COMO A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL IMPACTA NA VIDA DOS ESTUDANTES DE UNIVERSIDADES PÚBLICAS DO RIO DE JANEIRO



Ricardo Nascimento Ferreira¹
Breno Dutra Rodrigues²
Clayton Ferreira Francisco³
Daniella Luisa Araujo Lobão⁴
Pedro Luiz Pereira de Azevedo⁵


RESUMO
A Inteligência Artificial (IA) se tornou uma força transformadora na educação, especialmente nas universidades públicas do Rio de Janeiro. Essa tecnologia está redefinindo a experiência dos estudantes, afetando tanto aspectos acadêmicos quanto administrativos. Neste estudo, exploraremos em detalhes como a IA tem impactado a vida dos estudantes em instituições de ensino público no estado do Rio de Janeiro. O principal objetivo desta pesquisa é analisar de que forma a IA está sendo implementada nas universidades públicas do Rio de Janeiro e como ela afeta a vida dos estudantes. O estudo se justifica pela crescente importância da IA na educação e pela necessidade de compreender como essa tecnologia está moldando a experiência dos estudantes. À medida que as universidades buscam se adaptar às demandas do século XXI, a IA desempenha um papel crucial na modernização do ensino superior. Para atingir os objetivos propostos, esta pesquisa se baseia em uma revisão abrangente da literatura acadêmica, incluindo estudos e artigos relacionados à aplicação da IA nas universidades. Além disso, realizaremos análises de dados qualitativos por meio de pesquisa com estudantes. Os resultados esperados abordam o impacto da IA na vida dos estudantes, destacando a personalização do aprendizado, a otimização da administração acadêmica e a aceleração da pesquisa. Também consideraremos os desafios éticos, como a privacidade dos dados dos estudantes, e a importância de garantir que a IA seja acessível a todos. Espera-se que este estudo forneça insights valiosos sobre como a IA está moldando a experiência dos estudantes de universidades públicas no estado do Rio de Janeiro. 
Palavras-Chave: Inteligência artificial; Impacto; Administração acadêmica; Universidades Públicas; Rio de Janeiro.

ABSTRACT
A Artificial Intelligence (AI) has become a transformative force in education, especially in Rio de Janeiro's public universities. This technology is redefining the student experience, affecting both academic and administrative aspects. In this study, we will explore in detail how AI has impacted the lives of students in public education institutions in the state of Rio de Janeiro. The main objective of this research is to analyze how AI is being implemented in public universities in Rio de Janeiro and how it affects students' lives. The study is justified by the growing importance of AI in education and the need to understand how this technology is shaping the student experience. As universities seek to adapt to the demands of the 21st century, AI plays a crucial role in modernizing higher education. To achieve the proposed objectives, this research is based on a comprehensive review of academic literature, including studies and articles related to the application of AI in universities. In addition, we will conduct qualitative data analysis through a student survey. The expected results address the impact of AI on students' lives, highlighting the personalization of learning, the optimization of academic administration and the acceleration of research. We will also consider ethical challenges, such as the privacy of student data, and the importance of ensuring that AI is accessible to all. It is hoped that this study will provide valuable insights into how AI is shaping the student experience at public universities in the state of Rio de Janeiro.
Keywords: Artificial intelligence; Impact; Academic administration; Public universities; Rio de Janeiro.

1. Introdução

A Inteligência Artificial está desempenhando um papel cada vez mais significativo na vida dos estudantes das universidades públicas do Estado do Rio de Janeiro. Neste contexto, esta apresentação explorará o impacto da IA na educação superior, destacando como ela está transformando a experiência estudantil e melhorando a eficiência das instituições de ensino. Abordaremos tópicos como personalização da aprendizagem, assistência virtual, pesquisa e inovação, bem como os desafios e oportunidades que essa revolução tecnológica traz para os estudantes e as instituições de ensino. A Inteligência Artificial é uma realidade em constante evolução, e compreender seu papel na educação é essencial para a preparação dos estudantes e aprimoramento das universidades públicas do Estado do Rio de Janeiro.

Além dos aspectos tecnológicos, é fundamental abordar as preocupações éticas e legais relacionadas ao uso da Inteligência Artificial. Durante a apresentação, exploraremos as questões éticas envolvidas, como a privacidade dos dados dos estudantes, a transparência dos algoritmos educacionais e a equidade no acesso a oportunidades de ensino. Também discutiremos a importância da legislação e regulamentação para garantir que a IA seja usada de maneira responsável e justa no contexto educacional. Isso envolve o cumprimento de leis de proteção de dados, a elaboração de políticas de uso ético da IA e a consideração de padrões internacionais de direitos humanos. A ética e a legislação desempenham um papel crucial na garantia de que a Inteligência Artificial beneficie os estudantes das universidades públicas do Estado do Rio de Janeiro de maneira justa e segura.

2. Inteligência Artificial
2.1 Conceito

Perguntar inicialmente "O que é inteligência?" pode ser um ponto de partida mais sólido. Essa questão intrigou biólogos, psicólogos e filósofos ao longo dos séculos. A definição de inteligência, conforme Coppin (2004), está relacionada à capacidade de lidar com novas situações, resolver problemas e elaborar planos. Na Inteligência Artificial (IA), compreender o "porquê" é crucial, essa forma de inteligência, não natural, mas criada pelo homem, busca imitar as conexões cerebrais. Na tecnologia, busca-se criar conexões baseadas no cérebro, o órgão mais complexo do corpo humano:

O número de neurônios no cérebro humano é estimado em aproximadamente 100 bilhões, com uma média de mil conexões por neurônio, para um total de 100 trilhões de conexões. Com 100 trilhões de conexões e 100 milhões de pedaços de conhecimento (incluindo padrões e habilidades), nós obtemos uma estimativa de cerca de um milhão de conexões por pedaço (KURZWEIL, 2007, p.144).

Linden (2008) destaca que as redes neurais, inspiradas na natureza, reproduzem neurônios artificiais semelhantes aos humanos, interligando-os para realizar tarefas anteriormente exclusivas dos cérebros. Essas redes apresentam características comparáveis, como robustez, tolerância a falhas, flexibilidade, capacidade de lidar com dados ruidosos e probabilísticos, processamento paralelo, arquitetura compacta e eficiência energética. Essa arquitetura não apenas aprende, mas também generaliza.

Russel e Norvig (2013) definem as capacidades necessárias para que um computador forneça uma definição operacional satisfatória de inteligência:

- Processamento de linguagem natural para comunicação.
- Representação de conhecimento para armazenar informações.
- Raciocínio automatizado para usar essas informações, respondendo a perguntas e tirando conclusões.
- Aprendizado de máquina para se adaptar a novas circunstâncias.

Desse modo, entende-se que a inteligência Artificial é uma tecnologia que visa treinar máquinas a imitar o raciocínio humano, sendo, assim, capazes de absorver tarefas, resolver problemas, analisar informações e tomar decisões. Para isso, ferramentas de IA precisam “aprender”. Esses sistemas são formados por um conjunto complexo de algoritmos que, enquanto são alimentados com dados, aprendem a identificar padrões e a fazer conexões lógicas. Com esse aprendizado, são capazes de realizar tarefas como os humanos as fariam. No entanto, os sistemas de IA conseguem fazer isso em uma velocidade inimaginável, já que podem processar milhares de dados em segundos.

A IA é um campo da computação com enorme potencial e a cada dia os especialistas desenvolvem uma nova forma de alavancá-la e usá-la. Dentre suas muitas funções, ela é capaz de: Processar e analisar um grande volume de dados de forma rápida; Mapear e identificar padrões e semelhanças nos dados; Reproduzir o comportamento e a lógica humanas para realizar atividades; Automatizar processos, realizando diversas etapas com muita agilidade; Executar tarefas com maior precisão, reduzindo erros; Cumprir tarefas repetitivas; Funcionar de maneira ininterrupta; Resolver atividades complexas.

2.2 Origem

A história da inteligência artificial remonta aos anos 40, muito antes da década de 80 associada ao surgimento dos computadores pessoais. Warren McCulloch e Walter Pitts, em 1943, criaram o primeiro modelo computacional para redes neurais, fundamentando as bases da IA. Nesse período, máquinas como a famosa de Alan Turing, projetada para decifrar mensagens alemãs na Segunda Guerra Mundial, já realizavam cálculos complexos.

Em 1956, durante uma conferência em Dartmouth College, John McCarthy introduziu oficialmente o termo "inteligência artificial", marcando o início formal dessa disciplina. A evolução técnica e filosófica desde então culminou no teste de Turing, idealizado por Alan Turing em 1950. O teste, que consistia em verificar se uma máquina poderia demonstrar inteligência equivalente à humana, foi superado apenas em 2014, quando uma IA enganou uma banca na Universidade de Reading em Londres.

Ao longo desse desenvolvimento, a cultura pop abraçou o tema, refletindo a evolução da IA em obras cinematográficas. Filmes como "Blade Runner", "I.A. Inteligência Artificial" e outros exploram questões éticas e possibilidades futuras da inteligência artificial. Essas representações destacam como a IA se tornou um tópico fascinante e complexo tanto tecnicamente quanto em sua interação com a sociedade.

2.3 IA e a Educação

Na esfera acadêmica universitária, a presença da Inteligência Artificial (IA) na Educação contemporânea se desdobra em três propósitos fundamentais e interconectados. Primeiramente, destaca-se o desenvolvimento contínuo de ferramentas educativas direcionadas aos alunos, as quais desempenham funções pedagógicas cruciais, como a tutoria de competências, auxílio na aquisição de conceitos e suporte à consciência metacognitiva. Em segundo lugar, há um foco específico no aprimoramento de ferramentas de assistência para os professores, enquanto o terceiro propósito concentra-se na criação de ferramentas destinadas a auxiliar os gestores educacionais.

A evolução da IA na Educação no contexto universitário sublinha a importância de considerar os alunos não apenas como receptores de conhecimento, mas como indivíduos complexos, abrangendo dimensões como motivação, mentalidade e emoções acadêmicas. Esse enfoque mais abrangente levou ao desenvolvimento de técnicas que buscam avaliar os estados emocionais e motivacionais transitórios dos alunos, visando impulsionar estados de espírito positivos e mitigar estados negativos, como frustração ou tédio.

Exemplos práticos no ambiente universitário incluem o uso do ChatGPT, uma ferramenta baseada em IA que oferece suporte à aprendizagem autônoma. Os alunos podem interagir com o ChatGPT para obter esclarecimentos sobre conceitos, receber orientações personalizadas e até mesmo utilizar o sistema como uma ferramenta de reflexão sobre seu próprio progresso acadêmico.

Além disso, o surgimento de "painéis de controle" visa proporcionar aos alunos meios eficazes de reflexão sobre seu progresso, tanto em tempo real quanto após a conclusão de aulas ou sessões.

Estudos acadêmicos demonstram que ferramentas orientadas para o aluno, como o ChatGPT, superam, em termos de ganhos de aprendizagem, a abordagem tradicional de professores que lidam com turmas inteiras. No entanto, é relevante observar que essas ferramentas apresentam um desempenho ligeiramente inferior quando comparadas a tutores humanos qualificados que trabalham de maneira mais individualizada com os alunos. Essa discussão ressalta a crescente influência e impacto da IA no ambiente universitário, suscitando considerações sobre eficácia, ética e privacidade no contexto educacional avançado.

3. Questões éticas no uso da Inteligência Artificial
3.1 Ética e a IA

Ética, no âmbito acadêmico, refere-se aos princípios morais e padrões de conduta que orientam as ações dos indivíduos no ambiente educacional, trata-se de um conjunto de valores que promove a integridade, honestidade e responsabilidade no processo de ensino e aprendizagem. Quando aplicada ao uso da Inteligência Artificial (IA) na academia, a ética assume um papel crucial, isso abrange questões relacionadas à privacidade dos alunos, transparência nos algoritmos educacionais, e o impacto social e cultural das tecnologias de IA. É fundamental considerar como as ferramentas baseadas em IA são projetadas, implementadas e utilizadas para garantir que estejam alinhadas com os princípios éticos acadêmicos.

A integração ética da IA no ambiente acadêmico implica em assegurar que as decisões automatizadas respeitem padrões éticos aceitos, evitando discriminação e promovendo a equidade. Além disso, é importante garantir a segurança e confidencialidade dos dados dos alunos, especialmente quando a IA é empregada para personalização da aprendizagem ou análise de desempenho. A discussão ética no contexto acadêmico relacionado à IA também envolve a transparência nas operações dos algoritmos, permitindo que professores e alunos compreendam como as decisões são tomadas. Essa transparência contribui para a construção de confiança e entendimento sobre o papel da IA no processo educacional.

Em resumo, a ética no âmbito acadêmico, quando se trata do uso da IA, enfatiza a necessidade de considerações morais e responsáveis na implementação e utilização dessas tecnologias, visando sempre o benefício educacional, o respeito aos direitos individuais e a promoção de um ambiente de aprendizagem ético e equitativo.

3.2 Considerações

O avanço da Inteligência Artificial (IA) na era digital suscita reflexões sobre ética, especialmente no que diz respeito à não neutralidade dos dados. No contexto da pandemia, governos empregaram técnicas como reconhecimento facial e Big Data para monitorar e controlar a disseminação do COVID-19. Apesar dos benefícios da IA, surgem preocupações com vieses e preconceitos propagados por sistemas inteligentes. Compreender o funcionamento da IA, principalmente o aprendizado de máquina, revela a dependência da máquina da qualidade dos dados e destaca a propensão à perpetuação de vieses presentes nesses dados.

Ao explorar casos emblemáticos, como o concurso de beleza julgado por robôs, percebe-se que dados não são neutros. Vieses se manifestaram, resultando em uma seleção predominantemente de participantes brancos, revelando a influência da base de treinamento majoritariamente composta por imagens de pessoas brancas. Outros exemplos, como sistemas de recrutamento automatizado, mostram como bases de dados históricas podem gerar discriminações inadvertidas, impactando, por exemplo, a seleção de candidatos com base em padrões preexistentes.

A validade dos dados também é crucial, como evidenciado no caso de uma empresa de seguro saúde que, ao buscar reduzir custos, acabou privilegiando pacientes brancos devido à falta de representatividade de dados de pacientes negros em seus registros. Além disso, há casos em que vieses estão ocultos, dificultando sua identificação, como demonstrado por sistemas de saúde que, ao focar em pacientes com maior uso de serviços, acabam favorecendo grupos socioeconômicos mais favorecidos.

Diante desses desafios éticos, é imperativo que desenvolvedores compreendam a responsabilidade de criar sistemas inteligentes éticos, considerando o contexto da geração e uso dos dados. Transparência, auditabilidade e consciência dos cidadãos em relação à privacidade são essenciais. A sociedade deve exigir que sistemas inteligentes sejam desenvolvidos e utilizados de maneira ética, evitando discriminações e garantindo a conformidade com padrões éticos estabelecidos.

Esses dilemas éticos se estendem a diversas áreas, desde recrutamento até diagnósticos de saúde, exigindo um equilíbrio delicado entre inovação tecnológica e considerações éticas. Conclusivamente, a ética na IA é uma preocupação crucial, pois as decisões automatizadas baseadas em dados podem impactar significativamente a vida das pessoas, reforçando a importância de um desenvolvimento responsável e consciente na busca por avanços tecnológicos.

4. Oportunidades e desafios

No contexto das universidades públicas, a inteligência artificial (IA) oferece inúmeras oportunidades para aprimorar a gestão e os processos administrativos. Ao adotar sistemas automatizados baseados em IA, as instituições podem otimizar operações, reduzindo burocracias e aumentando a eficiência. Além disso, a personalização da educação torna-se uma realidade, permitindo que a IA adapte métodos de ensino de acordo com as necessidades individuais dos estudantes. Essa abordagem proporciona uma experiência educacional mais eficaz, atendendo às diversas formas de aprendizado. A pesquisa acadêmica também se beneficia, com ferramentas avançadas de IA acelerando análises de dados e automatizando tarefas complexas, impulsionando descobertas científicas. Com chatbots e assistentes virtuais, a IA contribui para aprimorar a experiência do estudante, oferecendo suporte instantâneo e respostas rápidas, melhorando a comunicação e a interação no ambiente acadêmico

Apesar das oportunidades, a implementação da inteligência artificial nas universidades públicas enfrenta desafios significativos. A viabilidade financeira é uma preocupação, uma vez que a adoção de tecnologias avançadas pode demandar investimentos substanciais, tornando essencial uma gestão orçamentária cuidadosa. A questão da privacidade e ética surge com o uso de dados para personalização e análise, exigindo a criação de políticas rigorosas para proteger as informações dos estudantes. A desigualdade de acesso às tecnologias avançadas também é um desafio, já que nem todos os estudantes têm igualdade de acesso, gerando disparidades no aproveitamento dos benefícios da IA. A preparação e capacitação de professores e equipe administrativa são necessárias para garantir a utilização eficaz dessas tecnologias. Adicionalmente, a resistência à mudança institucional e cultural pode ser um obstáculo, destacando a importância de promover uma mentalidade aberta à inovação nas universidades públicas

5. Metodologia

O tipo de pesquisa realizada é classificada como pesquisa descritiva, pois visa descrever e analisar características e fenômenos relacionados ao tema em questão. O instrumento utilizado para a coleta de dados foi um formulário de pesquisa com perguntas estruturadas. Os respondentes do formulário são a fonte primária de dados. Além disso, as perguntas foram elaboradas com base em revisão bibliográfica prévia, o que inclui legislação, doutrina e jurisprudência relacionadas ao tema. O formulário foi disponibilizado online para os participantes, que puderam acessá-lo e responder às perguntas. Os dados foram coletados por meio das respostas dos participantes ao formulário, após a coleta, os dados foram analisados quantitativamente para obter informações estatísticas. Os resultados foram interpretados à luz da revisão bibliográfica e da teoria relevante. Este procedimento segue o modelo de pesquisa descritiva, que envolve a coleta de dados por meio de questionários para analisar e descrever as características e padrões relacionados ao tópico de pesquisa.

6. Resultados e Discussão 
6.1 Resultado da Pesquisa

Ao ingressarmos na seção de Resultados e Discussões, desvendamos o panorama revelado pela pesquisa descritiva em questão. Aqui, desenrolam-se as respostas intricadas às indagações cuidadosamente elaboradas, traçando um retrato detalhado do cenário investigado. A análise destes resultados não apenas arremessa luz sobre as nuances da investigação, mas também fornece um substrato essencial para a posterior deliberação e reflexão acerca das descobertas, consolidando assim o alicerce para as discussões que se seguem. As perguntas utilizadas que foram relevantes para analisar os padrões e vertentes ligadas ao tema são as seguintes:

  • Qual sua idade?


  • Você estuda em universidade pública?



  • De acordo com o seu curso, como ele pode ser classificado com a sua natureza?

  • Você utiliza alguma forma de IA, como assistentes virtuais ou chatbots, para obter informações do curso?

  • Com que frequência você utiliza essas inteligências artificias para realização de tarefas?


  • Em uma escala de 0 a 5, sendo 5 a maior nota, como as IA afetou a forma como que você faz pesquisas e trabalhos acadêmicos?

  • Como você avalia a qualidade das respostas fornecidas por sistemas de IA em relação aos seus interesses e necessidades de aprendizado? (5 maior nota)


  • Existem preocupações éticas relacionadas ao uso da IA em sua vida acadêmica?

  • Quais as maiores vantagens e desvantagens da utilização da IA nos estudos? 
     
A indagação em questão foi deliberadamente formulada de maneira aberta, proporcionando aos participantes da pesquisa a oportunidade de apresentar argumentos de maneira mais ampla e reflexiva. A subsequente enumeração destaca as três vantagens e desvantagens mais frequentemente citadas por esses participantes:

6.2 Desvantagens e ética

Ao questionar os entrevistados sobre a existência de preocupações éticas relacionadas ao uso da IA nos estudos cerca de 83,3% das respostas confirmaram tal apreensão, esse dado se mostra verdadeiro à medida que quando solicitado que fosse apresentado alguma desvantagem sobre a utilização das inteligências artificiais nos estudos a maior parte das respostas abordou temas como o aumento do conformismo nos estudantes e a possibilidade de colas e cópias, ambas essas preocupações também apareceram quando a internet começou a ser utilizada na educação em meados de 2010, em seu artigo As identidades dos alunos em tempo de cultura digital: A percepção dos professores de educação básica. Diversos professores foram entrevistados para dar suas opiniões sobre o uso de novas tecnologias em sala de aula, dessas entrevistas um grupo de professores afirmou que as novas tecnologias mais prejudicam do que ajudam na educação, foi atestado por muitos deles que os alunos ficaram mais acomodados e com preguiça de pensar, outro grupo de professores afirmou que as novas tecnologias deixaram os alunos mais interessados nos estudos e aumentou seu acesso à informação e pensamento crítico, mesmo discordando do papel da tecnologia na educação todos os professores concordaram que a internet provocou mudanças na maneira em seus alunos e no funcionamento das aulas, por mais que a utilização da IA na educação seja um tema mais moderno do que a internet em sala de aula é possível perceber que grande parte das preocupações de quase uma década atrás ainda estão presentes em nossa sociedade.

Tais apreensões se provaram em parte verdadeiras ao decorrer dos anos pois foi possível perceber que os alunos se tornaram mais cômodos e com maior acesso à informação tendo sido necessário conciliar os pontos positivos com os negativos, o mesmo serve para a IA que também possui benefícios e desvantagens, porém, no caso da inteligência artificial um fator determinante foi o aumento da facilidade na produção não original, cópias e colas. No artigo Conhecimento poderoso e Inteligência artificial: Aliando didaticamente tecnologias para a educabilidade foi tratado o assunto da falta de ética e a IA em seu estudo cerca de 20 professores participaram de uma proposta de dialogo em grupo com o foco de discutir e compreender os novos preceitos da tecnologia na educação no pós-pandemia, os resultados dessa discussão foram diversos foi proposto a mudança de meios avaliativos como provas orais, trabalhos escritos a mão e debates expositivos e até mesmo foi afirmado que se os professores tivessem acesso a esse tipo de tecnologia em seu tempo a forma que dariam aula seria totalmente diferente, com essa afirmação é possível perceber que os problemas éticos relacionados a IA na educação são decorrentes do fato da falta de familiarização tanto dos alunos quanto aos professores sobre a inteligência artificial pois a partir do momento que ambos os lados entendam os pontos um do outro será possível chegar a uma solução, aos alunos cabe entender o esforço de seus professores e ver como a falta de honestidade e de foco afeta a eles próprios, aos professores cabe entender os motivos que levam os alunos a serem desonestos e estarem desinteressados ou desmotivados para pensar utilizando de ferramentas como o Chatgtp para fazer seus trabalhos e conseguir respostas de maneira fácil.

6.3 Pontos importantes observados na pesquisa

O primeiro ponto observado é de acordo com os dados apresentados, que indicam que a maioria das pessoas que utilizam inteligências artificiais são jovens de 16 a 30 anos. Isso pode ser explicado por uma série de fatores, incluindo:

  • Maior familiaridade com a tecnologia: As gerações mais jovens cresceram em um mundo cada vez mais digital, o que as torna mais familiarizadas com a tecnologia, incluindo as inteligências artificiais.
  • Maior interesse em inovações: As gerações mais jovens são mais propensas a se interessar por inovações, incluindo as inteligências artificiais, que são consideradas uma tecnologia de ponta.
  • Maior facilidade de adoção: As gerações mais jovens são mais propensas a adotar novas tecnologias, o que inclui as inteligências artificiais.
A percepção de que as pessoas mais jovens usam mais as inteligências artificiais pode ser confirmada por uma série de estudos. Por exemplo, um estudo realizado pela Pew Research Center em 2022 mostrou que 72% dos jovens de 18 a 29 anos usam inteligências artificiais em seus smartphones, enquanto apenas 52% dos adultos de 30 a 49 anos fazem o mesmo. Esses dados indicam que as inteligências artificiais estão se tornando cada vez mais populares, especialmente entre os jovens. Isso se deve a uma série de fatores, incluindo a maior familiaridade com a tecnologia, o maior interesse em inovações e a maior facilidade de adoção. É importante ressaltar que esses dados são apenas uma amostra e que não representam a opinião de todas as pessoas. No entanto, eles fornecem uma visão interessante sobre o uso das inteligências artificiais por jovens.

Além disso, os dados também sugerem que a IA é mais precisa em cursos subjetivos do que em cursos exatos, por exemplo, um estudo realizado pela Carnegie Mellon University em 2022 mostrou que a IA pode avaliar com precisão a qualidade de poemas, mas tem dificuldade em avaliar a qualidade de equações matemáticas. Essa diferença de precisão pode ser explicada por uma série de fatores, incluindo: 

  • Dificuldade de medição: As matérias subjetivas são mais difíceis de medir do que as matérias exatas. Por exemplo, é difícil definir um padrão objetivo para avaliar a qualidade de um poema ou de uma pintura.
  • Variabilidade: As respostas humanas em matérias subjetivas são mais variáveis do que em matérias exatas. Por exemplo, duas pessoas podem ter opiniões diferentes sobre a qualidade de um livro.
  • Bias: Os dados de treinamento da IA podem conter vieses, que podem ser refletidos nas avaliações feitas pela IA. Por exemplo, uma IA treinada em dados de avaliações de professores pode ser tendenciosa em favor de certos estilos de escrita ou de arte.
7. Conclusão
7.1 Considerações Finais

A pesquisa realizada com estudantes universitários do estado do Rio de Janeiro revelou que a inteligência artificial (IA) tem um impacto significativo na vida desses estudantes. Os principais pontos observados foram:

  • A maioria dos estudantes que utilizam IA são jovens de 16 a 30 anos. Isso pode ser explicado por uma série de fatores, incluindo a maior familiaridade com a tecnologia, o maior interesse em inovações e a maior facilidade de adoção por parte das gerações mais jovens.
  • A IA é mais precisa em cursos subjetivos do que em cursos exatos. Isso ocorre porque as matérias subjetivas são mais difíceis de medir e as respostas humanas são mais variáveis.

Além desses pontos, a pesquisa também revelou que os estudantes universitários têm preocupações éticas relacionadas ao uso da IA na educação. Essas preocupações incluem o aumento do conformismo nos estudantes e a possibilidade de colas e cópias. Em vista desses resultados, é possível concluir que a IA tem o potencial de ser uma ferramenta valiosa para a educação, mas é importante que seu uso seja feito de forma responsável e ética. Os professores e os alunos precisam estar cientes dos benefícios e dos riscos da IA, para que possam utilizá-la de forma eficaz e segura.

A seguir são apresentadas algumas recomendações para o uso da IA na educação: Os professores devem estar familiarizados com as diferentes formas de IA que podem ser utilizadas na educação: Eles devem ser capazes de escolher as ferramentas mais adequadas para suas necessidades e para seus alunos; Os professores devem discutir com os alunos as preocupações éticas relacionadas ao uso da IA: Eles devem ajudar os alunos a entender como usar a IA de forma responsável e ética; Os professores devem desenvolver métodos de avaliação que sejam capazes de identificar o uso de colas e cópias: Eles devem estar preparados para tomar medidas disciplinares quando necessário.

Ao seguir essas recomendações, os professores e os alunos podem garantir que a IA seja utilizada de forma positiva na educação.

7.2 Sugestões de temas para artigos futuros

A seguir, são sugeridos alguns temas a serem discutidos depois da conclusão da pesquisa apresentada:

  • O papel da IA na personalização da educação: A IA pode ser usada para personalizar o ensino de acordo com as necessidades e interesses individuais dos alunos. Isso pode ajudar a melhorar o aprendizado e o desempenho dos alunos.
  • O impacto da IA na formação de professores: A IA pode ser usada para ajudar os professores a se preparar para as demandas do ensino moderno. Isso pode incluir o desenvolvimento de novas habilidades, o acesso a informações e recursos educacionais e a obtenção de feedback sobre o seu desempenho.
  • A ética da IA na educação: É importante discutir as implicações éticas do uso da IA na educação. Isso inclui questões como a privacidade dos dados, a equidade e a discriminação.
Esses são apenas alguns temas possíveis, e outros podem ser discutidos, dependendo dos interesses dos participantes. É importante que a discussão seja aberta e que todos tenham a oportunidade de compartilhar suas opiniões e ideias. 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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Garcia, Ana Cristina. "Ética e inteligência artificial." Computação Brasil 43 (2020): 14-22. 

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Backes, José, and Pavan Ruth. As identidades dos alunos em tempo de cultura digital: A percepção dos professores de educação básica.Revista da FAEEBA – Educação e Contemporaneidade, Salvador, v. 23, n. 42, p. 219-227, jul./dez. 2014.


¹ CEFET-RJ – Campus Maracanã. Professor Ensino básico Tecnológico. [email protected]
² CEFET-RJ – Campus Maracanã. [email protected]
³ CEFET-RJ – Campus Maracanã. [email protected]
⁴ CEFET-RJ – Campus Maracanã. [email protected]
⁵ CEFET-RJ – Campus Maracanã. [email protected]