REGISTRO DOI: 10.70773/revistatopicos/793514826
RESUMO
O presente estudo tem como objetivo analisar o desempenho econômico-financeiro de cooperativas, considerando os indicadores de rentabilidade, liquidez geral, liquidez seca, liquidez corrente, grau de endividamento e fator de insolvência de Kanitz, bem como sua relação com a dimensão econômica das organizações. A pesquisa caracteriza-se como descritiva, de abordagem quantitativa, fundamentada em dados secundários apresentados em demonstrativo contendo informações de 19 cooperativas. Os procedimentos metodológicos compreendem análise documental, estatística descritiva e comparação dos indicadores econômico-financeiros. Os resultados evidenciam diferenças relevantes entre as organizações, destacando-se a Unimed Maringá e a Unimed Londrina pelos elevados indicadores de liquidez, enquanto a Primato apresenta o maior índice de rentabilidade. A Coamo destaca-se pela dimensão econômica e por apresentar condições favoráveis de liquidez, sobretudo o indicador de Kanitz e o VPG. A análise crítica demonstra que o maior porte econômico não implica necessariamente melhor desempenho financeiro e que níveis elevados de endividamento não representam, isoladamente, dificuldades financeiras. Verifica-se, ainda, que a interpretação do fator de Kanitz deve considerar as particularidades das cooperativas e as limitações dos modelos tradicionais de previsão de insolvência. Conclui-se que a avaliação da sustentabilidade econômico-financeira das cooperativas exige uma abordagem multidimensional, capaz de integrar indicadores contábeis, características setoriais e especificidades do modelo cooperativista.
Palavras-chave: Cooperativismo; Indicadores econômico-financeiros; Modelo de Kanitz.
ABSTRACT
This study aims to analyze the economic-financial performance of cooperatives, considering indicators such as profitability, general liquidity, quick ratio, current ratio, degree of indebtedness, and the Kanitz insolvency factor, as well as their relationship to the economic scale of these organizations. The research is descriptive and quantitative in nature, based on secondary data derived from financial statements of 19 cooperatives. Methodological procedures include document analysis, descriptive statistics, and a comparison of economic-financial indicators. The results reveal significant differences among the organizations; notably, Unimed Maringá and Unimed Londrina exhibit high liquidity ratios, while Primato shows the highest profitability. Coamo stands out due to its economic scale and favorable liquidity conditions—most notably regarding the Kanitz factor and the VPG (Net Worth Value) metric. A critical analysis demonstrates that a larger economic scale does not necessarily imply superior financial performance, and that high levels of indebtedness do not, in isolation, indicate financial distress. Furthermore, the interpretation of the Kanitz factor must account for the unique characteristics of cooperatives and the inherent limitations of traditional insolvency prediction models. It is concluded that assessing the economic-financial sustainability of cooperatives requires a multidimensional approach—one capable of integrating accounting indicators, sectoral characteristics, and the specificities of the cooperative model.
Keywords: Cooperativism; Economic-financial indicators; Kanitz model.
1. INTRODUÇÃO
As cooperativas desempenham papel relevante no desenvolvimento econômico e social, especialmente pela capacidade de organizar atividades produtivas, promover a participação econômica dos associados e contribuir para o fortalecimento de diferentes setores da economia. Diferentemente das sociedades empresariais tradicionais, as cooperativas possuem características organizacionais próprias, fundamentadas na gestão democrática, na participação dos cooperados e na prestação de serviços aos seus membros.
Apesar dessas particularidades, as cooperativas estão sujeitas aos desafios relacionados à competitividade, à necessidade de investimentos, à administração do capital de giro, à geração de resultados e à manutenção do equilíbrio econômico-financeiro. Nesse contexto, a utilização de indicadores contábeis constitui instrumento relevante para avaliar a capacidade dessas organizações de cumprir suas obrigações e assegurar a continuidade operacional.
A análise econômico-financeira permite identificar aspectos relacionados à liquidez, à rentabilidade, à estrutura de capital e à solvência. Entretanto, a interpretação isolada desses indicadores pode conduzir a conclusões limitadas, principalmente quando envolve organizações de diferentes portes e segmentos de atuação.
Entre os instrumentos utilizados para avaliar a situação financeira das organizações, destaca-se o modelo de previsão de insolvência desenvolvido por Stephen Charles Kanitz, que combina indicadores contábeis para identificar possíveis sinais de fragilidade financeira. Embora o modelo constitua uma referência importante na literatura brasileira, sua aplicação às cooperativas requer atenção às particularidades dessas organizações, sobretudo em relação à composição patrimonial, à formação das sobras, à participação dos cooperados e à estrutura de financiamento.
Segundo OCEPAR (2025), o estado do Paraná possui 255 cooperativas registradas, com cerca de 4,47 milhões de associados, gerando cerca de 154 mil empregos, movimentando um faturamento de aproximadamente 221 bilhões por ano. Os ramos que se destacam são agropecuário, crédito e saúde. Essas cooperativas trazem um impacto social e econômico muito grande nas regiões em que estão localizadas (SILVA, 2024), nesse sentido suas performances econômica e financeira são analisadas e acompanhadas não apenas pelos gestores da organização mas pelos diversos usuários que se preocupam com sua sustentabilidade (Ocepar, 2025).
Diante desse contexto, estabelece-se o seguinte problema de pesquisa: quais diferenças podem ser identificadas no desempenho econômico-financeiro das cooperativas analisadas e em que medida os indicadores de rentabilidade, liquidez, endividamento e solvência permitem compreender suas condições de sustentabilidade financeira? O objetivo geral consiste em analisar comparativamente o desempenho econômico-financeiro de 19 cooperativas do estado do Paraná, utilizando indicadores contábeis tradicionais e o fator de insolvência de Kanitz. Essas cooperativas foram selecionadas com base nas informações extraídas do Grupo Amanhã e PwC Brasil, que realizam anualmente o ranking e a premiação 500 Maiores empresas do Sul do Brasil.
Especificamente, busca-se examinar os níveis de rentabilidade, avaliar a capacidade de pagamento das obrigações, identificar diferenças na estrutura de endividamento, comparar os resultados do indicador de Kanitz e discutir criticamente a relação entre dimensão econômica e desempenho financeiro.
A justificativa do estudo fundamenta-se na importância de ampliar a compreensão sobre as condições econômico-financeiras das cooperativas que trazem impacto social e econômico positivo nas regiões que atuam e na necessidade de interpretar os indicadores contábeis de maneira integrada, considerando suas especificidades organizacionais.
A contribuição da pesquisa reside na comparação de diferentes dimensões do desempenho financeiro, permitindo identificar situações em que indicadores aparentemente favoráveis coexistem com possíveis vulnerabilidades, além de discutir as limitações da utilização de modelos tradicionais de análise financeira no ambiente cooperativista.
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA OU REVISÃO DA LITERATURA
2.1. Cooperativismo e Sustentabilidade Econômico-Financeira
O cooperativismo constitui uma forma de organização econômica baseada na associação voluntária de pessoas que buscam atender necessidades e objetivos comuns por meio de uma organização de propriedade coletiva e gestão democrática. No Brasil, a Lei nº 5.764/1971 estabelece o regime jurídico das sociedades cooperativas e reconhece suas particularidades em relação às demais organizações econômicas.
As cooperativas apresentam uma característica fundamental: a atividade econômica constitui um meio para atender aos interesses dos associados, e não exclusivamente um mecanismo de maximização do lucro do capital investido (SILVA, 2024). Essa particularidade influencia a interpretação dos resultados contábeis, uma vez que a geração de sobras deve ser analisada em conjunto com os benefícios econômicos proporcionados aos cooperados.
Assim, uma cooperativa pode apresentar rentabilidade contábil relativamente reduzida e, simultaneamente, gerar benefícios relevantes aos associados por meio de melhores condições de comercialização, aquisição de insumos, prestação de serviços ou distribuição de resultados. Nesse sentido, segundo OCEPAR (2025) a sustentabilidade econômico-financeira das cooperativas não deve ser compreendida apenas pela capacidade de gerar resultados positivos, mas também pela manutenção do equilíbrio financeiro e pela capacidade de cumprir sua finalidade institucional.
A análise da sustentabilidade exige, portanto, uma abordagem que contemple eficiência econômica, segurança financeira, capacidade de investimento e atendimento às necessidades dos cooperados.
2.2. Análise das Demonstrações Contábeis
A análise das demonstrações contábeis constitui um processo de interpretação das informações patrimoniais, financeiras e econômicas das organizações. Segundo Matarazzo (2010), a análise de balanços permite transformar dados contábeis em informações úteis para a avaliação da situação econômico-financeira e para o processo de tomada de decisões.
De maneira complementar, Assaf Neto (2020) destaca a importância da utilização integrada de indicadores financeiros para compreender aspectos relacionados à liquidez, à estrutura de capital e ao desempenho econômico das organizações. Os indicadores contábeis representam relações entre elementos das demonstrações financeiras e permitem estabelecer comparações entre organizações ou períodos (SILVA, 2017). Entretanto, a análise por índices apresenta limitações, uma vez que os resultados podem ser influenciados por características setoriais, critérios contábeis, políticas de financiamento e condições econômicas.
No caso das cooperativas, essas limitações tornam-se especialmente relevantes devido às diferenças entre cooperativas agroindustriais, de crédito, de saúde e de outros segmentos. Consequentemente, a interpretação dos indicadores deve considerar não apenas os valores numéricos, mas também o contexto operacional e institucional em que as organizações estão inseridas.
2.3. Indicadores de Rentabilidade
Os indicadores de rentabilidade permitem avaliar a capacidade de geração de resultados em relação aos recursos utilizados pela organização. Entre os principais indicadores encontram-se a rentabilidade do ativo, a rentabilidade do patrimônio líquido e as margens de resultado (Assaf Neto, 2020)
De maneira geral, a rentabilidade expressa a eficiência com que determinada base de recursos é utilizada para produzir resultados econômicos. Segundo Mattioni (2013), nas cooperativas, entretanto, a análise da rentabilidade apresenta particularidades decorrentes da finalidade institucional dessas organizações. Diferentemente das empresas tradicionais, que normalmente buscam maximizar os retornos aos investidores, as cooperativas também procuram proporcionar benefícios econômicos diretamente aos associados.
Por essa razão, índices reduzidos de rentabilidade não representam necessariamente ineficiência administrativa. A avaliação adequada deve considerar a natureza das operações, a política de formação das sobras e os benefícios proporcionados aos cooperados.
2.4. Indicadores de Liquidez
Os indicadores de liquidez representam instrumentos utilizados para avaliar a capacidade de pagamento das obrigações financeiras. Assaf Neto (2020) a liquidez corrente relaciona os ativos circulantes aos passivos circulantes, permitindo avaliar a capacidade de pagamento de curto prazo. A liquidez seca apresenta uma perspectiva mais restritiva, pois exclui os estoques do ativo circulante (Matarazzo, 2010). A liquidez geral, por sua vez, considera direitos e obrigações de curto e longo prazo, oferecendo uma visão mais abrangente da capacidade de pagamento.
Embora indicadores superiores à unidade sejam frequentemente interpretados como favoráveis, essa interpretação deve ser realizada com cautela. A existência de ativos suficientes para cobrir passivos não garante, necessariamente, disponibilidade imediata de recursos financeiros. Além disso, elevados indicadores de liquidez podem estar associados à manutenção excessiva de ativos de baixa rentabilidade, o que pode comprometer a eficiência na utilização dos recursos (Mattioni, 2013). Nas cooperativas, sobretudo as agroindustriais, a liquidez seca merece atenção especial devido à participação significativa dos estoques na estrutura patrimonial.
2.5. Estrutura de Capital e Endividamento
O endividamento representa a utilização de recursos de terceiros para financiar as atividades operacionais e os investimentos de uma organização. Segundo Assaf Neto (2020) a estrutura de capital expressa a combinação entre recursos próprios e recursos de terceiros utilizados no financiamento dos ativos.
Níveis elevados de endividamento podem ampliar a exposição ao risco financeiro, especialmente quando associados a elevados custos financeiros, redução da geração de caixa ou dificuldades de refinanciamento. Entretanto, a utilização de capital de terceiros também pode contribuir para a expansão das atividades e para o financiamento de investimentos produtivos (Matarazzo, 2010).
Assim, o endividamento não deve ser interpretado exclusivamente como uma condição desfavorável. Sua avaliação exige considerar a capacidade de pagamento, os prazos das obrigações, o custo do financiamento e a geração de resultados. No ambiente cooperativista, essa análise torna-se ainda mais importante em razão da necessidade de investimentos em infraestrutura, armazenagem, industrialização, tecnologia e capital de giro.
2.6. O Modelo de Insolvência de Kanitz
O modelo de previsão de insolvência de Kanitz representa uma contribuição importante aos estudos brasileiros sobre análise econômico-financeira. Kanitz (1978) desenvolveu um modelo baseado na combinação ponderada de indicadores contábeis, buscando identificar sinais de dificuldades financeiras.
A formulação tradicional utiliza medidas relacionadas à rentabilidade, liquidez e endividamento para produzir um indicador sintético de solvência. De acordo com a classificação convencional, resultados positivos mais elevados indicam condições relativamente favoráveis, enquanto valores negativos podem sinalizar maior vulnerabilidade financeira (Mattioni, 2013).
Segundo Kanitz (1978), O Fator de Insolvência (FI) é calculado pela seguinte equação ponderada:
FI = {(0,05 x RP) + (1,65 x LG) + (3,55 x LS)} – {(1,06 x LC) + (0,33 x GE)}
Onde as siglas representam os seguintes índices financeiros:
RP: Rentabilidade do Patrimônio Líquido
LG: Liquidez Geral
LS: Liquidez Seca
LC: Liquidez Corrente
GE: Grau de Endividamento
Entretanto, o modelo foi desenvolvido em determinado contexto histórico e empresarial, o que exige cautela em sua aplicação a organizações com características distintas daquelas utilizadas em sua elaboração. Segundo Mattioni (2013) nas cooperativas, a utilização do modelo deve considerar a natureza das operações com associados, as diferenças na composição patrimonial e as particularidades da estrutura financeira. Além disso, o fator de Kanitz não deve ser interpretado como medida definitiva de segurança financeira, mas como instrumento complementar à análise das demonstrações contábeis.
2.7. Dimensão Econômica e Desempenho Financeiro
A dimensão econômica das organizações pode influenciar sua capacidade de investimento, acesso ao crédito, diversificação das atividades e competitividade. Cooperativas de maior porte podem apresentar vantagens relacionadas à escala de produção, à estrutura operacional e à capacidade de negociação (Mattioni, 2013).
Entretanto, o crescimento também pode ampliar a complexidade administrativa, as necessidades de capital de giro e a exposição a riscos operacionais e financeiros. Dessa forma, o maior porte econômico não assegura, necessariamente, melhores indicadores de rentabilidade ou liquidez.
A relação entre dimensão e desempenho deve ser examinada considerando aspectos relacionados à eficiência operacional, à gestão financeira e às particularidades de cada organização (Matarazzo, 2010), ou segmento cooperativista.
3. METODOLOGIA
A pesquisa caracteriza-se como descritiva, com abordagem quantitativa, utilizando procedimentos de análise documental (Gil, 2010). Quanto aos objetivos, o estudo busca descrever e comparar o desempenho econômico-financeiro das cooperativas, identificando diferenças entre os indicadores analisados. Quanto à abordagem, caracteriza-se como quantitativa, uma vez que utiliza dados numéricos relacionados à rentabilidade, liquidez, endividamento, solvência e dimensão econômica.
A pesquisa documental fundamenta-se em demonstrativos contábeis contendo indicadores econômico-financeiros de 19 cooperativas do estado do Paraná. Essas cooperativas foram selecionadas com base nas informações extraídas do Grupo Amanhã e PwC Brasil, que realizam anualmente o ranking e a premiação 500 Maiores empresas do Sul do Brasil. A amostra documental compreende dessas revistas identificam as seguintes cooperativas paranaenses: Coamo, C Vale, Lar, Cocamar, Copacol, Agrária, Castrolanda, Integrada, Frisia, Frimesa, Coopavel, Coasul, Copagril, Capal, Credicoamo, Unimed Londrina, Unimed Maringá, Primato e UnitaCentral.
Foram consideradas as seguintes variáveis: rentabilidade, liquidez geral, liquidez seca, liquidez corrente, grau de endividamento, fator de insolvência de Kanitz e valor ponderável de grandeza. O tratamento dos dados compreende a organização dos indicadores, o cálculo de medidas estatísticas descritivas e a análise comparativa entre as cooperativas.
A interpretação dos resultados foi conduzida a partir de três perspectivas: identificação das organizações com maiores e menores indicadores, comparação entre diferentes dimensões do desempenho financeiro e discussão crítica das limitações dos indicadores tradicionais. Cabe destacar que o exercício social a que se refere a pesquisa é o ano de 2023. As informações foram obtidas pelo Grupo Amanhã e PwC Brasil, nos sites das cooperativas estudadas e dados contábeis disponibilizados pela B3.
4. RESULTADOS E DISCUSSÕES OU ANÁLISE DOS DADOS
4.1. Caracterização Geral dos Indicadores Econômico-Financeiros
A análise dos resultados inicia-se pela apresentação das informações contábeis dispostas Grupo Amanhã e PwC Brasil, nos sites das cooperativas estudadas e dados contábeis disponibilizados pela B3.
Quadro 1. Indicadores de Rentabilidade, Liquidez Geral, Liquidez Seca, Liquidez Corrente, Grau de Endividamento, Indicador de Kanitz e VPG das maiores cooperativas paranaenses listadas pelo Grupo Amanhã e PwC Brasil
Cooperativas | Rentabilidade | L.G | L.S | L.C | G.E | Indicador Kanitz | VPG |
Coamo | 0,16 | 1,95 | 1,09 | 1,98 | 0,65 | 10,67 | 6.444,26 |
C Vale | 0,05 | 1,41 | 0,87 | 1,32 | 0,47 | 9,46 | 3.424,50 |
Lar | 0,08 | 1,36 | 0,83 | 1,11 | 0,47 | 5,34 | 2.414,30 |
Cocamar | 0,12 | 1,52 | 0,80 | 1,21 | 0,47 | 4,98 | 1.857,28 |
Copacol | 0,07 | 1,59 | 0,88 | 1,26 | 0,56 | 4,87 | 1.729,96 |
Agraria | - | - | - | - | - | 4,78 | 1.611,85 |
Castrolanda | 0,08 | 1,85 | 1,14 | 1,47 | 0,63 | 4,64 | 1.547,87 |
Integrada | 0,12 | 1,37 | 0,79 | 1,09 | 0,44 | 4,24 | 1.348,33 |
Frisia | 0,10 | 1,64 | 1,14 | 1,50 | 0,63 | 4,20 | 1.288,33 |
Frimesa | 0,11 | 1,55 | 0,83 | 1,08 | 0,54 | 3,93 | 1.254,69 |
Coopavel | 0,09 | 1,21 | 0,54 | 1,01 | 0,38 | 3,91 | 988,24 |
Coasul | 0,20 | 1,36 | 0,75 | 1,12 | 0,43 | 3,86 | 730,89 |
Copagril | 0,10 | 1,32 | 0,70 | 1,15 | 0,46 | 3,86 | 710,50 |
Capal | 0,12 | 1,73 | 1,00 | 1,50 | 0,59 | 3,75 | 670,58 |
Credicoamo | 0,15 | 1,33 | 1,10 | 1,10 | 0,26 | 3,60 | 360,76 |
Unimed Londrina | 0,15 | 1,81 | 2,66 | 2,69 | 0,74 | 3,43 | 266,64 |
Unimed Maringa | 0,17 | 2,19 | 2,93 | 2,93 | 0,74 | 3,29 | 257,10 |
Primato | 0,23 | 1,20 | 0,94 | 1,20 | 0,41 | 3,25 | 198,52 |
UnitaCentral | 0,08 | 1,25 | 0,57 | 0,61 | 0,54 | 2,73 | 86,80 |
Fonte: Grupo Amanhã e PwC Brasil, G3 adaptado pelo autor (2026)
Em relação à Rentabilidade e dimensão econômica a cooperativa Primato (0,23) e Coasul (0,20) registram os maiores indicadores de rentabilidade; C Vale (0,05) e Copacol (0,07), os menores. A Coamo apresenta o maior valor ponderável de grandeza (6.444,26), mas sua rentabilidade é 0,16. A Primato, por sua vez, apresenta grandeza de 198,52 e maior rentabilidade. Isso indica ausência de correspondência automática entre dimensão e resultado relativo.
Não se pode, contudo, equiparar maior rentabilidade à eficiência global sem conhecer a base de cálculo e os benefícios proporcionados aos cooperados. Sobre os indicadores de Liquidez e exposição de curto prazo a Unimed Maringá e Unimed Londrina lideram os indicadores de liquidez. A diferença entre liquidez corrente e seca em cooperativas agroindustriais sinaliza o papel dos estoques: na Coamo, os índices são 1,98 e 1,09; na Coopavel, 1,01 e 0,54. A UnitaCentral registra liquidez corrente de 0,61, o que sinaliza possível pressão de curto prazo. Todavia, indicadores patrimoniais não equivalem a fluxo de caixa; prazos, realização dos ativos e acesso a crédito são necessários para avaliar a capacidade efetiva de pagamento.
Os índices de Endividamento e solvência, percebe-se que Unimed Maringá e Unimed Londrina apresentam o maior grau de endividamento (0,74). Em contraste, Coopavel registra endividamento de 0,38. A comparação impede tratar endividamento elevado como sinônimo de insolvência. A natureza, o custo e o vencimento das dívidas não estão disponíveis e seriam indispensáveis para qualificar os riscos.
Na discussão crítica do modelo e da comparabilidade, nota-se que todas as cooperativas possuem fatores de Kanitz positivos, mas essa classificação não assegura ausência de dificuldades futuras. O modelo agrega razões contábeis e não incorpora diretamente governança, volatilidade de mercados, qualidade de crédito ou relações com cooperados. Além disso, a amostra reúne cooperativas de saúde, crédito e atividades agroindustriais, cujos ciclos financeiros e estoques diferem substancialmente.
O quadro 2 apresenta as medidas estatísticas descritivas dos indicadores econômico-financeiros das cooperativas, conforme segue:
Quadro 2. Estatística descritiva dos indicadores econômico-financeiros
Indicador | Média | Mediana | Desvio-padrão | Mínimo | Máximo |
Rentabilidade | 0,121 | 0,115 | 0,048 | 0,05 | 0,23 |
Liquidez geral | 1,536 | 1,465 | 0,279 | 1,20 | 2,19 |
Liquidez seca | 1,087 | 0,875 | 0,648 | 0,54 | 2,93 |
Liquidez corrente | 1,407 | 1,205 | 0,582 | 0,61 | 2,93 |
Grau de endividamento | 0,523 | 0,505 | 0,126 | 0,26 | 0,74 |
Fator de Kanitz | 4,673 | 3,930 | 2,022 | 2,73 | 10,67 |
Fonte: Grupo Amanhã e PwC Brasil, G3. Desvio-padrão amostral. Para os cinco primeiros indicadores, n = 18; para Kanitz, n = 19.
Os resultados demonstram diferenças relevantes no desempenho das cooperativas, especialmente nos indicadores de liquidez seca, liquidez corrente e fator de Kanitz. A rentabilidade média foi de 0,121, com desvio-padrão de 0,048, indicando diferenças entre as organizações quanto à capacidade de geração de resultados.
A liquidez geral apresentou média de 1,536, sugerindo que, de maneira agregada, as cooperativas possuem uma relação favorável entre os ativos e passivos considerados nesse indicador. Entretanto, a liquidez seca apresentou média de 1,087 e mediana de 0,875. Essa diferença é relevante, pois demonstra que os resultados mais elevados de determinadas cooperativas influenciam positivamente a média geral.
Assim, embora a média seja superior à unidade, a cooperativa situada na posição central da distribuição apresenta liquidez seca inferior a 1,00. Esse resultado evidencia que a análise baseada exclusivamente na média poderia transmitir uma percepção excessivamente favorável da capacidade de pagamento das organizações. A liquidez corrente apresentou média de 1,407 e mediana de 1,205, demonstrando situação relativamente favorável para a maioria das cooperativas, embora com diferenças importantes na margem de segurança financeira.
O grau de endividamento apresentou média de 0,523, indicando participação relevante de recursos de terceiros, de acordo com a definição do indicador utilizada no demonstrativo. Por fim, o fator de Kanitz apresentou média de 4,673 e mediana de 3,930, com desvio-padrão de 2,022, evidenciando dispersão expressiva entre os resultados.
4.2. Rentabilidade: Diferenças de Desempenho e Eficiência Econômica
A análise da rentabilidade demonstra que a Primato apresentou o maior índice, com 0,23, seguida pela Coasul, com 0,20, e pela Unimed Maringá, com 0,17. Por outro lado, a C Vale apresentou o menor índice, com 0,05, enquanto Copacol registrou 0,07. Essa diferença demonstra que as cooperativas apresentam capacidades distintas de geração de resultados em relação à base utilizada no cálculo.
Um aspecto importante refere-se à comparação entre a Primato e a Coamo. A Primato apresentou rentabilidade de 0,23 e valor ponderável de grandeza de 198,52, enquanto a Coamo registrou rentabilidade de 0,16 e grandeza de 6.444,26. Embora a Coamo apresente dimensão econômica significativamente superior, a Primato obteve maior índice de rentabilidade. Esse resultado questiona a interpretação de que organizações economicamente maiores são necessariamente mais eficientes.
Entretanto, não é possível afirmar que a Primato apresenta maior eficiência operacional global, uma vez que a rentabilidade depende de fatores relacionados à composição patrimonial, ao modelo de negócios e às políticas de reconhecimento de resultados. Além disso, a comparação envolve organizações com características operacionais distintas, o que exige cautela na generalização dos resultados.
Sob uma perspectiva crítica, a rentabilidade das cooperativas deve ser analisada considerando a finalidade de atendimento aos associados. Uma cooperativa pode optar por praticar condições comerciais mais favoráveis aos cooperados, reduzindo suas sobras contábeis, mas ampliando os benefícios econômicos distribuídos aos membros. Consequentemente, a rentabilidade não deve constituir o único parâmetro de avaliação do desempenho cooperativista.
4.3. Liquidez: Capacidade de Pagamento e Dependência dos Estoques
Os indicadores de liquidez revelam diferenças relevantes na capacidade das cooperativas de cumprir suas obrigações financeiras. A Unimed Maringá apresentou os maiores índices de liquidez geral, seca e corrente, com 2,19, 2,93 e 2,93, respectivamente. A Unimed Londrina também apresentou resultados elevados, especialmente na liquidez seca, com 2,66, e na liquidez corrente, com 2,69.
Esses resultados sugerem uma posição favorável de cobertura das obrigações de curto prazo. Entretanto, é necessário observar que as cooperativas de saúde apresentam características operacionais diferentes das cooperativas agroindustriais. Nas cooperativas agroindustriais, os estoques representam elementos importantes da estrutura patrimonial, em razão das atividades de produção, armazenagem, processamento e comercialização.
A diferença entre liquidez corrente e liquidez seca evidencia a importância desses estoques na composição dos ativos circulantes. A Coamo, por exemplo, apresentou liquidez corrente de 1,98 e liquidez seca de 1,09, demonstrando redução expressiva do indicador quando os estoques são excluídos. Na Coopavel, a liquidez corrente foi de 1,01, enquanto a liquidez seca atingiu apenas 0,54. Essa situação merece atenção, pois indica uma capacidade de pagamento mais restrita quando considerados apenas os ativos circulantes excluídos os estoques.
A UnitaCentral apresentou situação ainda mais delicada, com liquidez corrente de 0,61 e liquidez seca de 0,57. Esses resultados indicam que os ativos circulantes não são suficientes para cobrir integralmente os passivos circulantes, considerando os saldos utilizados no cálculo. Contudo, não se pode concluir automaticamente que a cooperativa apresenta incapacidade de pagamento, pois a avaliação efetiva depende do fluxo de caixa, do vencimento das obrigações e da capacidade de obtenção de recursos.
A discussão crítica demonstra que liquidez contábil e disponibilidade financeira não são conceitos equivalentes. Uma organização pode apresentar liquidez corrente elevada e, simultaneamente, enfrentar dificuldades de caixa decorrentes da baixa realização dos ativos.
Da mesma forma, uma cooperativa com liquidez reduzida pode manter suas operações mediante fluxos financeiros regulares e acesso a fontes adequadas de financiamento.
4.4. Endividamento: Risco Financeiro ou Estratégia de Financiamento?
O grau de endividamento apresentou diferenças importantes entre as cooperativas analisadas. A Unimed Maringá e a Unimed Londrina registraram os maiores indicadores, ambas com 0,74. Entretanto, essas cooperativas também apresentaram os maiores índices de liquidez e os melhores resultados do fator de Kanitz.
Essa constatação demonstra que o endividamento elevado não representa, isoladamente, uma condição de fragilidade financeira. O risco associado ao endividamento depende da capacidade de pagamento, do custo dos recursos de terceiros, da estrutura de vencimentos e da geração de caixa. A Credicoamo apresentou o menor grau de endividamento, com 0,26, seguida pela Coopavel, com 0,38. Entretanto, a Coopavel, apesar do menor endividamento relativo, apresentou o menor fator de Kanitz da amostra, com 2,73.
Esse resultado reforça a necessidade de avaliar os indicadores de forma conjunta. Uma organização pode apresentar baixa dependência de recursos de terceiros e, ainda assim, registrar indicadores de liquidez e solvência relativamente inferiores aos de outras organizações.
Sob uma perspectiva crítica, a avaliação do endividamento deve ultrapassar a simples classificação entre níveis elevados e reduzidos. É necessário compreender se o financiamento está associado à expansão produtiva, à modernização das atividades ou à necessidade de cobrir insuficiências operacionais. Como o documento não apresenta informações sobre a finalidade dos financiamentos, não é possível determinar as causas das diferenças observadas.
4.5. Fator de Kanitz: Resultados Favoráveis e Limitações Interpretativas
A análise do fator de Kanitz demonstra que todas as cooperativas apresentaram resultados positivos. A Unimed Coamo destacou-se com 10,67, seguida pela C. Vale, com 9,46. Na sequência, encontram-se Lar, com 5,34, Cocamar, com 4,98, e Copacol, com 4,87. Os menores valores foram apresentados pela UnitaCentral, com 2,73, Primato, com 3,25, e Unimed mariná, com 3,29. Considerando os parâmetros tradicionais do modelo, os resultados são compatíveis com a faixa de solvência.
Entretanto, essa classificação deve ser interpretada criticamente. Primeiramente, o modelo de Kanitz foi desenvolvido em um contexto histórico específico, com base em características de organizações empresariais que podem diferir da realidade das cooperativas contemporâneas. Em segundo lugar, o indicador combina variáveis financeiras, mas não contempla diretamente aspectos como governança, qualidade da gestão, exposição a riscos de mercado e relações econômicas com os cooperados.
Outro aspecto relevante é que os resultados elevados das cooperativas Unimed podem estar relacionados às particularidades de sua estrutura patrimonial e financeira. Entretanto, não é possível estabelecer essa relação causal apenas com os dados disponíveis. Além disso, o fato de todas as cooperativas apresentarem indicadores positivos não permite concluir que estejam livres de dificuldades financeiras futuras.
A previsão de insolvência envolve incertezas e depende de condições econômicas que podem se modificar ao longo do tempo. Assim, o fator de Kanitz deve ser utilizado como instrumento complementar, e não como medida definitiva de continuidade operacional.
4.6. Dimensão Econômica e Desempenho Financeiro
A análise do valor ponderável de grandeza demonstra diferenças expressivas entre as cooperativas. A Coamo apresentou o maior valor, com 6.444,26, seguida pela C Vale, com 3.424,50, e Lar, com 2.414,30. Por outro lado, a UnitaCentral apresentou o menor valor, com 86,80. A comparação desses resultados com os indicadores financeiros revela que o maior porte econômico não corresponde necessariamente aos melhores índices de rentabilidade, liquidez ou solvência.
A Coamo apresentou resultados favoráveis em diferentes indicadores, mas não liderou a classificação de rentabilidade. A Unimed Maringá, por sua vez, apresentou valor ponderável de grandeza de 257,10 e liderou a classificação de liquidez corrente e seca. A Primato apresentou valor de grandeza de 198,52 e registrou a maior rentabilidade da amostra.
Esses resultados demonstram que a dimensão econômica e o desempenho financeiro representam características distintas.
Entretanto, a ausência de definição da variável denominada valor ponderável de grandeza limita a interpretação de seu significado econômico. Não é possível determinar se o indicador representa ativos, receitas, patrimônio, movimentação econômica ou outra medida composta. Portanto, a análise permite identificar diferenças de classificação, mas não estabelecer conclusões definitivas sobre os efeitos do porte no desempenho financeiro.
4.7. Discussão Crítica Integrada dos Resultados
A interpretação conjunta dos indicadores permite identificar três questões fundamentais:
A primeira refere-se à inexistência de uma relação necessariamente positiva entre dimensão econômica e rentabilidade. Os resultados demonstram que cooperativas com valores reduzidos de grandeza podem apresentar rentabilidade superior à de organizações de maior dimensão. Essa constatação sugere que o desempenho econômico depende de fatores que ultrapassam a escala das operações.
A segunda questão refere-se à relação entre endividamento e solvência. A Unimed Maringá e a Unimed Londrina apresentaram um dos maiores graus de endividamento, mas também registraram os melhores indicadores de liquidez. Esse resultado demonstra que a utilização de capital de terceiros não pode ser interpretada isoladamente como sinal de fragilidade financeira.
A terceira questão relaciona-se à necessidade de considerar as particularidades do cooperativismo na análise contábil. As cooperativas possuem objetivos econômicos e sociais que podem influenciar a formação dos resultados, a estrutura de financiamento e a destinação das sobras.
Dessa forma, indicadores desenvolvidos para sociedades empresariais tradicionais podem não captar integralmente o desempenho dessas organizações. Outro aspecto crítico refere-se à heterogeneidade da amostra, composta por cooperativas de diferentes segmentos. As diferenças entre cooperativas agroindustriais, de saúde e de crédito podem influenciar significativamente os resultados financeiros.
Consequentemente, parte das diferenças identificadas pode decorrer das características setoriais, e não exclusivamente da qualidade da gestão. A pesquisa também apresenta limitações relacionadas à ausência de informações temporais e de dados complementares sobre fluxo de caixa, composição do endividamento e resultados operacionais.
Essas limitações impedem identificar tendências e estabelecer relações causais entre os indicadores. Apesar disso, os resultados contribuem para demonstrar a importância da utilização integrada dos indicadores econômico-financeiros na avaliação das cooperativas.
5. CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS
O presente estudo teve como objetivo analisar comparativamente o desempenho econômico-financeiro de cooperativas, considerando indicadores de rentabilidade, liquidez, endividamento, solvência e dimensão econômica.
Os resultados evidenciaram diferenças relevantes entre as organizações, demonstrando que a avaliação financeira exige a interpretação conjunta de múltiplos indicadores. A Primato destacou-se pela maior rentabilidade, enquanto a Unimed Maringá e a Unimed Londrina apresentaram os melhores indicadores de liquidez e os maiores fatores de Kanitz. A Coamo destacou-se pela dimensão econômica e por apresentar indicadores favoráveis de liquidez e rentabilidade. Por outro lado, Coopavel e UnitaCentral apresentaram indicadores de liquidez mais restritos, evidenciando a necessidade de atenção à capacidade de pagamento de curto prazo.
A análise demonstrou que o maior porte econômico não implica necessariamente melhor desempenho financeiro, assim como níveis elevados de endividamento não representam, isoladamente, condições desfavoráveis de solvência. Do ponto de vista teórico, os resultados reforçam a necessidade de considerar as particularidades do modelo cooperativista na interpretação dos indicadores contábeis. Do ponto de vista gerencial, a pesquisa evidencia a importância de acompanhar simultaneamente a capacidade de pagamento, a estrutura de financiamento e a geração de resultados.
A utilização isolada de indicadores pode produzir interpretações incompletas, especialmente quando envolve cooperativas de diferentes segmentos e dimensões econômicas. Em relação ao modelo de Kanitz, verificou-se que todas as cooperativas apresentaram resultados positivos, compatíveis com a classificação convencional de solvência. Entretanto, a aplicação desse modelo deve considerar suas limitações metodológicas e sua adequação às características das sociedades cooperativas.
Entre as limitações da pesquisa, destacam-se a referência de análise apenas no ano de 2023 não observando comparadamente exercícios passados, a indisponibilidade de determinadas informações contábeis e a heterogeneidade setorial da amostra. Para estudos futuros, recomenda-se a realização de análises longitudinais, considerando diferentes exercícios sociais, bem como a utilização de indicadores de fluxo de caixa, eficiência operacional e governança cooperativa. Também se sugere comparar o fator de Kanitz com outros modelos de previsão de insolvência, investigando sua capacidade de classificação e previsão no contexto das cooperativas.
Conclui-se que a sustentabilidade econômico-financeira das cooperativas não pode ser compreendida exclusivamente por meio de indicadores isolados, exigindo uma abordagem integrada que considere desempenho econômico, equilíbrio financeiro, particularidades setoriais e objetivos institucionais.
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1 Docente do Curso Superior de Ciências Contábeis da Universidade Estadual do Paraná Campus de Campo Mourão. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail