REGISTRO DOI: 10.70773/revistatopicos/779148526
RESUMO
A propagação de desinformação tem se consolidado como um significativo obstáculo para a saúde pública, sobretudo no âmbito da imunização. No Brasil, a crescente circulação de fake news tem afetado de forma negativa a confiança da população nas vacinas, favorecendo a diminuição das coberturas vacinais e o reaparecimento de doenças que podem ser prevenidas por vacinação. E como objetivo esta pesquisa visa analisar o impacto das fake news na cobertura vacinal no Brasil e o papel do enfermeiro no enfrentamento da desinformação. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada nas bases de dados Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), PublicMedline (PubMed), Banco de Dados em Enfermagem (BDENF) e na biblioteca virtual Scientific Electronic Library Online (SciELO). Foram selecionados 12 artigos, com predominância de estudos nacionais. Observou-se maior concentração de publicações entre os anos de 2022 e 2025, evidenciando o crescente interesse científico pelo tema. Os estudos analisados ampliaram a discussão acerca da influência das fake news na cobertura vacinal no Brasil, destacando seus efeitos na percepção da população sobre a segurança e eficácia das vacinas. A literatura recente evidencia que a propagação de informações falsas configura-se como um dos principais fatores relacionados à diminuição da cobertura vacinal no Brasil. E esse cenário contribui para o aumento da hesitação vacinal e prejudica a adesão às campanhas de imunização. Sendo imprescindível a atuação do enfermeiro mediante a incorporação de práticas educativas baseadas em comunicação clara, acessível e fundamentada em evidências.
Palavras-chave: Cobertura vacinal; Desinformação; Atenção Primária à Saúde; Enfermagem.
ABSTRACT
The spread of misinformation has become a significant obstacle to public health, especially in the area of immunization. In Brazil, the increasing circulation of fake news has negatively affected public confidence in vaccines, contributing to decreased vaccination coverage and the reappearance of vaccine-preventable diseases. And the objective of this research is to to analyze the impact of fake news on vaccination coverage in Brazil and the role of nurses in combating misinformation. This is an integrative literature review, conducted in the databases Latin American and Caribbean Literature in Health Sciences (LILACS), PublicMedline (PubMed), Nursing Database (BDENF), and the virtual library Scientific Electronic Library Online (SciELO). Twelve articles were selected, predominantly national studies. A higher concentration of publications was observed between 2022 and 2025, highlighting the growing scientific interest in the topic. The studies analyzed broadened the discussion about the influence of fake news on vaccination coverage in Brazil, highlighting its effects on the population's perception of vaccine safety and efficacy. Recent literature shows that the spread of misinformation is one of the main factors related to the decrease in vaccination coverage in Brazil. This scenario contributes to increased vaccine hesitancy and hinders adherence to immunization campaigns. Therefore, the role of nurses is essential through the incorporation of educational practices based on clear, accessible, and evidence-based communication.
Keywords: Vaccination coverage; Misinformation; Primary Health Care; Nursing.
1. INTRODUÇÃO
O presente estudo possui como objeto a influência da desinformação na cobertura vacinal no Brasil e suas implicações para a atuação do enfermeiro. E o interesse pelo tema surgiu da preocupação com o visível declínio das taxas de vacinação no Brasil nos últimos anos, sendo que a realidade brasileira sempre foi exemplo mundial nessa área.
A disseminação de fake news representa, na contemporaneidade, um dos principais desafios à saúde pública, especialmente no que diz respeito à cobertura vacinal no Brasil (Silva et al., 2023). Informações falsas ou distorcidas sobre vacinas, amplamente divulgadas por meio das redes sociais e aplicativos de mensagens, têm contribuído para o aumento da hesitação vacinal, fragilizando políticas historicamente consolidadas (Arndt et al., 2021).
Nesse contexto, observa-se um impacto direto sobre o alcance das metas estabelecidas pelo Programa Nacional de Imunizações, comprometendo o controle e a erradicação de doenças imunopreveníveis no âmbito do Sistema Único de Saúde (Nascimento et al., 2024).
O presente estudo tem como questão de pesquisa: como a fake news impacta a cobertura vacinal no Brasil? E como objetivo esta pesquisa visa analisar o impacto das fake news na cobertura vacinal no Brasil e o papel do enfermeiro no enfrentamento da desinformação.
Diante disso, o presente estudo torna-se relevante tendo em vista a necessidade urgente de compreender e enfrentar os impactos das fake news sobre a cobertura vacinal no Brasil, especialmente em um contexto marcado pela circulação acelerada de informações nas mídias digitais.
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
O medo e a dúvida da população substituíram a confiança. As fakes news não são apenas boatos, elas se tornaram barreiras reais que impedem as pessoas de se protegerem (Homma et al., 2022). Estudar esse cenário é urgente porque, enquanto a desinformação avança nas redes sociais, doenças que eram consideradas vencidas ameaçam voltar. O enfermeiro, por estar na linha de frente e ter esse contato humano e direto na Atenção Primária, é a peça-chave para reconstruir esse elo de confiança com a comunidade e garantir que o cuidado à saúde prevaleça sobre as narrativas falsas (Fernandes; Percio; Maciel, 2026).
A circulação de conteúdos desinformativos relacionados a supostos efeitos adversos, teorias conspiratórias e questionamentos infundados sobre a eficácia das vacinas tem contribuído para o enfraquecimento da confiança da população nas ações de imunização (Costa et al., 2024). Esse cenário é agravado pelo uso inadequado de fontes não científicas como referência para decisões em saúde, em detrimento das orientações emitidas por instituições oficiais, como o Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde (Souto et al., 2024). Assim, a desinformação configura-se como um fenômeno complexo, que ultrapassa o campo da comunicação e interfere diretamente nos indicadores epidemiológicos e na segurança coletiva (Simões et al., 2024).
Nesse contexto, destaca-se o papel estratégico do enfermeiro na promoção da imunização e no enfrentamento às fake News (Araújo et al., 2025). Como profissional que atua diretamente na atenção básica, nas salas de vacinação e nas ações educativas em saúde, o enfermeiro estabelece vínculo contínuo com os usuários, tornando-se uma referência confiável para o esclarecimento de dúvidas e a mediação de informações (Rodrigues, Oliveira e Garcia, 2026). Sua atuação fundamenta-se em evidências científicas, no acolhimento humanizado e na escuta qualificada, elementos essenciais para a desconstrução de discursos desinformativos.
Além disso, o enfermeiro desempenha função relevante na educação em saúde, por meio do desenvolvimento de estratégias comunicativas acessíveis e contextualizadas à realidade sociocultural da população. A utilização de linguagem clara, recursos digitais, campanhas informativas e atividades coletivas contribui para fortalecer o pensamento crítico dos usuários e estimular a adesão consciente à vacinação (Donalisio et al., 2023). Dessa forma, a prática educativa torna-se um instrumento central no combate à hesitação vacinal e na promoção da autonomia informada.
Ressalta-se, ainda, a importância da capacitação permanente dos profissionais de enfermagem para o enfrentamento da desinformação (Freitas et al., 2022). A atualização científica, aliada ao desenvolvimento de competências em comunicação e uso ético das mídias digitais, potencializa a atuação do enfermeiro como agente de transformação social (Matos; Avelino-Silva; Couto, 2025).
Ao ocupar espaços virtuais e comunitários com informações qualificadas, esse profissional amplia o alcance das ações de saúde e contribui para a construção de uma cultura de valorização da ciência (Conrado et al., 2025).
3. METODOLOGIA
A presente pesquisa caracteriza-se como uma revisão integrativa da literatura (RIL), método que possibilita reunir, analisar e sintetizar resultados de estudos já publicados sobre uma determinada temática. A revisão integrativa é crucial no campo da pesquisa, pois permite uma análise abrangente da literatura existente sobre um tema específico. Esse tipo de revisão reúne diversas fontes de informação, como estudos qualitativos e quantitativos, para fornecer uma visão holística da área de pesquisa. Para realizar uma revisão integrativa de forma eficaz, é importante seguir um processo estruturado (Cabral et al., 2023).
A RIL constitui uma etapa essencial no âmbito das investigações científicas, pois possibilita uma apreciação ampla e aprofundada das produções já publicadas sobre determinado tema (Soares, 2025). Essa abordagem permite a construção de uma compreensão ampla e sistematizada do conhecimento científico disponível, contribuindo para a identificação de lacunas na produção acadêmica, bem como para o fortalecimento de evidências que possam subsidiar práticas profissionais e futuras investigações (Cabral et al., 2023).
Além disso, esse tipo de revisão reúne múltiplas fontes de informação, contemplando pesquisas qualitativas e quantitativas, a fim de oferecer uma compreensão global da área estudada. E para conduzir de maneira eficiente, torna-se fundamental adotar um percurso metodológico organizado e sistematizado (Santana; Campos; Souza, 2025). Dessa forma, a revisão integrativa favorece a organização e a análise crítica das produções científicas, proporcionando uma visão abrangente acerca do tema investigado.
Para a elaboração desta revisão, tornou-se imprescindível seguir etapas sistematizadas, tais como: definição do tema e formulação da questão de pesquisa; determinação dos critérios de inclusão e exclusão; identificação dos estudos pré-selecionados e selecionados; organização e categorização das pesquisas incluídas; análise e interpretação dos achados; e, por fim, apresentação da revisão e síntese do conhecimento produzido (Soares, 2025).
Para o desenvolvimento desta revisão, foi utilizada a estratégia PICo na elaboração da questão de pesquisa da seguinte maneira: População (P): População brasileira alvo da vacinação; Interesse (I): Intervenções educativas do enfermeiro para combater fake news; Contexto (Co): Aumento da cobertura vacinal no sistema de saúde brasileiro. Assim, a questão de pesquisa será: De que forma as fake news impactam a cobertura vacinal no Brasil e qual é o papel do enfermeiro no enfrentamento da desinformação para promover cobertura vacinal?
Para a seleção da produção científica foram realizadas buscas através das bases de dados: Biblioteca Vitual da Saúde (BVS), Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE), Literatura Latino Americana em Ciências da Saúde (LILACS) e Base de Dados em Enfermagem (BDENF). E para a seleção dos artigos serão utilizados os seguintes Descritores em Ciências da Saúde (DeCS), combinados com o operador booleano “AND”, com o propósito de ampliar os resultados. A estratégia de busca aplicada foi: “Cobertura vacinal” AND “Programas de imunização” AND “Enfermagem”.
Os critérios de inclusão a serem estabelecidos para a seleção dos estudos foram: artigos completos, acessíveis na íntegra, publicados nos últimos cinco anos (2021–2025), redigidos em português, inglês ou espanhol que abordem diretamente a temática investigada. Por sua vez, os critérios de exclusão a serem observados foram: publicações que não atendam à questão de pesquisa, estudos duplicados na mesma base ou em diferentes fontes de dados e aqueles indisponíveis na íntegra.
Os artigos foram identificados nas bases de dados, em seguida foi realizada a aplicação dos critérios de inclusão, bem como foram selecionados após a leitura do título e resumo, sendo fundamental a leitura do texto completo e, por fim foram incluídos em síntese qualitativa. Por se tratar de uma revisão integrativa da literatura, este estudo não envolveu diretamente seres humanos, não sendo recomendável a submissão ao Comitê de Ética em Pesquisa, conforme as normas vigentes.
Desse modo, pode-se afirmar que a revisão integrativa subsidia a tomada de decisão baseada em evidências, fortalecendo a qualidade do cuidado prestado pela enfermagem e orientando intervenções mais seguras, eficazes e fundamentadas cientificamente, o que impacta positivamente na promoção, prevenção e recuperação da saúde dos indivíduos e comunidades.
Como instrumento para avaliar a qualidade dos estudos em Ciências da Saúde, esta pesquisa adotou a estratégia Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses (PRISMA), a qual descreve o percurso das informações ao longo das diferentes etapas da revisão, evidenciando a quantidade de registros identificados, incluídos e excluídos, além de apresentar os motivos que levaram às exclusões (Figura 1).
Figura 1 – Fluxograma adaptado na seleção dos artigos pela estratégia Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses (PRISMA 2009).
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO
Foram selecionados 12 artigos para esta revisão integrativa evidenciando uma predominância de estudos nacionais. A produção científica foi mais consistente entre o período de 2022 e 2025, indicando um interesse crescente pela temática, bem como ampliou-se a discussão sobre as fakes news e a cobertura vacinal no Brasil. Os pesquisadores nacionais em sua grande maioria são da região sudeste do país. Para sintetizar os dados produzidos, elaborou-se um (Quadro 1) que será disposto a seguir:
Quadro 1 – Caracterização dos estudos incluídos na revisão integrativa sobre fake news e a cobertura vacinal no Brasil: atuação do enfermeiro frente à desinformação
Autor/Ano | Objetivo | Tipo de estudo | Principais achados |
Frugoli et al (2021) | Analisar notícias falsas sobre imunobiológicos usando como referência a hesitação vacinal no modelo 3Cs da Organização Mundial da Saúde (confiança, complacência e conveniência). | Pesquisa qualitativa exploratória | As notícias falsas têm o potencial de gerar hesitação vacinal com base no modelo dos 3Cs. Deste modo, é preciso repensar as práticas comunicativas em saúde, de maneira que não subestimem as assimetrias e desigualdades que caracterizam a sociedade brasileira. |
Souza et al (2022) |
Analisar as taxas de coberturas vacinais em crianças menores de um ano durante o período de 2015 a 2020 no estado de Minas Gerais (MG) |
Estudo analítico-ecológico |
A análise da tendência temporal da cobertura vacinal, considerando diferentes imunobiológicos e faixas etárias, é fundamental para orientar a formulação de estratégias e políticas voltadas à ampliação das coberturas vacinais. No entanto, no contexto brasileiro, ainda são limitadas as publicações que abordam essa tendência de forma abrangente, contemplando todos os imunobiológicos recomendados pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) ao longo de todos os ciclos de vida, e não apenas na infância. |
Aguinaga-Romero; Durón (2023) |
Descrever os resultados, conquistas e lições aprendidas por meio da cobertura administrativa e do monitoramento rápido de uma campanha de vacinação de acompanhamento, no contexto da priorização política e do microplanejamento como fatores determinantes nas diferentes etapas das campanhas de acompanhamento, e a aplicação dessas boas práticas para fortalecer o Programa Nacional de Imunização. | Relatório epidemiológico descritivo especial |
O apoio político e a definição da vacinação como prioridade, aliados à execução de um microplanejamento de alta qualidade elaborado em nível local, possibilitaram o alcance das metas estabelecidas, com cobertura igual ou superior a 95%. |
Maciel et al (2022) |
Refletir sobre a campanha de vacinação contra COVID-19 no Brasil à luz da consideração das evidências científicas no processo de tomada de decisão |
Revisão de literatura |
É preciso que o Ministério da Saúde adote decisões oportunas. Nesse contexto, o fortalecimento do Programa Nacional de Imunizações (PNI) mostra-se estratégico para assegurar a proteção coletiva até que a COVID-19 esteja efetivamente controlada no país. |
Oliveira et al (2025)
| Compreender quais são os elementos de desinformação presentes na percepção pública sobre a chegada das vacinas contra a dengue no Brasil
|
Estudo de natureza qualiquantitativa
| Evidenciou-se a necessidade de desenvolver e implementar estratégias diversificadas para enfrentamento da desinformação. Ademais, o contexto de hesitação vacinal e a politização de temas relacionados à saúde pública, intensificados pela COVID-19, configuram-se como questões de elevada relevância no debate público e representam desafios significativos a serem enfrentados nos próximos anos. |
Borges et al. (2024) |
Compreender a influência das fake news na adesão à vacinação contra COVID-19 | Estudo qualitativo com entrevistas com profissionais de enfermagem |
Fake news aumentam a hesitação vacinal e prejudicam a confiança da população, impactando diretamente a cobertura vacinal. |
Galhardi et. al. (2022) |
Analisar a relação entre fake news e hesitação vacinal durante a pandemia no Brasil |
Estudo quantitativo e empírico |
As fake news contribuíram significativamente para a hesitação vacinal, afetando a confiança da população nas vacinas e nos profissionais de saúde |
Souto et al. (2024) | Investigar fatores associados à hesitação vacinal infantil durante a pandemia | Estudo observacional com profissionais e responsáveis |
Fake news foram identificadas como um dos principais fatores de recusa vacinal, reforçando a necessidade de intervenção dos profissionais de saúde |
Silva et al. (2025) | Analisar a influência das fake news na imunização e os desafios enfrentados pela enfermagem | Estudo qualitativo, exploratório, com entrevistas a profissionais de enfermagem na atenção à saúde |
As fake news estão diretamente associadas à hesitação vacinal, exigindo do enfermeiro atuação educativa, acolhimento e estratégias de enfrentamento da desinformação |
Fernandes, Percio e Maciel (2025) | Avaliar a cobertura vacinal e fatores associados à hesitação vacinal no Brasil. | Estudo epidemiológico com análise de dados populacionais sobre cobertura vacinal. | Observou-se queda nas coberturas vacinais nos últimos anos, associada à desinformação e à baixa percepção de risco. Reforça-se o papel do enfermeiro na Atenção Primária como agente estratégico na recuperação das coberturas vacinais. |
Cunegundes, Machado e Vieira (2025) |
Avaliar os significados que esses pais atribuem à vacinação e quais experiências podem ser evocadas pelas decisões sobre a vacinação. |
Pesquisa qualitativa |
A hesitação vacinal configura-se como um fenômeno complexo e multifatorial, sendo influenciada por aspectos como a pressão social relacionada à imunização, o contexto da pandemia e a vacinação contra a COVID-19, além da desconfiança em relação às vacinas, à indústria farmacêutica e às instituições e profissionais de saúde. |
Huel et al., (2025) | Auxiliar os profissionais de saúde a compreenderem o trabalho parental envolvido no cuidado de crianças com vacinação incompleta ou sem vacinação. | Revisão sistemática de evidências qualitativas |
Diante da possibilidade de enfrentarem ou anteciparem penalidades decorrentes de suas decisões vacinais, os pais passaram a buscar apoio em grupos com perspectivas semelhantes e a planejar estratégias futuras, caso tais medidas punitivas se tornassem insustentáveis. |
Fonte: Elaborado pelas autoras com base nos estudos incluídos (2021-2025).
A disseminação de fake news tem se consolidado como um dos principais desafios contemporâneos para a saúde pública, especialmente no que diz respeito à adesão às campanhas de vacinação no Brasil. Informações falsas ou distorcidas sobre a segurança, eficácia e necessidade das vacinas contribuem diretamente para o aumento da hesitação vacinal, impactando negativamente a cobertura e contribuindo para o ressurgimento de doenças imunopreveníveis.
Além disso, conteúdos falsos ou distorcidos compromete a confiança da população nas vacinas, fragiliza as ações preconizadas pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde, e contribui para a diminuição das taxas de imunização, favorecendo o ressurgimento de doenças imunopreveníveis.
Nesse contexto, a atuação do enfermeiro torna-se fundamental, uma vez que esse profissional está na linha de frente do cuidado, desempenhando papel estratégico na educação em saúde, no esclarecimento de dúvidas e no enfrentamento da desinformação. Assim, discutir a relação entre fake news e cobertura vacinal é essencial para compreender os desafios atuais e fortalecer práticas que promovam a confiança da população nas vacinas.
Os estudos de Souza et al., (2022) evidenciaram uma tendência de declínio na cobertura da vacina pentavalente no período de 2015 a 2020 no estado de Minas Gerais. Situação que contribuiu para a formação de bolsões de indivíduos suscetíveis à hepatite B, coqueluche, difteria, tétano e às infecções por Haemophilus influenzae tipo B em determinadas regiões do estado. Tal abordagem permitiu subsidiar um planejamento mais detalhado de estratégias e políticas públicas, visando à melhoria dos indicadores de imunização e à redução de áreas com maior concentração de indivíduos vulneráveis.
Segundo Frugoli et al, (2021) a pesquisa aponta para a necessidade urgente de reavaliar as estratégias de comunicação em saúde, considerando as desigualdades e assimetrias que marcam a sociedade brasileira. Além disso, evidenciou-se a importância do envolvimento ativo dos profissionais de saúde na disseminação de informações confiáveis sobre imunobiológicos, fortalecendo o acesso da população a conteúdos seguros e baseados em evidências.
A adoção do microplanejamento, implementado de forma abrangente e antecipada, configuram elementos centrais para o êxito da campanha vacinal, ao permitir a organização sistemática das ações e a adequação às especificidades de cada território (Aguinaga-Romero; Durón,2023).
Assim como as campanhas de vacinação bem-sucedidas dependem da articulação entre planejamento descentralizado, apoio político e estratégias territorializadas, configurando uma experiência relevante para o fortalecimento das políticas de imunização e para a consolidação de sistemas de saúde resilientes (Aguinaga-Romero; Durón, 2023).
Sabe-se que a vacinação é fundamental não apenas para a proteção individual, mas também para a redução da transmissão viral e o fortalecimento da imunidade coletiva, contribuindo para um retorno mais seguro às atividades diárias (Maciel et al, 2022).
Outro fator que interfere é a polarização política em torno das vacinas, tendo em vista que a hesitação vacinal e as experiências individuais exercem influência relevante sobre a forma como a população percebe e responde à imunização (Oliveira et al., 2025).
Observou-se que a politização do tema, frequentemente atravessada por ideologias e interesses partidários, distorceram a compreensão pública e fragilizaram as estratégias de saúde coletiva. Ademais, a hesitação e a recusa vacinal, motivadas por fatores como a desconfiança nas autoridades sanitárias e a propagação de desinformação, representam entraves relevantes para a efetividade das campanhas de vacinação (Oliveira et al., 2025).
Esse cenário afeta a imunidade coletiva, que é um dos principais objetivos das políticas públicas de imunização. As informações falsas sobre vacinas estão diretamente relacionadas aos três pilares do modelo dos 3Cs de hesitação vacinal proposto pela OMS, contribuindo significativamente para o aumento da desconfiança e da recusa vacinal (Frugoli et. Al., 2021).
A análise do estudo de Borges et. al. (2024) ressalta que a disseminação de fake news constitui um fator determinante para o aumento da hesitação vacinal, impactando de maneira negativa a cobertura vacinal no Brasil. Os achados demonstram que informações falsas, amplamente propagadas por redes sociais e outros meios digitais, contribuem para a construção de percepções distorcidas sobre a segurança e eficácia das vacinas, gerando insegurança na população.
Nesse contexto, observa-se que a confiança nos imunizantes e nas instituições de saúde é fragilizada, o que compromete a adesão às campanhas de vacinação. Do mesmo modo, o estudo ressalta que os profissionais de enfermagem vivenciam diretamente os efeitos dessa desinformação no cotidiano dos serviços de saúde, enfrentando resistência dos usuários e dificuldades no processo de imunização.
Dessa forma, Borges et. al. (2024) reforçam a importância da atuação do enfermeiro como agente estratégico no enfrentamento das fake news, por meio de práticas educativas, comunicação clara e baseada em evidências científicas, além do fortalecimento do vínculo com a comunidade. Assim, a enfermagem assume papel fundamental na reconstrução da confiança da população e na promoção da adesão às vacinas, contribuindo para a melhoria dos indicadores de cobertura vacinal.
Galhardi et al. (2024) destacam que as fake news frequentemente exploram emoções como medo, insegurança e desconfiança, o que potencializa sua disseminação e adesão pelo público. Esse processo interfere diretamente na percepção de risco da população, levando indivíduos a superestimarem eventos adversos das vacinas e subestimarem os benefícios da imunização. Como consequência, observa-se impacto negativo na cobertura vacinal, com possíveis repercussões no ressurgimento de doenças imunopreveníveis.
Nesse contexto, o estudo enfatiza o papel estratégico dos profissionais de saúde, especialmente do enfermeiro, no enfrentamento à desinformação. Embora o foco principal da pesquisa não seja exclusivamente a enfermagem, os achados permitem inferir que esses profissionais, por estarem na linha de frente da vacinação e manterem contato direto com a comunidade, são fundamentais na mediação do conhecimento científico. A atuação do enfermeiro deve ir além da administração de vacinas, incorporando práticas educativas baseadas em comunicação clara, acessível e fundamentada em evidências.
Portanto, a análise de Galhardi et. al. (2022) reforça que o enfrentamento da desinformação é um desafio contemporâneo que impacta diretamente a cobertura vacinal, exigindo do enfermeiro não apenas competências técnicas, mas também habilidades comunicacionais e educativas, fundamentais para a promoção da saúde e a proteção coletiva.
O estudo de Silva et al. (2025) evidencia que a disseminação de fake news representa um dos principais entraves contemporâneos para a manutenção de níveis adequados de cobertura vacinal no Brasil, impactando diretamente a confiança da população nos imunobiológicos e nas políticas públicas de saúde. O estudo enfatiza que a desinformação, amplamente propagada por redes sociais e aplicativos de mensagens, contribui para o aumento da hesitação vacinal, fenômeno que se intensificou no contexto pós-pandêmico.
Nesse cenário, os autores ressaltam que o enfermeiro ocupa posição estratégica no enfrentamento desse problema, sobretudo no âmbito da Atenção Primária à Saúde. Por estar em contato direto e contínuo com a comunidade, esse profissional assume papel fundamental na construção de vínculos, no acolhimento das dúvidas da população e na promoção de informações baseadas em evidências científicas. Assim, a prática educativa em saúde emerge como uma das principais ferramentas para combater a desinformação.
Silva et al. (2025) também apontam que a atuação do enfermeiro deve ir além da simples transmissão de informações, sendo necessário o desenvolvimento de habilidades de comunicação considerando aspectos culturais, sociais e emocionais dos usuários. A escuta qualificada e a abordagem empática são destacadas como elementos essenciais para desconstruir crenças equivocadas e fortalecer a adesão às campanhas de vacinação no Brasil.
Fernandes, Percio e Maciel (2025) evidenciam um cenário preocupante de redução da cobertura vacinal no Brasil, associado principalmente à crescente hesitação vacinal. Segundo os autores, esse fenômeno não pode ser compreendido apenas sob a ótica epidemiológica, mas deve ser analisado também a partir de determinantes sociais, culturais e informacionais, com destaque para a influência da desinformação na tomada de decisão da população.
Nesse contexto, a disseminação de informações falsas, especialmente por meio das redes sociais, tem contribuído para o enfraquecimento da confiança nas vacinas e nos programas de imunização. Fernandes, Percio e Maciel (2025) apontam que a baixa percepção de risco de doenças imunopreveníveis, somada à circulação de conteúdos alarmistas e sem respaldo científico, favorece a recusa ou o atraso vacinal, impactando diretamente os indicadores de cobertura no país.
Nessa perspectiva, o estudo reforça a importância estratégica da atuação do enfermeiro, sobretudo na Atenção Primária à Saúde. Esse profissional é frequentemente o principal elo entre o sistema de saúde e a comunidade, desempenhando papel crucial na promoção da educação em saúde e na construção de vínculos de confiança com os usuários. Para Fernandes, Percio e Maciel (2025), o enfermeiro deve atuar não apenas na administração de vacinas, mas também como agente ativo no enfrentamento da desinformação, utilizando linguagem acessível e estratégias comunicativas eficazes.
Dessa forma, o enfrentamento desse desafio exige não apenas políticas públicas eficazes, mas também o engajamento ativo dos profissionais de saúde na reconstrução da confiança da população nas vacinas.
Para Cunegundes, Machado e Vieira (2025) os achados do estudo evidenciam que a hesitação vacinal não se configura como uma recusa absoluta à vacinação, mas sim como um fenômeno complexo, marcado por ambiguidades, dúvidas e negociações constantes por parte dos pais. A expressão “não sou antivacina, mas…” sintetiza esse posicionamento intermediário, no qual os indivíduos reconhecem a importância das vacinas, porém manifestam inseguranças relacionadas à sua segurança, eficácia e necessidade.
Acontece que essa ambivalência pode ser compreendida à luz de fatores socioculturais e informacionais, nos quais a circulação de conteúdos contraditórios, especialmente em ambientes digitais, exerce forte influência na tomada de decisão. O estudo destaca que os pais hesitantes frequentemente recorrem a múltiplas fontes de informação, incluindo redes sociais, relatos pessoais e experiências prévias, o que pode contribuir tanto para o esclarecimento quanto para o reforço de dúvidas e medos Cunegundes, Machado e Vieira (2025)
Os achados de Huel et al. (2025) demonstram que os pais que decidem por não vacinar seus filhos frequentemente vivenciam sentimentos ambivalentes, oscilando entre a convicção de estarem protegendo seus filhos e a insegurança diante das possíveis consequências dessa decisão. Um dos aspectos centrais identificados refere-se à experiência de estigmatização social.
Essa estigmatização tende a reforçar a coesão entre indivíduos com crenças semelhantes, promovendo a formação de redes de apoio que, embora ofereçam acolhimento, podem também intensificar a circulação de informações não baseadas em evidências científicas. Tal dinâmica contribui para a manutenção e fortalecimento da hesitação vacinal (Huel et al., 2025).
Nesse contexto, destaca-se o papel estratégico dos profissionais de saúde, especialmente da enfermagem, na promoção da adesão vacinal. Intervenções baseadas em comunicação empática, educação em saúde e construção de confiança podem contribuir significativamente para reduzir barreiras e promover decisões informadas. A abordagem deve considerar não apenas a transmissão de informações, mas também os aspectos subjetivos que permeiam a tomada de decisão dos pais.
Observa-se, ao longo dos estudos analisados, significativa concordância entre os autores quanto ao impacto negativo das fake news sobre a cobertura vacinal no Brasil. Souza et al. (2022), Frugoli et al. (2021), Borges et al. (2024), Galhardi et al. (2024), Silva et al. (2025) e Fernandes, Percio e Maciel (2025) convergem ao afirmar que a disseminação de desinformação por redes sociais e meios digitais contribui diretamente para o aumento da hesitação vacinal, enfraquecendo a confiança da população nas vacinas e nas instituições de saúde.
Além disso, os autores também concordam que a redução da cobertura vacinal favorece o ressurgimento de doenças imunopreveníveis, representando importante desafio para a saúde pública. Outro ponto consensual refere-se ao papel estratégico do enfermeiro no enfrentamento desse cenário, destacando-se sua atuação na educação em saúde, na comunicação baseada em evidências científicas, no acolhimento das dúvidas da população e na construção de vínculos de confiança com a comunidade.
Há também concordância entre Aguinaga-Romero e Durón (2023) e Maciel et al. (2022) ao enfatizarem que o fortalecimento das campanhas de vacinação depende de estratégias organizacionais eficientes, planejamento territorializado e fortalecimento das políticas públicas de imunização. Ambos os estudos reforçam que a vacinação constitui medida essencial para a proteção coletiva e para a redução da transmissão de doenças.
Entretanto, algumas divergências podem ser observadas na abordagem dos fatores associados à hesitação vacinal. Enquanto Frugoli et al. (2021), Galhardi et al. (2024) e Borges et al. (2024) atribuem maior centralidade à influência das fake news e da desinformação digital, Oliveira et al. (2025) enfatizam a polarização política como elemento determinante para a fragilização da confiança nas vacinas e para o aumento da recusa vacinal. Já Cunegundes, Machado e Vieira (2025) apresentam uma perspectiva mais subjetiva e sociocultural do fenômeno, destacando que a hesitação vacinal não corresponde necessariamente a uma postura antivacina, mas sim a um processo permeado por dúvidas, ambiguidades e negociações constantes por parte das famílias.
De modo semelhante, Huel et al. (2025) diferenciam-se ao enfatizar os aspectos emocionais e sociais envolvidos na decisão de não vacinar, especialmente os sentimentos de estigmatização e pertencimento a grupos com crenças semelhantes. Os autores defendem que abordagens excessivamente impositivas podem reforçar a resistência vacinal, indicando a necessidade de estratégias comunicacionais mais empáticas e acolhedoras. Assim, embora exista consenso quanto aos prejuízos causados pela desinformação e à importância da atuação da enfermagem, os estudos divergem quanto à principal origem da hesitação vacinal, variando entre fatores políticos, emocionais, socioculturais e informacionais.
5. CONCLUSÃO
A produção científica recente demonstra que a propagação de desinformação configura-se como um dos principais elementos relacionados à diminuição da cobertura vacinal no Brasil, uma vez que interfere de forma negativa na percepção de risco e na confiança quanto à segurança dos imunizantes, estimulando a hesitação vacinal e a queda na adesão às campanhas de vacinação. Esse contexto é intensificado pelo uso disseminado das redes sociais, que potencializam a circulação de conteúdos inverídicos e dificultam o acesso da população a informações científicas seguras.
Nesse cenário, o enfermeiro sobressai como um ator fundamental no combate à desinformação, especialmente no âmbito da Atenção Primária à Saúde, desempenhando papel relevante na educação em saúde, no acolhimento das inquietações da população e na reconstrução da credibilidade nas vacinas. Ademais, sua atuação inclui a identificação proativa de indivíduos hesitantes, a promoção de diálogos fundamentados em evidências e a implementação de estratégias educativas voltadas ao enfrentamento de mitos e concepções equivocadas.
Assim, conclui-se que o enfrentamento da desinformação é essencial para a retomada e sustentação das coberturas vacinais no país, demandando não apenas a implementação de políticas públicas efetivas, mas também o fortalecimento da atuação do enfermeiro como educador, comunicador e protagonista na promoção da saúde, contribuindo diretamente para a proteção coletiva e o controle de doenças imunopreveníveis. Além disso, a escuta ativa e qualificada, aliada ao reconhecimento das dúvidas como legítimas, configura-se como uma estratégia promissora para mitigar a hesitação vacinal e ampliar a adesão às políticas de imunização.
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1 Graduanda do Curso Superior de Enfermagem do Centro Universitário Cesmac. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail
2 Graduanda do Curso Superior de Enfermagem do Centro Universitário Cesmac. E-mail. [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail
3 Professora Ma. do Curso Superior de Enfermagem do Centro Universitário Cesmac. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail