A FEIRA DE CIÊNCIAS COMO PRÁTICA INVESTIGATIVA E INTERDISCIPLINAR NO ENSINO FUNDAMENTAL: RELATO DE EXPERIÊNCIA

THE SCIENCE FAIR AS AN INVESTIGATIVE AND INTERDISCIPLINARY PRACTICE IN ELEMENTARY EDUCATION: AN EXPERIENCE REPORT

REGISTRO DOI: 10.70773/revistatopicos/788589574

RESUMO
Este trabalho apresenta um relato de experiência sobre a realização da I Feira de Ciências da Escola Municipal Dom Antônio Malan, localizada na zona rural de Petrolina-PE, como prática pedagógica investigativa e interdisciplinar no Ensino Fundamental. A atividade foi desenvolvida de forma participativa e colaborativa, envolvendo professores, estudantes e comunidade escolar no planejamento, organização e apresentação de experimentos relacionados às Ciências, Meio Ambiente e Tecnologias. Participaram cinco turmas, organizadas em equipes, que desenvolveram trabalhos sobre sustentabilidade, reciclagem, horta escolar, bioplásticos, biodetergentes, respiração pulmonar, fungos, decomposição, filtragem da água, fontes renováveis de energia, vulcões, cores, sabão ecológico e eletromagnetismo. As apresentações ocorreram em salas transformadas em espaços expositivos interativos, favorecendo a oralidade, a autonomia, a criatividade, o trabalho em equipe e a argumentação científica dos estudantes. Os resultados evidenciaram que a Feira de Ciências contribuiu para aproximar teoria e prática, estimular a curiosidade científica, fortalecer a consciência ambiental e promover uma aprendizagem significativa e contextualizada no cotidiano escolar e na realidade local dos participantes. Além disso, a participação da comunidade escolar ampliou o alcance educativo da ação, valorizando a escola como espaço pedagógico e democrático de produção de saberes, socialização do conhecimento e formação integral de sujeitos críticos, criativos e participativos.
Palavras-chave: Aprendizagem significativa; Educação científica; Metodologias ativas.

ABSTRACT
This paper presents an experience report on the First Science Fair held at Dom Antônio Malan Municipal School, located in the rural area of Petrolina, Pernambuco, Brazil, as an investigative and interdisciplinary pedagogical practice in Elementary Education. The activity was developed through a participatory and collaborative approach, involving teachers, students, and the school community in the planning, organization, and presentation of experiments related to Science, Environment, and Technology. Five classes took part in the event, organized into teams that developed projects on sustainability, recycling, school gardens, bioplastics, biodetergents, lung respiration, fungi, decomposition, water filtration, renewable energy sources, volcanoes, colors, ecological soap, and electromagnetism. The presentations took place in classrooms transformed into interactive exhibition spaces, encouraging students’ oral communication, autonomy, creativity, teamwork, and scientific argumentation. The results showed that the Science Fair helped connect theory and practice, stimulate scientific curiosity, strengthen environmental awareness, and promote meaningful learning connected to the students’ daily lives and local reality. Moreover, the participation of the school community expanded the educational scope of the activity, reinforcing the school as a pedagogical and democratic space for knowledge production, knowledge sharing, and the integral formation of critical, creative, and participatory individuals.
Keywords: Meaningful learning; Science education; Active methodologies.

1. INTRODUÇÃO

A Feira de Ciências no ensino fundamental constitui-se como uma importante estratégia pedagógica para promover a aprendizagem significativa, a investigação científica e o protagonismo estudantil (Farias e Gonçalves, 2007). Por meio de atividades práticas, experimentações e socialização de conhecimentos, os estudantes têm a oportunidade de relacionar os conteúdos trabalhados em sala de aula com situações do cotidiano, desenvolvendo habilidades como criatividade, criticidade, trabalho em equipe e comunicação. Segundo Paulo Freire, “ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção” (Freire, 1996, p. 47), evidenciando a importância de práticas educativas participativas e investigativas.

Tais atividades também contribuem para despertar o interesse pela ciência, desenvolver o pensamento crítico e consolidar os conteúdos teóricos a partir de experiências práticas e contextualizadas (Grinnel et al., 2020). Nesse contexto, a realização de Feiras de Ciências contribui para tornar o processo de ensino e aprendizagem mais dinâmico e participativo, despertando nos alunos o interesse pela pesquisa e pela construção do conhecimento científico desde os anos iniciais da educação básica. Para Demo (2011), a pesquisa deve ser compreendida como princípio educativo, permitindo ao estudante desenvolver autonomia intelectual e senso crítico.

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) destaca a importância do desenvolvimento de competências que estimulem a investigação, a curiosidade intelectual e a resolução de problemas, defendendo que os estudantes devem “exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das ciências, incluindo a investigação, a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a criatividade” (Brasil, 2018, p. 9). Nesse sentido, as Feiras de Ciências configuram-se como práticas pedagógicas alinhadas às competências gerais da BNCC, especialmente no que se refere ao pensamento científico, crítico e criativo.

De acordo também com os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), o ensino de Ciências deve possibilitar ao aluno “compreender a natureza como um todo dinâmico, sendo o ser humano parte integrante e agente de transformações do mundo em que vive” (Brasil, 1997, p. 33). Assim, as Feiras de Ciências tornam-se ferramentas relevantes para aproximar teoria e prática, incentivando a observação, a experimentação e a construção do conhecimento científico no ambiente escolar (Souza, 2026).

Portanto, discutir a importância da Feira de Ciências no ensino fundamental torna-se relevante diante da necessidade de metodologias que estimulem a autonomia dos estudantes e aproximem a ciência da realidade vivenciada por eles. Assim, este artigo busca refletir sobre as contribuições das Feiras de Ciências para o desenvolvimento educacional, social e científico dos alunos no contexto escolar.

Diante disso, este relato de experiência tem como objetivo analisar as contribuições da I Feira de Ciências da Escola Municipal Dom Antônio Malan para o estímulo à curiosidade científica, à aprendizagem significativa e ao desenvolvimento de práticas pedagógicas investigativas e interdisciplinares no Ensino Fundamental.

2. METODOLOGIA

O presente trabalho caracteriza-se como um relato de experiência, de abordagem qualitativa (Risemberg et al., 2026; Barros, 2024), desenvolvido a partir das vivências pedagógicas relacionadas à realização da I Feira de Ciências da Escola Municipal Dom Antônio Malan, localizada na zona rural de Petrolina-PE. A metodologia adotada foi conduzida de forma participativa e colaborativa, envolvendo professores de diversas ciências (Português, Matemática, Ciências, Geografia, História, Artes, Inglês, e professoras pedagogas), estudantes e a comunidade escolar no planejamento, na organização e na execução das atividades, com destaque para experiências vinculadas ao projeto da horta escolar e a outras práticas voltadas à ciência, ao meio ambiente e à aprendizagem contextualizada.

O evento foi organizado por turmas, sendo cada uma identificada por cores com o intuito de facilitar a organização e fortalecer o espírito de equipe entre os participantes. Ao todo, participaram 5 turmas, compostas, em média, por 4 equipes cada, totalizando aproximadamente 20 grupos de trabalho. Cada grupo ficou responsável pelo desenvolvimento de experimentos dentro das temáticas relacionadas à ciência no cotidiano, ao meio ambiente e à tecnologia. A escolha e elaboração dos trabalhos ocorreram de maneira conjunta entre professores e estudantes, buscando estimular a criatividade, a investigação científica e a relação entre teoria e prática. Os grupos organizaram-se previamente para planejar, construir e apresentar os experimentos ao público visitante durante o evento.

As apresentações aconteceram nas próprias salas de aula, que foram transformadas em espaços expositivos interativos. Durante a feira, os alunos realizaram demonstrações, explicações e interações com os visitantes, favorecendo o desenvolvimento da oralidade, da autonomia, da socialização e da capacidade argumentativa dos estudantes.

Com o objetivo de incentivar o comprometimento e a criatividade das equipes, os três melhores trabalhos foram premiados. Além da premiação, também foram atribuídos pontos extras na disciplina de Ciências, considerando aspectos como dedicação, qualidade dos experimentos, comportamento e participação dos estudantes antes e durante o evento. As demais disciplinas também contribuíram com avaliações integradas, fortalecendo o caráter interdisciplinar da atividade.

A avaliação dos trabalhos foi realizada por uma comissão julgadora, que observou critérios previamente estabelecidos, tais como: organização e qualidade dos experimentos, postura dos participantes, pontualidade na entrega das atividades, clareza na apresentação dos trabalhos, comportamento do grupo e harmonia entre os integrantes das equipes. Esses critérios buscaram valorizar não apenas o resultado final, mas também o trabalho coletivo, a responsabilidade e o envolvimento dos estudantes em todo o processo de construção da feira científica.

3. RESULTADOS E DISCUSSÕES

A realização da I Feira de Ciências demonstrou resultados positivos no processo de ensino e aprendizagem, evidenciando o sucesso da proposta pedagógica desenvolvida. O evento possibilitou ampla participação dos estudantes, professores e comunidade escolar, fortalecendo o vínculo entre escola e sociedade e transformando o ambiente escolar em um espaço dinâmico de construção coletiva do conhecimento. Entre as atividades selecionadas pelos discentes, observou-se uma ampla diversidade de trabalhos desenvolvidos (Quadro 1).

Quadro 1. Experimentos desenvolvidos durante a feira de ciências.

TURMA

EXPERIMENTOS DESENVOLVIDOS

OBJETIVO DO EXPERIMENTO

5º Ano

Leite psicodélico e balões infláveis em garrafa PET para simular a respiração pulmonar.

Observar a interação entre o leite, os corantes e o detergente, compreendendo como a gordura presente no leite reage à ação do detergente, provocando o movimento e a mistura das cores; Compreender o funcionamento dos pulmões por meio da simulação dos movimentos de inspiração e expiração.

6º Ano

Reciclagem e sustentabilidade: construção de brinquedos e objetos decorativos a partir de materiais reutilizáveis; implantação de horta escolar; produção de bioplástico e elaboração de biodetergentes.

Promover a sensibilização ambiental e o desenvolvimento sustentável por meio de práticas de reciclagem e reaproveitamento de materiais, estimulando a criatividade, a educação ambiental e a compreensão de alternativas ecológicas, como a produção de bioplásticos, biodetergentes e a implantação de hortas escolares.

 

7º Ano

Balão resistente ao fogo; respiração dos fungos; demonstração de composteira caseira e decomposição biológica; filtragem natural da água.

Compreender fenômenos físicos e biológicos, abordando conceitos relacionados à transferência de calor, respiração dos fungos, decomposição da matéria orgânica e reaproveitamento de resíduos, incentivando a conscientização ambiental e a aprendizagem significativa.

 

8º Ano

Produção de energia elétrica por meio da transformação de energia química (limão); além da utilização de fontes renováveis como energia eólica, hídrica e solar.

Demonstrar os processos de produção de energia elétrica, destacando a transformação de energia química em energia elétrica e a importância das fontes renováveis, como a energia eólica, hídrica e solar, para a sustentabilidade ambiental e o desenvolvimento científico.

 

9º Ano

Dinâmica de funcionamento dos vulcões; formação e composição das cores; produção de sabão a partir do reaproveitamento do óleo de cozinha; e construção de eletroímãs.

Realizar experimentos práticos relacionados aos fenômenos naturais, sustentabilidade e eletromagnetismo, estimulando a aprendizagem significativa, o pensamento crítico e a relação entre teoria e prática.

 

Fonte: Autoras, 2026.

Nesta perspectiva os experimentos desenvolvidos pelos estudantes evidenciaram uma ampla diversidade temática, contemplando conteúdos relacionados à sustentabilidade, energia, fenômenos físicos, biológicos e químicos, permitindo uma abordagem interdisciplinar e contextualizada do ensino de Ciências. As atividades possibilitaram a participação ativa dos discentes, favorecendo a construção do conhecimento por meio da experimentação, da investigação científica e da relação entre teoria e prática.

Os trabalhos voltados à reciclagem e sustentabilidade destacaram-se pela utilização de materiais reutilizáveis na construção de brinquedos e objetos decorativos, promovendo reflexões acerca do consumo consciente e da redução de resíduos sólidos. A implantação da horta escolar (figura 1) estimulou discussões sobre alimentação saudável, educação ambiental e sustentabilidade, fortalecendo o contato dos estudantes com práticas ecológicas, de cultivo e de cuidado com o meio ambiente. Corroborando essa perspectiva, Ribeiro et al. (2023) destacam que as hortas escolares também se configuram como instrumento de educação alimentar, pois contribuem para ampliar a compreensão dos estudantes sobre a importância das hortaliças na alimentação, favorecendo a construção de hábitos alimentares saudáveis e o reconhecimento do direito humano à alimentação adequada.

Figura 1. Divulgação e explanação sobre a Horta Escola.

Fonte: Autoras, 2026.

A produção de bioplástico e biodetergentes possibilitou aos estudantes compreenderem alternativas sustentáveis aos produtos convencionais, evidenciando o papel da Química na proposição de soluções menos agressivas ao meio ambiente. Ao relacionar os conteúdos científicos com problemas concretos, como a poluição causada pelos plásticos convencionais e o uso de produtos de limpeza industrializados, a atividade favorece uma aprendizagem mais contextualizada, crítica e significativa. Nesse sentido, Silva (2025) destaca que, ao refletirem sobre os impactos ambientais dos plásticos tradicionais e investigarem possibilidades mais sustentáveis, como os bioplásticos, os estudantes demonstraram maior engajamento e interesse em aplicar os conhecimentos adquiridos em situações do cotidiano.

Os experimentos relacionados aos fenômenos biológicos e ambientais também despertaram grande interesse dos participantes e visitantes. A atividade do balão resistente ao fogo permitiu a compreensão de conceitos físicos relacionados à transferência de calor e capacidade térmica. A demonstração da respiração dos fungos favoreceu o entendimento sobre processos metabólicos realizados pelos seres vivos, enquanto a composteira caseira e o experimento sobre decomposição biológica evidenciaram a importância dos microrganismos na ciclagem da matéria orgânica e no reaproveitamento de resíduos. A filtragem natural da água contribuiu para discussões sobre tratamento de água, preservação ambiental e acesso à água de qualidade.

Na temática energética, os estudantes apresentaram experimentos sobre produção de energia elétrica a partir da transformação de energia química, utilizando o limão como fonte alternativa, além de demonstrações envolvendo energia eólica, hídrica e solar. Essas atividades favorecem a compreensão sobre as diferentes formas de geração de energia e a relevância das fontes renováveis para a sustentabilidade ambiental, estimulando reflexões sobre o uso consciente dos recursos naturais e os impactos ambientais associados às fontes tradicionais de energia.

Quanto ao trabalho que abordou fenômenos físicos e químicos presentes no cotidiano, como a dinâmica de funcionamento dos vulcões, possibilitou a visualização de reações químicas simulando erupções vulcânicas. O experimento sobre formação e composição das cores contribuiu para o entendimento da mistura de cores e da percepção visual. A produção de sabão a partir do reaproveitamento do óleo de cozinha reforçou a importância do descarte adequado de resíduos e do reaproveitamento sustentável de materiais, enquanto a construção de eletroímãs possibilitou a compreensão prática dos princípios do eletromagnetismo e suas aplicações tecnológicas.

De maneira geral, os experimentos desenvolvidos demonstraram a relevância das atividades práticas (Figura 2), favorecendo uma aprendizagem mais significativa, investigativa e participativa. Além de estimular a curiosidade científica, os trabalhos promoveram a conscientização ambiental, o trabalho em equipe, a criatividade e a aproximação dos conteúdos científicos com a realidade vivenciada pelos estudantes.

Figura 2. Experimentos realizados durante a Feira de Ciências.

Fonte: Autoras, 2026.

Observou-se que os alunos participaram ativamente da elaboração, organização e apresentação dos projetos científicos, desenvolvendo habilidades relacionadas à investigação, criatividade, autonomia e trabalho em equipe. Sendo assim, é possível evidenciar que as feiras de ciências constituem uma estratégia importante para incentivar a interdisciplinaridade no ambiente escolar, favorecendo a articulação entre diferentes disciplinas. Além disso, oferecem aos estudantes oportunidades de autonomia e experiências que rompem com a rotina tradicional das atividades escolares (Barcelos et al., 2010).

A construção dos experimentos permitiu que os estudantes deixassem de ocupar apenas o papel de receptores de informações para se tornarem protagonistas do próprio aprendizado, favorecendo uma aprendizagem significativa, na qual o conhecimento adquirido passou a fazer sentido dentro de sua realidade cotidiana. Esse resultado corrobora com Costa et al., (2019), ao evidenciar que a participação em feiras de ciências e atividades de iniciação científica proporciona benefícios que vão além da aprendizagem de conteúdos curriculares.

Os trabalhos apresentados abordaram temáticas relacionadas à ciência, meio ambiente, tecnologia, o que contribuiu para a contextualização do ensino e para a aproximação entre teoria e prática. Nesse sentido, a feira mostrou-se uma importante ferramenta pedagógica interdisciplinar, integrando diferentes áreas do conhecimento e promovendo a articulação entre conteúdos das disciplinas de Ciências, Matemática, Língua Portuguesa, Artes e outras áreas do currículo escolar. Esse resultado dialoga com os achados de Silva et al., (2018), ao evidenciarem que as feiras de ciências constituem importantes instrumentos para a promoção da interdisciplinaridade, pois favorecem a integração entre diferentes disciplinas e conteúdos, contribuindo para uma aprendizagem mais contextualizada e significativa.

Outro aspecto relevante observado foi o desenvolvimento da capacidade crítica e investigativa dos estudantes. Durante as apresentações, os alunos demonstraram segurança, desenvoltura e domínio sobre os temas trabalhados, além de capacidade para explicar fenômenos científicos, responder questionamentos e propor soluções para problemas ambientais e sociais. O presente estudo evidencia a importância de metodologias ativas no contexto educacional, especialmente aquelas que estimulam a pesquisa, a experimentação e a participação dos estudantes no processo de construção do conhecimento. Além disso, atividades dessa natureza favorecem a interação entre os participantes e a comunidade, promovendo o compartilhamento de experiências e saberes construídos ao longo do processo educativo (Farias, 2006).

A participação da comunidade escolar também foi significativa, contribuindo para a valorização do trabalho desenvolvido pelos alunos e fortalecendo o reconhecimento da escola como espaço de transformação social. A interação entre visitantes e estudantes promoveu momentos de troca de experiências e saberes, ampliando o alcance educativo da feira para além da sala de aula (Silva, 2025). Além disso, percebeu-se que os professores se mostraram motivados a desenvolver práticas pedagógicas mais dinâmicas e inovadoras, utilizando atividades experimentais e projetos científicos como estratégias de enriquecimento curricular.

Dessa forma, os resultados obtidos demonstram que a feira de ciências ultrapassou o caráter expositivo e constituiu-se como uma experiência educativa significativa, capaz de despertar o interesse dos alunos pela ciência, estimular novas descobertas e contribuir para a formação de sujeitos mais críticos, criativos e participativos. A experiência reforça a importância de práticas pedagógicas investigativas e interdisciplinares no fortalecimento do ensino e aprendizagem e na formação integral dos estudantes.

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

A realização da I Feira de Ciências da Escola Municipal Dom Antônio Malan evidenciou a relevância das práticas pedagógicas investigativas, interdisciplinares e contextualizadas no Ensino Fundamental. A experiência demonstrou que as atividades desenvolvidas contribuem para tornar o processo de ensino e aprendizagem mais dinâmico, participativo e significativo, ao aproximar os conteúdos científicos da realidade vivenciada pelos estudantes.

Os experimentos propostos possibilitaram aos alunos maior envolvimento com temas relacionados à ciência, ao meio ambiente, à sustentabilidade e à tecnologia, favorecendo a construção do conhecimento por meio da observação, da experimentação e da socialização dos saberes. Além disso, a feira estimulou habilidades importantes para a formação integral dos estudantes, como autonomia, criatividade, oralidade, trabalho em equipe, pensamento crítico e capacidade de argumentação.

Outro aspecto relevante foi a participação da comunidade escolar, que fortaleceu o vínculo entre escola, família e sociedade, ampliando o alcance educativo da atividade. Dessa forma, a Feira de Ciências ultrapassou o caráter expositivo e se constituiu como uma experiência formativa, capaz de valorizar o protagonismo estudantil e incentivar o interesse pela investigação científica.

Conclui-se, portanto, que a Feira de Ciências representa uma estratégia pedagógica potente para o fortalecimento do ensino de Ciências no Ensino Fundamental, especialmente quando articulada à interdisciplinaridade, à realidade local e à participação ativa dos estudantes no processo de construção do conhecimento.

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1 Especialista em Planejamento da Gestão Escolar pela Universidade de Pernambuco, Campus Petrolina. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail

2 Especialista em Gestão e coordenação Pedagógica pela Faculdade Montenegro. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail

3 Especialista em Programação do ensino de matemática pela Universidade de Pernambuco, Campus Petrolina. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail

4 Mestre em biociências pela Universidade Federal do Vale do São Francisco, Campus Petrolina-PE. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail

5 Mestre em Ecologia Humana e Gestão Socioambiental da Universidade do Estado da Bahia Campus III. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail

6 Doutoranda do Programa de Pós Graduação em Ecologia Humana e Gestão Socioambiental da Universidade do Estado da Bahia Campus III. Docente da Universidade do Estado da Bahia Campus XXIV. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail