“ADMINISTRAÇÃO É CURSO DE QUEM NÃO SABE O QUE QUER?”: UMA ANÁLISE QUALITATIVA SOBRE ESTIGMA E IDENTIDADE PROFISSIONAL

“IS BUSINESS ADMINISTRATION A COURSE FOR THOSE WHO DON'T KNOW WHAT THEY WANT?”: A QUALITATIVE ANALYSIS OF STIGMA AND PROFESSIONAL IDENTITY

REGISTRO DOI: 10.70773/revistatopicos/789999629

RESUMO
A Administração oferece formação ampla, voltada ao desenvolvimento de competências em gestão, liderança, planejamento e tomada de decisão, possibilitando atuação em diferentes contextos organizacionais. Contudo, essa diversidade contribui para estereótipos sociais, como a ideia de que o curso seria destinado a pessoas que “não sabem o que querem”. Este estudo teve como objetivo compreender como profissionais formados em Administração percebem esse estigma e como ele se relaciona com sua identidade profissional e trajetória de carreira. A pesquisa, qualitativa e de campo, foi realizada com nove profissionais graduados em Administração, residentes em Sarandi/RS e região, atuantes em diferentes segmentos. Os dados foram coletados em junho de 2026, por meio de entrevistas semiestruturadas presenciais, e analisados segundo a Análise de Conteúdo de Bardin (2016). Os resultados indicaram que, embora a maioria dos participantes já tenha ouvido a afirmação de que Administração é um curso para pessoas sem definição profissional, esse estigma é atribuído ao desconhecimento sobre a formação e à amplitude de atuação do administrador. Os entrevistados destacaram que a escolha pelo curso esteve ligada a oportunidades de desenvolvimento, perspectivas de carreira e interesses pessoais, e não à ausência de objetivos profissionais. Observou-se ainda que a identidade profissional é construída continuamente, fortalecida pelas experiências acadêmicas, pela atuação no mercado de trabalho e pelo desenvolvimento de competências de gestão. Conclui-se que o estigma permanece nas representações sociais, mas não corresponde às experiências relatadas. A diversidade de possibilidades da formação constitui um diferencial para a carreira, embora possa gerar interpretações equivocadas sobre a profissão. Assim, destaca-se a importância de ampliar a divulgação das competências do administrador e fortalecer o reconhecimento social da área.
Palavras-chave: Administração; Estigma social; Identidade profissional; Trajetória de carreira; Mercado de trabalho.

ABSTRACT
Business Administration provides broad academic training focused on management, leadership, planning, and decision-making skills, enabling professionals to work in different organizational contexts. However, this diversity may contribute to social stereotypes, such as the idea that the course is chosen by people who “do not know what they want.” This study aimed to understand how graduates in Business Administration perceive this stigma and how it relates to their professional identity and career path. The qualitative field research was conducted with nine Business Administration graduates from Sarandi/RS and the surrounding region, working in different sectors. Data were collected in June 2026 through in-person semi-structured interviews and analyzed using Bardin’s Content Analysis (2016). The results showed that, although most participants had heard the statement that Business Administration is a course for people without professional definition, this stigma is mainly associated with lack of knowledge about the field and the broad scope of administrative work. The participants reported that their choice of the course was linked to development opportunities, career prospects, and personal interests, rather than a lack of professional goals. The study also found that professional identity is built continuously through academic experiences, labor market participation, and the development of management skills. It is concluded that the stigma remains present in social representations, but does not correspond to the experiences reported. The diversity of possibilities offered by the degree is a career advantage, although it may lead to misunderstandings about the profession. Therefore, it is important to expand the dissemination of administrators’ competencies and strengthen the social recognition of the field.
Keywords: Business Administration; Social stigma; Professional identity; Social representations; Career development.

1. INTRODUÇÃO

As profissões não são reconhecidas apenas pelas atividades que desempenham, mas também pelas percepções e significados que a sociedade atribui a elas. Segundo Bourdieu (1989), o reconhecimento e o prestígio associados a determinadas áreas estão relacionados ao capital simbólico, que influencia a valorização social das profissões. Nesse contexto, algumas ocupações tendem a receber maior reconhecimento do que outras, enquanto determinadas áreas podem ser alvo de estereótipos e interpretações negativas. Para Goffman (1988), esses processos estão relacionados ao estigma social, que contribui para a construção de representações que influenciam a forma como indivíduos e grupos são percebidos pela sociedade.

No contexto da formação e atuação em Administração, a construção da identidade profissional relaciona-se às experiências vivenciadas no ambiente de trabalho, às possibilidades de crescimento na carreira e ao reconhecimento social atribuído às atividades desempenhadas. Estudos apontam que fatores como autonomia, desenvolvimento profissional e interação interpessoal contribuem para uma maior identificação dos indivíduos com a profissão (SOUZA; Ventura; Soares, 2016). Em contrapartida, quando os profissionais atuam em funções pouco associadas ao campo administrativo ou percebem sua formação marcada por estereótipos e desvalorização social, podem surgir dificuldades no fortalecimento do sentimento de pertencimento à área.

Embora a Administração seja uma das áreas mais presentes no mercado de trabalho e ofereça diversas possibilidades de atuação profissional, o curso frequentemente é associado a estereótipos que o caracterizam como uma escolha feita por pessoas que ainda não definiram seus objetivos profissionais. Essa percepção pode estar relacionada à amplitude de áreas de atuação oferecidas pela formação, o que, em alguns contextos, leva à interpretação equivocada de que o curso não possui uma identidade profissional claramente definida. Como consequência, essa representação social acaba sendo reproduzida em diferentes espaços, contribuindo para a construção de um estigma que influencia a forma como a área e seus profissionais são percebidos. Conforme destacam Ferreira e Abdala (2017), as representações sociais atribuídas a determinados grupos ou profissões podem interferir na forma como esses indivíduos são reconhecidos e valorizados socialmente.

A relevância deste estudo está na análise do estigma social atribuído ao curso de Administração e de sua relação com a identidade profissional dos administradores. Nesse sentido, torna-se importante compreender como profissionais formados em Administração percebem o estigma associado ao curso e se suas experiências profissionais confirmam ou contradizem essa percepção. Além disso, a pesquisa foi realizada com profissionais da cidade de Sarandi/RS e região, local em que não foram identificados estudos com foco na percepção de administradores já formados sobre esse tema. Assim, o estudo busca compreender se o estigma atribuído ao curso permanece presente após a graduação ou se as oportunidades proporcionadas pela formação contribuem para modificar essa visão.

Diante disso, tem-se o seguinte problema: “De que maneira o estigma social atribuído ao curso de Administração se manifesta nas experiências profissionais de administradores formados?” Busca-se, assim, compreender como esses profissionais percebem esse estigma e se ele influenciou suas oportunidades, seu reconhecimento profissional e sua trajetória de carreira.

No presente estudo, o objetivo é compreender como profissionais formados em Administração percebem o estigma social associado à ideia de que o curso seria destinado a pessoas que “não sabem o que querem” e de que forma essa percepção se relaciona com sua identidade profissional e trajetória de carreira. Busca-se, ainda, identificar como esse estigma se manifesta e quais efeitos pode produzir na valorização da formação e nas oportunidades profissionais dos administradores.

Dessa forma, por meio de uma pesquisa qualitativa com profissionais graduados em Administração, busca-se compreender como o estigma associado ao curso se manifesta em suas experiências profissionais, bem como identificar possíveis reflexos em suas escolhas, oportunidades e percepção sobre a própria carreira.

2. REFERENCIAL TEÓRICO

2.1. Inserção Profissional e Oportunidades de Carreira na Administração

A Administração constitui uma área de conhecimento voltada ao planejamento, organização, direção e controle de recursos e processos organizacionais. Além dos conhecimentos técnicos e científicos, a formação em Administração envolve o desenvolvimento de competências relacionadas à tomada de decisão, à liderança e à gestão de pessoas, aspectos fundamentais para a atuação profissional em diferentes contextos organizacionais. Essas competências contribuem para a inserção dos profissionais em diferentes setores e áreas de atuação, ampliando as possibilidades de desenvolvimento e crescimento na carreira (Fonseca; Ésther, 2022).

A diversidade de conhecimentos proporcionada pelo curso permite que o administrador atue em organizações de diferentes portes e segmentos, exercendo funções relacionadas à gestão de pessoas, finanças, marketing, operações, logística e planejamento estratégico. Essa característica amplia as possibilidades de inserção profissional e de construção de carreira em diferentes contextos organizacionais. Nesse sentido, Fonseca e Ésther (2022) ressaltam que a formação em Administração desenvolve competências que favorecem a atuação em múltiplas áreas, enquanto Ferreira e Abdala (2017) apontam que as percepções construídas sobre a profissão influenciam a forma como estudantes e profissionais enxergam essas oportunidades. Assim, a amplitude da formação administrativa pode ser compreendida tanto como um diferencial para a empregabilidade quanto como um elemento que influencia a construção das expectativas profissionais ao longo da carreira.

De acordo com Ferreira e Abdala (2017), as representações construídas sobre a profissão influenciam a forma como os indivíduos compreendem sua atuação e projetam suas carreiras. Nesse sentido, a formação em Administração não se limita à aquisição de conhecimentos técnicos, mas também contribui para a construção de perspectivas profissionais e para o reconhecimento das diversas possibilidades de inserção no mercado de trabalho.

Além disso, em um contexto caracterizado por transformações econômicas, tecnológicas e organizacionais, a formação do administrador torna-se relevante pela capacidade de desenvolver profissionais aptos a atuar em diferentes cenários e desafios. Dessa forma, a Administração apresenta-se como uma área que oferece múltiplas oportunidades de carreira, permitindo que os profissionais construam trajetórias diversificadas de acordo com seus interesses, experiências e objetivos profissionais.

2.2. Estigma Social e Estereótipos Profissionais

O estigma social está relacionado à forma como indivíduos, grupos ou profissões passam a ser associados a características negativas construídas socialmente. Conforme Goffman (1988), o estigma influencia os processos de reconhecimento social, contribuindo para a formação de estereótipos e representações generalizadas sobre determinados sujeitos e grupos. No contexto profissional, essas representações podem interferir na valorização de determinadas ocupações e na maneira como elas são percebidas pela sociedade. Essa discussão torna-se relevante para a Administração, uma vez que a amplitude de áreas de atuação e a diversidade de funções atribuídas ao administrador podem favorecer a construção de percepções simplificadas ou distorcidas sobre a profissão.

Além dos impactos relacionados ao reconhecimento profissional, as representações sociais também podem influenciar a forma como os administradores compreendem sua formação e seu papel profissional. Nesse sentido, Fonseca e Ésther (2022) destacam que os estereótipos associados à Administração afetam a imagem social da profissão, enquanto Ferreira e Abdala (2017) apontam que essas representações influenciam a construção da identidade profissional. Em conjunto, os autores sugerem que a maneira como a Administração é percebida socialmente pode repercutir tanto na valorização da profissão quanto nos processos de identificação dos indivíduos com a área.

No caso da Administração, determinadas representações sociais associam o curso a uma formação ampla ou à ausência de uma definição profissional específica. Essas percepções podem contribuir para interpretações reducionistas sobre a área e sobre as competências desenvolvidas durante a graduação. De forma semelhante, Santos e Cerqueira-Santos (2022) identificaram que os estereótipos atribuídos às profissões influenciam sua avaliação social, podendo afetar expectativas e percepções relacionadas à carreira. Assim, as imagens construídas socialmente sobre a Administração podem influenciar tanto a forma como a profissão é reconhecida pela sociedade quanto a maneira como os próprios profissionais se relacionam com sua formação.

Nesse sentido, compreender o estigma relacionado ao curso de Administração torna-se importante para analisar como determinadas representações sociais influenciam a valorização da profissão e os processos de identificação dos profissionais com sua área de formação.

2.3. Construção da Identidade Profissional

A identidade profissional se desenvolve ao longo da formação acadêmica e das experiências vivenciadas pelos indivíduos, sendo influenciada pelas relações sociais e pela forma como a profissão é percebida. Nesse processo, os sujeitos constroem compreensões sobre seu papel profissional, suas competências e seu pertencimento a determinada área de atuação. Segundo Souza, Ventura e Soares (2016), a identidade profissional é formada a partir da interação entre experiências individuais e contextos sociais, influenciando a maneira como os indivíduos se reconhecem enquanto profissionais.

Dando suporte a essa perspectiva, Silveira (2023) destaca que a construção da identidade profissional não envolve apenas a aquisição de conhecimentos técnicos, mas também o desenvolvimento de valores, habilidades e significados atribuídos à atuação profissional. Dessa forma, a identidade é construída continuamente, sendo resultado das experiências acadêmicas, das interações sociais e das interpretações que os indivíduos desenvolvem sobre sua profissão.

Nesse processo, as experiências profissionais também contribuem para o fortalecimento da identidade profissional. Dias e Derrosso (2018) destacam que a identidade dos administradores é construída de forma contínua, sendo influenciada tanto pela formação acadêmica quanto pelas vivências relacionadas ao exercício da profissão. De maneira semelhante, Melo, Faria e Lopes (2024) argumentam que a identidade profissional pode ser constantemente ressignificada em função das experiências, desafios e mudanças presentes no contexto organizacional.

No contexto da Administração, a identidade profissional é construída a partir da interação entre formação acadêmica, experiências práticas e percepções sociais relacionadas à profissão. Nesse sentido, os estereótipos associados ao curso podem influenciar a forma como os administradores se identificam com a área e percebem seu reconhecimento profissional. Assim, compreender a construção da identidade profissional torna-se fundamental para analisar como os indivíduos atribuem significado à sua formação e ao seu papel enquanto administradores.

2.4. Identidade de Carreira e Trajetória Profissional

A identidade de carreira está relacionada à forma como os indivíduos compreendem sua trajetória profissional, seus objetivos e suas perspectivas de atuação ao longo da vida. Nesse sentido, Dubar (2005) afirma que a identidade é construída continuamente por meio das experiências de socialização vivenciadas nos diferentes contextos em que os indivíduos estão inseridos. Dessa forma, embora a formação universitária represente um momento importante nesse processo, a construção da carreira continua sendo influenciada pelas experiências profissionais, pelas relações sociais e pelas mudanças presentes no mercado de trabalho. Assim, a identidade de carreira não é algo fixo, mas um processo dinâmico que pode ser reformulado à medida que novas experiências são vivenciadas.

O desenvolvimento da carreira envolve decisões, oportunidades e experiências que contribuem para a definição dos caminhos profissionais de cada indivíduo. Nesse sentido, Dias e Derrosso (2018) identificam que a trajetória de administradores é marcada por experiências vivenciadas tanto durante a formação quanto na atuação profissional, sendo fundamentais para a construção de suas trajetórias. Os autores também observam que a amplitude da formação em Administração favorece diferentes possibilidades de inserção profissional, permitindo que os indivíduos atuem em diversas áreas e construam percursos profissionais distintos de acordo com seus interesses e experiências.

Além das oportunidades proporcionadas pela formação, as experiências vivenciadas ao longo da carreira também influenciam a forma como os profissionais percebem seu desenvolvimento profissional. Nesse contexto, Fonseca e Ésther (2022) destacam que as representações sociais associadas à Administração podem influenciar a maneira como os profissionais compreendem sua atuação e o valor atribuído à profissão. Complementando essa discussão, Ferreira e Abdala (2017) argumentam que essas representações também influenciam a construção da identidade profissional, uma vez que afetam a forma como os indivíduos interpretam seu papel e suas possibilidades de atuação. Assim, a trajetória profissional é construída não apenas pelas experiências de trabalho, mas também pelas percepções sociais que acompanham a profissão.

No contexto da Administração, a identidade de carreira é influenciada pela interação entre formação acadêmica, oportunidades profissionais, experiências de trabalho e reconhecimento social. Dessa forma, compreender a trajetória dos administradores torna-se importante para analisar como esses profissionais constroem seus percursos de carreira e atribuem significado às oportunidades e desafios encontrados ao longo de sua atuação profissional.

3. MÉTODO

Este estudo caracteriza-se como uma pesquisa de campo, de natureza qualitativa, uma vez que busca compreender as percepções e experiências de profissionais formados em Administração acerca do estigma social associado ao curso. A pesquisa de campo, segundo Gil (2008), permite a investigação de fenômenos em seu contexto real, possibilitando maior aproximação com a realidade dos participantes. A abordagem qualitativa, conforme Minayo (2001), volta-se à compreensão de significados, motivos e valores atribuídos pelos sujeitos às suas experiências, não possuindo caráter estatístico, mas interpretativo. Dessa forma, este estudo prioriza a análise das percepções das participantes sobre suas vivências profissionais, buscando compreender os sentidos atribuídos ao fenômeno investigado.

O objetivo da pesquisa é analisar como administradoras formadas percebem o estigma relacionado à ideia de que o curso de Administração seria uma escolha de pessoas “sem definição profissional”, bem como identificar possíveis relações entre esse estigma, a identidade profissional e as trajetórias de carreira dessas profissionais.

Inicialmente, foi definido o tema da pesquisa e realizada uma revisão bibliográfica em bases de dados como o Portal de Periódicos CAPES e o Google Acadêmico, com foco em produções científicas publicadas entre os anos de 2015 e 2025, além de obras clássicas da área. A revisão bibliográfica, conforme Gil (2008), permite o levantamento e a análise de produções científicas já publicadas, possibilitando a construção de uma base teórica consistente sobre o fenômeno investigado. Os critérios de seleção dos materiais consideraram a relevância acadêmica, a disponibilidade do texto completo e a aderência ao tema da pesquisa.

As entrevistas foram realizadas no mês de junho de 2026, em horários previamente agendados, conduzidas por uma das pesquisadoras do estudo. A coleta de dados ocorreu por meio de entrevistas semiestruturadas, aplicadas presencialmente em horários previamente combinados com cada participante. No momento da entrevista, foi apresentado e assinado o termo de autorização. As perguntas foram previamente elaboradas com base no referencial teórico e abordaram o estigma em torno da formação em Administração e suas possíveis influências na trajetória profissional das participantes, buscando compreender como esse fenômeno se manifesta em suas experiências profissionais.

O roteiro de entrevista foi composto por 18 questões, com o objetivo de estimular reflexões sobre suas experiências acadêmicas e profissionais. As entrevistas semiestruturadas, conforme Triviños (1987), seguem um roteiro previamente definido, mas permitem flexibilidade durante a conversa. Isso possibilita que o pesquisador aprofunde temas importantes que surgem ao longo da entrevista, de acordo com as respostas dos participantes. Esse tipo de abordagem é bastante utilizado em pesquisas qualitativas por ajudar a compreender melhor as experiências e percepções das pessoas investigadas.

O universo da pesquisa foi composto por profissionais do sexo feminino e masculino, graduados em Administração, atuantes ou não na área de formação. A participação foi voluntária, sendo garantidos o anonimato e a confidencialidade das informações.

A coleta de dados foi realizada com profissionais residentes na cidade de Sarandi/RS e região, selecionados por meio de amostragem por conveniência, considerando a acessibilidade e a disponibilidade dos participantes, obtidos a partir dos contatos pessoais e profissionais das pesquisadoras. Foram incluídos profissionais graduados em Administração, atuantes ou não na área de formação, por se entender que suas experiências e trajetórias profissionais possibilitariam compreender as percepções acerca do estigma social associado ao curso. A escolha desse contexto justifica-se pela relevância de investigar a temática em uma região onde não foram identificados estudos com esse enfoque. A coleta foi encerrada quando os dados obtidos se mostraram suficientes para atender aos objetivos da pesquisa, permitindo compreender o fenômeno investigado.

Após a coleta, os dados foram organizados e analisados por meio de uma abordagem qualitativa, utilizando a técnica de Análise de Conteúdo, conforme Bardin (2016). Essa etapa considerou os relatos das participantes e suas percepções sobre o tema investigado, permitindo a identificação de categorias de análise relacionadas ao objeto de estudo.

4. RESULTADOS

4.1. Caracterização dos Participantes

Participaram da pesquisa nove profissionais formados em Administração, com idades entre 29 e 41 anos. Os entrevistados concluíram a graduação entre os anos de 2012 e 2020 e atuam em diferentes segmentos profissionais, incluindo empreendedorismo, gestão financeira, coordenação comercial, cooperativismo, direção executiva e atividades administrativas. Os participantes exercem suas atividades em municípios da região de Sarandi/RS, abrangendo organizações dos setores privado, cooperativo e empresarial, o que possibilitou contemplar diferentes contextos de atuação profissional e ampliar a compreensão sobre as percepções relacionadas ao estigma associado à formação em Administração.

Em relação ao tempo de experiência profissional, observou-se uma variação entre 6 e 22 anos de atuação, indicando que os participantes possuem diferentes níveis de vivência no mercado de trabalho. Essa diversidade de experiências contribui para a compreensão das múltiplas formas pelas quais os profissionais percebem o estigma associado ao curso de Administração e constroem sua identidade profissional.

Além disso, a variedade de áreas de atuação identificada entre os entrevistados evidencia a amplitude de possibilidades oferecidas pela formação em Administração, aspecto que se mostra relevante para a análise das oportunidades profissionais e das trajetórias de carreira desenvolvidas após a graduação.

4.2. Escolha do Curso

Os relatos dos participantes evidenciam que a escolha pelo curso de Administração foi influenciada por diferentes fatores, envolvendo oportunidades profissionais e condições pessoais, financeiras e educacionais. Embora a maioria dos entrevistados tenha afirmado que Administração não era sua primeira opção de graduação, as justificativas apresentadas mostram que essa decisão esteve relacionada às oportunidades e circunstâncias vividas por cada um, e não à ausência de objetivos profissionais. Dessa forma, embora esse resultado possa reforçar, em um primeiro momento, o estigma investigado, a análise dos relatos demonstra o contrário: a escolha pelo curso ocorreu de forma consciente, baseada em perspectivas de desenvolvimento profissional e inserção no mercado de trabalho, contribuindo para desconstruir a ideia de que a Administração é um curso para quem "não sabe o que quer".

Entre os fatores mais citados destacam-se a obtenção de bolsas de estudo, a proximidade da instituição de ensino, a necessidade de conciliar trabalho e graduação e as perspectivas de inserção no mercado de trabalho. Em alguns casos, a escolha ocorreu em decorrência de oportunidades profissionais específicas. A entrevistada E1 relatou que decidiu cursar Administração após ser aprovada para um estágio em uma instituição financeira e obter uma bolsa integral de estudos. De forma semelhante, E2 destacou que a decisão foi influenciada por uma proposta de emprego, associada à possibilidade de crescimento profissional e melhor remuneração.

Além disso, a amplitude de áreas de atuação oferecidas pela Administração foi apontada por diversos participantes como um fator relevante para a escolha do curso. Os entrevistados destacaram a versatilidade da formação e as oportunidades de atuação em diferentes segmentos organizacionais. Nesse sentido, E5 afirmou que optou pela Administração por considerá-la um curso "mais genérico e que abre portas para o mercado de trabalho", enquanto E6 ressaltou que a formação abrangia diferentes campos de atuação, ampliando as oportunidades profissionais.

Apesar da predominância de escolhas influenciadas por fatores contextuais, foi identificado um caso em que a Administração representava um projeto profissional claramente definido. O entrevistado E3 relatou que sua decisão esteve relacionada à preparação para assumir responsabilidades na gestão de um grupo empresarial familiar, afirmando que sua escolha "não foi uma escolha por exclusão; foi uma escolha por propósito". Esse relato demonstra que, para esse participante, a formação em Administração estava diretamente associada a objetivos profissionais previamente estabelecidos.

Os resultados sugerem que, embora a Administração não tenha sido a primeira opção de graduação para a maior parte dos entrevistados, a escolha pelo curso esteve associada principalmente às oportunidades de formação e inserção profissional percebidas pelos participantes. Dessa forma, os relatos indicam que a decisão de cursar Administração esteve mais relacionada a estratégias de desenvolvimento profissional e às condições disponíveis no contexto de cada indivíduo do que à falta de definição sobre seus objetivos de carreira.

Esses achados colaboram com a discussão apresentada por Fonseca e Ésther (2022), ao destacarem que a formação em Administração é percebida como uma possibilidade de atuação em diferentes contextos organizacionais. Da mesma forma, os resultados dialogam com Dias e Derrosso (2018), que destacam a amplitude da formação administrativa e sua influência na construção das trajetórias profissionais.

4.3. Percepção Sobre o Estigma

Ao serem questionados sobre a frase “Administração é curso de quem não sabe o que quer”, observou-se que a maioria dos entrevistados já havia ouvido essa afirmação ao longo de sua trajetória acadêmica ou profissional. Entretanto, as interpretações apresentadas foram diferentes, demonstrando que o estigma associado ao curso não é percebido de forma única pelos participantes.

De modo geral, os entrevistados consideraram que essa visão está relacionada ao desconhecimento sobre a formação em Administração e sobre as competências desenvolvidas durante a graduação. Para eles, a ampla área de atuação do administrador muitas vezes é interpretada como falta de direcionamento, quando na realidade representa possibilidades profissionais diversas. Nesse sentido, um participante destacou que “muitas pessoas confundem a amplitude, a diversidade e a abrangência do curso com falta de direcionamento”.

Por outro lado, alguns entrevistados reconheceram parcialmente a afirmação, relatando que ingressaram no curso sem uma definição profissional totalmente estabelecida. Ainda assim, esses participantes ressaltaram que a Administração proporcionou conhecimentos amplos e oportunidades de atuação, indicando que a escolha pelo curso não necessariamente representa ausência de objetivos profissionais. Os relatos também sugerem que essa percepção é frequentemente reproduzida pelo senso comum e pelo desconhecimento sobre a formação e as possibilidades de atuação do administrador, contribuindo para a manutenção do estigma associado ao curso.

Outro ponto identificado foi a percepção de desvalorização da profissão. Alguns entrevistados relataram que a Administração ainda é vista como uma formação menos especializada quando comparada a outras áreas, além de destacarem que o desconhecimento sobre o papel do administrador contribui para essa percepção. Apesar disso, poucos participantes relataram situações diretas de julgamento ou desvalorização, sendo mais comuns comentários relacionados à suposta facilidade do curso ou à sua abrangência.

Os resultados indicam que o mesmo aspecto que caracteriza a Administração como uma formação versátil também contribui para a construção do estigma. Assim, a amplitude de atuação pode ser compreendida tanto como uma oportunidade profissional quanto como um fator que dificulta o reconhecimento da profissão. Esses achados dialogam com Goffman (1988), ao discutir a influência dos estigmas nas percepções sociais, e com Fonseca e Ésther (2022) e Ferreira e Abdala (2017), ao evidenciarem que as representações construídas sobre a Administração podem influenciar a valorização da profissão e a forma como os próprios profissionais compreendem sua identidade.

4.4. Identidade Profissional

Ao serem questionados sobre o significado de ser um profissional de Administração, os entrevistados associaram a profissão principalmente à capacidade de planejar, organizar recursos, liderar pessoas e contribuir para os resultados das organizações. De modo geral, os participantes demonstraram compreender o administrador como um profissional responsável por coordenar processos, tomar decisões e promover o alcance dos objetivos organizacionais.

Os relatos também evidenciaram que a construção da identidade profissional ocorreu de forma gradual, sendo influenciada tanto pela formação acadêmica quanto pelas experiências vivenciadas no ambiente de trabalho. Para a maioria dos entrevistados, a identificação com a profissão teve início durante a graduação, especialmente quando os conhecimentos adquiridos passaram a ser aplicados em situações práticas. Um dos participantes destacou que começou a se reconhecer como administrador ao perceber o impacto da gestão nos resultados organizacionais, enquanto outro afirmou que a identificação se consolidou quando assumiu responsabilidades formais de gestão.

Além da formação acadêmica, a experiência profissional mostrou-se um elemento importante na construção da identidade profissional. Alguns entrevistados relataram que passaram a se reconhecer como administradores após assumirem cargos de liderança ou funções com maior responsabilidade dentro das organizações. Uma das participantes afirmou que sua identidade profissional foi fortalecida quando passou a ocupar o cargo de gerente administrativa, momento em que percebeu uma validação de sua formação e de sua trajetória profissional.

Entretanto, os relatos também demonstraram que a construção da identidade profissional não ocorre de forma homogênea. Uma das entrevistadas afirmou não possuir um sentimento de pertencimento específico à profissão de administradora, embora reconheça que a graduação contribuiu significativamente para sua trajetória profissional, ampliando sua visão de mundo e abrindo oportunidades de carreira. Esse resultado sugere que esse caso representa uma percepção individual, diferente da observada na maioria dos participantes, que demonstraram identificação com a profissão. Além disso, evidencia que a construção da identidade profissional pode ocorrer de maneiras distintas, sendo influenciada pelas experiências, expectativas e trajetórias de cada profissional.

Em relação às competências consideradas mais importantes para o exercício da profissão, destacaram-se liderança, comunicação, organização, visão estratégica, gestão de pessoas, tomada de decisão, inteligência emocional e capacidade de adaptação às mudanças. Essas características foram frequentemente associadas à necessidade de lidar com desafios organizacionais, coordenar equipes e conduzir processos de forma eficiente.

Os resultados indicam que a identidade profissional dos administradores é construída por meio da interação entre formação acadêmica, experiências de trabalho e desenvolvimento de competências relacionadas à gestão. Nesse sentido, os achados corroboram Souza, Ventura e Soares (2016), ao evidenciarem que a identidade profissional é influenciada pelas experiências individuais e pelos contextos sociais vivenciados pelos sujeitos. Da mesma forma, os resultados dialogam com Silveira (2023), Dias e Derrosso (2018) e Melo, Faria e Lopes (2024), que destacam o caráter contínuo e dinâmico da construção da identidade profissional ao longo da trajetória dos indivíduos.

4.5. Mercado de Trabalho e Reconhecimento

Ao analisar a percepção dos entrevistados sobre a valorização do profissional de Administração no mercado de trabalho, observou-se que existem diferentes perspectivas. Parte dos participantes considera que a profissão ainda é pouco valorizada, principalmente pela dificuldade de algumas pessoas reconhecerem a importância estratégica da gestão, do planejamento e da organização dentro das empresas. Outros entrevistados destacam que a valorização está relacionada principalmente ao desempenho individual e aos resultados entregues pelo profissional, e não apenas ao diploma.

Em relação às oportunidades de carreira, os participantes destacaram como principal vantagem da formação em Administração a diversidade de áreas de atuação, incluindo finanças, gestão de pessoas, marketing, logística, estratégia e empreendedorismo. Essa amplitude foi percebida como uma característica positiva, pois possibilita diferentes caminhos profissionais e maior flexibilidade de atuação.

Entretanto, os entrevistados também apontaram desafios relacionados à necessidade de especialização e atualização constante. Apesar de a formação proporcionar uma visão ampla das organizações, alguns participantes destacaram que o mercado atual exige profissionais capazes de aprofundar conhecimentos em áreas específicas, além de acompanhar as mudanças tecnológicas e organizacionais.

Sobre a influência da amplitude da Administração na identidade profissional, as opiniões apresentaram diferenças. Enquanto parte dos entrevistados percebe essa característica como um diferencial, por ampliar as possibilidades de atuação e fortalecer a profissão, outros entendem que ela pode dificultar seu reconhecimento social, tornando menos evidente o papel do administrador. Essa percepção demonstra que a mesma característica que amplia as oportunidades profissionais também pode contribuir para a construção de estereótipos sobre a profissão, evidenciando que a amplitude da formação pode ser interpretada de maneiras distintas.

Os resultados indicam que a formação em Administração amplia as possibilidades de inserção profissional, porém a construção de uma trajetória consolidada depende também das experiências, especializações e competências desenvolvidas ao longo da carreira. Assim, a identidade profissional não é construída apenas pela formação acadêmica, mas também pelas vivências e pelos desafios enfrentados no exercício da profissão. Esses achados dialogam com Dubar (2005), ao compreender a identidade profissional como um processo construído continuamente pelas experiências dos indivíduos, e com Dias e Derrosso (2018), ao destacarem a influência da trajetória profissional na construção da identidade dos administradores.

4.6. Reflexão Final

Na etapa final das entrevistas, os participantes foram convidados a refletir sobre a afirmação de que “Administração é curso de quem não sabe o que quer”. De forma geral, os entrevistados discordaram dessa ideia e destacaram que a escolha pelo curso está relacionada ao desenvolvimento de competências voltadas à gestão, tomada de decisão e compreensão do funcionamento das organizações.

Os relatos indicam que, para os participantes, o principal problema está na forma como a sociedade interpreta a Administração. Segundo os entrevistados, muitas pessoas associam o curso apenas a atividades burocráticas e não reconhecem conteúdos como planejamento estratégico, gestão de pessoas, análise de mercado, finanças e liderança. Nesse sentido, um dos participantes destacou que a Administração exige “visão ampla, capacidade de gestão e preparo para tomar decisões que impactam pessoas e negócios”.

Outro aspecto identificado foi a compreensão de que a amplitude da formação, apesar de ser uma característica positiva, também contribui para interpretações equivocadas sobre a profissão. Alguns entrevistados apontaram que, por não possuir uma única área específica de atuação, a Administração pode ser vista como uma formação sem direcionamento, quando na realidade proporciona diferentes possibilidades profissionais.

Além disso, os participantes ressaltaram a importância da Administração para empreendedores e gestores, destacando que os conhecimentos da área auxiliam na organização, planejamento e tomada de decisões dentro dos negócios. Dessa forma, os relatos reforçam a percepção de que a formação administrativa possui aplicação em diferentes contextos profissionais.

Os resultados demonstram que, na visão dos entrevistados, o estigma relacionado ao curso está mais associado ao desconhecimento sobre a profissão do que à falta de relevância da formação. Essa percepção reforça as discussões de Goffman (1988) sobre a influência das representações sociais na construção de imagens sobre determinados grupos e profissões, além de dialogar com Fonseca e Ésther (2022), ao evidenciar que a forma como a Administração é percebida socialmente influencia a valorização da profissão e a identidade construída pelos próprios profissionais. Assim, embora o estigma ainda permaneça presente no imaginário social, os relatos dos participantes demonstram que ele não encontra respaldo em suas trajetórias profissionais, marcadas por oportunidades de atuação, desenvolvimento de competências e construção de uma identidade profissional alinhada à relevância da formação em Administração.

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Este estudo teve como propósito compreender como profissionais formados em Administração percebem o estigma associado à ideia de que o curso seria destinado a pessoas que “não sabem o que querem” e de que forma essa percepção se relaciona com a construção da identidade profissional e trajetória de carreira. A partir da análise das entrevistas realizadas, foi possível identificar que o estigma relacionado à Administração ainda está presente nas percepções sociais sobre a profissão, principalmente pela associação da formação a uma escolha ampla ou pouco direcionada. Entretanto, os relatos demonstraram que, para os participantes, essa característica está relacionada à diversidade de possibilidades de atuação e não à falta de propósito profissional.

Além disso, observou-se que fatores como a amplitude da formação, o desconhecimento sobre as competências desenvolvidas no curso e a comparação com profissões de atuação mais definida contribuem para a construção de estereótipos sobre a Administração. Por outro lado, os entrevistados destacaram que a graduação possibilita o desenvolvimento de competências relacionadas à gestão, planejamento, tomada de decisão, liderança e compreensão das organizações, elementos considerados importantes para a atuação profissional.

Com base nesses resultados, pode-se afirmar que os objetivos propostos foram alcançados, contribuindo para uma melhor compreensão sobre como os próprios administradores percebem o estigma associado à profissão e como constroem sua identidade profissional ao longo da trajetória acadêmica e de carreira. A pesquisa evidenciou que, embora a Administração ainda enfrente desafios relacionados ao reconhecimento social, os profissionais entrevistados atribuem valor à formação e reconhecem sua importância para diferentes contextos organizacionais.

Como contribuição teórica, o estudo amplia as discussões sobre estigma social, identidade profissional e formação em Administração ao analisar a percepção de profissionais já inseridos no mercado de trabalho, evidenciando que as experiências vivenciadas pelos participantes contradizem o estigma de que a Administração seria um curso destinado a pessoas "sem definição profissional". Do ponto de vista prático, os resultados podem contribuir para que instituições de ensino, organizações e os próprios profissionais promovam reflexões sobre a valorização da profissão, a divulgação das competências desenvolvidas pelo administrador e o fortalecimento da identidade profissional, favorecendo uma compreensão mais ampla sobre o papel da Administração na sociedade.

Apesar dos resultados encontrados, algumas limitações precisam ser consideradas. A pesquisa foi realizada com um número reduzido de participantes, composto por profissionais de diferentes áreas de atuação, o que limita a generalização dos resultados para todos os formados em Administração. Além disso, a análise considerou apenas a percepção dos profissionais entrevistados, não contemplando a visão de estudantes, empregadores ou da sociedade em geral sobre a profissão.

Para pesquisas futuras, recomenda-se ampliar a amostra, incluindo profissionais de diferentes regiões, áreas de atuação e níveis de experiência, além de investigar outras perspectivas relacionadas à valorização da Administração no mercado de trabalho. Estudos comparativos entre diferentes cursos de graduação ou pesquisas que analisem a percepção social sobre a profissão também podem contribuir para aprofundar a compreensão sobre os estigmas e sobre a construção da identidade profissional dos administradores.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. São Paulo: Edições 70, 2011.

BOURDIEU, Pierre. O poder simbólico. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1989.

CHIAVENATO, Idalberto. Administração: teoria, processo e prática. 4. ed. Barueri, SP: Manole, 2014.

DIAS, Tayanara; DERROSSO, Giuliano Silveira. A formação da identidade profissional dos bacharéis em Administração na cidade de Foz do Iguaçu/PR. Pensamento & Realidade, São Paulo, v. 33, n. 3, p. 68-89, jul./set. 2018. DOI: https://doi.org/10.23925/2237-4418.2018v33i3p68-89. Disponível em: https://revistas.pucsp.br/index.php/pensamentorealidade/article/view/40146. Acesso em: 11 jun. 2026.

DUBAR, Claude. A socialização: construção das identidades sociais e profissionais. São Paulo: Martins Fontes, 2005.

FERREIRA, Gisele Nepomuceno; ABDALA, Rachel Duarte. Identidade profissional e o estigma social do professor readaptado. Revista Ciências Humanas, Taubaté, v. 10, n. 1, p. 24-33, 2017. DOI: https://doi.org/10.32813/rchv10n12017artigo14. Disponível em: https://www.rchunitau.com.br/index.php/rch/article/view/378. Acesso em: 23 abr. 2026.

FONSECA, Danilo Amaral da; ÉSTHER, Angelo Brigato. Formação e construção da identidade de estudantes de Administração. Organizações em Contexto, São Bernardo do Campo, v. 18, n. 35, p. 317-342, 2022. Disponível em: https://revistas.metodista.br/index.php/organizacoesemcontexto/article/view/116. Acesso em: 11 jun. 2026.

GIL, Antonio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2008.

GOFFMAN, Erving. Estigma: notas sobre a manipulação da identidade deteriorada. 4. ed. Rio de Janeiro: LTC, 1988.

LIMA, Paulo Vitor Pantoja; NASSAR, Sérgio Eduardo. Identidade profissional em formação: trajetória de discentes de um curso de educação física. Research, Society and Development, Vargem Grande Paulista, v. 12, n. 12, 2023. Disponível em: https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/view/43791. Acesso em: 23 abr. 2026.

MELO, Marlene Catarina de Oliveira Lopes; FARIA, Vilma Santos Pereira de; LOPES, Ana Lúcia Magri. Identidade profissional e tendências da função gerencial pela perspectiva de gerentes intermediários. Revista Ciências Administrativas, Fortaleza, v. 30, e14479, 2024. DOI: https://doi.org/10.5020/2318-0722.2024.14479. Disponível em: https://ojs.unifor.br/rca/article/view/14479. Acesso em: 11 jun. 2026.

MINAYO, Maria Cecília de Souza. Pesquisa social: teoria, método e criatividade. 28. ed. Petrópolis: Vozes, 2001.

MINTZBERG, Henry. The nature of managerial work. New York: Harper & Row, 1973.

SANTOS, Érica Karine Santana; CERQUEIRA-SANTOS, Elder. A influência dos estereótipos de gênero no julgamento de profissões. Revista Brasileira de Orientação Profissional, São Paulo, v. 23, n. 1, 2022. Disponível em: https://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?pid=s1679-33902022000100007&script=sci_arttext. Acesso em: 23 abr. 2026.

SILVA, M. I. P. da; ARAÚJO, B. R.; ALMEIDA, C. A. L.; AMADO, J. M. da C. O estigma como fonte da construção social do conceito de tuberculose pulmonar: perspectiva dos enfermeiros. Revista Baiana de Enfermagem, Salvador, v. 37, 2023. Disponível em: https://periodicos.ufba.br/index.php/enfermagem/article/view/54696. Acesso em: 23 abr. 2026.

SILVA, N.; TEIXEIRA, M. A. P.; BARDAGI, M. P. Expectativas sobre o desenvolvimento da carreira em estudantes universitários. Revista Brasileira de Orientação Profissional, São Paulo, v. 18, n. 1, p. 69-79, 2017. Disponível em: https://www.redalyc.org/journal/2030/203054256007/. Acesso em: 23 abr. 2026.

SILVEIRA, Ana Carolina. Construção da identidade profissional na formação universitária. 2023. Dissertação (Mestrado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2023. Disponível em: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5169/tde-21032024-145841/. Acesso em: 23 abr. 2026.

SOUZA, Reginaldo Adriano; VENTURA, Rita de Cássia Martins de Oliveira; SOARES, Carla Aparecida. Identidade com a carreira: a perspectiva de acadêmicos em relação ao desenvolvimento da vida profissional. Revista de Administração, Sociedade e Inovação, Volta Redonda, v. 2, n. 2, 2016. DOI: https://doi.org/10.20401/rasi.2.2.80. Disponível em: https://www.rasi.vr.uff.br/index.php/rasi/article/view/17. Acesso em: 23 abr. 2026.


1 E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail

2 E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail

3 E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail

4 E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail

5 E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail