ESTRATÉGIAS E PROTOCOLOS PARA A PREVENÇÃO DE INFECÇÕES DE CORRENTE SANGUÍNEA EM UNIDADES DE CUIDADOS INTENSIVOS
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REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.18716866
Ana Claudia Rodrigues da Silva1
Mateus Henrique Dias Guimarães2
Heverton Ramos dos Santos3
Diógenes José Gusmão Coutinho4
Rozineide Iraci Pereira da Silva5
RESUMO
A infeção da corrente sanguínea associada ao cateter venoso central representa um importante problema de saúde pública nas unidades de cuidados intensivos, estando relacionada ao aumento da morbimortalidade, do tempo de internação e dos custos hospitalares. Este estudo teve como objetivo analisar as principais medidas de prevenção dessas infeções em unidades de terapia intensiva adulto por meio de uma revisão sistemática da literatura com metassíntese. A busca foi realizada em bases de dados nacionais e internacionais, incluindo CAPES, PubMed, MEDLINE, COCHRANE, SciELO, LILACS e BDENF, contemplando artigos publicados entre 2019 e 2024. Foram incluídos 48 estudos após aplicação dos critérios de elegibilidade e análise metodológica conforme a recomendação PRISMA. Os resultados evidenciaram que a implementação de bundles de boas práticas, associada à higiene adequada das mãos, uso de barreiras estéreis máximas, antissepsia com clorexidina, troca regular de curativos e educação continuada da equipe multiprofissional, contribuíram significativamente para a redução das taxas de infecção. Conclui-se que a prevenção eficaz depende da adesão rigorosa às diretrizes estabelecidas, do monitoramento contínuo das práticas assistenciais e do comprometimento institucional com a segurança do paciente.
Palavras-chave: Infecção da corrente sanguínea. Cateter venoso central. Unidade de cuidados intensivos. Bundles de prevenção.
ABSTRACT
Central line-associated bloodstream infection represents a significant public health concern in intensive care units, being associated with increased morbidity and mortality, prolonged hospital stay, and higher healthcare costs. This study aimed to analyze the main preventive measures for bloodstream infections in adult intensive care units through a systematic review with metasynthesis. The search was conducted in national and international databases, including CAPES, PubMed, MEDLINE, COCHRANE, SciELO, LILACS, and BDENF, covering studies published between 2019 and 2024. A total of 48 studies were included after applying eligibility criteria and methodological assessment according to PRISMA recommendations. The findings demonstrated that the implementation of evidence-based bundles, combined with proper hand hygiene, maximal sterile barrier precautions, chlorhexidine antisepsis, regular dressing changes, and continuous professional education, significantly reduces infection rates. Effective prevention depends on strict adherence to established guidelines, continuous monitoring of healthcare practices, and institutional commitment to patient safety.
Keywords: Bloodstream infection. Central venous catheter. Intensive care unit. Prevention bundles.
1. INTRODUÇÃO
A assistência em saúde, de acordo com Quadros et al. (2022), tem como finalidade promover a melhora do estado clínico do paciente; contudo, os riscos inerentes à sua execução podem ocasionar danos físicos, sociais e/ou econômicos, além de expor o indivíduo a desfechos distintos daqueles inicialmente previstos. Diante disso, as discussões relacionadas à segurança do paciente e ao controle de infecções no contexto hospitalar têm se intensificado.
Nesse cenário, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), até 30% dos pacientes hospitalizados em unidades de terapia intensiva (UTIs) desenvolvem infecções associadas à assistência à saúde, sendo a maioria delas infecções da corrente sanguínea vinculadas à inserção e à manutenção de cateteres venosos centrais.
No âmbito nacional, nos últimos anos, o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) vêm adotando a terminologia Infecção Relacionada à Assistência à Saúde (IRAS) em substituição ao termo Infecções Hospitalares (IH), considerando que tais eventos não se restringem ao ambiente hospitalar, mas podem ocorrer em todos os espaços onde há prestação de cuidados especializados em saúde (Anvisa, 2021).
Em razão das características do ambiente hospitalar, especialmente do contexto assistencial invasivo das Unidades de Terapia Intensiva (UTI), os pacientes tornam-se mais vulneráveis à aquisição de infecções, em virtude da gravidade de suas condições clínicas. Nesse sentido, a UTI tem como propósito garantir uma assistência eficaz aos pacientes críticos, associada a uma constante demanda por intervenções multidisciplinares e situações de emergência que requerem o uso de tecnologias avançadas, conforme descreve Perin (2015).
A problemática central que envolve a internação em UTI refere-se ao elevado número de procedimentos invasivos, os quais aumentam a exposição do paciente às IRAS, resultando no prolongamento do tempo de internação, atraso na recuperação, agravamento do quadro clínico, redução da qualidade da assistência e elevação dos custos no sistema de saúde (Andrade, 2021).
Em 2014, foi instituído no Brasil um documento norteador do Programa Nacional de Segurança do Paciente. De acordo com esse documento, a segurança do paciente consiste na redução, a um mínimo aceitável, do risco de danos desnecessários associados ao cuidado em saúde (Brasil, 2014). Nesse contexto, inserem-se as estratégias destinadas à diminuição da incidência de infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS).
Dessa maneira, as IRAS são consideradas agravos que comprometem a qualidade e o desempenho dos serviços de atenção à saúde, sobretudo nas unidades de terapia intensiva. A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece que as infecções relacionadas à assistência à saúde configuram um problema de Saúde Pública, tornando imprescindível a implementação de medidas voltadas à sua prevenção e controle. Contudo, tais ações devem ser desenvolvidas de forma articulada e integradas em todas as esferas governamentais (Anvisa, 2021). A problemática relacionada à infecção de corrente sanguínea no cenário da terapia intensiva, deve-se às altas taxas de mortalidade, que segundo Doi (2018) pode variar de 15-40% no mundo inteiro, sendo as maiores percentagens acometidas no Brasil; e, ainda eleva a permanência em leito hospitalar, causando um incremento nos custos em saúde e representando um problema de saúde pública.
Assim, o objetivo geral desse estudo foi analisar as principais medidas de prevenção de infecção de corrente sanguínea nos ambientes de terapia intensiva adulto através de uma revisão sistemática da literatura.
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA OU REVISÃO DA LITERATURA
As infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS) são consideradas injúrias que colocam em risco a qualidade e a evolução dos serviços de atenção à saúde, principalmente na unidade de terapia intensiva.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece que as infecções relacionadas à assistência à saúde são um problema de Saúde Pública sendo necessário a implementação de ações que visem à redução e eliminação desse tipo de infecção.
Assim, o conceito de infecção relacionada à assistência à saúde, de acordo com Anvisa (2017) constitui como a infecção adquirida após o paciente ser submetido a um procedimento invasivo de assistência à saúde ou a um processo de internação, que possam ser relacionados a estes eventos.
As infecções da corrente sanguínea (ICS) são relacionadas a dispositivos médicos, como o cateter venoso central e constituem importantes infecções relacionadas à assistência à saúde com desfechos não favoráveis em saúde. As ICS são conhecidas como bacteremia possuindo grande importância epidemiológica devido aos riscos de morbimortalidade aos pacientes (Brixner, 2019).
As ICS, de acordo com a mesma autora, podem acontecer no local da inserção do cateter pela proliferação de microrganismos que colonizam a pele humana ou pelo uso de soluções contaminadas que são infundidas no dispositivo.
As taxas de mortalidade devido às infecções de corrente sanguínea são preocupantes, nos Estados Unidos da América (EUA), elas variam entre 10% a 25%. Enquanto no Brasil, um estudo apontou uma taxa de mortalidade de 40% entre pacientes com infecção de corrente sanguínea (Brasil, 2017). Essa discrepância ocorre devido ao fato de nos EUA nenhum microrganismo Gram-negativo ser encontrado nesse tipo de infecção relacionada à assistência à saúde. E no Brasil, a Klebsiella pneumoniae e o Acinetobacter spp compõem o terceiro e quarto lugar, respectivamente, entre as principais causas da infecção de corrente sanguínea (Anvisa, 2017).
Além da maior carga de patógenos causadores da infecção de corrente sanguínea, no Brasil, há outro fator desafiador para a saúde, o tempo de internação hospitalar. A ICS provoca o prolongamento do tempo da internação, aumentando os custos, restringindo leitos e aumentando a morbimortalidade.
Diante disso, a adoção de estratégias acertivas, como a adesão de bundles de boas práticas em saúde e a otimização de boas práticas na manutenção de dispositivos invasivos podem promover a prevenção da infecção de corrente sanguínea, assim como, garantir a segurança do paciente frente à assistência à saúde (Brasil, 2017).
O sangue é um local do organismo considerado estéril e na ocorrência de bactérias ou fungos circulantes, sugere-se que o indivíduo apresenta uma infecção de corrente sanguínea, assegura Brixner (2019).
Através da figura abaixo, é possível compreender a fisiopatogenia das infecções de corrente sanguínea.
Figura 1. Fisiopatogenia das infecções de corrente sanguínea
Quanto à fisiopatogenia da infecção de corrente sanguínea, ocorre uma colonização extraluminal do cateter venoso nas duas primeiras semanas, levando à formação de biofilmes e culminando na colonização do lúmen em si (Anvisa, 2017). Isso acontece devido à alta manipulação do cateter venoso e sua permanência que favorecem a contaminação.
A infusão de soluções contaminadas somadas às práticas inadequadas de preparo e instalação também são fatores que predispõe a ocorrência das infecções de corrente sanguínea. E, ainda, a disseminação hematogênica por colonização da ponta do cateter pode ser responsável pelas ICS.
3. METODOLOGIA
Esse estudo trata-se de uma revisão sistemática da literatura com metassíntese. Por sua vez, a metassíntese configura uma modalidade de pesquisa qualitativa, permitindo, portanto, o estudo aprofundado de investigações primária, elevando o nível de compreesão e abstração do estudo, segundo Oliveira, Miranda e Saad (2020).
As etapas dessa revisão sistemática, baseadas em Brasil (2021), foram as seguintes:
Elaboração da Pergunta de Pesquisa (através do acrônimo PICO);
Busca na literatura;
Seleção de artigos;
Extração dos dados;
Avaliação da qualidade metodológica;
Síntese dos dados;
Avaliação da qualidade/certeza das evidências;
Redação e publicação dos resultados;
A presente revisão sistemática da literatura foi realizada através das bases de dados nacional - Plataforma CAPES; bases internacionais - PUBMED/MEDICAL Literature Analyses and Retrieval System Online (MEDLINE), COCHRANE, Scientific Eletronic Library Online (Scielo) e na base de dados Literatura Latina Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e no Banco de Dados da Enfermagem (BDENF).
Nas bases de dados citadas, foram utilizados os seguintes descritores: infection; cateter-related infections; catheterization; hemodialysis cateter; blood culture; central venous catheters; intensive care units; critical care; infecções relacionadas a cateter; cateterismo venoso central, unidade de terapia intensiva, hemoculturas, patógenos, cuidados intensivos; cuidados críticos. Serão utilizados os operadores booleanos AND, OR e NOT.
O período de realização da busca nas bases de dados foi o mês de junho de 2024.
Os critérios de inclusão foram: os artigos originais provenientes de pesquisa publicados de 2019 a 2024. Ainda acerca da inclusão, os critérios foram: artigos completos, gratuitos, em português ou inglês, com adultos, realizados em unidades de terapia intensiva adulto, que incluam cateteres venosos centrais de curta permanência e cateteres de hemodiálise; que tenham em seus resumos ou títulos relação com a temática proposta.
Os critérios de exclusão foram artigos que abordam a população pediátrica e neonatal devido as especificidades diferentes da população adulta, artigos não provenientes de pesquisas de campo ou revisão sistemática, artigos que tratem da infecção de corrente sanguínea em populações específicas (COVID-19, HIV), dissertações de mestrado ou teses de doutorado, artigos que não foram desenvolvidos no cenário de terapia intensiva, artigos que tratem de cateteres centrais de inserção periférica (PICC), cateteres periféricos e arteriais; e que não abordem as medidas de prevenção de infecção de corrente sanguínea em unidades de terapia intensiva.
A presente Revisão Sistemática foi registrada na base de registros de protocolos de revisões sistemáticas PROSPERO®, sendo emitido o código CRD42024567393.
Segundo Pacheco et al. (2018), um dos objetivos do PROSPERO®, é evitar a duplicidade involuntária de publicação de revisões sistemáticas que avaliem a mesma questão clínica.
O registro no PROSPEERO® permite um incremento na qualidade metodológica das revisões sistemáticas pois propõe um checklist de 38 itens para o registro do protocolo, explica Pacheco et al. (2018).
Na etapa da busca na literatura, foi utilizado o programa Rayyan, que é um gerenciador de referências que tem como intuito auxiliar a organização dos estudos e facilitar o processo de exclusão de duplicatas. A escolha de artigos foi feita por pares.
Na apresentação dos resultados, foi utilizado o fluxograma PRISMA®, para tornar o estudo o mais transparente possível. Nesse fluxograma são identificados o número de estudos encontrados em cada fase de seleção, a elegibilidade dos artigos, bem como a exclusão deles e a conclusão no número de artigos.
A síntese dos dados foi realizada através da utilização do programa Microsoft Excel para tabulação, sendo realizada estatística descritiva simples com números absolutos e porcentagens por meio do programa Jasp®.
Na análise de dados foi utilizado o nível de evidência baseado na classificação da New Joanna Briggs Institute (JBI) Levels OF Evidence. De acordo com essa classificação, os estudos são elencados por numerações, sendo o nível 1 os estudos de maior nível e gradativamente ao 5, que é o de menor nível de evidência científica. Cada nível apresenta estratificações, de acordo com Institute (2013).
4. RESULTADOS E DISCUSSÕES OU ANÁLISE DOS DADOS
Foram encontrados por meio das plataformas de busca: 485 artigos. Após a inclusão desses artigos no Rayyan, foi realizada a detecção de duplicatas, onde 137 artigos foram encontrados como duplicados, sendo resolvidos e restando 412 artigos a serem analisados de acordo com os objetivos da pesquisa.
Desses 412 artigos, 231 foram escolhidos por pares de acordo com os objetivos específicos da pesquisa. Após isso, foi realizada uma nova verificação apenas pelo pesquisador principal, no caso eu, dos artigos mais viáveis para atingir os objetivos propostos pela pesquisa, resultando em 49 artigos elegíveis.
Na figura 2, abaixo, é possível observar o fluxograma do processo de seleção de estudos conforme a metodologia Prisma.
Figura 2. Fluxograma do processo de seleção de estudos.
Iniciando a discussão acerca das medidas preventivas de ICS, Quadro et al (2022) relataram que a adesão aos bundles foi essencial para reduzir a incidência de ICS em cenários com pacientes de alta gravidade. Já, o estudo de Eggimann et al. (2019) mostrou que o uso de bundles de manutenção do cateter venoso central reduziu o impacto do tempo de permanência e a melhora no desfecho dos pacientes críticos. Esses estudos reforçam a necessidade da aplicação de um pacote de medidas preventivas de infecção de corrente sanguínea e ações seguras de manutenção do dispositivo venoso.
Nesse contexto, a pesquisa de Vicente, Cotrin e Werneck (2023) realizaram um estudo em São Paulo (Brasil), que evidenciou uma alta taxa de conformidade individual (96,38%) nos bundles aplicados, mas a adesão total ainda foi inferior ao esperado (63,95%). Foi recomendado nesse estudo, a capacitação contínua da equipe de enfermagem.
Já Gupta et al. (2021), que realizaram um levantamento em Doha, Catar, relataram uma redução significativa nas taxas de infecção de 3,1 para 0,4 por 1.000 dispositivos-dia após a implementação de bundles baseados em evidências e o monitoramento por observação direta. Outro estudo nos Estados Unidos, observou uma redução de 82% nas infecções associadas ao CVC após intervenções interdisciplinares e revisão diária dos dispositivos.
Acerca de intervenções específicas para a prevenção da ICS associada ao CVC na UTI, a pesquisa quase-experimental realizada na Turquia, de Sanli, Sarikaya e Pronovost (2023) demonstrou uma redução significativa de 15% nas taxas de ICS após a implementação de intervenções como higiene das mãos e precauções estéreis máximas.
O estudo de Eggimann et al. (2019), realizado na Suíça, destacaram que o uso de curativos com clorexidina (CHG) em bundles resultou em uma redução progressiva nas taxas de infecção, comprovando a eficácia desse componente específico ao longo de 11 anos. Ratificando esses dados, Pearse et al. (2022), realizou uma pesquisa na Austrália, avaliaram o uso de discos de polihexametileno biguanida (PHMB) em curativos e não observaram infecções associadas ao CVC no grupo de intervenção, destacando a segurança da abordagem.
Assim, os estudos levantados nessa revisão, indicam que a adesão aos bundles e intervenções específicas, como o uso de CHG e a realização de treinamentos regulares, são essenciais para reduzir as taxas de ICS. No entanto, a eficácia dessas práticas está diretamente relacionada à educação continuada e à adesão rigorosa às diretrizes estabelecidas.
Para realizar a discussão acerca do impacto das medidas preventivas e na redução das taxas de infecção, é possível acompanhar na tabela abaixo os principais achados nessa revisão.
Tabela 1. Impacto das medidas preventivas na redução das taxas de infecção
Autores e Ano do estudo | Local dos estudo | Impacto das medidas preventivas na redução das taxas de infecção | |
Eggimann et al. (2019) | Suíça | Relataram uma redução significativa e sustentada nas taxas de infecção ao longo de 11 anos, com diminuição progressiva de 1,48 para 0,23 episódios por 1.000 cateteres-dia, usando curativos com clorexidina. | |
Wei et al. (2021) | EUA | Demonstraram uma redução de 68% nos casos de ICS-CVC após a implementação de um bundle abrangente, incluindo trocas padronizadas de curativos e tampas de desinfecção passiva, com queda de 42% nos casos por 1.000 cateteres-dia | |
Veronese et al. (2023) | Brasil | No contexto do programa Proadi-SUS, houve redução significativa nas infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS), mas a infecção da corrente sanguínea associada ao CVC não apresentou redução estatisticamente significativa. | |
Musgrove (2024) | EUA | Destacaram uma redução de 82% nas infecções após a implementação de colaboração interprofissional, incluindo auditorias diárias sobre a necessidade de cateteres e treinamento intensivo. | |
Lewis et al. (2019) | Inglaterra | Uma revisão sistemática concluiu que o banho com clorexidina é eficaz na prevenção de infecções hospitalares, embora não seja possível identificar o impacto exclusivo sobre ICS-CVC. | |
Sanli, Sarikaya e Pronovost (2023) | Turquia | Demonstraram uma redução sustentada de 15% nas taxas de infecção e melhoria contínua na adesão às diretrizes por enfermeiros até seis meses após treinamento inicial. | |
Yoshida et al. (2019) | Brasil | Embora a aplicação de bundles tenha sido alta, o estudo revelou que não houve redução significativa nas taxas de ICS, indicando a necessidade de treinamento contínuo e ajuste dos protocolos para sustentação dos efeitos. | |
Araújo et al. (2021) | Brasil | Sugeriram que a sustentabilidade depende de fatores como controle de desabastecimento e padronização de protocolos internos, destacando a importância da participação ativa da gestão hospitalar. | |
Alwazzeh et al. (2023) | Arábia Saudita | Identificaram que a adesão contínua às práticas preventivas foi dificultada por comorbidades, mas demonstraram a importância de estratégias de educação permanente para manter a sustentabilidade. | |
Vicente, Cotrin e Werneck (2023) | Brasil | Relataram alta adesão individual (96,38%) às medidas do bundle, mas destacaram a necessidade de investimentos permanentes em capacitação para garantir sustentabilidade. | |
Fonte: Própria autora (2024).
Os estudos destacam que a implementação de bundles reduz significativamente as taxas de ICS-CVC, especialmente quando acompanhada por treinamento contínuo, controle rigoroso e participação da gestão hospitalar. A sustentabilidade das intervenções requer esforços constantes, como reavaliações periódicas dos protocolos, programas educativos e engajamento das equipes de saúde.
Através do gráfico abaixo é possível observar as principais medidas preventivas de ICS associadas a CVC nos estudos apresentados nessa revisão sistemática.
Figura 3. Frequência das Medidas Preventivas de Corrente Sanguínea associada a CVC nos estudos analisados
O gráfico apresenta a frequência com que diferentes medidas preventivas para infecção de corrente sanguínea associada à cateter venoso central (CVC) foram citadas nos 48 estudos analisados. Ele destaca quais estratégias são mais utilizadas na prática clínica e refletem sua relevância na prevenção desse tipo de infecção.
A medida de prevenção de infecção de corrente sanguínea na UTI mais citada é o uso de bundles, mencionada em 40 estudos. Bundles, por sua vez, são pacotes de intervenções baseadas em evidências, aplicados de forma integrada, que incluem práticas como higienização das mãos, antissepsia na inserção do cateter e monitoramento contínuo de sua manutenção. Isso evidencia a eficácia dessa abordagem sistemática em reduzir a ocorrência de infecções em ambientes hospitalares, principalmente nas UTIs.
A técnica asséptica e a higiene das mãos também aparecem com destaque, com 35 e 28 menções, respectivamente. Essas práticas fundamentais são amplamente reconhecidas como pilares do controle de infecção. Sua alta frequência no gráfico reflete a importância de garantir que procedimentos básicos sejam rigorosamente seguidos por toda a equipe assistencial.
Medidas como a troca regular de curativos foram apresentadas em 30 artigos e a educação da equipe multidisciplinar foi apontada em 25 artigos. A troca de curativos é essencial para evitar a colonização microbiana no local do cateter, enquanto a capacitação contínua dos profissionais garante maior adesão às práticas preventivas. Ambos os fatores contribuem significativamente para a redução das taxas de infecção.
Por fim, o banho com clorexidina, citado em 22 estudos, é uma medida adicional eficaz, especialmente em UTIs. Essa prática ajuda a reduzir a carga microbiana na pele dos pacientes e, consequentemente, o risco de infecção relacionada ao cateter. Embora menos citada do que outras medidas, é uma estratégia complementar valiosa em cenários de alta complexidade.
O gráfico explicitado na figura 3 reforça a importância de uma abordagem multimodal na prevenção de infecções associadas a CVCs, combinando medidas estruturais, como bundles, com práticas básicas, como higiene das mãos, e estratégias educacionais. Isso mostra que a prevenção eficaz requer o envolvimento de toda a equipe hospitalar e o uso de protocolos padronizados.
Nessa revisão sistemática, os artigos foram classificados de acordo com os níveis de evidência da Joanna Briggs Institute (2014); que por sua vez, organiza os estudos em uma hierarquia, onde os níveis mais altos representam tipos de evidência mais robustos e confiáveis para embasar práticas clínicas. Com base nessa classificação, observa-se que a maioria dos estudos fornecidos são observacionais ou descritivos, com poucos estudos classificados como níveis mais elevados.
Primeiramente, é importante destacar que nenhum dos estudos listados se enquadra no nível 1, que é reservado para revisões sistemáticas de ensaios clínicos randomizados ou para ensaios clínicos randomizados de alta qualidade. O nível 1 de evidência é considerado o mais alto, pois oferece a maior robustez metodológica e minimiza os vieses, garantindo a maior confiabilidade das conclusões. No caso dos estudos fornecidos, todos são observacionais, sendo, portanto, classificados em níveis inferiores.
A maioria dos estudos está classificada como nível 2, que corresponde aos estudos clínicos não randomizados, como estudos de coorte, caso-controle, ou séries de casos. Dentre os estudos analisados, temos quatro que se encaixam nesta categoria. Por exemplo, os estudos de Maqbool e Sharma (2023), tanto em um hospital terciário do norte da Índia quanto na UTI de trauma, são estudos prospectivos de coorte, em que a incidência de infecções de corrente sanguínea associadas a cateteres centrais (ICS-CVC) foi monitorada ao longo do tempo.
Estes estudos, embora não randomizados, apresentam um bom desenho de coorte que permite observar relações temporais e fornecer dados importantes sobre a prevalência e os fatores de risco para a infecção de corrente sanguínea associada ao cateter venoso central, o que justifica a sua classificação no nível 2.
Outro estudo que se encaixa no nível 2 é o de Lin et al. (2022), que compara a eficácia de dois antissépticos para a prevenção de infecções em locais de inserção de cateter venoso central. Embora este seja um estudo prospectivo com um desenho cruzado e aberto, sem randomização dos participantes, a abordagem estruturada e os métodos controlados colocam-no no nível 2.
Além disso, o estudo de Wei et al. (2021), realizado nos Estados Unidos, que implementou um pacote de cuidados para reduzir infecções associadas ao cateter venoso central, também se qualifica como nível 2. Mesmo sendo um estudo retrospectivo, ele faz uso de um protocolo robusto e baseia-se em medidas de controle específicas, o que lhe confere uma classificação superior, embora ainda não atinja o padrão do nível 1.
Os estudos de nível 3, que correspondem a estudos descritivos ou observacionais, são os mais comuns entre os estudos fornecidos. Muitos dos artigos se encaixam nesta categoria, como o estudo de Alfouzan et al. (2021), que realizou uma análise retrospectiva e descritiva das infecções associadas à assistência à saúde em uma UTI no Kuwait. Este estudo fornece uma visão detalhada sobre os tipos e taxas de infecção, incluindo infecções da corrente sanguínea, pneumonia e infecções urinárias, sendo classificado como nível 3.d.
Em resumo, a maioria dos estudos fornecidos são estudos observacionais, com uma predominância de estudos de coorte prospectivos (nível 2) e estudos descritivos (nível 3).
A evidência disponível é bastante relevante para práticas clínicas, especialmente em UTIs, mas o nível de robustez metodológica limita a possibilidade de generalizações amplas ou de conclusões definitivas, sem a necessidade de mais ensaios clínicos randomizados ou revisões sistemáticas de alta qualidade.
Assim, é possível afirmar que, embora esses estudos contribuam significativamente para o entendimento das infecções associadas a cateteres centrais, a base de evidências poderia ser fortalecida com mais pesquisas controladas e randomizadas.
Dessa forma, a análise reforça a importância de considerar tanto a qualidade metodológica quanto o tipo de estudo ao tomar decisões clínicas baseadas em evidências.
4. CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS
As infecções de corrente sanguínea associadas a presença do cateter venoso central elevam o tempo de internação na UTI, além de promover altas taxas de morbimortalidade, sendo o controle dessas infecções um desafio nas instituições hospitalares.
Ademais, a literatura aponta que que a manipulação frequente e inadequada do cateter, aliada ao tempo de permanência, é uma causa predominante das ICS, como demonstrado em alguns estudos encontrados nessa revisão onde a densidade de infecção variou de 1 a 10 episódios por 1.000 cateteres-dia.
Além disso, as taxas de ICS podem aumentar com o tempo devido a práticas inadequadas de manutenção e à falta de adesão às diretrizes recomendadas para o uso de cateteres.
Os estudos incluídos nessa dissertação apontam que intervenções como a utilização de bundles de boas práticas e treinamentos direcionados à equipe de saúde podem mitigar esses riscos. A adesão a medidas como higiene adequada das mãos, uso de barreiras estéreis durante a inserção e a remoção precoce do CVC são fundamentais.
Sendo assim, é essencial reconhecer que a redução da incidência de ICS depende da implementação de estratégias integradas que considerem tanto os fatores estruturais, como o tempo de utilização do CVC, quanto as condições clínicas dos pacientes. Treinamento contínuo, uso de materiais adequados e monitoramento rigoroso das práticas de saúde podem contribuir para a redução desses riscos.
Esta revisão sistemática apresenta ganhos significativos tanto para a prática clínica quanto para a pesquisa em saúde. Um dos principais benefícios é a consolidação de evidências sobre a eficácia de intervenções baseadas em bundles na redução das infecções de corrente sanguínea (ICS) associadas ao uso de cateter venoso central (CVC). Ao reunir dados de 48 estudos, a dissertação oferece uma visão abrangente das melhores práticas recomendadas, o que contribui para orientar profissionais de saúde na implementação de medidas preventivas mais eficazes e baseadas em evidências.
Outro ganho importante está relacionado à análise detalhada dos diferentes níveis de evidência, segundo a classificação Joanna Briggs. Isso permite avaliar a força das intervenções propostas e identificar quais estratégias oferecem maior impacto na redução de infecções. Essa abordagem facilita a priorização de práticas que apresentem resultados mais consistentes e robustos, apoiando a tomada de decisões clínicas baseadas em evidências sólidas.
Além disso, a revisão destaca a importância da educação continuada e da adesão às práticas de higiene e manutenção dos CVCs. A identificação de barreiras comuns à implementação de bundles e estratégias de intervenção, como treinamento insuficiente ou falta de recursos, oferece subsídios valiosos para gestores hospitalares desenvolverem políticas mais eficazes. A disseminação desses resultados contribui para a melhoria contínua da qualidade do cuidado, com potencial para reduzir taxas de morbidade e mortalidade, além de diminuir os custos associados às infecções hospitalares.
A revisão sistemática apresentada enfrenta algumas limitações metodológicas que merecem destaque. Uma das principais é a ausência de randomização em muitos dos estudos analisados. Embora observacionais, esses estudos oferecem menor nível de evidência em comparação aos ensaios randomizados controlados, que são considerados o padrão-ouro em pesquisas clínicas. Além disso, a heterogeneidade nos protocolos aplicados em diferentes contextos hospitalares dificulta a comparação direta entre os estudos e limita a generalização dos resultados.
Outro ponto relevante é a falta de dados consistentes sobre a sustentabilidade das intervenções ao longo do tempo. Apesar de muitos estudos demonstrarem reduções significativas nas taxas de infecção em curto prazo, poucos fornecem evidências robustas sobre a manutenção dessas melhorias. As variações geográficas também representam um desafio, uma vez que as condições dos hospitais em países desenvolvidos diferem amplamente das realidades de recursos limitados encontrados em países em desenvolvimento.
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1 Doutoranda em Saúde Pública pela Christian Business School (CBS), Paris, França. ORCID: https://orcid.org/0000-0002-2610-9325. E-mail: [email protected]
2 Doutorando em Saúde Pública pela Christian Business School (CBS), Paris, França. ORCID: https://orcid.org/0009-0008-0206-0011. E-mail: [email protected].
3 Médico Urologista da Secretaria de Saúde do Distrito Federal. Supervisor da Residência de Cirurgia Geral da SES/DF. ORCID: https://orcid.org/0000-0001-7325-1925. E-mail: [email protected]