REGISTRO DOI: 10.70773/revistatopicos/783398976
RESUMO
A Amazônia brasileira enfrenta desafios complexos que demandam soluções inovadoras capazes de conciliar conservação ambiental, desenvolvimento econômico e bem-estar social. A inovação social emerge como alternativa promissora para contextos onde políticas tradicionais mostram-se insuficientes. Este estudo objetivou mapear a produção científica sobre inovação social na Amazônia brasileira no período de 2010 a 2025, identificando características, tendências e lacunas de pesquisa, mediante revisão de escopo. A busca resultou na seleção de seis artigos que atendem aos critérios de inclusão. Os resultados revelam crescimento recente da produção científica, concentração geográfica no Pará e predomínio de estudos de caso como metodologia. As comunidades aparecem como protagonistas em todos os estudos, geralmente articuladas com governos, ONGs e empresas. Os setores investigados concentram-se em extrativismo, agricultura familiar e turismo de base comunitária. A organização interna, cooperação e recursos intangíveis emergem como elementos centrais para o sucesso das iniciativas. Identificam-se lacunas importantes: ausência de estudos em vários estados amazônicos, concentração temática em extrativismo e carência de pesquisas longitudinais. Conclui-se que a inovação social se apresenta como campo promissor para o desenvolvimento amazônico, mas demanda ampliação geográfica, diversificação temática e aprofundamento teórico-empírico. Os achados evidenciam a importância do protagonismo comunitário e das parcerias para inovações sociais efetivas e sustentáveis na região.
Palavras-chave: Inovação social; Amazônia brasileira; Desenvolvimento sustentável; Revisão de escopo.
ABSTRACT
Brazilian Amazonia faces complex challenges that demand innovative solutions capable of reconciling environmental conservation, economic development, and social well-being. Social innovation emerges as a promising alternative for contexts in which traditional policies prove insufficient. This study aimed to map the scientific production on social innovation in Brazilian Amazonia between 2010 and 2025, identifying characteristics, trends, and research gaps through a scoping review. The search resulted in the selection of six articles that met the inclusion criteria. The results reveal recent growth in scientific production, geographic concentration in the state of Pará, and a predominance of case studies as the methodological approach. Communities appear as protagonists in all studies, generally articulated with governments, NGOs, and companies. The sectors investigated are concentrated in extractivism, family farming, and community-based tourism. Internal organization, cooperation, and intangible resources emerge as central elements for the success of the initiatives. Important gaps are identified: the absence of studies in several Amazonian states, thematic concentration on extractivism, and a shortage of longitudinal research. It is concluded that social innovation presents itself as a promising field for Amazonian development, but requires geographic expansion, thematic diversification, and theoretical-empirical deepening. The findings highlight the importance of community protagonism and partnerships for effective and sustainable social innovations in the region.
Keywords: Social innovation; Brazilian Amazonia; Sustainable development; Scoping review.
1. INTRODUÇÃO
A Amazônia brasileira é território de grande relevância para o desenvolvimento sustentável. Com mais de 5 milhões de km2, estendendo-se por nove países da América do Sul, concentra inúmeras riquezas naturais e 38 milhões de habitantes (Brasil, 2022). A região conta com diversidade sociocultural expressa em povos indígenas, comunidades quilombolas, extrativistas, ribeirinhos, agricultores familiares e inúmeros povos migrantes.
A diversidade de povos, culturas e a incontável biodiversidade forma palco para desafios complexos na manutenção do desenvolvimento sustentável. A região sofre com pressões por desmatamento, queimadas, conflitos fundiários, dificuldade de acessos e a necessidade de conciliar conservação ambiental, geração de renda e qualidade de vida das populações. O tripé do desenvolvimento sustentável encontra grande desafio em se manter equilibrado na região.
A partir desse contexto multidimensional, a inovação social surge como possível acalento para o desenvolvimento local. Diferente da inovação no sentido estrito, que foca em produtos e processos tecnológicos, a inovação social tem objetivo de enxergar novas formas para atender necessidades sociais, reorganizando relações entre os diversos atores da sociedade e no empoderamento das comunidades para trabalhar ativamente nas soluções dos problemas. A inovação social visa criar abordagens para solucionar carências sociais e obter mudanças na sociedade, com impactos positivos e sustentáveis.
Estudar a inovação social especificamente no contexto amazônico justifica-se pelas características singulares da região, que demandam abordagens diferenciadas de cenários industrializados. As grandes distâncias entre os municípios, a distância dos grandes centros, a dispersão populacional, a dependência de recursos naturais juntamente com a necessidade de sua preservação e a presença de populações com modos de vida tradicionais configuram um cenário único que requer soluções adaptadas à realidade local. Tais questões possibilitam as comunidades amazônicas protagonizar processos de inovação social que integrem conservação ambiental, geração de renda e fortalecimento comunitário.
Nesse sentido, considerando os crescentes estudos sobre inovação social e a reconhecida importância da Amazônia para o desenvolvimento sustentável brasileiro, observa-se a necessidade de mapeamento da produção científica que articule esses dois campos.
Assim, o presente trabalho visa sintetizar as características, os temas e as abordagens dos estudos sobre inovação social em contextos amazônicos. Tal mapeamento tem objetivo de compreender o estado da arte, identificar tendências de pesquisa e apontar lacunas que possam orientar pesquisas futuras.
Diante dessa lacuna, busca-se compreender quais as características da produção científica recente sobre inovação social na Amazônia brasileira. Para tanto, o presente estudo pretende mapear a produção científica sobre inovação social na Amazônia brasileira, no período de 2010 a 2025, por meio de uma revisão de escopo.
Especificamente, pretende-se: (a) identificar os principais temas e contextos abordados nos estudos; (b) caracterizar as metodologias utilizadas nas pesquisas; (c) analisar os tipos de inovação social identificados e os atores envolvidos; e (d) apontar lacunas e oportunidades para pesquisas futuras.
Com os resultados, espera-se que contribuir para consolidação de estudos sobre inovação social na Amazônia, fornecendo subsídios para pesquisadores, gestores públicos e organizações da sociedade civil interessados em promover o desenvolvimento sustentável e práticas de inovação social na região.
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
2.1. Inovação Social - IS
O termo inovação social ganhou relevância nos últimos anos e passou a ser mais estudado, citado e implementado. Monteiro (2019) aponta há grande interesse no campo de estudo nos últimos anos, incluindo diferentes tipos de abordagem no Brasil.
A inovação, propriamente dita, traz a necessidade do algo novo: novas formas de pensar, de agir e romper com rotinas já estabelecidas. A inovação tecnológica é facilmente identificada no dia a dia, está presente na palma das mãos, cada momento com uma nova forma de escrever, de ler, de tirar fotos, de se comunicar. Ela, por si só, implica a criação de produtos, formas de trabalhar, novas fontes e matérias-primas. A inovação social segue a mesma ideia, buscando soluções inovadoras para problemas sociais persistentes (Monteiro, 2019), mas pode ou não envolver tecnologia, sendo possível que seja promovida por diferentes atores, incluindo comunidades, organizações da sociedade civil, governos e empresas, isoladamente ou em parceria.
A inovação social toma maior relevância quando se observa que as políticas públicas tradicionais e a lógica de maximização de lucros não conseguem atender adequadamente a desafios como pobreza, exclusão social, degradação ambiental e desigualdades regionais.
Ao longo do tempo, pesquisadores debruçaram-se sobre o tema e trazem diversas perspectivas sobre a inovação social. Mulgan et al. (2007) simplificam ao definir inovação social como “novas ideias que funcionam” para atender necessidades sociais e que sejam desenvolvidos e difundidos por organizações sociais. Phills Jr., Deiglmeier e Miller (2008), por sua vez, entendem que a inovação social além de solucionar um problema social, deve ser mais efetiva, eficiente, sustentável ou justa do que as soluções existentes. Além disso, entendem que a solução não deve focar em indivíduos isolados, e sim visando atingir a sociedade como um todo. Já Murray, Caulier-Grice e Mulgan (2010) entendem que além da inclusão do que é novo, devem simultaneamente atender necessidades sociais e criar novas relações ou colaborações sociais.
Monteiro (2019) analisa toda a maleabilidade conceitual da inovação social e identifica duas grandes vertentes tratadas na literatura. De um lado, há uma visão que traz a inovação como resposta a problemas sociais e a condições sociais insatisfatórias, enfatizando ganhos de eficiência e eficácia na prestação de serviços. De outro lado, há uma visão mais participativa e solidária, que visa transformação social e enfatiza o protagonismo das comunidades e a reorganização das relações de poder. Da análise conceitual, o autor entende que é desejável a construção de pontes entre ambas as vertentes para que a inovação social seja “promotora de fórmulas mais eficientes e eficazes de resolução das necessidades sociais emergentes”.
2.2. Desenvolvimento Sustentável e Comunidades Tradicionais na Amazônia
Segundo dados do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (Brasil, 2022), a Amazônia abrange aproximadamente 5 milhões de km², dos quais 60% encontram-se no território nacional. A região possui extraordinária e incontável biodiversidade, combinando a maior floresta tropical do mundo com uma diversidade de povos indígenas e comunidades tradicionais como quilombolas, ribeirinhos, seringueiros e outros grupos que mantêm relações específicas com os territórios que ocupam e os recursos naturais que utilizam.
A Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais, instituída pelo Decreto nº 6.040/2007, reconhece essas populações como
grupos culturalmente diferenciados e que se reconhecem como tais, que possuem formas próprias de organização social, que ocupam e usam territórios e recursos naturais como condição para sua reprodução cultural, social, religiosa, ancestral e econômica, utilizando conhecimentos, inovações e práticas gerados e transmitidos pela tradição. (Brasil, 2007)
Esse reconhecimento foi resultado de décadas de mobilização social e representou um avanço importante na afirmação dos direitos territoriais e culturais dessas populações. A política visa o desenvolvimento sustentável desses povos e comunidades reconhecendo seus direitos territoriais, sociais, ambientais, econômicos e culturais.
Apesar dos avanços no reconhecimento de direitos e na criação de áreas protegidas, as comunidades tradicionais amazônicas enfrentam desafios persistentes para o desenvolvimento sustentável. Sawyer (2014), em estudo sobre população e desenvolvimento sustentável na Amazônia, aponta que essas comunidades sofrem com dificuldades de acesso a mercados para seus produtos, precariedade de infraestrutura de transporte e comunicação, insuficiência de serviços públicos de saúde e educação, e pressões externas sobre seus territórios. Além disso, a nova geração de jovens frequentemente migra para as cidades em busca de emprego, educação e novos padrões de consumo, colocando em risco a continuidade dos modos de vida tradicionais.
Mais recentemente, a valorização da bioeconomia tem trazido as comunidades amazônicas para o debate sobre desenvolvimento sustentável. A sociobioeconomia refere-se às atividades econômicas baseadas no uso sustentável da biodiversidade, protagonizadas por povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares, que combinam conhecimentos tradicionais com práticas de manejo sustentável. As cadeias produtivas do açaí, da castanha-do-brasil, dos óleos vegetais, das essências e de outros produtos florestais não madeireiros têm demonstrado potencial para gerar renda significativa para as comunidades, ao mesmo tempo em que incentivam a conservação da floresta. A efetivação desse potencial, contudo, depende de inovações em múltiplas dimensões, desde a organização produtiva até o acesso a mercados e a participação nas políticas públicas (Águas; Gitahy, 2025; Brasil, s.d.).
2.3. Inovação Social no Contexto Amazônico: Especificidades e Manifestações
A aplicação do conceito de inovação social ao contexto amazônico requer atenção às especificidades da região, que diferem significativamente dos contextos urbanos e industrializados onde grande parte da literatura sobre o tema foi produzida. Nas comunidades amazônicas, a inovação social frequentemente se manifesta na reorganização de formas tradicionais de organização coletiva, na criação de novos arranjos para comercialização de produtos, no desenvolvimento de estratégias de cogestão de recursos naturais e na articulação com atores externos como ONGs, empresas e órgãos governamentais. Essas inovações, embora possam incorporar elementos tecnológicos, têm como característica central a transformação de relações sociais e o fortalecimento da capacidade de ação coletiva das comunidades.
Um exemplo de inovação social na Amazônia é a criação das reservas extrativistas (RESEX), resultado da mobilização dos seringueiros liderados por Chico Mendes nos anos 1980. Essa inovação institucional combinou elementos de reforma agrária, conservação ambiental e reconhecimento de modos de vida tradicionais, criando um modelo de unidade de conservação que permite a permanência das populações em seus territórios com direito ao uso sustentável dos recursos naturais. A criação das RESEX representou uma inovação não apenas no conteúdo das políticas ambientais e agrárias, mas também nos processos de governança, ao prever a gestão compartilhada entre Estado e comunidades por meio de conselhos deliberativos (Allegretti, 2008).
Outro campo para a inovação social na Amazônia é o turismo de base comunitária, estratégia de geração de renda e valorização cultural. Nessa modalidade de turismo, as próprias comunidades planejam, operam e se beneficiam das atividades turísticas, diferentemente do turismo convencional em que empresas externas captam a maior parte dos benefícios. O turismo de base comunitária envolve inovações organizacionais, como a criação de associações e cooperativas de turismo, e inovações de processo, como o desenvolvimento de roteiros que valorizam os saberes tradicionais e a participação dos visitantes em atividades cotidianas das comunidades (Peralta, 2012).
As parcerias entre comunidades e organizações externas também têm trazido inovação social na região. Parcerias com ONGs frequentemente envolvem processos de assessoria técnica, capacitação e articulação de redes que fortalecem a capacidade organizativa das comunidades. Parcerias com empresas, por sua vez, podem viabilizar o acesso a mercados e a agregação de valor aos produtos comunitários, embora demandem atenção para que os benefícios sejam efetivamente compartilhados e as comunidades mantenham autonomia sobre suas decisões (Moreira et al., 2024).
3. METODOLOGIA
3.1. Tipo de Estudo e Justificativa Metodológica
A revisão de escopo é um tipo de síntese de conhecimento para mapear evidências sobre um tema e identificar os principais conceitos, teorias, fontes e lacunas de conhecimento. Não visa classificar as evidências por si só, mas sim avaliar a extensão e natureza dos estudos da área, sendo particularmente adequada para campos emergentes ou heterogêneos (Cordeiro; Baldini Soares, 2019).
A escolha da revisão de escopo justifica-se pois o campo de estudos sobre inovação social na Amazônia apresenta características de um campo emergente: diversidade de abordagens teóricas e metodológicas, heterogeneidade de contextos e objetos de estudo. A revisão de escopo é apropriada quando se deseja examinar a extensão, o alcance e a natureza da atividade de pesquisa em determinada área, identificar lacunas na literatura existente, ou sistematizar os conhecimentos encontrados que possam contribuir com políticas para o campo (Cordeiro; Baldini Soares, 2019).
3.2. Etapas da Revisão de Escopo
Seguindo o framework de Arksey e O'Malley (2005) citado por Levac, Colquhoun e O'Brien (2010), a revisão foi conduzida em cinco estágios: (1) identificação da questão de pesquisa; (2) identificação dos estudos relevantes; (3) seleção dos estudos; (4) extração e organização dos dados; e (5) síntese e apresentação dos resultados.
3.2.1. Etapa 1: Identificação da Questão de Pesquisa
Esse estudo seguiu como norte a seguinte pergunta: "Quais são as características da produção científica sobre inovação social na Amazônia brasileira no período de 2010 a 2025?". Conforme recomendam Levac, Colquhoun e O'Brien (2010), a questão foi formulada de forma ampla, mas com escopo claramente definido em termos de conceito (inovação social), contexto (Amazônia brasileira) e tempo (2010-2025). O recorte temporal escolhido justifica-se pelo interesse em conhecer a produção recente.
3.2.2. Etapa 2: Identificação dos Estudos Relevantes
A busca por estudos foi realizada no Portal de Periódicos da CAPES, que abrange diversas editoras e bases de dados. A estratégia de busca utilizou os termos "Inovação social" AND "Amazônia". Foram aplicados filtros para o período de 2010 a 2025. A busca foi realizada em novembro de 2025.
3.2.3. Etapa 3: Seleção dos Estudos
A seleção dos estudos considerou como critérios de inclusão:
Artigos científicos publicados em periódicos revisados por pares;
Estudos que abordam inovação social como tema central ou relevante;
Estudos realizados em contextos amazônicos brasileiros;
Estudos publicados entre 2010 e 2025.
Já os critérios de exclusão foram previamente estabelecidos foram:
Teses, dissertações, livros, capítulos de livros e trabalhos em anais de eventos;
Estudos que apenas mencionam os termos de busca sem abordá-los como tema central;
Estudos não disponíveis para acesso.
Registre-se que a busca inicial identificou 8 registros, sendo que o item a) foi incluído como critério de exclusão no próprio Periódico Capes. Após leitura dos títulos e resumos, dos 8 artigos, 1 foi excluído pelo estudo não ser realizado em contexto amazônico (item “b” dos critérios de exclusão) e 1 foi excluído por não estar disponível para acesso (item “c”), resultando em 6 artigos incluídos na análise.
3.2.4. Etapa 4: Extração e Organização dos Dados
Os dados dos artigos foram extraídos utilizando formulário padronizado que contemplou: identificação (título, autores e sua afiliação institucional, ano, periódico); objetivo do estudo; metodologia utilizada; contexto geográfico estudado; tipo de inovação social identificada (se organizacional, educacional/cultural, governança ou outra); setor/atividade; atores envolvidos (ex. comunidade, ONG, empresa, órgão público); principais resultados/achados; limitações identificadas e citações relevantes.
3.2.5. Etapa 5: Síntese e Apresentação dos Resultados
Os resultados são apresentados inicialmente com caracterização geral dos estudos incluídos (distribuição temporal, periódicos, metodologias). Em seguida, os estudos são analisados segundo categorias temáticas que emergiram da leitura do material: contexto estudado, setor ou atividade, arranjo institucional e dimensões da inovação social. Por fim, discutem-se as lacunas identificadas e as oportunidades para pesquisas futuras.
4. RESULTADOS E DISCUSSÕES
4.1. Identificação da Amostra
Seguindo o framework proposto, uma breve contextualização do problema estudado foi inserida na introdução e fundamentação teórica. Após identificação e seleção dos estudos, a amostra dessa pesquisa encontra-se descrita na tabela 1.
Tabela 1. Identificação da amostra
ARTIGO | TÍTULO | AUTORES E ANO DE PUBLICAÇÃO |
1 | Cogestão em Reserva Extrativista na Amazônia: Inovação Social para Sustentabilidade? O Caso da RESEX Terra Grande do Pracuúba, Estado do Pará | Ferreira, Sobrinho e Vasconcellos, 2017 |
2 | Recursos Intangíveis e Desenvolvimento Sustentável na Amazônia: Experiência de Inovação Social RECA | Silva et al., 2020 |
3 | Comunidade Ribeirinha Santo Ezequiel Moreno: inovações sociais em torno do açaí relacionadas à organização | Moraes, Assis e Sá, 2021 |
4 | Educação Ambiental em Iniciativas de Turismo de Base Comunitária: Uma Congruência para Inovação Social | Batista et al., 2021 |
5 | Economia criativa em face da sustentabilidade socioeconômica e socioambiental na Amazônia | Fontenelle, Pedro Filho e Andrade, 2024 |
6 | Parceria empresa-ONG: inovação social para o desenvolvimento comunitário na Amazônia brasileira | Moreira et al., 2024 |
Fonte: Elaborado pelos autores.
Em análise preliminar aos artigos, observa-se que a grande maioria deles (5 de 6) foi publicado nos últimos cinco anos, o que demonstra um crescimento rápido e recente, bem como a atualidade do tema.
Em termos de metodologia utilizada, o estudo de caso é o método predominante já que foi utilizado em 4 dos 6 artigos. Os estudos teóricos (Fontenelle; Pedro Filho; Andrade, 2024; Batista et al., 2021) utilizam revisão bibliográfica e frameworks conceituais.
O objetivo central dos estudos de caso é analisar modelos de gestão e organização comunitária capazes de promover o desenvolvimento sustentável e superar a exploração predatória ou a inércia estatal. O caso RECA (Silva et al., 2020) busca responder como recursos intangíveis contribuem para a sustentabilidade amazônica, enquanto o estudo de Santo Ezequiel Moreno (Moraes; Assis; Sá, 2021) foca em como a organização interna influencia as inovações em torno do açaí. Os artigos de articulação teórica estudam conceitos transversais facilitadores de IS e o desenvolvimento local.
Os objetivos e metodologias encontram-se na Tabela 2.
Tabela 2. Objetivos e metodologia
ARTIGO | OBJETIVO DO ESTUDO | METODOLOGIA |
1 | Discutir a relação entre cogestão e sustentabilidade em propriedade comunal na Amazônia, debatendo como ocorre o processo de cogestão como modelo de gestão. | Estudo de caso, pesquisa exploratória. |
2 | Analisar como os recursos intangíveis da experiência de inovação social RECA influenciam o desenvolvimento sustentável na Amazônia. | Estudo de caso, abordagem qualitativo. |
3 | Identificar e analisar as principais inovações sociais relacionadas ao agroextrativismo do açaí e que apresentam influência direta da organização do território. | Estudo de caso, pesquisa qualitativa/quantitativa. |
4 | Analisar a relação entre a educação ambiental (EA), o turismo de base comunitária (TBC) e suas reflexões em inovação social. | Revisão de literatura, pesquisa qualitativa |
5 | Estudar a relação da economia criativa com a sustentabilidade. | Revisão bibliográfica, pesquisa qualitativa. |
6 | Entender em que medida a parceria entre grandes empresas e ONGs, enquanto inovação social, contribui para a minimização de conflitos socioambientais e suporte para o desenvolvimento comunitário. | Estudo de Caso, abordagem qualitativa. |
Fonte: Elaborado pelos autores.
4.2. Contexto e Atividade Estudados
A análise da afiliação institucional dos autores revelou predominância de pesquisadores vinculados à região amazônica: 5 dos 6 artigos incluem autores de instituições locais, especificamente 3 do Pará e 2 de Rondônia. Somente 1 artigo foi produzido exclusivamente por pesquisadores de instituições de fora da Amazônia, sendo outros dois de afiliação mista (local e externa), e os três restantes de afiliação primariamente local. Ainda assim, o contexto geográfico estudado é predominantemente paraense nos estudos empíricos (3 de 4) e um rondoniense.
Quanto ao setor ou atividade estudada, a totalidade dos artigos trata genericamente de modelos econômicos, de produção ou de negócios, com ênfase maior no extrativismo. Além do extrativismo, tem-se turismo de base comunitária e agricultura familiar.
Os atores envolvidos são as comunidades (em 6 deles), entidades governamentais (em 4), ONGs (em 2) e empresas (em 2).
Os dados encontram-se na Tabela 3.
Tabela 3. Contexto e setor
ARTIGO | CONTEXTO GEOGRÁFICO ESTUDADO | SETOR/ATIVIDADE |
1 | RESEX Terra Grande do Pracuúba, Pará. | Extrativismo |
2 | Ponta do Abunã, Rondônia (RO) | Extrativismo, produção sustentável |
3 | Comunidade ribeirinha Santo Ezequiel Moreno (SEM), Pará. | Extrativismo, agricultura |
4 | Articulação teórica (sem localização empírica) | Turismo Base Comunitária - TBC |
5 | Articulação teórica (sem localização empírica) | Extrativismo, economia criativa |
6 | Parceria entre Hydro e ONG Instituto Peabiru, Barcarena, Pará. | Agricultura familiar |
Fonte: Elaborado pelos autores.
4.3. Inovação Social – IS
Avaliando a IS encontrada, observa-se que é multifacetada. Há abordagens organizacionais e de governança na análise da cogestão e a gestão compartilhada, temas centrais em Ferreira, Sobrinho e Vasconcellos (2017). A Parceria Empresa-ONG é a inovação central em Moreira et al. (2024).
Silva et al. (2020) destacam o cooperativismo e a solidariedade do RECA como modelo social de trabalho. Moraes, Assis e Sá (2021) identificam inovações como o Fundo Solidário Açaí (FSA) e o Manejaí, baseadas na organização e autogestão dos comunitários.
Moraes, Assis e Sá (2021) também citam a formação de agentes multiplicadores no Manejaí, trazendo uma perspectiva educacional ou cultural. No mesmo sentido, o foco principal de Batista et al. (2021) é a educação ambiental e de Fontenelle, Pedro Filho e Andrade (2024) é o saber popular e capacidade criativa.
Por fim, observa-se também abordagem produtiva nos estudos que tratam de manejo sustentável de Produtos Florestais Não Madeireiros - PFNMs (Silva et al., 2020) e do açaí (Moraes; Assis; Sá, 2021), e na verticalização da produção na agricultura familiar (Moreira et al., 2024).
Uma correlação forte entre os artigos reside na origem da inovação. As inovações de maior sucesso, como o RECA (solidariedade/cooperativismo) e o Fundo Solidário Açaí (FSA) na Comunidade Santo Ezequiel Moreno, surgem da auto-organização local para superar a ausência de políticas públicas ou o modelo de gestão predatório. O FSA resolveu problemas como a falta de água encanada, energia e pontes, financiando bens e serviços coletivos.
4.4. Resultados e Limitações Encontrados
Já quanto aos resultados observados demonstram que a organização interna é vital para o sucesso da IS e o desenvolvimento local.
Ferreira, Sobrinho e Vasconcellos (2017) concluíram que a cogestão é limitada no ambiente estudado pois há sobreposição do interesse individual sobre o coletivo, e o ICMBio assume o papel de principal responsável pela gestão, limitando a coprodução.
Silva et al. (2020) demonstraram que o RECA tem características de cooperativismo e solidariedade, e que os recursos intangíveis (experiência, relacionamentos, capacidades humanas) são cruciais para o desempenho superior e a sustentabilidade.
Moraes, Assis e Sá (2021) constataram que o Fundo Solidário Açaí (FSA) serve como IS base para o surgimento de outras, facilitadas pela organização e cooperação.
Batista et al. (2021) concluíram que a relação entre educação ambiental e TBC é benéfica para emancipar atores sociais e capacitá-los na racionalização de recursos e geração de benefícios.
Fontenelle, Pedro Filho e Andrade (2024) concluíram que a Economia Criativa pode influenciar a sustentabilidade ao envolver os coletores e o saber popular, podendo demonstrar sua capacidade criativa junto com a inovação social.
Por fim, Moreira et al. (2024) apontam que a parceria Hydro-Instituto Peabiru propiciou a melhoria da produção local da agricultura familiar e a inserção de produtos no mercado, contribuindo para o desenvolvimento das comunidades. Observaram que a confiança se constrói a partir dos resultados positivos.
As limitações apontadas nos estudos empíricos são relacionadas à restrição de escopo e nos estudos teóricos refere-se a lacuna de estudos em comunidades tradicionais ou puramente concentrados em articulações teóricas.
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS
O presente estudo teve como objetivo mapear a produção científica sobre inovação social na Amazônia brasileira no período de 2010 a 2025, por meio de uma revisão de escopo. A análise de seis artigos selecionados permitiu identificar características, tendências e lacunas na articulação entre inovação social e contextos amazônicos.
Os resultados revelam que a produção científica sobre o tema é recente e crescente, com cinco dos seis artigos publicados nos últimos cinco anos, evidenciando a atualidade e relevância do campo. A predominância de estudos de caso como metodologia demonstra uma preocupação dos pesquisadores em compreender as especificidades dos processos de inovação social em contextos amazônicos reais, indo ao encontro da necessidade apontada na literatura de soluções adaptadas às realidades locais.
A análise dos atores envolvidos corrobora a perspectiva participativa da inovação social defendida por Monteiro (2019), evidenciando que as comunidades amazônicas aparecem em todos os estudos como protagonistas dos processos de inovação. A presença significativa de entidades governamentais, ONGs e empresas em parcerias reforça a ideia de que a inovação social, conforme proposto por Murray, Caulier-Grice e Mulgan (2010), emerge da criação de novas relações e colaborações sociais, não se limitando à ação isolada.
Os setores estudados concentram-se fortemente no extrativismo, turismo de base comunitária e agricultura familiar, atividades intimamente ligadas ao modo de vida tradicional amazônico e à necessidade de conciliar conservação ambiental com geração de renda. Essa constatação se alinha ao referencial teórico que aponta a inovação social como alternativa para superar desafios que políticas públicas tradicionais e a lógica de mercado não conseguem atender adequadamente.
Quanto aos resultados substantivos identificados nos estudos, emergem padrões convergentes que dialogam diretamente com a fundamentação teórica. A organização interna e a cooperação aparecem como elementos centrais para o sucesso das iniciativas, como evidenciado no caso RECA (Silva et al., 2020) e na comunidade Santo Ezequiel Moreno (Moraes; Assis; Sá, 2021). Esses achados sustentam a vertente solidária da inovação social descrita por Monteiro (2019), que enfatiza o protagonismo das comunidades.
A importância dos recursos intangíveis - experiência, relacionamentos e capacidades humanas - identificada por Silva et al. (2020) reforça que a inovação social na Amazônia transcende aspectos puramente tecnológicos ou econômicos, aproximando-se da definição de Phills Jr., Deiglmeier e Miller (2008) que valoriza soluções mais efetivas, eficientes e justas.
O papel facilitador de inovações iniciais para o surgimento de outras, observado no Fundo Solidário Açaí, demonstra o potencial multiplicador da inovação social quando há estrutura organizacional adequada. A confiança construída a partir de resultados positivos, apontada por Moreira et al. (2024) na parceria Hydro-Instituto Peabiru, e as limitações da cogestão observadas por Ferreira, Sobrinho e Vasconcellos (2017) quando predomina o interesse individual sobre o coletivo, evidenciam tensões práticas entre as duas vertentes conceituais da inovação social identificadas na literatura.
Tais tensões reforçam a necessidade, conforme sugerido por Monteiro (2019), de construir pontes entre eficiência e participação. A concentração geográfica dos estudos no Pará e a predominância de pesquisadores vinculados à região amazônica indicam que o conhecimento sobre inovação social amazônica está sendo construído majoritariamente por quem vive e compreende a realidade local, o que potencialmente favorece abordagens mais contextualizadas e participativas.
Contudo, o estudo identifica importantes lacunas. A ausência de pesquisas em outros estados amazônicos, como Amazonas, Acre e Roraima, limita a compreensão da diversidade de experiências de inovação social na região. A predominância de estudos sobre extrativismo deixa outros setores sub-representados, como saúde, educação e infraestrutura comunitária. Além disso, há carência de estudos longitudinais que acompanhem a evolução e sustentabilidade das iniciativas ao longo do tempo.
As limitações metodológicas apontadas pelos próprios estudos empíricos, relacionadas à restrição de escopo, e a necessidade expressa nos estudos teóricos de mais pesquisas em comunidades tradicionais, reforçam a juventude do campo e as oportunidades de expansão. Como limitações desta revisão de escopo, destaca-se o número reduzido de artigos identificados, o que pode refletir tanto a especificidade do tema quanto possíveis limitações nas estratégias de busca. A restrição temporal aos últimos 15 anos, embora justificada pela atualidade do conceito, pode ter excluído trabalhos seminais sobre práticas que, retrospectivamente, podem ser compreendidas como inovação social.
Para pesquisas futuras, recomenda-se: (a) ampliação geográfica dos estudos para outros estados amazônicos; (b) diversificação dos setores investigados, incluindo saúde, educação e tecnologias sociais; (c) realização de estudos longitudinais para avaliar sustentabilidade e impactos de longo prazo; (d) investigações comparativas entre diferentes tipos de parceria (comunidade-governo, comunidade-ONG, comunidade-empresa.
Conclui-se que a inovação social se apresenta como campo promissor para o desenvolvimento sustentável amazônico, desde que fundamentada no protagonismo comunitário, em parcerias colaborativas e no respeito às especificidades da região. O crescimento recente da produção científica no tema demonstra seu potencial, mas também evidencia a necessidade de aprofundamento teórico-empírico para consolidação do campo e efetiva contribuição para os desafios amazônicos contemporâneos.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ALLEGRETTI, M. H. A construção social de políticas públicas. Chico Mendes e o movimento dos seringueiros. Desenvolvimento e Meio Ambiente, v. 18, 2008. Disponível em: https://revistas.ufpr.br/made/article/view/13423. Acesso em: 15 nov. 2025.
ÁGUAS, C. L. P.; GITAHY, L. M. C. Bioeconomia na Amazônia e conhecimento tradicional: uma reflexão a partir do Projeto PROFitos-BioAM. Desenvolvimento e Meio Ambiente, v. 66, 2025. Disponível em: https://doi.org/10.5380/dma.v66i.96195. Acesso em: 20 nov. 2025.
BATISTA, L. F. et al. Educação Ambiental em Iniciativas de Turismo de Base Comunitária: Uma Congruência para Inovação Social. Rosa dos Ventos Turismo e Hospitalidade, [S. l.], v. 13, n. 4, p. 196-213, 2021. Disponível em: http://dx.doi.org/10.18226/21789061.v13i4p1212. Acesso em: 18 nov. 2025.
BRASIL. Decreto nº 6.040, de 7 de fevereiro de 2007. Institui a Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais. Diário Oficial da União, Brasília, 8 fev. 2007. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/decreto/d6040.htm. Acesso em: 14 nov. 2025.
BRASIL. Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. No Dia da Amazônia, conheça curiosidades da maior floresta tropical do mundo e ações que unem preservação e desenvolvimento. Brasília, 5 set. 2022. Atualizado em: 29 maio 2025. Disponível em: https://www.gov.br/mma/pt-br/assuntos/noticias/no-dia-da-amazonia-conheca-curiosidades-da-maior-floresta-tropical-do-mundo-e-acoes-que-unem-preservacao-e-desenvolvimento. Acesso em: 10 nov. 2025.
BRASIL. Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. Povos e Comunidades Tradicionais. Brasília: MMA, s.d. Disponível em: https://www.gov.br/mma/pt-br/assuntos/povos-e-comunidades-tradicionais. Acesso em: 23 nov. 2025.
CORDEIRO, L.; BALDINI SOARES, C. Revisão de escopo: potencialidades para a síntese de metodologias utilizadas em pesquisa primária qualitativa. Boletim do Instituto de Saúde – BIS, [S. l.], v. 20, n. 2, p. 37-43, 2019. Disponível em: https://doi.org/10.52753/bis.2019.v20.34471. Acesso em: 20 nov. 2025.
FERREIRA, Y. C. de S. M. L.; SOBRINHO, M. V.; VASCONCELLOS, A. M. de A. Cogestão em Reserva Extrativista na Amazônia: Inovação Social para Sustentabilidade? O Caso da RESEX Terra Grande do Pracuúba, Estado do Pará. P2P & Inovação, Rio de Janeiro, RJ, v. 3, n. 1, p. 91-109, set./mar. 2017. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/308302226_COGESTAO_EM_RESERVA_EXTRATIVISTA_NA_AMAZONIA_INOVACAO_SOCIAL_PARA_SUSTENTABILIDADE_O_CASO_DA_RESEX_TERRA_GRANDE_DO_PRACUUBA_ESTADO_DO_PARA. Acesso em: 18 nov. 2025.
FONTENELLE, M. R. R.; PEDRO FILHO, F. de S.; ANDRADE, D. Economia criativa em face da sustentabilidade socioeconômica e socioambiental na Amazônia. Revista Conversas, [S. l.], v. 17, n. 5, 2024. Disponível em: https://ojs.revistacontribuciones.com/ojs/index.php/clcs/article/view/7123. Acesso em: 19 nov. 2025.
LEVAC, D.; COLQUHOUN, H.; O'BRIEN, K. K. Scoping studies: advancing the methodology. Implementation Science, v. 5, n. 69, 2010. Disponível em: https://doi.org/10.1186/1748-5908-5-69. Acesso em: 13 nov. 2025.
MONTEIRO, A. A. O que é a Inovação Social? Maleabilidade Conceitual e Implicações Práticas. Dados, v. 62, n. 3, e20170190, 2019. Disponível em: https://www.scielo.br/j/dados/a/TgyQQ73yL9qF5R3xvSS3J9L/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 14 nov. 2025.
MORAES, L. B. de; ASSIS, W. S. de; SÁ, T. D. de A. Comunidade Ribeirinha Santo Ezequiel Moreno: inovações sociais em torno do açaí relacionadas à organização. Amazônia, Organizações e Sustentabilidade, [Belém], v. 10, n. 2, p. 141-167, jul./dez. 2021. Disponível em: http://dx.doi.org/10.17648/aos.v10i2.2420. Acesso em: 18 nov. 2025.
MOREIRA, P. et al. Parceria empresa-ONG: inovação social para o desenvolvimento comunitário na Amazônia brasileira. Interações, [S. l.], v. 25, n. 3, 2024. Disponível em: http://dx.doi.org/10.20435/inter.v25i3.4366. Acesso em: 19 nov. 2025.
MULGAN, G. et al. Social Innovation: What it is, why it matters and how it can be accelerated. Oxford: Skoll Centre for Social Entrepreneurship, 2007. Disponível em: https://www.youngfoundation.org/wp-content/uploads/2012/10/Social-Innovation-what-it-is-why-it-matters-how-it-can-be-accelerated-March-2007.pdf. Acesso em: 15 nov. 2025.
MURRAY, R.; CAULIER-GRICE, J.; MULGAN, G. The Open Book of Social Innovation. London: The Young Foundation/NESTA, 2010. Disponível em: https://media.nesta.org.uk/documents/the_open_book_of_social_innovation.pdf. Acesso em: 14 nov. 2025.
PERALTA, N. Ecoturismo de Base Comunitária na Amazônia: Uma Análise Comparativa. Revista Acadêmica Observatório de Inovação do Turismo, v. 7, n. 1, 2012. Disponível em: https://periodicos.fgv.br/oit/article/view/5808. Acesso em: 15 nov. 2025.
PHILLS JR., J. A.; DEIGLMEIER, K.; MILLER, D. T. Rediscovering Social Innovation. Stanford Social Innovation Review, v. 6, n. 4, p. 34-43, Fall 2008. Disponível em: https://ssir.org/articles/entry/rediscovering_social_innovation. Acesso em: 10 nov. 2025.
SAWYER, D. População e desenvolvimento sustentável na Amazônia. Brasília: UNFPA - Fundo de População das Nações Unidas, 2014. (Série População e Desenvolvimento Sustentável). Disponível em: https://brazil.unfpa.org/sites/default/files/pub-pdf/amazonia1.pdf. Acesso em: 15 nov. 2025.
SILVA, S. A. da et al. Recursos Intangíveis e Desenvolvimento Sustentável na Amazônia: Experiência de Inovação Social RECA. Vivências, [S. l.], v. 17, n. 32, p. 289-314, 2020. Disponível em: https://doi.org/10.31512/vivencias.v17i32.308. Acesso em: 18 nov. 2025.
1 Discente do Programa de Pós-Graduação Mestrado Profissional em Administração Pública (PROFIAP), da Fundação Universidade Federal de Rondônia (UNIR), Campus Porto Velho, Rondônia. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail
2 Discente do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente (PGDRA), da Fundação Universidade Federal de Rondônia (UNIR), Campus Porto Velho, Rondônia. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail
3 Discente do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente (PGDRA), da Fundação Universidade Federal de Rondônia (UNIR), Campus Porto Velho, Rondônia. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail
4 Discente do Curso de Direito da Faculdade FARO, Campus Porto Velho, Rondônia. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail