REGISTRO DOI: 10.70773/revistatopicos/783397309
RESUMO
A assistência de enfermagem à saúde da mulher no pré-natal, parto e puerpério é fundamental para a promoção da saúde materna e neonatal, contribuindo para a prevenção de complicações e para a humanização do cuidado. Este estudo teve como objetivo analisar, por meio da literatura científica, a atuação da enfermagem na assistência à mulher durante o ciclo gravídico-puerperal, destacando as principais práticas desenvolvidas e sua contribuição para a qualidade da atenção à saúde. Trata-se de uma revisão bibliográfica de abordagem qualitativa. A busca dos estudos foi realizada nas bases de dados Scientific Electronic Library Online (SciELO), Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e Google Acadêmico, considerando publicações dos últimos dez anos (2016–2026). Foram utilizados os descritores: Enfermagem, Saúde da Mulher, Pré-Natal, Parto e Puerpério, combinados por meio dos operadores booleanos AND e OR. Os resultados evidenciaram que a assistência de enfermagem é essencial para o acompanhamento pré-natal, a identificação precoce de fatores de risco, o incentivo ao parto humanizado, o apoio ao aleitamento materno e o acompanhamento das alterações físicas e emocionais no puerpério. Observou-se ainda que a atuação baseada em evidências fortalece o vínculo entre profissional e usuária, favorecendo a adesão ao cuidado e melhores desfechos maternos e neonatais. Conclui-se que a enfermagem exerce papel estratégico na atenção integral à saúde da mulher, sendo indispensável para a promoção de um cuidado qualificado, humanizado e centrado nas necessidades da gestante, da parturiente e da puérpera.
Palavras-chave: Enfermagem; Saúde da Mulher; Pré-Natal; Puerpério.
ABSTRACT
Nursing care for women's health during the prenatal, labor, and postpartum periods is fundamental to promoting maternal and neonatal health, contributing to the prevention of complications and the humanization of care. This study aimed to analyze, through scientific literature, the role of nursing in caring for women throughout the pregnancy-postpartum cycle, highlighting key practices and their contribution to the quality of healthcare. This is a qualitative bibliographic review. The search for studies was conducted in the Scientific Electronic Library Online (SciELO), Virtual Health Library (VHL/BVS), Latin American and Caribbean Health Sciences Literature (LILACS), and Google Scholar databases, covering publications from the last ten years (2016–2026). The following descriptors were used: Nursing, Women's Health, Prenatal Care, Childbirth, and Postpartum Period, combined using the Boolean operators AND and OR. The results demonstrated that nursing care is essential for prenatal monitoring, early identification of risk factors, promotion of humanized childbirth, support for breastfeeding, and monitoring of physical and emotional changes during the postpartum period. It was also observed that evidence-based practice strengthens the bond between the professional and the patient, fostering adherence to care and leading to better maternal and neonatal outcomes. The study concludes that nursing plays a strategic role in comprehensive women's healthcare, being indispensable for promoting high-quality, humanized care centered on the needs of the pregnant woman, the woman in labor, and the postpartum woman.
Keywords: Nursing; Women's Health; Prenatal Care; Postpartum Period.
1. INTRODUÇÃO
A assistência à saúde da mulher constitui um dos pilares fundamentais das políticas públicas brasileiras, especialmente durante o ciclo gravídico-puerperal, período caracterizado por intensas transformações fisiológicas, emocionais, psicológicas e sociais que demandam acompanhamento contínuo e qualificado por parte dos profissionais de saúde. Nesse contexto, a enfermagem assume papel estratégico na promoção, prevenção, proteção e recuperação da saúde materna e neonatal, desenvolvendo ações que ultrapassam a execução de procedimentos técnicos e contemplam o acolhimento, a escuta qualificada, a educação em saúde, a identificação precoce de fatores de risco e o fortalecimento do vínculo entre gestante, família e serviços de saúde.
A assistência de enfermagem inicia-se ainda no planejamento reprodutivo e se estende ao pré-natal, ao parto, ao nascimento e ao puerpério, contribuindo significativamente para a redução da morbimortalidade materna e infantil, para a promoção do parto seguro e para a humanização da assistência. A atuação do enfermeiro, especialmente na Atenção Primária à Saúde, possibilita o desenvolvimento de consultas sistematizadas, acompanhamento clínico, solicitação de exames previstos em protocolos, orientações sobre autocuidado, incentivo ao aleitamento materno e monitoramento das condições maternas e fetais, consolidando uma assistência integral, resolutiva e baseada em evidências científicas (AMORIM et al., 2022; DA SILVA; ANDRADE, 2020).
Embora o Brasil tenha apresentado importantes avanços na organização da Rede de Atenção Materno-Infantil e na implementação de políticas voltadas à saúde da mulher, como a Rede Cegonha, ainda persistem desafios relacionados à qualidade da assistência oferecida durante o pré-natal, o parto e o puerpério. Entre esses desafios destacam-se as desigualdades de acesso aos serviços, a realização insuficiente de consultas, a fragmentação do cuidado, dificuldades na continuidade da assistência entre os diferentes níveis de atenção e limitações na implementação efetiva das boas práticas obstétricas recomendadas pelos órgãos nacionais e internacionais. Nesse cenário, o enfermeiro destaca-se como profissional capaz de integrar ações clínicas, educativas e gerenciais, favorecendo o cuidado centrado na mulher e respeitando sua autonomia, suas necessidades individuais e seus aspectos socioculturais (DE OLIVEIRA et al., 2022; DOS SANTOS et al., 2022; NASCIMENTO et al., 2018).
Apesar da ampliação das políticas públicas voltadas à saúde da mulher e da consolidação das atribuições do enfermeiro no acompanhamento do ciclo gravídico-puerperal, observa-se que ainda existem lacunas relacionadas à integralidade da assistência, à continuidade do cuidado e à adoção uniforme das práticas baseadas em evidências nos diferentes serviços de saúde brasileiros. Assim, estabelece-se como questão norteadora da presente pesquisa: como a assistência de enfermagem desenvolvida durante o pré-natal, o parto e o puerpério contribuem para a promoção da saúde da mulher e para a melhoria da qualidade da assistência materno-infantil?
Diante dessa realidade, este estudo tem como objetivo geral analisar a atuação da enfermagem na assistência à saúde da mulher durante o pré-natal, o parto e o puerpério. Como objetivos específicos, pretende-se: identificar as principais atribuições do enfermeiro na assistência ao pré-natal, parto e puerpério; descrever as contribuições da assistência de enfermagem para a promoção da saúde materna e neonatal e para a humanização do cuidado; e discutir os principais desafios enfrentados pelos profissionais de enfermagem na prestação de uma assistência integral, contínua e de qualidade às mulheres durante o ciclo gravídico-puerperal.
A realização deste estudo justifica-se pela relevância científica, social e profissional da assistência de enfermagem à saúde da mulher, considerando que o acompanhamento qualificado durante o pré-natal, parto e puerpério representa um dos principais determinantes para a prevenção de agravos, redução das complicações obstétricas e promoção de experiências mais seguras e humanizadas para mulheres e recém-nascidos. Além disso, compreender as evidências produzidas acerca da atuação da enfermagem permite fortalecer práticas assistenciais fundamentadas em conhecimento científico, subsidiar processos de educação permanente, incentivar a adoção de protocolos assistenciais e contribuir para o aprimoramento das políticas públicas de saúde materna (FRANCO; DE NOJOSA SOMBRA; DE FREITAS, 2021; FERREIRA et al., 2021).
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
A saúde da mulher representa uma das principais áreas de atuação da enfermagem, uma vez que contempla ações voltadas à promoção da saúde, prevenção de agravos, diagnóstico precoce, tratamento, reabilitação e acompanhamento contínuo em todas as fases do ciclo vital feminino. Durante o período gravídico-puerperal, essas ações tornam-se ainda mais relevantes devido às intensas mudanças fisiológicas, hormonais, emocionais e sociais vivenciadas pela mulher. Nesse contexto, a assistência de enfermagem caracteriza-se pela integralidade do cuidado, desenvolvendo práticas que envolvem acolhimento, escuta qualificada, educação em saúde, identificação de fatores de risco, acompanhamento da evolução gestacional e incentivo à participação ativa da gestante nas decisões relacionadas ao seu cuidado ((AMORIM et al., 2022; DA SILVA; ANDRADE, 2020; FERREIRA et al., 2021).
Além da assistência clínica, o enfermeiro atua como educador e facilitador do acesso às informações necessárias para que a mulher vivencie a gestação, o parto e o puerpério de maneira segura e consciente. Esse conjunto de ações fortalece o vínculo entre profissional e usuária, favorece a adesão ao acompanhamento pré-natal e contribui para melhores desfechos maternos e neonatais. A atuação da enfermagem também está diretamente relacionada à consolidação dos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente aqueles relacionados à universalidade, integralidade, equidade e humanização da assistência, promovendo um cuidado centrado nas necessidades individuais de cada mulher (FRANCO; DE NOJOSA SOMBRA; DE FREITAS, 2021).
O pré-natal constitui uma das etapas mais importantes da assistência à saúde materna, sendo considerado fundamental para identificar precocemente alterações que possam comprometer a evolução da gestação e o desenvolvimento fetal. Nesse período, a consulta de enfermagem representa um instrumento essencial para o acompanhamento sistemático da gestante, permitindo a realização da anamnese, do exame físico, da solicitação de exames laboratoriais previstos nos protocolos ministeriais, da atualização do calendário vacinal e da avaliação dos fatores de risco obstétricos (DA SILVA; ANDRADE, 2020; FERREIRA, Gabriela Elaine et al., 2021).
A qualidade do pré-natal não está relacionada apenas ao número de consultas realizadas, mas principalmente à efetividade das ações desenvolvidas durante todo o acompanhamento gestacional. A assistência deve contemplar avaliação clínica criteriosa, identificação de fatores de risco, encaminhamento oportuno para serviços especializados quando necessário e desenvolvimento de atividades educativas capazes de promover comportamentos saudáveis e reduzir complicações obstétricas. Assim, enfermeiro desempenha papel decisivo na coordenação do cuidado, estabelecendo comunicação contínua com a equipe multiprofissional e garantindo que a gestante receba acompanhamento integral em todos os níveis da Rede de Atenção à Saúde (AMORIM et al., 2022; SOBREIRA et al., 2024).
Durante o trabalho de parto e o parto, a enfermagem obstétrica assume papel essencial na promoção de uma assistência humanizada, segura e baseada em evidências científicas. A assistência contemporânea busca superar práticas intervencionistas desnecessárias que historicamente marcaram a atenção obstétrica, valorizando o protagonismo da mulher, o respeito às suas escolhas e a utilização de intervenções apenas quando clinicamente indicadas (FERREIRA et al., 2021).
Nesse contexto, o enfermeiro atua continuamente na monitorização materno-fetal, no suporte físico e emocional, na utilização de métodos não farmacológicos para alívio da dor, no incentivo à livre movimentação, na adoção de posições escolhidas pela parturiente, na presença do acompanhante de livre escolha e na promoção de um ambiente acolhedor e respeitoso. Essas práticas favorecem a evolução fisiológica do parto, reduzem intervenções desnecessárias e proporcionam experiências mais positivas para mulheres e familiares (RUSTIGUEL et al., 2025; NASCIMENTO et al., 2018).
O puerpério corresponde ao período de recuperação do organismo materno após o parto e exige acompanhamento sistemático da equipe de enfermagem para prevenir complicações e promover o bem-estar da mulher e do recém-nascido. Nessa fase, o enfermeiro realiza avaliação das condições físicas e emocionais da puérpera, orienta quanto aos cuidados com a higiene, alimentação, amamentação, planejamento reprodutivo e sinais de alerta que necessitam de atendimento imediato. A assistência deve ocorrer de forma humanizada, considerando as necessidades individuais da mulher e fortalecendo sua autonomia para o autocuidado e os cuidados com o bebê (DE OLIVEIRA et al., 2022; GOMES; DOS SANTOS, 2017).
Além dos aspectos físicos, a assistência de enfermagem deve contemplar a saúde mental da mulher durante todo o ciclo gravídico-puerperal. Alterações emocionais são frequentes nesse período e, quando não identificadas precocemente, podem comprometer o vínculo materno-infantil e a qualidade de vida da família. O enfermeiro desempenha papel importante na escuta qualificada, no acolhimento e na identificação de sinais de sofrimento psíquico, ansiedade e depressão pós-parto, realizando encaminhamentos quando necessário e desenvolvendo ações educativas que favoreçam o suporte emocional e social da puérpera (DOS SANTOS et al., 2022; GOMES; DOS SANTOS, 2017).
A humanização da assistência constitui um dos principais princípios que orientam o cuidado de enfermagem à saúde da mulher. O atendimento deve respeitar os direitos da gestante, incentivar sua participação nas decisões relacionadas ao parto e assegurar práticas fundamentadas em evidências científicas. A construção de vínculo entre profissional e usuária favorece a confiança, melhora a adesão às orientações e fortalece o cuidado integral. Apesar dos avanços das políticas públicas, ainda persistem desafios relacionados às condições de trabalho, à disponibilidade de recursos e à qualificação permanente das equipes de enfermagem (AMORIM et al., 2022; BORTOLATO-MAJOR et al., 2021; SOBREIRA et al., 2024).
Dessa forma, observa-se que a enfermagem exerce papel indispensável em todas as etapas do ciclo gravídico-puerperal, desenvolvendo ações assistenciais, educativas, preventivas e gerenciais que contribuem para a promoção da saúde materna e neonatal. A atuação baseada em princípios científicos, éticos e humanizados fortalece a qualidade da assistência, reduz riscos e amplia a segurança da mulher e do recém-nascido. O conjunto das evidências demonstra que investir na qualificação da assistência de enfermagem representa uma estratégia essencial para o aprimoramento da atenção à saúde da mulher e para o fortalecimento das políticas públicas voltadas à maternidade segura (MARQUES et al., 2025; FERREIRA et al., 2021; RUSTIGUEL et al., 2025).
3. METODOLOGIA
O presente estudo caracteriza-se como uma pesquisa de natureza qualitativa, de caráter descritivo e exploratório, desenvolvida por meio de revisão narrativa da literatura. Essa modalidade de pesquisa possibilita reunir, analisar e discutir conhecimentos científicos já produzidos acerca da assistência de enfermagem à saúde da mulher durante o pré-natal, o parto e o puerpério, favorecendo a compreensão crítica das principais evidências disponíveis sobre a temática. A abordagem qualitativa foi escolhida por permitir a interpretação dos fenômenos relacionados à atuação do enfermeiro, considerando aspectos assistenciais, educativos, preventivos e humanísticos presentes no cuidado à mulher durante o ciclo gravídico-puerperal.
A pesquisa bibliográfica foi realizada mediante consulta a publicações científicas disponíveis em bases de dados eletrônicas reconhecidas nacional e internacionalmente, incluindo Scientific Electronic Library Online (SciELO), Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Base de Dados em Enfermagem (BDENF), Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), PubMed e Google Acadêmico. A seleção das publicações ocorreu por meio da utilização dos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): "Saúde da Mulher", "Enfermagem", "Cuidado Pré-Natal", "Parto", "Puerpério" e "Assistência de Enfermagem", bem como de suas combinações por meio dos operadores booleanos AND e OR, visando ampliar a recuperação de estudos pertinentes ao tema investigado.
Foram estabelecidos como critérios de inclusão: artigos científicos publicados no período de 2016 a 2025; estudos disponíveis na íntegra em formato eletrônico; publicações nos idiomas português, inglês e espanhol; artigos indexados em bases científicas reconhecidas; pesquisas que abordassem a assistência de enfermagem à mulher durante o pré-natal, parto e/ou puerpério; além de documentos oficiais e livros clássicos relacionados à saúde da mulher e à enfermagem obstétrica quando considerados relevantes para a fundamentação teórica. Como critérios de exclusão, foram desconsiderados artigos duplicados, resumos de eventos científicos, cartas ao editor, editoriais, dissertações, teses, trabalhos de conclusão de curso, estudos sem acesso ao texto completo e publicações que não apresentassem relação direta com os objetivos desta pesquisa.
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO
A análise dos estudos selecionados permitiu identificar que a assistência de enfermagem à saúde da mulher durante o pré-natal, o parto e o puerpério têm sido amplamente reconhecidos como elemento essencial para a promoção da saúde materna e neonatal. Os resultados evidenciam que a atuação do enfermeiro extrapola a realização de procedimentos técnicos, abrangendo ações educativas, preventivas, assistenciais e gerenciais que favorecem a integralidade do cuidado.
Observou-se ainda que a qualidade da assistência está diretamente relacionada à qualificação profissional, ao fortalecimento do vínculo entre enfermeiro e gestante e à adoção de práticas humanizadas fundamentadas em evidências científicas. A discussão a seguir foi organizada em categorias temáticas, permitindo compreender as principais contribuições da enfermagem para o cuidado à mulher durante todo o ciclo gravídico-puerperal.
4.1. A Assistência de Enfermagem no Pré-Natal e Sua Contribuição para a Qualidade do Cuidado
O pré-natal representa um dos momentos mais importantes para a promoção da saúde materna e fetal, sendo considerado uma estratégia fundamental para a prevenção de complicações durante a gestação. Os estudos analisados demonstram que o enfermeiro desempenha papel central nesse processo ao realizar consultas sistematizadas, acompanhar a evolução clínica da gestante e desenvolver ações educativas voltadas ao autocuidado. Além disso, a consulta de enfermagem possibilita identificar fatores de risco precocemente, favorecendo intervenções oportunas e reduzindo a ocorrência de desfechos desfavoráveis para mãe e recém-nascido (AMORIM et al., 2022; MARTINS; DOS SANTOS, 2024).
A gestão do cuidado desenvolvida pelo enfermeiro durante o pré-natal vai além do atendimento individual, envolvendo planejamento, organização e coordenação das ações assistenciais na Atenção Primária à Saúde. Os estudos evidenciam que o acompanhamento contínuo permite fortalecer o vínculo entre profissional e gestante, facilitando a adesão às consultas e às orientações recebidas. Esse relacionamento contribui para uma assistência mais acolhedora e humanizada, favorecendo a construção de confiança e o compartilhamento de informações importantes para a condução segura da gestação (AMORIM et al., 2022; FERREIRA et al., 2021).
Outro aspecto frequentemente destacado na literatura refere-se ao papel educativo exercido pela enfermagem durante as consultas de pré-natal. O fornecimento de informações sobre alimentação saudável, prática de atividades físicas, uso adequado de medicamentos, vacinação, amamentação e sinais de alerta fortalece a autonomia da gestante e amplia sua capacidade de participar ativamente das decisões relacionadas à própria saúde. As ações educativas também contribuem para reduzir dúvidas, inseguranças e mitos que ainda permeiam o período gestacional, promovendo maior tranquilidade para a mulher e sua família (DA SILVA; ANDRADE, 2020).
Os estudos também demonstram que a consulta de enfermagem constitui importante ferramenta para identificação de situações de vulnerabilidade social, violência doméstica, dificuldades econômicas e condições emocionais que podem interferir na evolução da gestação. A escuta qualificada realizada pelo enfermeiro favorece o reconhecimento dessas demandas, possibilitando encaminhamentos para outros profissionais da equipe multiprofissional quando necessário. Dessa maneira, o cuidado torna-se mais abrangente, contemplando não apenas os aspectos biológicos da gravidez, mas também os determinantes sociais que influenciam a saúde da mulher (MARTINS; DOS SANTOS, 2024; SOBREIRA et al., 2024).
A literatura evidencia ainda que a qualidade do pré-natal depende da articulação entre os diferentes pontos da Rede de Atenção à Saúde. O enfermeiro desempenha papel relevante nesse processo ao coordenar o acompanhamento da gestante, realizar encaminhamentos para serviços especializados quando identificadas intercorrências e garantir a continuidade da assistência até o momento do parto. Essa integração entre os níveis de atenção contribui para reduzir falhas no acompanhamento gestacional, fortalecer a integralidade do cuidado e proporcionar maior segurança para a mulher durante toda a gestação (FRANCO; DE NOJOSA SOMBRA; DE FREITAS, 2021).
A atuação do enfermeiro durante o pré-natal também influencia diretamente a preparação da gestante para o parto e para os cuidados no período puerperal. As evidências demonstram que mulheres que recebem orientações contínuas ao longo da gestação apresentam maior conhecimento sobre o processo fisiológico do parto, reconhecem precocemente os sinais de início do trabalho de parto e tendem a participar de forma mais ativa das decisões relacionadas ao nascimento. O planejamento antecipado das condutas, aliado ao esclarecimento de dúvidas e ao incentivo ao protagonismo feminino, favorece uma experiência mais segura e reduz sentimentos de medo e ansiedade frequentemente associados à gestação. Dessa forma, a consulta de enfermagem torna-se um espaço privilegiado para o fortalecimento da autonomia da mulher e para a construção de um cuidado centrado em suas necessidades individuais (RIBEIRO FILHO et al., 2016; DA SILVA; ANDRADE, 2020; MARQUES et al., 2025).
Outro aspecto observado nos estudos refere-se à importância da humanização como princípio orientador da assistência pré-natal. O acolhimento, o respeito às singularidades de cada gestante, a valorização da comunicação e a escuta qualificada favorecem a formação de vínculo entre profissional e usuária, elemento considerado indispensável para a continuidade do acompanhamento. Quando a mulher percebe confiança na equipe de enfermagem, torna-se mais receptiva às orientações e demonstra maior adesão às consultas e aos cuidados recomendados. Esse processo fortalece a corresponsabilização entre profissional e gestante, promovendo um atendimento que considera não apenas as necessidades clínicas, mas também os aspectos emocionais, familiares e sociais envolvidos na gestação (AMORIM et al., 2022; FERREIRA et al., 2021).
Embora os avanços observados na assistência pré-natal sejam significativos, a literatura também evidencia desafios que interferem na qualidade do cuidado prestado. Entre eles destacam-se a elevada demanda pelos serviços de saúde, limitações estruturais das unidades, insuficiência de recursos materiais, sobrecarga das equipes e dificuldades para garantir a continuidade da assistência entre os diferentes níveis da rede. Esses fatores podem comprometer a realização das consultas de forma integral e limitar o desenvolvimento de ações educativas mais abrangentes. Os estudos ressaltam, entretanto, que investimentos em qualificação profissional, planejamento das atividades e fortalecimento da Atenção Primária representam estratégias importantes para minimizar essas dificuldades e ampliar a efetividade da assistência de enfermagem (MARTINS; DOS SANTOS, 2024; RUSTIGUEL et al., 2025).
De maneira geral, a análise das publicações demonstra consenso quanto à relevância do enfermeiro na organização e execução da assistência pré-natal. Sua atuação contribui para o acompanhamento sistemático da gestação, para a identificação precoce de riscos, para a promoção da educação em saúde e para o fortalecimento do cuidado humanizado, refletindo positivamente nos indicadores de saúde materna e neonatal. Além disso, evidencia-se que a integração entre conhecimento técnico-científico, acolhimento e comunicação qualificada constitui um diferencial da prática de enfermagem, reforçando a necessidade de valorização desse profissional nas políticas públicas voltadas à saúde da mulher e ao cuidado materno-infantil (FRANCO; DE NOJOSA SOMBRA; DE FREITAS, 2021; MARQUES et al., 2025).
4.2. A Atuação da Enfermagem Durante o Parto e o Puerpério na Promoção da Assistência Humanizada
O trabalho de parto e o parto representam momentos marcantes na vida da mulher, exigindo assistência qualificada que contemple não apenas os aspectos clínicos, mas também as necessidades emocionais, sociais e culturais da parturiente. Nesse contexto, o enfermeiro exerce papel fundamental na promoção de uma assistência humanizada, baseada no respeito à autonomia feminina, na valorização das boas práticas obstétricas e no estabelecimento de uma relação de confiança com a gestante. Os estudos analisados demonstram que a presença contínua do enfermeiro durante o processo de parto favorece maior segurança para a mulher, reduz intervenções desnecessárias e contribui para uma experiência mais positiva do nascimento. Além disso, a utilização de práticas fundamentadas em evidências científicas fortalece a qualidade da assistência e reduz riscos para mãe e recém-nascido (BORTOLATO-MAJOR et al., 2021; MARQUES et al., 2025; RUSTIGUEL et al., 2025).
A humanização do parto constitui um dos principais avanços das políticas públicas brasileiras voltadas à saúde da mulher. Nesse modelo assistencial, a enfermagem desenvolve ações voltadas ao acolhimento, à escuta qualificada, ao respeito pelas escolhas da parturiente e ao incentivo à participação ativa da mulher durante todo o processo de nascimento. A literatura evidencia que a adoção dessas práticas promove maior satisfação materna, reduz sentimentos de medo e insegurança e fortalece o protagonismo feminino. O enfermeiro também desempenha importante função ao estimular a presença do acompanhante de livre escolha e ao criar um ambiente favorável para que o parto ocorra de maneira segura, respeitosa e centrada nas necessidades da mulher (NASCIMENTO et al., 2018; FERREIRA et al., 2021; BORTOLATO-MAJOR et al., 2021).
Outro aspecto frequentemente destacado refere-se à utilização de métodos não farmacológicos para alívio da dor durante o trabalho de parto. Técnicas como deambulação, exercícios respiratórios, massagens, banho morno, utilização da bola terapêutica e mudanças de posição são amplamente incentivadas pela enfermagem por contribuírem para o conforto materno e favorecerem a evolução fisiológica do parto. Os estudos demonstram que essas estratégias diminuem a ansiedade, aumentam a sensação de controle da mulher sobre o próprio corpo e reduzem a necessidade de intervenções invasivas quando aplicadas de forma adequada. Assim, o enfermeiro atua como facilitador de um cuidado mais acolhedor e menos intervencionista, respeitando o processo natural do nascimento sempre que não houver contraindicações clínicas (MARQUES et al., 2025; RUSTIGUEL et al., 2025; FERREIRA et al., 2021).
Após o nascimento, a assistência de enfermagem permanece essencial durante o puerpério, fase marcada por importantes adaptações físicas, hormonais e emocionais. Nesse período, o enfermeiro acompanha a recuperação da mulher, avalia possíveis sinais de complicações, orienta sobre os cuidados com a ferida operatória ou períneo, monitora o sangramento uterino e fornece informações sobre higiene, alimentação, repouso e planejamento reprodutivo. Além disso, as orientações relacionadas ao aleitamento materno e aos cuidados com o recém-nascido favorecem maior segurança para a puérpera e fortalecem sua confiança no exercício da maternidade. A continuidade desse acompanhamento contribui para reduzir complicações e melhorar a qualidade da assistência ofertada (DE OLIVEIRA et al., 2022; GOMES; DOS SANTOS, 2017).
Os estudos também ressaltam que o puerpério não deve ser compreendido apenas como um período de recuperação física, mas como uma fase de intensas mudanças emocionais que exigem atenção permanente dos profissionais de enfermagem. Alterações de humor, insegurança diante dos novos cuidados, dificuldades com a amamentação e sentimentos de sobrecarga podem comprometer o bem-estar materno quando não identificados precocemente. Nesse cenário, a escuta qualificada, o acolhimento e a construção de vínculo tornam-se ferramentas indispensáveis para que o enfermeiro reconheça situações de vulnerabilidade e desenvolva intervenções compatíveis com as necessidades apresentadas por cada mulher, fortalecendo a assistência integral e humanizada (DOS SANTOS et al., 2022; DE OLIVEIRA et al., 2022; GOMES; DOS SANTOS, 2017).
4.3. A Atuação da Enfermagem Durante o Parto e o Puerpério na Promoção da Assistência Humanizada
O trabalho de parto e o parto representam momentos marcantes na vida da mulher, exigindo assistência qualificada que contemple não apenas os aspectos clínicos, mas também as necessidades emocionais, sociais e culturais da parturiente. Nesse contexto, o enfermeiro exerce papel fundamental na promoção de uma assistência humanizada, baseada no respeito à autonomia feminina, na valorização das boas práticas obstétricas e no estabelecimento de uma relação de confiança com a gestante. Os estudos analisados demonstram que a presença contínua do enfermeiro durante o processo de parto favorece maior segurança para a mulher, reduz intervenções desnecessárias e contribui para uma experiência mais positiva do nascimento (BORTOLATO-MAJOR et al., 2021; MARQUES et al., 2025; RUSTIGUEL et al., 2025).
A humanização do parto constitui um dos principais avanços das políticas públicas brasileiras voltadas à saúde da mulher. Nesse modelo assistencial, a enfermagem desenvolve ações voltadas ao acolhimento, à escuta qualificada, ao respeito pelas escolhas da parturiente e ao incentivo à participação ativa da mulher durante todo o processo de nascimento. A literatura evidencia que a adoção dessas práticas promove maior satisfação materna, reduz sentimentos de medo e insegurança e fortalece o protagonismo feminino. O enfermeiro também desempenha importante função ao estimular a presença do acompanhante de livre escolha e ao criar um ambiente favorável para que o parto ocorra de maneira segura, respeitosa e centrada nas necessidades da mulher (NASCIMENTO et al., 2018; FERREIRA et al., 2021; BORTOLATO-MAJOR et al., 2021).
Outro aspecto frequentemente destacado refere-se à utilização de métodos não farmacológicos para alívio da dor durante o trabalho de parto. Técnicas como deambulação, exercícios respiratórios, massagens, banho morno, utilização da bola terapêutica e mudanças de posição são amplamente incentivadas pela enfermagem por contribuírem para o conforto materno e favorecerem a evolução fisiológica do parto. Os estudos demonstram que essas estratégias diminuem a ansiedade, aumentam a sensação de controle da mulher sobre o próprio corpo e reduzem a necessidade de intervenções invasivas quando aplicadas de forma adequada. (MARQUES et al., 2025; RUSTIGUEL et al., 2025; FERREIRA et al., 2021).
Após o nascimento, a assistência de enfermagem permanece essencial durante o puerpério, fase marcada por importantes adaptações físicas, hormonais e emocionais. Nesse período, o enfermeiro acompanha a recuperação da mulher, avalia possíveis sinais de complicações, orienta sobre os cuidados com a ferida operatória ou períneo, monitora o sangramento uterino e fornece informações sobre higiene, alimentação, repouso e planejamento reprodutivo. Além disso, as orientações relacionadas ao aleitamento materno e aos cuidados com o recém-nascido favorecem maior segurança para a puérpera e fortalecem sua confiança no exercício da maternidade (DE OLIVEIRA et al., 2022; GOMES; DOS SANTOS, 2017).
Os estudos também ressaltam que o puerpério não deve ser compreendido apenas como um período de recuperação física, mas como uma fase de intensas mudanças emocionais que exigem atenção permanente dos profissionais de enfermagem. Alterações de humor, insegurança diante dos novos cuidados, dificuldades com a amamentação e sentimentos de sobrecarga podem comprometer o bem-estar materno quando não identificados precocemente. Nesse cenário, a escuta qualificada, o acolhimento e a construção de vínculo tornam-se ferramentas indispensáveis para que o enfermeiro reconheça situações de vulnerabilidade e desenvolva intervenções compatíveis com as necessidades apresentadas por cada mulher, fortalecendo a assistência integral e humanizada (DOS SANTOS et al., 2022; DE OLIVEIRA et al., 2022; GOMES; DOS SANTOS, 2017).
A qualidade da assistência prestada durante o parto e o puerpério também está relacionada à capacidade do enfermeiro de desenvolver um cuidado individualizado, considerando as particularidades clínicas, emocionais e socioculturais de cada mulher. Os estudos analisados evidenciam que a construção de um plano assistencial baseado nas necessidades da puérpera favorece intervenções mais efetivas e fortalece a relação de confiança entre profissional e usuária. Esse cuidado individualizado possibilita identificar precocemente dificuldades na adaptação ao período pós-parto, orientar medidas preventivas e promover maior segurança durante o processo de recuperação materna (FERREIRA et al., 2021; FRANCO; DE NOJOSA SOMBRA; DE FREITAS, 2021).
A consulta puerperal realizada na Atenção Primária à Saúde possibilita monitorar a recuperação física da mulher, avaliar a adaptação ao aleitamento materno, acompanhar o desenvolvimento do vínculo entre mãe e filho e identificar precocemente possíveis complicações. Esse acompanhamento representa oportunidade para reforçar orientações relacionadas ao planejamento familiar, à saúde sexual e reprodutiva e aos cuidados com o recém-nascido. A atuação integrada entre os diferentes níveis da Rede de Atenção à Saúde favorece maior resolutividade dos serviços e reduz a fragmentação do cuidado, fortalecendo a assistência integral à saúde da mulher (BORTOLATO-MAJOR et al., 2021; DE OLIVEIRA et al., 2022; NASCIMENTO et al., 2018).
Apesar dos avanços observados nas políticas públicas voltadas à humanização da assistência obstétrica, os estudos evidenciam que ainda existem desafios para a consolidação dessas práticas nos serviços de saúde. Questões como sobrecarga de trabalho, limitações estruturais, escassez de recursos humanos e dificuldades na educação permanente das equipes podem comprometer a implementação das boas práticas recomendadas. Nesse contexto, destaca-se a necessidade de investimentos contínuos na qualificação profissional, na melhoria das condições de trabalho e no fortalecimento das políticas públicas que valorizem a atuação da enfermagem obstétrica (SOBREIRA et al., 2024; RUSTIGUEL et al., 2025; MARQUES et al., 2025).
A análise dos estudos demonstra que a enfermagem exerce papel indispensável durante o parto e o puerpério ao integrar conhecimentos técnicos, habilidades clínicas e competências relacionais em benefício da mulher e do recém-nascido. A assistência humanizada desenvolvida pelo enfermeiro contribui para a prevenção de complicações, fortalecimento do aleitamento materno, promoção da saúde mental e melhoria da experiência vivenciada pela mulher durante o nascimento e o período pós-parto. Os resultados reforçam que o cuidado de enfermagem, quando realizado de forma ética, acolhedora e baseada em evidências, representa um dos principais fatores para a qualificação da atenção materno-infantil e para o fortalecimento da assistência integral à saúde da mulher (AMORIM et al., 2022; FERREIRA et al., 2021; DOS SANTOS et al., 2022).
4.4. Desafios da Assistência de Enfermagem e Perspectivas para a Qualificação do Cuidado à Saúde da Mulher
A análise da literatura evidencia que, apesar dos avanços obtidos na assistência à saúde da mulher nas últimas décadas, ainda existem desafios que limitam a efetividade das ações desenvolvidas pela enfermagem durante o pré-natal, o parto e o puerpério. Esses desafios envolvem aspectos estruturais, organizacionais e assistenciais que interferem diretamente na qualidade do cuidado ofertado às gestantes e puérperas. Os estudos apontam que a elevada demanda pelos serviços de saúde, associada à insuficiência de profissionais, à sobrecarga de trabalho e às limitações de infraestrutura, pode comprometer a realização de um acompanhamento contínuo e integral. Diante desse cenário, torna-se indispensável fortalecer estratégias que favoreçam melhores condições de trabalho e ampliem a capacidade resolutiva dos serviços de saúde (SOBREIRA et al., 2024; RUSTIGUEL et al., 2025).
Outro aspecto recorrente nas publicações refere-se à necessidade de qualificação permanente dos profissionais de enfermagem. A constante atualização científica permite que o enfermeiro desenvolva práticas assistenciais fundamentadas nas melhores evidências disponíveis, contribuindo para a adoção de condutas seguras e compatíveis com as recomendações nacionais e internacionais. A educação permanente também favorece o aprimoramento das habilidades clínicas, da comunicação com as usuárias e da capacidade de tomada de decisão diante das diferentes situações encontradas na prática assistencial. Dessa forma, investir na formação continuada representa uma estratégia indispensável para elevar a qualidade da assistência prestada à saúde da mulher (AMORIM et al., 2022; MARTINS; DOS SANTOS, 2024).
Os estudos analisados também demonstram que a integralidade do cuidado depende da articulação entre os diferentes serviços que compõem a Rede de Atenção à Saúde. A comunicação eficiente entre Atenção Primária, serviços especializados e maternidades possibilita maior continuidade do acompanhamento da gestante, reduz falhas na assistência e favorece intervenções oportunas diante de situações de risco. Nesse contexto, o enfermeiro desempenha importante função como articulador do cuidado, promovendo encaminhamentos, monitorando a evolução clínica e garantindo que a mulher receba assistência adequada em todas as etapas do ciclo gravídico-puerperal. Essa integração fortalece a resolutividade do sistema de saúde e contribui para melhores resultados maternos e neonatais (FERREIRA et al., 2021; FRANCO; DE NOJOSA SOMBRA; DE FREITAS, 2021; NASCIMENTO et al., 2018).
Outro desafio identificado refere-se à necessidade de ampliar as ações educativas direcionadas às gestantes, puérperas e seus familiares. A educação em saúde desenvolvida pela enfermagem favorece a prevenção de complicações, incentiva hábitos saudáveis e fortalece a autonomia da mulher durante todo o processo gestacional. Além disso, a participação da família nas orientações contribui para a formação de uma rede de apoio mais preparada para atender às necessidades da mãe e do recém-nascido. Os estudos demonstram que o compartilhamento de informações claras e acessíveis promove maior adesão às recomendações profissionais e melhora a qualidade do cuidado prestado no ambiente domiciliar (DE OLIVEIRA MENEZES; DA SILVA ALMEIDA; DOS SANTOS, 2021).
A literatura também destaca a importância da assistência voltada aos aspectos emocionais da mulher durante todo o ciclo gravídico-puerperal. Alterações psicológicas podem ocorrer desde o início da gestação até o período pós-parto, exigindo acompanhamento atento por parte da equipe de enfermagem. A identificação precoce de sinais de ansiedade, tristeza persistente ou dificuldades de adaptação permite intervenções oportunas e encaminhamentos quando necessários. A atuação do enfermeiro baseada na escuta qualificada, no acolhimento e na construção de vínculo fortalece o cuidado integral e contribui para a promoção da saúde mental materna, repercutindo positivamente na relação entre mãe e filho e na qualidade de vida da família (DOS SANTOS et al., 2022; GOMES; DOS SANTOS, 2017; DE OLIVEIRA et al., 2022).
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS
O presente estudo possibilitou compreender a relevância da assistência de enfermagem à saúde da mulher durante o pré-natal, o parto e o puerpério, evidenciando que a atuação do enfermeiro é determinante para a promoção da saúde materna e neonatal, prevenção de agravos e fortalecimento da assistência humanizada. A análise da literatura demonstrou que o cuidado de enfermagem ultrapassa a execução de procedimentos técnicos, abrangendo ações educativas, preventivas, assistenciais e gerenciais que favorecem a integralidade do cuidado. Além disso, verificou-se que a consulta de enfermagem, o acompanhamento contínuo da gestante, o incentivo ao protagonismo feminino, a utilização de práticas baseadas em evidências científicas e o acolhimento durante todo o ciclo gravídico-puerperal contribuem significativamente para a melhoria dos indicadores de saúde e para a qualificação da atenção à mulher.
Conclui-se, portanto, que a valorização da enfermagem constitui um elemento essencial para o fortalecimento das políticas públicas voltadas à saúde da mulher e para a consolidação de uma assistência segura, integral e humanizada. Apesar dos avanços observados nos últimos anos, permanecem desafios relacionados à qualificação permanente dos profissionais, à organização dos serviços de saúde, à disponibilidade de recursos e à continuidade do cuidado entre os diferentes níveis de atenção. Nesse sentido, torna-se necessário investir em educação permanente, aprimoramento das práticas assistenciais e fortalecimento da Rede de Atenção à Saúde, favorecendo a implementação de cuidados cada vez mais resolutivos e centrados nas necessidades das mulheres.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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