CLOPIDOGREL E POLIMORFISMO DO CYP2C19: IMPLICAÇÕES CLÍNICAS E DESAFIOS PARA A ATUAÇÃO DO FARMACÊUTICO DIANTE DA AUSÊNCIA DA FARMACOGENÔMICA NOS HOSPITAIS BRASILEIROS

CLOPIDOGREL AND CYP2C19 POLYMORPHISM: CLINICAL IMPLICATIONS AND CHALLENGES FOR PHARMACIST PRACTICE IN THE ABSENCE OF PHARMACOGENOMICS IN BRAZILIAN HOSPITALS

REGISTRO DOI: 10.70773/revistatopicos/780948416

RESUMO
Embora o clopidogrel seja peça-chave na prevenção de eventos cardiovasculares, a resposta ao tratamento varia drasticamente entre os indivíduos devido a fatores genéticos. O objetivo deste trabalho foi analisar o impacto das variações do gene CYP2C19 na eficácia do medicamento, além de discutir os desafios enfrentados pelo farmacêutico nos hospitais brasileiros diante da ausência da farmacogenômica na rotina. Trata-se de uma revisão de literatura de abordagem qualitativa e descritiva, realizada por meio de buscas nas bases de dados PubMed, SciELO, Google Acadêmico, plataformas e periódicos científicos e em diretrizes clínicas internacionais. Foram utilizados descritores relacionados ao clopidogrel, farmacogenômica e CYP2C19. Como critérios de inclusão, foram considerados estudos publicados entre 2020 e 2026, nos idiomas português e inglês, disponíveis na íntegra e relacionados à temática proposta. Após aplicação dos critérios de seleção, foram incluídos 15 estudos. As publicações analisadas apontam que os alelos *2 e *3 do CYP2C19 diminuem a ativação do fármaco e comprometem a terapia, por outro lado, o alelo *17 eleva a atividade enzimática, o que acende o alerta para o risco de hemorragias. Os achados também demonstram que, apesar do respaldo científico e regulatório da farmacogenômica, sua aplicação clínica no Brasil ainda é limitada, especialmente no Sistema Único de Saúde. Essa realidade força a atuação do farmacêutico a se manter em moldes generalistas, enfrentando entraves como a insuficiente capacitação profissional, a falta de protocolos padronizados, o alto custo dos testes genéticos e a baixa integração dessa abordagem aos serviços de saúde. Apesar do atraso na implementação, a farmacogenômica é um recurso valioso para otimizar a terapia com clopidogrel, pois eleva a segurança e a eficácia do tratamento. Por isso, torna-se necessário criar estratégias que ampliem o uso dessa tecnologia e consolidem o papel do farmacêutico na individualização da farmacoterapia. 
Palavras-chave: Clopidogrel; Polimorfismos CYP2C19; Farmacogenômica; Agregação plaquetária; Medicina personalizada.

ABSTRACT
Although clopidogrel is a key component in the prevention of cardiovascular events, the response to treatment varies drastically among individuals due to genetic factors. The aim of this study was to analyze the impact of variations in the CYP2C19 gene on the drug's efficacy, as well as to discuss the challenges faced by pharmacists in Brazilian hospitals in the absence of pharmacogenomics in routine practice. This is a qualitative and descriptive literature review, conducted through searches in the PubMed, SciELO, Google Scholar databases, scientific platforms and journals, and international clinical guidelines. Descriptors related to clopidogrel, pharmacogenomics, and CYP2C19 were used. Inclusion criteria included studies published between 2020 and 2026, in Portuguese and English, available in full text, and related to the proposed theme. After applying the selection criteria, 15 studies were included. The analyzed publications indicate that the *2 and *3 alleles of CYP2C19 decrease drug activation and compromise therapy; on the other hand, the *17 allele increases enzymatic activity, raising concerns about the risk of bleeding. The findings also demonstrate that, despite the scientific and regulatory support for pharmacogenomics, its clinical application in Brazil is still limited, especially within the Unified Health System (SUS). This reality forces pharmacists to remain in a generalist role, facing obstacles such as insufficient professional training, lack of standardized protocols, the high cost of genetic testing, and the low integration of this approach into health services. Despite the delay in implementation, pharmacogenomics is a valuable resource for optimizing clopidogrel therapy, as it increases the safety and efficacy of treatment. Therefore, it is necessary to create strategies that expand the use of this technology and consolidate the pharmacist's role in individualizing pharmacotherapy.
Keywords: Clopidogrel; CYP2C19 polymorphisms; Pharmacogenomics; Platelet aggregation; Personalized medicine.

1. INTRODUÇÃO

O clopidogrel teve sua introdução no mercado farmacêutico como uma alternativa aos antiplaquetários, com a proposta de ser mais eficiente e de reduzir os riscos de sangramento. (Aguiar, 2024). Esse perfil seguro, somado à chegada das versões genéricas, facilitou muito o acesso dos pacientes ao medicamento, inclusive no Brasil, onde ele faz parte da lista de medicamentos essenciais (RENAME) distribuídos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). (Silva, 2024).

Apesar do seu sucesso, a prática mostra que o clopidogrel não funciona da mesma forma para todo mundo, já que a resposta ao tratamento sofre grande influência de fatores genéticos individuais. Diante dessa variabilidade, diretrizes clínicas atuais têm reforçado a importância dos testes genéticos como ferramenta auxiliar na definição terapêutica, principalmente em pacientes com maior risco de sangramento ou falha no tratamento. Assim, com os avanços da medicina de precisão, a Farmacogenômica (PGx) se consolidou como uma peça-chave na individualização da terapia, favorecendo tratamentos mais seguros e direcionados às características de cada paciente. (Dou et al., 2025).

Embora a PGx tenha ganhado espaço nos últimos anos, sua incorporação à prática clínica brasileira ainda ocorre de forma limitada. Em muitos serviços de saúde, especialmente no contexto público, essa abordagem permanece restrita a situações específicas e centros especializados. Por isso, ampliar investimentos e incentivar pesquisas nessa área torna-se fundamental para que a medicina personalizada possa ser incorporada de maneira mais efetiva ao cuidado em saúde. (Rubert; Sestari; Azzolin, 2021).

É importante destacar que o farmacêutico desempenha um papel fundamental na implementação da PGx na prática clínica. Esse avanço é especialmente relevante diante do grande número de reações adversas, hospitalizações e complicações ainda observadas na prática tradicional. Como cada paciente responde de forma única aos medicamentos influenciados por fatores genéticos, ambientais, farmacocinéticos e farmacodinâmicos, o farmacêutico torna-se essencial para ajustar a terapia e promover um cuidado mais individualizado e seguro. (Santana; Conceição; Oliveira, 2022).

Nesse sentido, esta pesquisa tem como objetivo analisar a influência dos polimorfismos do CYP2C19 na resposta ao clopidogrel, bem como discutir os desafios enfrentados pelos farmacêuticos diante da ausência da farmacogenômica na prática hospitalar brasileira. Busca-se, ainda, identificar lacunas na literatura e contribuir para a ampliação do conhecimento sobre estratégias que promovam maior segurança e eficácia na terapia antiplaquetária.

2. DESENVOLVIMENTO

3. METODOLOGIA

Esta revisão de literatura adota uma abordagem qualitativa e descritiva para reunir, analisar e discutir as evidências científicas sobre o impacto dos polimorfismos do gene CYP2C19 na resposta ao clopidogrel, além de demonstrar os desafios do farmacêutico diante da falta de farmacogenômica na rotina hospitalar brasileira.

A coleta de dados ocorreu em bases de relevância científica, incluindo PubMed, SciELO e Google Acadêmico, complementada pela consulta em plataformas e periódicos científicos. A estratégia de busca utilizou os descritores clopidogrel, CYP2C19 polymorphism, pharmacogenomics, platelet aggregation, personalized medicine, cardiologia, farmacogenômica e segurança terapêutica, combinados pelos operadores booleanos AND e OR.

Foram incluídos artigos publicados entre 2020 e 2026, disponíveis na íntegra em português e inglês, que abordassem diretamente a relação entre o fármaco, as variantes genéticas e a aplicação clínica da farmacogenômica, englobando revisões, ensaios clínicos e diretrizes. Em contrapartida, excluíram-se publicações anteriores ao recorte temporal, artigos duplicados, estudos sem aderência direta à temática central ou sem relevância metodológica evidente.

O processo começou com a triagem de títulos e resumos, selecionando os 15 estudos da amostra principal que serviram de base para a análise integral. Vale pontuar que as demais referências listadas ao final do trabalho foram utilizadas estritamente para o embasamento teórico e contextualização do tema. Para organizar as informações extraídas, estruturou-se um quadro síntese (Quadro 1) focado na amostra principal e dividido em três eixos: achados principais, impactos na prática clínica e referências. Por fim, o exame desses materiais seguiu uma abordagem descritiva e interpretativa, servindo para debater a personalização do tratamento com clopidogrel e propor uma reflexão realista sobre os entraves estruturais que o farmacêutico enfrenta no sistema de saúde do país.

Figura 1 - Fluxograma da metodologia.

Fonte: Elaborado pela autora, 2026.

4. RESULTADOS E DISCUSSÃO

O levantamento da literatura possibilitou a identificação de estudos relevantes por meio da utilização de descritores combinados e isolados nas bases de dados selecionadas. Apesar das limitações na disponibilidade de publicações diretamente relacionadas ao tema, especialmente ao contexto brasileiro, foram aplicados critérios de inclusão e exclusão que permitiram selecionar os estudos mais pertinentes, atuais e alinhados ao objetivo da pesquisa.

Ao final do processo, foram incluídos 15 estudos publicados entre 2020 e 2026, considerados pertinentes aos objetivos desta pesquisa. Com o intuito de sistematizar os principais achados, elaborou-se um quadro síntese (Quadro 1), contemplando as evidências mais relevantes acerca da influência dos polimorfismos do CYP2C19 na resposta ao clopidogrel e dos desafios relacionados à incorporação da farmacogenômica na prática clínica.

Quadro 1 - Classificação das evidências por eixos de análises.

EIXO DE ANÁLISE

ACHADOS DESCRITOS NOS ESTUDOS

REFERÊNCIAS

IMPLICAÇÕES PARA A PRÁTICA CLÍNICA

Variabilidade na resposta ao clopidogrel.

Polimorfismos do CYP2C19, especialmente os alelos *2 e *3, estão associados à redução da ativação do clopidogrel, enquanto *17 pode aumentar o risco hemorrágico.

Lee et al., (2022) Aguiar (2024); Beavers; Patel, Naqvi (2025).

Necessidade de individualização da terapia antiplaquetária considerando o perfil genético do paciente.

Impacto no direcionamento terapêutico.

Testes podem modificar condutas terapêuticas de forma significativa.

Cohn et al. (2021).

Ajuste de doses ou substituição dos medicamentos com base no perfil do paciente.

Diretrizes internacionais recomendam a substituição do clopidogrel guiada por genótipo.

Ellithi; Baye; Wilke, (2020); Schuch et al. (2026).

Uso de terapias alternativas mais seguras e eficazes (Prasugrel e Ticagrelor).

Evidência regulatória.

Evidências em bulas (FDA e EMA).

Kabbani et al. (2023); Stevenson et al. (2021); Ribeiro; Ferreira (2023).

Incorporação de informações genéticas na bula.

Impacto clínico da farmacogenômica.

O uso da farmacogenômica pode reduzir eventos adversos e melhorar desfechos clínicos.

Leitão et al. (2026); Stein et al. (2020).

Contribui para maior segurança, otimização e individualização terapêutica.

Barreiras de implementação.

Custos, investimentos em banco de dados, infraestrutura, falta de ampliações em pesquisas e capacitação profissional limitam a aplicação.

Santana; Conceição; Oliveira (2022). Brown et al. (2024).

Existem dificuldade para a incorporação da farmacogenômica nos sistemas de saúde.

Realidade brasileira.

Aplicação restrita a centros especializados.

Suarez-Kurtz et al. (2020).

Necessidade de descentralização e expansão da PGx no SUS, integrando os testes genéticos à rotina dos hospitais públicos de alta complexidade cardiovascular para reduzir as desigualdades no acesso à medicina de precisão.

Elevada diversidade genética da população brasileira

Schuch et al. (2026).

Exigência de protocolos clínicos adaptados à miscigenação da população brasileira, pois as diretrizes internacionais baseadas em populações homogêneas podem não prever com precisão os riscos de falha ou sangramento no cenário nacional.

Atuação do farmacêutico

O farmacêutico possui papel estratégico, mas enfrenta limitações formativas e estruturais.

Stein et al. (2020). Haidar et al. (2022).

Necessidade de capacitação e inserção da farmacogenômica na formação.

Fonte: Elaborado pela autora (2026), a partir da literatura selecionada.

Ao investigarem a resposta ao clopidogrel, Lee et al. (2022); Aguiar (2024); Beavers; Patel; Naqvi (2025) demonstraram que os polimorfismos do gene CYP2C19 exercem influência direta no sucesso do tratamento. Esses achados, descritos no Quadro 1, deixam claro que abordagens terapêuticas padronizadas já não se sustentam, validando a PGx como ferramenta indispensável para individualizar a conduta clínica.

Diante disso, diretrizes internacionais, como as do Clinical Pharmacogenetics Implementation Consortium (CPIC), recomendam a adoção de estratégias terapêuticas alternativas em pacientes com metabolização comprometida, com base no perfil genético. (Ellithi; Baye; Wilke, 2020; Schuch et al. (2026). Essa percepção é respaldada por Kabbani et al. (2023); Stevenson et al. (2021) e Ribeiro; Ferreira (2023) que apontam a inclusão de critérios genômicos nas bulas oficiais de mais de duzentos fármacos como reflexo de um padrão de segurança regulatória global. Tais posicionamentos atestam que a farmacogenômica superou os consensos estritamente acadêmicos e possui maturidade para a aplicação clínica prática.

Contudo, existe um descompasso entre a produção científica e a incorporação real dessa tecnologia nos sistemas de saúde. Estudos de implementação demonstram que a análise genética pode modificar significativamente a conduta terapêutica (Cohn et al., 2021), incluindo ajustes de doses e substituição do clopidogrel por prasugrel ou ticagrelor para pacientes portadores de variante no gene. CYP2C19 (Ellithi; Baye; Wilke, 2020). Mesmo assim, sua utilização permanece limitada, sobretudo em países em desenvolvimento. Nesse cenário prático, Santana; Conceição; Oliveira (2022) e Brown et al. (2024) apontam que os principais entraves atuais não estão na falta de evidências científicas, mas na operacionalização do serviço, o que envolve custos, infraestrutura laboratorial, integração aos prontuários clínicos e capacitação profissional.

No cenário brasileiro, essa distância entre a teoria e a prática é marcante. Embora iniciativas pontuais demonstrem a viabilidade da farmacogenômica em contextos específicos, como relatado por Suarez-Kurtz et al. (2020), o uso segue restrito a centros de referência e carece de uma incorporação rotineira no SUS. Paralelamente, Schuch et al. (2026) apontam a elevada variabilidade genética da população do país, fator que aumenta a importância clínica da genotipagem, mas também torna sua implementação mais complexa. Há, portanto, uma contradição clara: ao mesmo tempo em que o perfil miscigenado da população demanda estratégias terapêuticas individualizadas, a prática hospitalar ainda se apoia majoritariamente em modelos padronizados.

Outro aspecto relevante refere-se ao impacto clínico da não incorporação da farmacogenômica. Estudos descritos por Stein et al. (2020); Leitão et al. (2026) e Ribeiro; Ferreira (2023) demonstram que os testes farmacogenômicos podem contribuir para a redução de eventos adversos e para a melhora da resposta terapêutica. Quando essa abordagem não é incorporada à prática hospitalar, permanecem condutas baseadas em tentativas e erros, aumentando a possibilidade de falhas terapêuticas e de custos assistenciais evitáveis. Além das limitações estruturais e tecnológicas presentes nos serviços de saúde, essa ausência também pode comprometer a segurança do paciente.

O farmacêutico assume posição estratégica nessa transição. Segundo Haidar et al. (2022), as competências desse profissional englobam desde a interpretação de testes genéticos até a própria individualização da farmacoterapia e educação em saúde. Entretanto, evidências também indicam limitações na atuação prática, sobretudo relacionadas a lacunas na formação e à ausência de ferramentas padronizadas que orientam a aplicação clínica da PGx. (Stein et al., 2020). Esses aspectos reforçam a necessidade de investimentos em capacitação profissional, bem como da inserção mais consistente da PGx nos currículos acadêmicos.

De modo geral, a literatura analisada converge ao indicar que a PGx representa uma ferramenta promissora para a otimização da terapia com clopidogrel. No entanto, sua efetiva incorporação à prática clínica ainda enfrenta barreiras estruturais, organizacionais e educacionais, especialmente no contexto brasileiro. Esse cenário reforça a necessidade de estratégias integradas que articulem produção científica, políticas públicas e formação profissional, com vistas à promoção da terapia mais segura, eficaz e individualizada.

5. CONCLUSÃO

A revisão de literatura demonstrou que os polimorfismos do gene CYP2C19 influenciam diretamente a resposta do tratamento com clopidogrel, afetando sua eficácia e segurança e reforçando a importância de estratégias individualizadas na terapia com antiplaquetário.

Apesar do respaldo científico, das recomendações de diretrizes internacionais e de iniciativas como o Programa Genomas Brasil, a farmacogenômica ainda não é aplicada de forma rotineira, especialmente nos hospitais brasileiros. A falta dessa abordagem perpetua o uso de modelos terapêuticos padronizados que ignoram variações genéticas críticas e podem comprometer os desfechos clínicos dos pacientes.

O farmacêutico assume uma posição estratégica para viabilizar o uso da farmacogenômica, embora sua atuação esbarre em barreiras reais, como a carência de capacitação técnica, a falta de protocolos institucionais e a infraestrutura limitada dos serviços de saúde. A superação dessas barreiras requer investimentos estruturais e políticas públicas, mas depende, fundamentalmente, de ações integradas entre a formação profissional e a prática assistencial.

Nos cursos de Farmácia, a incorporação mais ampla da farmacogenômica pode contribuir para a formação de profissionais capacitados a aplicar informações genéticas na prática clínica. Como exemplo, a disciplina de Farmacologia pode expandir seu escopo para contemplar conteúdos relacionados à farmacogenômica, somando-os aos conhecimentos já consolidados de farmacocinética e farmacodinâmica.

No ambiente hospitalar, os rounds multiprofissionais à beira do leito constituem um espaço importante para a aplicação prática da PGx. Nessas discussões, o farmacêutico pode ampliar sua contribuição para além da avaliação convencional da farmacoterapia, incorporando informações genéticas capazes de influenciar a resposta aos medicamentos. A interpretação desses dados auxilia a equipe na escolha de terapias mais adequadas ao perfil do paciente, favorecendo a individualização do tratamento. No caso do clopidogrel, essa atuação pode contribuir para a identificação precoce de pacientes com maior risco de falha terapêutica, permitindo intervenções mais seguras e alinhadas às necessidades clínicas de cada indivíduo.

Dessa forma, a incorporação da farmacogenômica à prática clínica representa um passo importante para a consolidação da medicina personalizada, ampliando a segurança e a efetividade do tratamento com clopidogrel e fortalecendo a atuação clínica do farmacêutico no cuidado ao paciente.

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LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

CPIC Clinical Pharmacogenetics Implementation Consortium

EMA European Medicines Agency

FDA Food and Drug Administration

PGx Farmacogenômica

RENAME Relação Nacional de Medicamentos Essenciais

SUS Sistema Único de Saúde


Monografia apresentada ao Curso de Farmácia da Faculdade Estácio como requisito parcial para obtenção do grau de Bacharel em Farmácia. Orientador: Gustavo Pereira Calado