O MAPA DE FOCO COMO MÉTODO PARA RECOMPOSIÇÃO DE APRENDIZAGEM NO ENSINO DE MATEMÁTICA NOS ANOS FINAIS

THE FOCUS MAP AS A METHOD FOR RECOMPOSITION OF LEARNING IN MATHEMATICS TEACHING IN THE FINAL YEARS

REGISTRO DOI: 10.70773/revistatopicos/776928892

RESUMO
A recomposição de aprendizagem na matemática envolve a reavaliação e reconstrução do conhecimento dos alunos, permitindo que eles conectem conceitos matemáticos a situações do cotidiano. Essa abordagem promove a reflexão crítica e a metacognição, incentivando os estudantes a identificar e superar suas lacunas de aprendizado. Ao integrar metodologias ativas, a recomposição torna o ensino da matemática mais relevante e engajador, favorecendo a aplicação prática dos conteúdos. Desse modo, o presente artigo objetiva analisar bibliograficamente como a recuperação da aprendizagem em Matemática, por meio da adoção de metodologias ativas, como o Mapa de Foco, juntamente com atividades variadas, pode melhorar e aumentar o envolvimento e a compreensão profunda dos estudantes. Para a realização deste estudo, foi efetuada uma pesquisa bibliográfica de artigos em periódicos científicos. A recomposição de aprendizagem na matemática se revela como uma estratégia essencial para conectar teoria e prática, estimulando a autonomia e a motivação dos alunos. Ao promover a reflexão crítica e a aplicação dos conhecimentos em situações cotidianas, essa abordagem contribui para uma formação mais significativa e relevante. Investir na recomposição de aprendizagem é, portanto, fundamental para preparar os estudantes para os desafios do mundo contemporâneo e fomentar seu desenvolvimento integral.
Palavras-chave: Metodologias; Recomposição de aprendizagem; Mapa de Foco; Estudantes.

ABSTRACT
Recomposition of learning in mathematics involves the reevaluation and reconstruction of students' knowledge, allowing them to connect mathematical concepts to everyday situations. This approach promotes critical reflection and metacognition, encouraging students to identify and overcome their learning gaps. By integrating active methodologies, recomposition makes mathematics teaching more relevant and engaging, favoring the practical application of content. Thus, this article aims to bibliographically analyze how the recovery of learning in Mathematics through the adoption of active methodologies, such as the Focus Map, along with various activities, can improve and increase student engagement and deep understanding. For this study, a bibliographic research of articles in scientific journals was conducted. The recomposition of learning in mathematics proves to be an essential strategy for connecting theory and practice, stimulating students' autonomy and motivation. By promoting critical reflection and the application of knowledge in everyday situations, this approach contributes to a more meaningful and relevant education. Investing in the recomposition of learning is, therefore, fundamental to prepare students for the challenges of the contemporary world and foster their integral development.
Keywords: Methodologies; Recomposition of learning; Focus Map; Students.

1. INTRODUÇÃO

A recomposição de aprendizagem é um conceito que se tornou mais significativo no cenário educacional atual. Trata-se do processo de rever e reconstruir o conhecimento que os alunos já têm, ajudando-os a revitalizar conteúdos que, por várias razões, não foram completamente internalizados. Este aspecto é fundamental em disciplinas como a matemática, onde a compreensão de noções básicas é vital para o progresso em temas mais complexos. Desta forma, a recuperação do aprendizado não só auxilia os alunos a superar dificuldades, mas também estabelece uma base sólida que favorece a continuidade da aprendizagem (Babosa, 2025).

Um dos maiores obstáculos que os educadores enfrentam é descobrir maneiras eficientes de facilitar a recuperação do aprendizado. Nesse contexto, metodologias ativas, como o Mapa de Foco, se destacam como instrumentos valiosos. O Mapa de Foco é uma ferramenta visual que auxilia os alunos a organizar e visualizar suas ideias, facilitando a identificação de lacunas em seu conhecimento. Ele cria um ambiente de aprendizado mais interativo, onde os alunos participam ativamente de sua formação, incentivando sua curiosidade e motivação (Brito, 2025).

Além do Mapa de Foco, a introdução de diferentes atividades é crucial para cativar a atenção dos alunos e tornar a Matemática mais atrativa. Atividades práticas, jogos, projetos interdisciplinares e desafios matemáticos são algumas das abordagens que podem ser empregadas para despertar o interesse dos estudantes. Essas técnicas não apenas tornam o aprendizado mais divertido, mas também ajudam a contextualizar os conceitos matemáticos, permitindo que os alunos compreendam como aplicar na prática o que estão aprendendo (Dos Santos, 2023).

A variedade de atividades também desempenha um papel importante em atender aos diferentes estilos de aprendizado dos alunos. Cada pessoa tem uma forma única de aprender, e a diversidade de métodos garante que todos se sintam incluídos e motivados. Por exemplo, alguns alunos podem se beneficiar mais de atividades visuais, enquanto outros podem preferir abordagens auditivas ou cinestésicas. Assim, ao oferecer múltiplas opções, os educadores asseguram que todos os alunos tenham a chance de entender e assimilar os conceitos de Matemática (Dos Santos, 2025).

A interação social é um elemento relevante na reconstrução do aprendizado. Trabalhar em grupo em várias atividades pode incentivar a troca de ideias e a aprendizagem colaborativa. Essa cooperação entre os alunos não apenas enriquece o aprendizado, mas também fomenta o desenvolvimento de habilidades sociais e emocionais cruciais para a formação integral do indivíduo. Ademais, o trabalho em equipe pode ajudar a desmistificar a Matemática, demonstrando que os desafios podem ser superados pela colaboração entre os participantes (Falcão, 2025).

Outro aspecto a ser levado em conta é a relevância de um retorno constante ao longo do processo educativo. O feedback sobre o desempenho dos alunos, seja por avaliações frequentes ou conversas informais, é essencial para que consigam perceber seu progresso e reconhecer as áreas que ainda necessitam de atenção. Esse acompanhamento contínuo, combinado com técnicas como o Mapa de Foco, permite que os estudantes ajustem seus métodos de estudo e sintam-se mais seguros sobre o que estão aprendendo (Lima, 2025).

A recomposição de aprendizagem por meio de métodos ativos e uma variedade de atividades não se restringe apenas a uma técnica de ensino, mas demonstra um comprometimento com a educação de indivíduos críticos e reflexivos. Ao oferecer uma experiência de aprendizagem mais significativa e relevante, os docentes preparam os estudantes não apenas para os desafios escolares, mas também para as exigências da sociedade atual. Dessa maneira, a Matemática, comumente considerada uma matéria complicada, pode se transformar em um campo de conhecimento interessante e acessível a todos (Melo, 2025).

A aplicação de metodologias, como o Mapa de Foco, e a organização de várias atividades são fundamentais para a recuperação do aprendizado em Matemática. Essas estratégias, quando utilizadas em conjunto, têm a capacidade de mudar a experiência educativa, tornando-a mais cativante e eficiente. Neste cenário, é crucial que os professores estejam abertos a novas abordagens e dispostos a modificar suas práticas, sempre visando proporcionar uma aprendizagem que seja significativa e duradoura para seus alunos (Santos, 2025).

Desse modo, este artigo tem a finalidade de explorar, por meio de uma revisão bibliográfica, como a recomposição de aprendizagem em Matemática, por meio da aplicação de metodologias ativas, como o Mapa de Foco, aliadas a diferentes tipos de atividades, pode melhorar e aumentar o envolvimento e a compreensão dos estudantes. Especificamente, pretende-se discutir o Mapa de Foco como uma ferramenta pedagógica para identificar e suprir as lacunas no conhecimento matemático dos alunos e analisar como a recomposição de aprendizagem pode servir como um estímulo para a aplicação prática do que aprendem no dia a dia.

2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

O Mapa de Foco se apresenta como uma abordagem inovadora para a educação, destacando-se por sua eficácia em identificar e abordar as deficiências no conhecimento matemático dos alunos. Esse recurso fundamenta-se na ideia de que a visualização de informações pode facilitar a compreensão e a organização do saber. Ao apresentar conceitos matemáticos de forma visual, os estudantes conseguem estabelecer ligações entre diferentes ideias, tornando o aprendizado mais significativo. A utilização do Mapa de Foco vai além da simples detecção de lacunas no conhecimento, oferecendo uma visão clara das interconexões entre os temas abordados, permitindo que professores e alunos acompanhem o progresso ao longo do tempo (Santos, 2022).

Um dos maiores benefícios do Mapa de Foco é a estimulação da metacognição, que consiste no reconhecimento que os alunos têm sobre seus estilos de aprendizado. Ao usar essa ferramenta, os estudantes podem refletir sobre o que já sabem e o que ainda precisam aprender, ajudando a identificar as áreas que requerem mais atenção. Essa consciência é crucial para que os alunos se tornem protagonistas de sua própria educação, assumindo uma postura ativa em seu processo de aprendizado. A metacognição incentivada pelo Mapa de Foco favorece a autonomia do estudante, tornando-o mais capaz de gerenciar sua trajetória educacional (Silva, 2025).

O Mapa de Foco permite a realização de diagnósticos precisos sobre as dificuldades enfrentadas pelos alunos na Matemática. Por meio de sessões de brainstorming ou debates em grupo, os educadores podem observar como os alunos organizam suas ideias e reconhecem suas limitações. Essa estratégia diagnóstica é vital, pois possibilita que os professores ajustem suas práticas pedagógicas às necessidades específicas de cada estudante. A personalização do ensino é um aspecto fundamental na educação contemporânea, e o Mapa de Foco se revela uma ferramenta significativa para viabilizar essa abordagem (Silveira, 2024).

A aplicação do Mapa de Foco no ambiente educacional pode ser ainda mais enriquecida por meio do uso de tecnologias digitais. Recursos online que permitem a criação de mapas mentais interativos oferecem uma experiência mais envolvente para os alunos. A adoção de ferramentas tecnológicas não só torna a criação do Mapa de Foco mais dinâmica, mas também atende às necessidades da era digital, na qual os estudantes estão cada vez mais habituados a interagir com plataformas tecnológicas. A combinação de métodos ativos e tecnologias digitais é uma tendência crescente que pode impactar de maneira significativa o ensino da Matemática (Barbosa, 2025).

Além disso, o trabalho em conjunto dos alunos na criação do Mapa de Foco pode favorecer um clima de aprendizado social e dinâmico. Ao se organizarem em grupos, os estudantes têm a chance de compartilhar suas opiniões e, assim, expandir seu conhecimento. Essa interação é fundamental não apenas para o progresso no aprendizado matemático, mas também para o desenvolvimento de competências sociais e emocionais, como empatia e valorização da diversidade de perspectivas. Dessa forma, o Mapa de Foco vai além de uma ferramenta pedagógica; ele se transforma em um meio que estimula a interação e a aquisição de conhecimentos (Dos Santos, 2023).

A utilização do Mapa de Foco pode ter um impacto significativo na motivação dos alunos. Muitas pessoas enfrentam dificuldades em Matemática, o que muitas vezes leva a um desinteresse pela matéria. Ao usar um recurso visual e interativo como o Mapa de Foco, os professores podem reanimar o interesse dos alunos pela Matemática, apresentando-a de uma maneira mais clara e atrativa. A motivação interna é crucial para um aprendizado eficaz, e o Mapa de Foco pode servir como um estimulante nesse aspecto, encorajando os alunos a se envolverem mais ativamente com o conteúdo (Falcão, 2025).

Outro ponto importante a ser observado é a utilização do Mapa de Foco como um instrumento para a avaliação formativa. Ao permitir que os alunos vislumbrem seu desenvolvimento ao longo do tempo, essa ferramenta pode ser usada pelos vislumbrem para acompanhar o progresso na aprendizagem e identificar tópicos que ainda precisam de reforço. Essa forma de avaliação contínua é indispensável para assegurar que os alunos estejam avançando de maneira apropriada e para implementar intervenções educativas quando necessário. Assim, o Mapa de Foco se demonstra não apenas como uma ferramenta de diagnóstico, mas também como um recurso essencial para a análise do processo de ensino-aprendizagem (Lima, 2025).

É fundamental destacar que a eficácia do Mapa de Foco está diretamente ligada à maneira como os educadores o utilizam. Para que essa ferramenta cumpra seu papel de identificar e abordar lacunas no conhecimento matemático, é crucial que os professores estejam adequadamente preparados e cientes de suas potencialidades. O contínuo aprimoramento dos educadores é vital para que consigam integrar o Mapa de Foco de forma eficaz em suas metodologias de ensino, garantindo que os alunos tirem o máximo proveito dessa nova abordagem (Melo, 2025).

O Mapa de Foco se apresenta como uma ferramenta educacional valiosa para identificar e solucionar as lacunas na compreensão matemática dos alunos. Sua capacidade de promover visualização, metacognição, colaboração e motivação o torna um recurso muito eficaz no contexto educacional. Ao adotar essa estratégia no ensino da Matemática, os educadores não só auxiliam os alunos a superarem obstáculos, mas também os capacitam a se tornarem aprendizes críticos e autônomos. Assim, o Mapa de Foco contribui não apenas para o aumento do desempenho escolar, mas também para a formação integral dos estudantes, preparando-os melhor para enfrentar os desafios da sociedade contemporânea (Santos, 2025).

3. METODOLOGIA

A metodologia utilizada neste trabalho envolveu uma análise detalhada da literatura pertinente ao assunto de recomposição de aprendizagem por meio de metodologias matemáticas. Conforme mencionado por Minayo (2014), a pesquisa bibliográfica se baseia em documentos que já estão acessíveis, como livros e artigos acadêmicos, constituindo uma abordagem fundamental para entender as complexidades relacionadas ao ato de cuidar.

Para a realização deste estudo, foi efetuada uma pesquisa bibliográfica de artigos em periódicos científicos. As fontes foram consultadas de forma eletrônica por meio de bases de dados disponíveis na internet, como a Biblioteca Eletrônica Científica Online (SCIELO), Google Acadêmico, Web of Science e Periódicos Capes. Esta metodologia assegurou uma coleta de dados variada e recente, fundamental para a compreensão das dinâmicas que envolvem os cuidadores.

Empregou-se o conector booleano AND juntamente com os seguintes termos de busca: “metodologias”, “recomposição de aprendizagem”, “Mapa de Foco”, “estudantes”. Esses termos foram escolhidos para proporcionar uma compreensão completa acerca dos desafios e das necessidades que os cuidadores enfrentam.

Os critérios utilizados para inclusão e exclusão neste estudo foram escritos, visando assegurar a importância e a excelência das informações reunidas. Os critérios para a inclusão de artigos foram os seguintes: somente aqueles que tratam do tema específico, acessíveis gratuitamente e na íntegra, com um intervalo de tempo dos últimos cinco anos, nos idiomas português, espanhol e inglês. Por outro lado, foram descartados aqueles que não se ajustavam aos critérios da pesquisa, como publicações remuneradas ou incompletas, artigos em idiomas não especificados e estudos que apresentavam recortes temporais anteriores aos estabelecidos.

Essa metodologia ofereceu uma base firme para examinar os desafios e as possibilidades enfrentados pelos cuidadores, promovendo uma conversa produtiva entre a literatura atual e as questões contemporâneas relacionadas ao cuidado.

4. RESULTADOS E DISCUSSÕES

A recomposição de aprendizagem surge como um método educacional capaz de mudar a maneira como os alunos se conectam com o saber, especialmente ao unir a teoria com as atividades do dia a dia. Essa ideia envolve a revisão e reorganização do conhecimento, permitindo que os estudantes façam relacionamentos entre os conteúdos acadêmicos e suas experiências cotidianas. Ao misturar o ensino formal com situações do cotidiano, essa reconexão se transforma em uma abordagem motivadora que não só auxilia na memorização das informações, mas também favorece a aplicação prática do que foi aprendido em diversas circunstâncias, como na solução de problemas diários (Silva, 2025).

Um elemento importante na recomposição de aprendizagem é a sua habilidade de encorajar a reflexão crítica. Quando os alunos são motivados a reavaliar e organizar seu conhecimento, eles aprimoram competências de análise e síntese que são fundamentais no dia a dia. Por exemplo, ao lidarem com problemas matemáticos, os alunos podem relacionar fórmulas e princípios a situações concretas, como o controle de um orçamento pessoal ou a comparação de promoções em lojas. Essa interligação entre teoria e prática não apenas enriquece o aprendizado, mas também proporciona aos alunos ferramentas valiosas para suas atividades cotidianas (Silveira, 2024).

Assim, a recomposição de aprendizagem pode ser encarada como um meio de fomentar a independência dos alunos. Ao identificarem suas lacunas no conhecimento, os estudantes são incentivados a buscar soluções de forma autônoma. A busca pela autossuficiência é crucial não só para a educação formal, mas também para o desenvolvimento de habilidades que serão úteis no mercado de trabalho. Por exemplo, ao aprender a utilizar matemática para fazer cálculos de porcentagens ou impostos, os alunos se sentem mais aptos a tomar decisões financeiras conscientes, impactando diretamente suas vidas pessoais e profissionais (Barbosa, 2025).

A aplicação de metodologias ativas, frequentemente ligadas à recomposição de aprendizagem, tem um papel vital nesse processo. Essas abordagens, que incluem atividades práticas, projetos interdisciplinares e trabalho em equipe, promovem a participação ativa dos alunos, tornando o aprendizado mais interessante e significativo. Ao desenvolver projetos que abordam situações do cotidiano, como elaborar um plano de negócios ou analisar dados de pesquisas, os alunos têm a chance de aplicar diretamente os conceitos vistos em aula, reconhecendo sua relevância e importância em contextos reais (Dos Santos, 2023).

Além disso, a recomposição de aprendizagem contribui para um ambiente escolar colaborativo, em que a troca de experiências e ideias entre os alunos enriquece todo o processo educacional. Ao trabalharem em grupo para enfrentar desafios diários, os estudantes não apenas compartilham saberes, mas também constroem habilidades sociais e emocionais essenciais. Essa interação social é primordial para formar cidadãos críticos e conscientes, que valorizam a importância da cooperação e da comunicação na resolução de problemas complexos, tanto no ambiente escolar quanto na vida cotidiana (Falcão, 2025).

Outro aspecto relevante a ser considerado é a função da tecnologia na avaliação do aprendizado, pois os recursos digitais oferecem novas alternativas para que os alunos assimilem e apliquem o conhecimento de maneira mais interativa. Com o uso de aplicativos e plataformas virtuais, os estudantes têm a chance de buscar informações, solucionar problemas e se conectar com colegas de maneira mais envolvente. A inserção da tecnologia na educação não apenas facilita a revisão do conteúdo, mas também capacita os alunos para um mundo que está sempre se digitalizando, em que a habilidade de manusear ferramentas tecnológicas é essencial (Lima, 2025).

A recomposição de aprendizagem pode ser uma estratégia eficiente para elevar a motivação dos alunos. Quando os estudantes reconhecem a importância do que aprendem para suas vidas cotidianas, a probabilidade de se envolverem mais ativamente no processo educativo aumenta. Um exemplo disso é quando eles exploram conceitos matemáticos analisando dados reais, como estatísticas esportivas ou tendências do mercado, permitindo que vejam como a teoria se aplica na prática e, portanto, se sintam mais motivados a participar das atividades escolares. Essa conexão emocional com o assunto é um fator valioso que contribui para um aprendizado duradouro (Melo, 2025).

Junto a isso, a recomposição de aprendizagem ajuda os alunos a cultivarem uma mentalidade de crescimento. Ao enfrentarem desafios e avaliarem suas abordagens para aprender, eles passam a entender a importância do empenho e da persistência, habilidades imprescindíveis para o sucesso nos contextos acadêmico e profissional. Essa visão se torna especialmente relevante em um mundo em constante transformação, em que a capacidade de se adaptar e aprender continuamente é crucial. Assim, a adoção de uma metodologia de ensino focada na revisão não apenas prepara os alunos para enfrentar dificuldades acadêmicas, mas também para lidar com as complexas situações da vida moderna (Santos, 2022).

A recomposição de aprendizagem emerge como um incentivo que intensifica a aplicação do conhecimento na rotina dos estudantes. Ao vincular teoria e prática, fomentar a metacognição e promover a autonomia, essa abordagem educacional contribui para formar indivíduos mais críticos, reflexivos e prontos para enfrentar os desafios do mundo atual. A união de metodologias ativas com a importância da colaboração e da tecnologia no processo educativo são aspectos que tornam a revisão um componente central na educação contemporânea. Dessa forma, ao priorizar a revisão do aprendizado, educadores e instituições conseguem oferecer uma experiência educacional mais rica e significativa, impactando diretamente a vida dos alunos além do ambiente escolar (Silveira, 2024).

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Observando o exposto acerca da recomposição de aprendizagem, nota-se a importância dessa abordagem para a formação integral dos alunos, especialmente ao possibilitar a utilização do conhecimento em contextos diários. Ao conectar teoria e prática, a recuperação não apenas auxilia na retenção de informações, mas também altera a maneira como os alunos percebem e participam do processo de aprendizado. Essa relação com o cotidiano torna o ensino mais relevante, elevando a participação dos alunos e seu interesse em aprender.

A utilização de metodologias ativas, como o Mapa de Foco e outras ferramentas visuais, mostra-se eficiente na identificação de lacunas no conhecimento. Por meio da visualização e arranjo das ideias, os estudantes têm a oportunidade de ponderar sobre seu processo de aprendizagem, cultivando uma percepção mais clara sobre suas necessidades educacionais. Essa metacognição é essencial para a independência na aprendizagem, permitindo que os alunos assumam o papel principal em seu percurso educacional.

A interação entre os estudantes, facilitada por tarefas em grupo, é também um elemento favorável à recuperação do aprendizado. Ao colaborarem, os alunos podem compartilhar vivências, discutir conceitos e resolver questões em conjunto, competências fundamentais para o contexto educacional e para suas vidas pessoais e profissionais. Essa troca de saberes não só aumenta o aprendizado, mas também contribui para o aprimoramento de habilidades sociais e emocionais que são essenciais para a vida em comunidade.

Outro ponto importante é o impacto positivo que a tecnologia pode ter na recomposição de aprendizagem. A utilização de ferramentas digitais oferece novas possibilidades para perceber e implementar o conhecimento, tornando o aprendizado mais dinâmico e acessível. A integração da tecnologia no ambiente educacional possibilita que os estudantes explorem conceitos de forma interativa, o que pode aumentar ainda mais seu interesse e entusiasmo pela aprendizagem.

A recomposição de aprendizagem contribui para o desenvolvimento de uma mentalidade orientada ao crescimento dos alunos. Ao enfrentarem dificuldades e avaliarem suas estratégias de aprendizado, eles passam a reconhecer a importância da dedicação e da persistência. Essa forma de pensar é essencial em um mundo que está sempre mudando, em que a capacidade de se ajustar e aprender de forma contínua se torna crucial para o sucesso. Assim, a recomposição não apenas capacita os alunos para enfrentar desafios acadêmicos, mas também para as dificuldades da vida moderna.

É essencial compreender que a implementação eficiente da recomposição de aprendizagem requer dedicação dos professores e das escolas. É essencial que haja formação contínua para os docentes, possibilitando que utilizem metodologias ativas e integrem tecnologias de forma eficaz em suas práticas educacionais. Dessa maneira, é viável garantir que todos os estudantes tenham a oportunidade de usufruir plenamente dessa abordagem inovadora, favorecendo uma educação mais inclusiva e de excelência.

A recomposição de aprendizagem, portanto, se revela como uma estratégia eficaz para transformar a experiência educacional dos alunos. Ao unir teoria e prática, promover o pensamento crítico, facilitar a colaboração em grupo e integrar a tecnologia, essa abordagem exerce uma função significativa na educação de indivíduos mais reflexivos, autônomos e preparados para enfrentar os desafios da sociedade contemporânea. Ao concentrar-se na reestruturação do aprendizado, educadores e instituições têm a oportunidade de impactar de maneira construtiva o futuro dos alunos, preparando-os para um amanhã mais promissor e consciente.

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1 Pedagoga pela Universidade Federal do Tocantins (UFT) Pós Graduada em Orientação Educacional pela Universidade Gran. Pedagoga vinculada a Secretaria Estadual de Educação do Estado do Tocantins (SEDUC-TO) e Professora dos anos iniciais do Ensino Fundamental da Secretaria de Educação do Município de Porto Nacional (SEMED - Porto Nacional) E-mail: [email protected]. ORCID: https://orcid.org/0000-0001-6726-2732.