LETRAMENTO DIGITAL: HOT POTATOES NA CONTRIBUIÇÃO PARA QUE OS ALUNOS TENHAM MAIOR INTERESSE PELA LEITURA

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REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.16998128


Valeriana Dutra Valério Cardoso1
Mariucha Colloca Alves Pereira2


RESUMO
O presente trabalho tem como tema “O que pode colaborar para que os alunos tenham maior interesse pela leitura em pleno século XXI”. Tendo como objetivo realizar e analisar a utilização do Hot Potatoes na contribuição para que os alunos tenham maior interesse pela leitura. A falta de interesse e prática de leitura nas escolas públicas e particulares do Brasil, visto que, provoca uma dificuldade de interpretação, criação de textos bem elaborados, repetições, erros ortográficos, gírias, pobreza no vocabulário, entre outros. O estudo evidencia a compreensão e o motivo do desapreço pela leitura por parte dos alunos, propor uma alternativa para reduzir tal desinteresse dos estudantes brasileiros. Assim sendo, este trabalho vem realçar a professores e alunos a alternativa de inserir novas técnicas para serem trabalhados na escola. Métodos mais criativos e dinâmicos, que geram resultados no desenvolvimento da aprendizagem.
Palavras-chaves: Leitura. Estratégia de leitura. Interesse pela leitura. 

ABSTRACT
Present your work as a topic “What can help so that students have more interest in reading in the 21st century”. My objective is to carry out and analyze the use of Hot Potatoes and contribute so that students have greater interest in reading. The lack of interest in reading practice in public and private schools in Brazil, given that it causes difficulty in interpretation, creation of poorly prepared texts, repetitions, spelling errors, gyrations, poor vocabulary, among others. The study evidence to understand and the reason for the lack of appreciation of reading by two students, provides an alternative to reduce such disinterest among Brazilian students. Thus, this work aims to encourage teachers and students to introduce new techniques to be employed in school. More creative and dynamic methods, which generate results without developing learning.
Keywords: Reading. Reading strategy. Be interested in reading.

INTRODUÇÃO

A exigência por parte das escolas particulares no que se refere ao conteúdo tem aumentado relativamente em virtude do exame nacional do ensino médio, que proporciona ao estudante o acesso a uma universidade. Com isso uma parte das escolas particulares foca o calendário totalmente para o exame, todavia o estímulo à leitura de livros, jornais e revistas não é notável e instigado. Nas escolas públicas a educação é básica e desigual, inúmeros alunos do ensino médio da rede pública não compreendem a importância da leitura, tampouco o sistema ENEM. Não possuem o incentivo necessário à leitura. O descaso pela leitura é originado em consequência da vivência da criança e do adolescente em seu lar e no estabelecimento de ensino desde o início da infância, as famílias brasileiras não cultivaram o hábito da leitura, o acesso à cultura inicia- se em casa. Nas escolas os aprendizes passam a detestar a leitura por serem obrigados a lerem livros clássicos da literatura portuguesa e brasileira, que se distanciam do contexto histórico e teoricamente do cotidiano dos educandos, além do mais aplicam métodos formais e não criativos para trabalhar com a leitura em sala de aula.

A leitura viabiliza o desenvolvimento individual e social do cidadão, é pela e na leitura que construímos, reconstruímos e desconstruímos concepções pertinentes a nossa formação enquanto seres humanos. Este estudo propicia um entendimento do conceito de leitura e como é assimilada na sociedade moderna, desprender a mente para sua magnitude.

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Ler não é só codificar e decodificar palavras. É antes de tudo construir sentido para o que se lê. É por isto, que muitas vezes o "leitor" não adquire informações em um texto lido. Para extrair estas informações e, como resultado, construir sentido, é fundamental considerar os saberes prévios que o leitor dispõe sobre o assunto e a convívio, com o suporte de leitura.

Ademais, as influências cognitivas, como as crenças, as opiniões ou atitudes e até mesmo o encorajamento ou objetivos diferentes, atuam na composição da representação sobre o evento ou o enunciado, o que faz com que ao ler um mesmo texto, distintos leitores incorporem significados diferenciados, constituindo diferentes tipos de inferências. Ler é se comunicar com o passado, com o presente e com o futuro.

Existem diversos tipos de leitura, a leitura literal, que é feita de forma integral, exata. Já a leitura mecânica ocorre uma compreensão dos signos escritos, todavia não há o entendimento completo do texto, visto que o leitor se atenta somente ao que desperta a sua atenção, entretanto é de forma instintiva. Também existe a leitura rápida, é uma técnica de encontrar o que se busca no texto de forma ágil, lendo unicamente o que conceitua valoroso. Podendo citar também a leitura em voz alta e a leitura em silêncio, a leitura em silêncio é bastante costumeiro, já que é feita para si mesmo, já a leitura em voz alta pode ser executada para outras pessoas, ou simultaneamente.

A leitura reflexiva é desempenhada para ser ter uma concepção mais profunda sobre o assunto, vai além de uma simples leitura, é necessário a busca pela compreensão do que se leu. E por fim, a leitura recreativa, é praticada com o único intuito do prazer pela leitura, alguns exemplos são livros com conteúdo de aventura, romance, fantasia entre outros.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

A prática de leitura aprimora o senso crítico, a criança e ao adolescente aprendem a buscar a verdade indagando e examinando profundamente sobre cada assunto. A consciência da função social de cada cidadão possibilita a aptidão de analisar, sobre as verdades impostas pela sociedade dominante. Por conseguinte, alguém com senso crítico aguçado não admite a imposição de qualquer tradição, dogma ou comportamento sem antes questionar.

A leitura também é um dos melhores métodos para aperfeiçoar a competência comunicativa considerando que ler é um modo de estar em contato com a norma culta da língua, praticando a gramática correta e enriquecendo o vocabulário. Entre os principais benefícios para quem assume o hábito da leitura está a facilidade em obter sucesso profissional.

Segundo Thoreau (1882, p. 170), “Muitos homens iniciaram uma nova era na sua vida a partir da leitura de um livro.” O conteúdo de um livro pode ser tão intrigante para o leitor, a ponto de transformar o seu interior, encorajando-o a ousar em novas experiencias, Ler estimula a memória, ampliando a capacidade da nossa mente, livros são capazes de mudar as nossas vidas.

Uma amostra em que a leitura pode efetivamente transformar a vida de uma pessoa, é a história de Elon Reeve Musk, nascido em 1971, na África do Sul, era um estudante que sofria implicância, intimidação e agressão por alguns alunos da sua escola. Ele se interessava muito pela leitura e possuía a prática em ler, aos 10 anos começou a executar atividades no computador e desenvolveu um jogo com apenas 12 anos de idade, hoje ele é fundador de grandes empresas, como a PayPal, Telas, OpenAI entre outras. É muito relevante ressaltar que a leitura foi fundamental para o seu sucesso até hoje, pois é através da leitura que alcançamos o conhecimento, expandimos a concentração, o foco seletivo e a inventividade. Coopera para o progresso intelectual e cultural de cada leitor. Ler desenvolve o senso crítico mais apurado; Evolução do pensamento sistêmico; Conhecimento de novas palavras e termos, tornando o vocabulário amplo e rico; Desenvoltura na oratória e expressão; Escrita mais coerente; Maior capacidade de persuasão; Estímulo à abertura de novas opiniões e pontos de vista; Expansão do repertório cultural; Maior qualidade nas relações interpessoais; Autodesenvolvimento contínuo.

Muitos alunos não tem a rotina de leitura em suas casas, e julgam a leitura por uma atividade não aprazível e nada interessante, por efeito da maneira em que é trabalhada a leitura e escrita nos colégios, não demostrando que isso pode ser algo prazeroso e vantajoso, somente estabelecendo o conteúdo programado, sem utilizar de inventividades e recursos, o que pode ser entendido em consequência da história do Brasil e a realidade atual. Aprendizes não possuem estímulos na maioria das escolas públicas e em seus lares, e nem a prática da leitura iniciada na infância.

Ao utilizar livros infantis, os professores podem provocar pensamentos matemáticos por intermédio de questionamentos ao longo da leitura, ao mesmo tempo em que a criança desenvolve com a história o gosto pela leitura, a criatividade, a oralidade.

As histórias !são para a criança o que foram as parábolas de Cristo para os Cristãos, para os homens, sementes para germinar e frutificar”. (COELHO, 1999: 17).

A formação social da mente enfoca a importância da interação social no desenvolvimento e no aprendizado da criança ao apresentar o conceito de “zona de desenvolvimento proximal”: Ela é à distância entre o nível de desenvolvimento real, que se costuma determinar através da solução independente de problemas e o nível de desenvolvimento potencial, determinado através da solução de problemas sob a orientação de um adulto ou em colaboração com companheiros mais capazes (VYGOTSKY, 1991, p. 97).

A leitura de textos de literatura parecem adequadas a esta finalidade, uma vez que ela “convidam” o leitor a participar, a emitir opiniões e, ao mesmo tempo, encorajam-no a usar uma variedade de habilidades de pensamento – classificação, ordenação, levantamento de hipóteses, interpretação e formulação de problemas.

O psicólogo russo chama a atenção para o fato de que:

[...] por mais de uma década, mesmo os pensadores mais sagazes nunca consideraram a noção de que aquilo que a criança consegue fazer com a ajuda dos outros poderia ser, de alguma maneira, muito mais indicativo de seu desenvolvimento mental do que aquilo que consegue fazer sozinha” (ibidem, p. 96).

É importante, acima de tudo, se preocupar com a realidade social do aluno, valorizar sua bagagem cultural, apontar caminhos para que ele seja capaz de exercer plenamente sua cidadania.

A rede como metáfora, com seus fios, seus nós e seus espaços esgarçados, nos permite historizar a nós mesmos, a nossos pensamentos e a nossos atos, se entendemos que nada surge do nada, que tudo, de alguma forma está ligados a tudo, aí incluídos os imprevistos, os acasos, os lapsos, as fraquezas. (AZEVEDO, 2002, p. 60).

Tudo isso, no entanto, não deve pretender dar conta apenas do desenvolvimento cognitivo da criança, mas, principalmente, de seu desenvolvimento, de sua criatividade principalmente quando lê um livro ou tenta buscar alguma resposta e descobre por magia que ali, naquela leitura, ele a encontrou como cita-nos Hunt neste trecho:

Estão na minha cabeça, mas podem ser encontradas em livros. Se a memória me falhar, vou a um livro e lá estão elas à minha espera. Os educadores deveriam ter isso como mote: mais importante que saber é saber onde encontrar. Se eles soubessem disso, o ensino e os vestibulares seriam totalmente diferentes (HUNT, 2010, p. 9).

A Literatura no Ensino Médio deve sempre atrair as crianças pela sua diversidade nos conteúdos e temas abordados, considerando-se que este conteúdo seja sempre apresentado dentro da escola como forma lúdica, interativa e principalmente cultural para quem está lendo.

Especificamente em se tratando da aquisição da leitura e da escrita, essas histórias podem oferecer muito mais do que o universo ficcional que desvelam e a importância cultural que carregam como transmissoras de valores sociais.

O hábito de ler deve ser desenvolvido, deve ser praticado. Muitos alunos não tem o apropriado entendimento sobre a magnitude, de ler, o que é ler, o que isso proporciona e como criar o costume.

A aprendizagem da leitura constitui uma tarefa permanente que se enriquece com as novas habilidades na medida em que se manejam adequadamente textos cada vez mais complexos. A aprendizagem da leitura não se restringe ao primeiro ano de vida escolar. Aprender a ler é um processo que se desenvolve ao longo de toda a escolaridade.

  Segundo Ramos (2004, p. 91):

Alfabetização é o processo pelo qual se adquire o domínio de um código e das habilidades de utilizá-lo para ler e escrever, ou seja: o domínio da tecnologia – do conjunto de técnicas – para exercer a arte e ciência da escrita. Ao exercício efetivo e competente da tecnologia da escrita denomina-se Letramento que implica habilidades várias, tais como: capacidade de ler ou escrever para atingir diferentes objetivos.

Ao se diferenciar os processos de aprendizagem dos de ensino, foi se percebendo com mais exatidão, suas profundas interações.  Segundo Barbosa (1990, p. 71) afirma a este respeito que:

[...] que toda criança tem um repertório de conhecimentos acumulados e organizados no decorrer de sua experiência de vida”. E esse acervo de conhecimento funciona como um esquema de assimilação, como uma teoria explicativa do mundo. É a sua estrutura cognitiva. Diante de um objetivo, a criança se mobiliza, estabelecendo uma relação entre o seu acervo de conhecimentos – a estrutura cognitiva e o novo estímulo a ser aprendido.

Um estudo longitudinal conduzido em Bristol (Wells 1986) mostrou, de forma contundente, a importância das experiências com a leitura de histórias para crianças de pré-escolar para o posterior sucesso escolar das crianças com a leitura e a escrita. Aquelas crianças, cujos pais liam regularmente e exploravam conjuntamente com elas os textos narrativos, não só aprenderam a ler com mais facilidade como se revelaram excelentes escritores no término do ensino fundamental.

Neste período emergiu também um vasto corpo de pesquisas que investigavam a relação entre o desenvolvimento de uma capacidade para refletir sobre as unidades sonoras das palavras e as diferenças individuais na aprendizagem inicial da leitura e da escrita em sistemas alfabéticos de escrita (PIMENTA, 2002).

Aprender a ler não é apenas uma experiência da vida escolar. É  um complemento obrigatório para uma boa aprendizagem. E aprender a ler é habilidade que exige da escola uma concepção nova de leitura. Nessa nova percepção de aprendizagem Ferreiro (2003, p.21) afirma que: “geralmente as escolas têm operado com o princípio de que a leitura e a escrita devem ser ali ensinadas. A instrução tradicional de leitura se baseia no ensino de sinais ortográficos, nomes de letras, relações letra-som, e assim sucessivamente.”

Está  focalizada habitualmente em aprender a identificar letras, sílabas e palavras.  Aprender a ler começa com o desenvolvimento do sentido das funções da linguagem escrita. Ler é buscar significado e o leitor deve ter um propósito para buscar significado no texto.

A formação social da mente enfoca a importância da interação social no desenvolvimento e no aprendizado da criança ao apresentar o conceito de “zona de desenvolvimento proximal”: Ela é à distância entre o nível de desenvolvimento real, que se costuma determinar através da solução independente de problemas e o nível de desenvolvimento potencial, determinado através da solução de problemas sob a orientação de um adulto ou em colaboração com companheiros mais capazes (VYGOTSKY, 1991, p. 97).

 Ler é ler escritos reais desde um nome de rua, cartaz, embalagem, jornal, panfleto, até chegar ao livro. É lendo de verdade, desde o início, que alguém se torna leitor e não aprendendo primeiro a ler. Segundo Ezequiel Theodoro da Silva (2003, p.49):

Ler em si não é viver. Ler é conseguir o devido combustível de ideias para viver em sociedade. E essa conquista passa necessariamente pela objetividade do ensino e da qualidade da escola. Isso não é uma interferência, mas um fato real ou no mínimo uma previsão mais do que acertada.

A leitura e a escrita não podem ser consideradas atividades isoladas no processo de desenvolvimento da criança. Estes dois processos gráficos fazem parte da evolução da linguagem e se inicia logo nos primeiros dias de vida da criança.

A este respeito Perrenoud (2002, p.20-21), afirma que: “a leitura envolve, primeiramente, a identificação dos símbolos impressos – letras, palavras – e o relacionamento destes símbolos com os sons que eles representam”.

Segundo Freire (1998) a leitura do mundo precede sempre a leitura da palavra. O ato de ler se veio dando na sua experiência existencial. Primeiro, a “leitura” do mundo do pequeno mundo em que se movia; depois, a leitura da palavra que nem sempre, ao longo da sua escolarização, foi à leitura da “palavra mundo”.

Relata magistralmente Paulo Freire, que a leitura do mundo procede a leitura da palavra e sua grande descoberta de mais de vinte anos atrás – o famoso método de alfabetização (da pesquisa do universo vocabular até a formação das palavras-chave: tijolo, parede etc.)

Da realidade cotidiana do aprendiz nascia, naturalmente, o conhecimento do mundo das palavras e das frases escritas: o conhecimento do código. Muito bem, tudo isso, é ler. Mas o que é hábito? Consta no dicionário que hábito é “disposição duradoura, adquirida pela repetição frequente de um ato, uso, costumes”. Só a educação pode criar os bons hábitos: Duas palavras saltam logo à vista: duradoura e adquirida. Não se pode, portanto, chamar de hábito de leitura em um ligeiro namorico com esse ou aquele livro. Da mesma forma, pode-se concluir que não se nasce com o gene da leitura” (REZENDE, 2013, p.12).

É possível até fazer um paralelo entre dois hábitos fundamentais: o hábito alimentar e o hábito de leitura. A criança comerá o que a sua família ou grupo social come. Até mesmo no nosso permanentemente mal nutrido Terceiro Mundo isso é verdadeiro. A criança com fome chega a rejeitar um alimento que não faz parte de seu cardápio semanal.

O hábito se forma cedo, muito cedo. E o exame do contexto familiar comum mostra que é muito difícil à formação do hábito da leitura.

A leitura é um dado cultural em que o homem poderia viver sem ela, e durante séculos, foi isso mesmo o que aconteceu. No entanto, depois que os sons formaram transformados em sinais gráficos, a humanidade, sem dúvida, enriqueceu-se culturalmente. Surgiu a possibilidade de guardar o conhecimento, adquirido e senti-lo as novas gerações. Assim, tornou-se cada vez mais importante para o homem saber ler. Não apenas decifrar aquele código escrito, mas a partir dele, discutindo-o contestando-o ou aceitando-o, para construir um pensamento próprio (REZENDE, 2013).

Por isso costuma dizer que ler, no sentido profundo do termo, é o resultado da tensão entre leitor e texto, isto é, um esforço de comunicação entre o escritor, que elaborou, escreveu e teve impresso seu pensamento, e o leitor que se interessou comprou ou ganhou, folheou e leu o texto. Também por isso a leitura é uma atividade individual e só a leitura direta, sem intermediário, é leitura verdadeira: a leitura silenciosa, que mobiliza toda a capacidade de uma pessoa, é uma atividade quase tão criadora como a de escrever.

Como não se trata de um ato instintivo, mas, pelo contrário, de um hábito a ser gradativamente adquirido, é preciso que se dê desde o início ao aprendiz da leitura o objeto a ser lido (livro, revista ou jornal), respeitando o seu nível de aprendizado. Daí a divisão em faixas de interesse, ou faixas etárias, normalmente usada, que nada mais é do que uma indicação para essas diferentes etapas da lenta caminhada até o domínio total da leitura (POE, 2012).

Por tudo isso, existe uma produção especifica destinada a crianças e jovens, que leva o nome de literatura infantil e juvenil.

Pode surgir agora a pergunta: Por que literatura? Por que ao pensar em leitura fala-se de livros de ficção, isto é, livros que contam histórias, e não de cartilhas ou manuais?

Acredita-se que a leitura de ficção (que supõe o uso anterior de cartilha) é a indicada quando se trata da criação do hábito de leitura, devido ao interesse imediato que suscita. Falando diretamente à imaginação e a sensibilidade, o texto literário, sem compromisso com a realidade, mas referindo-se continuamente a ela, pode, por sua força criadora, levar à comunicação leitor – texto que caracteriza o ato de ler.

No mundo maravilhoso da ficção, a criação encontra, além de diversão, alguns dos problemas psicológicos que a afligem resolvidos satisfatoriamente, percebe em cada narrativa formas de comportamento social que ela pode aprender e usar no processo de crescimento em que se encontram informações sobre a vida das pessoas em lugares distantes, descobrindo, dessa forma, que existem outros modos de vida diferentes do seu (HUNT, 2010).

Pesquisas já mostraram que as histórias favoritas de crianças de diversas idades refletem os conflitos emocionais e as fantasias particulares, que elas experimentam em diversos momentos da vida.

O início da constituição de um bom leitor é o escutar histórias, o ouvir encaixa uma abertura interminável de descobertas e compreensões para a criança. Os contos de fadas, por oferecerem impasses, conflitos e soluções, aproximam as crianças de forma lúdica do mundo. A criança deparará por meio da leitura, um mundo mágico, vivido por seres incríveis e que chamam a atenção dela. “A leitura seria a ponte para o processo educacional eficiente, proporcionando a formação integral do indivíduo”. (MARTINS, 1994, p.25). 

Segundo Abramovich (2006 p.17) “contar histórias é a mais antiga das artes. Nos velhos tempos, o povo assentava ao redor do fogo para esquentar, alegrar, conversar, contar casos. Pessoas que vinham de longe de suas Pátrias contavam e repetiam histórias para guardar suas tradições e sua língua.”

A literatura proporciona elementos fecundos para a criança. É conhecendo a necessidade cognitiva desta pode-se avaliar a necessidade da literatura na sua formação. A criança tem um universo próprio, cheio de sonhos e fantasias.

Ouvir histórias é uma atividade que deve ser prazerosa para desperta o interesse em todas as idades. As crianças que tem a capacidade de imaginar mais intimamente, apreciarão melhor a relação com o mundo literário por meio da contação de histórias. Assim, a contação dos contos de fadas na Educação Infantil faz-se necessária no desenvolvimento das crianças que por meio delas terão a possibilidade de se formar e informar sobre a vida e o espaço que as cercam. De acordo com as novas diretrizes da educação no Brasil, publicada pela UNESCO (2007), “educar é desenvolver no ser humano quatro competências básicas: aprender a Ser, aprender a Conviver, aprender a Fazer e aprender a Conhecer” (VERSIANI,et.al., 2012).

Segundo Villardi (1999, p. 11): “Há que se desenvolver o gosto pela leitura, afim de que possamos formar um leitor para toda vida”. A tarefa de contação de história mostra à criança a relação com os livros de literatura, estimulando o desenvolvimento cognitivo, a criatividade, a imaginação, e amplia a linguagem oral, a escrita, a coordenação motora, e a percepção visual, entre outros. Isso fica muito claro no que diz Abramovich (2006, p.23) “o ouvir histórias pode estimular o desenhar, o musicar, o sair, o ficar, o pensar, o teatrar, o imaginar, o brincar, o ver o livro, o escrever, o querer ouvir de novo”.

E o segredo quem sabe nem esteja fundamentalmente nas estórias em si, mas no próprio ato de ler, de querer saber, o como ler, sair do estado de puro ouvinte e passar a leitor, a sair da situação de observador e passar a ser o ator, dentro da história e com certeza no seu dia a dia (ZILBERMAN, 2002).

As crianças que participam do enredo narrativo, conseguem distinguir as personagens e acompanhar a linguagem em que a contação vai sendo feita. Por meio da contação de história, a aprendizagem se torna mais interessante, a criança se interessará mais pelas produções de textos e do ato de ler (TORRES e TETTAMANZY, 2008).

Selecionar esses textos envolve, antes de tudo, bom senso e cuidado especial para adequá-los, inclusive, a situações vividas pelas crianças em determinadas épocas, podendo-se utilizar histórias que estejam de acordo com as experiências que elas trazem para a escola.

Ler não deve ser algo imposto, o professor deve incentivar os alunos a descobrirem os estilos literários de que mais gostem, uma maneira é levar à turma a biblioteca da escola e em bibliotecas da região para que conheça melhor esse universo, permitir que escolham o livro que mais desperte interesse, seja pelo tamanho, pelo gênero ou pela capa, o gosto pela leitura será gradativo, porém eficaz.

Segundo Mark Twain: “Em uma boa biblioteca, você sente, de alguma forma misteriosa, que você está absorvendo, através da pele, a sabedoria contida em todos aqueles livros, mesmo sem abri-los.”. Introduzi-los neste ambiente, irá despertar a curiosidade e o interesse, o que é de imensa importância para esse processo. Conforme Isaac Asimov: “Não é apenas uma biblioteca. É uma espaçonave que irá levá-lo até aos confins do universo, uma máquina do tempo que vai levá-lo para o passado e ao futuro distante, um professor que sabe mais do que qualquer ser humano, um amigo que vai diverti-lo e consolá-lo em todas as saídas para uma vida melhor, mais feliz e mais útil.”. Professores podem disponibilizar em sala de aula mais de uma opção para o estudante escolher qual deseja trabalhar, fazer votações entre eles, e até mesmo solicitar que façam encenações de partes de livros para uma aula mais descontraída e prática.

Outra estratégia é promover eventos culturais na escola, como olimpíadas de leitura, sarau literário, criação de textos de autoria do aluno, eventos musicais usando o conteúdo, permitir os alunos a desenvolver valores culturais e artísticos, e utilizar os talentos em prol do aprendizado, e também através desses trabalhos que, desde cedo, o adolescente poderá ter contato com as diferentes manifestações que definem a identidade cultural do seu país e esses projetos irão contribuir para a formação de adultos mais responsáveis e compromissados com sua identidade.

Outra dica para trabalhar é o bate papo com alunos sobre livros e temas atuais que despertem o interesse pelo conhecimento, desenvolve o senso crítico e o respeito pela opinião do outro. Também desenvolve habilidades como investigação, reflexão, organização e avaliação. Essa atividade deve ser feita em círculo, teve haver um texto tema e um texto de apoio, é necessário um moderador para organizar o andamento do debate e as ordens de fala e possui avaliadores que podem ser dois alunos, para avaliar e descrever aos alunos como foi o desenvolvimento deles, se houve argumentações fundamentadas e se usaram de falácias argumentativas, se respeitaram as regras e outras informações que o avaliador achar necessárias. As palestras são de grande valor no desenvolvimento de pais e professores para a contribuição no crescimento dos estudantes.

Um profissional da educação sem preparo, que pouco conhece os textos em circulação, desprovido de recursos para conduzir seus alunos ao caminho da leitura, desconhecedor de técnicas e metodologias adequadas, não se efetivará nesse processo. Ele como mediador do hábito de ler deverá propiciar atividades práticas que se fundamentem nessa lógica, criando diferentes momentos de leitura alicerçados em estratégias capazes de promover distintos níveis de letramento. (KRUG, 2015, p.2)

Visto a importância do preparo do profissional da educação, as palestras contribuirão para esse desenvolvimento. Fazer reciclagem com os professores, treinamentos, troca de experiência entre eles, abranger os conhecimentos, motivar e desenvolver estratégia. Assim também deve ser com os pais de alunos, gerar a interação entre os responsáveis e a escola, demostrar a importância dos pais no desenvolvimento e crescimento das crianças e adolescentes no âmbito educacional. Trabalhar habilidades e apresentar estratégias para serem desenvolvidas no dia a dia, logo ter um resultado produtivo devido ao alinhamento escola e lar.

As redes sociais são o maior atrativo de jovens e adolescentes no atual momento. De acordo com a pesquisa Digital in 2016, da We Are Social, o Facebook e o WhatsApp são as mídias mais utilizadas pelos brasileiros. Trazendo esta realidade para o aproveitamento da educação de estudantes, a escola e professores podem promover atividades com a utilização do aparelho celular, criar grupos de discursões online, para que haja a troca de informações e conhecimentos.

Incentivar criação de páginas sobre temas importantes e atuais da sociedade brasileira, os alunos podem se dividir em grupos para a elaboração de um projeto nas redes sociais e defesas de uma boa causa social, como o preconceito racial, bullying, preservação do meio ambiente. Isso irá trabalhar a criatividade, o interesse pelo assunto, pesquisas e o desenvolvimento de textos. Um olhar crítico sobre o assunto. Aproveitar o fácil acesso a informações, e solicitar aos alunos pesquisa de vídeos, imagens, músicas, informações, notícias, livros, contos, pinturas que ilustram os movimentos literários para trabalhar na aula.

Segundo Junior (2009) é na sala de aula o hot Potatoes se configura como a inserção da tecnologia para fazer o aluno buscar o conhecimento, deixando de copiar para criar e tornar-se autor desse novo conhecimento. Como bem nos assegura Leffa (2006), O uso do Hot Patetoes na sala de aula é de grande vantagem pois é uma ferramenta que atrai o educando, é de fácil utilização, suas atividades podem conter graus de sofisticação ou simplesmente ser utilizado o click do mouse .

Para Kruger (2014, p. 5) O uso do Hot Potatoes na sala de aula facilita a prática pedagógica do professor, e sendo este um dos principais agente na geração de aprendizagem, a escola deveria proporcionar condições para formação em serviço e essa interação, favorecesse o conhecimento de como utilizar este novo recurso:

O uso do Hot Potatoes na sala de aula permite ao professor uma visão mais ampla, para almejar um ensino de qualidade, incorporando em suas práticas pedagógicas cada vez mais .... e dos objetos de aprendizagens como o Hot Potatoes. o professor certamente é o elo entre o aluno e o conhecimento. Este educador deve proporcionar aos alunos meios de construção do conhecimento.

Como se pode verificar nessa citação, O uso do Hot Potatoes na sala de aula é aplicado nas práticas pedagógicas em sala de aula, facilitando a integração do conhecimento, favorecendo o desenvolvimento do educado através da busca pelo saber e motivando o educador a buscar inovações tecnológicas para abreviar as mudanças no educando.

Evidentemente sua aplicação pode ser utilizada para atrair o educando a buscar novos conhecimentos através dos aparatos tecnológicos que estão disponíveis gratuitamente, pois além do grande aprendizado estará também integrado a sociedade digital, o que na atualidade se faz tão necessário, pois vivemos num tempo de mudança onde as pessoas precisam estar integradas aos aparatos tecnológicos .

Por ser o Hot Potatoes de fácil utilização o professor só precisa ter conhecimento básico de informática, apresentar um conteúdo aos alunos e buscar a um feedback através de exercícios elaborados pelo aplicativo que será desenvolvido através de atividades para o efetivo desenvolvimento de leitura e escrita.

Para baixar o Hot Potatoes e instalá-lo em seu computador, basta que você acesse o site http://hotpot.uvic.ca/. Procure a opção Hot Potatoes 6.3 installer (Hot Potatoes for Windows 98/ME/NT4/ 2000/XP/Vista, version 6.3).

Cita-se, como exemplo, o professor deve após um a aula pratica de um conteúdo de português, onde tenha como objetivo o desenvolvimento da leitura e produção textual, conduz o grupo de alunos até o laboratório de informática onde dispõe de computadores que podem ter ou não internet e orientar os educando a produzir os exercícios sobre o assunto estudando anteriormente. .

Ainda para Kruger (2014, p. 6):

Com o uso o software Hot Potatoes em sala de aula as metodologias devem propiciar e transformar as aulas em um ambiente inclusivo, respeitando a individualidade de cada aluno no seu tempo de aprender e fazer as atividades, servindo como um suporte para o desenvolvimento do aprendizado, para melhorar os resultados da aprendizagem dos alunos,. Nesse sentido, O uso do Hot Potatoes na sala de aula permite a integração dos educandos na aprendizagem, como também a inclusão digital .

Logo, é importante compreender que se se faz necessário não só o aluno ter acesso as tecnologia, como também o educador para que este possa se atualizar e conhecer as maneiras mais adequadas de conduzir o educando ao conhecimento, através metodologias envolventes como as utilizando a tecnologia digital . Nesse sentido, vamos exemplificar que o uso do Hot Potatoes na sala de aula será um grande aliado do professor para envolver os educandos na busca de novos conhecimentos.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Para finalizar, apresentam-se as considerações finais a respeito da leitura, ressaltando a importância da escola e dos pais nesse processo. A expectativa ao término deste trabalho é de ampliar a compreensão e o conhecimento do leitor sobre a importância da leitura e a prática de métodos atuais.

Acredita-se que a literatura incentiva na formação da educação das crianças uma vez que pode transformá-las em leitores assíduos, pois as leva para um mundo de imaginação e fantasia ao qual pode ser o início de uma trajetória de encantamento à leitura, instigando assim o hábito de ler.

O fato de a leitura ser um instrumento educacional e de estar diretamente ligado à existência do indivíduo libertando-o e emancipando-o em suas ideias, vontades e em suas decisões, tem-se uma forte justificativa no ensino da leitura como um aprendizado que percorre a vida escolar e, que gradativamente vá enriquecendo o indivíduo. A escola deve fazer uso deste instrumento da leitura para que a criança tenha acesso aos bens culturais e, possa usufruí-los em seu próprio benefício, transformando-o em indivíduo capaz de cuidar da sua formação permanente.

A literatura infantil constrói um elo para a criança entre o mundo imaginário e o escrito, entre tanto para que a literatura possa estar presente na vida dela acredita-se que juntamente com os estímulos familiares é a forma em que a escola vive e convive com os textos literários tem um papel importante nessa formação. Ao consideramos que a escola é um campo fértil onde ocorre a produção da leitura e de leitores é indispensável o papel do professor, pois ele deve incentivar e mostrar a melhor maneira de se expressar o que o leve não apenas transmitir mais também a vivenciar com as crianças. A mediação do professor e essencial para conduzir as práticas e as ações com a leitura no espaço escolar.

Espera-se que essa ferramenta tecnológica venha a proporcionar novas abordagens aos conteúdos curriculares. Para tanto, o professor deverá repensar sua prática, visando incorporar o computador como uma ferramenta pedagógica auxiliar na busca de proporcionar aos alunos uma aprendizagem significativa, aproveitando a capacidade do educando de vir a ser sujeito mais ativo e motivado na descoberta e seleção de informações relevantes para sua formação intelectual, social e de conhecimento de mundo. O professor deve refletir criticamente a respeito de sua metodologia e estratégias de ensino, analisando e procurando perceber seus erros e acertos em relação aos resultados alcançados em sua prática educacional.

Nesse sentido, a utilização de recursos didáticos criativos e estratégicos permite que alunos possam compreender melhor o que se é ensinado. A leitura permite o despertar de sentimentos e emoções e não somente uma leitura que morre no momento em que é finalizada a leitura, mas que permanece.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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1 Letras português/inglês (2005). Pós graduação - Gramática, redação e literatura (2016). Universidade Claretiana de Batatais. Pedagogia (2018). Universidade de Franca. Pós graduação Fácil FAVENI. LIBRAS(2020). Psicopedagogia com ênfase em educação inclusiva. (2020). E-mail: [email protected]

2 Uniube- Pedagogia FFCL - Ituverava - licenciatura plena - Português e inglês . Especialização em Psicopedagogia. Supervisão e administração escolar, Ensino híbrido e Metodologias ativas. Mestranda em Tecnologias Emergentes em Educação pela Must University; E-mail: [email protected]