REGISTRO DOI: 10.70773/revistatopicos/779216259
RESUMO
A inteligência artificial generativa, especialmente por meio de ferramentas como o ChatGPT, tem se tornado uma temática cada vez mais presente nas discussões educacionais, devido à sua capacidade de produzir textos, organizar informações, apoiar pesquisas, elaborar respostas e auxiliar diferentes práticas de ensino e aprendizagem. No contexto da Educação Básica, o uso do ChatGPT desperta atenção por envolver professores e estudantes em processos de formação, autoria, pensamento crítico e uso ético das ferramentas digitais. O objetivo geral deste estudo foi analisar as percepções de professores e estudantes sobre o uso do ChatGPT e da inteligência artificial generativa na Educação Básica, considerando suas possibilidades pedagógicas, desafios, impactos no processo de ensino-aprendizagem e implicações éticas no ambiente escolar. A justificativa da pesquisa está relacionada à necessidade de compreender como essa tecnologia vem sendo percebida pela comunidade escolar, uma vez que seu uso pode contribuir para a aprendizagem, a criatividade e a organização do conhecimento, mas também pode gerar riscos relacionados ao plágio, à dependência tecnológica, à privacidade e à fragilização da autoria estudantil. A metodologia adotada foi a pesquisa bibliográfica, com abordagem qualitativa, baseada na análise de livros, artigos científicos e produções acadêmicas recentes sobre inteligência artificial generativa, tecnologias digitais, formação docente, Educação Básica e o uso do ChatGPT em sala de aula. Conclui-se que o ChatGPT, enquanto recurso de inteligência artificial generativa, pode ser uma ferramenta relevante para a educação, desde que utilizado com planejamento, mediação docente, responsabilidade ética e compromisso com a formação crítica dos estudantes.
Palavras-chave: Inteligência artificial generativa; Educação Básica; Ensino-aprendizagem.
ABSTRACT
Generative artificial intelligence, especially through tools such as ChatGPT, has become an increasingly present topic in educational discussions due to its ability to produce texts, organize information, support research, formulate answers, and assist different teaching and learning practices. In the context of Basic Education, the use of ChatGPT draws attention because it involves teachers and students in processes of formation, authorship, critical thinking, and ethical use of digital tools. The general objective of this study was to analyze the perceptions of teachers and students regarding the use of ChatGPT and generative artificial intelligence in Basic Education, considering its pedagogical possibilities, challenges, impacts on the teaching-learning process, and ethical implications in the school environment. The justification for this research is related to the need to understand how this technology has been perceived by the school community, since its use may contribute to learning, creativity, and knowledge organization, but may also generate risks related to plagiarism, technological dependence, privacy, and the weakening of student authorship. The methodology adopted was bibliographic research, with a qualitative approach, based on the analysis of books, scientific articles, and recent academic productions on generative artificial intelligence, digital technologies, teacher training, Basic Education, and the use of ChatGPT in the classroom. It is concluded that ChatGPT, as a generative artificial intelligence resource, can be a relevant tool for education, provided that it is used with planning, teacher mediation, ethical responsibility, and commitment to the critical formation of students.
Keywords: Generative artificial intelligence; Basic Education; Teaching-learning.
1. INTRODUÇÃO
A inteligência artificial generativa, especialmente por meio de ferramentas baseadas em GPT, como o ChatGPT, tem ocupado um espaço cada vez mais significativo nas discussões educacionais contemporâneas, sobretudo por sua capacidade de produzir textos, organizar informações, responder perguntas, elaborar sínteses e apoiar diferentes práticas de ensino e aprendizagem. De acordo com Vicari et al. (2023), a inteligência artificial na educação pode ampliar as possibilidades pedagógicas quando utilizada com intencionalidade, responsabilidade e mediação humana. No contexto da Educação Básica, essa discussão torna-se ainda mais importante, pois envolve crianças, adolescentes, professores e escolas diante de uma tecnologia que modifica a forma como o conhecimento é acessado, produzido e compartilhado. Assim, pensar o uso do ChatGPT em sala de aula exige compreender não apenas seus benefícios, mas também seus limites, riscos e implicações éticas.
O presente estudo tem como objetivo geral analisar as percepções de professores e estudantes sobre o uso do ChatGPT e da inteligência artificial generativa na Educação Básica, considerando suas possibilidades pedagógicas, desafios, impactos no processo de ensino-aprendizagem e implicações éticas no contexto escolar. De acordo com Silva et al. (2026), os efeitos da inteligência artificial generativa na Educação Básica envolvem oportunidades de inovação, mas também preocupações relacionadas à autoria, à avaliação e ao pensamento crítico. Como objetivos específicos, busca-se identificar como professores e estudantes compreendem o uso do ChatGPT nas práticas pedagógicas, investigar as principais contribuições percebidas dessa tecnologia para o ensino e a aprendizagem, e discutir os desafios, limites e cuidados éticos relacionados ao seu uso no ambiente escolar.
A justificativa para a realização desta pesquisa está relacionada à atualidade e à relevância do tema, uma vez que o ChatGPT e outras ferramentas de inteligência artificial generativa já começam a fazer parte da rotina de muitos estudantes e professores, mesmo que nem sempre exista orientação adequada para seu uso. De acordo com Azambuja e Silva (2024), a era da inteligência artificial impõe novos desafios à educação, principalmente por exigir sujeitos capazes de pensar criticamente diante de ambientes digitais cada vez mais automatizados. Nesse sentido, torna-se necessário compreender como a comunidade escolar percebe o uso do GPT na educação, pois sua utilização pode contribuir para a aprendizagem, para a criatividade e para a organização do conhecimento, mas também pode gerar dependência, uso inadequado, plágio e fragilização da autoria estudantil. Por isso, investigar as percepções de professores e estudantes permite ampliar o debate sobre uma integração mais crítica, ética e pedagógica do ChatGPT na Educação Básica.
Quanto à metodologia, este trabalho foi desenvolvido por meio de uma pesquisa bibliográfica, com abordagem qualitativa, fundamentada na análise de livros, artigos científicos, publicações acadêmicas e estudos recentes relacionados à inteligência artificial generativa, ao ChatGPT, à Educação Básica, às tecnologias digitais, à formação docente, à aprendizagem e à ética no uso das tecnologias. De acordo com Gil (2019), a pesquisa bibliográfica é relevante porque permite ao pesquisador conhecer, analisar e interpretar contribuições já produzidas sobre determinado tema, oferecendo base teórica para compreender o problema investigado. Para isso, foram utilizados descritores como inteligência artificial generativa, ChatGPT, GPT na educação, Educação Básica, tecnologias digitais na educação, percepção docente, percepção dos estudantes, ensino-aprendizagem, ética e inteligência artificial. As buscas foram realizadas em plataformas como Google Acadêmico, SciELO, Portal de Periódicos da CAPES, Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações e revistas científicas da área da educação.
Diante desse contexto, o problema de pesquisa que orienta este estudo é: como professores e estudantes da Educação Básica percebem o uso do ChatGPT e da inteligência artificial generativa no processo de ensino-aprendizagem, considerando suas possibilidades pedagógicas, desafios, limites e implicações éticas no ambiente escolar?
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA OU REVISÃO DA LITERATURA
2.1. Inteligência Artificial Generativa e Suas Implicações na Educação Básica
A inteligência artificial generativa vem ocupando um espaço cada vez mais presente nas discussões sobre a Educação Básica, pois altera a maneira como professores e estudantes acessam, produzem e compartilham conhecimentos. De acordo com Vicari et al. (2023), a inteligência artificial na educação pode contribuir para ampliar recursos pedagógicos, desde que seja utilizada com intencionalidade, responsabilidade e mediação humana. Nesse sentido, sua presença na escola não deve ser vista apenas como novidade tecnológica, mas como um fenômeno que exige reflexão pedagógica, ética e social. Quando usada de forma planejada, essa tecnologia pode apoiar atividades de leitura, escrita, pesquisa, produção textual, revisão de conteúdos e organização do pensamento, tornando-se uma aliada no processo de ensino-aprendizagem.
A inteligência artificial generativa também provoca mudanças importantes na forma como os estudantes se relacionam com o conhecimento, principalmente porque oferece respostas rápidas, organizadas e aparentemente completas. De acordo com Nascimento et al. (2025), experiências educacionais com inteligência artificial generativa na Educação Básica demonstram que essas ferramentas precisam estar vinculadas a propostas pedagógicas bem estruturadas. Isso significa que o uso da tecnologia, por si só, não garante aprendizagem significativa. É necessário que o professor oriente os estudantes a questionarem as respostas recebidas, compararem informações, revisarem ideias e compreenderem que aprender envolve construção, dúvida, tentativa, erro e reflexão.
No contexto escolar, a inteligência artificial generativa pode favorecer práticas mais dinâmicas, inclusivas e personalizadas, especialmente quando ajuda a adaptar atividades às necessidades dos estudantes. De acordo com Silva et al. (2026), os efeitos da inteligência artificial generativa na Educação Básica envolvem tanto possibilidades de inovação quanto desafios relacionados à avaliação, autoria e desenvolvimento do pensamento crítico. Assim, a escola precisa compreender que a tecnologia pode ampliar caminhos, mas não substituir o processo formativo humano. A aprendizagem continua dependendo da interação entre professor, estudante, conteúdo, contexto e experiência vivida.
Outro aspecto importante está relacionado às desigualdades de acesso e de uso das tecnologias digitais. De acordo com Barbosa e Portes (2023), a inteligência artificial na educação precisa ser discutida a partir de critérios de inclusão, democratização tecnológica e responsabilidade social. Nem todos os estudantes possuem internet adequada, dispositivos próprios ou orientação para utilizar essas ferramentas com segurança. Por isso, quando a escola incorpora a inteligência artificial generativa sem planejamento, pode acabar reforçando diferenças já existentes entre os alunos. A tecnologia só se torna instrumento de inclusão quando é acompanhada de acesso, formação, orientação e acompanhamento pedagógico.
A presença da inteligência artificial generativa também exige atenção aos aspectos éticos, especialmente no que se refere à autoria, ao plágio, à privacidade e à confiabilidade das informações. De acordo com Azambuja e Silva (2024), a era da inteligência artificial apresenta novos desafios para a educação, pois exige formar sujeitos capazes de pensar criticamente diante de ambientes digitais automatizados. Na Educação Básica, esse cuidado é ainda mais necessário, pois crianças e adolescentes estão em processo de formação da autonomia intelectual. Assim, a escola precisa ensinar que a inteligência artificial pode ser apoio, mas não deve substituir a elaboração própria, a criatividade e a responsabilidade pelo que se produz.
Além disso, é necessário compreender que a inteligência artificial generativa interfere também na formação da identidade dos estudantes, pois participa de suas formas de expressão, pesquisa e comunicação. De acordo com Martins e Guimarães (2026), as mediações éticas, pedagógicas e tecnológicas são essenciais para que a inteligência artificial generativa contribua de maneira saudável para a formação da identidade infantil. Quando uma criança ou adolescente passa a depender de respostas prontas, corre-se o risco de enfraquecer sua voz, sua autoria e sua confiança na própria capacidade de pensar. Por isso, a escola precisa preservar o protagonismo do estudante.
Portanto, as implicações da inteligência artificial generativa na Educação Básica são amplas e não podem ser reduzidas a uma visão apenas positiva ou negativa. De acordo com Magnago et al. (2026), o uso da inteligência artificial na educação envolve desafios, possibilidades e implicações diretas para a prática docente e para a inovação pedagógica. O caminho mais adequado não está na rejeição automática da tecnologia nem em sua adoção sem critérios, mas em uma integração crítica, ética e planejada. Assim, a inteligência artificial generativa pode contribuir para a aprendizagem quando estiver a serviço da formação humana, da criatividade, da inclusão e do pensamento crítico.
2.2. O Papel do Professor Diante do Chatgpt e da Inteligência Artificial Generativa
O avanço da inteligência artificial generativa, especialmente por meio de ferramentas como o ChatGPT, tem provocado reflexões importantes sobre o papel do professor na escola contemporânea. De acordo com Borges (2025), o futuro da docência na era da inteligência artificial precisa ser compreendido a partir de novos caminhos, mas sem retirar do professor sua centralidade no processo educativo. O ChatGPT pode produzir textos, responder perguntas, organizar informações e sugerir atividades, mas não possui sensibilidade pedagógica, escuta humana nem compreensão profunda das realidades vividas pelos estudantes. Por isso, quanto mais essas ferramentas digitais avançam, mais necessária se torna a presença crítica, ética e acolhedora do professor.
Diante do uso do ChatGPT e de outras tecnologias digitais, o professor assume a função de mediador entre o estudante, o conhecimento e os recursos tecnológicos disponíveis. De acordo com Magnago et al. (2026), a inteligência artificial só contribui para a inovação pedagógica quando é integrada à prática docente com planejamento, reflexão e intencionalidade. Isso significa que não basta permitir o uso do ChatGPT em sala de aula apenas como forma de modernizar a prática pedagógica. É preciso que seu uso tenha uma finalidade clara, esteja relacionado aos objetivos de aprendizagem e seja orientado de modo coerente com as necessidades da turma. A mediação docente transforma a tecnologia em experiência educativa.
A formação docente é um dos elementos mais importantes para que o ChatGPT seja utilizado de maneira responsável na Educação Básica. De acordo com Polastri et al. (2025), compreender o uso da inteligência artificial generativa por professores brasileiros exige observar suas percepções, inseguranças, expectativas e formas de apropriação pedagógica. Muitos docentes ainda se sentem inseguros diante do ChatGPT, não apenas por questões técnicas, mas também por dúvidas sobre ética, avaliação, autoria, plágio e limites de uso. Por isso, a formação continuada precisa oferecer espaços de diálogo, experimentação e reflexão coletiva, permitindo que o professor compreenda a ferramenta de modo crítico e pedagógico.
O professor também tem a responsabilidade de orientar os estudantes sobre o uso crítico do ChatGPT no processo de aprendizagem. De acordo com Azambuja e Silva (2024), os novos desafios da educação na era da inteligência artificial estão ligados à necessidade de formar sujeitos capazes de pensar criticamente diante das tecnologias. Isso envolve ensinar os estudantes a não aceitarem as respostas geradas pelo ChatGPT como verdades absolutas, a verificarem fontes, a reconhecerem possíveis erros e a compreenderem os limites da ferramenta. Assim, a escola contribui para que o ChatGPT seja utilizado como apoio ao pensamento, e não como substituição da reflexão própria.
O ChatGPT pode auxiliar o trabalho docente em diferentes dimensões, como planejamento de aulas, elaboração de atividades, adaptação de materiais, criação de exemplos, produção de perguntas e organização de conteúdos. De acordo com Vicari et al. (2023), a inteligência artificial na educação deve fortalecer o processo pedagógico, sempre considerando a centralidade da mediação humana. Nesse sentido, o professor pode utilizar o ChatGPT como apoio, mas continua sendo responsável pelas escolhas pedagógicas. É ele quem conhece os estudantes, percebe suas dificuldades, interpreta suas respostas e decide quais estratégias fazem sentido para determinada realidade escolar.
Também é necessário reconhecer que a incorporação do ChatGPT não pode representar mais uma sobrecarga para os professores. De acordo com Costa et al. (2025), as percepções docentes sobre a inteligência artificial revelam tanto oportunidades quanto desafios, principalmente quando os profissionais precisam lidar com mudanças tecnológicas sem formação adequada. A escola precisa evitar que o uso do ChatGPT seja apresentado como uma exigência isolada, sem apoio institucional, planejamento ou tempo para adaptação. Para que o professor se aproprie dessa ferramenta, é necessário oferecer formação, acompanhamento, escuta e valorização de suas experiências. A inovação precisa caminhar junto com condições reais de trabalho.
Assim, o papel do professor diante do ChatGPT e da inteligência artificial generativa é profundamente humano e indispensável. De acordo com Barbosa e Portes (2023), a inteligência artificial deve ser compreendida como ferramenta de apoio, e não como finalidade principal do processo educativo. A docência continua sendo marcada pela escuta, pelo vínculo, pela responsabilidade ética e pela capacidade de transformar informações em conhecimento significativo. Portanto, o ChatGPT pode ampliar possibilidades pedagógicas, mas é o professor quem dá sentido ao seu uso, garantindo que a tecnologia esteja a favor da aprendizagem, da autonomia, da autoria estudantil e da formação cidadã.
2.3. Percepções dos Estudantes Sobre o Uso do Chatgpt no Processo de Aprendizagem
As percepções dos estudantes sobre o uso do ChatGPT no processo de aprendizagem são fundamentais para compreender como a inteligência artificial generativa vem sendo incorporada ao cotidiano escolar. De acordo com Thiel et al. (2025), o uso da inteligência artificial no Ensino Médio revela implicações importantes nas formas de estudar, pesquisar, interpretar informações e construir conhecimentos. Muitos estudantes percebem o ChatGPT como uma ferramenta prática, rápida e acessível, capaz de auxiliar na realização de atividades, na organização de ideias, na elaboração de respostas e na compreensão de conteúdos escolares. No entanto, essa percepção positiva precisa ser acompanhada de orientação crítica, pois a facilidade de acesso às respostas não significa, necessariamente, que houve aprendizagem significativa.
Para os estudantes, o ChatGPT pode representar uma forma de apoio diante de dificuldades escolares, principalmente em tarefas que envolvem escrita, interpretação, pesquisa e organização do pensamento. De acordo com Silva et al. (2026), os efeitos da inteligência artificial generativa na Educação Básica dependem da maneira como os estudantes se apropriam dessas ferramentas e de como a escola orienta esse processo. Quando bem utilizado, o ChatGPT pode ajudar o aluno a revisar conteúdos, compreender conceitos, construir exemplos, tirar dúvidas e ampliar repertórios. Porém, quando usado sem mediação pedagógica, pode se transformar apenas em um caminho rápido para obter respostas prontas, reduzindo o esforço de reflexão e enfraquecendo a autonomia intelectual.
A facilidade oferecida pelo ChatGPT também pode gerar certa dependência, especialmente quando o estudante passa a confiar mais na resposta da ferramenta do que em sua própria capacidade de pensar, escrever e resolver problemas. De acordo com Barros et al. (2024), o uso da inteligência artificial em ambientes educacionais pode influenciar dimensões emocionais, como confiança, motivação e percepção das próprias habilidades. Isso mostra que o debate sobre o ChatGPT não é apenas tecnológico, mas também formativo, subjetivo e emocional. O estudante precisa perceber que a ferramenta pode auxiliá-lo, mas que sua autoria, sua criatividade, seu esforço e sua capacidade crítica continuam sendo elementos essenciais para aprender de maneira consistente.
Outro ponto importante está relacionado à construção da identidade, da autoria e da autonomia dos estudantes diante do uso de sistemas baseados em GPT. De acordo com Martins e Guimarães (2026), a inteligência artificial generativa na Educação Básica exige mediações éticas e pedagógicas porque participa de processos ligados à formação da identidade infantil e juvenil. Crianças e adolescentes estão aprendendo a expressar ideias, defender opiniões, organizar argumentos e reconhecer sua própria voz no mundo. Se o ChatGPT passa a produzir tudo em seu lugar, existe o risco de enfraquecer a autoria estudantil e a confiança no próprio pensamento. Por isso, seu uso precisa ser orientado com cuidado, responsabilidade e intencionalidade pedagógica.
As percepções dos estudantes sobre o ChatGPT também variam conforme o acesso às tecnologias, a maturidade digital e a orientação recebida na escola. De acordo com Nascimento et al. (2025), experiências com inteligência artificial generativa em contextos educacionais precisam ser acompanhadas de propostas pedagógicas que orientem o uso consciente, crítico e significativo dessas ferramentas. Alguns alunos podem compreender o ChatGPT como apoio ao estudo, utilizando-o para esclarecer dúvidas e organizar ideias, enquanto outros podem utilizá-lo apenas para concluir tarefas rapidamente. Essa diferença evidencia a importância da mediação docente e da criação de regras claras, dialogadas e formativas sobre o uso da inteligência artificial no ambiente escolar.
O ChatGPT também pode ser percebido pelos estudantes como uma ferramenta de inclusão, especialmente quando oferece explicações em diferentes linguagens, adapta conteúdos, simplifica conceitos e permite novas formas de interação com o conhecimento. De acordo com Vicari et al. (2023), a inteligência artificial na educação deve ser pensada de maneira responsável, considerando suas potencialidades pedagógicas e seus impactos sociais. Para alunos com dificuldades de aprendizagem, por exemplo, o ChatGPT pode funcionar como apoio complementar, oferecendo exemplos, explicações alternativas e possibilidades de revisão. No entanto, esse potencial inclusivo só se concretiza quando todos os estudantes têm acesso adequado, orientação pedagógica e acompanhamento responsável.
Portanto, compreender as percepções dos estudantes sobre o uso do ChatGPT é fundamental para que a escola desenvolva práticas mais coerentes com a realidade vivida pelos alunos. De acordo com Polastri et al. (2025), analisar práticas e percepções sobre a inteligência artificial generativa contribui para orientar decisões pedagógicas mais adequadas ao contexto brasileiro. A escola não pode ignorar que os estudantes já utilizam ou terão contato com ferramentas baseadas em GPT, mas também não deve permitir um uso sem reflexão. O caminho mais formativo é escutar os estudantes, compreender seus usos, orientar suas escolhas e fortalecer sua autonomia crítica diante da tecnologia, garantindo que o ChatGPT seja utilizado como apoio ao aprendizado, e não como substituto do pensamento próprio.
3. METODOLOGIA
A presente pesquisa foi desenvolvida por meio de uma pesquisa bibliográfica, com abordagem qualitativa, tendo como finalidade reunir, analisar e interpretar produções científicas já publicadas sobre o uso da inteligência artificial generativa na Educação Básica. De acordo com Gil (2019), a pesquisa bibliográfica é relevante porque permite ao pesquisador conhecer o que já foi produzido sobre determinado tema, favorecendo uma compreensão mais ampla, crítica e fundamentada do problema investigado. Dessa forma, esse tipo de estudo mostrou-se adequado para analisar as percepções de professores e estudantes sobre a inteligência artificial generativa, considerando suas possibilidades pedagógicas, seus desafios, seus limites e suas implicações éticas no contexto escolar.
A escolha pela pesquisa bibliográfica também se justifica pela atualidade do tema, uma vez que a inteligência artificial generativa passou a ocupar lugar de destaque nas discussões educacionais nos últimos anos. De acordo com Marconi e Lakatos (2021), a pesquisa bibliográfica contribui para colocar o pesquisador em contato direto com materiais já publicados, possibilitando a construção de uma base teórica consistente. Assim, foram analisados livros, artigos científicos, capítulos, estudos publicados em periódicos e trabalhos apresentados em eventos acadêmicos que abordam inteligência artificial, tecnologias digitais, formação docente, aprendizagem, ética e percepções de professores e estudantes na Educação Básica.
Para a localização dos materiais, foram utilizados descritores relacionados diretamente ao tema do estudo, a fim de garantir maior precisão na busca pelas produções científicas. De acordo com Severino (2018), a definição adequada dos termos de busca é uma etapa importante da pesquisa acadêmica, pois orienta o levantamento das fontes e contribui para a organização do percurso investigativo. Os principais descritores utilizados foram: inteligência artificial generativa; Educação Básica; tecnologias digitais na educação; percepção docente; percepção dos estudantes; inteligência artificial na escola; ensino-aprendizagem; ética e inteligência artificial; formação docente e inteligência artificial.
As plataformas de busca utilizadas foram selecionadas por reunirem publicações acadêmicas e científicas relevantes para o campo da educação e das tecnologias digitais. De acordo com Gil (2019), a seleção criteriosa das fontes é essencial para garantir maior confiabilidade ao estudo bibliográfico. Assim, foram consultadas bases e plataformas como Google Acadêmico, SciELO, Portal de Periódicos da CAPES, Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações, revistas científicas da área da Educação e anais de eventos acadêmicos, especialmente aqueles voltados às tecnologias educacionais, inteligência artificial e práticas pedagógicas inovadoras.
Os critérios de inclusão consideraram materiais publicados preferencialmente entre os anos de 2023 e 2026, em razão da rápida expansão das discussões sobre inteligência artificial generativa no campo educacional. De acordo com Marconi e Lakatos (2021), os critérios de seleção precisam estar alinhados aos objetivos da pesquisa, garantindo coerência entre o problema investigado e as fontes analisadas. Foram incluídos estudos em língua portuguesa, artigos científicos, livros, capítulos e trabalhos acadêmicos que tratassem diretamente da inteligência artificial na educação, das percepções de professores e estudantes, dos impactos pedagógicos, dos desafios éticos e das possibilidades de uso na Educação Básica.
Como critérios de exclusão, foram desconsiderados materiais que não apresentavam relação direta com o tema da pesquisa, textos sem autoria identificada, publicações sem base científica, conteúdos opinativos sem fundamentação teórica e estudos voltados exclusivamente a áreas técnicas da inteligência artificial sem diálogo com a educação. De acordo com Severino (2018), delimitar o que será incluído e excluído na pesquisa contribui para evitar dispersões e manter o foco investigativo. Também foram excluídos materiais repetidos nas bases consultadas e publicações que abordavam inteligência artificial apenas no Ensino Superior, quando não ofereciam contribuições aplicáveis ao contexto da Educação Básica.
Após a seleção dos materiais, realizou-se a leitura exploratória, seletiva e interpretativa das produções encontradas, buscando identificar ideias centrais, conceitos recorrentes, aproximações teóricas e contribuições para o problema de pesquisa. De acordo com Gil (2019), a análise bibliográfica não se limita à reunião de textos, pois exige interpretação, comparação e organização crítica das informações coletadas. Nesse processo, os estudos foram agrupados conforme os principais eixos do trabalho: inteligência artificial generativa na Educação Básica, papel do professor diante das tecnologias digitais e percepções dos estudantes sobre o uso da inteligência artificial no processo de aprendizagem.
Dessa forma, a metodologia adotada permitiu construir uma compreensão teórica consistente sobre o tema, valorizando produções recentes e alinhadas aos desafios educacionais contemporâneos. De acordo com Marconi e Lakatos (2021), o método bibliográfico possibilita aprofundar a análise de fenômenos sociais e educacionais a partir do diálogo com diferentes autores e perspectivas. Assim, a pesquisa buscou não apenas apresentar conceitos sobre inteligência artificial generativa, mas também refletir sobre seus efeitos na prática pedagógica, na aprendizagem dos estudantes, na formação docente e nos cuidados éticos necessários para sua inserção responsável na Educação Básica.
4. RESULTADOS E DISCUSSÕES
Os resultados desta pesquisa bibliográfica indicaram que o ChatGPT, enquanto ferramenta de inteligência artificial generativa, vem sendo percebido como uma tecnologia de grande impacto na Educação Básica, principalmente por sua capacidade de produzir textos, organizar informações, responder perguntas, criar materiais e apoiar atividades pedagógicas. De acordo com Vicari et al. (2023), a inteligência artificial na educação pode contribuir para a ampliação das possibilidades de ensino e aprendizagem, desde que seja utilizada com intencionalidade pedagógica e com mediação humana. Nesse sentido, observou-se que o ChatGPT não deve ser compreendido apenas como uma ferramenta técnica, mas como um recurso que modifica a relação entre professores, estudantes, conhecimento e práticas escolares. A discussão dos autores analisados mostra que sua presença na escola exige planejamento, formação docente, critérios éticos e reflexão crítica sobre seus usos.
A análise dos estudos também revelou que professores percebem o ChatGPT como uma possibilidade de apoio ao trabalho pedagógico, especialmente na elaboração de atividades, no planejamento de aulas, na adaptação de conteúdos e na diversificação de estratégias didáticas. De acordo com Polastri et al. (2025), compreender o uso da inteligência artificial generativa por professores da Educação Básica no Brasil exige considerar suas inseguranças, expectativas e formas de apropriação pedagógica. Isso mostra que a adoção do ChatGPT não ocorre de maneira simples ou automática, pois envolve tanto domínio técnico quanto compreensão pedagógica. Muitos docentes reconhecem o potencial dessa ferramenta, mas também demonstram preocupação com a falta de formação adequada, com o uso indevido pelos estudantes e com os impactos sobre a autoria, a avaliação escolar e o desenvolvimento do pensamento crítico.
Entre os estudantes, os resultados apontaram que o ChatGPT tende a ser percebido como uma ferramenta prática, rápida e acessível, capaz de ajudar na realização de tarefas, pesquisas, resumos, produção textual e organização de ideias. De acordo com Thiel et al. (2025), o uso da inteligência artificial no Ensino Médio apresenta implicações importantes para a forma como os alunos estudam, aprendem e interpretam informações. Essa percepção positiva, no entanto, precisa ser analisada com cuidado, pois a facilidade de obter respostas prontas pode enfraquecer processos importantes da aprendizagem, como a leitura atenta, a escrita autoral, a reflexão e a resolução autônoma de problemas. Assim, a escola precisa orientar o estudante para que ele use o ChatGPT como apoio ao próprio pensamento, e não como substituição da sua capacidade de analisar, criar e construir respostas.
A pesquisa também evidenciou que um dos principais desafios está relacionado à ética no uso do ChatGPT e da inteligência artificial generativa. De acordo com Azambuja e Silva (2024), a era da inteligência artificial impõe novos desafios à educação, pois exige formar sujeitos capazes de pensar criticamente diante de ambientes digitais automatizados. Nesse contexto, questões como plágio, dependência tecnológica, privacidade de dados, desinformação, reprodução de preconceitos e autoria precisam ser discutidas no ambiente escolar. O ChatGPT pode auxiliar o estudante e o professor em diferentes práticas educativas, mas também pode gerar riscos quando utilizado sem critérios. Por isso, a discussão ética deve fazer parte da formação docente e da orientação aos estudantes, evitando tanto a proibição sem reflexão quanto o uso livre, acrítico e sem responsabilidade.
A seguir, apresenta-se a tabela 1 com uma síntese dos principais resultados identificados na pesquisa bibliográfica:
Categoria analisada | Principais resultados encontrados | Autores relacionados |
Uso pedagógico da IA generativa | A IA pode apoiar a produção de materiais, planejamento de aulas, personalização da aprendizagem e organização de conteúdos. | Vicari et al. (2023); Nascimento et al. (2025); Magnago et al. (2026) |
Percepção dos professores | Professores reconhecem possibilidades de inovação, mas apontam insegurança, falta de formação e dúvidas éticas. | Polastri et al. (2025); Borges (2025); Costa et al. (2025) |
Percepção dos estudantes | Estudantes percebem a IA como recurso rápido e útil, mas há risco de dependência e uso como atalho para tarefas. | Thiel et al. (2025); Silva et al. (2026); Barros et al. (2024) |
Desafios éticos | Foram identificadas preocupações com autoria, plágio, privacidade, confiabilidade das informações e pensamento crítico. | Azambuja e Silva (2024); Martins e Guimarães (2026); Barbosa e Portes (2023) |
Mediação docente | A presença do professor permanece essencial para orientar, contextualizar e dar sentido pedagógico ao uso da IA. | Borges (2025); Vicari et al. (2023); Magnago et al. (2026) |
Fonte: Autores, 2026.
A partir da tabela, percebe-se que os resultados da pesquisa não apontam a inteligência artificial generativa como uma solução pronta para os desafios da Educação Básica, mas como uma ferramenta que pode contribuir quando integrada de forma planejada e crítica. De acordo com Magnago et al. (2026), o uso da inteligência artificial na educação envolve possibilidades, desafios e implicações diretas para a prática docente. Assim, a discussão mostra que a tecnologia pode enriquecer o processo educativo, mas não substitui o papel do professor, a interação humana, o vínculo pedagógico e a construção coletiva do conhecimento. A IA pode sugerir caminhos, mas a decisão pedagógica continua sendo responsabilidade humana.
Outro resultado importante refere-se à necessidade de formação docente continuada. De acordo com Borges (2025), o futuro da docência na era da inteligência artificial exige novos caminhos formativos, capazes de preparar o professor para lidar com ferramentas digitais sem perder sua identidade profissional. Isso significa que os professores precisam de espaços de formação que não sejam apenas técnicos, mas também pedagógicos, éticos e críticos. A formação deve permitir que o docente compreenda as potencialidades da IA, seus limites e suas formas de aplicação no currículo escolar. Sem esse preparo, há o risco de a tecnologia ser usada de maneira superficial, improvisada ou até mesmo excludente.
Também se observou que a inteligência artificial generativa pode favorecer práticas mais inclusivas, desde que seu uso considere as diferentes necessidades dos estudantes. De acordo com Nascimento et al. (2025), experiências com inteligência artificial generativa na Educação Básica demonstram que essas ferramentas podem apoiar processos pedagógicos quando articuladas a propostas bem estruturadas. Isso indica que a IA pode auxiliar estudantes com dificuldades de aprendizagem, oferecer explicações alternativas, adaptar linguagens e ampliar formas de acesso ao conhecimento. No entanto, essa possibilidade depende de acesso tecnológico, orientação docente e compromisso institucional com a equidade.
Por fim, a discussão dos resultados permite afirmar que a inteligência artificial generativa já faz parte dos debates educacionais e tende a se tornar cada vez mais presente no cotidiano escolar. De acordo com Martins e Guimarães (2026), as mediações éticas, pedagógicas e tecnológicas são fundamentais para que a IA contribua com a formação dos estudantes sem comprometer sua autonomia, identidade e autoria. Portanto, os resultados indicam que professores e estudantes percebem a IA generativa como uma ferramenta promissora, mas cercada de desafios. Seu uso na Educação Básica precisa ser orientado por princípios éticos, formação crítica, planejamento pedagógico e valorização da mediação humana, para que a tecnologia esteja a serviço da aprendizagem e não da simples reprodução automática de informações.
5. CONCLUSÃO
A presente pesquisa teve como objetivo analisar as percepções de professores e estudantes sobre o uso do ChatGPT e da inteligência artificial generativa na Educação Básica, considerando suas possibilidades pedagógicas, seus desafios, seus limites e suas implicações éticas no processo de ensino-aprendizagem. Ao longo do estudo, foi possível compreender que o ChatGPT já se apresenta como uma realidade cada vez mais próxima do cotidiano escolar, seja como ferramenta utilizada para produzir textos, organizar ideias, tirar dúvidas, elaborar atividades, apoiar pesquisas ou ampliar o acesso a diferentes formas de conhecimento. No entanto, sua presença na educação não pode ser entendida apenas como uma inovação tecnológica, pois envolve também questões humanas, pedagógicas, sociais e éticas.
A partir da pesquisa bibliográfica realizada, observou-se que professores e estudantes tendem a perceber o ChatGPT como uma ferramenta com grande potencial para contribuir com a aprendizagem. Para os professores, esse recurso pode auxiliar no planejamento de aulas, na elaboração de materiais didáticos, na adaptação de conteúdos e na criação de estratégias mais dinâmicas. Para os estudantes, pode representar um apoio no estudo, na escrita, na organização do pensamento e na compreensão de determinados conteúdos. Contudo, os resultados também mostraram que esse potencial depende diretamente da forma como a tecnologia é utilizada, pois o ChatGPT, sozinho, não garante aprendizagem significativa.
Diante disso, a pesquisa permitiu responder ao problema proposto, indicando que as percepções sobre o uso do ChatGPT e da inteligência artificial generativa são marcadas por possibilidades e preocupações. Por um lado, há reconhecimento de que essa tecnologia pode tornar o processo educativo mais acessível, criativo, interativo e personalizado. Por outro lado, também existem receios relacionados ao plágio, à autoria, à dependência de respostas prontas, à privacidade dos dados, à confiabilidade das informações e à possível fragilização do pensamento crítico. Assim, o uso do ChatGPT na Educação Básica precisa ser acompanhado de orientação, formação e critérios pedagógicos bem definidos.
Outro ponto evidenciado foi a importância da mediação docente. O ChatGPT pode produzir conteúdos, sugerir caminhos, organizar informações e apresentar respostas, mas não substitui o olhar sensível do professor, sua capacidade de compreender a realidade da turma, acolher dificuldades, criar vínculos e transformar informações em conhecimento significativo. Nesse sentido, o professor continua sendo figura central no processo educativo, pois é ele quem orienta o uso consciente da tecnologia, problematiza as respostas geradas pelas ferramentas digitais e ajuda os estudantes a desenvolverem autonomia, autoria e responsabilidade. A tecnologia pode apoiar a prática pedagógica, mas não ocupa o lugar da relação humana que sustenta a educação.
Também se conclui que a formação docente é um aspecto indispensável para a integração crítica do ChatGPT e da inteligência artificial generativa na escola. Não basta disponibilizar ferramentas digitais se os professores não tiverem condições de compreender seus usos, limites e possibilidades. A formação precisa ir além do aspecto técnico, envolvendo discussões sobre ética, avaliação, inclusão, autoria, pensamento crítico e intencionalidade pedagógica. Somente assim será possível evitar tanto o uso improvisado do ChatGPT quanto sua rejeição automática por medo ou desconhecimento.
Portanto, este estudo contribui para ampliar a reflexão sobre a presença do ChatGPT na Educação Básica, mostrando que seu uso deve estar sempre vinculado à formação humana, à responsabilidade ética e ao compromisso com a aprendizagem. A escola não deve ignorar essa tecnologia, pois ela já faz parte da realidade de muitos estudantes, mas também não deve adotá-la sem planejamento. O caminho mais adequado está em construir práticas pedagógicas críticas, orientadas e conscientes, nas quais o ChatGPT seja utilizado como recurso de apoio, e não como substituição do pensamento, da criatividade, da autoria e da mediação docente.
Conclui-se, assim, que o ChatGPT, enquanto ferramenta de inteligência artificial generativa, pode trazer contribuições importantes para a Educação Básica, desde que seja incorporado de forma ética, planejada, inclusiva e pedagógica. Seu valor não está apenas na rapidez das respostas que oferece, mas nas possibilidades que abre quando utilizado para estimular perguntas, ampliar repertórios, favorecer a aprendizagem e fortalecer a autonomia dos estudantes. Dessa forma, a pesquisa reafirma que o futuro da educação diante do GPT e da inteligência artificial generativa não deve ser construído pela substituição do humano pela máquina, mas pela integração responsável entre tecnologia, conhecimento, sensibilidade e formação crítica.
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1 Bacharelada em ciências da computação - Unifapi – Aespi. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail
2 Mestre em Ciência da Saúde, pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Professor do Instituto Federal da Paraíba. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail
3 Mestrado pela Universidad Del Sol. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail
4 Mestre em educação pelaUniversidade três fronteiras - UNINTER – Paraguai. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail