REGISTRO DOI: 10.70773/revistatopicos/779216924
RESUMO
A alfabetização e o letramento são processos essenciais na Educação Básica, pois possibilitam que os estudantes desenvolvam não apenas o domínio da leitura e da escrita, mas também a capacidade de compreender, interpretar e produzir sentidos em diferentes situações sociais. Nesse contexto, o presente estudo tem como objetivo geral analisar o papel do professor na articulação entre alfabetização e letramento na Educação Básica, compreendendo como suas práticas pedagógicas contribuem para o desenvolvimento da leitura, da escrita e da construção de sentidos no processo de aprendizagem dos estudantes. A justificativa da pesquisa está relacionada à necessidade de refletir sobre práticas pedagógicas que ultrapassem a simples decodificação de letras, sílabas e palavras, valorizando o uso social da linguagem escrita e a formação de alunos leitores, críticos e participativos. A metodologia utilizada foi a pesquisa bibliográfica, com abordagem qualitativa, realizada a partir da análise de livros, artigos científicos e estudos acadêmicos relacionados à alfabetização, ao letramento, à prática docente e à formação de leitores na Educação Básica. Conclui-se que o professor exerce papel fundamental na mediação entre letras e sentidos, pois sua atuação planejada, sensível e intencional favorece uma aprendizagem mais significativa, aproximando o estudante da leitura e da escrita como práticas vivas, sociais e transformadoras.
Palavras-chave: Alfabetização; Letramento; Prática docente.
ABSTRACT
Literacy acquisition and literacy practices are essential processes in Basic Education, as they enable students to develop not only reading and writing skills, but also the ability to understand, interpret, and produce meanings in different social situations. In this context, the general objective of this study is to analyze the role of the teacher in articulating literacy acquisition and literacy practices in Basic Education, understanding how pedagogical practices contribute to the development of reading, writing, and meaning-making in students’ learning process. The justification for this research is related to the need to reflect on pedagogical practices that go beyond the simple decoding of letters, syllables, and words, valuing the social use of written language and the formation of critical, participatory readers. The methodology used was bibliographic research, with a qualitative approach, based on the analysis of books, scientific articles, and academic studies related to literacy acquisition, literacy practices, teaching practice, and reader formation in Basic Education. It is concluded that the teacher plays a fundamental role in mediating between letters and meanings, since planned, sensitive, and intentional teaching practices favor more meaningful learning, bringing students closer to reading and writing as living, social, and transformative practices.
Keywords: Literacy acquisition; Literacy practices; Teaching practice.
1. INTRODUÇÃO
A alfabetização e o letramento ocupam lugar central na Educação Básica, pois representam caminhos fundamentais para que os estudantes desenvolvam não apenas a capacidade de ler e escrever, mas também de compreender, interpretar e produzir sentidos em diferentes situações sociais. O tema “Entre Letras e Sentidos: o papel do professor na articulação entre alfabetização e letramento na Educação Básica” nasce da necessidade de refletir sobre uma prática pedagógica que vá além da simples decodificação de letras, sílabas e palavras. Nesse sentido, alfabetizar não significa apenas ensinar o aluno a reconhecer o sistema de escrita, mas também possibilitar que ele compreenda a função social da leitura e da escrita em sua vida cotidiana, em suas relações e em sua participação no mundo.
O objetivo geral deste estudo é analisar o papel do professor na articulação entre alfabetização e letramento na Educação Básica, compreendendo como suas práticas pedagógicas contribuem para o desenvolvimento da leitura, da escrita e da construção de sentidos no processo de aprendizagem dos estudantes. Para alcançar esse propósito, foram definidos como objetivos específicos: compreender os conceitos de alfabetização e letramento, destacando suas diferenças, aproximações e importância na formação leitora e escritora dos estudantes; identificar práticas pedagógicas utilizadas pelo professor para integrar o ensino do sistema de escrita alfabética às situações reais de uso social da leitura e da escrita; e refletir sobre os desafios enfrentados pelos professores na articulação entre alfabetização e letramento na Educação Básica.
A justificativa deste trabalho está relacionada à importância de discutir a formação de alunos leitores e escritores em uma perspectiva mais significativa, crítica e humanizada. Ainda é comum encontrar práticas escolares centradas apenas na repetição, na cópia e na memorização de palavras, o que pode limitar a compreensão da leitura e da escrita como instrumentos de comunicação, expressão e participação social. Por isso, estudar o papel do professor nesse processo torna-se necessário, pois é ele quem organiza as experiências de aprendizagem, seleciona os textos, propõe atividades, acompanha os avanços dos alunos e cria possibilidades para que a alfabetização aconteça de forma articulada ao letramento. Assim, a pesquisa contribui para ampliar as reflexões sobre práticas pedagógicas capazes de aproximar os estudantes das letras, dos textos e dos sentidos presentes na vida social.
Quanto à metodologia, este estudo foi desenvolvido por meio de uma pesquisa bibliográfica, com abordagem qualitativa. A investigação foi realizada a partir da análise de livros, artigos científicos, trabalhos acadêmicos e publicações relacionadas à alfabetização, ao letramento, ao papel do professor, às práticas pedagógicas e à formação de alunos leitores. Foram utilizados descritores como: alfabetização; letramento; alfabetizar letrando; professor alfabetizador; práticas pedagógicas; leitura e escrita; Educação Básica. As buscas foram realizadas em plataformas como Google Acadêmico, SciELO, Portal de Periódicos da CAPES, revistas científicas da área da Educação e repositórios institucionais. Foram incluídos estudos relacionados diretamente ao tema e excluídos materiais repetidos, sem autoria identificada ou que não apresentavam relação com os objetivos da pesquisa.
Diante desse contexto, o problema de pesquisa que orienta este estudo é: De que maneira o professor pode contribuir para a articulação entre alfabetização e letramento na Educação Básica, favorecendo o desenvolvimento da leitura, da escrita e da construção de sentidos no processo de aprendizagem dos estudantes?
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA OU REVISÃO DA LITERATURA
2.1. Alfabetização e Letramento: Conceitos, Aproximações e Diferenças
A alfabetização e o letramento são processos fundamentais para a formação dos estudantes, pois envolvem a entrada da criança no universo da leitura, da escrita e da construção de sentidos. De acordo com Sousa (2023), a alfabetização está relacionada à apropriação do sistema de escrita alfabética, permitindo que o aluno compreenda letras, sons, sílabas, palavras e suas formas de organização. No entanto, esse processo não deve ser compreendido apenas como uma aprendizagem técnica, pois aprender a ler e escrever também significa participar de práticas sociais que dão vida à linguagem. Quando a escola reduz a alfabetização à repetição de letras e palavras, corre o risco de afastar o estudante do prazer, da curiosidade e da função real da escrita. Por isso, alfabetizar exige sensibilidade pedagógica para ensinar o código escrito sem perder de vista os sentidos que ele produz na vida cotidiana.
O letramento amplia a compreensão da alfabetização ao mostrar que a leitura e a escrita não existem apenas dentro da sala de aula, mas circulam em diferentes espaços sociais. De acordo com Moura Santos et al. (2022), alfabetização e letramento devem ser entendidos como processos complementares, pois o estudante precisa dominar o sistema de escrita e, ao mesmo tempo, saber utilizá-lo em situações reais de comunicação. Isso significa que a criança aprende melhor quando percebe que os textos têm finalidades concretas, como informar, emocionar, orientar, registrar, convidar, narrar ou argumentar. Assim, o letramento permite que a escrita seja compreendida como prática social, e não apenas como conteúdo escolar. Nessa perspectiva, o aluno passa a reconhecer a linguagem escrita como instrumento de participação, expressão e pertencimento.
A diferença entre alfabetização e letramento precisa ser compreendida com cuidado, para que a prática pedagógica não se torne fragmentada. De acordo com Lima et al. (2023), os debates conceituais sobre alfabetização e letramento demonstram a importância de reconhecer as especificidades de cada termo, evitando que sejam tratados como sinônimos ou como processos totalmente separados. A alfabetização envolve o domínio do funcionamento da escrita, enquanto o letramento envolve o uso dessa escrita em contextos sociais diversos. Embora sejam diferentes, esses processos precisam caminhar juntos, pois não basta que o aluno decodifique palavras se não consegue compreender o que lê. Da mesma forma, não basta participar de práticas de leitura e escrita sem desenvolver segurança no uso do sistema alfabético.
A proposta de alfabetizar letrando nasce justamente da necessidade de integrar o aprendizado do código escrito às práticas reais de linguagem. De acordo com Silva et al. (2024), alfabetizar letrando nos anos iniciais significa criar situações em que a criança aprenda a ler e escrever por meio de textos reais, significativos e presentes em seu cotidiano. Nesse sentido, o professor pode utilizar bilhetes, listas, histórias, receitas, parlendas, músicas, convites, cartazes, poemas e outros gêneros textuais que aproximem a escrita da vida social. Essa prática torna a aprendizagem mais concreta, porque a criança percebe que aquilo que aprende na escola também existe fora dela. Assim, as letras deixam de ser apenas sinais gráficos e passam a ser caminhos para comunicar ideias, sentimentos, necessidades e descobertas.
A articulação entre alfabetização e letramento também contribui para uma formação mais ampla, pois envolve leitura, escrita, oralidade, escuta, interpretação e pensamento crítico. De acordo com Alves et al. (2022), o alfabetizar letrando favorece a formação integral do aluno, uma vez que aproxima o processo de aprendizagem das experiências sociais, culturais e afetivas vividas pelos estudantes. Quando a criança lê uma história, participa de uma roda de conversa, escreve coletivamente um texto ou interpreta uma imagem, ela não está apenas aprendendo conteúdos escolares. Ela está construindo formas de compreender o mundo, dialogar com o outro e expressar sua própria voz. Por isso, alfabetizar letrando é também reconhecer que cada aluno carrega saberes, vivências e modos próprios de aprender.
A discussão sobre alfabetização e letramento mostra que o ensino da leitura e da escrita precisa ser pensado de forma mais humana, significativa e contextualizada. De acordo com Freitas et al. (2026), os debates sobre alfabetização e letramento reforçam que a formação dos sujeitos depende da relação entre linguagem, conhecimento e participação social. Assim, a escola precisa garantir que o estudante aprenda a ler palavras, mas também aprenda a interpretar textos, compreender sentidos e atuar no mundo por meio da escrita. Essa compreensão fortalece o papel da Educação Básica na formação de leitores e escritores mais autônomos. Portanto, alfabetização e letramento não devem ser vistos como etapas isoladas, mas como dimensões inseparáveis de uma aprendizagem que começa nas letras e se amplia nos sentidos.
2.2. O Papel do Professor no Processo de Alfabetizar Letrando
O professor tem uma função essencial na articulação entre alfabetização e letramento, pois é ele quem organiza as experiências que aproximam os estudantes da leitura e da escrita. De acordo com Lourenço et al. (2023), o professor exerce papel decisivo na formação de alunos leitores, porque sua mediação ajuda a transformar o contato com os textos em uma experiência de compreensão, participação e construção de sentidos. Isso significa que sua atuação não se limita a ensinar letras, sílabas e palavras, mas envolve criar situações em que a criança compreenda a função da leitura e da escrita. O docente é aquele que apresenta os textos, orienta as descobertas, acolhe as dúvidas e incentiva o aluno a avançar. Dessa forma, sua prática pode tornar a alfabetização mais viva, próxima e significativa.
Alfabetizar letrando exige que o professor compreenda a criança como sujeito ativo no processo de aprendizagem. De acordo com Xavier (2025), é possível alfabetizar letrando quando a prática docente parte de concepções teórico-metodológicas que valorizam a participação do estudante e o uso social da escrita. Nessa perspectiva, o aluno não é apenas alguém que recebe informações, mas alguém que pensa, questiona, formula hipóteses e constrói conhecimentos. O professor, então, precisa criar atividades que permitam à criança ler, escrever, conversar, interpretar, comparar textos e perceber a escrita em funcionamento. Essa mediação torna o processo mais significativo, pois aproxima o ensino escolar das experiências reais de linguagem.
A mediação docente também exige sensibilidade para perceber que cada estudante aprende em um ritmo próprio. De acordo com Moyses et al. (2025), o professor, como mediador, precisa integrar alfabetização e letramento por meio de práticas pedagógicas que considerem as vivências, os interesses e as necessidades das crianças. Em uma mesma turma, há alunos que já chegam com maior contato com livros, histórias e materiais escritos, enquanto outros dependem da escola para viver essas experiências com mais intensidade. Por isso, o professor precisa observar, escutar e planejar intervenções que respeitem essa diversidade. Quando essa escuta acontece, a sala de aula se transforma em um espaço mais acolhedor, onde o erro é entendido como parte do caminho e não como fracasso.
A formação do professor alfabetizador é indispensável para que a articulação entre alfabetização e letramento aconteça de maneira consistente. De acordo com Ferreira et al. (2024), a formação de professores alfabetizadores precisa contemplar saberes teóricos e práticos capazes de sustentar uma atuação voltada ao alfabetizar letrando. Isso significa que o docente precisa compreender os conceitos, conhecer metodologias, analisar sua própria prática e desenvolver estratégias que respondam às dificuldades dos estudantes. A formação continuada também permite que o professor reflita sobre os desafios da sala de aula e busque caminhos mais adequados para cada realidade. Assim, alfabetizar letrando não depende apenas de boa vontade, mas de preparo, reflexão e compromisso pedagógico.
O professor também tem a responsabilidade de tornar a leitura e a escrita experiências afetivas, criativas e prazerosas para os alunos. De acordo com Mota (2026), a passagem da alfabetização ao letramento literário pode ser fortalecida quando livros e telas são utilizados como caminhos para ampliar o contato dos estudantes com diferentes linguagens. Isso permite que a criança leia histórias, explore imagens, escute narrativas, produza textos e interaja com recursos digitais de forma orientada. O uso de literatura infantil, vídeos, livros digitais, jogos educativos e rodas de leitura pode ampliar o repertório dos alunos. No entanto, esses recursos precisam ser utilizados com intencionalidade, para que não sejam apenas entretenimento, mas instrumentos de aprendizagem e construção de sentidos.
Apesar da importância do professor, sua prática também é atravessada por muitos desafios que precisam ser reconhecidos. De acordo com Sabino (2025), a articulação entre alfabetização e letramento deve ser problematizada na formação docente, pois envolve dificuldades metodológicas, institucionais e sociais presentes no cotidiano escolar. Entre esses desafios estão as turmas numerosas, a falta de recursos, as desigualdades de aprendizagem, a ausência de formação continuada e as diferentes realidades familiares dos estudantes. Mesmo assim, o professor continua sendo uma presença fundamental para criar possibilidades dentro das limitações existentes. Por isso, seu papel é pedagógico, humano e social, pois alfabetizar letrando significa ajudar o aluno a ler palavras, compreender sentidos e participar do mundo com mais autonomia.
2.3. Práticas Pedagógicas para a Articulação Entre Alfabetização e Letramento na Educação Básica
As práticas pedagógicas voltadas à articulação entre alfabetização e letramento precisam aproximar a leitura e a escrita da realidade vivida pelos estudantes. De acordo com Gimenes (2025), alfabetizar letrando significa favorecer a descoberta e o reconhecimento da escrita em suas diferentes linguagens, mostrando ao aluno que ela está presente em muitas situações da vida social. Por isso, as atividades escolares devem ultrapassar cópias repetitivas e exercícios descontextualizados, oferecendo contato com textos reais e significativos. Bilhetes, listas, convites, histórias, músicas, parlendas, placas, receitas e cartazes podem fazer parte do cotidiano da sala de aula. Quando esses textos são explorados com intenção pedagógica, a criança entende que ler e escrever têm função, sentido e presença concreta no mundo.
A leitura compartilhada é uma prática importante para desenvolver a relação entre alfabetização e letramento desde os primeiros anos escolares. De acordo com Cunha et al. (2025), a alfabetização e o letramento na Educação Infantil devem ser trabalhados por meio de experiências lúdicas, interativas e contextualizadas, respeitando as formas próprias de aprendizagem da criança. Nesse tipo de atividade, o professor lê para a turma, faz perguntas, explora imagens, conversa sobre personagens, incentiva hipóteses e ajuda os alunos a interpretar sentidos. Mesmo antes de dominar completamente o sistema de escrita, a criança já participa de práticas leitoras significativas. Assim, ela aprende que os textos comunicam ideias, despertam emoções e ajudam a compreender diferentes situações.
A produção textual também é uma estratégia fundamental para que o estudante perceba a escrita como forma de expressão. De acordo com Silva et al. (2024), as práticas de alfabetizar letrando devem inserir os alunos em situações reais de escrita, permitindo que eles compreendam a finalidade dos textos que produzem. Mesmo no início da alfabetização, a criança pode participar da construção de textos coletivos, ditar histórias ao professor, escrever listas, criar legendas, registrar combinados ou produzir pequenos bilhetes. Essas experiências mostram que escrever não é apenas copiar palavras prontas, mas organizar pensamentos e comunicar algo a alguém. Desse modo, a produção textual fortalece a autonomia, a criatividade e a relação afetiva com a linguagem escrita.
O trabalho com gêneros textuais variados amplia o repertório dos estudantes e torna o ensino mais próximo das práticas sociais de leitura e escrita. De acordo com Moura Santos et al. (2022), as práticas pedagógicas no âmbito escolar precisam reconhecer que a escrita se torna mais significativa quando está vinculada aos usos reais que os sujeitos fazem dela. Ao explorar cartas, poemas, fábulas, receitas, convites, quadrinhos, notícias e anúncios, o professor mostra que cada texto possui uma finalidade, uma organização e um contexto de circulação. Essa diversidade ajuda o aluno a compreender que a linguagem muda conforme a situação comunicativa. Assim, a alfabetização deixa de ser apenas aprendizagem do código e passa a envolver compreensão, interpretação e uso social da escrita.
As tecnologias digitais também podem contribuir para a articulação entre alfabetização e letramento quando são utilizadas com planejamento e intencionalidade pedagógica. De acordo com Mota (2026), a relação entre livros e telas pode ampliar as experiências de leitura, especialmente quando o professor utiliza recursos digitais para enriquecer o contato dos alunos com diferentes textos e linguagens. Histórias animadas, livros digitais, jogos educativos, vídeos, imagens e plataformas de leitura podem despertar interesse e favorecer novas formas de interação com a escrita. No entanto, esses recursos não substituem o papel do professor nem o contato com textos impressos. Eles precisam ser integrados de forma crítica, para ampliar possibilidades e não apenas ocupar o tempo da aula.
As rodas de conversa, os projetos de leitura e as atividades interdisciplinares também são práticas valiosas para alfabetizar letrando. De acordo com Alves et al. (2022), a formação integral do aluno é fortalecida quando a alfabetização considera suas experiências, sua participação e sua relação com o mundo. Um projeto sobre alimentação, por exemplo, pode envolver leitura de receitas, escrita de listas, produção de cartazes, pesquisa de alimentos e conversa sobre hábitos familiares. Da mesma forma, um projeto sobre meio ambiente pode gerar leitura de notícias, produção de bilhetes, criação de campanhas e registros coletivos. Essas práticas tornam a leitura e a escrita mais significativas, pois os alunos percebem que aprendem para comunicar, pesquisar, conviver e transformar sua realidade.
A eficácia das práticas pedagógicas depende da capacidade do professor de observar a turma e adaptar suas ações conforme as necessidades dos estudantes. De acordo com Sabino (2025), a articulação entre alfabetização e letramento exige reflexão constante sobre os desafios da prática docente, especialmente diante das diferenças de aprendizagem presentes na escola. Por isso, nenhuma atividade deve ser aplicada de forma automática, como se todos os alunos aprendessem do mesmo modo e ao mesmo tempo. O professor precisa acompanhar avanços, identificar dificuldades, propor intervenções e valorizar pequenas conquistas. Assim, alfabetizar letrando torna-se um processo sensível e intencional, no qual cada criança é convidada a aprender o código escrito e, ao mesmo tempo, descobrir os sentidos vivos da linguagem.
3. METODOLOGIA
A presente pesquisa foi desenvolvida por meio de uma pesquisa bibliográfica, com abordagem qualitativa, tendo como finalidade compreender o papel do professor na articulação entre alfabetização e letramento na Educação Básica. De acordo com Severino (2017), a pesquisa bibliográfica é relevante porque permite ao pesquisador fundamentar sua investigação a partir de materiais já publicados, possibilitando a análise crítica de livros, artigos científicos, dissertações, teses e demais produções acadêmicas relacionadas ao tema estudado. Dessa forma, essa metodologia mostrou-se adequada ao presente estudo, pois possibilitou reunir autores que discutem os conceitos de alfabetização, letramento, práticas pedagógicas, formação docente e o processo de alfabetizar letrando.A escolha pela pesquisa bibliográfica justificou-se pela necessidade de aprofundar teoricamente o tema e organizar um diálogo entre diferentes autores que abordam a alfabetização e o letramento como processos complementares. Essa metodologia permitiu observar que o ensino da leitura e da escrita não pode ser reduzido apenas à decodificação de letras, sílabas e palavras, pois envolve também o uso social da linguagem, a produção de sentidos e a participação dos estudantes em práticas reais de comunicação. Nesse sentido, a pesquisa buscou compreender como o professor pode atuar como mediador entre o domínio do sistema de escrita alfabética e as experiências de letramento vivenciadas pelos alunos na escola e fora dela. Portanto, a metodologia adotada contribuiu para construir uma reflexão mais ampla, humanizada e fundamentada sobre a importância da prática docente no processo de alfabetizar letrando.
Para a realização da busca dos materiais, foram definidos descritores relacionados diretamente ao tema da pesquisa. Os descritores utilizados foram: Alfabetização; Letramento; Alfabetizar letrando; Práticas pedagógicas; Professor alfabetizador; Educação Básica; Formação de leitores; Leitura e escrita; Formação docente. Esses termos foram escolhidos por permitirem localizar estudos que dialogam com o problema de pesquisa e com os objetivos propostos. A utilização dos descritores contribuiu para direcionar a investigação, evitando buscas muito amplas ou distantes do foco do trabalho. Além disso, os descritores foram combinados entre si, de modo a ampliar as possibilidades de localização de materiais relevantes sobre a articulação entre alfabetização e letramento.
As plataformas de busca utilizadas para o levantamento bibliográfico foram o Google Acadêmico, a Scientific Electronic Library Online (SciELO), o Portal de Periódicos da CAPES, repositórios institucionais de universidades brasileiras e revistas científicas da área da Educação. Essas bases foram selecionadas por reunirem artigos científicos, livros, capítulos, trabalhos acadêmicos, dissertações e estudos voltados à formação docente, alfabetização, letramento e práticas pedagógicas. Durante a busca, priorizaram-se materiais em língua portuguesa, principalmente de autores brasileiros, considerando a realidade educacional do Brasil e os desafios enfrentados na Educação Básica. Dessa maneira, foi possível reunir produções teóricas que contribuíram para compreender o tema a partir de um olhar próximo ao contexto escolar brasileiro.
Os critérios de inclusão adotados foram: estudos publicados em língua portuguesa, produções acadêmicas relacionadas à alfabetização, ao letramento e ao papel do professor, materiais publicados preferencialmente entre os anos de 2022 e 2026, textos disponíveis integralmente para leitura e trabalhos que apresentassem relação direta com os objetivos da pesquisa. Também foram incluídos estudos que abordassem práticas pedagógicas, formação de professores alfabetizadores e a perspectiva do alfabetizar letrando nos anos iniciais e na Educação Básica. Esses critérios permitiram selecionar materiais coerentes com a proposta do estudo, garantindo maior qualidade e pertinência às discussões apresentadas no referencial teórico.
Como critérios de exclusão, foram descartados materiais que não apresentavam relação direta com o tema, textos repetidos nas plataformas de busca, publicações sem autoria identificada, materiais com abordagem muito distante da Educação Básica e estudos que tratavam da alfabetização apenas de forma técnica, sem discutir sua relação com o letramento. Também foram excluídos textos que não estavam disponíveis na íntegra ou que não apresentavam contribuição significativa para responder ao problema de pesquisa. Essa seleção foi importante para evitar o uso de materiais superficiais ou pouco adequados, garantindo que a análise fosse construída com base em produções relevantes e alinhadas ao objeto investigado.
Após a seleção dos materiais, foi realizada a leitura exploratória, seguida de leitura seletiva e interpretativa. Na leitura exploratória, buscou-se identificar quais textos possuíam relação com o tema e poderiam contribuir para o desenvolvimento do estudo. Em seguida, a leitura seletiva permitiu separar os materiais mais importantes, considerando os conceitos, argumentos e contribuições de cada autor. Por fim, a leitura interpretativa possibilitou organizar as ideias centrais, comparar posicionamentos teóricos e construir uma análise voltada ao papel do professor na articulação entre alfabetização e letramento. Assim, a metodologia adotada favoreceu a construção de um estudo fundamentado, organizado e coerente com os objetivos da pesquisa.
Portanto, a metodologia bibliográfica permitiu compreender o tema de maneira aprofundada, reunindo contribuições teóricas capazes de sustentar a discussão sobre a alfabetização, o letramento e a prática docente. A pesquisa possibilitou reconhecer que o professor exerce papel essencial na formação de alunos leitores e escritores, pois sua mediação aproxima o ensino do código escrito das práticas sociais da linguagem. Desse modo, o percurso metodológico adotado contribuiu para responder ao problema de pesquisa e alcançar os objetivos propostos, oferecendo uma reflexão consistente sobre a importância de alfabetizar letrando na Educação Básica.
4. RESULTADOS E DISCUSSÕES
Por se tratar de uma pesquisa bibliográfica, os resultados apresentados neste tópico foram construídos a partir da análise dos autores utilizados no referencial teórico, buscando compreender como a literatura discute a articulação entre alfabetização e letramento na Educação Básica. De acordo com Sousa (2023), a alfabetização precisa ser compreendida como o processo de apropriação do sistema de escrita alfabética, mas não deve ser reduzida à simples memorização de letras, sílabas e palavras. A partir dessa compreensão, percebeu-se que um dos principais resultados da pesquisa é que alfabetizar exige mais do que ensinar o código escrito, pois envolve criar condições para que o estudante leia, escreva, interprete e atribua sentido ao que aprende. Assim, a alfabetização se torna mais significativa quando está vinculada às experiências reais de linguagem vividas pelos alunos.
A análise dos estudos também evidenciou que o letramento amplia o olhar sobre o ensino da leitura e da escrita, pois considera os usos sociais da linguagem em diferentes contextos. De acordo com Moura Santos et al. (2022), alfabetização e letramento são processos complementares, uma vez que o aluno precisa aprender o funcionamento da escrita e, ao mesmo tempo, compreender sua função na vida social. Esse resultado reforça que a escola não deve trabalhar a leitura e a escrita apenas como conteúdos escolares isolados, mas como práticas que permitem ao estudante participar do mundo, comunicar ideias, registrar experiências e interpretar diferentes textos. Dessa maneira, a aprendizagem passa a dialogar com a vida cotidiana, tornando-se mais próxima, humana e participativa.
Outro resultado importante refere-se ao papel do professor como mediador desse processo. De acordo com Lourenço et al. (2023), o professor exerce papel essencial na formação de alunos leitores, pois sua prática pedagógica pode aproximar a criança dos textos de forma significativa. A discussão mostra que o docente não atua apenas como transmissor de conteúdos, mas como alguém que organiza situações de aprendizagem, propõe desafios, acolhe dúvidas, valoriza os conhecimentos prévios e incentiva a construção de sentidos. Nesse sentido, alfabetizar letrando depende diretamente de uma prática docente intencional, sensível e planejada, capaz de unir o ensino do sistema de escrita às práticas sociais de leitura e produção textual.
Também foi possível observar que a formação docente aparece como elemento indispensável para fortalecer a articulação entre alfabetização e letramento. De acordo com Ferreira et al. (2024), a formação de professores alfabetizadores precisa contemplar saberes teóricos e práticos, permitindo que o docente compreenda os fundamentos do alfabetizar letrando e os aplique de forma coerente em sala de aula. Esse resultado demonstra que os desafios encontrados na alfabetização não podem ser atribuídos apenas aos alunos, pois também envolvem as condições de trabalho, os recursos disponíveis, as políticas educacionais e as oportunidades de formação continuada oferecidas aos professores. Portanto, investir na formação docente é uma necessidade para qualificar as práticas pedagógicas na Educação Básica.
A pesquisa ainda revelou que as práticas pedagógicas mais significativas são aquelas que utilizam textos reais, variados e próximos da realidade dos estudantes. De acordo com Silva et al. (2024), alfabetizar letrando nos anos iniciais envolve trabalhar com gêneros textuais diversos, como bilhetes, listas, histórias, poemas, receitas, músicas, cartazes e outros textos presentes na vida social. Esse resultado reforça que a criança aprende melhor quando percebe a função da escrita e compreende que os textos servem para comunicar, informar, emocionar, organizar e participar. Assim, atividades como leitura compartilhada, produção coletiva de textos, rodas de conversa, projetos de leitura e exploração de livros favorecem a aprendizagem de forma mais ativa e contextualizada.
A presença das tecnologias digitais também apareceu como uma possibilidade para ampliar as experiências de leitura e escrita, desde que utilizadas com planejamento pedagógico. De acordo com Mota (2026), a relação entre livros e telas pode contribuir para o letramento literário quando os recursos digitais são utilizados para aproximar os estudantes de diferentes linguagens. Isso mostra que vídeos, livros digitais, jogos educativos e histórias interativas podem enriquecer o processo de alfabetização, mas não substituem a mediação do professor. Pelo contrário, exigem ainda mais intencionalidade, para que o uso da tecnologia não se torne apenas entretenimento, mas uma ferramenta de aprendizagem, interpretação e produção de sentidos.
A discussão dos resultados também permite compreender que alfabetizar letrando contribui para a formação integral dos alunos. De acordo com Alves et al. (2022), o alfabetizar letrando favorece o desenvolvimento de habilidades cognitivas, sociais, afetivas e comunicativas, pois aproxima o estudante das práticas reais de linguagem. Isso significa que a leitura e a escrita não devem ser vistas apenas como habilidades técnicas, mas como experiências que ajudam a criança a construir autonomia, expressar sentimentos, compreender o outro e participar da sociedade. Dessa forma, a alfabetização articulada ao letramento fortalece a cidadania e amplia as possibilidades de aprendizagem ao longo da vida escolar.
Tabela 1 – Síntese dos resultados da pesquisa bibliográfica sobre alfabetização, letramento e prática docente
Aspectos analisados | Resultados encontrados na pesquisa bibliográfica | Discussão com base nos autores |
Conceito de alfabetização | A alfabetização foi compreendida como apropriação do sistema de escrita alfabética. | Sousa (2023) destaca que alfabetizar envolve ensinar o funcionamento da escrita, mas esse processo precisa ir além da decodificação. |
Conceito de letramento | O letramento apareceu como uso social da leitura e da escrita. | Moura Santos et al. (2022) afirmam que alfabetização e letramento são complementares e devem caminhar juntos na prática escolar. |
Papel do professor | O professor foi identificado como mediador essencial da aprendizagem. | Lourenço et al. (2023) mostram que a mediação docente contribui diretamente para a formação de alunos leitores. |
Formação docente | A formação do professor alfabetizador foi apontada como necessária para qualificar a prática. | Ferreira et al. (2024) defendem que alfabetizar letrando exige saberes teóricos, metodológicos e práticos. |
Práticas pedagógicas | Textos reais, gêneros textuais, leitura compartilhada e produção textual foram identificados como estratégias relevantes. | Silva et al. (2024) ressaltam que alfabetizar letrando exige práticas contextualizadas e socialmente significativas. |
Tecnologias digitais | Os recursos digitais podem ampliar o contato com diferentes linguagens. | Mota (2026) aponta que livros e telas podem favorecer experiências de leitura quando usados com intenção pedagógica. |
Formação integral | A articulação entre alfabetização e letramento contribui para autonomia, criticidade e participação social. | Alves et al. (2022) indicam que o alfabetizar letrando favorece o desenvolvimento integral do estudante. |
Desafios | Permanecem desafios ligados à formação, recursos, desigualdades e práticas descontextualizadas. | Sabino (2025) afirma que esses desafios precisam ser discutidos na formação de professores e na organização da escola. |
Fonte: Autores, 2026.
Por fim, os resultados apontam que ainda existem desafios importantes na articulação entre alfabetização e letramento, especialmente relacionados à formação docente, à desigualdade de acesso a materiais, às dificuldades de aprendizagem e à necessidade de práticas mais contextualizadas. De acordo com Sabino (2025), esses desafios precisam ser problematizados na formação de professores, pois o alfabetizar letrando exige reflexão constante sobre a realidade escolar. Assim, a pesquisa confirma que o professor tem papel decisivo na construção de uma aprendizagem mais significativa, mas também precisa de apoio institucional, formação continuada e condições adequadas de trabalho. Portanto, a articulação entre alfabetização e letramento deve ser compreendida como um compromisso coletivo da escola, voltado à formação de estudantes leitores, escritores e sujeitos capazes de produzir sentidos no mundo.
5. CONCLUSÃO
A realização deste estudo permitiu compreender que a alfabetização e o letramento são processos fundamentais e inseparáveis na Educação Básica, pois juntos possibilitam que o estudante não apenas aprenda a ler e escrever, mas também compreenda os sentidos presentes nos textos e nas diferentes práticas sociais de linguagem. Ao longo da pesquisa, foi possível perceber que alfabetizar não se resume ao ensino das letras, sílabas e palavras, embora esse aprendizado seja indispensável. A alfabetização ganha maior significado quando está articulada ao letramento, permitindo que o aluno compreenda para que se lê, para que se escreve e como a linguagem escrita participa da vida cotidiana.
O objetivo geral deste trabalho foi alcançado, pois a pesquisa analisou o papel do professor na articulação entre alfabetização e letramento na Educação Básica, evidenciando que sua atuação é essencial para tornar o processo de aprendizagem mais significativo, humano e contextualizado. O professor aparece como mediador entre o estudante e o universo da leitura e da escrita, sendo responsável por planejar práticas pedagógicas que aproximem o aluno de textos reais, de situações comunicativas concretas e de experiências que favoreçam a construção de sentidos. Assim, sua prática não deve estar limitada à transmissão de conteúdos, mas precisa envolver escuta, sensibilidade, intencionalidade e compromisso com a aprendizagem de todos.
Os objetivos específicos também foram contemplados, uma vez que o estudo permitiu compreender as diferenças e aproximações entre alfabetização e letramento, identificando que a alfabetização está mais relacionada ao domínio do sistema de escrita alfabética, enquanto o letramento diz respeito ao uso social da leitura e da escrita. Além disso, foram apresentadas práticas pedagógicas capazes de integrar esses dois processos, como leitura compartilhada, produção textual, uso de gêneros textuais, rodas de conversa, projetos de leitura e exploração de recursos digitais com finalidade pedagógica. Também foi possível refletir sobre os desafios enfrentados pelos professores, especialmente em relação à formação docente, à diversidade dos estudantes, à falta de recursos e às dificuldades de aprendizagem presentes no cotidiano escolar.
Diante do problema de pesquisa, que buscou compreender de que maneira o professor pode contribuir para a articulação entre alfabetização e letramento na Educação Básica, conclui-se que essa contribuição ocorre por meio de uma prática pedagógica planejada, reflexiva e conectada à realidade dos alunos. O professor contribui quando ensina o sistema de escrita sem afastá-lo dos usos reais da linguagem, quando valoriza os conhecimentos prévios dos estudantes, quando oferece diferentes textos e quando cria situações em que ler e escrever tenham sentido. Dessa forma, a resposta ao problema de pesquisa aponta que o professor é peça central na construção de uma alfabetização mais viva, capaz de formar leitores e escritores autônomos, críticos e participativos.
A pesquisa também evidenciou que a articulação entre alfabetização e letramento não depende apenas do esforço individual do professor, mas também de condições institucionais que favoreçam sua prática. A escola precisa oferecer apoio pedagógico, materiais adequados, espaços de formação continuada e uma organização curricular que valorize a leitura e a escrita como práticas sociais. Nesse sentido, alfabetizar letrando deve ser entendido como um compromisso coletivo, que envolve professores, equipe gestora, famílias e políticas educacionais voltadas à qualidade da aprendizagem.
Portanto, conclui-se que o tema estudado possui grande relevância educacional e social, pois discutir alfabetização e letramento é também discutir o direito dos estudantes de compreender o mundo por meio da linguagem escrita. Quando o professor articula letras e sentidos, ele não ensina apenas conteúdos escolares, mas abre caminhos para que os alunos expressem ideias, interpretem realidades, participem da sociedade e construam novas possibilidades de vida. Assim, este estudo reforça a importância de uma prática docente humanizada, intencional e comprometida com a formação integral dos estudantes na Educação Básica.
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1 Mestre em Ciência da Saúde,pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Professor do instituto Federal da Paraíba. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail.
2 Mestrado em ciências da Educação pela Universidade Educaler. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail.
3 Mestrado em ciências da Educação pela Universidade Educaler. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail.
4 Mestra em Educação pela World University Ecumenical (WUE) pela Universidade World University Ecumenical (WUE). E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail.