EVOLUÇÃO DA GESTÃO DE PROJETOS E OS IMPACTOS NAS EMPRESAS: DESAFIOS E PERSPECTIVAS FUTURAS

EVOLUTION OF PROJECT MANAGEMENT AND ITS IMPACTS ON COMPANIES: CHALLENGES AND FUTURE PERSPECTIVES

REGISTRO DOI: 10.70773/revistatopicos/781155372

RESUMO
A gestão de projetos tem se consolidado como uma importante ferramenta estratégica para as organizações, contribuindo para o aumento da eficiência, da competitividade e da capacidade de adaptação às constantes transformações do mercado. Nesse contexto, o presente estudo teve como objetivo analisar a evolução da gestão de projetos, identificando as principais metodologias utilizadas, os desafios enfrentados pelas organizações e as perspectivas futuras da área, com ênfase nas pequenas e médias empresas. A pesquisa caracteriza-se como bibliográfica e documental, de natureza aplicada, com abordagem qualitativa e objetivos exploratórios e descritivos. Os resultados evidenciam que a gestão de projetos evoluiu significativamente ao longo das últimas décadas, passando de abordagens tradicionais para modelos ágeis e híbridos, mais adaptáveis às demandas contemporâneas. Observou-se ainda que os principais desafios estão relacionados ao gerenciamento de riscos, à transformação digital, à comunicação entre as partes interessadas e à capacitação profissional. Como perspectivas futuras, destacam-se a crescente utilização da inteligência artificial, da automação de processos e da análise de dados no gerenciamento de projetos. Conclui-se que a adoção de práticas modernas de gestão de projetos representa um diferencial competitivo para as organizações, favorecendo a geração de valor e a melhoria contínua dos processos.
Palavras-chave: Gestão; Desenvolvimento; Transformação digital; Competitividade organizacional.

ABSTRACT
Project management has become an important strategic tool for organizations, contributing to increased efficiency, competitiveness, and adaptability to constant market transformations. In this context, this study aimed to analyze the evolution of project management, identifying the main methodologies used, the challenges faced by organizations, and the future prospects of the area, with an emphasis on small and medium-sized enterprises. The research is characterized as bibliographic and documentary, of an applied nature, with a qualitative approach and exploratory and descriptive objectives. The results show that project management has evolved significantly over the last few decades, moving from traditional approaches to agile and hybrid models, more adaptable to contemporary demands. It was also observed that the main challenges are related to risk management, digital transformation, communication between stakeholders, and professional development. Future prospects include the increasing use of artificial intelligence, process automation, and data analysis in project management. In conclusion, adopting modern project management practices represents a competitive advantage for organizations, favoring value creation and continuous process improvement.
Keywords: Management; Development; Digital transformation; Organizational competitiveness.

1. INTRODUÇÃO

A gestão de projetos vem ganhando relevância desde o século XX, impulsionada pela intensificação da atividade industrial e pela concorrência cada vez mais acirrada. Esse cenário, induziu as organizações a buscar melhorias, minimizar riscos, controlar prazos e aprimorar a qualidade dos processos organizacionais. Ao longo dos anos, diferentes metodologias e práticas foram desenvolvidas, desde os modelos tradicionais até as abordagens ágeis e híbridas, evidenciando a evolução da área em busca de eficiência em seus processos, produtos e serviços.

Segundo Sunny Baker, “nenhum empreendimento pode ser considerado tão pequeno que não se beneficia do gerenciamento de projetos”. Afinal, um projeto é um esforço temporário empreendido para criar um produto, serviço ou resultado único (PMI, 2008). Como as organizações são oferecidas por diversos esforços, torna-se praticamente impossível existir uma empresa que não desenvolva projetos. O fator determinante para o sucesso desses projetos é um gerenciamento eficaz e eficiente. Nesse sentido, em 2009, a metodologia de gestão de projetos mais adotada foi o PMBOK, que contava com mais de 270.000 associados e estava presente em 53% das organizações nacionais, sendo 63% pertencentes ao setor de Tecnologia da Informação (Cruz; Becker; Bianchini, 2011).

Com o passar do tempo, a gestão de projetos veio se tornando um assunto evidente, tanto no meio organizacional quanto no acadêmico, por ser uma maneira eficaz de transformar ideias em resultados. Diante disso, surgiu o problema da presente pesquisa: quais são os impactos da evolução da gestão de projetos nas empresas de pequeno e médio porte, e de que forma os desafios enfrentados hoje apontam para as perspectivas futuras dessa área?

A evolução histórica da gestão de projetos evidencia mudanças significativas nas práticas organizacionais ao longo do tempo. O sucesso dos projetos não depende apenas da aplicação eficaz das metodologias de gerenciamento, mas também da atuação do gestor do projeto. Sendo assim, o objetivo deste artigo é analisar a evolução da gestão de projetos, as metodologias e ferramentas que surgiram ao longo do tempo e seus impactos nas empresas, identificando os principais desafios enfrentados, os benefícios dos sucessos de projetos e as perspectivas futuras para essa área, por conta da crescente relevância da área de gestão de projetos no cenário organizacional contemporâneo.

No contexto nacional, dados da PINTEC (Pesquisa de Inovação do IBGE, 2023) evidenciam que a inovação nos processos empresariais, incluindo a adoção de práticas modernas de gestão, tem sido um fator determinante para o aumento da produtividade e da competitividade das empresas brasileiras. Evidenciar sua evolução histórica, as metodologias e as ferramentas utilizadas, contribui e amplia o debate no campo empresarial, auxiliando gestores e profissionais da área a uma maior compreensão a repeito dos impactos da gestão de projetos, os desafios enfrentados na atualidade e as novas estratégias e perspectivas futuras nas organizações.

Por fim, a aplicação eficaz da gestão de projetos pode gerar resultados que transcendem o ambiente corporativo, impactando positivamente a economia, a geração de empregos e a oferta de produtos e serviços de maior qualidade para a sociedade, conprovando também sua relevância social.

2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

2.1. Evolução Histórica da Gestão de Projetos

A gestão de projetos surgiu como prática formal apenas no século XX, acompanhando a intensificação industrial e a necessidade de maior eficiência na execução de ideias e processos organizacionais. Inicialmente, os projetos eram gerenciados de forma empírica, com foco limitado ao cumprimento de prazos e ao controle de recursos, sem metodologias estruturadas (Kerzner, 2017).

Na década de 1960, a gestão de projetos tornou-se mais forte nas áreas de construção civil, bélica e aeroespacial, momento em que o responsável passou a ser reconhecido como gerente de projetos. Isso desencadeou o surgimento de instituições dedicadas a essa área, com o objetivo de reunir profissionais com interesses semelhantes e compartilhar práticas comuns.

Em 1970, com o artigo “Gerenciando o desenvolvimento de grandes sistemas de software”, a gestão de projetos passou a ser associada ao novo termo de ciclo de vida do projeto, que mais tarde se tornou conhecida como metodologia em cascata ou tradicional (Perides, Barrote e Sbragia, 2021).

Com o tempo, metodologias mais sistematizadas começaram a surgir, como o PMBOK, desenvolvido pelo Project Management Institute, que consolidou práticas padronizadas de planejamento, execução e controle de projetos. Essa evolução permitiu que empresas de diferentes setores pudessem gerenciar seus projetos de forma mais eficiente, minimizando riscos e aumentando as chances de sucesso (Martins; Lopes, 2015).

Além do PMBOK, outras abordagens, como Prince2, no Reino Unido, e as metodologias ágeis, especialmente a partir da década de 2000, desenvolvem para uma visão mais flexível e adaptável da gestão de projetos, incorporando respostas rápidas às mudanças do mercado e às demandas tecnológicas (Highsmith, 2013).

A evolução histórica também revela uma mudança na percepção do papel do gestor de projetos. Inicialmente focado em tarefas operacionais, o gestor passou a ser visto como um líder estratégico, responsável por alinhar os objetivos do projeto às metas organizacionais, promovendo a integração entre equipes e a comunicação eficiente entre as partes interessadas (Snyder; White, 2018).

No contexto brasileiro, a adoção de práticas formais de gestão de projetos cresceu a partir da década de 2000, com maior presença do PMBOK em empresas de tecnologia e serviços, consolidando a necessidade de profissionais capacitados e de metodologias bem definidas para atingir eficiência em processos, produtos e serviços (Cruz; Becker; Bianchini, 2011).Como foi visto, a gestão de projetos evolui de acordo com a realidade tecnológica, social e econômica de cada momento, tornando-se um tema que exige estudo constante para alcançar efetividade na prática.

2.2. Metodologias de Gerenciamento

A gestão de projetos pode ser resumida em duas metodologias principais: a tradicional e a ágil. No caso da tradicional, baseia-se em um ciclo de vida preditivo, no qual o escopo, o cronograma e o orçamento do projeto são planejados ainda na etapa inicial de planejamento. Após a aprovação desse planejamento, qualquer alteração no escopo precisa ser gerida com cautela, uma vez que pode afetar diretamente os prazos e/ou os custos previamente definidos (Nerur et al., 2005; PMI, 2016; Silva et al., 2021).

Bastos, Najjar e Haddad (2025) destacam diversas características das metodologias tradicionais, entre elas o fato de serem frequentemente usadas em projetos em que conformidade e controle são essenciais, por se tratar de uma estruturação, com gestão mais detalhada dos riscos, do cronograma e dos custos.

Tratando-se de metodologias ágeis, o papel do gerente de projetos é descentralizado, com um conceito multinível, centrado na competência coletiva da equipe, em que o foco está em atender às necessidades do cliente, com base em pequenas aprovações ao longo do projeto (Perides, Barrote e Sbragia, 2021).No ano de 2001, foi assinado por dezassete pessoas o Manifesto Ágil, no qual foram propostas ideias alternativas ao fluxo de desenvolvimento de softwares, tendo como base as ferramentas mais conhecidas atualmente como ágeis, entre elas Scrum, Extreme Programming (XP) e outras (Carminatti e Arruda Santos, 2021).

Na metodologia ágil, o ideal é que as equipes tenham de três a nove pessoas, com perfis multidisciplinares, de modo a reunir os recursos necessários para a execução do trabalho. Desta forma, não há uma organização hierárquica, tornando todos responsáveis pelas entregas (Perides, Barrote e Sbragia, 2021).

Também é possível combinar os métodos citados, utilizando o modelo Scrum para as rotinas de gerenciamento, pela facilidade de usabilidade e interpretação, e complementando-o com as atividades descritas no Guia PMBOK. Assim, criar ferramentas e técnicas que permitam maior eficiência em projetos mais complexos, tendo em vista que o Scrum se baseia na experiência vívida e na tomada de decisões, enquanto o PMBOK funciona como elemento de equilíbrio no gerenciamento (Arruda Santos e Netto Carminatti, 2021).

Conforme o passar do tempo, as metodologias vêm se desenvolvendo, mas é possível perceber que a essência inicial continua sendo a mesma base. Elas se aprimoram conforme o cenário da empresa, do cliente, do ambiente socioeconômico e de outros fatores.

2.3. Desafios Encontrados no Gerenciamento

Gerenciar projetos é um campo primordial dentro de todas as organizações, tendo em vista que a execução efetiva de um projeto é uma das bases para alcançar objetivos estratégicos. No entanto, apesar da disseminação de metodologias e ferramentas abrangentes, a execução bem sucedida de um projeto depende de diversos fatores que representam grandes desafios (PMI, 2021).

Entre os desafios enfrentados, um dos principais é o alinhamento entre escopo, prazo e custo do projeto. De acordo com Kerzner (2017), o conhecido triângulo de ferro ainda hoje é um dos maiores pontos de atenção durante o gerenciamento do projeto, uma vez que qualquer alteração em um desses pontos impacta diretamente os demais. O desafio se intensifica quando é necessário equilibrar essas restrições diante das constantes mudanças do mercado.

Muitos projetos falham devido à deficiência de uma gestão de riscos adequada ao longo do seu ciclo de vida, seja pela falta de uma cultura organizacional voltada à antecipação de problemas, seja pelo uso insuficiente de práticas ágeis para a tomada de decisões efetivas (Vargas, 2020).

Um aspecto crítico é o fator humano: a ineficiência na comunicação entre as partes interessadas, a falta de engajamento e a dificuldade de implementação de mudanças tornam-se barreiras frequentes. Por isso, Chiavenato (2019) destaca que o gestor necessita desenvolver competências interpessoais, como liderança, empatia e negociação, para promover um ambiente colaborativo e de alta performance.

A mudança digital frenética no gerenciamento de projetos, com ferramentas de automação, análise de dados e outros recursos, vem se destacando atualmente e demanda competências técnicas específicas, além de um processo contínuo de aprendizado (Matos e Toledo, 2021).

A atualização organizacional em gerenciamento de projetos também se destaca como um desafio, segundo Prado (2018), visto que muitas organizações ainda não possuem processos consolidados nem uma cultura de gestão estruturada, o que leva à execução de projetos sem planejamento adequado, à ausência de indicadores de desempenho e à dificuldade de mensurar resultados.

Em resumo, os desafios encontrados na gestão de projetos são desativados com domínio metodológico, mas também com habilidades de liderança, comunicação e adaptação, de modo a garantir a entrega de valor nos resultados realizados.

2.4. Perspectivas Futuras da Gestão de Projetos

As perspectivas futuras da gestão de projetos estão diretamente relacionadas ao avanço tecnológico e à crescente necessidade de adaptação das organizações a ambientes cada vez mais dinâmicos. Ferramentas baseadas em inteligência artificial, análise de dados e automação de processos tendem a transformar significativamente a forma como os projetos são planejados, executados e monitorados.

A utilização de sistemas inteligentes permitirá prever riscos, otimizar cronogramas e apoiar a tomada de decisões em tempo real, contribuindo para maior eficiência e assertividade na gestão dos recursos organizacionais. Além disso, o uso de plataformas colaborativas e ambientes digitais integrados deverá fortalecer o trabalho remoto e a cooperação entre equipes distribuídas geograficamente.

Outra tendência relevante refere-se à consolidação das metodologias híbridas, que combinam práticas tradicionais e ágeis de acordo com as necessidades específicas de cada projeto. Essa abordagem tem demonstrado maior capacidade de adaptação às mudanças do mercado e às demandas dos clientes.

Paralelamente, espera-se uma valorização crescente das competências comportamentais dos gestores de projetos, como liderança, comunicação, inteligência emocional e gestão de equipes multidisciplinares. Dessa forma, o futuro da gestão de projetos será caracterizado pela integração entre tecnologia, inovação e desenvolvimento humano, visando à geração contínua de valor para as organizações.

3. METODOLOGIA

A presente pesquisa caracteriza-se como aplicada, pois busca produzir conhecimentos capazes de contribuir para a compreensão da evolução da gestão de projetos e seus impactos nas organizações. Quanto aos objetivos, trata-se de uma pesquisa exploratória e descritiva, uma vez que visa ampliar o conhecimento sobre o tema e descrever suas principais características, metodologias, desafios e perspectivas futuras.

Em relação aos procedimentos técnicos, foi realizada pesquisa bibliográfica e documental. A pesquisa bibliográfica foi desenvolvida por meio da consulta a livros, artigos científicos, dissertações, teses e publicações especializadas relacionadas à gestão de projetos, metodologias tradicionais, metodologias ágeis e tendências contemporâneas da área. Já a pesquisa documental utilizou informações disponibilizadas por órgãos e instituições reconhecidas, como o Project Management Institute (PMI), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI).

A coleta de dados ocorreu entre os meses de março e maio de 2026, utilizando como principais bases de pesquisa o Google Acadêmico, Scientific Electronic Library Online (SciELO), Portal de Periódicos CAPES e publicações institucionais disponíveis em meio eletrônico. Foram utilizados os descritores "gestão de projetos", "project management", "metodologias ágeis", "PMBOK", "Scrum", "metodologias híbridas" e "transformação digital".

Como critérios de inclusão, foram selecionados artigos científicos, livros e documentos publicados preferencialmente entre 2015 e 2026, em português e inglês, que apresentassem relação direta com a evolução da gestão de projetos, metodologias de gerenciamento, desafios organizacionais e tendências futuras. Foram excluídas publicações sem rigor científico, conteúdos duplicados e materiais que não apresentavam aderência ao tema proposto.

Após a seleção das fontes, os dados foram organizados em planilhas eletrônicas e quadros comparativos, permitindo a categorização das informações em quatro eixos temáticos: evolução histórica da gestão de projetos, metodologias de gerenciamento, desafios organizacionais e perspectivas futuras. Em seguida, realizou-se uma análise qualitativa do conteúdo, buscando identificar padrões, convergências e divergências entre os autores consultados.

Além da análise qualitativa, foram utilizados dados quantitativos extraídos de relatórios institucionais, especialmente do PMI e do IBGE, para subsidiar a elaboração de tabelas, gráficos e figuras apresentados na seção de resultados. A integração das abordagens qualitativa e quantitativa permitiu uma compreensão mais ampla do fenômeno estudado, contribuindo para maior consistência e confiabilidade dos resultados obtidos.

4. RESULTADOS E DISCUSSÕES OU ANÁLISE DOS DADOS

Ao se tratar de gestão de projetos no Brasil, o governo vem incentivando o uso das metodologias, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) publicou o Guia Prático de Projetos em 2025 com o foco no cotidiano das equipes e gestores na hora da execução de projetos de forma que as metodologias possa ser conhecidas e utilizadas de uma forma abrangente.

Anualmente o Instituto de gerenciamento de projetos (PMI) do Brasil realiza congresso, onde reúne empresários e profissionais para um network sobre as atualizações no mercado de gestão de projetos, assim podemos ver que ao longo dos anos a evolução da gestão de projetos nas empresa vem se ampliando, a necessidade das empresas em ter esse foco ficou cada vez mais evidente.

Figura 1 – Evolução histórica da gestão de projetos

Fonte: Elaborado pela autora (2026), com base em PMI (2021), Kerzner (2017), Perides, Barrote e Sbragia (2021)

De acordo o relatório Pulse of the Profession 2024 do PMI houve uma tendência crescente na adoção de metodologias híbridas, entre os anos de 2020 a 2023 cerca de 57% do uso se elevou, dando ênfase a modelos mais adaptáveis ao mercado, assim gerando uma crescente necessidade de qualificação profissional no ramo, 64 % dos líderes organizacionais consideram essencial ter essa qualificação para lidar com eficácia os desafios e oportunidades que o mercado vem demonstrando na gestão de projetos.

A busca constante de melhorias no processo foi que impulsionou a gestão de projetos, onde o foco e que o processo tenha o menor custo de produção e minimizar os possíveis desperdícios, assim contribuindo para que a competitividade das pequenas e médias empresas tendem a aumentar de forma que todas buscam uma melhoria em processos internos para que se adequam às exigências do mercado.

Gráfico 1 – Crescimento da adoção de metodologias híbridas entre 2020 e 2023

Fonte: Dados do Project Management Institute (PMI). Pulse of the Profession 2024: The Future of Project Work.

Tabela 1 – Principais tendências identificadas na literatura sobre gestão de projetos em PME

Área

Evidência encontrada

Metodologia

Crescente adoção de abordagens híbridas, combinando práticas ágeis e tradicionais. Estudos indicam que mais de 50% dos projetos utilizam modelos híbridos.

Governança

A governança ágil enfatiza geração de valor, flexibilidade e alinhamento estratégico, com processos menos burocráticos.

Ferramentas

PMEs têm ampliado o uso de soluções em nuvem integradas a sistemas ERP, favorecendo controle de recursos, custos e processos.

Desempenho

Projetos ágeis e híbridos apresentam maior sucesso junto aos stakeholders e melhor percepção de valor entregue.

Capacitação

O sucesso da adoção de métodos ágeis e híbridos depende de aprendizagem contínua, equipes multidisciplinares e apoio da liderança.

Fonte: Elaborado pela autora (2026), com base na revisão da literatura.

A Tabela 1 evidencia as principais tendências observadas na literatura recente sobre gestão de projetos em pequenas e médias empresas. Observa-se que a adoção de metodologias híbridas tem se consolidado como uma das principais estratégias organizacionais, uma vez que permite combinar a previsibilidade dos métodos tradicionais com a flexibilidade das abordagens ágeis. Essa característica torna-se especialmente relevante para as PMEs, que frequentemente necessitam adaptar seus processos às mudanças do mercado sem comprometer o controle de custos e prazos.

No aspecto da governança, verifica-se uma tendência à adoção de estruturas mais enxutas e orientadas à geração de valor. Diferentemente dos modelos tradicionais, que frequentemente apresentam elevado grau de burocracia, a governança ágil busca maior rapidez na tomada de decisões e melhor alinhamento entre os objetivos estratégicos e os resultados dos projetos.

Em relação às ferramentas utilizadas, destaca-se a crescente implementação de soluções em nuvem e sistemas integrados de gestão empresarial. Essas tecnologia possibilitam maior controle sobre recursos financeiros, cronogramas, equipes e indicadores de desempenho, favorecendo a tomada de decisões baseada em dados e contribuindo para a melhoria da eficiência operacional.

Figura 2 – Principais tendências futuras da gestão de projetos

Fonte: Elaborado pela autora (2026), com base em PMI (2024), Matos e Toledo (2021) e Prado (2018).

Quanto ao desempenho dos projetos, os estudos analisados demonstram que abordagens ágeis e híbridas tendem a proporcionar maior satisfação dos clientes e das partes interessadas, principalmente devido à capacidade de adaptação contínua às necessidades identificadas ao longo da execução do projeto.

Por fim, a capacitação profissional surge como um fator determinante para o sucesso da gestão de projetos. A necessidade de atualização constante, desenvolvimento de competências técnicas e fortalecimento das habilidades interpessoais evidencia que o capital humano permanece como um dos principais elementos para a obtenção de resultados organizacionais sustentávei

5. CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS

A presente pesquisa teve como objetivo analisar a evolução da gestão de projetos, suas metodologias, desafios e perspectivas futuras, bem como compreender seus impactos nas pequenas e médias empresas. Com base na revisão da literatura e nos dados analisados, foi possível constatar que a gestão de projetos passou por significativa evolução ao longo das últimas décadas, tornando-se um elemento estratégico para a competitividade e sustentabilidade organizacional.

Os resultados demonstraram que a adoção de metodologias híbridas vem crescendo de forma expressiva, refletindo a necessidade das organizações de conciliar controle, flexibilidade e capacidade de adaptação às mudanças do mercado. Além disso, observou-se uma tendência à implementação de modelos de governança mais enxutos, ao uso de ferramentas tecnológicas integradas e ao fortalecimento da capacitação profissional como fatores fundamentais para o sucesso dos projetos.

Também foi possível identificar que os principais desafios enfrentados pelas organizações estão relacionados ao gerenciamento de riscos, à comunicação entre as partes interessadas, à transformação digital e à necessidade de constante atualização profissional. Em contrapartida, as perspectivas futuras apontam para uma crescente utilização de inteligência artificial, análise de dados, automação de processos e metodologias híbridas, ampliando a eficiência e a geração de valor nos projetos.

Dessa forma, conclui-se que a gestão de projetos constitui um importante diferencial competitivo para as pequenas e médias empresas, contribuindo para a melhoria dos processos internos, redução de desperdícios, otimização dos recursos e fortalecimento da capacidade de inovação. Os objetivos propostos neste estudo foram alcançados, uma vez que foi possível descrever a evolução histórica da área, identificar seus principais desafios e apresentar as tendências que deverão influenciar o futuro da gestão de projetos nas organizações.

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1 Discente do Curso de Bacharelado de Engenharia de Produçao do Centro Universitário Santo Agostinho. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail

2 Docente do Curso de Bacharelado de Engenharia de Produçao do Centro Universitário Santo Agostinho. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail