SENSIBILIZAÇÃO E COMUNICAÇÃO EFICAZ SOBRE PESSOAS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA): RELATO DE EXPERIÊNCIA EXTENSIONISTA EM AMBIENTE ESCOLAR

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REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.18717053


Maria Gessiane de Queiroz Martins1
Janayra Alves Brito2
Dijaine da Silva Martins3
João Levi Fabricio Maia4
Thaina Abreu Rodrigues5
Kauan Rasnhe Ferreira Sampaio6
Luana Rodrigues Portela7
Antonia Moemia Lúcia Rodrigues Portela8


RESUMO
Este artigo tem como objetivo relatar a experiência de uma ação extensionista desenvolvida em ambiente escolar, voltada à sensibilização e à comunicação eficaz com pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Trata-se de um relato de experiência de abordagem qualitativa, realizado a partir de uma palestra educativa conduzida por estudantes universitários no contexto de um projeto de extensão. A ação ocorreu em uma escola de ensino médio e abordou aspectos relacionados às características do TEA, às particularidades da comunicação e à importância da empatia e da escuta ativa para a promoção da inclusão. Os resultados indicaram elevada participação dos estudantes e ampliação do conhecimento sobre o tema, evidenciando a relevância da extensão universitária como estratégia de conscientização e transformação social. Conclui-se que ações educativas dessa natureza contribuem significativamente para a construção de ambientes escolares mais inclusivos e sensíveis à diversidade.
Palavras-chave: Transtorno do espectro autista. Educação inclusiva. Relações interpessoais. Tecnologia assistiva. Ação comunitária.

ABSTRACT
This article aims to report on the experience of an outreach activity developed in a school setting, focused on raising awareness and promoting effective communication with people with Autism Spectrum Disorder (ASD). It is a qualitative experience report, based on an educational lecture given by university students within the context of an outreach project. The activity took place in a high school and addressed aspects related to the characteristics of ASD, the particularities of communication, and the importance of empathy and active listening for promoting inclusion. The results indicated high student participation and increased knowledge on the topic, highlighting the relevance of university outreach as a strategy for awareness and social transformation. It concludes that educational actions of this nature are significantly important for building more inclusive and diversity-sensitive school environments.
Keywords: Autism spectrum disorder. Inclusive education. Interpersonal relationships. Assistive technology. Community action.

1. INTRODUÇÃO

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento que se manifesta, principalmente, por alterações persistentes na comunicação social e na interação social, além da presença de padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades. Nas últimas décadas, observa-se um crescimento expressivo no número de diagnósticos, fenômeno atribuído tanto ao aprimoramento dos critérios diagnósticos quanto à ampliação do acesso aos serviços de saúde e educação especializados, o que tem intensificado o debate sobre o autismo em diferentes contextos sociais (SALGADO et. al., 2022).

Apesar dos avanços científicos e do aumento da visibilidade do TEA, a inclusão social de pessoas autistas ainda enfrenta inúmeros desafios. A escola, enquanto espaço de formação cidadã e convivência com a diversidade, frequentemente reproduz práticas excludentes decorrentes da falta de informação adequada e da permanência de estigmas relacionados ao autismo, comprometendo o pleno desenvolvimento e a participação social desses indivíduos (CABRAL; MARIN, 2017).

A comunicação constitui um dos principais eixos de dificuldade associados ao Transtorno do Espectro Autista e, simultaneamente, um dos aspectos mais determinantes para a inclusão social. Dificuldades comunicativas, muitas vezes, são interpretadas como desinteresse social ou incapacidade, reforçando preconceitos e dificultando a construção de relações interpessoais baseadas na empatia e no respeito às diferenças (GAIATO, 2018).

Compreender que a comunicação vai além da linguagem verbal é essencial para promover interações mais eficazes com pessoas autistas. Gestos, expressões faciais, comportamentos, recursos visuais e tecnologias assistivas constituem formas legítimas de comunicação que devem ser reconhecidas e valorizadas nos diferentes contextos sociais, especialmente no ambiente escolar (GAIATO, 2018).

Além do espaço escolar, o impacto do TEA estende-se ao contexto familiar, exigindo adaptações significativas na dinâmica cotidiana e no estabelecimento das relações sociais. O diagnóstico do autismo pode gerar desafios emocionais, sociais e estruturais para as famílias, reforçando a importância do apoio institucional e da conscientização social para o fortalecimento das redes de suporte (PASSOS; KISHIMOTO, 2022).

Nesse cenário, a universidade assume papel estratégico por meio da extensão universitária, ao articular o conhecimento científico com as demandas sociais. A extensão possibilita a aproximação entre universidade e comunidade, promovendo ações educativas que contribuem para a formação cidadã, a redução de desigualdades e a promoção de uma cultura inclusiva (MARTINS, 2025).

Diante disso, o presente artigo tem como objetivo relatar e analisar uma ação extensionista desenvolvida com estudantes do ensino médio, voltada à sensibilização sobre a comunicação eficaz com pessoas com Transtorno do Espectro Autista, discutindo seus resultados à luz da literatura científica e destacando a importância da extensão universitária na promoção da inclusão social (MARTINS, 2025).

2. METODOLOGIA

O presente estudo caracteriza-se como uma pesquisa de abordagem qualitativa, do tipo relato de experiência extensionista, desenvolvida a partir de uma ação vinculada ao projeto de extensão “Transformando desafios em oportunidades: práticas para educadores e cuidadores na inclusão de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA)”, do Centro Universitário INTA (UNINTA). Essa abordagem foi adotada por permitir a análise aprofundada das vivências, percepções e interações observadas durante a execução da atividade educativa, possibilitando compreender os impactos formativos e sociais da ação tanto para os participantes quanto para a equipe extensionista.

A ação extensionista foi realizada no dia 05 de dezembro de 2024, na Escola Monsenhor José Geraldo, localizada no município de Sobral-CE, envolvendo alunos do ensino médio que participaram de forma voluntária e espontânea. A escolha desse público justifica-se pelo papel estratégico da escola na formação cidadã e na promoção de atitudes inclusivas, especialmente no que se refere à convivência com a diversidade humana.

O planejamento da ação foi realizado previamente pela equipe extensionista, composta por estudantes do curso de Medicina sob orientação docente, a partir do levantamento de demandas relacionadas à temática do Transtorno do Espectro Autista no contexto escolar. Nessa etapa, foram definidos os objetivos da atividade, os conteúdos a serem abordados, as estratégias pedagógicas e os recursos didáticos a serem utilizados, buscando adequar a linguagem e a abordagem ao perfil dos participantes.

A intervenção consistiu em uma ação educativa presencial, estruturada no formato de palestra expositivo-dialogada, com duração previamente estabelecida. Foram utilizados recursos audiovisuais, como apresentações em slides, imagens ilustrativas e exemplos práticos, de modo a facilitar a compreensão dos conceitos abordados e estimular a participação ativa dos estudantes. O conteúdo trabalhado contemplou aspectos gerais sobre o Transtorno do Espectro Autista, com ênfase nas particularidades da comunicação, nas diferentes formas de expressão e na importância da empatia e do respeito às diferenças no ambiente escolar. Durante a atividade, os participantes foram incentivados a interagir por meio de questionamentos, comentários e reflexões, promovendo um espaço de diálogo e troca de saberes entre os acadêmicos e o público.

A coleta das informações foi realizada de forma qualitativa, a partir da observação sistemática da participação, do envolvimento e das reações dos estudantes durante a atividade, bem como da obtenção de feedback informal ao final da ação. Não foram utilizados instrumentos estruturados de pesquisa, nem houve coleta de dados sensíveis ou identificação dos participantes. A análise dos registros observacionais e das manifestações espontâneas foi realizada de maneira descritiva e interpretativa, permitindo compreender os impactos da ação extensionista no processo de sensibilização, conscientização e ampliação do conhecimento dos participantes acerca da comunicação e da inclusão de pessoas com Transtorno do Espectro Autista no contexto escolar e social.

Do ponto de vista ético, a ação respeitou os princípios previstos para atividades extensionistas e educativas, garantindo o caráter voluntário da participação, o anonimato dos envolvidos e a não coleta de informações pessoais ou sensíveis. Considerando o caráter educativo da atividade e a ausência de instrumentos formais de pesquisa, não se fez necessária a submissão do estudo a um Comitê de Ética em Pesquisa.

3. RESULTADOS E DISCUSSÃO

A ação escolar permitiu analisar, de forma concreta, os impactos de uma intervenção extensionista voltada à comunicação e à inclusão de pessoas com Transtorno do Espectro Autista no contexto educacional. Observou-se, desde o início, que o tema despertou interesse significativo entre os participantes, evidenciado pela atenção, participação ativa e envolvimento nas discussões propostas, o que reforça a relevância social e acadêmica de ações educativas sobre o TEA (MARTINS, 2025; STOLL et. al., 2025).

A observação do engajamento inicial dos estudantes evidenciou que o tema do Transtorno do Espectro Autista desperta interesse, mas ainda está permeado por lacunas conceituais significativas. Muitos participantes demonstraram conhecimento fragmentado, geralmente associado a informações difundidas em redes sociais ou experiências pessoais isoladas, sem embasamento científico consistente. Esse dado confirma o que Salgado et al. (2022) apontam ao discutir que o aumento da visibilidade do TEA não necessariamente corresponde à ampliação de compreensão qualificada sobre suas características clínicas e sociais. A ação extensionista, nesse sentido, atuou como espaço de mediação entre conhecimento científico e saber popular, promovendo qualificação do debate.

Durante as discussões, tornou-se evidente que parte das concepções iniciais dos estudantes estava ancorada em estereótipos, como a ideia de que todas as pessoas com TEA apresentam deficiência intelectual ou ausência de interação social. A desconstrução dessas concepções ocorreu gradualmente ao longo da atividade, por meio da explicitação do conceito de espectro e da variabilidade nas manifestações comportamentais, conforme discutido por Salgado et al. (2022). Essa ampliação do entendimento contribuiu para reduzir generalizações simplificadoras, favorecendo visão mais individualizada da pessoa autista.

A ampliação do conhecimento observada durante a intervenção não se limitou ao campo informativo, mas alcançou dimensão atitudinal. Ao compreender que dificuldades comunicacionais não correspondem à ausência de capacidade cognitiva, os estudantes passaram a reinterpretar comportamentos anteriormente considerados inadequados. Esse processo dialoga com Gaiato (2018), que enfatiza a importância de compreender o autismo a partir de suas especificidades comunicacionais e sensoriais, evitando interpretações moralizantes.

A participação ativa também revelou que o ambiente escolar é espaço privilegiado para construção de práticas inclusivas, mas simultaneamente pode ser cenário de reprodução de exclusões sutis. Comentários espontâneos dos estudantes indicaram situações cotidianas em que colegas com comportamentos atípicos eram rotulados ou isolados. Tal constatação reforça o argumento de Cabral e Marin (2017) de que a inclusão escolar depende de mudança cultural coletiva, e não apenas de diretrizes normativas.

Nesse contexto, a ação extensionista funcionou como dispositivo de sensibilização, estimulando reflexão crítica sobre atitudes naturalizadas. Ao promover diálogo aberto e fundamentado, a atividade favoreceu deslocamento do olhar dos participantes, permitindo que reconhecessem a necessidade de ajustes comunicacionais simples, porém significativos, para promover inclusão efetiva, conforme defendido por Martins (2025).

Um aspecto relevante identificado durante a ação foi o conhecimento inicial limitado dos participantes sobre o TEA, especialmente no que diz respeito às dificuldades de comunicação social. Essa constatação corrobora estudos que apontam a desinformação como um dos principais entraves para a efetivação de práticas inclusivas nos ambientes educacionais, desde a educação básica até o ensino superior (CABRAL; MARIN, 2017; GAIATO, 2018). Ao longo da ação, foi possível perceber uma ampliação progressiva da compreensão dos participantes acerca da natureza heterogênea do Transtorno do Espectro Autista. Essa ampliação contribuiu para desconstruir visões estereotipadas, reforçando que o espectro envolve diferentes níveis de suporte, formas de comunicação e manifestações comportamentais, conforme destacado por Salgado et. al. (2022).

A centralidade da comunicação como eixo da atividade mostrou-se estratégica para promover reflexões críticas sobre inclusão. Os participantes passaram a reconhecer que a comunicação vai além da oralidade, envolvendo recursos visuais, gestuais e tecnológicos, aspecto amplamente discutido nos estudos sobre comunicação alternativa e aumentativa no TEA (TOGASHI; WALTER, 2016; SILVA, 2025). A utilização de exemplos práticos e situações do cotidiano educacional favoreceu a assimilação dos conteúdos trabalhados. Situações relacionadas à sala de aula, avaliações e interações sociais permitiram compreender como barreiras comunicacionais podem impactar diretamente o desempenho acadêmico de estudantes com TEA (SANTOS et al., 2025; DOS SANTOS et. al., 2025).

Observou-se que a abordagem adotada na ação extensionista estimulou reflexões sobre empatia e respeito às diferenças. Os participantes passaram a reconhecer a importância de ajustar expectativas, respeitar o tempo de resposta e compreender limites sensoriais, elementos fundamentais para a construção de ambientes educacionais inclusivos (GAIATO, 2018; MARTINS, 2025).

A discussão sobre comunicação social evidenciou sua relação direta com o desempenho acadêmico, conforme apontado por Santos et. al. (2025), ao analisarem como dificuldades comunicacionais podem interferir na participação, no rendimento e na permanência de estudantes com TEA em contextos educacionais. A prática também possibilitou a reflexão sobre o papel da psicologia escolar e educacional no apoio a estudantes com TEA. As discussões realizadas dialogam com os achados de Ciantelli et. al. (2021), que destacam a importância de intervenções multiprofissionais para favorecer a inclusão e o sucesso acadêmico desses estudantes.

Observou-se mudança gradual na linguagem utilizada pelos participantes ao se referirem ao Transtorno do Espectro Autista, indicando maior cuidado discursivo e redução de termos estigmatizantes. Essa mudança reflete processos de sensibilização que vão além da transmissão de informação, envolvendo transformação de atitudes e valores (STOLL et. al., 2025). A ampliação do debate ao longo da intervenção evidenciou que a compreensão do Transtorno do Espectro Autista ultrapassa dimensões clínicas e adentra o campo das construções socioculturais. Conforme argumenta Cabral e Marin (2017), a inclusão não pode ser pensada apenas como adaptação individual, mas como transformação estrutural das instituições educativas.

Nesse sentido, os resultados demonstram que, ao problematizar práticas escolares cotidianas, os estudantes passaram a reconhecer que barreiras atitudinais são tão limitadoras quanto barreiras físicas ou pedagógicas, revelando avanço conceitual relevante. Observou-se que a discussão sobre direitos educacionais suscitou maior conscientização acerca da responsabilidade institucional na promoção da equidade. De acordo com Stoll et al. (2025), a consolidação de uma escola inclusiva depende da incorporação de princípios legais e éticos nas práticas diárias. Durante a atividade, os participantes passaram a relacionar o discurso inclusivo com dispositivos normativos que garantem acesso e permanência, indicando deslocamento de uma visão assistencialista para uma perspectiva baseada em direitos.

A análise das falas revelou que muitos estudantes compreendiam o autismo a partir de narrativas midiáticas simplificadas. Tal constatação dialoga com Martins (2025), que aponta a influência do discurso social na construção de estereótipos sobre o espectro. Ao desconstruir essas representações, a intervenção favoreceu compreensão mais complexa e menos reducionista, destacando a heterogeneidade do TEA e suas múltiplas manifestações comportamentais e comunicacionais.

A dimensão comunicacional mostrou-se central nas discussões, especialmente quando abordadas estratégias de comunicação alternativa. Conforme Santos et al. (2025), a adequação das condições comunicacionais impacta diretamente o engajamento acadêmico e social de estudantes com TEA. Os resultados evidenciaram que, ao compreenderem a comunicação como processo compartilhado, os participantes passaram a reconhecer seu papel ativo na construção de interações inclusivas.

A experiência também evidenciou que a empatia pode ser desenvolvida por meio de processos formativos estruturados. Passos e Kishimoto (2022) destacam que a sensibilização para o impacto relacional do TEA contribui para fortalecimento de vínculos interpessoais. Durante a intervenção, observou-se maior disposição para escuta e compreensão das especificidades do espectro, indicando que o conhecimento científico, quando articulado à reflexão ética, potencializa mudanças atitudinais. Outro aspecto relevante refere-se à percepção de que inclusão é prática contínua e processual. Cabral e Marin (2017) ressaltam que ambientes inclusivos exigem revisão permanente de metodologias e concepções pedagógicas. Os estudantes reconheceram que não basta presença física do aluno com TEA na sala de aula, sendo necessária adaptação curricular, mediação qualificada e cultura institucional acolhedora.

A intervenção permitiu ainda refletir sobre a importância da formação docente no contexto inclusivo. Conforme Stoll et al. (2025), a ausência de capacitação específica constitui um dos principais obstáculos à efetivação da inclusão escolar. Embora o público-alvo da ação tenha sido composto por estudantes, emergiu a percepção de que o processo inclusivo depende de preparo técnico e sensibilidade pedagógica dos profissionais envolvidos. A análise qualitativa das interações demonstrou microtransformações discursivas significativas. Martins (2025) argumenta que mudanças linguísticas sinalizam reconfigurações simbólicas mais profundas. Nesse sentido, a substituição de termos inadequados por nomenclaturas corretas indica não apenas ajuste terminológico, mas avanço na compreensão ética do tema.

Destaca-se também que a abordagem interdisciplinar adotada durante a ação favoreceu compreensão integrada do TEA. Santos et al. (2025) enfatizam que a articulação entre aspectos biológicos, psicológicos e sociais amplia a capacidade interpretativa sobre o espectro. Os participantes passaram a reconhecer que o autismo não pode ser reduzido a uma única dimensão explicativa. A discussão acerca das barreiras invisíveis evidenciou que preconceitos sutis podem comprometer significativamente a experiência escolar de alunos com TEA. Passos e Kishimoto (2022) ressaltam que exclusões simbólicas impactam a autoestima e o desenvolvimento socioemocional. A reflexão coletiva permitiu identificar atitudes aparentemente neutras que, na prática, reforçam isolamento.

A experiência extensionista também evidenciou o papel da universidade como agente transformador no território. Martins (2025) defende que a extensão universitária deve promover diálogo horizontal com a comunidade. Ao compartilhar conhecimento científico em linguagem acessível, a ação fortaleceu a ponte entre saber acadêmico e realidade escolar. Observou-se que o debate favoreceu construção de consciência crítica sobre responsabilidade coletiva na promoção da inclusão. Cabral e Marin (2017) argumentam que práticas inclusivas demandam compromisso compartilhado. Os estudantes passaram a reconhecer que a convivência respeitosa depende de atitudes cotidianas e não apenas de políticas institucionais.

A reflexão sobre diversidade contribuiu para ampliação da compreensão de que o espectro autista integra a pluralidade humana. Conforme Stoll et al. (2025), reconhecer a diversidade como valor educativo fortalece práticas democráticas. A intervenção estimulou visão menos patologizante e mais contextualizada do TEA. De maneira geral, os resultados reforçam que intervenções fundamentadas teoricamente e conduzidas de forma participativa possuem potencial de transformação cultural. Santos et al. (2025) indicam que ambientes educacionais inclusivos emergem quando conhecimento científico, sensibilização ética e práticas colaborativas convergem. A experiência analisada confirma essa perspectiva ao evidenciar mudanças cognitivas, discursivas e atitudinais nos participantes.

Assim, os resultados iniciais da ação universitária indicam que intervenções extensionistas fundamentadas teoricamente e contextualizadas na realidade educacional contribuem para ampliar o conhecimento, promover empatia e estimular práticas inclusivas, reafirmando o papel social da universidade na promoção dos direitos das pessoas com TEA (MARTINS, 2025; PASSOS; KISHIMOTO, 2022).

A experiência vivenciada na atividade evidenciou que a inclusão de pessoas com Transtorno do Espectro Autista no contexto educacional não se restringe ao acesso físico ou à matrícula, mas envolve, sobretudo, a criação de condições comunicacionais adequadas. A literatura aponta que barreiras na comunicação social comprometem a participação acadêmica e social de estudantes com TEA, reforçando a necessidade de estratégias pedagógicas inclusivas (SANTOS et al., 2025; DOS SANTOS et. al., 2025).

Durante a ação, os participantes passaram a compreender que dificuldades comunicativas não devem ser interpretadas como falta de interesse ou de capacidade intelectual. Essa compreensão é fundamental para combater práticas excludentes no ambiente educacional, conforme discutido por Gaiato (2018), que destaca a importância de reconhecer diferentes formas de expressão no TEA.

A discussão sobre comunicação alternativa e aumentativa mostrou-se particularmente relevante, especialmente ao evidenciar como recursos visuais, tecnológicos e simbólicos podem ampliar a autonomia comunicacional de pessoas com TEA. Estudos como os de Togashi e Walter (2016) e Silva (2025) reforçam que tais recursos são fundamentais para promover inclusão efetiva. Observou-se que a sensibilização promovida pela ação extensionista favoreceu uma mudança de postura dos participantes frente às diferenças. Essa mudança se expressou não apenas no discurso, mas também na forma como passaram a interpretar comportamentos atípicos, demonstrando maior compreensão e empatia, conforme discutido por Martins (2025).

A discussão sobre comunicação alternativa e aumentativa ampliou a percepção dos participantes acerca da diversidade de formas expressivas presentes no espectro. Foi possível observar que muitos desconheciam a legitimidade de recursos visuais, pictográficos e tecnológicos como instrumentos comunicacionais formais. Conforme Togashi e Walter (2016), a incorporação desses recursos no ambiente escolar não deve ser vista como adaptação excepcional, mas como estratégia pedagógica estruturante.

A análise das interações durante a palestra indicou que a compreensão sobre comunicação não verbal produziu impacto imediato na forma como os estudantes passaram a interpretar comportamentos repetitivos ou silenciosos. Expressões antes associadas à desatenção foram reinterpretadas como possíveis estratégias de autorregulação sensorial, aspecto discutido por Gaiato (2018).

A reflexão sobre previsibilidade e organização do ambiente escolar também emergiu como elemento central. Estudantes reconheceram que mudanças abruptas de rotina podem gerar sofrimento significativo para colegas com TEA. Essa percepção dialoga com Santos et al. (2025), ao destacarem que barreiras comunicacionais e ambientais impactam diretamente o desempenho acadêmico.

Outro aspecto relevante foi a compreensão de que comunicação eficaz envolve também escuta ativa. A atividade incentivou os participantes a refletirem sobre o tempo de resposta, a necessidade de clareza nas instruções e a importância de evitar ironias ou ambiguidades excessivas. Tais elementos são apontados por Cabral e Marin (2017) como fundamentais para construção de práticas pedagógicas inclusivas.

A dimensão tecnológica da comunicação foi debatida a partir da apresentação de exemplos de aplicativos e recursos digitais utilizados por pessoas com TEA. Silva (2025) destaca que a tecnologia assistiva amplia a autonomia comunicacional e reduz barreiras sociais. A exposição desses recursos ampliou o repertório dos estudantes, demonstrando que inclusão também passa pela inovação tecnológica. Observou-se que o reconhecimento da tecnologia como aliada da inclusão contribuiu para reduzir preconceitos relacionados ao uso de dispositivos digitais como forma exclusiva de entretenimento. Ao compreender seu potencial educativo e comunicacional, os participantes passaram a atribuir novo significado a esses instrumentos. Dessa forma, a discussão sobre comunicação alternativa não apenas ampliou conhecimento técnico, mas promoveu transformação de percepção, fortalecendo a compreensão de que inclusão exige flexibilidade comunicacional e abertura à diversidade de formas de expressão.

A ação também possibilitou reflexões sobre o impacto do TEA no desempenho acadêmico, especialmente quando não há suporte adequado. Santos et al. (2025) destacam que dificuldades de comunicação social podem influenciar diretamente a participação em atividades acadêmicas, avaliações e interações em sala de aula. A articulação entre a experiência prática da extensão e os estudos acadêmicos contribuiu para fortalecer a compreensão dos participantes sobre a complexidade do processo inclusivo. Cabral e Marin (2017) ressaltam que a inclusão exige mudanças estruturais, pedagógicas e atitudinais, aspectos amplamente discutidos durante a ação.

Outro aspecto relevante foi a discussão sobre o papel das políticas públicas e da formação docente na promoção da inclusão. Martins (2025) destaca que a construção de ambientes educacionais inclusivos depende do alinhamento entre práticas pedagógicas, políticas institucionais e formação continuada dos profissionais da educação. A experiência também evidenciou a importância da atuação de equipes multiprofissionais no apoio a estudantes com TEA. Ciantelli et. al. (2021) ressaltam que a psicologia escolar desempenha papel fundamental na mediação de conflitos, no apoio emocional e na orientação de práticas inclusivas.

Durante a ação, emergiram reflexões sobre o impacto do diagnóstico de TEA nas relações familiares e sociais. Passos e Kishimoto (2022) destacam que o suporte familiar é elemento central para o desenvolvimento e a inclusão social, aspecto que reforça a necessidade de ações educativas que envolvam a comunidade como um todo. De forma geral, os resultados observados até este ponto indicam que a interveção contribuiu para ampliar o conhecimento dos participantes, promover atitudes empáticas e fortalecer a compreensão sobre a importância da comunicação inclusiva, alinhando-se às discussões contemporâneas sobre direitos educacionais e inclusão de pessoas com TEA (STOLL et. al., 2025; MARTINS, 2025).

A experiência da ação extensionista evidenciou que a construção de ambientes educacionais inclusivos exige um olhar atento às necessidades comunicacionais específicas de pessoas com Transtorno do Espectro Autista. Ao compreender a comunicação como elemento central do processo educativo, os participantes passaram a reconhecer que ajustes simples podem gerar impactos significativos na participação e no aprendizado, conforme discutido por Gaiato (2018) e Togashi e Walter (2016). Observou-se que a ação extensionista contribuiu para desnaturalizar práticas pedagógicas que, embora comuns, podem reforçar processos de exclusão. A reflexão sobre rotinas rígidas, avaliações padronizadas e interações pouco flexíveis dialoga com estudos que defendem a necessidade de adaptações pedagógicas para garantir equidade no ensino (CABRAL; MARIN, 2017; MARTINS, 2025).

A discussão sobre tecnologia assistiva ampliou a compreensão dos participantes acerca das possibilidades de apoio à comunicação de pessoas com TEA. Silva (2025) destaca que o uso adequado de recursos tecnológicos pode favorecer a autonomia comunicacional e a inclusão acadêmica, aspecto reforçado durante a ação. A ação também possibilitou refletir sobre o impacto emocional e social da exclusão para pessoas com TEA. Embora não tenha sido o foco central da intervenção, emergiram discussões sobre ansiedade, isolamento e dificuldades de pertencimento, temas que dialogam com estudos sobre o impacto do diagnóstico nas relações familiares e sociais (PASSOS; KISHIMOTO, 2022).

Durante a atividade, os participantes passaram a compreender que a inclusão não depende apenas de boa vontade individual, mas de políticas institucionais e ações coletivas. Stoll et al. (2025) ressaltam que a efetivação dos direitos das pessoas com TEA no contexto educacional exige compromisso institucional e respaldo legal. A articulação entre universidade e comunidade escolar, promovida pela atividade de extensão, reforçou o papel da extensão universitária como espaço de formação cidadã. Martins (2025) destaca que a extensão possibilita integrar ensino, pesquisa e responsabilidade social, aspecto evidenciado pelos resultados da ação. Observou-se que a participação ativa dos estudantes durante a ação favoreceu a construção coletiva do conhecimento, fortalecendo o protagonismo discente. Esse aspecto é fundamental para o desenvolvimento de uma cultura inclusiva, conforme apontado por Cabral e Marin (2017).

A reflexão sobre comunicação e desempenho acadêmico também permitiu compreender que barreiras comunicacionais podem comprometer não apenas o aprendizado, mas a permanência de estudantes com TEA nos ambientes educacionais. Santos et. al. (2025) evidenciam essa relação ao analisar o desempenho acadêmico de universitários autistas. A ação extensionista contribuiu para ampliar o debate sobre inclusão para além do campo educacional, incorporando dimensões sociais, culturais e familiares. Essa abordagem ampliada reforça a necessidade de estratégias integradas para promover a inclusão efetiva de pessoas com TEA (PASSOS; KISHIMOTO, 2022; STOLL et. al., 2025).

Nesse contexto, os resultados observados até este ponto indicam que a atividade cumpriu seu papel formativo ao promover reflexão crítica, sensibilização e mudança de atitudes, reafirmando a importância de ações extensionistas fundamentadas teoricamente e comprometidas com a inclusão social (MARTINS, 2025; GAIATO, 2018). A extensão universitária evidenciou que a comunicação inclusiva deve ser compreendida como um direito fundamental das pessoas com Transtorno do Espectro Autista, e não apenas como uma estratégia pedagógica. Essa perspectiva está alinhada à abordagem dos direitos humanos, que defende o acesso equitativo à educação e à participação social plena (STOLL et. al., 2025; MARTINS, 2025).

A reflexão sobre práticas comunicacionais permitiu aos participantes compreender que a inclusão envolve mudanças estruturais, comportamentais e pedagógicas. Cabral e Marin (2017) destacam que a efetivação da inclusão escolar exige a superação de modelos tradicionais de ensino que não consideram a diversidade dos estudantes. A experiência extensionista reforçou a importância da formação continuada de professores e profissionais da educação para lidar com as especificidades do TEA. Martins (2025) aponta que a ausência de formação adequada compromete a implementação de políticas inclusivas, aspecto discutido de forma recorrente durante a ação.

A articulação entre teoria e prática, promovida pela ação extensionista, possibilitou compreender que a inclusão não se resume à presença física do estudante com TEA no ambiente educacional. Santos et. al. (2025) ressaltam que a participação efetiva depende de condições comunicacionais que favoreçam o engajamento acadêmico. Observou-se que o uso de recursos de comunicação alternativa e tecnologia assistiva podem reduzir significativamente barreiras comunicacionais. Estudos de Togashi e Walter (2016) e Silva (2025) reforçam que tais recursos ampliam as possibilidades de interação e aprendizagem de pessoas com TEA.

A ação também possibilitou refletir sobre a importância do suporte familiar e social no processo de inclusão. Passos e Kishimoto (2022) destacam que o diagnóstico de TEA impacta diretamente as relações familiares, sendo fundamental a construção de redes de apoio que dialoguem com o contexto educacional. A discussão sobre intervenções multiprofissionais evidenciou que a inclusão de pessoas com TEA exige articulação entre diferentes áreas do conhecimento. Ciantelli et. al. (2021) apontam que a atuação integrada da psicologia escolar contribui significativamente para o bem-estar e o sucesso acadêmico desses estudantes.

Embora a ação não tenha caráter clínico, emergiram reflexões sobre a importância de compreender o TEA para além de abordagens exclusivamente biomédicas. Barros Neto, Brunoni e Cysneiros (2019) ressaltam que intervenções isoladas não são suficientes para garantir inclusão social e educacional. A experiência reforçou que ações extensionistas podem atuar como catalisadoras de mudanças culturais nos ambientes educacionais. Ao promover informação, diálogo e reflexão crítica, a extensão universitária contribui para a construção de práticas mais inclusivas e socialmente responsáveis (MARTINS, 2025). De forma conclusiva, os resultados e discussões apresentados evidenciam que a atividade de extensão cumpriu seu papel ao promover conhecimento, empatia e reflexão crítica sobre a comunicação com pessoas com Transtorno do Espectro Autista, reafirmando a importância da extensão universitária como estratégia fundamental para a promoção da inclusão educacional e social (GAIATO, 2018; CABRAL; MARIN, 2017; STOLL et. al., 2025).

A experiência também evidenciou que a inclusão escolar deve ser compreendida como processo contínuo de construção coletiva. A sensibilização promovida pela ação não encerra o debate, mas inaugura reflexão que precisa ser retomada em diferentes momentos formativos. A literatura aponta que práticas inclusivas são fortalecidas quando há articulação entre escola, família e universidade (PASSOS; KISHIMOTO, 2022). A atividade extensionista, ao promover diálogo entre universidade e escola, contribuiu para essa articulação interinstitucional. Observou-se que a mudança discursiva dos estudantes ao longo da atividade foi acompanhada por maior cuidado terminológico, evitando expressões pejorativas. Tal mudança indica processo inicial de conscientização ética, conforme discutido por Stoll et al. (2025).

A ação também reforçou que o desconhecimento é um dos principais fatores que sustentam o preconceito. À medida que informações fundamentadas eram apresentadas, percebia-se redução de risos nervosos ou comentários estigmatizantes. A compreensão do TEA como condição do neurodesenvolvimento, e não como escolha comportamental, contribuiu para deslocar julgamentos morais, alinhando-se à perspectiva científica apresentada por Salgado et al. (2022). Durante a atividade, emergiram relatos de convivência prévia com pessoas autistas, revelando que experiências pessoais, quando não acompanhadas de informação técnica, podem reforçar estereótipos. A articulação entre teoria e exemplos concretos mostrou-se estratégia pedagógica eficaz, facilitando assimilação do conteúdo e favorecendo aprendizagem significativa. A ação extensionista também promoveu reflexão sobre responsabilidade coletiva na promoção da inclusão, superando visão individualizada do problema.

A discussão sobre políticas públicas ampliou o entendimento de que inclusão não depende apenas de boa vontade, mas de respaldo institucional (MARTINS, 2025). A experiência reforçou a necessidade de formação continuada de profissionais da educação para lidar com especificidades do espectro. A vivência extensionista também impactou os acadêmicos organizadores, ampliando senso de responsabilidade social. A articulação multiprofissional foi destacada como essencial para construção de ambientes inclusivos (CIANTELLI et al., 2021).

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

A realização da ação evidenciou a relevância das atividades extensionistas como instrumentos fundamentais para a promoção da inclusão educacional e social de pessoas com Transtorno do Espectro Autista. A experiência demonstrou que ações educativas voltadas à comunicação e à empatia contribuem significativamente para a ampliação do conhecimento, a sensibilização e a transformação de atitudes no contexto educacional, reforçando o papel social da universidade na articulação entre teoria e prática (MARTINS, 2025; STOLL et. al., 2025).

Os resultados obtidos ao longo da ação permitiram compreender que a inclusão de pessoas com TEA vai além do acesso formal aos espaços educacionais, exigindo mudanças atitudinais, pedagógicas e comunicacionais. A compreensão da comunicação como eixo central do processo inclusivo mostrou-se essencial para desconstruir estereótipos, reduzir preconceitos e promover práticas mais acolhedoras, conforme discutido por Gaiato (2018) e Cabral e Marin (2017).

A reflexão sobre as diferentes formas de comunicação utilizadas por pessoas com TEA destacou a importância da valorização da comunicação alternativa, dos recursos visuais e das tecnologias assistivas como estratégias fundamentais para ampliar a participação acadêmica e social. Estudos como os de Togashi e Walter (2016) e Silva (2025) reforçam que tais recursos devem ser incorporados às práticas educacionais como meios legítimos de expressão e interação.

A experiência também evidenciou a estreita relação entre comunicação social e desempenho acadêmico, apontando que barreiras comunicacionais podem comprometer não apenas o aprendizado, mas a permanência e o bem-estar de estudantes com TEA nos ambientes educacionais. Essa constatação dialoga com os achados de Santos et. al. (2025) e Dos Santos et al. (2025), que ressaltam a necessidade de estratégias institucionais voltadas ao suporte comunicacional.

Outro aspecto relevante refere-se à importância da atuação multiprofissional e do suporte institucional no processo de inclusão. A articulação entre educação, psicologia e políticas públicas mostrou-se essencial para garantir condições adequadas de participação e aprendizagem, conforme defendido por Ciantelli et. al. (2021) e Martins (2025). Nesse sentido, a extensão universitária configura-se como espaço privilegiado para o desenvolvimento de práticas integradas e socialmente comprometidas.

Além disso, a ação permitiu refletir sobre o impacto do Transtorno do Espectro Autista nas relações familiares e sociais, reforçando a necessidade de redes de apoio que ultrapassem os limites do ambiente escolar. Passos e Kishimoto (2022) destacam que o fortalecimento dessas redes é fundamental para promover inclusão efetiva e qualidade de vida às pessoas com TEA.

Cabe destacar que, embora a intervenção não tenha caráter clínico, a discussão sobre o TEA não pode ser dissociada de uma compreensão ampla e interdisciplinar da condição. Conforme apontado por Barros Neto, Brunoni e Cysneiros (2019), abordagens isoladas são insuficientes para responder às demandas complexas do espectro, sendo necessário integrar dimensões educacionais, sociais e de saúde.

Portanto, conclui-se que a ação extensionista escolar cumpriu seus objetivos ao promover conhecimento, empatia e reflexão crítica sobre a comunicação com pessoas com Transtorno do Espectro Autista, reafirmando a importância da extensão universitária como estratégia fundamental para a construção de ambientes educacionais mais inclusivos. Espera-se que experiências como esta possam inspirar a continuidade e ampliação de ações extensionistas voltadas à inclusão, contribuindo para a efetivação dos direitos educacionais e sociais das pessoas com TEA (MARTINS, 2025; STOLL et. al., 2025; GAIATO, 2018).

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CABRAL, Cristiane Soares; MARIN, Angela Helena. Inclusão escolar de crianças com transtorno do espectro autista: uma revisão sistemática da literatura. Educação em revista, v. 33, p. e142079, 2017.

CIANTELLI, Ana Paula Camilo et al. A atuação da psicologia escolar junto ao estudante universitário com transtorno do espectro autista. Construindo diálogos na educação inclusiva: acessibilidade, diversidade e direitos humanos. Campina Grande: Realize, v. 1, p. 34-53, 2021.

DE BARROS NETO, Sebastião Gonçalves; BRUNONI, Decio; CYSNEIROS, Roberta Monterazzo. Abordagem psicofarmacológica no transtorno do espectro autista: uma revisão narrativa. Cadernos de Pós-Graduação em Distúrbios do Desenvolvimento, v. 19, n. 2, 2019.

DOS SANTOS, Tácia Soares et al. Comunicação e desempenho acadêmico em universitários com TEA. Revista Psicopedagogia, v. 42, n. 129, p. 491-504, 2025.

GAIATO, Mayra. SOS autismo: guia completo para entender o Transtorno do Espectro Autista. Nversos, 2018.

MARTINS, Cláudia Solange Rossi. Por uma Universidade Inclusiva: formação docente e políticas públicas em diálogo. Editora Oiticica, 2025.

PASSOS, Beatriz Carneiro; KISHIMOTO, Mariana Sayuri Cabral. O impacto do diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista na família e relações familiares. Brazilian Journal of Development, v. 8, n. 1, p. 5827-5832, 2022.

SALGADO, Nathalia Di Mase et al. Transtorno do Espectro Autista em Crianças: Uma Revisão Sistemática sobre o Aumento da Incidência e Diagnóstico. Research, Society and Development, v. 11, n. 13, p. e512111335748-e512111335748, 2022.

SANTOS, Tácia Soares dos et al. Comunicação Social e Desempenho Acadêmico em Universitários com Transtorno do Espectro do Autismo. Revista Psicopedagogia, v. 42, n. 129, p. 491-504, 2025

SILVA, Rangel Cardoso. Tecnologia assistiva e comunicação aumentativa e alternativa: um estudo sobre o transtorno do espectro autista. 2025. Dissertação de Mestrado. Universidade do Estado da Bahia (Brazil).

STOLL, Sabrina Lehnen et al. Direitos humanos em perspectiva crítica: inclusão de pessoas com transtorno do espectro autista no contexto universitário: Human rights in critical perspective: inclusion of people with autism spectrum disorder in the university context. Ponto de Vista Jurídico, v. 14, n. 2, p. e3981-e3981, 2025.

TOGASHI, Cláudia Miharu; WALTER, Cátia Crivelenti de Figueiredo. As contribuições do uso da comunicação alternativa no processo de inclusão escolar de um aluno com transtorno do espectro do autismo. Revista Brasileira de Educação Especial, v. 22, n. 3, p. 351-366, 2016.


1 Discente do Curso Superior de Medicina do Instituto Centro Universitário INTA (UNINTA) Campus Sobral-CE. E-mail: [email protected]

2 Discente do Curso Superior de Medicina do Instituto Centro Universitário INTA (UNINTA) Campus Sobral-CE. E-mail: [email protected]

3 Discente do Curso Superior de Medicina do Instituto Centro Universitário INTA (UNINTA) Campus Sobral-CE. E-mail: [email protected]

4 Discente do Curso Superior de Medicina do Instituto Centro Universitário INTA (UNINTA) Campus Sobral-CE. E-mail: [email protected]

5 Discente do Curso Superior de Medicina do Instituto Centro Universitário INTA (UNINTA) Campus Sobral-CE. E-mail: [email protected]

6 Discente do Curso Superior de Medicina do Instituto Centro Universitário INTA (UNINTA) Campus Sobral-CE. E-mail: [email protected]

7 Docente do Curso Superior de Medicina do Centro Universitário INTA (UNINTA) do Instituto Campus Sobral-CE. Mestre em Ciências da Saúde (UFC). E-mail: [email protected]

8 Docente do Curso Superior de Medicina do Centro Universitário INTA (UNINTA) do Instituto Campus Sobral-CE. Doutora em Biotecnologia da Rede Nordeste de Biotecnologia (RENORBIO/UFC). E-mail: [email protected]