identificação das categorias centrais e leitura analítica para construção das sínteses interpretativas. Os dados foram organizados em eixos temáticos que permitiram compreender convergências, divergências e contribuições significativas sobre a temática. A discussão dos achados foi realizada de forma articulada ao referencial teórico, com foco na compreensão do papel da Educação Física no desenvolvimento integral da criança.
3. REFERENCIAL TEÓRICO
Faleiros e Faleiros (2008) mostram que, antes do século XX, a infância era marcada por violações e negligências, refletindo formas desumanizadas de perceber a criança tanto pelo Estado quanto pela sociedade. Conforme Ariès (2006), predominava a ideia de que crianças eram “adultos em miniatura”, recebendo apenas cuidados básicos até serem inseridas no universo adulto.
A precariedade econômica, comum no século XVIII, levava muitas famílias ao abandono infantil, e o atendimento oferecido pelas Casas de Misericórdia (instituições vinculadas à Igreja Católica) tinha caráter assistencialista e não garantia direitos, sendo frequente o uso das “Rodas dos Expostos” para o depósito anônimo de bebês (Faleiros, 2011).
Já nas primeiras décadas do século XX, como destaca Rizzini (2005), a infância passou a ser vista como etapa estratégica para o projeto de nação: cabia ao Estado moldar e disciplinar as crianças, concebendo o cuidado e a formação moral como missão civilizatória e como forma de “salvar a nação”.
Segundo Moreira et al. (2021, p. 921),
Embora o direito das crianças à Educação tenha sido estabelecido há décadas, em que se destaca a Constituição Brasileira de 1988, posteriormente, em 1990, o Estatuto da Criança e do Adolescente e, em 1996, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDBEN, o respeito a essa normativa oficial ainda encontra desafios [...].
Com base em Kuhlmann Júnior (2004), compreende-se que é fundamental conhecer a criança e as diferentes representações de infância, reconhecendo-a como sujeito concreto, histórico e produtor de cultura. Nessa perspectiva, Oliveira-Formosinho (2002) destaca que a infância é marcada simultaneamente pela globalidade e pela vulnerabilidade, características que influenciam a forma como a criança aprende, se desenvolve e necessita de cuidados físicos, emocionais e sociais. O trabalho do educador envolve então uma ampla gama de tarefas que ultrapassam fronteiras disciplinares, articulando ações de cuidado e educação e exigindo interação constante com famílias, instituições e outros profissionais, uma vez que a criança deve ser entendida de forma holística.
Complementando essa visão, Gadelha, Oliveira e Carvalho (2021) defendem que uma educação libertadora, inspirada em Paulo Freire, precisa superar práticas transmissivas e promover relações dialógicas que permitam aos educandos compreender e transformar a realidade em que vivem.
Diante desse percurso histórico e conceitual sobre a infância, da negligência e tutela moralizante às concepções contemporâneas que reconhecem a criança como sujeito de direitos, produtora de cultura e protagonista de seu desenvolvimento, torna-se imprescindível refletir sobre as práticas educativas que dialogam com essa compreensão ampliada da infância.
Nesse contexto, a Educação Física emerge como componente fundamental, pois integra cuidado e educação por meio do movimento, da expressão corporal e das interações sociais. Ao considerar a criança em sua totalidade, compreendendo-a como ser ativo, sensível e curioso, abre-se espaço para reconhecer a relevância da Educação Física na promoção do desenvolvimento integral, criando oportunidades de aprendizagem que valorizam o corpo, a ludicidade e as experiências concretas do cotidiano infantil.
Sobre isso, Dário (2015) reflete que a atividade física deve ser reconhecida como parte essencial do currículo escolar, pois contribui significativamente para o cotidiano dos estudantes ao ampliar o conhecimento sobre o próprio corpo, seu funcionamento, seus potenciais e limitações. Destaca que a Educação Física precisa oportunizar aos alunos o contato com uma grande variedade de práticas corporais, como esportes, lutas, danças e brincadeiras, permitindo que cada um descubra atividades prazerosas que possam acompanhar sua vida mesmo após a escolarização. Enfatiza também que a prática regular de exercícios físicos tem papel importante na manutenção da saúde, colaborando para o controle do peso e para a prevenção de doenças crônicas, como diabetes, hipertensão e problemas cardíacos.
Sob essa ótica, e a partir das discussões de Ferreira Neto (2008), observa-se que as aulas de Educação Física na infância têm como propósito oferecer experiências que favoreçam o desenvolvimento motor e lúdico, ampliando a percepção corporal e o controle dos movimentos. O autor destaca ainda que esse componente curricular contribui para o aprimoramento dos padrões motores fundamentais, bem como para a aquisição de habilidades básicas e específicas. Além disso, ressalta que a prática motora planejada cria oportunidades para que as crianças desenvolvam estratégias e soluções para diferentes desafios corporais.
Conforme Ramos, Graça e Nascimento (2008), o ensino eficaz na Educação Física depende da articulação entre o conhecimento pedagógico e o domínio do conteúdo. Os autores enfatizam que o professor precisa conhecer profundamente as atividades que propõe e selecionar métodos adequados para conduzir suas aulas. Além disso, destacam a importância de construir uma relação de identidade e proximidade com os alunos, interagindo de forma sensível e respeitando as particularidades de cada criança.
Assim, cabe aos professores oferecer às crianças diversas experiências que favoreçam seu preparo físico, incentivem a realização de exercícios e promovam o contato com diferentes práticas esportivas. O autor destaca que a Educação Física voltada para as crianças deve priorizar essas vivências, pois elas reduzem futuras dificuldades relacionadas ao condicionamento físico e facilitam o trabalho pedagógico, contribuindo para práticas educativas mais eficazes e significativas tanto para docentes quanto para crianças (Silva; Krug, 2008).
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO
A seguir estão os 9 estudos selecionados para a elaboração da discussão proposta nesta pesquisa.
Quadro 1 – Estudos selecionados.
TÍTULO | AUTORIA (ANO) | REVISTA | METODOLOGIA |
Educação Física na Educação Infantil: uma realidade almejada | Cavalaro e Muller (2009) | Educar em Revista | Pesquisa bibliográfica e documental |
A Importância da Educação Física inserida no contexto do Ensino Infantil | Silva, Barros e Bringel (2024) | ID on line. Revista de psicologia | Pesquisa bibliográfica |
Educação Física nos anos iniciais: um caminho para a saúde integral | Figueredo et al. (2025) | RECIMA21 - Revista Científica Multidisciplinar | Pesquisa bibliográfica |
A importância da Educação Física Escolar para a educação infantil | Lazari, Martelli e Delbim (2021) | Revista CPAQV - Centro De Pesquisas Avançadas Em Qualidade De Vida | Pesquisa bibliográfica |
A Educação Física na Educação Infantil: a importância do movimentar-se e suas contribuições no desenvolvimento da criança | Basei (2008) | Revista Iberoamericana de Educación | Pesquisa bibliográfica |
A importância das aulas de Educação Física na educação infantil | Santos e Barbanera (2022) | RENEF - Revista Eletrônica Nacional de Educação Física | Pesquisa bibliográfica |
A Educação Física e sua contribuição para o desenvolvimento motor e cognitivo do aluno através do lúdico | Faria et al. (2020) | RELVA - Revista de Educação do Vale do Arinos | Pesquisa bibliográfica |
A importância da Educação Física escolar no desenvolvimento motor e na lateralidade em crianças | Martins, Martinez e Guerine (2021) | Revista Brasileira de Reabilitação e Atividade Física | Pesquisa bibliográfica |
A importância das aulas de Educação Física no ensino infantil | Dezani et al. (2014) | Revista Científica da Faculdade de Educação e Meio Ambiente | Pesquisa bibliográfica |
Fonte: elaboração própria (2025).
Iniciando a discussão, a pesquisa de Cavalaro e Muller (2009) constatou que a articulação entre a Educação Física e a Educação Infantil é cada vez mais necessária, sobretudo porque a infância deve ser compreendida como uma categoria social e cultural, na qual a criança é produtora de cultura e capaz de transformar seu entorno. O estudo indica que o trabalho integrado entre professores de Educação Física e docentes das demais áreas é possível, embora ainda esbarre em dificuldades como limitações financeiras e falta de formação adequada. As autoras destacam que investimentos públicos, formação continuada e ações promovidas por universidades podem fortalecer essa área, defendendo que o movimento, dimensão central da Educação Física, seja desenvolvido de forma integrada entre o professor especialista e o pedagogo.
O trabalho de Silva, Barros e Bringel (2024), por sua vez, ressalta que a Educação Física exerce um papel essencial no desenvolvimento integral das crianças, contribuindo simultaneamente para o crescimento motor, cognitivo, social e emocional. Realça-se que práticas corporais bem planejadas, sustentadas por estratégias diversificadas e por educadores preparados, ampliam a autoconfiança, fortalecem habilidades socioemocionais, melhoram a concentração e favorecem o desempenho escolar. Embora as escolas geralmente já promovam ações voltadas ao movimento, o estudo alerta para os desafios estruturais e formativos existentes que dificultam práticas realmente inclusivas. Assim, é de suma importância investir desde cedo na Educação Física, na formação continuada dos docentes e em melhores condições de trabalho, de modo que se possa assegurar experiências significativas, promover hábitos saudáveis e impulsionar a construção de políticas públicas.
Indo na mesma direção, Figueredo et al. (2025) reforçam que a Educação Física nos anos iniciais é fundamental para o desenvolvimento integral das crianças, favorecendo simultaneamente aspectos motores, cognitivos, emocionais e sociais. Os autores destacam que as atividades físicas promovem avanços importantes na coordenação, equilíbrio e lateralidade, ao mesmo tempo em que potencializam capacidades cognitivas como atenção, memória e raciocínio. O estudo também evidencia que o movimento contribui para a saúde mental infantil, auxiliando na regulação emocional, estimulando neurotransmissores ligados ao bem-estar e fortalecendo valores como cooperação, respeito e disciplina.
Além disso, apontam que a prática regular de atividades físicas desde cedo incentiva hábitos saudáveis e reduz riscos associados ao sedentarismo e à obesidade. Assim, defendem que a Educação Física deve ser encarada como componente curricular essencial, planejada de forma inclusiva e articulada com a formação integral, por sua relevante contribuição na construção de uma infância mais equilibrada, autônoma e socialmente desenvolvida (Figueredo et al., 2025).
Ampliando a discussão, Lazari, Martelli e Delbim (2021) chegaram à conclusão de que o brincar é elemento central para o desenvolvimento infantil, embora fatores contemporâneos, tais como falta de espaços adequados e a rotina extensa de trabalho das famílias, tenham reduzido significativamente as oportunidades de movimento das crianças. Diante desse cenário, a escola e, especialmente, a Educação Física Escolar assumem papel decisivo na promoção do desenvolvimento físico, cognitivo, emocional e social. O estudo evidencia que o professor de Educação Física é agente fundamental nesse processo, devendo utilizar estratégias lúdicas e adequar suas práticas às necessidades da infância, reconhecendo o brincar como ferramenta pedagógica capaz de estimular criatividade, socialização, autonomia, regulação emocional e habilidades motoras.
A ausência frequente de profissionais habilitados nas escolas reduz o potencial formativo do movimento infantil, transformando-o em uma prática desprovida de intencionalidade pedagógica e de significados. Por a criança expressar-se intensamente por meio do movimento, é fundamental que a Educação Física na primeira infância seja organizada a partir de uma concepção didático-metodológica crítica, que integre dimensões cognitivas, sociais, afetivas e motoras. É imprescindível a existência de propostas que valorizem experiências corporais, materiais e de interação social para estimular a construção de sentidos, o desenvolvimento do pensamento crítico, a compreensão das relações sociais e a formação de uma identidade emancipadora desde os primeiros anos de escolarização (Basei, 2008).
Ratificando os pontos apresentados até aqui, Santos e Barbanera (2022) afirmam que as aulas de Educação Física na Educação Infantil são fundamentais por contribuírem para o desenvolvimento motor, cognitivo e socioafetivo das crianças. Os autores destacam que práticas dinâmicas e lúdicas favorecem a autonomia, a criatividade, a interação social e emoções como solidariedade, respeito e empatia. Além disso, enfatizam que o papel do professor de Educação Física é indispensável, pois cabe a ele criar ambientes adequados e propor atividades inovadoras que motivem as crianças, facilitando a aprendizagem e estimulando valores éticos e de convivência social essenciais ao desenvolvimento infantil.
Por seu turno, Faria et al. (2020) sublinham que a Educação Física desempenha um papel fundamental no desenvolvimento integral dos estudantes, exigindo do professor uma prática alinhada a perspectivas contemporâneas e democráticas de ensino. Para os autores, documentos pedagógicos que dialogam com a realidade escolar e com o contexto sociocultural dos alunos ampliam as possibilidades de aprendizagem, especialmente quando valorizam jogos e atividades lúdicas orientadas por objetivos formativos claros e por uma visão construtivista.
Os pesquisadores ressaltam, ainda, que a ludicidade deve ser recuperada em todas as áreas do conhecimento, e que, no caso de práticas como a dança e a expressão corporal, é essencial que os alunos manifestem sua corporeidade de modo autêntico, para além de influências midiáticas. Assim, o professor de Educação Física não atua como mero modelador de corpos, mas como agente formador que promove valores éticos, cooperativos e solidários. Apesar da relevância dessa área no currículo, seu espaço ainda é reduzido, o que reforça a necessidade de práticas transdisciplinares. Nesse sentido, atividades motoras e lúdicas configuram-se como recursos pedagógicos eficazes para integrar dimensões físicas, afetivas e cognitivas no desenvolvimento dos educandos (Faria et al., 2020).
Complementarmente, Martins, Martinez e Guerine (2021) destacam que o desenvolvimento motor dos estudantes está diretamente relacionado tanto às experiências vivenciadas nas aulas de Educação Física quanto aos estímulos recebidos ao longo da vida, uma vez que esses fatores influenciam a consolidação da lateralidade e outras capacidades essenciais ao crescimento humano. Os autores enfatizam que o papel do professor vai além da simples transmissão de conteúdos: ele deve compreender os princípios que orientam o desenvolvimento motor para observar seus alunos de maneira sistemática e intervir sempre que necessário, contribuindo para sua qualidade de vida presente e futura. Ressaltam, ainda, que ampliar o debate sobre essa temática é indispensável não apenas no meio acadêmico, mas também no contexto escolar, pois a divulgação desse conhecimento favorece práticas pedagógicas mais eficazes e amplia o êxito das intervenções da Educação Física no aprimoramento da lateralidade e demais habilidades motoras.
Por fim, e indo ao encontro das observações feitas pelos autores mencionados até aqui, Dezani et al. (2014) enfatizam que as experiências motoras vivenciadas na infância e adolescência exercem forte influência sobre hábitos futuros, contribuindo para atitudes positivas relacionadas ao movimento. Nesse contexto, afirmam que o desenvolvimento psicomotor infantil, embora siga etapas comuns, manifesta-se de forma singular em cada criança, razão pela qual as aulas devem favorecer a exploração do ambiente e a participação ativa nas atividades propostas.
Destacam também que a oferta de vivências motoras variadas, ou seja, articuladas ao repertório de brincadeiras e práticas esportivas dos alunos, amplia o interesse pelas aulas, estimula a socialização, promove o resgate de jogos tradicionais e fortalece a sensação de pertencimento. Tal diversidade de práticas permite um desenvolvimento amplo, envolvendo aspectos físicos, cognitivos, sociais e emocionais (Dezani et al., 2014).
Ressaltam, ainda, o papel decisivo do professor, cuja atuação comprometida, atualizada e sensível ao contexto dos estudantes é essencial para o êxito das práticas pedagógicas. Mesmo em ambientes educacionais de abordagem mais tradicional, os estímulos motores adequados podem favorecer a coordenação, o equilíbrio, a lateralidade e outras funções psicomotoras fundamentais, contribuindo para o desenvolvimento integral do indivíduo (Dezani et al., 2014).
Tomando de forma integrada os estudos analisados, torna-se evidente que a Educação Física na infância ultrapassa amplamente a ideia de simples movimento ou recreação. As pesquisas revelam que o ato de brincar, correr, explorar espaços e interagir com outras crianças constitui um campo fértil de aprendizagens que mobilizam corpo e mente de maneira inseparável. Pessoalmente, chama atenção como o desenvolvimento infantil se mostra profundamente conectado à experiência corporal: é pelo movimento que a criança estrutura percepções, organiza pensamentos, experimenta emoções e aprende a se relacionar com o mundo.
Quando a Educação Física é planejada com intencionalidade pedagógica, os benefícios ultrapassam o âmbito motor e alcançam dimensões que formam sujeitos mais autônomos, críticos e sensíveis às relações sociais. Assim, cada estudo reforça a necessidade de enxergar o corpo não como instrumento, mas como linguagem, expressão e condição real da aprendizagem.
Nesse sentido, refletir sobre os achados também evidencia uma urgência: é preciso garantir que a Educação Física ocupe, nas políticas públicas e na prática escolar cotidiana, o lugar que lhe é de direito. Os estudos mostram avanços, esforços e iniciativas importantes, mas também deixam claras fragilidades que precisam ser enfrentadas, que vão desde a formação dos profissionais até a infraestrutura disponível, passando pela necessidade de práticas mais inclusivas.
Ao olhar para esse conjunto de pesquisas, torna-se impossível ignorar o papel transformador que a Educação Física exerce no desenvolvimento integral da criança. Mais que uma disciplina curricular, ela se constitui como um espaço de experiência humana total, onde se aprende a pensar com o corpo e a sentir com a mente. É nessa integração que reside seu maior potencial educativo, e é essa visão que deve orientar a escola, o professor e cada ação pedagógica comprometida com a infância.
Diante da diversidade de contribuições teóricas que emergem da literatura, apresenta-se, a seguir, um quadro teórico que sintetiza os principais eixos discutidos pelos autores. Esse quadro tem a função de organizar, de forma objetiva, as categorias centrais da análise, permitindo visualizar como cada dimensão (motora, cognitiva, emocional, social e cultural) se interrelaciona no processo educativo. Assim, busca-se oferecer uma visão estruturada dos fundamentos que sustentam a relevância da Educação Física na infância.
Quadro 2 - Educação Física e o Desenvolvimento Integral da Criança.
Categoria/Dimensão | Principais Ideias | Autores/Referências |
|---|---|---|
Infância como construção social e cultural | A criança é produtora de cultura, interage criticamente com o entorno e aprende por meio das práticas corporais que expressam identidade e criatividade. | Cavalaro e Muller (2009) |
Educação Física como espaço integrador no currículo | A disciplina deve dialogar com outras áreas, articulando saberes e promovendo experiências integradas que ampliem o repertório das crianças. | Cavalaro e Muller (2009) |
Desenvolvimento motor | As práticas corporais favorecem avanços em coordenação, equilíbrio, lateralidade e habilidades motoras fundamentais para outras aprendizagens. | Silva, Barros e Bringel (2024); Figueredo et al. (2025) |
Desenvolvimento cognitivo | O movimento potencializa atenção, memória, raciocínio e resolução de problemas, reforçando sua importância para o desempenho escolar global. | Silva, Barros e Bringel (2024); Figueredo et al. (2025) |
Dimensão socioemocional | A Educação Física contribui para a autoconfiança, autoestima, regulação emocional, empatia, valores de convivência e construção de vínculos sociais. | Silva, Barros e Bringel (2024); Figueredo et al. (2025) |
Educação Física como promotora de saúde | As atividades físicas estimulam neurotransmissores ligados ao bem-estar, reduzem estresse e ansiedade, e favorecem hábitos saudáveis desde cedo. | Figueredo et al. (2025) |
Desafios estruturais e formativos | Falta de formação continuada, infraestrutura limitada, ausência de políticas públicas sólidas e dificuldades na integração entre professores. | Cavalaro e Muller (2009); Silva, Barros e Bringel (2024) |
Importância do planejamento pedagógico | Práticas bem elaboradas geram aprendizagens significativas, inclusão, participação ativa e experiências corporais que integram corpo e mente. | Todos os estudos analisados |
Papel da escola e do professor | O professor deve atuar de forma intencional, sensível às necessidades das crianças e comprometido com sua formação integral. A escola deve garantir condições reais para o desenvolvimento de práticas qualificadas. | Síntese dos estudos |
Fonte: elaboração própria (2025).
A partir desse quadro teórico, torna-se possível compreender de maneira mais clara a complexidade e a amplitude do papel desempenhado pela Educação Física na formação das crianças. Ao evidenciar as múltiplas dimensões do desenvolvimento contempladas pelas práticas corporais, o quadro reforça a necessidade de que essa área seja abordada de forma intencional, integrada e pedagogicamente fundamentada. Além de sintetizar os aportes da literatura, ele contribui para orientar práticas educativas e políticas escolares que valorizem o corpo como espaço de aprendizagem, expressão e convivência. Assim, destaca-se que investir em Educação Física de qualidade significa promover experiências ricas, inclusivas e formadoras, capazes de impactar positivamente toda a trajetória educativa da criança.
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS
O presente estudo evidenciou que a Educação Física desempenha um papel fundamental no desenvolvimento integral da criança, articulando de maneira indissociável as dimensões motora, cognitiva, emocional e social. A análise dos diferentes estudos revelou que o movimento, quando orientado pedagogicamente, constitui um potente mediador das aprendizagens e das experiências infantis, permitindo que as crianças construam conhecimentos, expressem emoções, ampliem sua autonomia e estabeleçam relações significativas com o mundo ao seu redor. Ao reconhecer a infância como uma etapa marcada pela exploração, criatividade e construção cultural, reforça-se que a Educação Física não pode ser compreendida como uma prática complementar ou secundária, mas como um componente curricular essencial para a formação de sujeitos críticos, saudáveis e socialmente participativos.
Os achados também apontaram desafios recorrentes que atravessam a prática docente, como a necessidade de formação continuada, investimentos estruturais e maior integração entre professores especialistas e pedagogos. Esses obstáculos, entretanto, longe de desqualificar o potencial da Educação Física, reforçam a urgência de políticas públicas e ações institucionais que assegurem condições adequadas para o desenvolvimento de práticas significativas e inclusivas. Assim, reafirma-se que promover uma Educação Física de qualidade é investir em uma escola que valoriza o corpo como linguagem, experiência e modo de aprendizagem, reconhecendo que é pelo movimento que a criança se desenvolve de forma plena.
Portanto, a Educação Física, quando planejada intencionalmente e fundamentada em bases pedagógicas sólidas, contribui decisivamente para a construção de trajetórias educativas mais humanas, integradoras e transformadoras. Ao integrar corpo e mente no processo formativo, essa área amplia horizontes, fortalece vínculos e favorece a constituição de sujeitos capazes de agir, pensar e sentir de forma autônoma. Cabe à escola, aos professores e às políticas educacionais garantir que esse potencial seja reconhecido e efetivamente incorporado ao cotidiano escolar, assegurando às crianças o direito de aprender com e pelo movimento.
Apesar das contribuições apresentadas, esta pesquisa apresenta algumas limitações que devem ser consideradas. A análise baseou-se exclusivamente em estudos selecionados, o que pode restringir a abrangência das conclusões, já que outras produções acadêmicas, metodologias e contextos escolares poderiam trazer perspectivas complementares.
Além disso, não foram incluídas investigações de campo ou observações diretas, o que teria possibilitado uma compreensão mais aprofundada das práticas cotidianas da Educação Física na Educação Infantil. Diante disso, recomenda-se que trabalhos futuros explorem abordagens empíricas, ampliem a diversidade de fontes e contemplem diferentes realidades escolares, incluindo estudos longitudinais que acompanhem o impacto das práticas corporais ao longo do desenvolvimento infantil. Pesquisas que analisem políticas públicas, formação docente e práticas inclusivas também podem contribuir para um entendimento mais completo e crítico do papel da Educação Física na infância.
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1 Mestra em Ciências da Educação. Facultad Interamericana de Ciencias Sociales (FICS). E-mail: [email protected].
2 Doutora em Educação. Universidade Federal do Pará (UFPA). E-mail: [email protected].