O USO DAS TICS NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS (EJA): POTENCIALIDADES, DESAFIOS E IMPLICAÇÕES

THE USE OF ICT IN YOUTH AND ADULT EDUCATION (YAE): POTENTIALITIES, CHALLENGES, AND IMPLICATIONS

REGISTRO DOI: 10.70773/revistatopicos/791103664

RESUMO
Este artigo analisa o uso das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) na Educação de Jovens e Adultos (EJA) no Brasil, com base em estudos recentes. O objetivo é discutir as principais potencialidades e os desafios relacionados à aplicação de recursos digitais, incluindo ambientes virtuais de aprendizagem, dispositivos móveis e metodologias ativas. Trata-se de uma revisão bibliográfica de produções acadêmicas publicadas entre 2023 e 2025. Os resultados indicam que as TICs podem favorecer o engajamento, a inclusão digital e a flexibilidade no processo de aprendizagem. Contudo, persistem barreiras estruturais, como o acesso desigual à internet e a necessidade de formação continuada para professores. Conclui-se que, a integração de TIC na EJA não é opcional: trata-se de requisito para o exercício pleno da cidadania na sociedade em rede. A revisão indica que avanços dependem da articulação entre políticas públicas (conectividade educacional, financiamento, monitoramento), formação docente continuada (foco em design e ética digital), e pedagogias situadas (projetos significativos, multimodalidade, avaliação formativa). Recomenda-se que redes de ensino consolidem estratégias híbridas de oferta, garantam infraestrutura e dados subsidiados, criem centros de apoio de letramento digital e fomentem comunidades de prática docente.
Palavras-chave: Educação de jovens e adultos; Inclusão digital; Metodologias ativas; Práticas pedagógicas.

ABSTRACT
This article analyzes the use of Information and Communication Technologies (ICT) in Youth and Adult Education (EJA) in Brazil, based on recent studies. The aim is to discuss the main potentialities and challenges related to the application of digital resources, including virtual learning environments, mobile devices, and active methodologies. This is a bibliographic review of academic productions published between 2023 and 2025. The results indicate that ICT can promote engagement, digital inclusion, and learning flexibility. However, structural barriers remain, such as unequal internet access and the need for continuous teacher training. It is concluded that the integration of ICT in EJA is not optional: it is a requirement for the full exercise of citizenship in a networked society. The review indicates that advancements depend on the articulation between public policies (educational connectivity, funding, monitoring), ongoing teacher training (focus on design and digital ethics), and situated pedagogies (meaningful projects, multimodality, formative assessment). It is recommended that education networks consolidate hybrid supply strategies, ensure infrastructure and subsidized data, create centers to support digital literacy, and promote communities of teaching practice.
Keywords: ICT; Youth and Adult Education; Digital inclusion; Active methodologies; Pedagogical practices.

1. INTRODUÇÃO

A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é uma modalidade educacional voltada a indivíduos que, por diferentes razões, não concluíram sua escolarização no período considerado regular. No Brasil, suas raízes remontam às campanhas de alfabetização realizadas entre as décadas de 1940 e 1950, tendo adquirido relevância político-pedagógica a partir dos anos 1960 (Xavier, 2019), com a promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB, Lei nº 9.394/1996), a EJA foi consolidada como um direito público subjetivo, garantindo a todos o acesso à escolarização básica e à elevação de sua formação (BRASIL, 1996).

Neste contexto, a interseção entre esses dois campos: a EJA e Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs), emergem um grande desafio e oportunidades singulares. Por um lado, a incorporação de recursos digitais pode ampliar acesso, flexibilizar percursos formativos, diversificar linguagens e favorecer aprendizagens significativas. Por outro, a EJA convive com barreiras estruturais: vulnerabilidade socioeconômica, precariedade de infraestrutura, letramentos múltiplos em construção e tempos de vida/trabalho que tensionam a continuidade dos estudos (Sales & Costa, 2023).

Nas contemporaneidade, com a corroboração de Varão (2020) compreende que, o sujeito estar rodeado de ferramentas tecnológicas que envolvem as transformações no modo de comunicação e a sociabilidade, o qual se intensificam os debates sobre como as Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs), chega-se assim, a reflexão de como podem contribuir para a modernização dos processos educativos.

Nesta justificativa, se tem essas ferramentas, ou seja, as TICS, não apenas como modificadoras das formas de comunicação e de acesso à informação, mas elas criam possibilidades de interação pedagógica e de construção do conhecimento. No contexto da EJA, a utilização das TICs, surge como um elemento capaz de ampliar o acesso ao conteúdo, favorecer a inclusão digital e potencializar a aprendizagem (Varão, 2020).

Diante deste contexto, problematiza-se: investigar as potencialidades e os desafios das TICs para compreender quais as estratégias viáveis são utilizadas para a integração das práticas pedagógicas na EJA?.

Visto que, compreender o uso dessas ferramentas na prática educativa, pode ser um meio facilitador de diálogos, construção de conteúdo e currículos, por outro lado, a análise não se limita à dimensão técnica, mas envolvem aspectos pedagógicos, sociais e políticos, apontando para a necessidade de políticas públicas consistentes que garantam infraestrutura, formação docente e condições reais de acesso para os alunos da EJA.

Diante do exposto, foi construído o seguinte objetivo: evidenciar as principais potencialidades e os desafios relacionados à aplicação de recursos digitais, incluindo ambientes virtuais de aprendizagem, dispositivos móveis e metodologias ativas na EJA.

2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

2.1. Desafios de Práticas Didáticas das Tics na Educação de Jovens e Adultos (EJA)

As TICs, na atualidade vem influenciando o processo educativo com isto, surgem os desafios da utilização de práticas didáticas-pedagógicas mais eficientes. Desta forma, as TICs por meio das ferramentas digitais proporcionam a inclusão do aluno, permitindo-lhes ser parte ativa do processo educacional. No entanto, os professores devem estar abertos para interagir com a realidade dos alunos aliando as experiências do cotidiano do aluno com as práticas pedagógicas (Freitas, 2024).

Diante do exposto, para refletir sobre essa temática buscou-se atores como FREITAS (2024), BONI & LUCARELLI (2024), RIBEIRO & PEREIRA (2022), entre outros autores que vão compor o estado da arte deste artigo.

Para Boni & Lucarelli (2024) destacam que, o professor além de estar inserido no contexto digital este deve planejar a ação pedagógica, visto que, ao assumir um papel de investigação e mediação, analisando a possibilidade de ajustar sua prática pedagógica partindo das evidências coletadas durante o processo de desenvolvimento dos estudantes. Assim, se faz necessário, o planejamento pautado em um processo de ação-reflexão-ação sobre os elementos fundamentais: a prática pedagógica e a aprendizagem que envolvam o uso das ferramentais digitais na EJA.

Abstraindo a ideia de Ribeiro & Pereira (2022, p. 51) destacam a tecnológica com o uso das TICs, no sentido de compreender a mediação pedagógica da EJA, o que se impõem no campo da ação “Isso porque a tecnologia é pensada como mediação e como instrumento de transformação do processo ensino-aprendizagem e das relações pedagógicas”. Neste sentido, o uso das TICs na EJA, são ferramentas que podem contribuir com a prática pedagógica da EJA por meio de projetos e ações específicas que sigam os ditames no acompanhamento da sociedade atualizada por meio de práticas atrativas.

Segundo as reflexões de Pinto (2023) compreende que, um dos principais desafios no uso das TICs é a falta de equipamentos tecnológicos nas salas de aula, juntamente com a ausência de uma metodologia adequada para essa modalidade de ensino. O autor afirma ainda que essa falta de metodologia pode ser uma das principais razões para a exclusão digital dos alunos da Educação de Jovens e Adultos.

De acordo com Nascimento (2024) o uso das TICs, contribui com o processo ensino-aprendizagem dos alunos da EJA. No entanto, quando a escola se alinha com a gestão para um objetivo comum por meio de ações que facilitem o processo do aprimoramento das práticas pedagógicas atuais rompendo com práticas pedagógicas tradicionais.

2.2. Ferramentas Tecnológicas Como Estratégias Aplicadas na EJA

Nesta abordagem, fazem parte autores como BATISTA (2023), GUIMARÃES et al., (2024), BACICH & MORAN (2018) autores de referência sobre ferramentas tecnológicas, SILVA & MELLO (2024), entre outros autores.

Diante disto, as discussões sobre o uso de ferramentas tecnológicas na aprendizagem dos alunos da EJA, não é um tema atual, esse cenário já se vem sendo palco de debates, expondo as potencialidades, as dificuldades e os avanços educacionais principalmente a implementação dentro da educação pública.

Segundo Batista (2023) evidencia que os professores precisam buscar estratégias e metodologias que possibilitem tornar a aula mais interativa, buscando o envolvimento do aluno da EJA como essa nova modalidade de ensino. Ressalta ainda que, o uso de metodologias ativas aliados ao uso das TICs, pode ser uma alternativa positiva para contribuir com o aprendizado dos alunos da EJA.

Segundo Guimarães et al., (2024) apresentam que as TICs, são mais que uma ferramenta tecnológica, elas recriam novos ambientes escolares, abrindo espaço para a relação de discussão de professores e alunos para um ensino-aprendizagem eficiente e por meio da criação de possibilidades de aulas remotas/híbridas cujo potencializa novas abordagem de práticas de ensino, arrancando as amarras do ensino tradicional. Logo, a forma de ensino híbrido é uma experiência de utilização da ferramenta tecnológica personalizada para alcançar fins pedagógicos. Assim, essa nova forma de ensino-aprendizagem contribui para maior qualidade das aulas da EJA, pois combina, a diversidade de espaços, metodologias e o público diverso.

Na corroboração de Bacich & Moran (2018) reforçam que por meio do ensino híbrido a escola vem definido como um programa de educação formal que mescla momentos em que o aluno estuda os conteúdos em espaços diferentes da sala de aula em outro momento o ensino ocorre em sala de aula, podendo interagir com outros alunos e com o professor.

Silva & Mello (2024) destacam que o ensino em sala de aula, não é só um ambiente de disseminação de conteúdo e conhecimento, mais um espaço de interação social, focado na formação do cidadão, atribuindo-lhes a criticidade e tornando os alunos da EJA autônomos. No entanto, as diversas possibilidades de se utilizar as ferramentas tecnológicas representa uma mudança significativa para essa modalidade de ensino. Verifica-se que com o ensino remoto/híbrido as aulas se tornam dinâmicas. Mas, os alunos se deparam com as dificuldades de infraestrutura tecnológica na escola, inclusão e exclusão digital, familiaridade docente e acesso a rede de internet.

Diante deste contexto, acredita-se que o uso de ferramentas tecnológicas na modalidade EJA, pode ser inserida no processo ensino-aprendizagem, buscando as diversas metodologias ativas e planejamento que contemple os conteúdos.

3. METODOLOGIA

Trata-se de um estudo de revisão bibliográfica, pesquisa qualitativa e abordagem descritiva. A revisão bibliográfica segundo Lakatos (2021) permite o pesquisador consultar fontes primárias e secundarias para construção de uma produção textual por meio de dados captados das plataformas online e banco de dados. A pesquisa qualitativa, sendo a mesma autora é quando não se quantifica os dados.

De acordo com Gil (2020) a abordagem descritiva descreve os fenômenos, fazendo que o pesquisador faça os registros, análises e interpretações dos dados pesquisados para chegar a conclusão.

Nos procedimentos da coleta de dados, foram utilizadas as plataformas digitais de domínio público e gratuito como consulta nos periódicos do Portal CAPES/SUCUPIRA, Scientific Eletronic Library Online (SciELO) e plataformas públicas, revistas eletrônicas.

Obedecendo o critério de inclusão, procedeu-se atender o período de busca dos periódicos os anos que compreendem (2018-2024), inclusão de periódicos de domínio público, inclusão de periódicos com autor e ano, inclusão de periódicos que possuísse pelo menos um dos descritores: TICs. Educação de jovens e adultos. Inclusão digital. Metodologias ativas. Práticas pedagógicas. No critério de exclusão foram atribuídos a exclusão de dados que não estavam compatíveis com o critério de inclusão, como publicações sem autor ou ano, entre outros.

Para se chegar no resultados os dados foram estruturados mediante a pesquisa bibliográfica no qual foram interpretados. Assim, foram consultadas 50 publicações, que após leitura dos títulos e resumos, foram excluídas 30 publicações. Após verificação se tinha pelo menos um dos descritores, foram excluídas 3 publicações. Tornando-se elegíveis 17 publicações. Para um melhor entendimento, foi construído um fluxograma (Figura 1).

Figura 1. Fluxograma de publicações elegíveis

Fonte: autora (2026)

4. RESULTADOS E DISCUSSÕES

Para compor o resultado deste artigo, são apresentados os principais autores correspondente a análise efetuada e assim foram descritas as publicações enfatizando autor/ano, os títulos e uma síntese dos resultados encontrados em seguida a discussão dos autores.

Quadro 1. Desafios de práticas didáticas das TICs na EJA

DESAFIOS DE PRÁTICAS DIDÁTICAS DAS TICs NA EJA

AUTOR/ANO

TÍTULO

RESULTADOS

Boni & Lucarelli (2024)

Caderno Orientador da EJA

Quando se remete a desafios, os autores mencionam as estratégias devem ser organizadas considerando as características e o nível de desenvolvimento dos estudantes, buscando expor e prever em sua estruturação: a estimulação, a exploração, a pesquisa e a investigação das habilidades que precisam ser apreendidas.

Freitas (2024)

Formação de professores: metodologias ativas e tecnológicas para EJA

Tecnologias da Informação e Comunicação devem necessariamente ser considerados no processo de ensino-aprendizagem dos aprendizes da EJA, tendo em vista que buscamos que eles assimilem conhecimentos de forma ativa.

Nascimento (2024)

A educação de jovens e adultos e o uso da Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC) na escola Francisco Espinheiro Gomes no Pará - Brasil

Destaca que, os significados das TICs no sistema educacional, pode-se dizer que as TICs, são ferramentas que auxiliam os estudantes, os professores, os gestores e o administrativo de uma escola, por meio de recursos multimídias digitais, entre outros.

Pinto (2023)

Tecnologias educacionais na educação de jovens e adultos: desafios e possibilidades

Apresentam o uso de metodologias ativas e tecnologias educacionais na EJA. Espera-se que, por meio da intervenção proposta, os professores possam adquirir conhecimentos e habilidades que os auxiliem a incorporar as metodologias ativas de aprendizagem e as tecnologias educacionais de forma significativa e alinhada aos objetivos de ensino em suas aulas.

Ribeiro & Pereira (2022)

Cultura digital, currículo e perspectivas teórico-metodológicas em Educação

Apresentam que as TICs, em condições favoráveis à exploração de práticas e opções metodológicas ao permitir a conversão de artefatos tecnológicos em recursos didático--pedagógico. Isso tudo podendo subsidiar aquilo que são os processos de ensino-aprendizagem dos praticantes da cultura digital.

Fonte: autora (2026)

Para esta discussão, foram apresentados os autores que corroboração com o desafios das TICs, trazendo suas reflexões de modo que se aprimore o conhecimento sobre essa temática como bem aborda Freitas (2024) destaca que o uso das TICs na EJA deve ser abordado três aspectos importantes que são desafiadoras na modalidade de ensino como: a heterogeneidade dos aprendizes, observar a relação que o aluno tem com as TICs e as condições de acesso aos recursos tecnológicos. Observando que a realidade das escolas brasileira não possui uma infraestrutura que atenda às necessidades educacionais dos alunos e assim prejudica o trabalho pedagógico do professor que se ver sem pelo menos o mínimo necessário de recurso.

Para Boni & Lucarelli (2024) descrevem que, para que o professor faça uso das TICs, ele deve primeiramente estruturar o plano de aula, organizar o espaço e os materiais que estimule a curiosidade do aluno as TICs. Logo, essa articulação de saberes escolares, tende assimilar a finalidade de cada conteúdo, contextualizando à relação entre o que se ensina, habilidade, para o saber fazer, competência, ou seja, é preciso dar sentido prático aos conteúdos de sala de aula e as ferramentas digitais são estratégias de ensino que levam os alunos da EJA a aprendizagem.

Nas colocações de Ribeiro & Pereira (2022) descrevem que, os professores e alunos, dispõem de uma infinidade de informações com o uso das TICs. No entanto, o professor depara-se com inquietações digitais, com uma nova forma de mediação, no qual este professor deve se adequar em uma nova formatação de aula mesmo sabendo que há a necessidade de buscar uma formação ancorados nessa nova interação humana.

Pinto (2023) faz referência que, em relação a educação de forma geral, esta vem ultrapassando o domínio tecnológico, mas de forma semelhante, trata-se do resultado das aplicações de métodos para aquisição de novos conhecimentos, competências e habilidades. Sendo assim, as tecnologias educacionais funcionam como a união da tecnologia com a educação.

Nos estudos de Nascimento (2024) apresenta as TICs como uma ferramenta que pode ser usada como auxílio no ensino e aprendizagem, tonando a aula mais dinâmica e interativa, fazendo com que haja uma conectividade com a busca de informações nas mais variadas plataformas, bibliotecas online que estão disponibilizadas por meio da tecnologia digitais.

Para responder o objetivo deste artigo foi elaborado o quadro 2, no qual está descrito a utilização das TICs como ferramenta tecnológica que possibilitam estratégias aplicadas na EJA. Assim, são descritos cinco autores como seus respectivos títulos, a síntese do resultado do seu estudo e dando seguimento das discussões dos autores.

Quadro 2. Ferramentas tecnológicas como estratégias aplicadas na EJA

FERRAMENTAS TECNOLÓGICAS COMO ESTRATÉGIAS APLICADAS NA EJA

AUTOR/ANO

TÍTULO

RESULTADOS

Batista (2023)

Uso de novas tecnologias e metodologias ativas na EJA: uma análise sobre vantagens, desvantagens e dificuldades de implementação

Apresentou que o uso de metodologias ativas aliados as ferramentas tecnológicas, pode trazer possibilidades para o processo de ensino-aprendizagem dos alunos da EJA. Desta maneiras os caminhos são abertos para a discussão do acesso dos alunos da EJA a permanência nesta modalidade.

Bacich & Moran (2018)

Metodologias ativas para uma educação inovadora: uma abordagem teórico-prática.

Apresentam as metodologias ativas que constituem alternativas pedagógicas que colocam o foco do processo de ensino e de aprendizagem no aprendiz, envolvendo-o na aprendizagem por descoberta, investigação ou resolução de problemas.

Guimarães et al., (2024)

As Tecnologias Digitais como Recursos Pedagógicos no Ensino: Implicações nas Práticas Docentes.

Apresenta as TICs como ferramentas para o aluno ter acesso aos saberes, ou seja, nova forma de aprender e ensinar.

Motoki (2023)

Inclusão digital na EJA: uso das TDIC durante a pandemia COVID-19

Compreende que a EJA voltada para um ensino emancipador que articula o conhecimento à realidade vivenciada pelos educandos. Atualmente, os novos contextos estão estritamente ligados aos avanços tecnológicos e, recentemente, ao uso das TDIC também na educação

Silva & Mello (2024)

Avanços e retrocessos das políticas públicas educacionais da EJA no brasil: o uso das tecnologias digitais

Discorre que o conhecimento mínimo das ferramentas tecnológicas é um grande desafio para os alunos da EJA, pois afeta a aprendizagem.

Fonte: autora (2026)

O quadro 2, compõem as principais discussões dos autores trazendo suas análises críticas sobre as ferramentas tecnológicas como estratégias aplicadas na EJA. Neste contexto, Batista (2023) argumenta que a promoção das tecnologias como ferramenta estratégicas na EJA é de estrema necessidade dado o uso destes recursos tecnológicos que contribuem com o processo ensino aprendizagem, permitindo a expansão da criticidade do aluno, como resultado a inserção deste aluno da EJA na sociedade, desenvolvendo competências para competir no mercado de trabalho, exercendo sua cidadania e com acesso a informação e comunicação de maneira igualitária.

Por outro lado, Guimarães et al., (2024) afirmam que, o grande desafio da utilização das ferramentas tecnológicas, são a falta de capacitação dos professores que não estão acompanhando os avanços tecnológicos e acabam, não possuindo domínio das ferramentas tecnológicas, além de não estarem interessados de aprenderem esse novo método de ensino, não deixando o ensino tradicional e sim, avançar com planejamento que agregam os diversos recursos tecnológicos que contribuam com ensino e aprendizagem eficiente.

Como bem abordam Bacich & Moran (2018) para uma aprendizagem eficiente, exige-se ter o conhecimento de uma série de técnicas, procedimentos e processos relacionando com a prática-pedagógica com fim de contribuir com a aprendizagem do aluno da EJA. Assim, as metodologias ativas, têm sido implementadas por meio de diversas estratégias com base na aprendizagem de “projetos (project-based learning – PBL); a aprendizagem por meio de jogos (game based learning – GBL); o método do caso ou discussão e solução de casos (teaching case); e a aprendizagem em equipe (team-based learning – TBL)”. Desta forma, verifica-se as dificuldades ao utilizar essas ferramentas é a adequação dos currículos e conteúdo.

De acordo com Silva & Mello (2024) discorrem sobre o ensino remoto na EJA, representou uma marco na aprendizagem desses alunos com aulas substituídas por uso das ferramentas tecnológicas e uso de plataformas on-line que exigi do aluno adaptação, tanto dos professores e gestores.

Para finalizar, apresenta-se os argumentos de Motoki (2023) reconhece que o uso de ferramentas tecnológicas como estratégias para o ensino dos alunos da modalidade da EJA, deve galgar acesso digital fácil com metodologias que envolvam a EJA, e não se as torne excludentes como as desigualdades sociais na política de educação o que contribui para mudanças substanciais na capacitação docente e dos gestores, mudança nos currículos com a aplicação de conteúdos que integrem as ferramentas tecnológicas.

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

As análises apresentadas demonstram que as Tecnologias da Informação e Comunicação possuem grande potencial para enriquecer os processos educacionais na Educação de Jovens e Adultos. Seu uso planejado pode ampliar o acesso ao conhecimento, promover maior engajamento, desenvolver competências digitais e contribuir para a inclusão social de um público historicamente marcado por desigualdades.

No entanto, para que esses avanços se concretizem, é necessário superar desafios estruturais. A falta de infraestrutura tecnológica, o acesso limitado à internet e a carência de dispositivos pessoais ainda impedem que muitos estudantes usufruam plenamente das oportunidades oferecidas pelas TICs. Além disso, a formação contínua dos professores é indispensável, pois somente educadores preparados podem transformar as tecnologias em ferramentas pedagógicas eficazes e contextualizadas.

Outro aspecto central é que a implementação de recursos digitais deve ser acompanhada por políticas públicas integradas, que considerem as especificidades da EJA e ofereçam condições reais para que os estudantes tenham acesso não apenas aos equipamentos, mas ao suporte necessário para desenvolver competências digitais. Isso significa ir além da simples introdução de ferramentas tecnológicas, ou seja, trata-se de construir práticas educativas que sejam acessíveis, inclusivas e relevantes para as trajetórias dos alunos da EJA.

Dessa forma, o uso das TICs pode deixar de ser um recurso complementar e tornar-se um elemento estruturante para a democratização do ensino, contribuindo para uma educação de maior qualidade, alinhada às demandas contemporâneas e comprometida com a redução das desigualdades sociais.

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1 Doutoranda do Programa de Pós- Graduação em Ciência da Educação da Veni Creator Christian University. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail

2 Doutoranda do Programa de Pós- Graduação em Ciência da Educação da Veni Creator Christian University. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail

3 Doutoranda do Programa de Pós- Graduação em Ciência da Educação da Veni Creator Christian University. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail

4 Doutor em Geografia pelo Programa Pós-Graduação em Geografia Universidade Federal do Pará (PPGEO-UFPA). Pedagogo e Geógrafo. Instituição: Faculdade de Teologia, Filosofia e Ciências Humanas Gamaliel (FATEFIG). E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail