REGISTRO DOI: 10.70773/revistatopicos/793467255
RESUMO
O uso de psicoestimulantes por estudantes universitários com a finalidade de melhorar o desempenho acadêmico constitui um fenômeno crescente e de relevância para a saúde pública. Este estudo teve como objetivo analisar a produção científica recente sobre a prevalência, os fatores associados e os impactos na saúde decorrentes do uso de psicoestimulantes entre universitários. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada nas bases SciELO, LILACS, PubMed/MEDLINE e BVS, com descritores DeCS e MeSH, incluindo estudos publicados entre 2021 e 2026, em português e inglês. Dos 747 registros identificados, 16 estudos compuseram a amostra final, com predomínio de delineamentos transversais e de pesquisas brasileiras. A prevalência do uso variou de 2,9% a 67,9%, conforme a definição operacional adotada, e o metilfenidato foi a substância mais citada. A sobrecarga acadêmica, a pressão por desempenho e a proximidade de avaliações configuraram os principais fatores associados. Os estudantes relataram percepção subjetiva de melhora da concentração e da memória, porém com escassa evidência objetiva de ganho cognitivo e frequente ocorrência de efeitos adversos, como taquicardia, insônia, redução do apetite, ansiedade e cefaleia, além de indícios de tolerância e dificuldade de interrupção. Conclui-se que o uso não prescrito de psicoestimulantes no meio universitário está associado às exigências acadêmicas e expõe os estudantes a riscos à saúde, o que reforça a necessidade de ações institucionais de prevenção, acolhimento e educação em saúde.
Palavras-chave: Estimulantes do Sistema Nervoso Central; Metilfenidato; Estudantes; Prevalência; Desempenho Acadêmico.
ABSTRACT
The use of psychostimulants by university students to improve academic performance is a growing phenomenon of public health relevance. This study aimed to analyze recent scientific literature on the prevalence, associated factors and health impacts of psychostimulant use among university students. This is an integrative literature review conducted in the SciELO, LILACS, PubMed/MEDLINE and BVS databases, using DeCS and MeSH descriptors and including studies published between 2021 and 2026 in Portuguese and English. Of the 747 records identified, 16 studies made up the final sample, with a predominance of cross-sectional designs and Brazilian research. The prevalence of use ranged from 2.9% to 67.9%, depending on the operational definition adopted, and methylphenidate was the most frequently reported substance. Academic overload, performance pressure and the proximity of examinations were the main associated factors. Students reported a subjective perception of improved concentration and memory, but objective evidence of cognitive gain was scarce, and adverse effects such as tachycardia, insomnia, reduced appetite, anxiety and headache were frequent, along with signs of tolerance and difficulty stopping use. It is concluded that the non-prescribed use of psychostimulants in the university setting is associated with academic demands and exposes students to health risks, which reinforces the need for institutional prevention, support and health education actions.
Keywords: Central Nervous System Stimulants; Methylphenidate; Students; Prevalence; Academic Performance.
1. INTRODUÇÃO
O ingresso no ensino superior representa um período de intensas transformações na vida dos estudantes, marcado por elevada carga horária, competitividade, privação de sono e cobrança constante por bom desempenho. Nesse contexto, ganhou destaque o chamado neuroaprimoramento farmacológico, entendido como o uso de substâncias por indivíduos saudáveis com o propósito de potencializar funções cognitivas como atenção, concentração e memória, e não para o tratamento de uma condição clínica (Jebrini et al., 2021; Hajduk et al., 2024).
Entre as substâncias utilizadas com essa finalidade, destacam-se os psicoestimulantes do sistema nervoso central, como o metilfenidato, as anfetaminas, a lisdexanfetamina e o modafinil, medicamentos cuja indicação terapêutica se restringe a condições como o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e a narcolepsia (Amaral et al., 2022; Sabbe et al., 2022). Ao lado desses fármacos, substâncias de acesso livre, como a cafeína e as bebidas energéticas, também são consumidas com o objetivo de prolongar a vigília e sustentar longas jornadas de estudo (Madiba; Mostert; Sykes, 2022; Oliveira; Dutra; Fófano, 2023).
O uso não prescrito de psicoestimulantes no meio universitário vem sendo descrito em diferentes países, com estimativas bastante variáveis. Nesse sentido, diante de revisões de literatura sobre o uso de metilfenidato por estudantes de Medicina, Amaral et al. (2022) identificaram taxas entre 3% e 47%, variação atribuída a diferenças metodológicas e ao local de realização dos estudos. No Brasil, investigações conduzidas com estudantes da área da saúde apontam que esse consumo está presente desde os primeiros anos da graduação e é motivado, sobretudo, pela busca de melhor rendimento acadêmico (Rodrigues et al., 2021; Mezacasa Júnior et al., 2021).
Embora seja difundida entre os estudantes a percepção de que essas substâncias melhoram o desempenho, há pouca evidência objetiva de que os psicoestimulantes aprimorem a atenção ou o rendimento acadêmico em adultos saudáveis. Em contrapartida, seu uso sem acompanhamento médico pode desencadear efeitos adversos importantes, como aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial, alterações do sono, perda de apetite e, em situações mais graves, convulsões, insuficiência cardíaca e acidente vascular cerebral, além do risco de desenvolvimento de transtornos por uso de substâncias (Johnson Holm et al., 2022).
Os estudantes da área da saúde merecem atenção particular nesse cenário, pois convivem com currículos extensos e avaliações frequentes e, ao mesmo tempo, possuem maior familiaridade com os medicamentos e mais facilidade de acesso a eles. Somam-se a isso as evidências de associação entre o uso de neuroaprimoradores, o estresse e o sofrimento psíquico nessa população (Jebrini et al., 2021; Mezacasa Júnior et al., 2021).
Apesar do crescente número de estudos sobre o tema, os resultados permanecem dispersos e heterogêneos quanto às substâncias investigadas, às populações e aos métodos empregados, o que dificulta a compreensão global do fenômeno. Diante disso e da rápida expansão desse comportamento, torna-se necessário sintetizar as evidências publicadas nos últimos cinco anos. A revisão integrativa mostra-se adequada a esse propósito, por permitir a combinação de estudos com diferentes delineamentos e oferecer uma compreensão abrangente do conhecimento produzido (Soares et al., 2014). Justifica-se, assim, a presente pesquisa, cujos resultados podem subsidiar ações institucionais de prevenção, acolhimento e promoção da saúde voltadas aos estudantes universitários.
Nessa perspectiva, este estudo foi orientado pela seguinte pergunta norteadora: qual é a prevalência do uso de psicoestimulantes entre estudantes universitários, quais fatores estão associados a esse uso e quais impactos são descritos na saúde desses estudantes?
2. OBJETIVOS
2.1. Objetivo Geral
Analisar, por meio de uma revisão integrativa da literatura, a produção científica recente sobre o uso de psicoestimulantes entre estudantes universitários, com ênfase na prevalência, nos fatores associados e nos impactos descritos na saúde desses estudantes.
2.2. Objetivos Específicos
Identificar a prevalência do uso de psicoestimulantes entre estudantes universitários descrita nos estudos publicados entre 2021 e 2026, bem como as substâncias mais utilizadas.
Descrever os fatores associados e as motivações relatadas para o uso dessas substâncias no contexto acadêmico.
Analisar os impactos na saúde e no desempenho acadêmico associados ao uso de psicoestimulantes, incluindo os efeitos adversos relatados.
3. METODOLOGIA
3.1. Tipo de Estudo
O presente estudo caracteriza-se como uma revisão integrativa da literatura, de caráter qualitativo, quantitativo e descritivo. Trata-se de um método de pesquisa que permite reunir, analisar e sintetizar de forma sistemática os resultados de estudos sobre uma temática específica, proporcionando uma compreensão abrangente do conhecimento produzido (Soares et al., 2014).
3.2. Estratégia de Busca
Foi realizada uma busca nas bases de dados SciELO, LILACS, PubMed/MEDLINE e BVS no mês de julho de 2026. Para a delimitação das equações de busca, foram empregados os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) para as bases regionais (BVS, LILACS e SciELO) e os Medical Subject Headings (MeSH) para a base internacional (PubMed/MEDLINE), combinados por meio dos operadores booleanos AND e OR.
Destaca-se que a estrutura das estratégias de busca apresenta variações conforme as especificidades de indexação e o idioma de suporte de cada base de dados. O PubMed/MEDLINE opera exclusivamente no idioma inglês, necessitando do emprego formal de qualificadores de indexação ([Mesh]) para a busca automatizada dos descritores. Em contrapartida, as bases BVS, LILACS e SciELO indexam a literatura latino-americana e do Caribe, permitindo a utilização de estratégias em português e em inglês. As combinações de busca padronizadas aplicadas para cada base de dados estão detalhadas no Quadro 1.
Quadro 1. Estratégias de busca aplicadas nas bases de dados LILACS, SciELO, MEDLINE, BVS e PubMed.
Estratégia | Combinação de busca — PubMed/MEDLINE | Combinação de busca — demais bases (SciELO, LILACS, BVS) |
Estratégia 1 | ("Central Nervous System Stimulants"[Mesh] OR Methylphenidate[Mesh]) AND (Students[Mesh] OR "Health Occupations Students"[Mesh]) | ("Estimulantes do Sistema Nervoso Central"[DeCS] OR "Metilfenidato"[DeCS]) AND ("Estudantes"[DeCS] OR "Estudantes de Ciências da Saúde"[DeCS]) |
Estratégia 2 | ("Central Nervous System Stimulants"[Mesh] OR Methylphenidate[Mesh]) AND (Students[Mesh] OR "Health Occupations Students"[Mesh]) AND Prevalence[Mesh] | ("Estimulantes do Sistema Nervoso Central"[DeCS] OR "Metilfenidato"[DeCS]) AND ("Estudantes"[DeCS] OR "Estudantes de Ciências da Saúde"[DeCS]) AND "Prevalência"[DeCS] |
Estratégia 3 | ("Central Nervous System Stimulants"[Mesh] OR Methylphenidate[Mesh]) AND (Students[Mesh] OR "Health Occupations Students"[Mesh]) AND "Academic Performance"[Mesh] | ("Estimulantes do Sistema Nervoso Central"[DeCS] OR "Metilfenidato"[DeCS]) AND ("Estudantes"[DeCS] OR "Estudantes de Ciências da Saúde"[DeCS]) AND "Desempenho Acadêmico"[DeCS] |
Estratégia 4 | Methylphenidate[Mesh] AND Students[Mesh] | "Metilfenidato"[DeCS] AND "Estudantes"[DeCS] |
Estratégia 5 | "Central Nervous System Stimulants"[Mesh] AND Students[Mesh] | "Estimulantes do Sistema Nervoso Central"[DeCS] AND "Estudantes"[DeCS] |
Fonte: Elaborado pelos autores (2026).
3.3. Critérios de Inclusão e Exclusão
Os critérios de inclusão foram estabelecidos com a finalidade de selecionar estudos compatíveis com os objetivos desta revisão integrativa e com a seguinte pergunta norteadora: Qual é a prevalência do uso de psicoestimulantes entre estudantes universitários, quais fatores estão associados a esse uso e quais impactos são descritos na saúde desses estudantes?
Foram incluídos artigos científicos de estudos primários, com abordagens qualitativas, quantitativas ou de métodos mistos, englobando delineamentos observacionais, descritivos ou epidemiológicos, disponíveis na íntegra, publicados em periódicos científicos entre os anos de 2021 e 2026, a fim de englobar as evidências mais recentes sobre o tema, redigidos nos idiomas português e inglês, que abordassem o uso de psicoestimulantes, incluindo o metilfenidato, entre estudantes universitários, prioritariamente da área da saúde. Além disso, consideraram-se elegíveis os estudos que apresentavam relação direta com o tema central da pesquisa e contemplavam, no mínimo, um dos seguintes aspectos: prevalência do uso de psicoestimulantes, fatores associados ao consumo, uso não prescrito ou abusivo, relação com o desempenho acadêmico ou impactos na saúde dos estudantes.
Em contrapartida, os critérios de exclusão compreenderam: estudos fora do recorte temporal de 2021 a 2026; publicações em idiomas distintos do português e do inglês; pesquisas cuja população fosse constituída predominantemente por crianças, adolescentes ou indivíduos que não fossem estudantes universitários; e investigações voltadas exclusivamente ao tratamento clínico do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) sem discussão sobre o uso no contexto universitário. Adicionalmente, foram excluídos documentos não publicados em periódicos científicos revisados por pares, tais como teses, dissertações, monografias, trabalhos de conclusão de curso (TCCs), capítulos de livros, anais de congressos, relatórios técnicos, artigos de opinião e editoriais.
3.4. Análise de Dados
A análise da revisão teve caráter qualitativo e descritivo, baseada na avaliação crítica da literatura considerada adequada após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, abrangendo estudos publicados nos últimos cinco anos sobre o uso de psicoestimulantes por estudantes universitários, identificados nas bases de dados PubMed, SciELO, BVS e LILACS. A seleção dos estudos foi realizada em duas etapas.
Inicialmente, foram avaliados os títulos e os resumos dos artigos encontrados nas bases de dados, a fim de verificar sua adequação aos critérios de elegibilidade previamente estabelecidos. Em seguida, os estudos considerados potencialmente relevantes foram submetidos à leitura do texto completo para confirmação da inclusão na revisão e extração das informações pertinentes. A revisão foi conduzida por meio da leitura crítica e interpretação dos estudos selecionados, sem a utilização de métodos estatísticos complexos, buscando identificar, comparar e sintetizar as principais evidências relacionadas ao tema.
Para a categorização dos achados, foi elaborada uma tabela contendo as seguintes informações: autores, ano de publicação, periódico, objetivo, método e os principais resultados. A organização dessas informações permitiu uma apresentação sistematizada das evidências encontradas, facilitando a comparação entre os estudos e a identificação de convergências, divergências e possíveis lacunas na literatura acerca do uso de psicoestimulantes por estudantes universitários.
4. RESULTADOS
4.1. Seleção dos Estudos
A busca nas bases de dados (BVS, LILACS, PubMed/MEDLINE e SciELO), conduzida com as combinações padronizadas de descritores, identificou inicialmente 747 estudos. Após a remoção de duplicatas e a filtragem inicial, 317 registros foram excluídos, restando 430 estudos para a triagem por título e resumo. Nessa etapa, 382 estudos foram excluídos por não atenderem aos critérios de elegibilidade, resultando em 48 textos completos avaliados. Desses, 32 foram excluídos por não atenderem aos critérios de inclusão, totalizando 16 estudos incluídos na síntese qualitativa da presente revisão integrativa. O processo de seleção está detalhado no fluxograma PRISMA (Figura 1).
Figura 1. Fluxograma do processo de busca e seleção dos estudos segundo a recomendação PRISMA.
4.2. Características Gerais dos Estudos Incluídos
Os 16 estudos incluídos foram publicados entre 2021 e 2024, com predomínio de desenho transversal/observacional (n = 14) — incluindo um estudo com delineamento longitudinal (Mezacasa Júnior et al., 2021) e um com etapa qualitativa complementar (Meiners et al., 2022) — e duas revisões, uma sistemática (Magnotti et al., 2023) e uma de literatura (Amaral et al., 2022). Quanto à procedência, a maioria foi conduzida no Brasil (n = 8), seguida por Estados Unidos (n = 3) e Alemanha (n = 2), havendo um estudo em cada um dos seguintes países: Bélgica, Portugal e África do Sul. Os tamanhos amostrais variaram de 103 a 12.144 participantes, com predomínio de estudantes de cursos da área da saúde (Medicina, Enfermagem, Fisioterapia, Farmácia, Odontologia e Psicologia). As principais características de cada estudo — autores, ano, país, desenho, amostra, prevalência e principais achados — estão sintetizadas na Tabela 1.
Tabela 1. Caracterização dos estudos incluídos na revisão integrativa sobre uso de psicoestimulantes entre estudantes universitários (n = 16)
Autor/ano | País | Desenho/amostra | Prevalência | Principais achados |
Sabbe et al. (2022) | Bélgica | Transversal; n=12.144 | 6,9% ao longo da vida; 5,5% no último ano | Uso de metilfenidato e modafinil para concentração e permanência acordado; relatos de palpitações e agitação. |
Miranda; Barbosa (2022) | Portugal | Transversal; n=1.156 | Metilfenidato 35%; modafinil 10% | Uso relacionado à melhora da atenção, memória e concentração. |
Sheldon et al. (2024) | EUA | Transversal; n=103 | ND | Cafeína, ginseng, piracetam e metilfenidato; principal motivação: melhoria do desempenho acadêmico. |
Hajduk et al. (2024) | Alemanha | Transversal; n=1.010 | ND | Uso de cafeína, cannabis e metilfenidato para desempenho e regulação emocional; associação com álcool, tabaco e estresse. |
Jebrini et al. (2021) | Alemanha | Transversal; n=1.159 | Café: 78,8% ao longo da vida | Uso de cafeína, energéticos, metilfenidato, anfetaminas e cocaína; busca por aprimoramento cognitivo. |
Magnotti et al. (2023) | EUA | Revisão sistemática | ND | Uso de metilfenidato, anfetaminas e lisdexanfetamina para aprimoramento neurocognitivo; efeitos adversos incluem insônia, cefaleia e perda de apetite. |
Moreira et al. (2024) | Brasil | Transversal; n=389 | 21% | Metilfenidato (57%) e lisdexanfetamina (47%); predominou o uso para desempenho acadêmico; foram relatados taquicardia, insônia, agitação e boca seca. |
Oliveira; Dutra; Fófano (2023) | Brasil | Descritivo; n=244 | 57,4% | Cafeína (85%), energéticos (65%) e metilfenidato (60%); uso para rendimento, concentração e redução do sono. |
Abreu et al. (2022) | Brasil | Transversal; n=199 | 17,1% (34/199) | Sobrecarga acadêmica e dificuldade de organização associadas ao uso; relatos de redução do sono, cefaleia e aumento de doses. |
Nasário; Matos (2022) | Brasil | Quantitativo, descritivo e transversal; n=243 | 2,9% uso não prescrito; 17,3% uso na vida | Metilfenidato utilizado para desempenho cognitivo e permanência acordado; relatos de taquicardia, ansiedade e insônia. |
Mezacasa Júnior et al. (2021) | Brasil | Observacional (longitudinal, 4 anos); n=880 | 64,0% | Uso de cafeína, metilfenidato e energéticos associado à concentração, memória e desempenho; uso de múltiplos estimulantes associado à maior percepção de estresse. |
Meiners et al. (2022) | Brasil | Observacional, descritivo e transversal; n=337 | 14,5% para metilfenidato | Pressão acadêmica, sobrecarga e competitividade; 61,2% dos usuários relataram eventos adversos. |
Rodrigues et al. (2021) | Brasil | Epidemiológico, transversal; n=696 | 4,3% uso não prescrito | Principais motivos: atenção (76,6%), desempenho (43,3%) e permanecer acordado (36,6%); 50% relataram efeitos indesejados. |
Amaral et al. (2022) | Brasil | Revisão de literatura; 25 estudos | 3–47%; média ≈10% | Estresse acadêmico, carga horária, competição e privação de sono associados ao uso; relatos de efeitos cardiovasculares, ansiedade e alterações do sono. |
Madiba et al. (2022) | África do Sul | Transversal; n=303 | 67,9% usaram ≥1 substância (cafeína, energéticos ou metilfenidato) | Principais motivos: melhorar notas (54,9%) e permanecer acordado (51,9%); cefaleia, perda de apetite, ansiedade e xerostomia foram relatadas. |
Johnson Holm et al. (2022) | EUA | Observacional, transversal; n=4.764 | 15% uso não médico | Uso de estimulantes prescritos principalmente para desempenho acadêmico; estudo aponta poucas evidências objetivas de melhora da atenção/desempenho. |
Fonte: Elaborado pelos autores (2026). Legenda: ND = não descrito no estudo.
4.3. Prevalência do Uso de Psicoestimulantes
A prevalência de uso variou consideravelmente entre os estudos, refletindo diferenças metodológicas e populacionais (Tabela 1). Nas amostras brasileiras, os percentuais de uso não prescrito de metilfenidato variaram de 2,9% a 21%, enquanto a prevalência de uso ao longo da vida chegou a 17,3%. Um estudo longitudinal brasileiro identificou aumento da prevalência de 58% para 68% entre 2015 e 2018, com 31% dos estudantes iniciando o uso durante a graduação. Em contextos internacionais, a prevalência variou de 6,9% (uso ao longo da vida) na Bélgica a 67,9% (uso de ao menos uma substância, incluindo cafeína e energéticos) na África do Sul, passando por 15% nos Estados Unidos e 35% em Portugal. Uma revisão de literatura brasileira sintetizou taxas entre 3% e 47%, com média global estimada em torno de 10%. A substância mais frequentemente relatada em todos os estudos foi o metilfenidato, seguida por cafeína/energéticos e, em menor frequência, anfetaminas, lisdexanfetamina, modafinil e substâncias ilícitas (cocaína).
4.4. Fatores Associados e Motivações para o Uso
Os fatores associados ao uso convergiram, entre os estudos, para a sobrecarga acadêmica, a pressão por desempenho e a proximidade de avaliações. A principal motivação relatada foi a melhora do desempenho acadêmico e/ou cognitivo (concentração, memória e raciocínio), presente em praticamente todos os estudos analisados. Outras motivações frequentes incluíram permanecer acordado por mais tempo, regular emoções e, em menor proporção, melhorar o humor ou tratar sintomas de condições diagnosticadas. Quanto aos fatores sociodemográficos, um estudo americano associou maior frequência de uso a homens cisgênero brancos não hispânicos, com a resiliência atuando como fator protetor para estudantes negros e de outras minorias raciais, mas não para estudantes brancos. Estudos brasileiros também relataram maior uso entre homens e estudantes com maior envolvimento em atividades extracurriculares.
4.5. Impactos na Saúde e no Desempenho Acadêmico
Quanto à percepção de desempenho, a maioria dos estudos relatou melhora subjetiva na concentração, memória e raciocínio associada ao uso, com percentuais de percepção de melhora variando entre 50% e 80% nos estudos brasileiros. Contudo, um estudo americano destacou a escassez de evidências objetivas de que os psicoestimulantes de fato melhorem a atenção ou o desempenho acadêmico em adultos saudáveis. Em relação aos efeitos adversos, os mais frequentemente relatados foram taquicardia, redução do apetite, insônia, boca seca, agitação/nervosismo e cefaleia — presentes de forma consistente em praticamente todos os estudos que investigaram desfechos de saúde. Efeitos menos frequentes, mas relatados em estudos específicos, incluíram ansiedade, labilidade emocional, tontura, tremores, alterações gastrointestinais e, em casos mais graves, convulsões, insuficiência cardíaca e acidente vascular cerebral. Dois estudos relataram ainda uso concomitante de álcool ou outras substâncias entre os usuários de psicoestimulantes, além de queixas de ansiedade e depressão nessa população.
5. DISCUSSÃO
Os achados desta revisão integrativa permitem responder à pergunta norteadora que orientou este estudo. Verificou-se que a prevalência do uso de psicoestimulantes entre estudantes universitários é heterogênea, variando de 2,9% a 67,9% conforme a definição operacional adotada e o contexto avaliado, mas com o metilfenidato figurando como a substância mais utilizada em praticamente todos os cenários investigados (Miranda; Barbosa, 2022). Os fatores associados a esse uso convergem de maneira consistente para a sobrecarga acadêmica, a pressão por desempenho e a proximidade de avaliações (Hajduk et al., 2024), configurando um padrão de uso predominantemente instrumental e institucional. Já os impactos na saúde descritos revelam um cenário ambivalente: enquanto os estudantes relatam percepção subjetiva de melhora cognitiva, os estudos evidenciam de forma consistente efeitos adversos cardiovasculares e neuropsiquiátricos (Magnotti et al., 2023), além de escassa evidência objetiva de ganho real de desempenho (Johnson Holm et al., 2022).
Nesse sentido, a ampla variação na prevalência encontrada não deve ser interpretada como uma inconsistência dos dados, mas como reflexo de diferenças metodológicas relevantes entre os estudos incluídos. Estudos que mediram apenas o uso não prescrito de metilfenidato, como Rodrigues et al. (2021) e Nasário e Matos (2022), apresentaram percentuais mais baixos (4,3% e 2,9%, respectivamente), enquanto estudos que consideraram o uso de qualquer substância com efeito estimulante, incluindo cafeína e energéticos, como Madiba et al. (2022) e Oliveira, Dutra e Fófano (2023), registraram prevalências consideravelmente mais altas (67,9% e 57,4%). Nessa perspectiva, o estudo de Hajduk et al. (2024), realizado com 1.010 estudantes de quatro faculdades, reforça essa leitura ao incluir cafeína e cannabis entre as substâncias investigadas, adotando uma definição mais ampla do que a de estudos centrados em fármacos de prescrição, como o de Miranda e Barbosa (2022), voltado ao metilfenidato e ao modafinil.
Desse modo, a diferença sugere que a definição operacional de “psicoestimulante” adotada por cada estudo é um determinante direto da magnitude da prevalência relatada, o que dificulta comparações diretas entre populações. O achado longitudinal de Mezacasa Júnior et al. (2021), que documentou aumento de 58% para 68% em apenas quatro anos, com o início do consumo durante a graduação passando de 15% para 30% no mesmo período, é particularmente relevante por indicar uma tendência de crescimento do uso ao longo do tempo, hipótese que os demais estudos, por serem transversais, não conseguem testar. Sheldon et al. (2024), embora não tragam um percentual de prevalência, contribuem a essa discussão ao identificar um leque mais amplo de substâncias em uso concomitante (cafeína, ginseng, piracetam e metilfenidato), sugerindo que a busca por aprimoramento cognitivo entre universitários pode já extrapolar os fármacos tradicionalmente monitorados, indicando um fenômeno possivelmente subestimado pelas metodologias mais restritivas.
No que se refere aos fatores associados, a convergência entre os estudos quanto à motivação central, melhorar o desempenho acadêmico e a concentração diante da sobrecarga de estudos, indica que o uso de psicoestimulantes entre universitários não parece se configurar, na maioria dos casos, como um comportamento recreativo isolado, mas como uma estratégia de enfrentamento (ainda que não segura) frente às exigências do ambiente acadêmico. Esse padrão é reforçado pela constatação de Moreira et al. (2024) e Madiba et al. (2022) de que o uso se concentra nos períodos que antecedem avaliações, o que aproxima o fenômeno de um uso situacional e pontual. Abreu et al. (2022) acrescentam a essa leitura uma dimensão pouco explorada pelos demais estudos: associam o uso não apenas à carga de atividades, mas a insatisfações relacionadas à interação social e à dificuldade do próprio estudante em gerenciar o tempo e estabelecer prioridades, sugerindo que o comportamento pode estar tão ligado a déficits de organização e suporte social quanto à demanda acadêmica objetiva.
Apesar disso, a percepção subjetiva de melhora, relatada por 50% a 80% dos usuários nos estudos brasileiros, como Rodrigues et al. (2021) e Moreira et al. (2024), contrasta com a ressalva levantada por Johnson Holm et al. (2022) quanto à escassez de evidências objetivas de que os psicoestimulantes de fato melhorem a atenção ou o desempenho acadêmico em indivíduos saudáveis. Essa discrepância sugere que o benefício percebido pelos estudantes pode estar mais relacionado a efeitos secundários da substância, como o adiamento do sono, relatado por Oliveira, Dutra e Fófano (2023) e por Nasário e Matos (2022), do que a um ganho cognitivo real.
No que diz respeito à saúde dos estudantes, o perfil de efeitos adversos identificado é consistente entre os estudos que investigaram esse desfecho: taquicardia e redução do apetite aparecem em Rodrigues et al. (2021), Madiba et al. (2022) e Moreira et al. (2024), enquanto insônia e agitação são relatadas por Meiners et al. (2022) e Magnotti et al. (2023). Essa recorrência, mesmo entre estudos com amostras e contextos distintos, confere robustez ao achado apesar da heterogeneidade metodológica.
Outro ponto relevante é o indício de um padrão de uso continuado com dificuldade de interrupção: Madiba et al. (2022) relatam que 22% dos usuários já tentaram parar e tiveram dificuldade, achado que dialoga diretamente com a observação de Amaral et al. (2022), em sua revisão de literatura, sobre o risco de dependência e desenvolvimento de tolerância associado ao uso continuado desses medicamentos, tolerância também relatada entre os próprios usuários por Meiners et al. (2022). Mezacasa Júnior et al. (2021) reforçam essa ambivalência ao demonstrar que o uso concomitante de mais de um psicoestimulante (cafeína, metilfenidato e energéticos) esteve associado a maior percepção de estresse entre os usuários, um achado que aproxima o consumo de um ciclo de automanejo mal-adaptativo, em vez de uma solução eficaz para a sobrecarga que o motivou inicialmente.
Nessa mesma direção, os achados de Jebrini et al. (2021), que associam o uso de psicoestimulantes a transtornos psiquiátricos, vulnerabilidade a vícios e baixa resiliência, e de Moreira et al. (2024), que relatam uso concomitante de álcool e drogas ilícitas, além de queixas de ansiedade e depressão entre os usuários, reforçam a hipótese de que o uso não prescrito pode estar inserido em um quadro mais amplo de vulnerabilidade psicológica, e não ocorrer de forma isolada como um simples recurso de estudo.
Já a associação encontrada por Johnson Holm et al. (2022) entre maior uso e homens brancos não hispânicos, com a resiliência funcionando como fator protetor apenas para minorias raciais, é um achado que os demais estudos da revisão não permitem confirmar ou contestar, por não terem investigado recortes sociodemográficos semelhantes.
5.1. Limitações dos Estudos Incluídos e Desta Revisão
Portanto, algumas limitações devem ser consideradas na interpretação destes achados. Em primeiro lugar, a predominância de desenhos transversais (14 dos 16 estudos) impede o estabelecimento de relações de causalidade entre os fatores associados e o uso de psicoestimulantes, permitindo apenas a identificação de associações, limitação da qual o estudo longitudinal de Mezacasa Júnior et al. (2021) é uma exceção relevante, mas isolada dentro da amostra. Em segundo lugar, a maioria dos estudos depende de autorrelato para a mensuração da prevalência e dos efeitos adversos, o que introduz possibilidade de viés de memória e de desejabilidade social, sobretudo em se tratando de um comportamento não autorizado ou potencialmente estigmatizado, risco que os próprios Meiners et al. (2022) reconhecem ao complementarem sua etapa quantitativa com grupos focais, na tentativa de capturar nuances que o questionário sozinho não revelaria.
Adicionalmente, a heterogeneidade nas definições de “psicoestimulante” entre os estudos limita a possibilidade de metanálise dos dados de prevalência, problema também identificado por Amaral et al. (2022) em sua própria revisão de literatura, na qual a variação de 3% a 47% entre os 25 artigos analisados foi atribuída justamente a diferenças de definição e de país. Por fim, como limitação da própria revisão, a restrição a quatro bases de dados e ao período de 2021 a 2026, embora tenha garantido atualidade dos achados, pode ter excluído estudos relevantes publicados anteriormente ou indexados em outras bases, além de ter resultado em uma amostra final com predomínio de estudos brasileiros (8 dos 16), o que limita a generalização dos achados para outros contextos socioculturais.
5.2. Implicações para a Prática e para Pesquisas Futuras
Os achados desta revisão reforçam a necessidade de que instituições de ensino superior, especialmente nos cursos da área da saúde, desenvolvam estratégias de enfrentamento ao estresse acadêmico e de conscientização sobre os riscos do uso não prescrito de psicoestimulantes, indo além da abordagem puramente punitiva ou proibitiva. Do ponto de vista da assistência à saúde do estudante, o monitoramento de sinais como perda de apetite, taquicardia e alterações do sono, consistentemente relatados por Rodrigues et al. (2021), Madiba et al. (2022) e Moreira et al. (2024), pode auxiliar na identificação precoce de uso indevido. A constatação de Abreu et al. (2022) de que a dificuldade de gerenciamento do tempo e as insatisfações com a interação social também estão associadas ao uso sugere ainda que intervenções de suporte psicopedagógico e de habilidades de estudo podem ser tão relevantes quanto o monitoramento clínico direto.
Para pesquisas futuras, recomenda-se a padronização de instrumentos de medição de prevalência, lacuna já apontada por Amaral et al. (2022), a realização de estudos longitudinais que permitam acompanhar a trajetória do uso ao longo da graduação, nos moldes do que fizeram Mezacasa Júnior et al. (2021), e a investigação de recortes sociodemográficos (gênero, raça, curso) em populações brasileiras, ainda pouco explorados na literatura nacional sobre o tema.
6. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Assim, a presente revisão integrativa permitiu responder à pergunta norteadora e atender aos objetivos propostos. O uso de psicoestimulantes entre estudantes universitários mostra-se frequente, embora sua prevalência varie amplamente conforme a definição de substância adotada e o contexto investigado, e o metilfenidato se destaca como o fármaco mais utilizado nos diferentes cenários.
O consumo dessas substâncias está associado principalmente à sobrecarga acadêmica, à pressão por desempenho e à proximidade de avaliações, o que caracteriza um uso predominantemente instrumental, adotado como estratégia de enfrentamento das exigências da formação, e não como prática recreativa isolada.
Quanto aos impactos na saúde, o benefício percebido pelos estudantes não encontra respaldo em evidências objetivas de ganho cognitivo, enquanto os efeitos adversos cardiovasculares, neuropsiquiátricos e do sono são descritos de forma consistente. Os indícios de tolerância, de dificuldade de interrupção e de associação com estresse e sofrimento psíquico apontam para um padrão de uso que pode agravar a vulnerabilidade dessa população.
Diante disso, torna-se necessário que as instituições de ensino superior, em especial os cursos da área da saúde, implementem ações de educação em saúde, apoio psicopedagógico e acolhimento em saúde mental, que abordem as causas do uso e não apenas a sua proibição. Recomenda-se, ainda, a realização de estudos longitudinais e com instrumentos padronizados, capazes de acompanhar a trajetória do consumo ao longo da graduação e de esclarecer as relações de causalidade que os estudos transversais não permitem estabelecer.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ABREU, V. S. M. et al. Fatores de risco para uso de fármacos do Sistema Nervoso Central entre estudantes de enfermagem. Revista Brasileira de Enfermagem, v. 75, n. 4, e20210756, 2022. DOI: https://doi.org/10.1590/0034-7167-2021-0756.
AMARAL, Natália Aparecida et al. Precisamos falar sobre uso de metilfenidato por estudantes de medicina: revisão da literatura. Revista Brasileira de Educação Médica, v. 46, n. 2, e060, 2022. DOI: https://doi.org/10.1590/1981-5271v46.2-20200233.
HAJDUK, Maurice et al. Neuroenhancement and mental health in students from four faculties: a cross-sectional questionnaire study. GMS Journal for Medical Education, v. 41, n. 1, Doc9, 2024.
JEBRINI, Tarek et al. Psychiatric comorbidity and stress in medical students using neuroenhancers. Frontiers in Psychiatry, v. 12, art. 771126, 2021. DOI: https://doi.org/10.3389/fpsyt.2021.771126.
JOHNSON HOLM, Abby K. et al. Compounding privilege, resilience, and nonmedical prescription stimulant use among college students. Substance Use & Misuse, v. 57, n. 12, p. 1751-1760, 2022. DOI: https://doi.org/10.1080/10826084.2022.2102182.
MADIBA, Thomas Khomotjo; MOSTERT, Vanessa C.; SYKES, Leanne M. Self-reported substance use, in dental and oral hygiene students at a university in South Africa. South African Dental Journal, v. 77, n. 9, p. 535-539, 2022. DOI: https://doi.org/10.17159/2519-0105/2022/v77no9a2.
MAGNOTTI, Sebastian C. et al. Prescription stimulant misuse among nursing students: a systematic review. Journal of Addictions Nursing, v. 34, n. 3, p. 216-223, 2023. DOI: https://doi.org/10.1097/JAN.0000000000000539.
MEINERS, Micheline Marie Milward de Azevedo et al. Percepções e uso do metilfenidato entre universitários da área da saúde em Ceilândia, DF, Brasil. Interface: Comunicação, Saúde, Educação, v. 26, e210619, 2022. DOI: https://doi.org/10.1590/interface.210619.
MEZACASA JÚNIOR, Rudinei Carlos et al. Consumo de psicoestimulantes por estudantes de medicina de uma universidade do extremo sul do Brasil: resultados de um estudo de painel. Scientia Medica, v. 31, e38886, p. 1-9, 2021. DOI: https://doi.org/10.15448/1980-6108.2021.1.38886.
MIRANDA, Miguel; BARBOSA, Miguel. Use of cognitive enhancers by Portuguese medical students: do academic challenges matter? Acta Médica Portuguesa, v. 35, n. 4, p. 257-263, 2022. DOI: https://doi.org/10.20344/amp.14220.
MOREIRA, Joyce Emanuelle et al. Adverse events and safety concerns among university students who misused stimulants to increase academic performance. einstein (São Paulo), v. 22, eAO0895, 2024. DOI: https://doi.org/10.31744/einstein_journal/2024AO0895.
NASÁRIO, Bruna Rodrigues; MATOS, Maria Paula P. Uso não prescrito de metilfenidato e desempenho acadêmico de estudantes de medicina. Psicologia: Ciência e Profissão, v. 42, e235853, p. 1-13, 2022. DOI: https://doi.org/10.1590/1982-3703003235853.
OLIVEIRA, Fabiana Souza; DUTRA, Hadassa Franca; FÓFANO, Gisele Aparecida. Consumo de psicoestimulantes por estudantes de medicina em um centro universitário privado. Revista Científica da Escola Estadual de Saúde Pública de Goiás "Cândido Santiago", v. 9, e9f7, p. 1-15, 2023.
RODRIGUES, Laís de Aquino et al. Uso não prescrito de metilfenidato por estudantes de uma universidade brasileira: fatores associados, conhecimentos, motivações e percepções. Cadernos Saúde Coletiva, v. 29, n. 4, p. 463-473, 2021. DOI: https://doi.org/10.1590/1414-462X202129040437.
SABBE, Martine et al. Use and misuse of prescription stimulants by university students: a cross-sectional survey in the french-speaking community of Belgium, 2018. Archives of Public Health, v. 80, n. 1, art. 54, 2022. DOI: https://doi.org/10.1186/s13690-022-00816-3.
SHELDON, Parker et al. Pharmacological cognitive enhancement among international medical students: assessing study habits as a novel factor. Medical Science Educator, v. 34, n. 6, p. 1353-1360, 2024. DOI: https://doi.org/10.1007/s40670-024-02113-w.
SOARES, Cassia Baldini et al. Revisão integrativa: conceitos e métodos utilizados na enfermagem. Revista da Escola de Enfermagem da USP, v. 48, n. 2, p. 335-345, 2014. DOI: https://doi.org/10.1590/S0080-623420140000200020.
1 Graduanda em Odontologia pelo Centro Universitário AGES, Paripiranga, BA. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail
2 Graduanda em Medicina pela Universidade Tiradentes (UNIT), Campus Estância, SE. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail
3 Graduanda em Medicina pela Universidade Tiradentes (UNIT), Campus Estância, SE. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail
4 Graduando em Medicina pela Universidade Tiradentes (UNIT), Campus Estância, SE. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail
5 Docente da Universidade Tiradentes (UNIT), Aracaju, SE. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail
6 Docente do Centro Universitário AGES, Paripiranga, BA. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail
7 Orientador. Docente do Centro Universitário AGES, Paripiranga, BA. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail