REGISTRO DOI: 10.70773/revistatopicos/777619716
RESUMO
Esta pesquisa contempla uma análise sobre a formação docente e a prática pedagógica para atuação em sala regular de alunos com necessidades especiais. A pesquisa foi de observação simples na Escola Manaim de instituição privada no município de Goianésia do Pará, numa turma de 2º ano do Ensino Fundamental I, com o quantitativo de 15 anos alunos matriculados, sendo um com necessidades especiais e tendo uma professora regente e outra professora auxiliar. O trabalho traz a seguinte indagação acerca da formação docente: de que maneira o professor pode estar se qualificando para ser um mediador da aprendizagem por meio de práticas pedagógicas que tenham êxito em sala regular com alunos de necessidades especiais? A partir dessa indagação, busca-se um novo olhar sobre as formações do docente e suas práticas educativas, bem como novas experiências e valores para contribuir e melhorar a qualidade da aprendizagem dos alunos com necessidades especiais em sala regular. Mediante a esta pesquisa pode-se concluir que mesmo não tendo uma formação que atenda as especificidades das necessidades do aluno com laudo DI, a professora se empenha em pesquisar e oferecer práticas pedagógicas apropriadas para atender com destreza a todos os alunos, garantindo também que o aluno com necessidades especiais tenha seu desenvolvimento educacional garantido.
Palavras-chave: Formação docente; práticas pedagógicas e inclusão.
ABSTRACT
This research contemplates an analysis about the teacher training and the pedagogical practice for acting in the regular classroom of students with special needs. The research was simple observation in the Manaim School of private institution in the municipality of Goianésia do Pará, in a class of 2nd year of Elementary School I, with the quantitative of 15 years students enrolled, being one with special needs and having one teacher regent and another assistant teacher. The work brings the following question about teacher education: in what way can the teacher be qualifying to be a mediator of learning through pedagogical practices that succeed in a regular classroom with students with special needs? From this question, we look for a new look at the teacher's formations and their educational practices, as well as new experiences and values to contribute and improve the learning quality of students with special needs in the regular classroom. Through this research it can be concluded that even though the teacher does not have a training that meets the specificities of the student's needs with a DI report, the teacher strives to research and offer appropriate pedagogical practices to assist all students with dexterity, student with special needs has his educational development guaranteed.
Keywords: Teacher training; pedagogical practices and inclusion.
INTRODUÇÃO
A inclusão escolar só poderá ter um grande avanço mediante o esforço do trabalho de práticas pedagógicas desenvolvidas pelo professor em classe regular, por este motivo é imprescindível que este profissional esteja apto para atender as necessidades diversificadas e específicas das necessidades de seus alunos e assim promover situações igualitárias de qualidade para o ensino aprendizagem de todos sem exceção.
Rodrigues (2008, p. 11) argumenta que a formação docente inclusiva precisa atender fundamentos quando expressa que: “a formação inicial de professores com relação à inclusão deveria toda ela ser feita contemplando em cada disciplina da formação conteúdos que pudessem conduzir a uma atuação inclusiva”. Segundo o autor o entendimento deve ser aprofundado por um maior número possível de professores preferencialmente por todos que atendem alunos com necessidades especiais.
A necessidade da escolha do tema deste artigo foi mediante a dificuldade que a instituição regular de ensino e seus profissionais demostram no seu dia a dia em sala de aula em desempenhar com afinco um trabalho pedagógico com práticas diversificadas para alunos com necessidades especiais. Este trabalho traz o tema: a capacitação docente para atuação de práticas pedagógicas inclusivas para alunos com necessidades especiais na sala regular. O objetivo principal deste é averiguar e discutir como vem sendo realizada a formação do professor e a sua prática pedagógica para atuação com alunos de necessidades especiais em sala regular. O trabalho teve início com a leitura de vários autores/pesquisadores nas áreas da inclusão e formação, tais como: Demerval Saviani (1999), Nóvoa (1995), Beyer (2003), Rodrigues, (2006, 2008), Gil (1999), Freire (1997) entre outros, bem como, de documentos históricos e da legislação vigente. As leituras, de artigos e dos livros oferecidos pelo curso de pós-graduação em Educação Especial e Inclusiva pelo Centro Universitário Leonardo da Vinci, que foram de grande importância, fornecendo subsídios para construção deste artigo de finalização de curso.
Partindo desse pressuposto o trabalho traz a seguinte indagação acerca da formação docente: de que maneira o professor pode estar se qualificando para ser um mediador da aprendizagem por meio de práticas pedagógicas que tenham êxito para o aluno com necessidades especiais em sala regular? A partir dessa indagação, busca-se um novo olhar sobre as formações do docente e suas práticas educativas, bem como novas experiências e valores para contribuir e melhorar o ensino aprendizagem com qualidade em sala regular dos alunos com necessidades especiais.
A realização deste trabalho foi por meio de uma observação simples, tornando assim possível as relevâncias para o tema em estudo, esta observação se deu numa turma de 2º ano do Ensino Fundamental I, com um quantitativo de quinze alunos matriculado sendo um com necessidades especiais, na turma citada conta com a presença de uma professora regente e uma professora auxiliar.
Para GIL, (1999) a observação institui-se como componente fundamental para a pesquisa. É utilizada de forma exclusiva ou conjugada a outras técnicas. Pode-se definir a observação como o uso dos sentidos com vistas a adquirir conhecimentos do cotidiano...
Consideravelmente é imprescindível que a inclusão aconteça sem levar em conta as especificidades das características de cada aluno, sejam estes especiais ou não, pois a docência é uma responsabilidade de um trabalho enigmático, pois abrange a formação do ser. Apesar de que uma grande maioria considera ser uma tarefa fácil, ser professor requer muito empenho e dedicação. Muitos acreditam que, para ensinar bastaria apenas à pessoa estudar para poder “passar” o conhecimento, o conteúdo, o saber sistematizado, como se a escola fosse apenas um celeiro de pessoas, numa visão bancária, como bem criticava Freire (1996, p. 27) ao afirmar que “ensinar não é transmitir conhecimento” e os professores não são meros transmissores de “conteúdos”.
É de suma importância ainda por parte dos educadores a valorização as diferenças, aceitando e respeitando essa heterogeneidade como peça fundamental na qualidade do processo de ensino aprendizagem. Oferecendo ao aluno com necessidades especiais estar envolvido nas atividades desempenhadas no âmbito escolar comum, desenvolvendo os mesmos conteúdos que os demais colegas, apoderando-se dos conhecimentos historicamente produzidos pela humanidade, embora de forma diferenciada, mas, com a valorização da diversidade humana e das diferenças individuais como recursos presentes no âmbito escolar e que podem auxiliar para o trabalho a ser desenvolvido em sala de aula e para a formação do cidadão.
BREVE HISTÓRICO E BASES LEGAIS DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA
Em uma sociedade historicamente marcada pelas desigualdades sociais, a educação inclusiva torna-se um desafio na garantia da participação dos sujeitos excluídos socialmente no processo de ensino e aprendizagem. Os caminhos até então percorridos para que a escola brasileira acolha a todos os alunos indistintamente perpassa por muitos entraves dentre eles: da discriminação social, moral e até mesmo por falta de um controle efetivo dos pais, das autoridades de ensino e da justiça em geral sobre os meios de procedimentos das escolas para ensinar, promover e atender com respeito e qualidade a todos os alunos.
É notório que a educação inclusiva ao longo dos anos vem se fortalecendo por meio de declarações e documentos que legalizam os direitos as pessoas com necessidades especiais a educação igualitária e de qualidade. Dentre esses documentos podemos citar: a declaração de Salamanca em junho de 1994, foi reafirmado o compromisso para com a Educação para Todos, reconhecendo a necessidade e urgência do providenciamento de educação para as crianças, jovens e adultos com necessidades educacionais especiais dentro do sistema regular de ensino. Foi proclamado que:
Toda criança tem direito fundamental à educação, e deve ser dada a oportunidade de atingir e manter o nível adequado de aprendizagem,
Toda criança possui características, interesses, habilidades e necessidades de aprendizagem que são únicas,
Sistemas educacionais deveriam ser designados e programas educacionais deveriam ser implementados no sentido de se levar em conta a vasta diversidade de tais características e necessidades,
Aqueles com necessidades educacionais especiais devem ter acesso à escola regular, que deveria acomodá-los dentro de uma Pedagogia centrada na criança, capaz de satisfazer a tais necessidades,
Escolas regulares que possuam tal orientação inclusiva constituem os meios mais eficazes de combater atitudes discriminatórias criando-se comunidades acolhedoras, construindo uma sociedade inclusiva e alcançando educação para todos; além disso, tais escolas provêm uma educação efetiva à maioria das crianças e aprimoram a eficiência e, em última instância, o custo da eficácia de todo o sistema educacional.
Constituições Federais e Estaduais, na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, no Estatuto da Criança e do Adolescente e na Indicação nº 12/1999 e Deliberação nº 5/2000 do Conselho Estadual de Educação, e considerando que:
A educação especial para atendimento escolar de educandos com necessidades educacionais especiais deve ser realizada, preferencialmente, na rede regular de ensino, em classes comuns com apoio de serviços especializados organizados na própria escola ou em centros de apoio regionais; a integração, permanência, progressão e sucesso escolar de alunos com necessidades educacionais especiais em classes comuns do ensino regular representam a alternativa mais eficaz no processo de atendimento desse alunado; em função das condições específicas dos alunos, sempre que não for possível sua integração em classes comuns da rede escolar.
Diante desse pressuposto é inegável a oportunidade que deve ser oportunizada as pessoas com necessidades especiais em classes regulares do ensino, embora muitos entraves existentes com relação acessibilidade, recursos adequados e até mesmo formação de docentes é de suma importância que todos os envolvidos no processo de ensino igualitário estejam caminhando numa mesma direção a fim de enfrentar o desafio da inclusão escolar e de colocar em ação os meios pelos quais ela verdadeiramente se concretiza. É um grande e revolucionário desafio a começar pela família, pois convencer especialmente os pais que tem filhos com necessidades especiais a se engajarem nessa política social de que se faz necessário a parceria da família junto com a escola não tem sido uma tarefa fácil, mas não é impossível uma vez que a educação é um direito de todos é uma questão de honra e que precisa ser cumprida para todos que defendem uma escola inclusiva e o ingresso de alunos com deficiência nas escolas comuns.
A CAPACITAÇÃO DOCENTE E PRÁTICAS PEDAGÓGICAS NO CONTEXTO DA INCLUSÃO.
A capacitação inicial, bem como a formação continuada dos docentes visando a inclusão de todos os alunos contribui significativamente para a educação, no dia a dia da escola e da sala de aula, visando que o professor seja capaz de organizar as situações de aprendizagem considerando a diversidade de seus alunos dentre os aspectos do ensino e gestão da classe, oferecer uma variedade e uma sequenciação de atividades facilitará a possibilidade de realizar um projeto educativo adaptado ás necessidades reais de seus alunos para que possam adquirir e consolidar de maneira eficaz suas aprendizagens.
Para que as práticas educativas se efetivem de maneira diversificada, faz-se necessário que os professores ampliem suas competências e habilidades mesmo sem um investimento adequado na formação docente, seja inicial ou continuada, é exigido dos professores novas competências e práticas mais inclusivas no desenvolvimento de tais práticas em sala de aula. É solicitada do professor a compreensão da diversidade cultural e das diferenças que permeiam a escola, porém a formação continuada dos docentes é um compromisso dos sistemas de ensino que devem assegurar que os docentes estejam aptos a executar novas propostas e práticas de ensino de qualidade para responder às necessidades de seus alunos, inclusive àqueles com necessidades especiais.
Para Nóvoa (1992, p. 26) afirma que “a formação docente é, provavelmente, a área mais sensível das mudanças em curso no setor educativo; aqui não se formam apenas profissionais; aqui se produz (sic) uma profissão”. E o problema não são os alunos, como pode parecer, mas sim a falta de preparo dos docentes para atender com qualidade os alunos especiais. Sem formação não há ensino adequado.
A partir da Constituição de 1988, ao determinar que a educação seja um direito de todos, inclusive dos alunos com deficiência, sendo estes atendidos “preferencialmente” na rede regular de ensino, tornou-se necessária a formação dos professores da sala comum, uma vez que toda e qualquer formação na área de educação especial era voltada exclusivamente para o professor especializado. Então, já na LDB de 1996, estava assegurada formação específica para os professores do ensino regular.
Segundo Saviani (1999), a forma genérica com que é colocada a formação docente voltada para a educação especial faz um alerta, ao afirmar que “será necessário instituir um espaço específico para cuidar da formação de professores para essa modalidade de ensino”. Sem isso, continua Saviani, esta área continuará à deriva, como sempre foi e de nada adiantará a “modernidade” da lei sem a garantia da formação adequada para todos os professores.
DESAFIOS ENFRENTADOS PELOS DOCENTES COM ALUNOS DE NECESSIDADES ESPECIAIS EM SALA REGULAR.
Nos últimos anos o processo de inclusão de alunos com necessidades especiais ampliou-se, mas a realidade de hoje mediante as observações de estágio na sala regular do 2º ano do ensino Fundamental na Escola Manain percebe-se que ainda não estão preparados para receber no contexto da classe comum essa nova demanda. Esse desconhecimento muitas vezes cria barreiras para a efetivação da inclusão escolar.
A educadora por sua vez demonstra ser muito dedicada em desempenhar um trabalho com qualidade, até mesmo por sentir que o comprometimento, a força e a reponsabilidade do sucesso da inclusão deságua sobre o resultado do seu empenho. No entanto pesa sobre os ombros do educador a exigência do esforço de se apropriar da realidade do aluno com necessidades especiais que chega a uma sala regular, a fim de pesquisar e de aprender meios pelos quais inclua o educando, se apoiando em conhecimentos prévios e de apoio da dupla gestora. Outro ponto importante que precisa sempre está em alerta é o apoio da família que por muitas vezes não aceita e nem acompanha o desenvolvimento do filho como devido, é onde se percebe uma transferência de responsabilidade que recaí não só a escola e docente como também ao Departamento de Atendimento Especializado que pode ser encontrados em algumas instituições públicas de ensino.
Não se deve temer ao novo, mas se faz necessário ir em busca pelo embasamento dentro do conhecimento científico para possíveis soluções para as problemáticas educacionais detectadas no âmbito escolar, e dessa forma é que fica explícito o trabalho e empenho da professora aqui observada, mesmo com pouco recurso a docente demonstrou um grande empenho e dedicação em contribuir nas dificuldades identificadas do aluno com necessidades especiais, pois não o excluía das atividades que era solicitada aos demais alunos, porém ela o direcionava com muito carinho e apreço de maneira mais prestativa e paciente.
Esta é uma das razões pela qual defende este artigo a importância da formação docente “teoria e prática” pois além de adquirir conhecimento é de grande relevância o que é preciso fazer e de como fazê-lo, principalmente se tratando de formação inclusiva para professores e atuação com êxito em sala de aula. Pois existe por parte de muitos profissionais da educação um grande temor em receber alunos com necessidades especiais em sala regular ao se deparar com tal situação o professor começar a se interrogar e agora o que fazer? Como agir? Que práticas pedagógicas serão necessárias para atender com qualidade o aluno com necessidades especiais?
Sobre esse discurso (Beyer, 2003, p.1-2) analisa que os professores na maior parte das vezes julgam-se: [...] despreparados para atender alunos com necessidades especiais: falta-lhes a compreensão da proposta, a formação conceitual correspondente, a maestria do ponto de vista das didáticas e metodologias e as condições apropriadas de trabalho.
Para Rodrigues, (2006),
A profissão docente apresenta, características diversas relacionada a diferentes aspectos: motivação, luta contra a exclusão, participação, reflexão quanto a prática de ensino, bem como elaboração de estratégias de ensino que contemplem o aprendizado de todos os alunos envolvidos no contexto escolar, independentemente de suas necessidades educativas. O que demonstra a necessidade de se pensar numa formação inicial e permanente.
É relevante diante de tais pensamentos dos autores até aqui citados que se invista na qualificação profissional docente de maneira mais específica em se tratando de Educação Inclusiva. Desde a formação inicial como também a formação continuada, permitindo assim aos educadores maior segurança em desenvolver um trabalho de qualidade que inclua todos os educando por meios de práticas que mediante as formações possam ser utilizadas na sua rotina diária em sala de aula. Por isso não basta apenas fornecer conhecimentos sobre necessidades especiais para docentes em formação, é preciso garantir que o professor se aproprie desses conhecimentos e se transforme, transformando sua práxis pedagógica com qualidade, de modo a atuar de forma crítica e consciente que valorize, considere e respeite a diversidade.
Outro fator relevante a se acrescentar neste artigo é a participação da família desde a aceitação da problemática até o acompanhamento e respeito pelo o indivíduo detectado com necessidades especiais, que vem ser de suma importância tanto para o aluno, quanto para instituição, sem falar no alicerce que tais atitudes trariam de forma positiva ao desenvolvimento docente e discente, lembrando ainda que os pais são a âncora da barco da vida dos seus filhos, ou seja, ponto de apoio, lugar seguro para encontrar refrigério, amor e afeto facilitando grandemente o desenvolvimento integral não só do ensino- aprendizagem como também o do ser como um todo.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Ir à escola é um direito de todo cidadão, com ou sem necessidades especiais. Portanto, para que esse direito seja garantido com qualidade e respeito à priori para os alunos com necessidades especiais que estejam matriculados em sala regular, se faz necessário que todos os envolvidos com a educação tenham em mente que a educação é igualitária, justa e deve ser acolhedora. Para isso, é necessário que o governo invista na formação de professores na educação inclusiva e ainda estruturem as escolas de acordo com as necessidades de cada aluno.
A realidade docente é cheia de obstáculos, ao ter que trabalhar com ausência de material, estrutura física e capacitação de professor, que o torne apto para desenvolver as atribuições de inúmeras responsabilidades, a ele requerida em relação ao aluno com necessidades especiais em sala regular, onde o aluno deve ser preparado para a vida.
Para que se alcance a tão sonhada educação de qualidade é necessário uma formação docente enriquecedora, compreensiva e contínua para que dessa forma aconteça uma progressividade, uma análise e um novo olhar sobre as práticas pedagógicas desenvolvidas pelos educadores no cotidiano escolar. Porém o caminho ainda é muito longo, mas não impossível, para que se realize com afinco a tão desejada educação inclusiva de qualidade, até porque antes de serem alunos com necessidades especiais, são pessoas que tem sentimentos que convivem todos os dias com grandes desafios.
Este artigo por meio de observação simples vem mostrar a realidade da situação em que os professores que trabalham com a educação inclusiva vivenciam, no cotidiano do âmbito escolar, pois os mesmos não recebem das instituições de ensino a capacitação para lidar com as diversidades de alunos com necessidades especiais em sala regular. Muitos professores fazem porque gostam outros até porque necessitam e por estarem há alguns anos na área de atuação da docência se submetem por sua conta a correrem atrás de cursos de capacitação oferecidos pela internet, ou até mesmo uma pós graduação semipresencial e, ou online para estarem auxiliando o desenvolvimento de suas práticas pedagógicas que facilitem o ensino aprendizagem desses alunos que precisam se sentirem incluídos e acima de tudo amados e respeitados por todos, esta é a situação atual da professora pedagoga e pós graduada da turma de 2º da Escola de Ensino Fundamental I Manain que se encontra com 15 alunos matriculados sendo um especial, tendo o laudo de especial com DI( Deficiência Intelectual), o mesmo recebe todo carinho e atenção tanto da professora como dos colegas de classe, as atividades a ele direcionadas são respeitadas de acordo com a suas limitações, com uma cuidadora e a professora regente e uma instituição que embora não tenha adequação física não se isenta de promover o bem estar e qualidade na educação de todos.
Educação Inclusiva requer empenho, foco e determinação não só da parte dos educadores, mas de todos os envolvidos no processo educacional, tanto família como estado em fortalecer esse elo de contribuição, para intensificar o desenvolvimento de práticas pedagógicas que valorizem as diferenças e a diversidade dos alunos com necessidades especiais em sala de aula regular. Devem ser considerados não só a formação, mas também a atualização dos professores, de forma ampla e eficaz na formação inicial e continuada do professor, o que vem ser de suma importância tanto para educação de qualidade que atendam a todos sem excluí, quanto para que se tenha uma sociedade inclusiva.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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1 Pós-Graduanda em Educação Especial e Inclusiva. Centro Universitário Leonardo da Vinci.
2 Mestra em Ciências da Educação pela FCU- Florida Christian University, graduada pela Uniasselvi em Pedagogia e Pós-graduada em Educação Global e Psicopedagogia pela FADIRE. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail