RELAÇÃO DA NEUROPSICOPEDAGOGIA COM A EDUCAÇÃO MUSICAL PSICOTERAPÊUTICA NO DESENVOLVIMENTO INTEGRAL DA CRIANÇA

THE RELATIONSHIP BETWEEN NEUROPSYCHOPEDAGOGY AND PSYCHOTHERAPEUTIC MUSIC EDUCATION IN THE HOLISTIC DEVELOPMENT OF THE CHILD

REGISTRO DOI: 10.70773/revistatopicos/779907560

RESUMO
Este artigo explora a inter-relação entre Neuropsicopedagogia e Educação Musical Psicoterapêutica, no desenvolvimento integral da criança. Baseando-se em uma abordagem metodológica qualitativa, foram realizadas Pesquisa Participativa e Pesquisa Bibliográfica, para fundamentar as práticas adotadas na investigação. O estudo tem como objetivo: explorar a intersecção entre Neuropsicopedagogia e Educação Musical como instrumentos psicoterapêuticos no desenvolvimento infantil e concentrou-se em como a aplicação integrada de música e princípios neuropsicopedagógicos pode influenciar positivamente o desenvolvimento cognitivo e social de crianças. Os resultados indicam uma expressiva minimização de distorções cognitivas, com práticas musicais eficazes em reduzir pensamentos intrusivos e promover maior estabilidade emocional. Além disso, constatou-se um fortalecimento das habilidades sociais, com as atividades musicais colaborativas aprimorando as interações sociais e a capacidade de resolução de conflitos entre os participantes. Este trabalho sublinha a importância de integrar métodos educativos baseados em experiências musicais para alcançar um desenvolvimento mais holístico e harmônico no contexto infantil.
Palavras-chave: Neuropsicopedagogia; Educação Musical Psicoterapêutica; Desenvolvimento infantil.

ABSTRACT
This article explores the interrelationship between Neuropsychopedagogy and Psychotherapeutic Music Education in the integral development of the child. Based on a qualitative methodological approach, Participatory Research and Bibliographic Research were carried out to support the practices adopted in the investigation. The study aims to explore the intersection between Neuropsychopedagogy and Music Education as psychotherapeutic instruments in child development and focuses on how the integrated application of music and neuropsychopedagogical principles can positively influence the cognitive and social development of children. The results indicate a significant minimization of cognitive distortions, with musical practices effective in reducing intrusive thoughts and promoting greater emotional stability. In addition, a strengthening of social skills was observed, with collaborative musical activities improving social interactions and the ability to resolve conflicts among participants. This work underlines the importance of integrating educational methods based on musical experiences to achieve a more holistic and harmonious development in the child's context.
Keywords: Neuropsychopedagogy; Psychotherapeutic Music Education; Child Development.

1. INTRODUÇÃO

Pensar de forma abstrata foi, provavelmente, muito importante para o desenvolvimento do ser humano na pré-história. A habilidade de imaginar coisas que não existiam pode ter dado uma vantagem aos nossos ancestrais. Isso ajudou em diversos aspectos, como planejar o futuro, prever acontecimentos e criar ferramentas úteis.

Dessa forma é possível entender que as artes se constituem em grande escala o palco para o desenvolvimento da subjetividade humana, principalmente a música, pois esta interfere significativamente na neuroplasticidade do indivíduo.

Tendo como objetivo: “Explorar a intersecção entre Neuropsicopedagogia e Educação Musical como instrumentos psicoterapêuticos no desenvolvimento infantil”, este trabalho busca compartilhar a relevância de práticas educativas que integram componentes neurológicos, psicológicos e educacionais para promover o bem-estar e o desenvolvimento integral da criança. Para tal, buscou-se fazer uma Pesquisa Bibliográfica, juntamente com a Pesquisa Participativa sob a égide da Pesquisa Qualitativa.

Na Pesquisa Bibliográfica este artigo dialogou com autores das áreas de Neuropsicopedagogia (Vygotsky 1995; Lima 2015; Gardner 1993; Jansen 2008) Educação Musical (Swanwick 2003; Gordon 2000; Ilari (2005), Educação Musical Psicoterapêutica (Sousa 2018, 2020, 2024).

Este artigo está dividido em três partes: Introdução, como primeiro capítulo, interseção entre Neuropsicopedagogia e Educação Musical Psicoterapêutica como segundo capítulo e a descrição das atividades desenvolvidas na Pesquisa Participativa na clínica.

2. INTERSEÇÃO ENTRE NEUROPSICOPEDAGOGIA E EDUCAÇÃO MUSICAL PSICOTERAPÊUTICA.

A Neuropsicopedagogia é um campo interdisciplinar que combina conceitos da Neurociência, Psicologia e Pedagogia para entender e melhorar os processos de ensino-aprendizagem. Ela se concentra em como o cérebro funciona no contexto da educação e busca aplicar esse conhecimento para desenvolver práticas pedagógicas mais eficazes, e ainda, examina as bases neurológicas dos processos cognitivos e emocionais envolvidos na aprendizagem. É usada para criar estratégias que auxiliem no desenvolvimento dos alunos, levando em conta suas necessidades individuais e os processos cerebrais envolvidos na aquisição de conhecimentos.

Por ser uma área de conhecimento interdisciplinar, que abrange principalmente a Neurociência, Psicologia e Pedagogia, seu foco é o funcionamento cerebral e suas consequências para a aprendizagem. Dessa forma busca maneiras práticas de melhorar o ensino e o aprendizado utilizando o conhecimento sobre o cérebro, para atender às necessidades individuais dos alunos considerando suas diferenças neurobiológicas e emocionais.

Elvira Souza Lima (2015), pesquisadora renomada, com grandes contribuições em como o cérebro e a educação se interrelacionam.

Howard Gardner (1993), desenvolveu a teoria das inteligências múltiplas, que tem influências significativas em abordagens educacionais, amplamente usada em discussões neuropsicopedagógicas. Eric Jensen (2008), conhecido por suas obras sobre como as nuances do cérebro podem afetar a educação.

A Educação Musical Psicoterapêutica- EMP é um conceito que combina aspectos da educação musical e psicoterapia. Embora não seja um campo amplamente estabelecido nas literaturas acadêmicas tradicionais, pode ser entendido como uma abordagem que utiliza a música como ferramenta terapêutica para promover o desenvolvimento emocional, cognitivo e social dos indivíduos dentro de um contexto educacional.

A Educação Musical Psicoterapêutica é a integração de Educação Musical e psicoterapia, isto é, utiliza elementos musicais para fins terapêuticos, ajudando os participantes a explorar e expressar emoções de maneira criativa.

A autora dessa Teoria da Educação Musical Psicoterapêutica- EMP, a Dra. Maria Jucilene Silva Guida de Sousa (2018, 2020, 2024) Psicóloga Clínica, Neuropsicóloga, Pedagoga e Psicopedagoga clínica e institucional, enfatiza que a Educação Musical pode e deve ser trabalhada levando em consideração o desenvolvimento emocional da criança. A música serve como um meio para explorar sentimentos, reduzindo o estresse e promovendo o bem-estar emocional.

Além disso, De Sousa e Sampaio (2024), afirmam que a EMP alcança os aspectos cognitivo e social e espiritual, porque trabalha o desenvolvimento de habilidades cognitivas, sociais e transcendentes, através de atividades musicais colaborativas e individualizadas. Estas, por sua vez, são adaptadas às necessidades específicas de cada indivíduo ou grupo, considerando seus desafios e objetivos únicos.

A Educação Musical Psicoterapêutica- EMP, segundo Sousa (2018) valoriza a expressão artística do aprendente e o encoraja a exercitar suas potencialidades artísticas e criatividade como um meio de cura e crescimento pessoal.

A EMP pode ser aplicada em ambientes educacionais, oferecida em escolas com foco em apoiar o aprendizado integral e em contextos clínicos. O profissional apto para aplicar a EMP é o Psicólogo-educador musical ou psicopedagogo-educador musical, ou somente o Educador Musical supervisionado por um desses dois profissionais, os quais farão intervenções emocionais e comportamentais, por meio da Educação Musical.

Essa teoria ainda está evoluindo, e pode ser encontrado em práticas realizadas por educadores musicais e psicoterapeutas, que combinam metodologias para alcançar o desenvolvimento holístico das pessoas através da música.

2.1. Implicações no Desenvolvimento Infantil

Luria (1984), juntamente com Vigotski (1995) e Leontiev (1978), é um representante da abordagem histórico-cultural. Essa abordagem constitui um esforço da Psicologia russa no início do século XX para desenvolver uma nova perspectiva psicológica que considere o contexto sócio-histórico.

Nessa visão, as Funções Psicológicas Superiores (FPS) surgem da interação entre cultura e as Funções Psicológicas Elementares, que têm origem biológica (Vigotski, 1995). É por meio dessa ligação que se desenvolvem atividades mentais complexas, que são habilidades únicas da espécie humana.

A matriz teórica histórico-cultural tem como uma de suas proposições básicas o conceito de que o ser humano se constitui devido à sua relação com os outros. As FPS desenvolvem-se quanto à sua estrutura, conteúdo e complexidade na relação que estabelecemos com as pessoas e com a cultura. Suas origens são, portanto, de natureza social e respondem, diferentemente do que ocorre em outros animais, a estímulos criados (signos), e não apenas a estímulos dados. Estas habilidades são atividades mentais internas, organizadas em sistemas funcionais, emergindo da atividade prática, desenvolvida na sociedade humana com base no trabalho, formando-se no curso da ontogênese de cada pessoa em cada nova geração. (Veronezi, Damasceno & Fernandes, 2005, p. 540)

A Educação Musical Psicoterapêutica tem um papel crucial no desenvolvimento das Funções Psicológicas Superiores das crianças. Estudos científicos comprovam que a exposição à música pode estimular o cérebro infantil, promovendo conexões neurais e favorecendo o aprendizado e o controle emocional. Aqui estão os efeitos da música no desenvolvimento das crianças.

A música ativa várias áreas do cérebro, incluindo aquelas envolvidas com a audição (córtex auditivo), emoção (sistema límbico), memória (hipocampo) e controle motor (córtex motor). Essa ativação aumenta as conexões entre diferentes partes do cérebro, promovendo o desenvolvimento cognitivo.

O aprendizado de ritmos e melodias estimula as áreas cerebrais associadas à linguagem, ajudando a criança no desenvolvimento de habilidades de fala e leitura.

Estudos apontam que crianças expostas à música frequentemente apresentam maior rapidez em identificar sons e aprimorar a consciência fonológica.

A prática de atividades musicais que envolvem instrumentos ou movimentos corporais sincronizados ajuda as crianças a melhorar suas habilidades motoras finas e grossas.

Repetir padrões rítmicos ou letras de músicas fortalece o hipocampo, a área responsável pela memória. Crianças habituadas com música tendem a ter maior capacidade de concentração e retenção de informações.

Dominar a execução de um instrumento, aprender uma música ou até criar sons dá à criança um senso de realização e aumenta a confiança em si mesma. Permite que a criança explore sentimentos de maneira criativa, ajudando-a a desenvolver habilidades emocionais por meio da arte musical.

Patricia Kuhl e outros (2014) da Universidade de Washington, pesquisou como a música afeta a plasticidade cerebral, mostrando que crianças que aprendem músicas mostram ganhos expressivos em habilidades mentais.

Francois Levitin (2008), da Universidade McGill, descobriu que a música ativa os sistemas de recompensa cerebral, ligados às emoções positivas.

A música geralmente está conectada a outras formas de expressão cultural, como danças, cerimônias e rituais de cura, desempenhando um papel importante em momentos marcantes da vida, como nascimento, adolescência, casamento e morte (Swanwick, 2003). Hargreaves e North (2005) apontam que quase todas as funções da música estão relacionadas ao convívio social.

Para Trehub (1995), a música ajuda no desenvolvimento cognitivo dos bebês, sendo uma atividade complexa que prepara a criança para habilidades mentais futuras, funcionando como um treino para a percepção (Levitin, 2008). Segundo Zampronha (2007), a música é um meio de expressão, comunicação, prazer, motivação e realização pessoal, contribuindo para vários aspectos do desenvolvimento humano, como o físico, mental, emocional, social e espiritual.

3. DESCRIÇAO DA PESQUISA PARTICIPATIVA NA CLÍNICA

Para a elaboração do artigo sobre a Relação da Neuropsicopedagogia com a Educação Musical Psicoterapêutica no desenvolvimento da criança, foi utilizada uma combinação de abordagens metodológicas, centradas nas técnicas de Pesquisa Bibliográfica, Pesquisa Participativa e sob a égide da Pesquisa Qualitativa. Essa escolha metodológica visou proporcionar uma compreensão robusta e prática da interação entre a neuropsicopedagogia e a educação musical no desenvolvimento infantil.

A Pesquisa Bibliográfica foi a etapa inicial do estudo, buscando fundamentos teóricos que sustentassem a intersecção entre Neuropsicopedagogia e Educação Musical Psicoterapêutica- EMP. Foram consultadas obras de autores renomados nas áreas de Neurociência, Psicopedagogia, e de Educação Musical Psicoterapêutica-EMP no desenvolvimento infantil. Esta pesquisa não só embasou as partes teóricas do artigo como também auxiliou na compreensão dos efeitos da música no cérebro e no comportamento infantil.

A Pesquisa Participativa foi adotada para envolver diretamente o sujeito da pesquisa no processo investigativo. Essa abordagem proporcionou uma visão mais acurada das experiências da criança com atividades musicais, permitindo ajustes e adaptações em tempo real. Uma criança do sexo masculino, de 10 anos, foi selecionada para participar da criação e prática das atividades planejadas no estudo.

As atividades envolvidas foram: Percepção Musical: Treinos voltados para a identificação de sons, ritmos e melodias, códigos musicais, exploração de símbolos musicais, notas e partituras, composição musical, incentivo à criação de pequenas peças musicais, promovendo a expressão pessoal.

A Pesquisa Qualitativa serviu de arcabouço, primando pela profundidade nas interações entre as variáveis. Esta abordagem permitiu uma compreensão holística do impacto das atividades musicais nas emoções e nos padrões cognitivos da criança.

Os dados coletados foram oriundos das narrativas e observações sobre o comportamento da criança durante as atividades, reflexões pessoais da criança e dos seus responsáveis quanto ao seu crescente entendimento e relacionamento com a música.

3.1. Sessões Desenvolvidas

Sessão 1: Introdução e Avaliação Diagnóstica

Objetivo: Avaliar o perfil cognitivo e emocional da criança.

Atividades: Discussão livre sobre interesses musicais e introdução ao aplicativo BandLab. Segundo Vygotsky (1993), a interação social é essencial no desenvolvimento cognitivo, e essa sessão visou estabelecer uma base relacional forte entre terapeuta e criança.

Sessão 2: Sensibilização e Consciência Musical

Objetivo: Promover consciência e apreciação da música.

Atividades: Escuta ativa de várias peças musicais realizadas no BandLab; discussão sobre como cada peça afeta a emoção. De acordo com Zatorre (2007), a música ativa redes complexas no cérebro, promovendo um processamento emocional e cognitivo profundo.

Sessão 3: Introdução aos Códigos Musicais

Objetivo: Ensinar os fundamentos dos códigos musicais e notações simples relacionando às emoções da criança.

Atividades: Usar o teclado virtual no BandLab para explorar escala musical e leitura de notas. Neste momento, a criança foi estimulada pelo psicoterapeuta-educador musical a chamar suas emoções pelo nome. Assim como as notas musicais têm nomes e permitem criar melodias, aprender a ressignificar as emoções são necessárias para enfrentar as distorções cognitivas.

Como defendido por Lev S. Vygotsky (1993) a introdução aos símbolos facilita a internalização e o desenvolvimento do pensamento abstrato.

Sessão 4: Exploração Instrumental e Composição

Objetivo: Iniciar a criança na composição simples com a tecnologia disponível.

Atividades: Criar pequenos trechos melódicos no BandLab usando sons e loops preexistentes. O psicoterapeuta-educador musical auxiliou a criança a escrever frases, baseadas nas suas experiências, tais como: “eu sou uma criança do bem”, “eu posso melhora dia a dia” etc., para inserir melodias, por meio do piano digital. Berger e Luckmann (1973) argumentam que a expressão criativa em um ambiente de segurança promove a autoconstrução e a autoestima.

Sessão 5: Integração de Emoções e Música

Objetivo: Explorar como diferentes sons e ritmos ressoam com estados emocionais.

Atividades: Compor uma peça curta que reflita uma determinada emoção identificada pelo participante.

Sloboda (1995) discute como a música pode atuar como um meio para expressar e regular emoções.

Sessão 6: Fortalecimento das Habilidades Interpessoais

Objetivo: Utilizar a música para melhorar habilidades sociais e a relação interpessoal da criança na família e na escola.

Atividades: Jogo de criação colaborativa no BandLab, construindo uma peça musical conjunta. A música funciona como veículo poderoso para inclusão social e habilitação emocional, uma visão partilhada por Gordon (2000).

Sessão 7: Técnicas de Relaxamento e Atenção Plena com Música

Objetivo: Introduzir à prática de mindfulness integrando música calmante.

Atividades: Criação de uma "paisagem sonora" relaxante no BandLab, seguida de um exercício de atenção plena.

Relacionamento Teórico: Kabat-Zinn (2003) enfatiza o poder das práticas de mindfulness para melhorar o foco e reduzir a ansiedade.

Sessão 8: Aprofundamento em Composição e Improvisação

Objetivo: Promover a expressão pessoal livre pela improvisação musical.

Atividades: Improvisação guiada utilizando teclados e percussão digital no BandLab. Segundo Jourdain (1997), a improvisação musical estimula a flexibilidade do pensamento e abertura à novas ideias.

Sessão 9: Síntese Psicomusical e Reflexão

Objetivo: Refletir sobre o progresso individual e os aprendizados musicais.

Atividades: Revisão das composições realizadas nas sessões anteriores, discussão sobre mudanças pessoais observadas. Alexander Romanovich Luria (1984) destaca a importância do diálogo e da reflexão no fortalecimento do eu e estabelecimento de metas.

Sessão 10: Conclusão e Planejamento Futuro

Objetivo: Consolidar aprendizagens e fornecer diretrizes para utilização futura das ferramentas musicais.

Atividades: Criar um projeto final no BandLab que simbolize a jornada musical terapêutica. Erikson (1963) discute o papel fundamental da identidade e realização pessoal para a saúde emocional e desenvolvimento psicológico.

Feedback dos Pais

Após a conclusão das sessões, colhidas sistematicamente para integrar reflexões qualitativas ao estudo, os pais relataram significativas melhorias nas relações interpessoais e intrapessoais da criança. Destacaram avanços em comunicação verbal, resiliência emocional e socialização. Laços familiares fortalecidos pelo entendimento mútuo e novas etapas de confiança e autoconsciência foram realçados, confirmando a eficácia da abordagem integrativa proposta.

As sessões desenhadas foram fundamentadas por uma sólida base teórica de autores respeitados, garantindo uma prática embasada e eficaz, promovendo um desenvolvimento alinhado aos novos paradigmas da educação e intervenção psicopedagógica.

Análise dos Efeitos:

Minimização de distorções cognitivas: Observou-se o efeito positivo das práticas musicais sobre pensamentos intrusivos na criança; fortalecimento de Habilidades Sociais: As atividades incluíram discussões e reflexões sobre experiências musicais, promovendo a melhoria nas interações sociais e na resolução de conflitos.

4. CONCLUSÃO

Este estudo abordou a significativa intersecção entre Neuropsicopedagogia e Educação Musical Psicoterapêutica, destacando seu impacto positivo no desenvolvimento integral da criança. Através de uma abordagem integrativa, ficou evidenciado como essa combinação de práticas pode efetivamente contribuir para o bem-estar cognitivo e emocional dos participantes.

Um dos principais resultados foi a minimização de distorções cognitivas em crianças. As práticas musicais mostraram-se eficazes na redução de pensamentos intrusivos, promovendo um ambiente mental mais equilibrado e saudável. A música, como ferramenta terapêutica, possibilita que a criança se conecte com suas emoções de forma segura, oferecendo um meio de externalizar e processar sentimentos complexos. Esse efeito se alinha às teorias de Vygotsky, que acentuam o papel da mediação cultural, neste caso, a música, no desenvolvimento cognitivo.

Além disso, o estudo revelou um fortalecimento significativo das habilidades sociais das crianças. As atividades musicais, que incluíram discussões e reflexões sobre vivências sonoras, foram essenciais para aprimorar as interações sociais e a capacidade de resolução de conflitos. O envolvimento coletivo na música promoveu uma nova dinâmica interpessoal, onde cooperação e empatia foram fundamentais. Estas práticas suportam os conceitos de aprendizagem social de Bandura (1986), que destaca a observação e a imitação em contextos sociais como determinantes no desenvolvimento de habilidades sociais.

A integração bem-sucedida destes campos teóricos e práticos também ressalta a importância de abordagens educacionais que transcendem o ensino tradicional, promovendo ambientes mais inclusivos e harmoniosos. A Neuropsicopedagogia, aliada à Educação Musical Psicoterapêutica de Sousa (2018), oferece uma plataforma onde conhecimento, emoção e criatividade se convergem, promovendo um desenvolvimento holístico na criança.

Em última análise, perceber que tais estratégias podem ser continuamente implementadas e adaptadas em contextos educacionais e terapêuticos, com a possibilidade de atingir um público mais amplo, destaca a necessidade de educadores e terapeutas reconhecerem e integrarem esses métodos em suas práticas cotidianas. O êxito dessas abordagens abre caminho para novas pesquisas e aplicações que aprofundem a compreensão do papel transformador que Música e Neuropsicopedagogia podem ter no desenvolvimento infantil.

Recomenda-se, portanto, que futuras investigações venham a explorar ainda mais o impacto dessas práticas, particularmente em contextos sociais e culturais variados, para garantir que os desafios contemporâneos de desenvolvimento e aprendizagem sejam enfrentados com inovação e sensibilidade.

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1 Graduado em Psicologia, Direito e História. Pós-Graduado em Neuropsicologia (IPOG), Direito Previdenciário, Direito Penal e Processual Penal, Direito Administrativo. Mestre em Direito: UFMA. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail. Orcid: https://orcid.org/0009-0004-3892-0176

2 Graduada em Pedagogia, Letras, Especialista em Libras: (FACUMINAS), Especialista em ABA: Faculdade Metropolitana (FAMESP). Orcid: https://orcid.org/0009-0007-0678-8029. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail

3 Graduado em Direito. Pós-Graduado em Direito Público (Legale Educacional) e Direito Médico (Faculdade Mar Atlântico). E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail. Orcid: https://orcid.org/0009-0004-4511-9504

4 Graduada em Arquitetura e Urbanismo (UEMA). Especialista em Arquitetura e Designer de Interiores, Especialista em Paisagismo e Iluminação, Especialista em arquitetura Comercial (FACUMINAS). E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail. Orcid: https://orcid.org/0009-0004-8732-6544.

5 Graduanda em Medicina- CEUMA: Orcid: https://orcid.org/0009-0003-5121-3217. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail.

6 Doutora em Artes com ênfase em Psicologia e Música (UFPA), Mestre em Educação, Mestre em Língua Portuguesa (UERJ), Psicóloga Clínica e Neuropsicóloga, Especialista em Avaliação Psicológica (IPOG) (CRP: 22/02106 ). Orcid: https://orcid.org/0000-0002-8634-2997. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail).

7 Graduada em Psicologia: (CEUMA), História, Administração Pública (UEMA), Especialista em Libras: (DOM ORIONE) Orcid: https://orcid.org/0009-0003-5241-7596. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail.

8 Graduanda em Medicina (UFMA). Orcid: https://orcid.org/0009-0004-6633-9389. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail