MÍDIAS DIGITAIS E LINGUAGEM AUDIOVISUAL DIANTE DA ALFABETIZAÇÃO NO ENSINO FUNDAMENTAL

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REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.18272940


Joana de Lourdes Evangelista1


RESUMO
Esta pesquisa aborda o uso de mídias digitais e da linguagem audiovisual voltado à aprendizagem dos tipos de letras no primeiro ano do Ensino Fundamental, ressaltando a relevância pedagógica desse tema diante das transformações tecnológicas contemporâneas. O objetivo consiste em examinar benefícios e desafios percebidos por educadores e alunos no processo de alfabetização mediado por recursos digitais. A metodologia adotada caracteriza-se como pesquisa bibliográfica, qualitativa, exploratória e aplicada, fundamentada em autores como Fernandes, Marques, Marangoni, Santos e Oliveira, contemplando artigos científicos, livros e periódicos que discutem alfabetização, mídias digitais, interatividade e práticas pedagógicas on-line. Os resultados esperados incluem a identificação de contribuições das tecnologias digitais para o engajamento, a personalização do ensino e o reconhecimento dos tipos de letras, bem como a compreensão de limitações relacionadas à formação docente e infraestrutura. Conclui-se que a integração planejada desses recursos fortalece práticas alfabetizadoras, desde que articulada a intencionalidade pedagógica planejada e consistente.
Palavras-chave: Mídias Digitais. Linguagem Audiovisual. Alfabetização. Ensino Fundamental. Ensino On-line. Tecnologias Educacionais.

ABSTRACT
This research addresses the use of digital media and audiovisual language for learning letter types in the first year of elementary school, highlighting the pedagogical relevance of this topic in light of contemporary technological transformations. The objective is to examine the benefits and challenges perceived by educators and students in the literacy process mediated by digital resources. The methodology adopted is characterized as bibliographic, qualitative, exploratory, and applied research, based on authors such as Fernandes, Marques, Marangoni, Santos, and Oliveira, encompassing scientific articles, books, and periodicals that discuss literacy, digital media, interactivity, and online pedagogical practices. The expected results include the identification of contributions of digital technologies to engagement, the personalization of teaching, and the recognition of letter types, as well as an understanding of limitations related to teacher training and infrastructure. It concludes that the planned integration of these resources strengthens literacy practices, provided it is articulated with planned and consistent pedagogical intentionality.
Keywords: Digital Media. Audiovisual Language. Literacy. Elementary Education. Online Education. Educational Technologies.

1. INTRODUÇÃO

O avanço das tecnologias digitais tem transformado de maneira significativa os processos educativos, especialmente no contexto da educação de crianças do primeiro ano do Ensino Fundamental, onde recursos interativos e audiovisuais vêm assumindo papel central no desenvolvimento das habilidades iniciais de leitura e escrita. Esse cenário demanda análises acadêmicas que ampliem a compreensão sobre os impactos pedagógicos decorrentes do uso desses recursos em práticas de alfabetização on-line.

A relevância deste estudo decorre da crescente inserção das mídias digitais no cotidiano escolar, intensificada após o período pandêmico, que evidenciou a necessidade de metodologias inovadoras e flexíveis. Investigar a contribuição desses recursos para o aprendizado dos tipos de letras torna-se fundamental para qualificar práticas docentes, orientar políticas educacionais e fortalecer estratégias pedagógicas alinhadas às demandas contemporâneas.

O objetivo consiste em analisar os benefícios percebidos por educadores e alunos no uso das mídias digitais e da linguagem audiovisual voltado à aprendizagem dos tipos de letras. Os objetivos específicos incluem identificar recursos utilizados, compreender percepções dos envolvidos e investigar desafios enfrentados pelos docentes na organização do trabalho pedagógico mediado por tecnologias.

Adotou-se a metodologia da pesquisa bibliográfica, qualitativa, exploratória e aplicada, fundamentada nos procedimentos descritos por Gil (2021), que enfatiza a análise sistemática de obras científicas como meio de construção de conhecimento. Foram consultados artigos, livros e periódicos nacionais que discutem mídias digitais, audiovisual e alfabetização. Os dados foram examinados por interpretação crítica, considerando contribuições e convergências teóricas do campo.

Este estudo organiza-se em três seções principais: a Introdução; seguida pelo Referencial Teórico, estruturado em três subseções: Mídias Digitais e Ensino On-line no primeiro ano do Ensino Fundamental, Linguagem Audiovisual e o Processo de Alfabetização no Ensino Fundamental e Benefícios e Desafios do Uso das Mídias Digitais no Ensino On- line; logo depois, estão as Considerações Finais, nas quais são apresentadas a síntese das principais conclusões e as recomendações decorrentes da análise realizada.

2. MÍDIAS DIGITAIS E LINGUAGEM AUDIOVISUAL NA ALFABETIZAÇÃO ONLINE: PERSPECTIVAS TEÓRICAS E PRÁTICAS EDUCACIONAIS

2.1. Mídias Digitais e Ensino On-line no Primeiro Ano do Ensino Fundamental

As mídias digitais ampliam o potencial das práticas pedagógicas ao integrar elementos interativos e multimodais que estimulam a participação ativa das crianças durante a alfabetização inicial. Nesse sentido, a presença de recursos visuais e ambientes virtuais favorece a construção de experiências significativas e alinhadas às necessidades do Ensino Fundamental.

No contexto pós-pandemia, as tecnologias digitais se tornaram componentes estruturantes do processo educativo, como afirmam Fernandes et al. (2023), ao observar que plataformas de aprendizagem, vídeos e aplicativos passaram a integrar rotinas escolares. Essa incorporação permitiu a continuidade das atividades de alfabetização, ampliando oportunidades para práticas pedagógicas inovadoras e adaptáveis.

A mediação digital contribui para o desenvolvimento das habilidades iniciais de leitura e escrita ao oferecer estímulos visuais e atividades interativas que favorecem a compreensão das letras. A alfabetização on-line, assim, ganha maior dinamismo ao oferecer caminhos variados de exploração, fortalecendo o reconhecimento de símbolos e grafias.

Para J. Santos (2024) é essencial a distinção entre mídias digitais, tecnologias educacionais e plataformas de aprendizagem é essencial para compreender suas funções no ensino on-line. As mídias fornecem conteúdos e interfaces, enquanto as plataformas estruturam trajetórias formativas, auxiliando o professor na definição de estratégias adequadas para fortalecer o processo de alfabetização no Primeiro Ano do Ensino Fundamental.

Segundo Marangoni (2025), a aprendizagem mediada por tecnologias apoia-se em princípios socioconstrutivistas ao promover interação entre crianças, recursos e professores. Essa mediação amplia a zona de desenvolvimento proximal, oferecendo suporte visual, feedback imediato e atividades contextualizadas que auxiliam na consolidação das habilidades fundamentais de leitura e escrita no primeiro ano do Ensino Fundamental.

A interatividade é elemento determinante para o engajamento das crianças em atividades digitais. Os ambientes que possibilitam manipulação e escolha facilitam a participação ativa, ampliando a motivação e a atenção necessárias para o reconhecimento dos diferentes tipos de letras. Esses fatores fortalecem o desenvolvimento cognitivo e visual dos alunos.

Oliveira (2025) aponta que a personalização do ensino permite ajustar conteúdos ao ritmo de aprendizagem das crianças, ampliando a efetividade das atividades de alfabetização. Essa flexibilidade contribui para adequar estratégias pedagógicas às necessidades individuais, favorecendo avanços consistentes na identificação e diferenciação de letras em suas várias formas. Fernandes et al. (2023) destacam que a autonomia infantil é fortalecida quando as crianças exploram livremente plataformas digitais, repetem atividades e testam hipóteses. Essa autonomia é fundamental para o desenvolvimento do letramento, pois promove iniciativas próprias e permite que as crianças interajam de maneira mais segura com conteúdos e representações das letras no ambiente digital.

A motivação das crianças aumenta significativamente quando expostas a recursos coloridos, sonoros e movimentados presentes nas mídias digitais (Marques et al., 2024). Tais estímulos sensoriais tornam a aprendizagem mais atrativa, elevando a participação e favorecendo a compreensão das letras em atividades planejadas especificamente para o público do primeiro ano do ensino fundamentel.

A formação docente é apontada por Santos J. de S. (2024) como um dos maiores desafios do uso das mídias digitais no ensino on-line, uma vez que exige domínio técnico e pedagógico. Professores precisam selecionar adequadamente recursos e atividades, organizar sequências didáticas e avaliar progressos, garantindo que a alfabetização mediada pela tecnologia seja efetiva.

A infraestrutura tecnológica, segundo Sossai et al. (2024), influencia diretamente a qualidade do ensino on-line. Dispositivos adequados, boa conectividade e acesso às plataformas determinam o alcance dos recursos digitais. Limitações estruturais podem restringir oportunidades de aprendizagem e comprometer a continuidade das atividades de alfabetização no primeiro ano do Ensino Fundamental.

Como destaca Oliveira (2025), o tempo de planejamento aumenta significativamente quando o professor utiliza mídias digitais, devido à necessidade de adequar atividades aos objetivos pedagógicos. Embora mais trabalhosas, essas práticas permitem maior precisão no desenvolvimento de habilidades de leitura e escrita, beneficiando especialmente alunos que apresentam ritmos diferenciados de aprendizagem.

Marangoni (2025) ressalta que a intencionalidade pedagógica orienta o uso significativo das tecnologias digitais, uma vez que a simples presença de recursos não garante aprendizagem. A mediação docente é indispensável no processo de alfabetização, especialmente na orientação das crianças durante o reconhecimento das letras e no acompanhamento das atividades multimodais.

As práticas pedagógicas foram ressignificadas com a expansão do ensino on-line. Os professores passaram a incorporar metodologias inovadoras baseadas em interatividade, audiovisual e personalização, promovendo experiências mais envolventes e fortalecendo o desenvolvimento das habilidades iniciais de leitura e escrita nas crianças do primeiro ano do Ensino Fundamental que encontram-se na fase de alfabetização.

A literatura analisada evidencia que as mídias digitais, quando integradas com planejamento e intencionalidade, favorecem práticas inclusivas e motivadoras. O equilíbrio entre recursos tecnológicos, mediação docente e atividades multimodais promove avanços significativos no reconhecimento das letras e amplia oportunidades de aprendizagem no ensino on-line do primeiro ano do Ensino Fundamental.

2.2. Linguagem Audiovisual e o Processo de Alfabetização no Ensino Fundamental

A linguagem audiovisual reúne elementos como imagem, som, movimento e narrativa, formando um conjunto expressivo que amplia as possibilidades pedagógicas no processo de alfabetização. Esses elementos tornam o conteúdo mais acessível às crianças, fortalecendo a compreensão inicial dos signos linguísticos e promovendo experiências sensoriais que estimulam a atenção.

Conforme argumenta J. Santos (2024) a utilização de imagens e sons na aprendizagem inicial possibilita que as crianças estabeleçam relações mais claras entre símbolos gráficos e significados,. A combinação entre estímulos visuais e auditivos favorece a compreensão das letras e reforça o reconhecimento de formatos, traços e diferenças estruturais entre variedades de escrita utilizadas na alfabetização infantil.

Os recursos audiovisuais ampliam a percepção visual das crianças, fortalecendo habilidades essenciais à alfabetização, como a capacidade de identificar letras, diferenciar grafias e compreender relações entre som e símbolo. O uso do audiovisual como instrumento pedagógico proporciona maior engajamento das crianças nas atividades de alfabetização. Elementos animados, narrativas curtas e estímulos sensoriais diversificados ampliam o interesse dos alunos, oferecendo experiências imersivas que facilitam o reconhecimento de letras e palavras, além de promover maior retenção dos conteúdos trabalhados no ambiente on-line.

De acordo com A. Santos (2023) os jogos virtuais e ambientes lúdicos que utilizam recursos audiovisuais funcionam como facilitadores do desenvolvimento infantil ao estimular a participação ativa. Esses recursos permitem que as crianças explorem letras, sílabas e palavras de forma interativa, criando um ambiente favorável à experimentação, à construção do conhecimento e ao fortalecimento das habilidades iniciais de leitura.

A linguagem audiovisual contribui para práticas pedagógicas interativas que aproximam a criança do conteúdo por meio de vivências dinâmicas (Fernandes et al., 2023). A presença de movimentos, cores e sons potencializa a compreensão de estruturas linguísticas, oferecendo uma abordagem multimodal que responde às necessidades cognitivas dos alunos do primeiro ano de ensino fundamental e reforça a construção do conhecimento alfabetizador.

A mediação pedagógica desempenha papel determinante na utilização de recursos audiovisuais. É a intervenção do professor que transforma vídeos, animações e jogos em instrumentos de aprendizagem significativa, garantindo que os estímulos sensoriais sejam explorados de forma intencional e alinhada aos objetivos da alfabetização. Assim, o audiovisual torna-se ferramenta estratégica para conectar imagem, som e escrita.

A literatura mostra que o audiovisual favorece a aprendizagem sequencial, permitindo que crianças visualizem processos, repitam ações e revisitem conteúdos conforme suas necessidades (Marangoni, 2025). Essa característica reforça práticas de reforço e consolidação, essenciais para o desenvolvimento das competências iniciais de leitura e escrita, especialmente em ambientes virtuais de ensino.

Segundo J. Santos (2024), o uso do audiovisual facilita a integração entre práticas pedagógicas tradicionais e digitais, promovendo transições mais fluidas entre atividades impressas, vídeos, jogos e exercícios interativos. Essa integração contribui para ampliar a compreensão das letras e para fortalecer o processo de alfabetização ao diversificar estímulos e contextos de aprendizagem.

O trabalho com narrativas audiovisuais fortalece a compreensão de histórias, sequências lógicas e estruturas linguísticas (Fernandes et al., (2023). Ao acompanhar personagens, cenas e ações, as crianças desenvolvem habilidades relacionadas à interpretação e ao reconhecimento de elementos textuais, o que favorece a leitura inicial e amplia o repertório cognitivo para o processo de alfabetização.

Segundo A. Santos (2023) o caráter lúdico das animações e jogos digitais potencializa o interesse das crianças, permitindo que explorem letras e palavras de forma espontânea e prazerosa. Essa ludicidade, aliada aos estímulos audiovisuais, reforça o vínculo com a aprendizagem e contribui para o fortalecimento da relação entre percepção visual e decodificação linguística.

A combinação entre som e imagem contribui para o desenvolvimento da consciência fonológica. Ao ouvir sons enquanto visualizam letras, as crianças conseguem estabelecer relações mais sólidas entre fonemas e grafemas, facilitando a construção das bases da leitura. Essa articulação é fundamental no processo de alfabetização no primeiro ano do ensino fundamental, especialmente em ambientes mediados por tecnologias.

O audiovisual também auxilia na inclusão de crianças com diferentes estilos de aprendizagem, como apontado por Marangoni (2025). Alunos que respondem melhor a estímulos visuais, auditivos ou cinestésicos beneficiam-se da multimodalidade, o que expande as possibilidades de participação e favorece aprendizagens mais equitativas no processo de alfabetização.

Para J. Santos (2024), o uso pedagógico da linguagem audiovisual precisa ser planejado de forma crítica, garantindo que o conteúdo selecionado dialogue com objetivos de alfabetização, competências cognitivas e as necessidades do aprendentes. A escolha consciente de vídeos, jogos e animações contribui para práticas mais consistentes e alinhadas às demandas pedagógicas da alfabetização no primeiro ano de ensino fundamental.

A linguagem audiovisual fortalece significativamente o processo de alfabetização ao oferecer recursos dinâmicos, sensoriais e interativos. Quando utilizada com intencionalidade pedagógica, essa linguagem amplia oportunidades de aprendizagem, fortalece habilidades iniciais e contribui para práticas mais motivadoras, inclusivas e adaptadas ao ensino on-line.

2.3. Benefícios e Desafios do Uso das Mídias Digitais no Ensino On-line

O uso de mídias digitais amplia oportunidades de aprendizagem, permitindo maior autonomia e participação dos estudantes, especialmente em ambientes que exigem flexibilidade e interação contínua. Essa expansão demanda planejamento pedagógico consistente, garantindo práticas acessíveis, estruturadas e alinhadas às necessidades contemporâneas, sem desconsiderar questões de equidade, conectividade e domínio tecnológico.

Segundo Sossai et al. (2024), a integração de tecnologias interativas potencializa a diversificação metodológica, favorecendo experiências formativas mais dinâmicas e colaborativas no ensino on-line. Contudo, essa incorporação exige infraestrutura adequada, políticas institucionais de suporte e formação continuada dos docentes para assegurar processos de aprendizagem sustentáveis e inclusivos, respeitando diferentes ritmos, estilos cognitivos e condições de acesso dos estudantes.

Marques et al. (2024) afirmam que plataformas digitais ampliam possibilidades de personalização pedagógica, permitindo monitoramento individualizado do progresso e oferecendo trilhas de aprendizagem ajustadas. Apesar desses benefícios, persistem desafios relacionados à sobrecarga cognitiva, ao gerenciamento do tempo e à adaptação de estratégias. Assim, a inovação deve ser equilibrada com práticas que garantam clareza, coerência e eficiência no ambiente virtual.

As ferramentas digitais estimulam múltiplas formas de expressão e favorecem aprendizagens significativas ao expandirem os modos de comunicação e criação no ensino remoto. Os ambientes on-line ampliam interações pedagógicas e flexibilizam ritmos de estudo, permitindo maior autonomia no gerenciamento das atividades. Contudo, tais ambientes impõem ao docente responsabilidades ampliadas de acompanhamento, comunicação clara e organização criteriosa. Nesse cenário, torna-se necessário articular inovação metodológica, consistência curricular e suporte emocional aos estudantes para garantir experiências de aprendizagem equilibradas.

As mídias digitais possibilitam a construção de ecossistemas educativos mais abertos, colaborativos e conectados, favorecendo práticas interativas e o acesso diversificado ao conteúdo (Oliveira, 2025). Ainda assim, o êxito dessas iniciativas depende de competências tecnológicas, intencionalidade pedagógica e políticas de inclusão digital que assegurem participação equitativa e continuidade das atividades acadêmicas em contextos virtuais.

Segundo Sossai et al. (2024), tecnologias multimodais fortalecem a aprendizagem ativa ao promoverem exploração, criação e interação entre estudantes. Contudo, a falta de suporte técnico, a limitada infraestrutura e a dificuldade de manutenção de conectividade estável podem comprometer o engajamento. Tais condições exigem estratégias institucionais que priorizem acessibilidade, inovação e sustentabilidade no uso pedagógico das mídias digitais.

Marques et al. (2024) destacam que plataformas educacionais favorecem monitoramento contínuo, ampliam feedbacks formativos e fortalecem a autonomia discente. Entretanto, a multiplicidade de recursos pode gerar dispersão se não houver planejamento estruturado. Assim, o professor deve selecionar ferramentas adequadas, equilibrar estímulos visuais e organizar atividades coerentes, garantindo foco, clareza e fluidez nos processos de aprendizagem on-line.

Os recursos digitais estimulam criatividade, participação e construção coletiva do conhecimento, configurando ambientes enriquecidos por múltiplas linguagens. Contudo, limitações de acesso, diferenças geracionais e heterogeneidade de habilidades tecnológicas desafiam a prática pedagógica. Dessa forma, a mediação docente deve ser intencional, sensível e inclusiva, assegurando que todos possam interagir efetivamente nos ambientes digitais.

Marangoni (2025) observa que o ensino on-line promove autonomia e diversificação de percursos formativos, ampliando possibilidades de interação síncrona e assíncrona. No entanto, também intensifica demandas por organização, acompanhamento e clareza nas instruções. Esses elementos evidenciam a necessidade de equilibrar uso de tecnologias, apoio emocional e coerência pedagógica, garantindo que os estudantes se mantenham motivados e engajados.

Ascmídias digitais permitem acesso ampliado a conteúdos, práticas colaborativas e processos de aprendizagem contínuos (Oliveira, 2025). Entretanto, tais benefícios dependem de políticas de inclusão, formação docente permanente e estratégias que assegurem acessibilidade e participação efetiva. Assim, a integração tecnológica deve considerar fatores sociais, culturais e estruturais que moldam a experiência educacional no ambiente virtual.

Conforme Sossai et al. (2024), recursos digitais interativos possibilitam expansão das práticas pedagógicas, promovendo maior envolvimento dos estudantes. No entanto, a ausência de suporte institucional e dificuldades técnicas podem comprometer o processo formativo. Dessa forma, a implementação de tecnologias deve estar associada a investimentos sustentáveis, formação continuada e mecanismos de acompanhamento que garantam eficácia no ensino on-line.

Os ambientes digitais favorecem avaliação contínua, acompanhamento de desempenho e personalização de atividades. Entretanto, a dependência excessiva de ferramentas pode reduzir a profundidade reflexiva se não houver mediação adequada. Por isso, é essencial integrar tecnologias de forma planejada, promovendo equilíbrio entre inovação, criticidade e desenvolvimento cognitivo dos estudantes no contexto virtual.

O ensino on-line permite flexibilidade e ampliação das interações, favorecendo experiências formativas diversificadas. Mas, o excesso de demandas, a necessidade de planejamento detalhado e a sobrecarga docente representam desafios relevantes. Nesse sentido, a adoção de mídias digitais requer equilíbrio entre inovação, organização pedagógica e apoio emocional, assegurando qualidade e continuidade no processo educativo.

3. CONSIDERAÇÕES FINAIS

O estudo teve como objetivo analisar os benefícios e desafios do uso das mídias digitais e da linguagem audiovisual no ensino voltado à aprendizagem dos tipos de letras no primeiro ano de ensino fundamental. A análise permitiu compreender que as tecnologias digitais ampliam o engajamento, favorecem a personalização das práticas pedagógicas e fortalecem o vínculo com conteúdos visuais, embora demandem formação docente consistente, infraestrutura adequada e intencionalidade metodológica para resultados efetivos. As discussões evidenciaram que a integração das mídias digitais pode qualificar o processo de alfabetização inicial quando alinhada a práticas pedagógicas estruturadas e ao acompanhamento contínuo dos estudantes. O estudo reforça a necessidade de ampliar políticas de inclusão digital, investir em formação continuada e desenvolver estratégias inovadoras que garantam acessibilidade e equidade. Recomenda-se que pesquisas futuras aprofundem a análise sobre o impacto dessas tecnologias em diferentes contextos educacionais e níveis de desenvolvimento dos aprendentes.

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1 Graduada em Pedagogia. Especialista em Educação Inclusiva. Mestranda em Tecnologias Emergentes em Educação pela Must University. E-mail [email protected].