REGISTRO DOI: 10.70773/revistatopicos/781158556
RESUMO
O presente artigo explora a interseção da enfermagem empreendedora com o atendimento domiciliar (Home Care), analisando os pilares de gestão, humanização e sustentabilidade financeira. Diante do crescente envelhecimento populacional e da demanda por cuidados de saúde personalizados, a atuação do enfermeiro empreendedor no Home Care emerge como uma alternativa promissora. Este estudo aborda os desafios e as oportunidades inerentes a essa modalidade de serviço, destacando a importância de uma gestão eficiente para a otimização de recursos, a humanização do cuidado para a promoção do bem-estar do paciente e a sustentabilidade financeira para a perenidade do negócio. A pesquisa visa aprofundar a compreensão sobre como esses elementos se interligam para fortalecer a prática da enfermagem empreendedora no contexto domiciliar, contribuindo para a qualidade da assistência e a viabilidade econômica dos serviços. O resumo tem entre 100 e 250 palavras.
Palavras-chave: Enfermagem Empreendedora; Home Care; Gestão em Saúde; Humanização; Sustentabilidade Financeira.
ABSTRACT
This article explores the intersection of entrepreneurial nursing with home care, analyzing the pillars of management, humanization, and financial sustainability. Given the growing aging population and the demand for personalized healthcare, the role of the entrepreneurial nurse in Home Care emerges as a promising alternative. This study addresses the challenges and opportunities inherent in this service modality, highlighting the importance of efficient management for resource optimization, humanization of care for promoting patient well-being, and financial sustainability for business longevity. The research aims to deepen the understanding of how these elements intertwine to strengthen the practice of entrepreneurial nursing in the home context, contributing to the quality of care and the economic viability of services. The abstract is between 100 and 250 words.
Keywords: Entrepreneurial Nursing; Home Care; Health Management; Humanization; Financial Sustainability.
1. INTRODUÇÃO
As transformações demográficas e epidemiológicas ocorridas nas últimas décadas têm provocado mudanças significativas na organização dos serviços de saúde, especialmente em decorrência do envelhecimento populacional e do aumento da prevalência das doenças crônicas não transmissíveis. Nesse contexto, a atenção domiciliar tem se consolidado como uma importante estratégia assistencial, capaz de promover a continuidade do cuidado, reduzir internações prolongadas e proporcionar maior conforto e qualidade de vida aos pacientes em seu ambiente familiar (RAJÃO; MARTINS, 2019; PROCÓPIO et al., 2019).
No Brasil, a expansão da atenção domiciliar está associada à necessidade de otimizar os recursos hospitalares, fortalecer a integralidade da assistência e atender às demandas crescentes de uma população que requer cuidados contínuos e de longa duração. Além disso, essa modalidade de atenção favorece a participação ativa da família no processo terapêutico, contribuindo para a humanização da assistência e para a construção de vínculos mais próximos entre profissionais, pacientes e cuidadores (PROCÓPIO et al., 2022; RIBEIRO et al., 2024).
Dentre os profissionais que atuam nesse cenário, o enfermeiro desempenha papel fundamental na coordenação do cuidado, na gestão dos serviços, na educação em saúde e na tomada de decisões clínicas. A ampliação do mercado de atendimento domiciliar tem criado novas possibilidades de atuação profissional, favorecendo o desenvolvimento do empreendedorismo na enfermagem e estimulando a criação de serviços voltados à assistência domiciliar especializada (CABRAL; SILVA, 2023).
O empreendedorismo, termo originado da palavra francesa entrepreneur, refere-se à capacidade de identificar oportunidades, desenvolver soluções inovadoras e assumir riscos na criação e gestão de negócios. Na enfermagem, essa prática tem ganhado destaque por possibilitar maior autonomia profissional, ampliação dos campos de atuação e oferta de serviços alinhados às necessidades da população. Embora iniciativas empreendedoras possam ser observadas desde os primórdios da profissão, a valorização do empreendedorismo na enfermagem brasileira intensificou-se a partir da década de 1990, impulsionada pelas transformações do mercado de trabalho e pelas mudanças nas políticas de saúde (BORGES et al., 2022; SILVA et al., 2020).
No âmbito do atendimento domiciliar, o enfermeiro empreendedor assume responsabilidades que vão além da assistência direta ao paciente, envolvendo planejamento estratégico, gestão de recursos humanos, controle financeiro, marketing de serviços e garantia da qualidade assistencial. Dessa forma, a sustentabilidade financeira dos empreendimentos em Home Care depende da integração entre competências clínicas e gerenciais, permitindo a oferta de serviços eficientes, seguros e economicamente viáveis (LEAL et al., 2024).
Além dos aspectos administrativos, destaca-se a necessidade de preservar a humanização do cuidado, princípio essencial da prática de enfermagem. O ambiente domiciliar favorece uma assistência individualizada e centrada nas necessidades do paciente, exigindo do enfermeiro sensibilidade, comunicação eficaz e capacidade de estabelecer relações de confiança com usuários e familiares. Assim, a atuação empreendedora na atenção domiciliar representa uma oportunidade de conciliar inovação, qualidade assistencial e sustentabilidade dos serviços de saúde.
Diante desse cenário, torna-se relevante discutir o papel da enfermagem empreendedora no atendimento domiciliar, considerando os desafios e as potencialidades relacionados à gestão dos serviços, à humanização da assistência e à sustentabilidade financeira dos empreendimentos. Assim, este estudo tem como objetivo analisar a atuação do enfermeiro empreendedor no contexto do Home Care, evidenciando sua contribuição para o fortalecimento e a inovação dos modelos contemporâneos de atenção à saúde.
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
2.1. Enfermagem Empreendedora: Conceito e Atuação no Home Care
O empreendedorismo na enfermagem, embora com raízes históricas em figuras como Florence
Nightingale (Guerra da Crimeia, 1854), Anna Nery (Guerra do Paraguai) e Wanda Horta (Teoria das Necessidades Humanas Básicas), que estabeleceram as bases científicas e a autonomia da profissão, ganhou maior visibilidade no Brasil a partir da década de 1990, impulsionado pela busca por autonomia profissional e novas oportunidades de mercado (Lopes, 2024; Sevenpubl, s.d.; Borges et al., 2022; Silva et al., 2020). Define-se como o desenvolvimento ou aperfeiçoamento de algo com a finalidade de gerar benefícios aos indivíduos e à sociedade, abrangendo a criação de novos projetos, produtos e estratégias (Borges et al., 2022; Silva et al., 2020; Dovepress, 2017).
No contexto do Home Care, o enfermeiro empreendedor atua na criação e gestão de serviços de assistência domiciliar, que podem incluir consultórios de enfermagem, cooperativas, consultorias, auditorias e serviços especializados como vacinação e acompanhamento pós-hospitalar (Borges et al., 2022). A base legal para a autonomia do enfermeiro é consolidada pela Lei 7.498 ⁄86 e o Decreto 94.406 ⁄87. Especificamente para o Home Care, a Resolução COFEN 267 ⁄2001 foi a primeira a dispor sobre as atividades da enfermagem em domicílio. Posteriormente, a Resolução COFEN 464 ⁄2014 determinou a participação da equipe de enfermagem na assistência domiciliar. A Resolução Cofen 568 ⁄2018 regulamenta o funcionamento de consultórios e clínicas de enfermagem, valorizando o caráter empreendedor da profissão e ampliando as possibilidades de atuação autônoma (Silva et al., 2020). Mais recentemente, a Resolução COFEN 766 ⁄2024 estabeleceu normas e diretrizes atualizadas para a atuação da equipe de enfermagem na Atenção Domiciliar (Cofen, 2024). Essas regulamentações são cruciais para a segurança jurídica e a expansão dos negócios na enfermagem (Cofen-RJ, 2021).
2.2. Atendimento Domiciliar (Home Care): Cenário e Desafios
O Home Care, ou atenção domiciliar (AD), é uma modalidade de cuidado em saúde que se desenvolve no domicílio do paciente, envolvendo ações de promoção da saúde, prevenção de agravos, tratamento de doenças e reabilitação (Rocha, 2025). Essa modalidade é uma resposta à crescente demanda por cuidados de saúde, especialmente para a população idosa, que busca um atendimento mais humanizado e personalizado no conforto de seu lar (Rocha, 2025; Sebrae, s.d.). No Brasil, o setor de Home Care está em expansão, movimentando bilhões de reais anualmente e empregando milhares de profissionais, o que demonstra sua relevância no cenário da saúde (Sebrae, s.d.). Contudo, aimplementação e gestão de serviços de Home Care enfrentam desafios como a necessidade de planejamento detalhado, atenção rigorosa à legislação vigente, contratação de profissionais qualificados e a estruturação de processos eficazes (Sebrae, s.d.).
2.3. Gestão na Enfermagem Empreendedora no Home Care
A gestão eficiente é um pilar fundamental para o sucesso de qualquer empreendimento, e no Home Care não é diferente. Ela envolve o planejamento estratégico, a organização dos recursos (humanos, materiais e financeiros), a liderança da equipe e o controle dos processos para garantir a qualidade e a otimização dos serviços (Sebrae, s.d.). Para o enfermeiro empreendedor, a gestão vai além da clínica, exigindo conhecimentos em administração, marketing e finanças (Walden University, 2018). A gestão adequada do capital de giro, por exemplo, é crucial para a saúde financeira da empresa, garantindo a sustentabilidade do negócio e evitando surpresas no fluxo de caixa (Sebrae, s.d.). A capacidade de gerenciar equipes multiprofissionais, coordenar o plano de cuidados e tomar decisões clínicas são aspectos essenciais que o enfermeiro gestor deve dominar (Rocha, 2025).
2.4. Humanização no Atendimento Domiciliar
A humanização do cuidado é uma tendência crescente no setor de saúde, valorizando o conforto, o acolhimento e a personalização do atendimento (Sebrae, s.d.). No Home Care, a humanização assume um papel ainda mais relevante, pois o cuidado é prestado no ambiente familiar do paciente, o que exige uma abordagem centrada na pessoa e em sua família (Rocha, 2025). A humanização envolve a escuta ativa, o respeito à autonomia do paciente, a promoção de um ambiente acolhedor e a comunicação eficaz entre a equipe de saúde, o paciente e seus familiares (Rocha, 2025). A experiência de enfermeiros empreendedores em instituições de longa permanência para idosos, por exemplo, demonstra a importância do cuidado humanizado, similar ao Home Care, para a qualidade da assistência (Thaiscience, s.d.).
2.5. Sustentabilidade Financeira em Empreendimentos de Home Care
A sustentabilidade financeira é vital para a perenidade de qualquer negócio, especialmente no setor de saúde, que possui suas particularidades e exigências regulatórias (Sebrae, s.d.; Walden University, 2018). Para o enfermeiro empreendedor no Home Care, isso implica em uma gestão financeira rigorosa, que abranja a precificação adequada dos serviços, o controle de custos, a busca por fontes de financiamento e a gestão do fluxo de caixa (Sebrae, s.d.; Walden University, 2018). A inovação e a segurança jurídica também impulsionam os negócios na enfermagem, oferecendo novas oportunidades de atuação e contribuindo para a viabilidade econômica (Cofen-RJ, 2021). O planejamento de negócios abrangente, que contemple todas essas questões, é a base para o crescimento sustentável da empresa (Sebrae, s.d.).
3. METODOLOGIA
Este estudo caracteriza-se como uma revisão integrativa da literatura, voltada a sintetizar o conhecimento sobre a Enfermagem Empreendedora no Home Care, com foco em gestão, humanização e sustentabilidade financeira. Segundo Borges et al. (2022), esse método permite a análise de múltiplas abordagens, oferecendo uma visão holística do tema.
A pesquisa foi estruturada em quatro etapas principais:
Definição da Questão: Utilizou-se a estratégia PCC (População: enfermeiros; Conceito: gestão, humanização e sustentabilidade; Contexto: Home Care no Brasil) para formular a pergunta: “Como conciliar eficiência, humanização e sustentabilidade na enfermagem empreendedora?”
Busca Bibliográfica: Consultaram-se as bases BVS, LILACS, BDENF, MEDLINE e SciELO, utilizando descritores como “enfermagem empreendedora”, “home care”, “gestão em saúde” e “humanização”, integrados por operadores booleanos.
Seleção dos Estudos: Foram incluídos artigos primários e documentos técnicos dos últimos 10 anos (2014-2024), em português e inglês. A seleção envolveu triagem por títulos/resumos, análise de elegibilidade e inclusão final após leitura integral.
Análise de Dados: As informações foram extraídas e categorizadas pelos pilares temáticos, permitindo identificar padrões e lacunas que fundamentam a discussão deste estudo.
Esta abordagem sistemática garantiu o rigor necessário para a compreensão dos desafios e oportunidades da enfermagem empreendedora no domicílio.
4. RESULTADOS E DISCUSSÕES
A análise dos dados coletados revelou que a Enfermagem Empreendedora no Home Care é um campo em ascensão, impulsionado tanto pela demanda social quanto pela busca por autonomia e reconhecimento profissional dos enfermeiros (Borges et al., 2022; Silva et al., 2020; Rocha, 2025). Os resultados foram organizados em torno dos três pilares centrais do estudo: gestão, humanização e sustentabilidade financeira.
Para uma melhor compreensão dos achados, o Quadro 1 apresenta uma síntese dos principais estudos que fundamentam esta revisão, destacando seus objetivos e contribuições para o tema:
Quadro 1: Síntese dos principais estudos sobre Enfermagem Empreendedora e Home Care.
Autor(es) e Ano | Objetivo Principal | Principais Achados/Contribuições |
Borges et al. (2022) | Compreender a atuação do enfermeiro no empreendedorismo. | Diversos nichos de atuação para enfermagem empresarial; motivações incluem estabilidade financeira, crescimento e independência. |
Silva et al. (2020) | Identificar desafios, potencialidades e perspectivas do empreendedorismo empresarial na enfermagem. | Empreendedorismo em crescimento, mas com desafios burocráticos; necessidade de despertar o interesse desde a graduação. |
Rocha (2025) | Descrever a experiência no gerenciamento da assistência de enfermagem em Home Care para idosos. | Importância do planejamento prévio, legislação, definição de princípios e processo de trabalho na assistência domiciliar. |
Sebrae (s.d.) | Orientar sobre como montar um Home Care. | Mercado em crescimento, demanda por atendimento humanizado, potencial de rentabilidade, necessidade de planejamento detalhado e atenção à legislação. |
Bragagnolo et al. (2023) | Mapear evidências sobre empreendedorismo em enfermagem no Brasil. | Identificou 4 temas: empreendedorismo na graduação, pós-graduação, hospitalar e de negócios; necessidade de educação empreendedora. |
4.1. Gestão Eficiente no Home Care Empreendedor
A gestão eficiente é um fator crítico para o sucesso dos empreendimentos de Home Care liderados por enfermeiros. A pesquisa demonstrou que a falta de conhecimento em administração e finanças é um dos principais desafios enfrentados por esses profissionais (Silva et al., 2020; Walden University, 2018). No entanto, a capacidade de planejar estrategicamente, organizar recursos e liderar equipes multiprofissionais é fundamental para otimizar os serviços e garantir a qualidade do atendimento (Sebrae, s.d.).
A implementação de um plano de negócios robusto, que contemple desde a estrutura organizacional até a gestão de processos e a captação de clientes, é essencial. A gestão de riscos, a conformidade com a legislação e a busca por certificações de qualidade também se mostraram importantes para a credibilidade e o crescimento do negócio (Sebrae, s.d.). A integração de ferramentas de gestão, como softwares específicos para Home Care, pode otimizar o agendamento, o controle de estoque de materiais e a comunicação entre a equipe, contribuindo para a eficiência operacional e a redução de custos (Rocha, 2025). Além disso, a formação contínua em gestão e empreendedorismo para enfermeiros é crucial para capacitá-los a enfrentar os desafios do mercado e a desenvolver estratégias inovadoras (Bragagnolo et al., 2023).
4.2. A Humanização Como Diferencial Competitivo
A humanização do cuidado no Home Care não é apenas uma questão ética, mas também um diferencial competitivo significativo. A prestação de cuidados no ambiente domiciliar permite uma abordagem mais personalizada e centrada no paciente e sua família, promovendo o bem-estar e a recuperação (Rocha, 2025; Sebrae, s.d.). A escuta ativa, o respeito às preferências do paciente, a comunicação clara e a criação de um ambiente acolhedor são elementos-chave da humanização. Artigos e relatos de experiência destacam que a humanização contribui para a satisfação do paciente, a adesão ao tratamento e a construção de um relacionamento de confiança, o que, por sua vez, pode impactar positivamente a reputação e a sustentabilidade do negócio (Rocha, 2025; Thaiscience, s.d.).
A abordagem humanizada no Home Care transcende a mera execução de procedimentos técnicos, englobando a compreensão das necessidades emocionais, sociais e espirituais do paciente e de seus familiares. Isso se traduz em um cuidado integral, que valoriza a dignidade, a autonomia e a qualidade de vida, elementos essenciais para a promoção da saúde e a recuperação em um ambiente familiar (Rocha, 2025).
4.3. Estratégias para a Sustentabilidade Financeira
A sustentabilidade financeira é um desafio constante para os empreendimentos de Home Care. A pesquisa apontou que a gestão adequada do capital de giro, a precificação justa dos serviços e o controle rigoroso dos custos são indispensáveis (Sebrae, s.d.; Walden University, 2018). Além disso, a diversificação dos serviços oferecidos, a busca por parcerias estratégicas (com planos de saúde, hospitais, etc.) e a inovação nos modelos de atendimento podem contribuir para a solidez financeira. A compreensão do mercado, a identificação de nichos de atuação e a capacidade de adaptação às mudanças regulatórias e econômicas são fatores que influenciam diretamente a perenidade do negócio (Sebrae, s.d.; Cofen-RJ, 2021). O investimento em tecnologia e a otimização de processos também podem gerar eficiência e reduzir custos operacionais, fortalecendo a sustentabilidade financeira.
A gestão financeira no Home Care deve ir além do controle básico, incorporando análises de viabilidade econômica, projeções de fluxo de caixa e estratégias de captação de recursos. A busca por fontes de financiamento, como linhas de crédito específicas para empreendedores ou investidores anjo, pode ser crucial para o crescimento e a expansão dos serviços. A capacidade de negociar com fornecedores, otimizar a logística de insumos e gerenciar eficientemente a equipe são elementos que impactam diretamente a rentabilidade e a longevidade do negócio (Uninove, s.d.).
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A Enfermagem Empreendedora no Atendimento Domiciliar (Home Care) representa uma resposta inovadora e necessária às demandas contemporâneas da saúde, especialmente diante do envelhecimento populacional e da busca por cuidados mais humanizados. Este estudo demonstrou que a conciliação entre gestão eficiente, humanização do atendimento e sustentabilidade financeira é não apenas possível, mas fundamental para o sucesso e a perenidade desses empreendimentos. A análise aprofundada revelou que a gestão eficaz, que inclui planejamento estratégico, organização de recursos e liderança, é indispensável para otimizar os serviços e garantir a qualidade do atendimento.
A humanização, por sua vez, emerge como um diferencial competitivo, promovendo a satisfação do paciente e a adesão ao tratamento, elementos cruciais para a reputação e a longevidade do negócio. Por fim, a sustentabilidade financeira, alcançada por meio de uma gestão rigorosa de custos, precificação justa e busca por parcerias estratégicas, assegura a viabilidade econômica e a expansão dos serviços. A interconexão desses pilares é o que permite ao enfermeiro empreendedor não apenas prosperar no mercado de Home Care, mas também elevar o padrão de cuidado oferecido à população.
Os objetivos propostos foram atingidos ao conceituar a enfermagem empreendedora no Home Care, discutir a importância da gestão estratégica, explorar o papel da humanização e identificar estratégias para a sustentabilidade financeira. A gestão eficiente, pautada em planejamento, organização e liderança, otimiza recursos e garante a qualidade dos serviços. A humanização, por sua vez, eleva a qualidade do cuidado, promovendo o bem-estar do paciente e fortalecendo a relação de confiança. Por fim, a sustentabilidade financeira, alcançada por meio de uma gestão rigorosa, diversificação de serviços e inovação, assegura a viabilidade e o crescimento do negócio.
As principais contribuições deste trabalho residem na sistematização do conhecimento sobre os pilares que sustentam a enfermagem empreendedora no Home Care, oferecendo um panorama para enfermeiros que desejam empreender nessa área. Limitações incluem a dependência da literatura disponível, que ainda é crescente, mas pode não cobrir todas as nuances regionais ou específicas de cada modelo de negócio. Sugere-se para estudos futuros a realização de pesquisas empíricas, como estudos de caso ou entrevistas com enfermeiros empreendedores, para aprofundar a compreensão dos desafios práticos e das estratégias de sucesso no contexto brasileiro.
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