PRIMEIRA CONSULTA DE ENFERMAGEM PUERPERAL: PERCEPÇÃO DAS PUÉRPERES ACERCA DO ACOLHIMENTO E DO ATENDIMENTO NA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE

FIRST PUERPERAL NURSING CONSULTATION: PUERPERAL WOMEN’S PERCEPTION OF WELCOMING AND CARE IN THE PRIMARY HEALTH CARE UNIT

REGISTRO DOI: 10.70773/revistatopicos/776732276

RESUMO
Este estudo teve como foco a primeira consulta de enfermagem puerperal na Unidade Básica de Saúde e apresentou como objetivos: conhecer como ocorre a primeira consulta de enfermagem no puerpério realizada na Atenção Primária à Saúde do município de Guarapuava-PR; refletir sobre o papel do enfermeiro na atenção integral ao puerpério; identificar as orientações recebidas durante a consulta de enfermagem pós-parto acerca dos cuidados ao recém-nascido e das necessidades da puérpera; e apresentar perspectivas para a atenção integral de enfermagem ao puerpério na APS. Tratou-se de um estudo qualitativo descritivo, realizado em 10 Unidades Básicas de Saúde do município de Guarapuava-PR. A amostra foi composta por 10 mulheres com até 40 dias de pós-parto e idade superior a 18 anos. Os dados foram coletados entre outubro e dezembro de 2023, por meio de entrevista semiestruturada, e analisados por análise de conteúdo. Como resultados, a análise dos dados originou cinco categorias: primeiro atendimento: uma consulta para o binômio; planejamento reprodutivo no puerpério; realização de visita domiciliar no período puerperal; aleitamento materno no período puerperal; e assistência psicológica no período puerperal. A percepção das mulheres em relação ao primeiro atendimento revelou que uma parcela significativa ainda se sente negligenciada quanto à assistência recebida. A pesquisa permitiu identificar quais orientações receberam maior ênfase e quais, por vezes, foram relegadas a segundo plano. Reconhecer essas lacunas é fundamental para melhorar a qualidade do atendimento, assegurar que as mulheres estejam devidamente informadas para enfrentar o pós-parto e favorecer o aprimoramento da prática do enfermeiro, considerando também a alta demanda e a sobrecarga de trabalho presentes no cenário assistencial.
Palavras-chave: Puerpério; Enfermagem; Pós-parto; Consulta.

ABSTRACT
This study focused on the first puerperal nursing consultation in the Primary Health Care Unit and aimed to: understand how the first puerperal nursing consultation is carried out in Primary Health Care in the municipality of Guarapuava, Paraná, Brazil; reflect on the role of nurses in comprehensive puerperal care; identify the guidance provided during the postpartum nursing consultation regarding newborn care and the needs of puerperal women; and present perspectives for comprehensive nursing care during the puerperium in Primary Health Care. This was a descriptive qualitative study conducted in 10 Primary Health Care Units in the municipality of Guarapuava, Paraná, Brazil. The sample consisted of 10 women who were up to 40 days postpartum and older than 18 years. Data were collected between October and December 2023 through semi-structured interviews and were analyzed using content analysis. The results generated five categories: first care encounter: a consultation for the mother–baby dyad; reproductive planning during the puerperium; home visits during the puerperal period; breastfeeding during the puerperal period; and psychological care during the puerperal period. Women’s perceptions regarding the first consultation revealed that a significant proportion still feel neglected in relation to the care received. The study made it possible to identify which types of guidance received greater emphasis and which were, at times, relegated to the background. Recognizing these gaps is essential to improve the quality of care, ensure that women are adequately informed to cope with the postpartum period, and foster improvements in nursing practice, while also considering the high demand and workload present in the care setting.
Keywords: Puerperium; Nursing; Postpartum; Consultation.

1. INTRODUÇÃO

Define-se puerpério como o período que se inicia logo após o parto, momento em que modificações provocadas no período gestacional e parto tendem a retornar ao período pré-gravídico. Em outras palavras, quando as modificações hormonais e fisiológicas retornam ao seu estado anterior à concepção, esse período tem início logo após o nascimento do bebê e dequitação da placenta, sendo o seu término indeterminado. Esse período é considerado de risco por incluir grandes modificações emocionais, biológicas e sociais (Silva, 2021). É uma etapa de intensas alterações, físicas e psicológicas que acarretam em um momento de adaptações tanto para a mulher quanto para o recém-nascido (RN). Neste sentido, percebe-se que a puérpera nesse contexto, deve ser avaliada e cuidada de forma integral (Mazzo e Brito, 2016).

Assim, ao perceber o puerpério como um momento delicado e permeado de desafios a serem cumpridos, é um passo essencial na assistência ofertada pelo sistema único de saúde (SUS), a primeira consulta puerperal (Vargas et al., 2016). Os profissionais de saúde que fazem parte das equipes de Atenção Primária à Saúde (APS) devem estar preparados para acolher a puérpera e sua família, visando prevenir quaisquer problemas ou dificuldades associadas a esse período (Castiglioni et al., 2020).

A Visita Domiciliar (VD) na Estratégia Saúde da Família (ESF) engloba todos os atendimentos realizados na residência do paciente, podendo ser conduzida por um ou mais membros da equipe de saúde. Essas visitas consistem em um conjunto de ações contínuas e programadas, adaptadas às necessidades individuais das pessoas e famílias com o objetivo de priorizar a promoção da saúde, a prevenção e o diagnóstico precoce de doenças e agravos à saúde. O enfermeiro desempenha um papel fundamental no atendimento às necessidades das mulheres, desde o planejamento familiar até o período pós-parto. Sua proximidade com as mulheres durante o acompanhamento do pré-natal o torna um dos profissionais mais adequados para fornecer assistência domiciliar nesse contexto (De Lima, 2021).

A consulta puerperal deve ser realizada entre o sétimo e décimo dia após o parto, tanto para avaliação, intercorrência, e quanto para a continuidade do acompanhamento e consequente desenvolvimento do RN. Portanto os profissionais de saúde, especialmente o enfermeiro, possuem um papel muito importante nesse período e precisam estar capacitados para a realização e prestação do cuidado para fornecer a assistência necessária ao RN e a puérpera (Vargas et al., 2016).

Ao que se refere a consulta, ainda que a consulta puerperal esteja prevista no cuidado à saúde da mulher, ainda possuem uma baixa frequência dentro da atenção primária à saúde, e quando ocorrem muitas vezes estão voltadas à questão da anticoncepção (Castiglione et al, 2020). Diante desse cenário, podemos verificar que as práticas realizadas na atenção primária à saúde (APS) vêm apresentando fragilidades.

No contexto em que tive contato com a respectiva consulta durante a realização do estágio na disciplina de Saúde da Mulher e da Criança, foi possível observar que as práticas nas UBS têm proporcionado maior foco ao RN, enquanto outros aspectos, referente principalmente à mulher e a interação do binômio, não são atendidas em sua integralidade.

A partir disso verificamos a relevância da avaliação da puérpera com relação a possíveis anormalidades relacionadas à recuperação e a adaptação do processo de nascimento. Ainda, a realização de educação em saúde que envolvam medidas de conforto e orientações voltadas ao aleitamento materno, dentre outros aspectos, já que inúmeras mulheres chegam ao período puerperal com fragilidades nas informações advindas desde o atendimento realizado durante o pré-natal.

Visto a importância do papel desempenhado pelo enfermeiro e da qualidade da assistência no atendimento da primeira consulta de enfermagem no puerpério, se faz necessário compreender a consulta e a atuação dos profissionais enfermeiros dentro da APS do ponto de vista das puérperas e confrontar com a literatura em termos de assistência integral a esse período, e para um aprimoramento da assistência da equipe de enfermagem. Diante do exposto a presente pesquisa tem como objetivo compreender as percepções das puérperas em relação à primeira consulta de enfermagem no puerpério na Unidade Básica de Saúde.

2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA OU REVISÃO DA LITERATURA

2.1. Puerpério Um Período de Transformação

O puerpério é o período do ciclo gravídico que condiz à regressão física e a passagem para a atividade da maternidade. Tendo seu início após a dequitação da placenta e conclui-se por volta de seis (6) semanas após o parto, tratando-se de um período marcado por diversas modificações, tanto corporais quanto emocionais (Castiglione et al., 2020).

O puerpério é uma fase em que a mulher se encontra em um estado físico, mental e social vulnerável, passando pelas alterações tanto da gravidez quanto do parto, assim como passa a ser mãe, apresentando preocupações com seu bebê, medos, inseguranças, entre outros. Levando em consideração esses problemas, a equipe multidisciplinar está fortemente ligada a essa puérpera, principalmente a enfermagem, a qual irá realizar a consulta puerperal, devendo considerá-la de maneira humanizada, em virtude de estar em um período suscetível (Lopes, et al., 2021).

Mesmo sendo o puerpério, um período de riscos, diversas vezes é negligenciado. As atenções acabam sendo voltadas para os cuidados com o bebê, e as modificações que ocorrem na vida das mulheres, encontram-se desassistidas. Considerando estas modificações e, principalmente, o impacto que podem apresentar, torna-se relevante associar um cuidado de enfermagem qualificado e que condiz com as necessidades da mulher durante esse período (Silva, 2021).

2.2. Primeiro Atendimento: Um Espaço de Atenção Integral Ao Binômio

As diversas transformações vivenciadas nesse ciclo podem submeter as mulheres a agravos característicos de morbimortalidade materna. Atualmente, percebe-se a fragmentação do cuidado oferecido à mulher, o que pode diminuir a qualidade da assistência prestada. Ao longo dos anos, programas e políticas públicas de saúde foram desenvolvidas com o objetivo assegurar a assistência de qualidade com foco na sua integralidade, dentre elas se destacam o Programa de Atenção Integral a Saúde da Mulher (PAISM) criada em 1983 e também a Política Nacional de Atenção Integral a Saúde da Mulher (PNAISM) criada em 2004 (Costa, 2021).

O puerpério requer atenção qualificada com o objetivo de garantir assistência qualificada na saúde das mulheres, a fim de evitar inúmeras complicações que podem surgir durante esse período e auxiliar na adaptação da nova rotina com o recém-nascido. Sabemos que o cuidado intra-hospitalar no alojamento conjunto é de extrema importância, porém a continuidade do cuidado, por meio da consulta puerperal é fundamental para garantir o bem-estar das puérperas, permitindo ainda, uma melhor identificação das necessidades de saúde, maior precisão no diagnóstico, redução de custos pelo fato de reduzir o uso de serviços com maior complexidade, prevenção de agravos juntamente à promoção da saúde e aumento da resolutividade de problemas e satisfação dos usuários (Baratieri et al., 2022).

Diante dos benefícios relativos à consulta de enfermagem no puerpério, acredita-se que reconhecer as principais necessidades da mulher no período puerperal e oferecer uma assistência estruturada pode trazer diversos benefícios para o binômio mãe-filho, como a identificação e tratamento precoce de possíveis patologias específicas do ciclo desse ciclo (Costa, 2021).

2.3. O Papel do Enfermeiro na Consulta Puerperal

A saúde materna é considerada importante para a Atenção Primária à Saúde (APS), portanto, ampliar a qualidade desse ponto de atenção é de fundamental importância para conter as taxas de mortalidade dessa população. Os óbitos e morbidades que acontecem durante a gravidez, parto e puerpério podem ser evitadas com a implementação de ações integradas e de acesso universal, utilizando tecnologias leves e cuidados primários (Baratieri, 2019).

Destaca-se que a maioria dos óbitos maternos ocorrem no puerpério imediato (1º ao 10º dia pós-parto), além de ser considerado um momento de morbidade significativa que se estende até o puerpério tardio (do 11º ao 45º dia) e remoto (após 45º dia). A APS é a principal responsável pela atenção à mulher no período pós-parto, por meio da integração do conhecimento científico e a capacidade de acolher, apoiar e identificar mudanças tanto físicas quanto emocionais de forma precoce, realizar prevenção, tratamento e acompanhamento da puérpera, realizando encaminhamento para outros serviços quando necessário (Baratieri, 2019).

Durante o período puerperal é essencial que a mulher seja atendida em sua totalidade, por meio de uma visão integral que considere também o contexto sociocultural e familiar, portanto os profissionais de saúde devem estar atentos e disponíveis para observar e atender as reais necessidades que cada uma delas apresenta, qualificando o cuidado prestado, prevenindo complicações, promovendo conforto físico-emocional e articulando educação em saúde, devido à isso é dever dos profissionais de saúde acolher de forma digna a mulher e o recém-nascido, levando em conta que no puerpério a mulher passa por diversas transformações em seu corpo e também em sua rotina diária, visto que precisa prestar os cuidados ao seu recém-nascido. Diante disso, o profissional deve, portanto prestar o apoio necessário durante o processo de reorganização psíquica quanto ao vínculo com o seu bebê, mudanças corporais, aleitamento materno, retorno da atividade sexual e planejamento familiar, ou seja, uma assistência de qualidade durante o período puerperal é de fundamental importância para a proteção e garantia dos direitos humanos das mulheres (Prigol, 2017).

Essa assistência deve ser conduzida pelo enfermeiro de maneira a acompanhar a puérpera e a sua família, fornecendo recursos educativos e assistenciais a fim de garantir suporte frente às dificuldades relacionadas à fase em que se encontram (Prigol, 2017).

Sabemos que o enfermeiro tem como essência e singularidade da profissão, o cuidado direcionado ao ser humano, portanto seu papel de enfermeiro é reconhecido pela capacidade e habilidade de compreender quem recebe seu cuidado, ou seja, o indivíduo como um todo, devido isso o enfermeiro é considerado o profissional essencial na assistência durante o puerpério (Azevedo et al., 2018).

Apesar da relevância das orientações durante o período do pré-natal, na maioria das vezes, é no puerpério que a atuação desse profissional se faz indispensável, pois cabe ao enfermeiro auxiliar a puérpera durante o período de transição inicial para a maternidade e monitorar seu processo recuperação, além de reconhecer e controlar quaisquer desvios dos processos que possam surgir (Azevedo et al., 2018).

Ainda que a consulta de enfermagem seja atualmente uma atividade programática realizada de forma metódica, no atendimento de puericultura realizado nas UBS´s, nem todos os enfermeiros se sentem aptos para desenvolvê-la, sendo que alguns não realizam a consulta de modo rotineiro, por reconhecerem a demanda de maior preparo para realizá-la (Gaíva, 2019).

3. METODOLOGIA

Trata-se de um estudo descritivo, de abordagem qualitativa, realizado em Unidades Básicas de Saúde do município de Guarapuava, Paraná, Brasil. Participaram do estudo 10 mulheres em puerpério tardio, com idade superior a 18 anos, que haviam realizado consulta de enfermagem no pós-parto entre o 7º e o 10º dia e se encontravam com até 40 dias de puerpério. Foram excluídas mulheres menores de 18 anos, não vinculadas às unidades selecionadas e aquelas que não atenderam ao período estabelecido para a consulta pós-parto. A aproximação com as participantes ocorreu com apoio dos agentes comunitários de saúde e enfermeiras das unidades, sendo as entrevistas realizadas em visita domiciliar, após apresentação da pesquisa e assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. A coleta de dados ocorreu entre outubro e dezembro de 2023, por meio de entrevistas semiestruturadas, gravadas, transcritas e conduzidas até a saturação dos dados. Para análise, utilizou-se a Análise de Conteúdo proposta por Bardin. O estudo respeitou os preceitos éticos da Resolução CNS nº 466/2012 e foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Estadual do Centro-Oeste (UNICENTRO), sob parecer nº 6.287.071.

4. RESULTADOS E DISCUSSÕES OU ANÁLISE DOS DADOS

A análise de conteúdo, fundamentada em Bardin (2011), permitiu a construção de categorias temáticas capazes de responder aos objetivos propostos pela pesquisa, a partir da codificação e condensação do material empírico oriundo das entrevistas. As categorias identificadas evidenciam aspectos centrais da assistência de enfermagem no puerpério na atenção primária à saúde, revelando tanto potencialidades quanto fragilidades no cuidado ofertado às puérperas. De modo geral, os achados apontam que a consulta puerperal, embora reconhecida como espaço estratégico para a atenção integral à mulher e ao recém-nascido, ainda se mostra fortemente centrada no bebê, com lacunas importantes relacionadas à avaliação clínica materna, ao planejamento reprodutivo, à visita domiciliar, às orientações alimentares, ao manejo do aleitamento materno e à atenção à saúde mental.

No que se refere à primeira categoria, “Primeiro atendimento: uma consulta para o binômio”, os resultados evidenciam que o atendimento prestado no puerpério ainda não contempla, de forma satisfatória, a integralidade do cuidado à mulher. O puerpério é reconhecido como um período de intensas transformações físicas, emocionais e sociais, no qual a mulher se encontra em condição de maior vulnerabilidade e necessita de acompanhamento atento e qualificado (Lopes, 2021). Apesar disso, os relatos das entrevistadas demonstram que a assistência recebida durante a primeira consulta esteve, em grande parte, concentrada no recém-nascido, com reduzida atenção às necessidades maternas. Tal achado reforça observações já descritas na literatura, segundo as quais a puérpera frequentemente se percebe relegada a um plano secundário, uma vez que a centralidade do cuidado pós-parto tende a recair sobre a criança (Cheffer, 2021).

Essa predominância do olhar voltado ao recém-nascido é particularmente preocupante quando se considera que a consulta puerperal de enfermagem deve ser compreendida como um momento de avaliação do binômio mãe-bebê, e não como uma consulta exclusivamente infantil. A fala das participantes revela que muitas delas sequer reconheceram aquele atendimento como uma consulta voltada também para si, o que demonstra não apenas limitação prática da assistência, mas também uma fragilidade simbólica e relacional no modo como o cuidado é conduzido. Essa percepção indica uma possível naturalização, nos serviços, de um modelo assistencial que valoriza sobremaneira os desfechos neonatais, em detrimento da condição clínica, emocional e social da mulher no pós-parto. Tal constatação aponta para a necessidade de revisão dos fluxos assistenciais e dos protocolos que orientam a consulta puerperal na atenção primária, de forma a reafirmar seu caráter integral.

Outro aspecto relevante desta categoria diz respeito à superficialidade do exame físico realizado nas puérperas. Embora a literatura destaque que, durante a consulta pós-parto, seja fundamental a realização de exame físico e ginecológico abrangente, capaz de identificar alterações nos processos fisiológicos de involução uterina, cicatrização, recuperação mamária e readaptação corporal materna (Baratieri, 2023), os relatos indicaram avaliações pontuais, restritas a peso, pressão arterial, observação rápida das mamas ou palpação superficial do útero. Essa limitação pode comprometer o reconhecimento precoce de intercorrências clínicas relevantes, como infecções, hemorragias, alterações mamárias e dificuldades relacionadas à cicatrização, além de fragilizar o vínculo terapêutico e a percepção de acolhimento por parte da puérpera. Nesse sentido, embora o enfermeiro tenha papel central na condução da anamnese, do exame físico e das orientações voltadas ao autocuidado e ao cuidado com o recém-nascido (Silva et al., 2017), os achados sugerem que essa atuação, na prática, ainda ocorre de forma parcial e insuficiente. Além disso, na atenção básica, espera-se que o profissional esteja atento às manifestações involutivas e aos sinais de recuperação da genitália materna, especialmente às alterações uterinas que caracterizam o puerpério (Gomes, 2017), o que nem sempre foi observado nos depoimentos analisados.

Na segunda categoria, “Planejamento reprodutivo no puerpério”, os resultados revelam fragilidade importante na abordagem da contracepção e do aconselhamento reprodutivo durante o pós-parto. A literatura tem destacado que a gravidez não planejada permanece como um importante problema de saúde pública, podendo resultar tanto da não utilização quanto da falha de métodos contraceptivos, com repercussões para a saúde da mulher, da criança, da família e dos sistemas de saúde (Leal et al., 2023). Nesse contexto, o puerpério se configura como momento privilegiado para a discussão do planejamento reprodutivo, considerando que a maior aproximação da mulher com os serviços de saúde nesse período favorece ações educativas e aconselhamento direcionado (Eloy, 2020). No entanto, os depoimentos evidenciaram que as orientações ofertadas foram incipientes, vagas ou inexistentes, sem esclarecimentos sobre tipos de métodos, critérios de escolha, momento adequado para início do uso ou necessidade de retorno para definição do método contraceptivo.

Essa lacuna assistencial é especialmente relevante porque o aconselhamento contraceptivo no puerpério não se resume à mera oferta de métodos, mas envolve o fortalecimento da autonomia da mulher, o exercício de seus direitos reprodutivos e a construção de decisões informadas e compatíveis com suas necessidades e preferências. Além disso, a permanência de mitos e desinformações em torno da contracepção pós-parto reforça a necessidade de uma comunicação qualificada, acessível e individualizada (Eloy, 2020). Quando esse processo não ocorre adequadamente, cria-se um cenário propício à insegurança, à descontinuidade do cuidado e à exposição a gestações não planejadas. A literatura também demonstra que a baixa cobertura da consulta puerperal no Brasil está associada, entre outros fatores, à ausência de agendamento e à insuficiência de orientações prestadas pelos profissionais sobre a importância desse acompanhamento (Silva, 2023). Dessa forma, os achados desta pesquisa reforçam a urgência de incorporar o planejamento reprodutivo como eixo estruturante da consulta puerperal, considerando ainda que a seleção do método no pós-parto deve obedecer aos critérios de elegibilidade da Organização Mundial da Saúde e ser conduzida a partir de escuta qualificada e avaliação individualizada (Silva et al., 2021).

Na terceira categoria, “Realização de visita domiciliar no período puerperal”, observou-se cobertura extremamente reduzida dessa estratégia de cuidado. O puerpério, sobretudo para mulheres primíparas, tende a ser acompanhado de dúvidas, inseguranças e desafios relacionados ao autocuidado, à amamentação, ao manejo do recém-nascido e à adaptação ao novo papel social e familiar da maternidade (Júnior et al., 2019). Nesse cenário, a visita domiciliar ocupa lugar central, pois possibilita ao profissional conhecer de forma mais próxima a realidade da mulher, sua dinâmica familiar, sua rede de apoio e as condições concretas em que o cuidado se desenvolve. Trata-se de uma tecnologia relacional potente no âmbito da atenção primária, por favorecer intervenções contextualizadas, acolhedoras e mais sensíveis às necessidades singulares da puérpera.

As recomendações ministeriais e os estudos sobre o tema apontam que a visita domiciliar deve ocorrer preferencialmente na primeira semana após a alta hospitalar e, no caso de recém-nascidos de risco, nos primeiros três dias (Brasil, 2008; Paroni et al., 2022). Além disso, o enfermeiro, ao realizar essa visita, pode identificar condições clínicas e emocionais da mulher, orientar sobre aleitamento, medicações, atividade sexual, autocuidado, planejamento familiar e cuidados com o recém-nascido (Chagas et al., 2022). Contudo, os resultados mostraram que praticamente nenhuma das entrevistadas recebeu esse acompanhamento, e, entre as poucas situações mencionadas, a visita ocorreu de forma burocrática, restrita à entrega de guias ou informações administrativas. Essa baixa efetivação da visita domiciliar indica uma descontinuidade do cuidado entre maternidade, unidade básica de saúde e domicílio, comprometendo a integralidade da assistência puerperal. Ainda que a literatura reconheça desafios operacionais para a implementação dessa prática, como extensão territorial, necessidade de recursos para deslocamento e impactos na rotina familiar (Paroni et al., 2022), tais limitações não diminuem a importância dessa estratégia, sobretudo para mulheres que vivenciaram intercorrências obstétricas ou apresentam maior vulnerabilidade social e emocional.

Na quarta categoria, “Alimentação no período puerperal: mitos e verdades”, emergiu a insuficiência das orientações relacionadas aos hábitos alimentares no pós-parto. A nutrição durante o puerpério é componente importante do cuidado, tanto pela necessidade de recuperação materna quanto pelas demandas associadas à amamentação. Entretanto, estudos apontam que as práticas alimentares das mulheres nesse período são frequentemente influenciadas por crenças culturais, prescrições familiares e interdições socialmente reproduzidas, o que pode favorecer restrições inadequadas e prejuízos à saúde (Costa et al., 2018). Os relatos analisados mostram que esse tema foi pouco explorado nas consultas, sendo, em muitos casos, ausente ou tratado de forma genérica, sem aprofundamento sobre frequência alimentar, qualidade da dieta, alimentos a evitar ou práticas seguras de preparo.

A fragilidade dessa abordagem é relevante porque a alimentação no pós-parto não deve ser tratada como questão secundária ou intuitiva. A escuta sobre os hábitos alimentares da puérpera é uma etapa importante para o planejamento de orientações individualizadas, capazes de desmistificar crenças e promover alimentação equilibrada. Além disso, a literatura destaca que a inadequação nutricional nesse período pode gerar repercussões clínicas, como constipação intestinal, pior recuperação física e comprometimento das necessidades energéticas maternas, especialmente em mulheres que amamentam (Costa et al., 2018). Assim, os achados sugerem que a educação alimentar no puerpério ainda é subvalorizada na rotina assistencial, o que reforça a necessidade de inseri-la de forma mais consistente na consulta de enfermagem, em articulação com as demais dimensões do cuidado integral.

A quinta categoria, “Aleitamento materno no período puerperal”, evidenciou que, embora a amamentação seja frequentemente abordada pelos profissionais, a condução desse tema ainda se mostra limitada à investigação verbal e pouco sustentada por avaliação clínica e orientação prática. O aleitamento materno constitui eixo central da assistência puerperal, e o enfermeiro desempenha papel fundamental nesse processo por meio da educação em saúde, do incentivo à amamentação exclusiva até os seis meses, da orientação sobre pega e posicionamento e do suporte às dificuldades vivenciadas pela mulher (Lopes, 2021). Além disso, a consulta puerperal é momento oportuno para identificar alterações mamárias, dificuldades de sucção, defeitos orais no recém-nascido e práticas inadequadas associadas ao aleitamento, por meio tanto da escuta qualificada quanto do exame físico do binômio (Silva, 2020).

Entretanto, os relatos mostraram que, embora a maioria das entrevistadas tenha sido questionada sobre estar ou não amamentando, poucas receberam orientações mais detalhadas ou tiveram suas mamas avaliadas, tampouco houve observação sistemática da mamada. Esse dado é expressivo, pois revela que a abordagem do aleitamento, apesar de frequente, nem sempre se traduz em cuidado efetivo. Considerando que a amamentação não é um processo meramente instintivo, mas uma prática que exige aprendizagem, apoio técnico e acompanhamento sensível, a ausência dessa intervenção pode contribuir para dificuldades persistentes, dor, insegurança materna e eventual interrupção precoce do aleitamento. Isso é particularmente importante porque os benefícios do leite humano extrapolam o campo nutricional, abrangendo efeitos imunológicos, fisiológicos e psicoafetivos para a criança, além de vantagens para a saúde materna e impactos positivos para a família e a sociedade (De Souza et al., 2021; Duarte, 2019). Os achados também sugerem que, mesmo quando a amamentação é tema prioritário da consulta, sua condução ainda tende a estar orientada pelo interesse no recém-nascido, sem a devida valorização da experiência, das dificuldades e das singularidades da mulher. Tal panorama reforça a necessidade de qualificar a consulta puerperal para que o apoio ao aleitamento seja efetivamente clínico, educativo e centrado no binômio.

Por fim, na sexta categoria, “Assistência psicológica no período puerperal”, os dados evidenciam uma das fragilidades mais sensíveis da assistência. O período pós-parto é marcado por intensas mudanças psíquicas, hormonais, relacionais e identitárias, podendo constituir um terreno fértil para sofrimento emocional e desenvolvimento de transtornos mentais, como a depressão pós-parto. Essa condição é descrita como quadro de tristeza profunda, desesperança, melancolia, desmotivação e angústia, que pode comprometer a experiência materna, o cuidado com o bebê e a qualidade do vínculo estabelecido (Santos et al., 2022). O Ministério da Saúde recomenda que a consulta pós-parto seja utilizada como espaço privilegiado para detecção precoce dessas intercorrências, uma vez que o diagnóstico e a intervenção oportunos podem reduzir danos ao vínculo mãe-bebê e prevenir prejuízos ao desenvolvimento social e cognitivo da criança (Costa, 2017; Santos et al., 2022).

Apesar dessa relevância, os resultados demonstraram que a abordagem da saúde mental foi rara e superficial, tendo sido mencionada por apenas duas das entrevistadas. Esse dado sugere que os aspectos emocionais do puerpério continuam sendo pouco valorizados na rotina da atenção primária, possivelmente em razão de insuficiente preparo profissional, da persistência de modelos biomédicos centrados em dimensões físicas do cuidado e das próprias limitações de tempo e sobrecarga dos serviços. No entanto, negligenciar a dimensão psíquica do pós-parto significa restringir a integralidade da assistência e perder oportunidade valiosa de identificação precoce de sofrimento emocional. Assim, os achados reforçam a necessidade de incorporar, de forma sistemática, a escuta qualificada, a avaliação do estado emocional e o rastreamento de sinais de adoecimento psíquico nas consultas puerperais, não apenas no primeiro atendimento, mas ao longo de todo o acompanhamento pós-parto.

Em conjunto, as categorias analisadas demonstram que a consulta puerperal, embora reconhecida como espaço estratégico para a atenção integral, ainda apresenta importantes lacunas na prática assistencial. O predomínio do foco no recém-nascido, a superficialidade da avaliação materna, a baixa abordagem do planejamento reprodutivo, a insuficiência da visita domiciliar, a fragilidade das orientações sobre alimentação, o suporte limitado ao aleitamento e a quase ausência de atenção à saúde mental revelam um cuidado que, em muitos aspectos, ainda não contempla plenamente a mulher em sua integralidade. Esses resultados apontam para a necessidade de fortalecimento da atuação do enfermeiro na atenção primária, com ampliação da escuta, requalificação das práticas clínicas e educativas, revisão dos protocolos assistenciais e valorização do puerpério como etapa crítica do cuidado em saúde da mulher. Mais do que ampliar procedimentos, trata-se de reafirmar uma perspectiva de cuidado humanizado, longitudinal e centrado nas necessidades concretas das puérperas e de seus contextos de vida.

5. CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS

Ao final deste estudo, o objetivo de conhecer a percepção das puérperas em relação ao primeiro atendimento pós-parto foi alcançado, evidenciando que uma parcela significativa das participantes ainda se sente negligenciada e colocada em segundo plano durante a consulta puerperal. Os achados demonstraram que diversas orientações e cuidados não são realizados de acordo com o que é preconizado na literatura e nos protocolos assistenciais, o que compromete a qualidade do atendimento ofertado. Entre os aspectos analisados, o exame físico destacou-se como uma das principais fragilidades da assistência, revelando que as puérperas não vêm sendo avaliadas de forma adequada e sistemática. Considerando as intensas alterações corporais e emocionais que caracterizam o puerpério, a realização cuidadosa do exame físico durante a consulta pós-parto é fundamental para a detecção precoce de complicações, além de favorecer maior segurança, acolhimento e confiança à mulher.

O estudo também permitiu identificar que orientações relacionadas à alimentação e à amamentação recebem maior ênfase, enquanto outras dimensões importantes do cuidado, como a avaliação física da puérpera, tendem a ser secundarizadas. Esse achado reforça a persistência de um atendimento mais centrado no recém-nascido do que nas necessidades integrais da mulher.

Reconhecer tais lacunas é essencial para qualificar a assistência de enfermagem no pós-parto. Embora o enfermeiro desempenhe papel central na oferta de um cuidado humanizado e integral, é necessário considerar os desafios impostos pela alta demanda de atendimentos e pela sobrecarga de trabalho. Assim, conhecer os pontos frágeis da assistência constitui etapa fundamental para o aprimoramento das práticas profissionais e para o fortalecimento do cuidado materno-infantil na atenção primária à saúde.

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1 Enfermeira- Hospital São Vicente de Paulo- Guarapuava-PR. E-mail: [email protected]

2 Doutora, docente do curso de graduação em Enfermagem, UNICENTRO-PR. E-mail: [email protected]

3 Doutora, docente do curso de graduação em Enfermagem, UNICENTRO-PR. E-mail: 
[email protected]

4 Doutora, docente do curso de graduação em Enfermagem UNICENTRO-PR. E-mail: [email protected]

5 Doutora, docente do curso de graduação em Enfermagem UNICENTRO-PR. E-mail: [email protected]