FERRAMENTAS TECNOLÓGICAS COMO SUPORTE PEDAGÓGICO PARA PRÁTICAS INCLUSIVAS NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL

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REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.18637510


Elizabeth Mônica da Silva Gomes1


RESUMO
O avanço das tecnologias digitais tem provocado transformações significativas no campo educacional, especialmente no que se refere à construção de práticas pedagógicas inclusivas nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Nesse contexto, as ferramentas tecnológicas configuram-se como importantes aliadas no processo de ensino e aprendizagem, contribuindo para a criação de ambientes mais acessíveis, interativos e adaptáveis às diferentes necessidades dos estudantes. O presente artigo tem como objetivo analisar o papel das tecnologias digitais como suporte pedagógico para práticas inclusivas, destacando a importância da mediação docente e dos saberes profissionais na utilização desses recursos.A educação inclusiva pressupõe o reconhecimento das diferenças e a garantia de acesso, participação e aprendizagem para todos os alunos, incluindo aqueles com dificuldades de aprendizagem ou transtornos do neurodesenvolvimento. As tecnologias digitais, como softwares educativos, plataformas interativas, jogos pedagógicos e recursos multimídia, possibilitam a diversificação de metodologias, a personalização do ensino e a superação de barreiras que dificultam o acesso ao currículo. No entanto, a efetividade dessas ferramentas depende da atuação consciente e reflexiva do professor, que deve selecionar, adaptar e mediar os recursos tecnológicos de acordo com os objetivos pedagógicos e as necessidades dos estudantes.O estudo destaca que a integração das tecnologias às práticas inclusivas exige formação continuada, planejamento pedagógico intencional e mobilização dos saberes docentes. Assim, conclui-se que as tecnologias digitais, quando articuladas a práticas pedagógicas fundamentadas e inclusivas, contribuem para a promoção da equidade, da participação e da aprendizagem significativa, fortalecendo a construção de uma escola mais democrática e acessível a todos.
Palavras-chave: Tecnologias Digitais; Educação Inclusiva; Práticas Pedagógicas; Anos Iniciais Do Ensino Fundamental; Saberes Docentes.

ABSTRACT
The advancement of digital technologies has brought significant transformations to the educational field, especially regarding the development of inclusive pedagogical practices in the early years of Elementary Education. In this context, technological tools have become important allies in the teaching and learning process, contributing to the creation of more accessible, interactive, and adaptable learning environments that meet the diverse needs of students. This article aims to analyze the role of digital technologies as pedagogical support for inclusive practices, highlighting the importance of teacher mediation and professional knowledge in the use of these resources.Inclusive education presupposes the recognition of differences and the guarantee of access, participation, and learning for all students, including those with learning difficulties or neurodevelopmental disorders. Digital technologies, such as educational software, interactive platforms, pedagogical games, and multimedia resources, enable the diversification of methodologies, the personalization of teaching, and the overcoming of barriers that hinder access to the curriculum. However, the effectiveness of these tools depends on the conscious and reflective performance of teachers, who must select, adapt, and mediate technological resources according to pedagogical objectives and students’ needs.The study highlights that the integration of technologies into inclusive practices requires continuous teacher training, intentional pedagogical planning, and the mobilization of teaching knowledge. Thus, it is concluded that digital technologies, when articulated with well-founded and inclusive pedagogical practices, contribute to the promotion of equity, participation, and meaningful learning, strengthening the construction of a more democratic and accessible school for all.
Keywords: Digital Technologies; Inclusive Education; Pedagogical Practices; Early Years of Elementary Education; Teaching Knowledge.

Introdução

O avanço das tecnologias digitais tem provocado transformações profundas na sociedade contemporânea e, de maneira particular, no campo educacional. A presença cada vez mais constante de dispositivos tecnológicos, plataformas digitais e ambientes virtuais de aprendizagem vem modificando as formas de ensinar, aprender e interagir no espaço escolar. Esse cenário tem impulsionado a necessidade de repensar práticas pedagógicas tradicionais e de construir propostas educativas que dialoguem com as demandas de uma sociedade conectada, diversa e em constante transformação. Nesse contexto, a incorporação das tecnologias digitais à educação não se limita à modernização de recursos didáticos, mas envolve a criação de ambientes de aprendizagem mais dinâmicos, interativos e, sobretudo, inclusivos.

Nos anos iniciais do Ensino Fundamental, essa discussão assume relevância ainda maior, pois essa etapa corresponde a um período decisivo na formação acadêmica, social e emocional das crianças. É nesse momento que se consolidam competências fundamentais, como leitura, escrita, raciocínio lógico, autonomia, criatividade e habilidades de convivência. Além disso, é durante os primeiros anos da escolarização que se estabelecem as bases para o desenvolvimento da autoestima e da relação do estudante com o conhecimento e com o ambiente escolar. Dessa forma, a construção de práticas pedagógicas que considerem as diferenças individuais e promovam a participação de todos os alunos torna-se essencial para garantir uma trajetória escolar significativa e bem-sucedida.

Diante desse cenário, as ferramentas tecnológicas emergem como importantes aliadas no processo de ensino e aprendizagem. Recursos digitais como softwares educativos, plataformas interativas, jogos pedagógicos, aplicativos de leitura e escrita, objetos digitais de aprendizagem e ambientes virtuais colaborativos oferecem possibilidades de diversificação metodológica e de ampliação das estratégias de ensino. Tais ferramentas permitem que o professor explore diferentes linguagens, como a visual, a sonora e a audiovisual, favorecendo a compreensão de conteúdos e estimulando o engajamento dos estudantes. Além disso, a tecnologia possibilita a personalização do ensino, permitindo que atividades e conteúdos sejam adaptados de acordo com o ritmo e as necessidades de cada aluno.

No âmbito da educação inclusiva, o uso das tecnologias digitais apresenta potencial significativo para promover a equidade e a participação. A inclusão escolar pressupõe o reconhecimento das diferenças e o compromisso com a garantia de acesso, permanência e aprendizagem para todos os estudantes, independentemente de suas condições físicas, cognitivas, sociais ou emocionais. Assim, a escola inclusiva deve organizar-se de modo a atender à diversidade, oferecendo oportunidades reais de desenvolvimento e aprendizagem para cada aluno. Nesse sentido, as tecnologias digitais podem contribuir para a eliminação de barreiras que dificultam o acesso ao currículo, favorecendo a acessibilidade e a participação ativa dos estudantes no processo educativo.

Recursos tecnológicos como leitores de tela, aplicativos de apoio à leitura, plataformas adaptativas, jogos educativos e ferramentas de organização cognitiva ampliam as possibilidades de participação de alunos com dificuldades de aprendizagem ou transtornos do neurodesenvolvimento, como dislexia, TDAH, autismo e discalculia. Esses recursos oferecem múltiplas formas de representação, expressão e engajamento, permitindo que os estudantes acessem o conhecimento por diferentes caminhos. Dessa forma, a tecnologia pode atuar como mediadora do processo de aprendizagem, possibilitando a construção de experiências educativas mais acessíveis e significativas.

Entretanto, é importante destacar que a simples presença de tecnologias no ambiente escolar não garante a efetivação de práticas inclusivas. A eficácia do uso desses recursos depende, fundamentalmente, da mediação pedagógica realizada pelo professor. Cabe ao docente selecionar, adaptar e integrar as ferramentas tecnológicas de maneira intencional e alinhada aos objetivos de aprendizagem e às necessidades dos estudantes. Isso exige não apenas domínio técnico, mas também sensibilidade pedagógica, reflexão crítica e capacidade de planejar estratégias que promovam a participação de todos os alunos. Nesse sentido, os saberes docentes assumem papel central na construção de práticas pedagógicas inclusivas mediadas pelas tecnologias digitais.

A atuação do professor como mediador do uso das tecnologias implica compreender que esses recursos devem ser utilizados de forma contextualizada e significativa, evitando o uso meramente instrumental ou ilustrativo. É necessário que o docente identifique as potencialidades de cada ferramenta e avalie sua adequação às características da turma e aos objetivos pedagógicos propostos. Além disso, a mediação docente envolve a criação de situações de aprendizagem que estimulem a colaboração, a autonomia e o protagonismo dos estudantes, promovendo um ambiente educativo que valorize a diversidade e o respeito às diferenças.

Nesse contexto, a formação continuada de professores torna-se um elemento fundamental para a efetivação de práticas pedagógicas inclusivas mediadas pelas tecnologias digitais. A constante atualização profissional possibilita ao docente ampliar seus conhecimentos sobre recursos tecnológicos, metodologias ativas e estratégias de inclusão, além de favorecer a reflexão sobre sua própria prática. A formação deve contemplar não apenas aspectos técnicos, mas também dimensões pedagógicas e reflexivas, permitindo que o professor compreenda a tecnologia como um instrumento a serviço da aprendizagem e da inclusão.

Além da formação docente, a integração das tecnologias digitais à educação inclusiva requer planejamento pedagógico intencional e colaboração entre os diferentes profissionais que atuam no contexto escolar. A construção de práticas inclusivas envolve a articulação entre professores, gestores, coordenadores pedagógicos, profissionais de apoio e famílias, visando a criação de um ambiente escolar acolhedor e acessível. A utilização das tecnologias deve estar alinhada ao projeto pedagógico da escola e às orientações curriculares, garantindo que os recursos tecnológicos contribuam efetivamente para o desenvolvimento integral dos estudantes.

Outro aspecto relevante refere-se ao potencial das tecnologias digitais para promover a autonomia e o protagonismo dos alunos. Ao possibilitar a exploração de conteúdos de forma interativa e personalizada, os recursos digitais favorecem o desenvolvimento de habilidades como resolução de problemas, pensamento crítico, criatividade e colaboração. Essas competências são essenciais para a formação de sujeitos autônomos e participativos, capazes de atuar de maneira crítica e responsável na sociedade contemporânea. Assim, o uso das tecnologias digitais na educação inclusiva não apenas amplia o acesso ao conhecimento, mas também contribui para a formação integral dos estudantes.

Dessa forma, investigar o papel das ferramentas tecnológicas como suporte para práticas inclusivas nos anos iniciais do Ensino Fundamental revela-se fundamental para compreender como esses recursos podem transformar as estratégias pedagógicas e fortalecer a construção de uma escola mais democrática e acessível. Ao integrar tecnologias digitais às práticas educativas, é possível ampliar as oportunidades de aprendizagem, promover a equidade e valorizar as singularidades dos estudantes. Contudo, essa integração deve ocorrer de forma planejada, reflexiva e fundamentada, considerando as especificidades do contexto escolar e as necessidades de cada aluno.

Nesse sentido, o presente estudo propõe-se a discutir a importância das tecnologias digitais como suporte pedagógico para práticas inclusivas nos anos iniciais do Ensino Fundamental, destacando o papel da mediação docente, dos saberes profissionais e da formação continuada na efetivação de uma educação verdadeiramente inclusiva. Busca-se, assim, contribuir para a reflexão sobre o uso consciente e intencional das tecnologias no contexto educacional, evidenciando seu potencial para promover a participação, a aprendizagem significativa e o desenvolvimento integral de todos os estudantes.

Os Saberes Docentes Como Base Da Prática Pedagógica Mediada Pelas Tecnologias Digitais

Compreender o trabalho docente implica reconhecer que ele se fundamenta em um conjunto complexo de saberes que orientam as ações pedagógicas e as decisões tomadas no cotidiano escolar. A docência não se limita à transmissão de conteúdos, mas envolve a mobilização de conhecimentos teóricos, práticos, experienciais e pedagógicos que se articulam de maneira dinâmica no exercício profissional. Nesse sentido, Tardif (2014) propõe que os saberes docentes são constituídos por diferentes dimensões, entre elas os saberes da formação inicial, os saberes curriculares, os saberes da experiência e os saberes da prática, todos interligados no contexto da sala de aula. Para o autor, o professor não é apenas transmissor de conhecimentos, mas também produtor e reinterpretador de saberes, construindo-os a partir das situações concretas de ensino e das interações estabelecidas com os estudantes.

Essa compreensão evidencia que a prática docente é marcada pela reflexão e pela constante reelaboração de estratégias pedagógicas. Ao integrar tecnologias digitais ao processo educativo, o professor amplia seu repertório de atuação e passa a ressignificar suas práticas à luz das novas demandas educacionais. Nesse contexto, os saberes docentes tornam-se ainda mais relevantes, pois orientam a seleção, a adaptação e a mediação de recursos tecnológicos de forma intencional e alinhada aos objetivos de aprendizagem.

Gauthier et al. (2006) reforçam essa concepção ao afirmar que o professor mobiliza, de forma integrada, saberes pedagógicos, disciplinares, didáticos e reflexivos para desenvolver sua prática. Esses saberes constituem a base da ação docente e orientam o planejamento das atividades, a escolha das metodologias e a avaliação da aprendizagem. Já Pimenta (2002) argumenta que os saberes docentes se constroem na interseção entre experiência e reflexão, indicando que o professor é um intelectual prático que reelabora constantemente suas ações e decisões pedagógicas. Conforme destaca a autora, “o professor constrói seus saberes na prática, ao refletir sobre ela e ao dialogar com os conhecimentos teóricos que fundamentam sua ação pedagógica” (PIMENTA, 2002, p. 21). Essa perspectiva evidencia que o domínio técnico de ferramentas digitais não é suficiente; o professor precisa compreender pedagogicamente por que, quando e como utilizar esses recursos no processo de ensino e aprendizagem.

Assim, quando a tecnologia é incorporada ao processo educativo, ela passa a integrar o repertório de saberes docentes, exigindo que o professor desenvolva novas competências e ressignifique suas práticas. A presença das tecnologias digitais no ambiente escolar demanda novas formas de planejar, ensinar, avaliar e acompanhar o desenvolvimento dos estudantes. Nesse sentido, a integração de recursos tecnológicos ao ensino não deve ser compreendida como simples inovação técnica, mas como transformação pedagógica que exige reflexão, intencionalidade e alinhamento com os princípios da educação inclusiva.

Libâneo (2013) e Schön (1983) destacam que a prática docente é, por natureza, reflexiva, sendo marcada pela análise constante das ações e dos resultados obtidos no processo educativo. A presença de ferramentas digitais intensifica a necessidade de o professor refletir continuamente sobre suas decisões pedagógicas, avaliando a pertinência dos recursos utilizados e seus impactos na aprendizagem dos estudantes. Trata-se de compreender que a tecnologia não é um fim em si mesma, mas um meio que pode potencializar a aprendizagem quando integrada de maneira consciente e planejada ao projeto pedagógico.

Nesse processo, o saber experiencial assume papel fundamental. A vivência cotidiana em sala de aula permite ao professor identificar quais recursos tecnológicos favorecem o engajamento dos estudantes, quais contribuem para a compreensão dos conteúdos e quais necessitam de adaptações para garantir acessibilidade. Tardif (2014) destaca que o saber da experiência é construído no confronto direto com a realidade escolar e com as singularidades dos alunos, constituindo um saber vivo e contextualizado. O autor afirma:

“O saber da experiência é um saber prático, construído no exercício da profissão, que se desenvolve na interação com os alunos, com os colegas e com as situações concretas de ensino. Trata-se de um saber que orienta a ação docente e se transforma continuamente a partir das vivências e reflexões do professor” (TARDIF, 2014, p. 39).

Essa compreensão reforça a importância da experiência docente na utilização das tecnologias digitais para fins pedagógicos e inclusivos. Ao utilizar recursos digitais, o professor precisa considerar não apenas o funcionamento técnico das ferramentas, mas também sua adequação às necessidades pedagógicas e ao perfil da turma. A experiência acumulada no cotidiano escolar permite identificar estratégias mais eficazes e adaptar recursos de acordo com as características dos estudantes.

Outro aspecto relevante refere-se aos saberes curriculares, que orientam a seleção de conteúdos e a definição dos objetivos de aprendizagem. O currículo escolar constitui referência fundamental para o planejamento pedagógico e para a organização das práticas educativas. Quando alinhadas ao currículo, as tecnologias digitais ampliam as possibilidades de exploração dos conteúdos, permitindo abordagens interativas, multimodais e contextualizadas. Nesse sentido, o professor precisa articular seu conhecimento sobre o currículo às potencialidades das tecnologias, garantindo que o uso desses recursos contribua para o desenvolvimento das competências previstas nas orientações educacionais, como a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), e atenda aos princípios da educação inclusiva.

A integração entre currículo e tecnologia favorece a construção de práticas pedagógicas mais significativas, capazes de dialogar com a realidade dos estudantes e de promover aprendizagens contextualizadas. Ao utilizar recursos digitais, o professor pode explorar diferentes linguagens e estratégias, ampliando as possibilidades de acesso ao conhecimento e de participação dos alunos. Essa abordagem contribui para a construção de ambientes de aprendizagem mais dinâmicos, interativos e inclusivos.

Além dos saberes curriculares e experienciais, os saberes pedagógicos e didáticos mostram-se essenciais para que o professor consiga transformar a tecnologia em instrumento de aprendizagem significativa. Segundo Gauthier et al. (2006), esses saberes orientam a organização didática do ensino, o planejamento das atividades, a escolha das estratégias metodológicas e os processos de avaliação. Quando mediados pelas tecnologias digitais, tais saberes precisam ser atualizados e ressignificados, incorporando novas metodologias e recursos que favoreçam a participação dos estudantes.

A utilização de metodologias ativas, como aprendizagem baseada em problemas, projetos, jogos educativos e plataformas interativas, amplia as possibilidades de envolvimento dos alunos e favorece a construção do conhecimento de forma colaborativa. As tecnologias digitais possibilitam a criação de ambientes de aprendizagem mais interativos e personalizados, nos quais os estudantes assumem papel mais ativo no processo educativo. No entanto, a eficácia dessas estratégias depende da capacidade do professor de planejar e mediar as atividades de maneira intencional e alinhada aos objetivos pedagógicos.

No contexto da educação inclusiva, essa mediação torna-se ainda mais relevante. A diversidade presente na sala de aula exige práticas pedagógicas que considerem diferentes estilos e ritmos de aprendizagem. As tecnologias digitais podem contribuir para a superação de barreiras e para a ampliação das possibilidades de participação dos estudantes, mas sua utilização deve estar fundamentada em princípios pedagógicos inclusivos. O professor precisa selecionar recursos acessíveis, adaptar atividades e promover estratégias que garantam a participação de todos os alunos no processo de aprendizagem.

Em síntese, a integração das tecnologias digitais à educação inclusiva só se efetiva quando os saberes docentes são mobilizados de maneira articulada e reflexiva. O professor, ao assumir seu papel como mediador crítico e consciente, transforma a tecnologia em uma aliada para ampliar as oportunidades de aprendizagem e fortalecer a participação dos estudantes. Reconhecer a centralidade dos saberes docentes é condição indispensável para compreender o verdadeiro potencial pedagógico das tecnologias digitais no contexto escolar contemporâneo.

Dessa forma, a valorização dos saberes docentes e o investimento na formação continuada constituem elementos fundamentais para a construção de práticas pedagógicas inclusivas mediadas pelas tecnologias digitais. Ao integrar conhecimentos teóricos, experienciais e pedagógicos, o professor amplia sua capacidade de utilizar recursos tecnológicos de maneira significativa, contribuindo para a construção de uma educação mais democrática, acessível e comprometida com o desenvolvimento integral de todos os estudantes.

O Papel dos Saberes Docentes na Mediação das Tecnologias Digitais em Práticas Inclusivas

A integração de ferramentas tecnológicas às práticas pedagógicas inclusivas nos anos iniciais do Ensino Fundamental não pode ser compreendida de forma isolada, mas deve ser articulada aos saberes que os professores mobilizam em sua atuação cotidiana. O trabalho docente é constituído por um conjunto de conhecimentos construídos ao longo da formação inicial, da experiência profissional e da reflexão sobre a prática, que orientam as escolhas metodológicas e a mediação do processo de ensino e aprendizagem. Nesse sentido, a utilização das tecnologias digitais como recurso pedagógico requer muito mais do que domínio técnico; exige compreensão pedagógica, sensibilidade às diferenças e capacidade de transformar recursos tecnológicos em instrumentos que promovam equidade, participação e aprendizagem significativa.

De acordo com Tardif (2014), os saberes docentes são plurais e se constroem na articulação entre formação acadêmica, prática profissional e experiências vivenciadas no cotidiano escolar. Esses saberes incluem dimensões teóricas, pedagógicas, curriculares e experienciais que orientam as decisões do professor em sala de aula. Ao incorporar tecnologias digitais às práticas pedagógicas, o docente mobiliza esse conjunto de conhecimentos para selecionar recursos, planejar atividades e avaliar estratégias que atendam às necessidades dos estudantes. Assim, a tecnologia não deve ser compreendida como elemento externo ao trabalho docente, mas como parte integrante de um repertório pedagógico que se amplia e se ressignifica constantemente.

Quando se trata de educação inclusiva, essa exigência torna-se ainda mais evidente. As ferramentas tecnológicas podem oferecer recursos inovadores e acessíveis para atender alunos com dificuldades de aprendizagem ou com transtornos do neurodesenvolvimento, mas somente produzem efeitos positivos quando estão alinhadas a práticas pedagógicas intencionalmente planejadas. Cabe ao professor identificar barreiras à aprendizagem, adaptar atividades, selecionar aplicativos e plataformas adequadas, interpretar dados de desempenho e mediar experiências de forma acessível e significativa. Esse processo demanda saberes que se constroem continuamente na prática, reforçando a importância da formação continuada e da reflexão crítica sobre o uso das tecnologias educacionais.

Pimenta (2002) ressalta que o professor é um intelectual prático que produz e reelabora saberes a partir da experiência e da reflexão sobre sua própria prática. Nesse sentido, o uso das tecnologias digitais na educação inclusiva exige que o docente compreenda não apenas o funcionamento técnico dos recursos, mas também suas potencialidades pedagógicas e suas implicações no processo de aprendizagem. Conforme afirma a autora, “os saberes docentes se constroem na relação entre teoria e prática, sendo permanentemente ressignificados pelas experiências vividas no contexto escolar” (PIMENTA, 2002, p. 27). Essa perspectiva evidencia que a integração das tecnologias digitais ao ensino inclusivo depende da capacidade do professor de articular conhecimentos teóricos e práticos em favor de uma educação que valorize a diversidade.

Assim, compreender o papel dos saberes docentes na mediação tecnológica permite reconhecer que a tecnologia, por si só, não garante inclusão. É o professor quem atua como ponte entre o aluno e o recurso digital, transformando ferramentas em oportunidades reais de aprendizagem. Esse entendimento amplia a compreensão sobre o lugar central do docente no processo de inclusão digital e pedagógica, destacando que a efetividade das tecnologias depende diretamente da qualidade das práticas e decisões pedagógicas que as sustentam.

A presença das tecnologias digitais no ambiente escolar demanda não apenas infraestrutura adequada, mas sobretudo um professor capaz de atribuir sentido pedagógico ao uso desses recursos. Segundo Tardif (2014), os saberes docentes constituem-se na interseção entre formação, experiência e prática cotidiana, formando um repertório que orienta as ações pedagógicas. Quando o professor mobiliza esses saberes para integrar ferramentas digitais ao ensino, ele não apenas utiliza um recurso tecnológico, mas transforma sua prática em uma ação consciente e fundamentada. Nesse contexto, o domínio dos saberes teóricos possibilita compreender as bases pedagógicas que sustentam o uso das tecnologias, enquanto os saberes práticos e experienciais permitem adaptar esses recursos às necessidades reais da sala de aula e ao perfil dos estudantes.

A mediação docente torna-se ainda mais essencial quando o foco recai sobre práticas inclusivas. A educação inclusiva pressupõe o reconhecimento de que os alunos aprendem de maneiras diversas e em ritmos distintos, exigindo estratégias pedagógicas que contemplem essa diversidade. Para Mantoan (2015), a inclusão escolar implica romper com modelos homogêneos de ensino e construir práticas que assegurem a participação de todos os estudantes. A autora destaca:

“Incluir é reconhecer que a escola deve atender a todos, respeitando as diferenças e garantindo oportunidades de aprendizagem para cada aluno, sem exceção. A inclusão não se limita à presença física do estudante na sala de aula, mas envolve sua participação efetiva e o acesso ao conhecimento em condições de equidade” (MANTOAN, 2015, p. 39).

Essa perspectiva reforça a importância de práticas pedagógicas que considerem as singularidades dos estudantes e promovam a participação ativa de todos. Nesse contexto, as tecnologias digitais podem contribuir significativamente para a construção de ambientes de aprendizagem mais acessíveis e interativos. Ao oferecer múltiplas formas de representação, expressão e engajamento, esses recursos favorecem a personalização do ensino e ampliam as possibilidades de participação dos alunos.

A abordagem dos Desenhos Universais para a Aprendizagem (DUA) destaca a importância de oferecer diferentes formas de acesso ao conhecimento, considerando a diversidade de estilos e ritmos de aprendizagem. As tecnologias digitais se mostram particularmente adequadas a essa perspectiva, pois possibilitam a utilização de recursos multimídia, atividades interativas e ferramentas adaptativas que atendem a diferentes necessidades. No entanto, sua eficácia depende da capacidade do professor de selecionar e mediar o uso dessas ferramentas de forma intencional e sensível às características dos estudantes.

Moran (2015) reforça que a integração das tecnologias digitais ao ensino deve estar alinhada a metodologias ativas e a objetivos pedagógicos claros. Segundo o autor, a tecnologia amplia as possibilidades de participação e autonomia dos estudantes quando utilizada de forma planejada e contextualizada. Nesse sentido, o professor assume papel central na organização de experiências de aprendizagem que integrem recursos digitais de maneira significativa, promovendo o protagonismo dos alunos e a construção colaborativa do conhecimento.

A formação continuada do professor constitui elemento fundamental para a efetivação de práticas inclusivas mediadas pelas tecnologias digitais. Imbernón (2011) destaca que o desenvolvimento profissional docente exige processos formativos que dialoguem com as demandas reais da escola e promovam reflexão crítica sobre a prática. A formação voltada ao uso pedagógico das tecnologias deve ir além da capacitação técnica, envolvendo análise de situações concretas, troca de experiências entre professores e reflexão sobre estratégias inclusivas.

Nóvoa (1992) complementa essa discussão ao afirmar que a formação docente se constrói na e pela prática, em um processo contínuo de aprendizagem e ressignificação. Para o autor, a escola deve constituir-se como espaço de aprendizagem profissional coletiva, no qual os professores possam compartilhar experiências, discutir desafios e construir soluções colaborativas. Essa perspectiva evidencia que a integração das tecnologias digitais à educação inclusiva requer não apenas formação individual, mas também construção coletiva de saberes e práticas pedagógicas.

Dessa forma, o papel dos saberes docentes na integração das tecnologias digitais revela-se central para a construção de práticas inclusivas efetivas. As ferramentas tecnológicas não substituem o professor, mas ampliam seu campo de ação quando mediadas de modo competente e consciente. A inclusão, por sua vez, não depende apenas da disponibilidade de recursos tecnológicos, mas da capacidade do docente de mobilizar seus saberes para transformar a tecnologia em instrumento de participação, equidade e aprendizagem significativa para todos os estudantes.

Assim, a integração das tecnologias digitais às práticas pedagógicas inclusivas nos anos iniciais do Ensino Fundamental exige uma abordagem que valorize a formação docente, a reflexão crítica e o planejamento intencional. Ao reconhecer a centralidade dos saberes docentes nesse processo, torna-se possível compreender que a tecnologia, quando articulada a práticas pedagógicas fundamentadas, pode contribuir para a construção de uma educação mais democrática, acessível e comprometida com o desenvolvimento integral de todos os estudantes.

Os Saberes Docentes como Base da Prática Pedagógica

A compreensão do trabalho docente exige reconhecer que ele se fundamenta em um conjunto complexo de saberes que orientam as ações pedagógicas e as decisões tomadas pelo professor no cotidiano escolar. A docência não se restringe à transmissão de conteúdos, mas envolve a mobilização de conhecimentos teóricos, práticos, curriculares e experienciais que se articulam de maneira dinâmica na sala de aula. Nesse sentido, Tardif (2014) propõe que os saberes docentes são constituídos por diferentes dimensões saberes da formação inicial, saberes curriculares, saberes da experiência e saberes da prática todos interligados e continuamente ressignificados no exercício da profissão. Para o autor, o professor não é apenas um transmissor de conhecimentos, mas um produtor e reinterpretador de saberes que constrói conhecimentos a partir das situações concretas de ensino e das interações estabelecidas com os estudantes.

Essa perspectiva permite compreender a docência como uma atividade reflexiva e intelectual, que exige constante atualização e capacidade de adaptação às demandas educacionais contemporâneas. A presença crescente das tecnologias digitais no contexto escolar amplia ainda mais a complexidade do trabalho docente, pois exige que o professor desenvolva novas competências e ressignifique suas práticas pedagógicas. Ao incorporar recursos tecnológicos ao ensino, o docente amplia seu repertório de atuação e passa a mobilizar seus saberes de forma ainda mais intencional e articulada.

Gauthier et al. (2006) reforçam essa concepção ao destacar que o professor mobiliza, de forma integrada, saberes pedagógicos, disciplinares, didáticos e reflexivos para desenvolver sua prática. Esses saberes orientam o planejamento das atividades, a seleção de metodologias, a mediação da aprendizagem e a avaliação dos estudantes. Já Pimenta (2002) argumenta que os saberes docentes se constroem na interseção entre experiência e reflexão, indicando que o professor é um intelectual prático que reelabora continuamente suas ações e decisões pedagógicas. Conforme afirma a autora, “os saberes docentes são construídos no exercício da profissão, sendo permanentemente ressignificados pela reflexão crítica sobre a prática e pelo diálogo com os conhecimentos teóricos” (PIMENTA, 2002, p. 23). Essa compreensão evidencia que o domínio técnico de ferramentas digitais, por si só, não é suficiente; o professor precisa compreender pedagogicamente por que, quando e como utilizar esses recursos no processo de ensino e aprendizagem.

Assim, quando a tecnologia é incorporada ao processo educativo, ela passa a integrar o repertório de saberes docentes, exigindo que o professor ressignifique suas práticas e desenvolva novas competências sem perder de vista os princípios que fundamentam sua ação pedagógica. A presença das tecnologias digitais no ambiente escolar demanda novas formas de planejar, ensinar, avaliar e acompanhar o desenvolvimento dos estudantes. Nesse sentido, a integração de recursos tecnológicos ao ensino não deve ser compreendida como simples inovação técnica, mas como transformação pedagógica que requer intencionalidade, planejamento e reflexão.

Ao integrar tecnologias digitais às práticas pedagógicas, o professor é desafiado a articular seus diferentes saberes de modo ainda mais intencional e complexo. Isso ocorre porque a tecnologia amplia as possibilidades de acesso à informação e de construção do conhecimento, ao mesmo tempo em que exige novas estratégias de mediação pedagógica. Libâneo (2013) destaca que a prática docente envolve decisões conscientes sobre os objetivos, os conteúdos e as metodologias de ensino, sendo fundamental que o professor compreenda o sentido pedagógico das ferramentas utilizadas. Schön (1983), por sua vez, ressalta a importância do professor reflexivo, capaz de analisar criticamente sua prática e tomar decisões fundamentadas diante das situações vivenciadas no cotidiano escolar.

Nesse contexto, torna-se necessário compreender que a tecnologia não é um fim em si mesma, mas um meio que pode potencializar a aprendizagem quando integrada de forma consciente ao projeto educativo. O uso de ferramentas digitais deve estar alinhado aos objetivos pedagógicos e às necessidades dos estudantes, contribuindo para a construção de experiências de aprendizagem significativas. Isso exige que o professor mobilize seus saberes de forma crítica e reflexiva, avaliando constantemente os impactos das tecnologias no processo de ensino e aprendizagem.

O saber experiencial desempenha papel fundamental nesse processo. A vivência cotidiana em sala de aula permite ao professor identificar quais recursos tecnológicos fazem sentido para seus alunos, quais favorecem maior engajamento e quais precisam ser adaptados para garantir acessibilidade e compreensão. Tardif (2014) destaca que o saber da experiência é construído no confronto direto com a realidade escolar e com as singularidades dos estudantes, constituindo um saber vivo, contextualizado e indispensável para orientar práticas pedagógicas inclusivas. Segundo o autor:

“O saber docente é um saber plural, formado por diferentes conhecimentos que se constroem ao longo da trajetória profissional e que se manifestam na prática cotidiana. Esses saberes são mobilizados pelo professor para interpretar, decidir e agir diante das situações concretas de ensino, constituindo a base de sua atuação pedagógica” (TARDIF, 2014, p. 36).

Essa compreensão reforça a importância da experiência docente na utilização das tecnologias digitais para fins pedagógicos e inclusivos. Ao utilizar recursos digitais, o professor precisa considerar não apenas o funcionamento técnico das ferramentas, mas também sua adequação às necessidades pedagógicas e ao perfil da turma. A experiência acumulada no cotidiano escolar permite identificar estratégias mais eficazes e adaptar recursos de acordo com as características dos estudantes, favorecendo a construção de ambientes de aprendizagem mais acessíveis e significativos.

Outro ponto relevante refere-se aos saberes curriculares, que orientam a seleção de conteúdos e a definição dos objetivos de aprendizagem. O currículo constitui referência fundamental para a organização das práticas pedagógicas e para a construção de propostas educativas alinhadas às diretrizes educacionais. Quando articuladas ao currículo, as tecnologias digitais ampliam as possibilidades de exploração dos conteúdos, permitindo abordagens interativas, multimodais e contextualizadas. Para isso, o professor precisa mobilizar seus conhecimentos curriculares e pedagógicos de modo a integrar as tecnologias de forma coerente e significativa.

A utilização de recursos digitais alinhados às orientações curriculares, como a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), favorece o desenvolvimento de competências e habilidades essenciais à formação integral dos estudantes. Ao explorar diferentes linguagens e estratégias, as tecnologias digitais possibilitam a criação de experiências de aprendizagem mais dinâmicas e interativas, aproximando o ensino da realidade dos alunos. Essa integração contribui para a construção de práticas pedagógicas inclusivas, capazes de atender à diversidade presente na sala de aula.

Além dos saberes curriculares e experienciais, os saberes pedagógicos e didáticos mostram-se essenciais para que o professor consiga transformar a tecnologia em instrumento de aprendizagem significativa. Segundo Gauthier et al. (2006), esses saberes orientam a organização didática do ensino, o planejamento das atividades, a escolha das estratégias metodológicas e os processos de avaliação. Quando mediados pelas tecnologias digitais, tais saberes precisam ser atualizados e ressignificados, incorporando novas metodologias e recursos que favoreçam a participação dos estudantes.

A utilização de metodologias ativas, como projetos interdisciplinares, jogos educativos, plataformas digitais e recursos multimídia, ampliam as possibilidades de engajamento dos alunos e favorece a construção do conhecimento de forma colaborativa. As tecnologias digitais possibilitam a criação de ambientes de aprendizagem mais interativos e personalizados, nos quais os estudantes assumem papel mais ativo no processo educativo. Contudo, a eficácia dessas estratégias depende da mediação pedagógica realizada pelo professor, que deve planejar e orientar as atividades de forma intencional e inclusiva.

No contexto da educação inclusiva, essa mediação torna-se ainda mais relevante. A diversidade presente na sala de aula exige práticas pedagógicas que considerem diferentes estilos e ritmos de aprendizagem, garantindo oportunidades de participação para todos os estudantes. As tecnologias digitais podem contribuir para a superação de barreiras e para a ampliação das possibilidades de aprendizagem, mas sua utilização deve estar fundamentada em princípios pedagógicos inclusivos. O professor precisa selecionar recursos acessíveis, adaptar atividades e promover estratégias que favoreçam a participação de todos.

Em síntese, a integração das tecnologias digitais à educação inclusiva só se efetiva quando os saberes docentes são mobilizados de maneira articulada e reflexiva. O professor, ao assumir seu papel como mediador crítico e consciente, transforma a tecnologia em uma aliada para superar barreiras, ampliar possibilidades de participação e fortalecer a aprendizagem dos estudantes. Reconhecer a centralidade dos saberes docentes é condição indispensável para compreender o verdadeiro potencial pedagógico das tecnologias digitais no contexto escolar contemporâneo.

Dessa forma, a valorização dos saberes docentes e o investimento na formação continuada constituem elementos fundamentais para a construção de práticas pedagógicas inclusivas mediadas pelas tecnologias digitais. Ao integrar conhecimentos teóricos, experienciais e pedagógicos, o professor amplia sua capacidade de utilizar recursos tecnológicos de maneira significativa, contribuindo para a construção de uma educação mais democrática, acessível e comprometida com o desenvolvimento integral de todos os estudantes.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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1 Doutoranda em Ciências da Educação. Instituição: Christian Business School. Endereço: 40 rue Alexandre Dumas, Paris (Arrondissement de Paris). E-mail: [email protected]