REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.10349697
ABSTRACT
This article reports on aspects of students with ADHD (Attention Deficit Hyperactivity Disorder) in education and the role of actors in this scenario so that competencies and skills in education are achieved satisfactorily. It addresses the factors identified and how school supervisors, pedagogical coordinators, and teachers can minimize the difficulties encountered by those who suffer from this disorder. The information was gathered through bibliographic research and direct observations of a student with ADHD and their progress during their time at the school. Considering that these disorders hinder school development, it becomes necessary to understand the problems related to school support, discrimination, and prejudice. This article aims to improve the educational environment for individuals with ADHD and explain the importance of applying diverse methodologies by teachers and schools for educational development, also considering the participation of parents/guardians in this process, strengthening participatory management and the school-family partnership through innovation, using administrative tools in the monitoring and inclusion process.
Keywords: Disorders. Education. Actors. Innovation. Inclusion.
INTRODUÇÃO
O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) tem ganhado atenção nos ambientes escolares devido as situações vivenciadas nestes cenários. Desde as séries iniciais até a universidade, vários discentes têm seu rendimento escolar prejudicado por não ter um acompanhamento adequado, que possibilitem as unidades de ensino oportunizar metodologias diversificadas que minimizem as dificuldades relacionadas a concentração, raciocínio lógico, socialização, entre outros aspectos.
A princípio, quando apresentamos o TDAH, deparamos com comentários e julgamentos que tratam deste transtorno com um certo desdém, condicionando os estudantes a apontamentos como falta de interesse, preguiça e em alguns casos relacionados a atitudes comportamentais de falta de caráter. O que não necessariamente sejam características verdadeiras dos estudantes que possuem dificuldades que vão além desses julgamentos: há um transtorno neurológico, podendo ser hereditário e que dificulta a evolução escolar.
O presente artigo relata aspectos do TDAH e a forma de inclusão para os alunos com este diagnóstico no cenário escolar, fazendo uma breve abordagem do processo de acompanhamento e de como os supervisores educacionais e coordenadores podem minimizar as dificuldades nas unidades escolares encontradas por meio de ações junto ao corpo docente. O levantamento das informações se deu por meio de pesquisa bibliográfica e observações diretas em uma instituição de ensino.
Tratar deste transtorno é também considerar um processo de inclusão escolar, de igualdade e de equidade, para reduzir os efeitos do preconceito e da discriminação, tanto de docentes como até mesmo dos responsáveis e familiares que não consideram esta possibilidade de transtorno quando o estudante apresenta uma constante defasagem no desenvolvimento escolar.
Justifica-se abordar este tema devido a necessidade de inserção e didáticas adequadas para promoção da educação junto a estudantes que possuem este transtorno, considerando também que há o despreparo e a falta de informação tanto para coordenadores, orientadores com para os docentes em detectar e aplicar metodologias diversificadas, o que leva muitas vezes à desistência dos estudos, aumentando os índices de evasão nas escolas, além de colaborar para possíveis frustações, pois o aluno passa a acreditar que não é capaz de concluir os estudos ou até mesmo dar continuidade, o que pode resultar em um adulto com sérios problemas sociais e pessoais.
1. EDUCAÇÃO INCLUSIVA E OS ATORES NESTA AÇÃO.
A Educação inclusiva retrata-se pelo:
“Direito a uma escola de qualidade, mas também o reconhecimento daquela igualdade ontológica de todo e qualquer ser humano”. (BRASIL, 2000, p.7).
A discussão sobre a educação inclusiva norteia em muitas épocas o cenário educacional, principalmente pela diversidade tanto cultural como social que começou a ser considerada em sala de aula, quebrando o antigo paradigma do estudante que só recebe as informações e as reproduzem conforme orientado. Desta forma é o que relata Silva (2014) apud Freire (1921-1997) que, considerava os diversos saberes e a realidade do dia a dia do estudante, idealizava que a escola deve ser um fator de libertação, não de alienação, também abre a ideia de que professores e alunos são sujeitos colaborativos, que descobrem e redescobrem a realidade em que vivem, que o educador aprenda como vivem seus alunos, que conhecimentos eles e elas já possuem do mundo e que assuntos lhes interessam. O educador não impõe o conhecimento cientifico, ele se coloca e coloca a ciência como auxiliar, em diálogos.
Desta forma considera-se os diálogos como os apontamentos de Perrenoud (2000, p.31) retratando que a competência se situa além dos conhecimentos. Não se forma com a assimilação de conhecimentos suplementares, gerais ou locais, mas sim com construção de um conjunto de disposições e esquemas que permitem mobilizar os conhecimentos na situação, no momento certo e com discernimento.
Estudantes com TDAH em todos os níveis escolares possuem características e comportamentos diferenciados, o que faz com que uma instituição escolar necessite considerar todos os conhecimentos para desenvolver estratégias e metodologias inclusivas envolvendo todos os atores, deste modo pode-se citar que neste cenário, se fazem necessárias a equidade e a igualdade para que a inclusão seja eficaz.
Nesta perspectiva Luck (2009) retrata os papeis nas instituições de ensino, iniciando com o do Gestor que deve atuar na busca permanente pela qualidade e melhoria contínua da educação, passando pela definição de padrões de desempenho e competências de diretores escolares dentre outros, de modo a nortear e orientar o desenvolvimento das ações.
Já o papel do professor, é de profissionais que influem diretamente na formação dos alunos, a partir de seu desempenho baseado em conhecimentos, habilidades e atitudes e sobretudo por seus horizontes pessoais, profissionais e culturais, de sua postura diante da vida, dos desafios, da educação e das dificuldades do dia a dia dependem a qualidade de seu trabalho. (LUCK,2009)
O autor também descreve o papel do aluno como pessoas para quem a escola existe e para quem deve voltar as suas ações, de modo que todos tenham o máximo sucesso nos estudos que realizam para sua formação pessoal e social.
Já Silva (2014) complementa a perspectiva de Luck sobre o papel do pedagogo que é o de articular o processo de ensino aprendizagem, cabendo-lhe orientar e desenvolver trabalhos que levem o aluno a construir o seu conhecimento. E do orientador educacional, que precisa ter uma relação amistosa com os demais profissionais da instituição e alunos (....) Conhecer os contextos locais, as dificuldades e as situações que são auxiliares na vida dos alunos, desenvolvendo trabalhos que auxiliem o professor no processo de ensino aprendizagem, tendo uma boa relação com todos (aluno, professor e comunidade).
E conforme Gimenes e Martins (2010, p.380) relatam o supervisor ocupa um lugar de destaque dentro desta estrutura organizacional, pois é corresponsável pela gestão e qualidade do processo pedagógico, influenciando direta ou indiretamente o trabalho diário da equipe de professores.
O que pode se com isso verificar como é necessário ter o envolvimento de todos os atores no processo de inclusão, tanto os atores internos como os externos, que nesse cenário são retratados como atores externos os responsáveis e familiares que precisam estar em parceria com a escola e acompanhando o processo de evolução do discente com TDAH. Como também mantendo-a informada caso o aluno já tenha um diagnóstico de um profissional habilitado, visto que nesta situação, este profissional informa os familiares as diretrizes que devem ser seguidas para que o discente tenha o melhor desenvolvimento no ambiente escolar.
2. CARACTERISTICAS DE PESSOAS COM TDAH
Segundo Mattos et. al (2007) o TDAH é um transtorno neurobiológico, com grande participação genética, que tem inicio na infância e que pode persistir na vida adulta, comprometendo o funcionamento da pessoa em vários setores de sua vida, e se caracteriza por três grandes grupos de alterações: hiperatividade, impulsividade e desatenção. A hiperatividade se dá pelo aumento da atividade motora, no adolescente percebesse uma sensação de inquietação ou mostramse sempre ocupados, dando a impressão de estarem sempre muito atarefados, quando na verdade há uma dificuldade em diminuir o nível de atividades.
A impulsividade é a deficiência no controle dos impulsos é agir antes de pensar, no TDAH as reações tendem a ser imediatas, sem reflexão, a maior expressão de impulsividade relacionada ao transtorno é a impaciência, dificuldade em esperar, crianças ou adultos impulsivos tendem a ter reações explosivas súbitas, que logo passam e se arrependem e tratam a situação como se não tivesse ocorrido poucos minutos antes. (MATTOS et al. 2007)
Já a desatenção Mattos et al (2007) explica que se apresenta pode de diversas formas, como não conseguir manter a concentração por muito tempo, perder o foco numa conversa, sendo esta responsável por erros tolos que o estudante comete em matérias que ele seguramente domina. A mente da pessoa com TDAH parece que não tem um filtro e por isso qualquer estimulo é capaz de desviar sua atenção. Como em uma sala de aula, basta alguém passar no corredor ou acontecer algum ruído na rua para deixar a pessoa perdida em relação ao que está sendo falado pelo professor, também não consegue dar um recado simplesmente por não lembrar; não consegue se lembrar de algo no momento em que deveria fazê-lo, o que falha nessas pessoas é um tipo de memória denominada memória de curto prazo ou memoria operacional.
2.1 SINAIS DE TDAH NO AMBIENTE ESCOLAR
Mattos et. al apud Polanczyk e Rohde (2007) relata de acordo com os critérios fixados pela Associação Psiquiátrica Americana que no ambiente escolar o portador de TDAH com desatenção apresenta com frequência algumas características como: deixar de prestar atenção em detalhes e comete erros por descuido em atividades escolares, como o caso de estudante que sai da prova e percebe que errou muita coisa que ele próprio considera fácil; tem dificuldades em manter a atenção em tarefas, tendo dificuldades em ler, pessoas com TDAH jamais leram um livro até o final; parece não escutar quando lhe dirigem a palavra; não seguem instruções e não terminam deveres escolares, o estudante não lê o que pede a questão e tenta adivinha la, possuem dificuldades para organizar tarefas e atividades, evitam envolver-se em tarefas que exijam esforço mental constante, como tarefas escolares ou deveres de casa, sendo que quase nunca conseguem fazer os deveres por conta própria e os adiam até a última hora; Perde as coisas e nunca sabem em quais lugares as guarda; distrai-se com estímulos alheios à tarefa.
Já os estudantes com características de hiperatividade, o autor cita que em ambiente escolar se remexem na cadeira, balançam constantemente pernas e batem com a ponta dos pés no chão; abandonam sua cadeira na sala de aula ou em outras situações que deveriam permanecer sentados; escala objetos e móveis de formas não apropriadas; em adolescentes a uma sensação de inquietação; agem como se estivessem a todo vapor; falam em demasia e não são bom ouvintes, porém são a alegria em um ambiente porque nunca deixam haver um minuto de silêncio.
Mattos et al apud Polanczyk e Rohde (2007) também relatam sobre a impulsividade no ambiente, que se observa com a presença frequente de sinais como: respostas precipitadas antes de ouvir a pergunta inteira; dificuldade em esperar a sua vez e também em tomar decisão; se intrometer ou interromper assuntos dos outros como brincadeiras ou conversar de outras pessoas;
O autor ainda cita que é importante observar se estes sintomas ocorrem em níveis que não são observados em outras pessoas da mesma idade, que sejam ocorrências frequentes, que persistam desde a infância ou inicio da adolescência e se esses sintomas estejam causando prejuízo no funcionamento da pessoa em duas ou mais áreas de sua vida, como no trabalho ou na escola ou no relacionamento afetivo e se estes sintomas não estão sendo causados por nenhum outro transtorno conhecido.
Considera-se que não é qualquer pessoa que apresente alguns dos traços descritos que preenche os critérios deste transtorno, há todo um contexto que deve ser diagnosticado e acompanhado por profissionais. E que no ambiente escolar essas características sejam fatores que estão trazendo prejuízos ao discente de forma que as ações pedagógicas e familiares não tenham obtido resultados pelos acompanhamentos e estratégias já utilizados.
Porém é importante ressaltar que as dificuldades no rendimento escolar são umas das primeiras consequências desse transtorno. Sendo esse transtorno considerado a principal causa de fracasso nos estudos. ” (MATTOS et al, 2007)
Em uma instituição de ensino o que se verifica é que constantemente os profissionais da educação deparam-se com essas características em discentes e que na maioria das vezes não foram diagnosticados como distúrbios e cria-se perante os pares (docentes) julgamentos em relação a conduta, sendo por apontados como preguiça, mal vontade, desinteresse e até mesmo o papel dos responsáveis neste processo que passam a ser questionados como despreocupados e indiferentes a educação do discente. Neste aspecto é importante que em conselhos de classe e em reuniões pedagógicas sejam observados as possibilidades de discentes estarem acometidos por algumas destas situações, que configurem este distúrbio, considerando estas características no processo de ensino e aprendizagem escolar, tendo que existem diferenças como cita Soto (2005, p. 8):
“As pessoas possuem diferenças individuais, cada qual é diferente, desde o nascimento cada um tem suas particularidades(...)
Em um ambiente escolar encontram-se diversos saberes e uma pessoa com TDAH não é desprovido de conhecimento, mas sim necessita ser direcionado, pois possui suas particularidades, observa-se que esses indivíduos possuem o talento canalizado em uma área do conhecimento e nela se destaca.
Neste aspecto se faz cada vez mais inovador o papel da educação e dos atores que nela atuam, que precisam mais do que qualquer outro profissional propor a equidade e igualdade:
“Entende-se que dentro deste contexto a equidade é o reconhecimento dos direitos de cada um e a igualdade é à organização social em que não há privilégios de classes, conforme o dicionário Aurélio (2017) e que se fazem necessárias quando há uma discussão sobre inclusão e acolhimento de discentes com TDAH.
Para isso as ações da supervisão escolar devem ser respaldadas em estratégias que facilitem não só a detecção, mas também o acompanhamento e a evolução do discente no desenvolvimento escolar de forma inovadora, eficiente e eficaz que proporcione que o discente portador de TDAH alcance as competências, habilidades e atitudes essenciais para o cumprimento das etapas educacionais.
3. A INOVAÇÃO A SERVIÇO DO PROCESSO DE ACOMPANHAMENTO
A atuação da gestão escolar ao longo dos tempos tem sofrido inúmeras modificações e estratégias para proporcionar a educação para todos, porém esbarra-se sempre no âmbito educacional. Analisando os procedimentos acadêmicos e visualizando não só a gestão participativa, mas também a necessidade de melhorias no atendimento ao discente, observa-se a oportunidade de inovar através de ferramentas da administração no processo de ações, tanto preventivas como corretivas, o que será detalhado neste capitulo, como uma ação empreendedora no ambiente educacional.
Para o acompanhamento de discente já diagnosticado com TDAH por profissional da área e com o laudo devidamente documentado é importante que sejam realizados todos os registros e não de forma aleatória, neste processo é que se recomenda a utilização das ferramentas da administração e a inovação na ação de supervisionar os procedimentos pedagógicos.
Uma das ferramentas que inicialmente colaborará no acompanhamento é o Diagrama de Causa e efeito, conforme Azevedo e Neto (2018) apud Marshall Júnior et al. (2011), explicam, esta ferramenta foi desenvolvida pelo professor Kaoru Ishikawa, sendo também conhecida como diagrama de Ishikawa ou espinha de peixe, é utilizado para levantamento de possíveis causas de um determinado efeito durante um estudo para eliminação de um problema.
Azevedo e Neto (2018) apud Carpinetti (2015), citam que um problema terá suas causas ilustradas de forma estruturada quando da utilização do diagrama de causa e efeito. O Professor Kaoru Ishikawa elaborou a ferramenta para explicar para engenheiros de uma indústria japonesa, de forma gráfica e didática, o nível de relacionamento dos fatores de um processo em relação aos efeitos, gerando assim uma relação de causa e efeito. Observa-se que mesmo inicialmente esta ferramenta tenha sido apresentada as organizações, há uma utilidade no processo de acompanhamento escolar visto que a mesma apontará as hipóteses de causa e efeito das maiores dificuldades encontradas pelo discentes. Complementando, utiliza-se a ferramenta 5W2H que auxiliará neste processo de apontamentos.
Segundo Polacinski (2012), a ferramenta 5W2H consiste num plano de ação para qualquer prática que necessite ser realizada, trazendo maior clareza ao operador e serve como um mapeamento da mesma para posterior gestão das informações. O objetivo principal da ferramenta é responder completamente sete questões:
Por esta razão é nomeada 5W e 2H, para o objetivo de acompanhar o discente, elimina-se o último item quanto custa, pois neste contexto não é aplicado custos, e considera-se os demais questionamentos propondo tanto para corpo docente e coordenações um projeto e planejamento de metodologias diversificadas nos processos de inclusão, dando o direcionamento e efetuando registros precisos das ações pedagógicas realizadas pela equipe gestora. Neste processo envolve-se os responsáveis que devem estar acompanhando paralelamente com as ações que competem a estes a evolução do discente, tendo acesso aos registros e deixando o profissional da área ciente das ações escolares.
Complementando o processo de inovar no acompanhamento de discentes com TDAH, se faz adequado o mapa de empatia na análise pessoal, neste é possível compreender como este se sente quando é exposto à desafios ou dificuldades que encontra no ambiente educacional. O mapa de empatia segundo Massari e Vidal (2018) é uma ferramenta que tem por objetivo entender como pessoas ou grupos interagem em determinadas situações, traduzindo seu entendimento do mundo que nos cerca para formular o que é chamado de persona, que funciona como um indicador da forma como a pessoa pensa, age, atua e suas respectivas necessidades diante de um problema sugerido.
O mapa de empatia complementa as ações neste processor inovador, pois é possível trazer para o ambiente educacional as ferramentas da administração de forma eficaz mensurando e registrando todo o processo junto ao discente, docentes, pais. Respaldando a unidade escolar e propiciando que os direitos do discente sejam atendidos, como também propicia ao corpo docente repensar sobre a diversidade em sala de aula, que é crescente e necessita nos diversos casos como o TDAH a utilização de didáticas diversificadas.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Conforme apresentado neste artigo, observa-se que o TDAH é uma condição comedida por muitos estudantes e que por muitas vezes por falta de instrução e recursos não é perceptível. E nessa condição entra o papel dos educadores, não em diagnosticar, pois esse ato é imprescindivelmente realizado por profissional da área, mas em um aspecto de observador do discente em suas dificuldades, não simplesmente mantendo o em um julgo de que é preguiçoso, desinteressado e irresponsável, como já conceituado que a priori é desta forma que são rotulados.
Como educadora e orientadora educacional afirmo que nenhum discente tem intenção de não atingir as competências, habilidades e atitudes a qual se prontificou seguir, em muitos acompanhamentos observa-se que há um sentimento de preocupação em não atingir os resultados propostos.
Considera-se também que nem toda dificuldade escolar pode ser caracterizada como TDAH, mas é importante submeter o discente em um processo de investigação e a inovação em aplicar as ferramentas administrativas nesse processo colabora tanto na orientação de pais, discentes e docentes.
O acompanhamento e a investigação deste transtorno no ambiente escolar se dá pelas ações executadas junto a conceitos, comportamentos, convívio social escolar e principalmente registros. O discente que eventualmente seja portador deste transtorno tem direitos e é dever das escolas e do corpo docente acolhe-lo e propiciar sua inclusão, aproveitamento e recuperação.
Os registros feitos de forma organizada propiciam respaldar a escola em todos os aspectos legais, visto que qualquer problema relacionado à um discente com TDAH sem o acompanhamento, pode ocasionar recursos em decisões tomadas em conselhos de classe ou até mesmo em reprovações.
sta forma conclui-se que a utilização de métodos inovadores em gestão educacional proporciona à supervisão escolar as estratégias necessárias para promover à inclusão de discentes com TDAH – transtorno de déficit de atenção e hiperatividade e a quebra de paradigmas em julgamentos feitos que nem sempre condizem com a realidade. O que deixa também um alerta a todos os educadores sobre um possível mal que acomete não só o rendimento escolar,mas também a socialização e o futuro de muitos estudantes, que pode influenciar na tomada de decisão e comprometer não só a evolução escolar, mas a carreira e as relações pessoais.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BRASIL. Lei Nº 9.394 de 20 de dezembro de 1996. Lei de Diretrizes e Bases da Educação, Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Disponível em: portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/lei9394_ldbn1.pdf