GERÊNCIA REGIONAL DE EDUCAÇÃO DO SERTÃO CENTRAL NO ACOMPANHAMENTO À DINÂMICA EDUCACIONAL EM SALGUEIRO, PERNAMBUCO, 2025

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REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.18365803


Janaína Maria da Silva Carvalho1
Francisco Lisboa Magalhães2


RESUMO
O presente trabalho, oriundo de uma dissertação de Mestrado, tem como objeto principal de estudo a dinâmica pedagógica das escolas jurisdicionadas da Gerência Regional de Educação do Sertão Central, que abrange oito municípios (Salgueiro, Serrita, Terra Nova Parnamirim, Verdejante, Mirandiba, São José do Belmente e Cedro) observados a partir das práticas de gerenciamento e monitoramento pedagógico desenvolvido por esta instituição educacional. O objetivo geral é descrever como a GRE-Sertão Central planeja, apoia e encaminha os processos pedagógicos das escolas sob sua competência com foco na melhoria da qualidade do ensino-aprendizagem. Os objetivos específicos que condizem em: discutir conceitos de educação e gerenciamento pedagógico com base nas unidades públicas de ensino;observar adinâmica institucional da GRE Sertão Central mediante os os problemas vividos pelas escolas; entender de que maneira as ações a desenvolvidas, através do monitoramento afetam o desempenho pedagógico das instituições escolares. A hipótese que norteia este estudo considera que esta Gerência Regional, ao desenvolver sua ações pedagógicas, pode se destacar para o aperfeiçoamento da qualidade educacional nas unidades de ensino sob sua jurisdição. A metodologia utilizada é de abordagem qualitativa com suporte em pesquisa documental, análise institucional, análise documental, entrevista com getores escolares que atuam nas escolas sob sua competência. Almeja-se que os resultados obtidos venham agregar um despertar quanto ao verdadeiro papel das Gerências Regionais de Educação na mediação entre as políticas públicas e práticas escolares que levem em consideração o fortalecimento do perfil de gestão que assume o compromisso com a educação pública de qualidade para todos.
Palavras-chave: Políticas públicas. Gerência Regional de Educação. Sertão Central. Monitoramento pedagógico.

ABSTRACT
This work, originating from a master's dissertation, focuses on the pedagogical dynamics of schools under the jurisdiction of the Sertão Central Regional Education Management (GRE-Sertão Central), which encompasses eight municipalities (Salgueiro, Serrita, Terra Nova, Parnamirim, Verdejante, Mirandiba, São José do Belmente, and Cedro). It examines these dynamics from the perspective of the management and pedagogical monitoring practices implemented by this educational institution. The overall objective is to describe how the GRE-Sertão Central plans, supports, and guides the pedagogical processes of the schools under its jurisdiction, with a focus on improving the quality of teaching and learning. Specific objectives include: discussing educational and pedagogical management concepts based on public schools; observing the institutional dynamics of the GRE-Sertão Central in light of the challenges faced by schools; and understanding how the actions implemented through monitoring affect the pedagogical performance of schools. The hypothesis guiding this study posits that this Regional Directorate, through its pedagogical actions, can distinguish itself by improving the quality of education in the schools under its jurisdiction. The methodology employed is a qualitative approach, based on documentary research, institutional analysis, and interviews with school administrators working in the schools within its jurisdiction. It is hoped that the results obtained will contribute to highlighting the true role of the Regional Directorates of Education in mediating between public policies and school practices, considering the strengthening of a leadership profile committed to quality public education for all.
Keywords: Public policies. Regional Education Management. Sertão Central. Pedagogical monitoring.

1. INTRODUÇÃO

A educação pública brasileira tem vivenciado transformações significativas nas últimas décadas, especialmente no que se refere à descentralização da gestão educacional, orientada ao fortalecimento das instâncias regionais e à aproximação entre as políticas públicas e as realidades escolares. Nesse contexto, as Gerências Regionais de Educação (GREs) assumem papel estratégico ao mediar as diretrizes da Secretaria Estadual de Educação e as demandas cotidianas das escolas, articulando ações administrativas e pedagógicas voltadas à garantia da equidade, da eficiência e da qualidade do ensino.

No estado de Pernambuco, as GREs constituem a principal estrutura responsável pelo planejamento, acompanhamento e monitoramento das ações educacionais em suas regiões. Destaca-se, nesse cenário, a Gerência Regional do Sertão Central, que abrange oito municípios com distintas realidades socioeconômicas e culturais, o que impõe desafios adicionais à gestão educacional e ao acompanhamento pedagógico das escolas jurisdicionadas. A atuação dessa instância ultrapassa funções meramente administrativas, envolvendo o monitoramento contínuo dos indicadores educacionais, o suporte às práticas pedagógicas e o fortalecimento de uma gestão participativa junto às unidades escolares.

Compreender a dinâmica de atuação da GRE Sertão Central implica analisar como suas ações impactam, direta ou indiretamente, o processo educativo e a consolidação de práticas institucionais voltadas à melhoria da aprendizagem. A descentralização administrativa, conforme orientam as políticas educacionais vigentes, amplia a autonomia das instâncias regionais, ao mesmo tempo em que intensifica suas responsabilidades no alinhamento entre metas estaduais e contextos escolares locais, contribuindo para a valorização docente e para a construção de ambientes educacionais mais democráticos e inclusivos.

Parte-se do entendimento de que o processo educacional extrapola o espaço físico da escola, sendo sustentado por uma rede de relações organizacionais que orientam e dão suporte às práticas pedagógicas. Nesse sentido, as Gerências Regionais exercem função essencial como instâncias articuladoras das políticas públicas educacionais, atuando no acompanhamento, na supervisão e no apoio às escolas, desde questões estruturais até a melhoria dos resultados educacionais. Conforme destaca Dourado (2019, p. 63), “a gestão educacional constitui um campo estratégico na efetivação das políticas públicas e na busca pela qualidade da educação”.

Diante disso, este estudo tem como objetivo analisar como a atuação da Gerência Regional de Educação do Sertão Central contribui para o aperfeiçoamento do processo educativo das escolas sob sua jurisdição. O problema de pesquisa que orienta a investigação consiste em compreender se a GRE Sertão Central dispõe de mecanismos eficazes de acompanhamento gerencial capazes de promover a qualidade educacional e a melhoria dos indicadores de desempenho das escolas públicas jurisdicionadas.

A hipótese que orienta o estudo é que a atuação gerencial da GRE, ao articular planejamento, monitoramento pedagógico e formação continuada, configura-se como elemento central na promoção da qualidade educacional e no fortalecimento das práticas pedagógicas das escolas acompanhadas. Metodologicamente, a pesquisa adota uma abordagem qualitativa, fundamentada em pesquisa documental, análise institucional e entrevistas com gestores escolares das unidades jurisdicionadas à GRE Sertão Central. Essa abordagem possibilita compreender os significados atribuídos pelos sujeitos às práticas de gestão educacional, conforme preconiza Minayo (2021).

Assim, ao analisar a atuação da Gerência Regional do Sertão Central, esta pesquisa busca evidenciar o papel das instâncias regionais como mediadoras das políticas públicas educacionais e como agentes estratégicos no fortalecimento da educação pública, contribuindo para a consolidação de práticas de gestão mais democráticas, integradas e sensíveis às realidades locais.

2. EDUCAÇÃO, GESTÃO INSTITUCIONAL E DESAFIOS GERENCIAIS NO CONTEXTO PERNAMBUCANO

A educação constitui um processo social, histórico e formativo que ultrapassa a mera transmissão de conteúdos, assumindo o compromisso com o desenvolvimento crítico, reflexivo e emancipatório dos sujeitos. Nesse sentido, diferentes concepções de educação dialogam entre si, desde a perspectiva formativa e adaptativa, associada à ideia de educare, até a dimensão emancipatória e libertadora, vinculada ao conceito de educere. Conforme destaca Saviani (2008), educar envolve nutrir e formar o indivíduo para sua inserção social, enquanto Rousseau (2009) e, posteriormente, Paulo Freire (1996), enfatizam a educação como processo de autonomia, diálogo e construção do conhecimento.

Essa compreensão amplia o papel da escola e dos profissionais da educação, exigindo práticas pedagógicas articuladas a uma gestão institucional capaz de responder às demandas contemporâneas. A educação do século XXI requer uma gestão democrática, participativa e orientada para a aprendizagem, em consonância com os princípios da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que concebe a formação integral como eixo estruturante da educação básica (Brasil, 2018). Nesse contexto, gerir educação implica planejar, acompanhar e avaliar processos pedagógicos e administrativos de forma integrada, superando modelos burocráticos e centralizadores.

Autores como Paro (2018) e Lück (2019; 2021) destacam que a gestão educacional deve ser compreendida como um processo coletivo, fundamentado na participação da comunidade escolar e no fortalecimento de uma cultura institucional colaborativa. O gestor educacional deixa de ser apenas um executor de normas para assumir o papel de liderança pedagógica, articulando pessoas, promovendo o engajamento coletivo e utilizando dados educacionais como subsídios para a tomada de decisões. Conforme Libâneo (2020), o uso estratégico de indicadores de desempenho deve estar a serviço da equidade e da qualidade social da educação, evitando práticas meramente classificatórias.

No estado de Pernambuco, a descentralização da gestão educacional materializa-se por meio das GREs, que atuam como instâncias intermediárias entre a Secretaria Estadual de Educação e as escolas. As GREs desempenham funções administrativas e pedagógicas fundamentais, envolvendo o acompanhamento das matrículas, infraestrutura, recursos humanos, alimentação escolar, transporte, além do monitoramento pedagógico, da formação continuada e da análise dos resultados das avaliações externas, como IDEPE, IDEB e SAEPE (Lück, 2019; Paro, 2015).

Essa atuação mediadora é essencial para garantir que as políticas públicas educacionais sejam implementadas de forma contextualizada, considerando as especificidades socioeconômicas, culturais e territoriais das diferentes regiões do estado. Estudos apontam que a proximidade das GREs com as escolas favorece a identificação de fragilidades, o fortalecimento das práticas pedagógicas e a socialização de experiências exitosas, contribuindo para a construção de redes colaborativas de aprendizagem (Barbosa; Cruz, 2021; Costa; Almeida, 2022).

Apesar dos avanços observados nos indicadores educacionais de Pernambuco, especialmente no Ensino Médio, persistem desafios estruturais e gerenciais significativos. Entre eles, destacam-se as desigualdades regionais, a insuficiência de infraestrutura escolar, a limitação de recursos humanos, a dificuldade de acesso às tecnologias digitais e a fragilidade da formação continuada dos docentes, sobretudo no interior do estado. Conforme Gatti (2019), a melhoria da qualidade da educação pública depende de uma construção institucional sólida, baseada em planejamento estratégico, continuidade das políticas e valorização dos profissionais da educação.

Os impactos da pandemia da COVID-19 intensificaram esses desafios, evidenciando lacunas no acesso digital, no planejamento de contingência e no apoio psicossocial a estudantes e professores. Embora Pernambuco tenha adotado estratégias emergenciais para mitigar os efeitos da crise sanitária, os dados educacionais revelam perdas significativas de aprendizagem, especialmente em Matemática, e aumento das desigualdades educacionais (Todos Pela Educação, 2021). Nesse cenário, torna-se imprescindível que os indicadores educacionais sejam utilizados como instrumentos diagnósticos e formativos, orientando intervenções pedagógicas contextualizadas, conforme defende Freitas (2018; 2021).

A análise dos resultados do IDEPE, IDEB e SAEPE evidencia avanços no rendimento escolar, com maior permanência dos estudantes no sistema, mas revela que esses progressos nem sempre se traduzem em ganhos equivalentes de aprendizagem. Conforme argumenta Libâneo (2019), o sucesso escolar deve ser compreendido não apenas pela permanência, mas, sobretudo, pela aprendizagem significativa. Assim, políticas educacionais orientadas por resultados precisam estar articuladas a ações estruturantes que considerem as desigualdades sociais e regionais, conforme ressalta Ferraz (2022).

Diante desse contexto, as Gerências Regionais de Educação assumem papel estratégico no fortalecimento da gestão educacional, ao articular dimensões administrativas e pedagógicas, promover a escuta ativa das escolas e adaptar as políticas públicas às realidades locais. A flexibilidade institucional, o diálogo com as comunidades e a valorização das especificidades culturais, como nos casos de comunidades indígenas e quilombolas, configuram-se como competências indispensáveis à atuação das GREs (Costa; Mendes, 2021).

Conclui-se que os desafios gerenciais e educacionais de Pernambuco não se restringem a aspectos técnicos, mas envolvem escolhas políticas, planejamento de longo prazo e fortalecimento da gestão democrática. O enfrentamento dessas questões requer a integração entre Estado, GREs, escolas e comunidade, com foco na equidade, na qualidade social da educação e na garantia do direito à aprendizagem para todos.

3. AÇÃO INSTITUCIONAL DAS GERÊNCIAS REGIONAIS DE EDUCAÇÃO EM PERNAMBUCO

A política educacional do estado de Pernambuco estrutura-se a partir de um modelo descentralizado de gestão, no qual as Gerências Regionais de Educação (GREs) atuam como instâncias intermediárias entre a Secretaria Estadual de Educação e as unidades escolares. Esse arranjo institucional tem como finalidade aproximar as políticas públicas das realidades locais, assegurando o acesso, a permanência e a melhoria da qualidade da educação básica, conforme estabelecido pela legislação estadual vigente (Pernambuco, 2025).

A Secretaria Estadual de Educação organiza-se por meio de secretarias executivas responsáveis por áreas estratégicas como gestão da rede, acompanhamento pedagógico, formação docente, articulação municipal, infraestrutura escolar e administração financeira. Essa estrutura tem como objetivo subsidiar o funcionamento das GREs, que operam como suporte técnico, pedagógico e administrativo às escolas, articulando a implementação das políticas educacionais estaduais em nível regional. Conforme destaca Gatti (2019), a efetividade das políticas educacionais depende da forma como são operacionalizadas nas instâncias intermediárias, responsáveis por traduzir diretrizes normativas em práticas escolares concretas.

Nesse contexto, as GREs assumem papel central na coordenação da gestão por resultados adotada pelo estado, especialmente por meio do acompanhamento de indicadores de desempenho como o Índice de Desenvolvimento da Educação de Pernambuco (IDEPE) e os resultados do Sistema de Avaliação Educacional de Pernambuco (SAEPE). Pernambuco encontra-se atualmente dividido em 16 Gerências Regionais de Educação, cada uma responsável por um conjunto de municípios e unidades escolares, o que possibilita a adoção de ações contextualizadas, sensíveis às especificidades territoriais, sociais e econômicas das diferentes regiões.

O acompanhamento pedagógico constitui uma das principais atribuições das GREs, sendo compreendido como um processo contínuo de orientação, supervisão e apoio às práticas docentes e à gestão escolar. O SAEPE, aplicado de forma sistemática desde 2008, configura-se como instrumento fundamental para o diagnóstico das aprendizagens em Língua Portuguesa e Matemática, orientando intervenções pedagógicas e a formulação de políticas públicas educacionais. Conforme Oliveira e Silva (2021), a leitura qualificada dos indicadores pelas GREs favorece a identificação de fragilidades e potencialidades das escolas, promovendo uma cultura de monitoramento contínuo.

Associada a esse modelo de avaliação, a política de Bônus de Desempenho Educacional (BDE) representa uma estratégia de incentivo à melhoria dos resultados educacionais, vinculando metas de desempenho ao reconhecimento financeiro dos profissionais da educação. Embora essa política contribua para o fortalecimento da gestão por resultados, autores como Moura (2020) alertam que mecanismos de bonificação, isoladamente, não são suficientes para enfrentar desigualdades estruturais que impactam a aprendizagem, exigindo ações articuladas de formação continuada, infraestrutura e apoio pedagógico.

Entre as políticas educacionais implementadas no estado, destaca-se também o Programa Ganhe o Mundo, que amplia as oportunidades educacionais de estudantes da rede pública por meio de intercâmbios internacionais, contribuindo para o protagonismo juvenil e a redução das desigualdades de acesso a experiências formativas historicamente restritas à rede privada. Estudos indicam que programas dessa natureza fortalecem a permanência escolar e ampliam as perspectivas acadêmicas e profissionais dos estudantes (Pereira; Santos, 2021).

Apesar dos avanços observados nos indicadores educacionais, sobretudo nos anos iniciais e na expansão do ensino integral, persistem desafios significativos no âmbito da atuação das GREs. Entre eles, destacam-se a insuficiência de autonomia administrativa e financeira, a escassez de equipes técnicas qualificadas, a alta rotatividade de gestores e as dificuldades na utilização pedagógica dos dados educacionais. Conforme Lück (2019), a ausência de uma cultura consolidada de uso dos dados para a tomada de decisão pedagógica limita o potencial formativo das avaliações em larga escala.

Além disso, a interpretação dos indicadores educacionais demanda formação técnica específica, capaz de articular os dados quantitativos às realidades sociais e territoriais das escolas. Freitas (2018) ressalta que o uso crítico dos dados é condição indispensável para que a avaliação cumpra sua função diagnóstica e emancipatória, orientando intervenções pedagógicas eficazes e equitativas.

Dessa forma, as Gerências Regionais de Educação configuram-se como atores estratégicos no fortalecimento da qualidade do ensino em Pernambuco, ao mediar políticas públicas, apoiar a gestão escolar e promover o acompanhamento pedagógico. O aprimoramento de sua atuação exige investimento contínuo em formação técnica, fortalecimento institucional e ampliação da autonomia, de modo a consolidar uma gestão educacional democrática, orientada por dados e comprometida com a equidade e o direito à aprendizagem.

4. AÇÕES, FORMAÇÃO E ACOMPANHAMENTO GERENCIAL DA GRE DO SERTÃO CENTRAL

A Gerência Regional de Educação do Sertão Central (GRE Sertão Central), vinculada à Secretaria Estadual de Educação de Pernambuco, atua como instância estratégica na implementação e no acompanhamento das políticas públicas educacionais junto às escolas jurisdicionadas. Sua atuação tem como finalidade assegurar o acesso, a permanência e a qualidade social da educação, articulando ações pedagógicas, administrativas e formativas de forma contextualizada às especificidades regionais.

No âmbito do acompanhamento pedagógico, destaca-se a implementação do projeto GRE Integração, que promove visitas sistemáticas às unidades escolares com foco no monitoramento do ensino-aprendizagem e na orientação das equipes gestoras e docentes. Esse acompanhamento supera a lógica da fiscalização administrativa, assumindo um caráter formativo, dialógico e colaborativo, conforme defende Lima (2020), ao enfatizar que a supervisão escolar, quando realizada de forma participativa, constitui instrumento potente de transformação da prática educativa.

Entre as ações desenvolvidas, incluem-se o planejamento pedagógico in loco, a elaboração de simulados regionais nas áreas de Língua Portuguesa e Matemática, projetos voltados à melhoria do desempenho discente, como o REDASC (Redação do Sertão Central), e iniciativas de mobilização estudantil, a exemplo do ENEM 100%, que visa ampliar a participação dos estudantes no Exame Nacional do Ensino Médio. Tais ações são articuladas ao acompanhamento sistemático dos resultados das avaliações externas, como SAEPE, SAEB e ENEM, utilizados como instrumentos diagnósticos para subsidiar intervenções pedagógicas.

A GRE Sertão Central também desenvolve ações voltadas à promoção da gestão democrática e do protagonismo juvenil, com destaque para o incentivo à reativação e fortalecimento dos Grêmios Estudantis, em consonância com a Lei nº 7.398/1985. A atuação dos grêmios contribui para a formação cidadã dos estudantes, fortalecendo valores como participação, autonomia e responsabilidade social, conforme ressaltam Lima (2019) e Dayrell (2019).

Diante dos impactos da pandemia da COVID-19, a Gerência implementou estratégias específicas para enfrentar as defasagens de aprendizagem, como o projeto Estagiários em Ação, que realizou avaliações diagnósticas em escolas prioritárias. Conforme apontam Koslinski e Andrade (2021), a crise sanitária intensificou desigualdades educacionais já existentes, exigindo respostas institucionais baseadas em diagnóstico, acompanhamento e intervenção pedagógica.

No campo da inclusão e da equidade, a GRE Sertão Central desenvolve ações voltadas à promoção de um clima escolar acolhedor, à garantia de direitos e ao respeito à diversidade. Destacam-se iniciativas como a criação da Comissão Permanente do Direito do Estudante (CPDE), ações formativas sobre convivência escolar, busca ativa de estudantes em risco de evasão e projetos voltados à Educação de Jovens e Adultos (EJA), Educação Indígena e Educação Quilombola. Conforme Siqueira (2024), a inclusão escolar pressupõe o reconhecimento das diferenças como condição para a igualdade de oportunidades educacionais.

A formação continuada constitui eixo estruturante da atuação da GRE Sertão Central, abrangendo docentes, gestores e equipes administrativas. A formação docente é desenvolvida de forma híbrida, presencial e on-line, contemplando diferentes áreas do conhecimento e modalidades de ensino. Fundamentada em metodologias ativas, essa política formativa busca articular teoria e prática, promovendo a reflexão crítica sobre o fazer pedagógico, conforme defendem Tardif (2014) e Bacich e Moran (2018). As ações formativas são orientadas pelas diretrizes estaduais, especialmente pela Instrução Normativa nº 01/2024, e consideram as especificidades da Educação do Campo, Indígena, Quilombola e da EJA.

No que se refere à formação de gestores escolares, a GRE desenvolve encontros formativos, cursos de aperfeiçoamento e parcerias com instituições de ensino superior, como a UFRPE e o IF Sertão. Essas ações visam fortalecer a liderança pedagógica, a gestão democrática e a tomada de decisão baseada em dados, conforme destaca Lück (2019). A valorização da troca de experiências entre gestores e o fortalecimento de redes colaborativas configuram-se como estratégias centrais desse processo formativo.

A formação administrativa, por sua vez, direciona-se ao aprimoramento da gestão escolar, abordando aspectos relacionados à gestão de pessoas, recursos financeiros e processos burocráticos. Conforme Oliveira e Souza (2018) e Silva (2022), a formação administrativa em educação deve ser compreendida como prática social e ética, integrada ao projeto pedagógico da escola e orientada pela transparência e pela eficiência.

O acompanhamento gerencial da GRE Sertão Central orienta-se por metas qualitativas e quantitativas que buscam elevar os indicadores educacionais, fortalecer a participação da comunidade escolar e consolidar uma gestão educacional eficiente e equitativa. Essas metas articulam-se a eixos como fortalecimento de parcerias interinstitucionais, melhoria dos resultados em avaliações externas, ampliação das matrículas, aumento da frequência escolar e consolidação do protagonismo juvenil. Conforme ressaltam Lück (2014; 2019) e Libâneo (2018), a gestão educacional de qualidade requer o uso estratégico dos indicadores educacionais, aliado a práticas democráticas e inclusivas.

Conclui-se que a atuação da Gerência Regional de Educação do Sertão Central evidencia um modelo de gestão que integra acompanhamento pedagógico, formação continuada e monitoramento gerencial, orientado pela equidade, pela participação e pela melhoria da aprendizagem. Embora persistam desafios relacionados às desigualdades regionais e às limitações estruturais, as ações desenvolvidas pela GRE configuram-se como elementos fundamentais para a consolidação de políticas públicas educacionais contextualizadas e comprometidas com o direito à educação de qualidade.

5. METODOLOGIA

A pesquisa caracteriza-se como um estudo de natureza descritiva, com abordagem quantitativa, voltado à análise da dinâmica de monitoramento pedagógico desenvolvida pela Gerência Regional de Educação do Sertão Central, no estado de Pernambuco. O estudo busca compreender como as ações de acompanhamento pedagógico da GRE se articulam com a gestão escolar, visando à melhoria dos indicadores educacionais das escolas jurisdicionadas.

A investigação fundamenta-se na concepção de pesquisa como instrumento de produção de conhecimento e transformação da prática educativa, conforme destaca Demo (2015), ao compreender a pesquisa como um processo que articula teoria e prática e contribui para a formação de sujeitos críticos e intervenientes na realidade educacional.

O campo empírico da pesquisa foi a Gerência Regional de Educação do Sertão Central, sediada no município de Salgueiro-PE, responsável pela coordenação pedagógica e administrativa das escolas estaduais distribuídas em oito municípios da região. A GRE-SC desempenha papel estratégico na mediação entre as políticas educacionais do nível central e as realidades locais das unidades escolares, conforme aponta Lück (2009).

Participaram da pesquisa 30 gestores escolares, sendo 26 gestores selecionados por meio de processo seletivo público, um gestor indicado pela comunidade quilombola e três coordenadores indígenas indicados pelas lideranças das comunidades. Os participantes atuam em escolas estaduais de diferentes modalidades, incluindo ensino regular, integral, técnico, educação de jovens e adultos, escolas quilombolas e indígenas, todas jurisdicionadas à GRE Sertão Central.

A coleta de dados foi realizada por meio de um questionário estruturado, composto por 20 questões fechadas de múltipla escolha, aplicado aos gestores escolares. O instrumento teve como objetivo investigar a percepção dos participantes acerca da parceria entre a GRE Sertão Central e as unidades escolares, especialmente no que se refere ao monitoramento pedagógico e às ações voltadas à melhoria dos indicadores educacionais.

O questionário foi aplicado de forma online, por meio da plataforma Google Forms, possibilitando maior agilidade, padronização das respostas e alcance dos participantes. Esse tipo de instrumento é amplamente utilizado em pesquisas educacionais por permitir a obtenção de dados objetivos, de fácil tabulação e análise estatística (Gil, 2019; Lakatos; Marconi, 2017).

Os dados coletados foram organizados e analisados de forma quantitativa, por meio da consolidação das respostas e apresentação em gráficos, acompanhados de análise interpretativa. A utilização de questões fechadas possibilitou a comparação dos dados e maior confiabilidade dos resultados, conforme defendem Sampieri, Collado e Lucio (2013).

6. ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

A análise dos dados revelou que os gestores escolares participantes da pesquisa apresentam significativa experiência profissional, com predominância de tempo de atuação superior a dez anos. Esse dado confere maior consistência às respostas, uma vez que a experiência acumulada favorece uma compreensão mais aprofundada dos processos pedagógicos e administrativos vivenciados nas instituições escolares. Conforme destaca Tardif (2014), os saberes profissionais são construídos ao longo da prática e constituem elemento central na qualificação da ação docente e da gestão educacional.

Os resultados evidenciam uma atuação sistemática da Gerência Regional de Educação do Sertão Central no acompanhamento das escolas, especialmente por meio de visitas técnicas, monitoramentos frequentes e ações de apoio pedagógico contínuo. A maioria dos gestores reconhece a presença ativa dos técnicos da Gerência no cotidiano escolar, o que aponta para uma relação institucional próxima, colaborativa e orientada para a melhoria dos processos de ensino e aprendizagem. Essa constatação converge com as reflexões de Lück (2018), ao afirmar que a regularidade do acompanhamento fortalece o engajamento coletivo, a previsibilidade das ações e a coesão institucional.

No que se refere ao planejamento pedagógico, os dados indicam que a GRE atua como parceira estratégica das escolas, contribuindo de forma decisiva para a articulação das ações pedagógicas. As devolutivas realizadas após avaliações diagnósticas e externas, bem como o apoio na análise de indicadores educacionais, como SAEB, SAEPE e IDEB, são percebidos como práticas consolidadas. Essa atuação favorece a tomada de decisões pedagógicas fundamentadas em dados, reforçando uma perspectiva de gestão educacional integrada e cooperativa, conforme defendido por Lück (2019).

Outro aspecto de destaque refere-se à qualidade da comunicação institucional entre as escolas e a GRE. A maioria dos gestores considera a comunicação fluida e constante, o que fortalece o alinhamento entre as instâncias administrativas e pedagógicas. De acordo com Paro (2001), a existência de canais permanentes de diálogo é condição essencial para a efetivação de uma gestão democrática, pois possibilita a participação, a transparência e a corresponsabilidade nas decisões educacionais.

Os resultados também evidenciam elevado engajamento dos gestores nas formações continuadas promovidas pela GRE, com participação integral sempre que ofertadas. Esse dado demonstra o reconhecimento da formação continuada como eixo estruturante do desenvolvimento profissional e da melhoria das práticas pedagógicas. Conforme argumenta Gatti (2009), os processos formativos contínuos favorecem a reflexão crítica sobre a prática e contribuem para o aprimoramento do trabalho docente e da gestão escolar.

Observou-se ainda que práticas como o registro sistemático de dados de aprendizagem, a elaboração de planos de ação e o acompanhamento posterior das ações pedagógicas estão amplamente institucionalizadas. A maioria dos participantes reconhece impactos positivos dessas ações no cotidiano escolar, o que indica coerência entre planejamento, execução e avaliação. Nesse sentido, o acompanhamento pedagógico se consolida como elemento central para a melhoria da qualidade do ensino, conforme ressaltam Libâneo (2015) e Dourado (2019), ao enfatizarem a importância de uma gestão orientada por princípios democráticos e participativos.

De modo geral, os resultados apontam que a GRE Sertão Central ultrapassa uma lógica de supervisão burocrática, assumindo um papel formativo, articulador e mediador das políticas públicas educacionais. A instituição se configura como um espaço de aprendizagem institucional, no qual as relações de parceria, o diálogo e a corresponsabilização fortalecem o protagonismo dos gestores escolares e a construção coletiva de soluções pedagógicas.

Por fim, a análise empírica permite afirmar que, mesmo diante de desafios estruturais e contextuais, a GRE Sertão Central tem avançado na consolidação de uma gestão democrática e participativa, pautada no acompanhamento pedagógico, na formação continuada e no uso qualificado de dados educacionais. Essas práticas contribuem de forma significativa para o fortalecimento da educação pública e para a melhoria dos processos de ensino e aprendizagem no contexto regional.

7. CONSIDERAÇÕES FINAIS

A presente pesquisa permitiu compreender que a Gerência Regional de Educação do Sertão Central de Pernambuco desempenha papel estratégico na condução, acompanhamento e avaliação das políticas públicas educacionais no território sob sua jurisdição. Os resultados evidenciam que sua atuação extrapola a dimensão administrativa, assumindo funções mediadoras, formativas e pedagógicas fundamentais para o fortalecimento da educação pública.

Ao longo do estudo, observou-se que a GRE atua como instância articuladora entre a Secretaria Estadual de Educação e as escolas, contribuindo para a descentralização das ações e para a aproximação das políticas educacionais às realidades locais. Essa atuação se manifesta por meio de ações de monitoramento pedagógico, visitas técnicas, assessoramento às equipes gestoras e apoio à análise de indicadores educacionais, configurando um modelo de gestão pautado no diálogo e na corresponsabilização.

Os achados indicam que a dinâmica gerencial da GRE do Sertão Central se fundamenta em princípios de gestão democrática e participativa, favorecendo a autonomia das escolas e o fortalecimento das práticas pedagógicas. Contudo, o estudo também revelou desafios persistentes, especialmente relacionados à infraestrutura, à ampliação do acompanhamento pedagógico individualizado e à necessidade de fortalecimento das ações formativas, sobretudo em escolas localizadas em áreas rurais ou de difícil acesso.

De modo geral, conclui-se que a GRE do Sertão Central tem avançado na consolidação de uma cultura de gestão orientada por resultados, baseada no uso de dados educacionais, na avaliação contínua e no fortalecimento da formação de gestores e coordenadores pedagógicos. Sua atuação se configura como elemento essencial para a efetivação das políticas públicas educacionais e para a garantia do direito à aprendizagem, ainda que demande investimentos contínuos para o enfrentamento dos desafios estruturais existentes.

Com base nos resultados da pesquisa, recomenda-se o fortalecimento das Gerências Regionais de Educação como instâncias estratégicas de articulação entre a gestão central e as realidades escolares locais. É fundamental que as políticas públicas estaduais reconheçam a GRE como agente formador e mediador das ações pedagógicas, ampliando sua estrutura técnica e administrativa.

Destaca-se a necessidade de investimentos contínuos na formação dos gestores e técnicos das GREs, com foco em gestão democrática, liderança pedagógica e uso pedagógico de dados educacionais. A qualificação profissional é condição essencial para que a atuação regional ultrapasse a lógica burocrática e contribua efetivamente para a melhoria da aprendizagem.

Recomenda-se, ainda, a ampliação do suporte técnico-pedagógico às escolas situadas em áreas rurais e de difícil acesso, garantindo maior equidade no acompanhamento escolar. O uso de tecnologias digitais pode se constituir como estratégia relevante para potencializar o monitoramento pedagógico, ampliar o alcance das formações e fortalecer a comunicação entre GRE e escolas.

Outra recomendação refere-se ao fortalecimento de parcerias institucionais entre as GREs e as universidades públicas, visando ao desenvolvimento de pesquisas aplicadas, ações de extensão e metodologias inovadoras de acompanhamento educacional. Essa aproximação entre teoria e prática pode contribuir para a qualificação das políticas públicas e para a inovação na gestão educacional.

Por fim, sugere-se que estudos futuros aprofundem a análise da relação entre gestão regional e aprendizagem escolar, investigando de forma mais sistemática os impactos das decisões tomadas pelas GREs nos resultados educacionais. Tal aprofundamento poderá subsidiar a consolidação de um modelo de gestão educacional baseado em evidências, comprometido com a qualidade, a equidade e a transformação social.

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1 Autora. Mestra em Ciências da Educação. Universidade Del Sol (UNADES). E-mail: [email protected].

2 Orientador. Doutor em Filosofia Contemporânea. Universidade de Coimbra, Portugal. E-mail: [email protected].