ENTRE A NORMA-PADRÃO E A LINGUAGEM INFORMAL: USOS E ADEQUAÇÕES NA COMUNICAÇÃO

BETWEEN STANDARD LANGUAGE AND INFORMAL LANGUAGE: USES AND ADAPTATIONS IN COMMUNICATION

REGISTRO DOI: 10.70773/revistatopicos/779344062

RESUMO
O presente estudo aborda o uso da norma padrão e da linguagem informal em diferentes contextos comunicativos, considerando as transformações sociais, culturais e tecnológicas que influenciam as práticas linguísticas contemporâneas. A língua portuguesa apresenta múltiplas formas de expressão, variando de acordo com fatores como ambiente social, grau de formalidade, intenção comunicativa e perfil dos interlocutores. Nesse contexto, tanto a norma padrão quanto a linguagem informal desempenham funções importantes na comunicação cotidiana, sendo utilizadas conforme as exigências de cada situação social. O objetivo da pesquisa foi analisar as características, funções e aplicações da norma padrão e da linguagem informal em diferentes contextos comunicativos, destacando sua relevância para interação social e para o processo de ensino-aprendizagem da língua portuguesa. A metodologia utilizada consistiu em uma revisão bibliográfica qualitativa, fundamentada em livros, artigos científicos e estudos linguísticos publicados nos últimos anos sobre variação linguística, sociolinguística e ensino da língua portuguesa. Foram analisados estudos relacionados à adequação linguística, preconceito linguístico, comunicação digital e usos sociais da linguagem. Os resultados demonstraram que a norma padrão continua sendo fundamental em contextos formais, acadêmicos e profissionais, enquanto a linguagem informal predomina em interações cotidianas, redes sociais e ambientes de maior proximidade entre os interlocutores. Conclui-se que ambas as modalidades possuem importância social e comunicativa, sendo necessário compreender a adequação linguística como elemento essencial para comunicação eficiente e inclusão social.
Palavras-chave: norma padrão; linguagem informal; variação linguística; comunicação.

ABSTRACT
This study addresses the use of standard and informal language in different communicative contexts, considering the social, cultural, and technological transformations that influence contemporary linguistic practices. The Portuguese language presents multiple forms of expression, varying according to factors such as social environment, degree of formality, communicative intention, and the profile of the interlocutors. In this context, both standard and informal language play important roles in everyday communication, being used according to the demands of each social situation. The objective of this research was to analyze the characteristics, functions, and applications of standard and informal language in different communicative contexts, highlighting their relevance to social interaction and the teaching-learning process of the Portuguese language. The methodology used consisted of a qualitative bibliographic review, based on books, scientific articles, and linguistic studies published in recent years on linguistic variation, sociolinguistics, and the teaching of the Portuguese language. Studies related to linguistic appropriateness, linguistic prejudice, digital communication, and social uses of language were analyzed. The results demonstrated that standard language remains fundamental in formal, academic, and professional contexts, while informal language predominates in everyday interactions, social networks, and environments of greater proximity between interlocutors. It is concluded that both modalities have social and communicative importance, and that understanding linguistic appropriateness is essential for efficient communication and social inclusion.
Keywords: standard language; informal language; linguistic variation; communication.

1. INTRODUÇÃO

A língua portuguesa constitui um instrumento fundamental de interação social, comunicação e construção das relações humanas, apresentando múltiplas formas de uso que variam conforme o contexto comunicativo, os interlocutores, o ambiente social e os objetivos da comunicação. Nesse cenário, a norma padrão e a linguagem informal representam modalidades linguísticas amplamente utilizadas pelos falantes em diferentes situações cotidianas, acadêmicas, profissionais e digitais.

A norma padrão é tradicionalmente associada aos contextos formais, às produções acadêmicas, aos documentos oficiais e às práticas comunicativas institucionalizadas, enquanto a linguagem informal se manifesta predominantemente em interações espontâneas, conversas cotidianas, redes sociais e ambientes de maior proximidade social. Entretanto, a utilização dessas variedades linguísticas não ocorre de maneira rígida ou excludente, mas sim conforme as necessidades comunicativas e socioculturais dos indivíduos (Torres; Silva, 2019; Polizeli, 2023; Campos; Vieira, 2022).

Os estudos sociolinguísticos desenvolvidos nas últimas décadas contribuíram significativamente para ampliação das discussões relacionadas à variação linguística, ao preconceito linguístico e à adequação da linguagem aos diferentes contextos comunicativos. A perspectiva sociolinguística compreende que não existe uma única forma “correta” de utilização da língua, mas diferentes variedades linguísticas adequadas às situações sociais específicas. Nesse contexto, a linguagem informal passou a ser reconhecida como manifestação legítima da comunicação humana, refletindo aspectos culturais, regionais e identitários dos grupos sociais.

De acordo com Souza e Santos (2022), as variedades linguísticas possuem importante valor social e comunicativo, sendo fundamentais para expressão da identidade cultural e interação entre os indivíduos. Da mesma forma, Pereira (2015) destaca que o conceito tradicional de “erro linguístico” precisa ser analisado criticamente, considerando as diferentes situações de uso da língua e os fatores sociais que influenciam a comunicação.

Além das transformações sociais, o avanço das tecnologias digitais e das redes sociais também influenciou significativamente as formas contemporâneas de comunicação. O crescimento das interações virtuais favoreceu a ampliação do uso da linguagem informal, do internetês, das abreviações e das construções linguísticas mais espontâneas no cotidiano dos indivíduos. Nesse cenário, surgem debates relacionados aos impactos dessas mudanças sobre o ensino da língua portuguesa e sobre a utilização da norma padrão em ambientes escolares e acadêmicos.

Gambôa e Santos (2020) afirmam que a cultura da correção linguística presente na internet frequentemente reforça visões normativas excludentes sobre a língua, desconsiderando os aspectos comunicativos e contextuais da linguagem. Paralelamente, Souza (2025) destaca que muitos educadores enfrentam desafios relacionados ao uso excessivo da linguagem informal pelos estudantes em produções escolares formais, evidenciando a necessidade de desenvolver práticas pedagógicas voltadas à compreensão da adequação linguística.

Diante desse cenário, torna-se necessário refletir criticamente sobre o uso da norma padrão e da linguagem informal nos diferentes espaços de interação social e comunicativa. Assim, estabelece-se como problemática desta pesquisa a seguinte questão: de que maneira a norma padrão e a linguagem informal são utilizadas em diferentes contextos comunicativos e quais impactos essa relação produz no processo de interação social e no ensino da língua portuguesa?

O presente estudo possui como objetivo geral analisar o uso da norma padrão e da linguagem informal em diferentes contextos comunicativos, considerando suas funções sociais, educacionais e culturais na sociedade contemporânea. Como objetivos específicos, busca-se compreender as características da norma padrão e da linguagem informal na comunicação cotidiana; identificar a importância da adequação linguística nos diferentes ambientes sociais e comunicativos; e analisar os impactos das transformações tecnológicas e digitais sobre as práticas linguísticas contemporâneas.

A relevância desta pesquisa justifica-se pela necessidade de compreender a língua portuguesa como fenômeno social dinâmico e heterogêneo, marcado pela coexistência de diferentes variedades linguísticas utilizadas conforme os contextos comunicativos. O estudo da norma padrão e da linguagem informal permite ampliar a compreensão acerca das relações entre linguagem, sociedade e identidade cultural, além de contribuir para redução do preconceito linguístico frequentemente presente nos espaços educacionais e sociais. Segundo Barbosa, Seabra e Silva (2017), a língua portuguesa apresenta diferentes níveis de formalidade e usos linguísticos que coexistem de maneira complementar na comunicação cotidiana, evidenciando a importância de reconhecer as múltiplas possibilidades de expressão presentes na sociedade contemporânea.

Esta pesquisa possui importante contribuição para o campo educacional, especialmente no que se refere ao ensino da língua portuguesa e ao desenvolvimento da competência comunicativa dos estudantes. Compreender a adequação linguística e a funcionalidade das diferentes variedades da língua permite construir práticas pedagógicas mais inclusivas, críticas e contextualizadas, valorizando tanto a norma padrão quanto as formas informais de comunicação. Nesse sentido, os estudos sociolinguísticos contribuem para formação de sujeitos capazes de utilizar a linguagem de maneira adequada às diferentes situações sociais, acadêmicas e profissionais, fortalecendo a cidadania, a comunicação e a inclusão social por meio do uso consciente da língua portuguesa (Santos; Andrade; Dal Cortivo, 2019; Scholtz, 2021; Silva; Neto, 2020).

2. METODOLOGIA

A presente pesquisa é caracterizada como uma revisão bibliográfica de abordagem qualitativa, desenvolvida com o objetivo de analisar o uso da norma padrão e da linguagem informal em diferentes contextos comunicativos, considerando os aspectos sociais, culturais, educacionais e tecnológicos que influenciam as práticas linguísticas contemporâneas. A pesquisa qualitativa busca compreender fenômenos sociais a partir da interpretação crítica de informações e discursos presentes nos materiais analisados, permitindo identificar relações entre linguagem, sociedade e comunicação.

Segundo Gil (2015), a pesquisa bibliográfica é elaborada com base em materiais já publicados, como livros, artigos científicos, dissertações, teses e documentos acadêmicos, possibilitando ao pesquisador aprofundar conhecimentos teóricos e desenvolver análises críticas sobre determinado tema. A abordagem qualitativa foi escolhida por possibilitar análise interpretativa dos fenômenos linguísticos, considerando os fatores históricos, culturais e sociais envolvidos no uso da linguagem em contextos formais e informais.

Para o desenvolvimento da pesquisa, foram utilizadas bases de dados científicas reconhecidas pela relevância acadêmica e pela indexação de periódicos científicos, sendo elas: Scientific Electronic Library Online (SciELO), Google Acadêmico, Portal de Periódicos CAPES, Research, Society and Development, Revista de Letras, Alfa: Revista de Linguística, Entretextos e demais repositórios acadêmicos especializados em Linguística, Sociolinguística e Ensino da Língua Portuguesa. As buscas ocorreram entre os meses de abril e maio de 2026, utilizando descritores relacionados ao objeto da pesquisa, tais como: “norma padrão”, “linguagem informal”, “variação linguística”, “adequação linguística”, “sociolinguística”, “ensino da língua portuguesa”, “internetês”, “linguagem formal e informal” e “contextos comunicativos”.

Os descritores foram utilizados de forma isolada e combinada por meio dos operadores booleanos AND e OR, ampliando o alcance das buscas e permitindo localizar estudos diretamente relacionados ao tema investigado. Como critérios de inclusão, foram selecionados artigos científicos, dissertações, teses e estudos publicados nos últimos dez anos, compreendendo o período entre 2015 e 2025, disponíveis em língua portuguesa, com acesso completo e que abordassem especificamente questões relacionadas ao uso da norma padrão, à linguagem informal, à variação linguística e às práticas comunicativas contemporâneas.

Os critérios de exclusão envolveram trabalhos duplicados, publicações anteriores ao recorte temporal estabelecido, materiais sem relação direta com o tema pesquisado, conteúdos incompletos, textos opinativos sem fundamentação científica e estudos não indexados em bases acadêmicas confiáveis. Após a seleção dos materiais, realizou-se leitura exploratória, seletiva e analítica das obras escolhidas, permitindo identificar os principais conceitos, discussões e posicionamentos teóricos relacionados à norma padrão, à linguagem informal e à adequação linguística nos diferentes contextos comunicativos.

A análise dos dados ocorreu por meio da interpretação qualitativa dos conteúdos, buscando compreender as relações entre linguagem, sociedade, educação e comunicação digital presentes nos estudos analisados. Conforme destaca Gil (2015), a análise qualitativa permite interpretar fenômenos complexos a partir de diferentes perspectivas teóricas e sociais, contribuindo para compreensão mais ampla da realidade investigada.

3. RESULTADOS E DISCUSSÃO

A língua portuguesa apresenta grande diversidade de usos e formas de expressão, refletindo as transformações históricas, sociais, culturais e tecnológicas da sociedade. Nesse contexto, a norma padrão e a linguagem informal desempenham funções fundamentais na comunicação humana, sendo utilizadas conforme as exigências de cada situação comunicativa. A norma padrão, tradicionalmente associada aos ambientes formais, acadêmicos e institucionais, convive constantemente com variedades linguísticas informais presentes nas interações cotidianas, familiares, digitais e culturais.

Assim, compreender o uso dessas modalidades linguísticas exige reconhecer a língua como fenômeno vivo, dinâmico e heterogêneo, diretamente relacionado às práticas sociais dos falantes. O presente capítulo busca discutir as características da norma padrão e da linguagem informal, analisar a importância da adequação linguística nos diferentes contextos comunicativos e refletir sobre os impactos das transformações digitais e socioculturais nas práticas de comunicação contemporâneas, utilizando exclusivamente os estudos selecionados para esta pesquisa.

3.1. Norma Padrão, Variação Linguística e Contextos Comunicativos

A norma padrão da língua portuguesa ocupa posição de destaque nos contextos formais de comunicação, especialmente nos ambientes acadêmicos, institucionais e profissionais. Tradicionalmente, ela é compreendida como conjunto de regras gramaticais e estruturas linguísticas consideradas adequadas para situações de maior formalidade e monitoramento linguístico. Moura (2017) afirma que a norma padrão foi historicamente construída como modelo de prestígio social, sendo frequentemente associada à escolarização, à escrita formal e às práticas comunicativas institucionalizadas. Entretanto, a autora destaca que a língua portuguesa não se limita à norma padrão, apresentando múltiplas variedades linguísticas utilizadas de acordo com os diferentes contextos sociais e culturais. Assim, a compreensão da norma padrão exige reconhecer sua função social sem desconsiderar a diversidade linguística existente na sociedade brasileira.

Os estudos sociolinguísticos contribuíram significativamente para ampliação das discussões relacionadas à variação linguística e à legitimidade das diferentes formas de uso da língua. Torres e Silva (2019) ressaltam que a sociolinguística compreende a língua como fenômeno heterogêneo, marcado por transformações constantes e influenciado por fatores sociais, culturais, regionais e históricos. Segundo os autores, as variedades linguísticas não representam desvios ou erros, mas formas legítimas de comunicação utilizadas conforme os contextos e as necessidades dos falantes. Nesse sentido, o ensino da língua portuguesa precisa considerar as diferentes variedades existentes, valorizando tanto a norma padrão quanto as formas populares e informais de expressão linguística.

A noção tradicional de “erro linguístico” também passou a ser questionada pelos estudos sociolinguísticos contemporâneos. Pereira (2015) afirma que muitas construções consideradas incorretas pela gramática normativa representam, na realidade, manifestações legítimas da linguagem utilizadas em determinados grupos sociais e contextos comunicativos. Segundo o autor, o ensino excessivamente normativo da língua portuguesa pode reforçar preconceitos linguísticos e desvalorizar práticas comunicativas socialmente relevantes. Assim, torna-se necessário compreender que a adequação linguística depende do contexto de uso da língua e dos objetivos comunicativos envolvidos em cada situação de interação social.

Polizeli (2023) destaca que a diferença entre norma padrão, norma culta e variedades linguísticas frequentemente gera confusões no processo de ensino-aprendizagem da língua portuguesa. A autora observa que muitos materiais didáticos ainda apresentam visão rígida e homogênea da língua, desconsiderando os fenômenos de variação linguística presentes nas práticas comunicativas cotidianas. Dessa forma, a valorização exclusiva da norma padrão pode dificultar a compreensão dos estudantes sobre a diversidade linguística e sobre os diferentes usos sociais da língua portuguesa.

A adequação linguística constitui elemento fundamental para utilização eficiente da linguagem nos diferentes espaços sociais. Scholtz (2021) afirma que os indivíduos adaptam constantemente suas formas de comunicação conforme o ambiente, os interlocutores e os objetivos comunicativos envolvidos na interação. Em contextos formais, como apresentações acadêmicas, entrevistas de emprego e documentos oficiais, a utilização da norma padrão tende a ser mais valorizada. Por outro lado, em conversas cotidianas, redes sociais e ambientes familiares, a linguagem informal geralmente predomina, favorecendo maior espontaneidade e proximidade entre os interlocutores.

A linguagem oral também desempenha papel importante na compreensão da diversidade linguística presente na sociedade brasileira. Souza e Santos (2022) ressaltam que as variedades linguísticas utilizadas nas comunidades rurais e populares possuem relevante valor cultural e identitário, refletindo experiências sociais, históricas e regionais específicas. Segundo os autores, a linguagem oral representa importante instrumento de construção das relações sociais e de preservação das identidades culturais dos grupos sociais. Assim, o reconhecimento da diversidade linguística contribui para fortalecimento da inclusão social e combate ao preconceito linguístico.

Campos e Vieira (2022) analisam os fenômenos morfossintáticos variáveis presentes na língua portuguesa e destacam que muitas estruturas utilizadas na linguagem cotidiana diferem das formas prescritas pela gramática normativa. Entretanto, essas variações não comprometem necessariamente a comunicação, pois os falantes conseguem adaptar suas formas de expressão conforme os diferentes contextos sociais. Dessa forma, a língua portuguesa apresenta constante processo de transformação e adaptação às necessidades comunicativas contemporâneas.

Macedo (2017) observa que mesmo em textos jornalísticos e produções escritas formais é possível identificar traços de heterogeneidade linguística e aproximações com formas mais informais de expressão. Segundo a autora, a escrita contemporânea frequentemente incorpora características discursivas mais próximas da oralidade, especialmente em gêneros textuais voltados à comunicação mais dinâmica e acessível. Isso demonstra que a fronteira entre linguagem formal e informal não é totalmente rígida, existindo constante interação entre diferentes modalidades linguísticas.

Barbosa, Seabra e Silva (2017) afirmam que a coexistência entre norma padrão, norma culta e linguagem coloquial evidencia a complexidade das práticas comunicativas contemporâneas. Segundo os autores, diferentes modalidades linguísticas podem coexistir em um mesmo texto ou situação comunicativa, sendo utilizadas estrategicamente conforme os efeitos discursivos desejados pelo falante ou produtor textual. Assim, a competência comunicativa envolve não apenas domínio da norma padrão, mas também capacidade de adequar a linguagem às diferentes situações sociais.

Diante desse cenário, percebe-se que a norma padrão e as variedades linguísticas informais desempenham funções complementares na comunicação humana. A língua portuguesa apresenta diversidade estrutural e social que reflete a pluralidade cultural da sociedade brasileira, exigindo abordagens educacionais mais inclusivas e contextualizadas. Dessa forma, compreender os diferentes usos da linguagem torna-se fundamental para fortalecimento da comunicação, da cidadania e da valorização da diversidade linguística nos diferentes contextos sociais e comunicativos.

3.2. O Uso da Linguagem Informal e a Adequação Linguística nos Diferentes Espaços Sociais

A linguagem informal ocupa posição central nas interações sociais contemporâneas, especialmente nos ambientes cotidianos, familiares, digitais e culturais, nos quais a espontaneidade comunicativa e a proximidade entre os interlocutores tornam-se elementos predominantes no processo de comunicação. Diferentemente da norma padrão, associada aos contextos mais monitorados e institucionalizados, a linguagem informal caracteriza-se pela flexibilidade estrutural, pela presença de expressões populares, regionalismos, abreviações, marcas de oralidade e construções linguísticas menos rígidas do ponto de vista gramatical.

Torres e Silva (2019) afirmam que a linguagem informal representa importante manifestação da diversidade linguística brasileira, refletindo aspectos culturais, sociais e identitários presentes nas diferentes comunidades de fala. Assim, compreender a informalidade linguística exige superar visões normativas excludentes e reconhecer a funcionalidade comunicativa das variedades linguísticas utilizadas no cotidiano social.

Os estudos sociolinguísticos contemporâneos demonstram que a adequação linguística constitui elemento essencial para utilização eficiente da língua portuguesa nos diferentes ambientes comunicativos. Scholtz (2021) destaca que os falantes adaptam constantemente suas formas de expressão conforme os interlocutores, os objetivos da comunicação e o grau de formalidade exigido pela situação social.

Dessa forma, um mesmo indivíduo pode utilizar a norma padrão em contextos acadêmicos e profissionais, ao mesmo tempo em que emprega linguagem informal em conversas familiares, redes sociais ou interações cotidianas. Essa capacidade de alternância linguística demonstra competência comunicativa e compreensão das normas sociais relacionadas ao uso da linguagem. Assim, a adequação linguística não deve ser interpretada como substituição de uma variedade por outra, mas como habilidade de utilizar diferentes modalidades linguísticas conforme as exigências de cada contexto comunicativo.

A oralidade representa um dos principais espaços de manifestação da linguagem informal e da diversidade linguística existente na sociedade brasileira. Souza e Santos (2022) ressaltam que a linguagem oral desempenha função essencial na construção das relações sociais, permitindo expressão das identidades culturais e fortalecimento dos vínculos comunitários. Segundo os autores, as variedades linguísticas presentes em comunidades rurais e populares frequentemente sofrem processos de desvalorização social em razão do predomínio histórico da norma padrão nos ambientes educacionais e institucionais. Entretanto, essas formas de expressão possuem legitimidade comunicativa e refletem experiências sociais e culturais relevantes para compreensão da pluralidade linguística brasileira. Nesse sentido, a valorização da linguagem oral e das variedades populares contribui para redução do preconceito linguístico e fortalecimento da inclusão social.

O preconceito linguístico ainda representa importante obstáculo para reconhecimento da diversidade linguística e para construção de práticas educacionais mais inclusivas. Pereira (2015) afirma que muitas vezes determinadas formas de expressão são classificadas como “erradas” apenas por se distanciarem da norma padrão tradicionalmente valorizada pelas instituições escolares e sociais. Segundo o autor, essa visão normativa desconsidera os fatores históricos, culturais e sociais que influenciam o uso da língua, contribuindo para marginalização de grupos sociais cujas práticas linguísticas diferem do padrão formal estabelecido. Assim, torna-se necessário compreender que a língua portuguesa apresenta múltiplas possibilidades de uso, sendo inadequado associar automaticamente linguagem informal à ideia de inferioridade linguística ou incapacidade comunicativa.

A presença da linguagem informal nos meios digitais intensificou significativamente as discussões relacionadas à adequação linguística e às transformações das práticas comunicativas contemporâneas. Gambôa e Santos (2020) observam que as redes sociais e os aplicativos de mensagens favoreceram o crescimento de formas comunicativas mais rápidas, espontâneas e dinâmicas, marcadas pelo uso de abreviações, emojis, gírias e construções linguísticas informais. Segundo os autores, a cultura da correção excessiva presente na internet frequentemente reforça práticas de vigilância linguística e discursos preconceituosos relacionados às variedades populares da língua portuguesa.

O chamado “internetês” tornou-se uma das manifestações mais evidentes das mudanças linguísticas relacionadas às tecnologias digitais. Souza (2025) afirma que muitos professores demonstram preocupação com a influência da linguagem digital sobre a escrita formal dos estudantes, especialmente em atividades escolares e produções acadêmicas. Contudo, a autora destaca que a utilização do internetês não significa necessariamente desconhecimento da norma padrão, mas sim adaptação da linguagem às características específicas da comunicação virtual, marcada pela rapidez e informalidade.

Medeiros (2025) ressalta que o ensino da língua portuguesa precisa priorizar o desenvolvimento da competência interacional dos estudantes, permitindo que compreendam os diferentes usos sociais da linguagem e saibam adequar sua comunicação às diversas situações cotidianas. Segundo a autora, o trabalho pedagógico com linguagem formal e informal deve ocorrer de maneira contextualizada, valorizando tanto a norma padrão quanto as variedades linguísticas utilizadas pelos alunos em suas experiências sociais.

Nunes e Alves (2020) destacam que o estudo da variação diafásica no ensino fundamental contribui significativamente para compreensão da adequação linguística e para valorização das diferentes formas de expressão presentes na sociedade. Segundo os autores, atividades pedagógicas baseadas em gêneros textuais e situações reais de comunicação permitem aos estudantes perceber que a escolha da linguagem depende diretamente do contexto comunicativo e dos objetivos da interação social. Dessa forma, o ensino da língua portuguesa deixa de ser exclusivamente normativo e passa a priorizar o uso efetivo da linguagem em situações concretas de comunicação.

Ferreira e Melo (2021) afirmam que a análise linguística contextualizada possibilita aos estudantes compreenderem a coexistência entre norma padrão e linguagem informal de maneira menos excludente e mais funcional. Segundo os autores, práticas pedagógicas que valorizam a reflexão sobre os diferentes usos da língua contribuem para formação de sujeitos mais críticos, conscientes e preparados para atuar nos diversos espaços sociais. Além disso, a abordagem sociolinguística no ensino da língua portuguesa favorece o combate ao preconceito linguístico e fortalece o reconhecimento da diversidade cultural presente na sociedade brasileira.

A linguagem informal possui importante função social, cultural e comunicativa nos diferentes espaços de interação humana. Sua utilização não representa ausência de conhecimento linguístico, mas adequação às características específicas de determinados contextos sociais e comunicativos. Assim, compreender a relação entre norma padrão e linguagem informal exige reconhecer a diversidade linguística como elemento constitutivo da língua portuguesa e valorizar práticas comunicativas mais inclusivas, contextualizadas e compatíveis com a realidade sociocultural dos falantes brasileiros.

3.3. O Ensino da Língua Portuguesa, as Tecnologias Digitais e os Desafios da Comunicação Contemporânea

As transformações tecnológicas ocorridas nas últimas décadas provocaram mudanças significativas nas formas de comunicação e nas práticas de uso da língua portuguesa, especialmente com a expansão da internet, das redes sociais e dos aplicativos de mensagens instantâneas. Nesse contexto, a linguagem passou a adaptar-se às novas dinâmicas comunicativas digitais, marcadas pela rapidez, pela interatividade e pela informalidade.

O crescimento do uso das tecnologias digitais favoreceu a ampliação de novas formas de escrita, caracterizadas pelo uso de abreviações, emojis, gírias, neologismos e construções linguísticas mais espontâneas. Essas mudanças influenciaram diretamente o modo como os indivíduos produzem e interpretam mensagens nos ambientes virtuais, gerando debates sobre os impactos dessas práticas no ensino da língua portuguesa e na utilização da norma padrão em contextos formais. Assim, a comunicação contemporânea passou a exigir novas reflexões acerca da relação entre linguagem, tecnologia e educação (SOUZA, 2025).

Gambôa e Santos (2020) afirmam que a internet contribuiu para fortalecimento de uma cultura comunicativa marcada pela instantaneidade e pela flexibilidade linguística. Segundo os autores, as redes sociais possibilitaram maior liberdade na produção textual, favorecendo a utilização de estruturas mais informais e próximas da oralidade. Entretanto, eles destacam que o ambiente digital também intensificou práticas de correção excessiva e discursos normativos relacionados ao uso da língua, frequentemente associados ao preconceito linguístico. A linguagem informal utilizada na internet não deve ser compreendida apenas como ameaça à norma padrão, mas como reflexo das transformações socioculturais e tecnológicas que influenciam as práticas comunicativas contemporâneas.

O chamado “internetês” tornou-se uma das manifestações linguísticas mais discutidas no contexto educacional contemporâneo. Souza (2025) observa que muitos professores demonstram preocupação com a influência das linguagens digitais sobre a escrita formal dos estudantes, especialmente em atividades escolares e acadêmicas. Segundo a autora, o uso frequente de abreviações, siglas, emojis e construções informais nas redes sociais passou a aparecer também em produções textuais formais, gerando desafios relacionados ao ensino da norma padrão da língua portuguesa. A pesquisadora ressalta que o internetês não representa necessariamente desconhecimento gramatical, mas adaptação da linguagem às características específicas da comunicação digital, marcada pela velocidade e pela informalidade das interações virtuais.

A presença das tecnologias digitais no cotidiano escolar exige novas abordagens pedagógicas voltadas ao desenvolvimento da competência comunicativa dos estudantes. Medeiros (2025) afirma que o ensino da língua portuguesa precisa considerar as transformações sociais e tecnológicas que influenciam o uso contemporâneo da linguagem, promovendo práticas educativas mais contextualizadas e próximas da realidade dos alunos. Segundo a autora, a escola deve atuar não apenas como espaço de transmissão da norma padrão, mas também como ambiente de reflexão crítica sobre os diferentes usos da língua nos diversos contextos sociais e digitais.

Nunes e Alves (2020) destacam que a abordagem da variação linguística no ambiente escolar contribui significativamente para construção de práticas pedagógicas mais inclusivas e democráticas. Segundo os autores, o reconhecimento das diferentes variedades linguísticas presentes no cotidiano dos estudantes fortalece o desenvolvimento da consciência linguística e reduz práticas de exclusão relacionadas ao preconceito linguístico. Nesse sentido, o ensino da adequação linguística torna-se mais eficiente quando o aluno compreende que diferentes contextos sociais exigem diferentes formas de utilização da linguagem, sem que isso implique desvalorização das variedades populares ou informais da língua portuguesa.

Ferreira e Melo (2021) ressaltam que a análise linguística contextualizada possibilita aos estudantes desenvolver maior compreensão sobre os usos sociais da linguagem e sobre a coexistência entre norma padrão e linguagem informal. Segundo os autores, práticas pedagógicas fundamentadas na sociolinguística favorecem o desenvolvimento de habilidades comunicativas mais amplas, permitindo que os alunos utilizem a língua de maneira crítica, reflexiva e adequada às diferentes situações comunicativas.

Dias e Lopes (2025) afirmam que a língua portuguesa apresenta múltiplas “roupagens” linguísticas que variam conforme os contextos de interação social e os objetivos comunicativos dos falantes. Segundo os autores, a linguagem utilizada em redes sociais, aplicativos de mensagens e plataformas digitais frequentemente prioriza rapidez, criatividade e proximidade comunicativa, aproximando-se da oralidade e das variedades informais da língua. Contudo, isso não significa desaparecimento da norma padrão, mas coexistência entre diferentes modalidades linguísticas utilizadas conforme as necessidades comunicativas dos indivíduos.

Silva e Neto (2020) observam que mesmo em textos opinativos e produções escritas formais é possível identificar aproximações entre norma padrão e linguagem coloquial. Segundo os autores, muitos gêneros textuais contemporâneos incorporam marcas de oralidade e estratégias discursivas mais próximas da linguagem cotidiana, buscando tornar a comunicação mais acessível e dinâmica. Isso demonstra que as fronteiras entre formalidade e informalidade linguística tornaram-se mais flexíveis na sociedade contemporânea, especialmente em razão das influências exercidas pelos meios digitais de comunicação.

Campos e Vieira (2022) destacam que os fenômenos linguísticos variáveis presentes na língua portuguesa refletem as constantes transformações sociais e culturais vivenciadas pelos falantes. Segundo os autores, a língua adapta-se continuamente às necessidades comunicativas da sociedade, incorporando novas expressões, estruturas e formas de interação. Dessa maneira, as mudanças linguísticas observadas no ambiente digital não devem ser interpretadas exclusivamente como ameaça à norma padrão, mas como manifestações naturais da evolução da linguagem em contextos históricos específicos.

Diante dessas reflexões, percebe-se que o ensino da língua portuguesa na contemporaneidade enfrenta desafios relacionados à convivência entre norma padrão, linguagem informal e comunicação digital. As transformações tecnológicas ampliaram as possibilidades de interação social e modificaram significativamente as práticas comunicativas dos indivíduos, exigindo abordagens pedagógicas mais flexíveis, inclusivas e contextualizadas.

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

O presente estudo permitiu compreender que a língua portuguesa é marcada pela diversidade linguística e pela coexistência de diferentes formas de expressão utilizadas conforme os contextos comunicativos. A análise realizada demonstrou que a norma padrão e a linguagem informal desempenham funções complementares na comunicação humana, sendo empregadas de acordo com os objetivos da interação, o ambiente social e o perfil dos interlocutores.

Enquanto a norma padrão permanece essencial nos contextos acadêmicos, profissionais e institucionais, a linguagem informal possui importante papel nas relações cotidianas, digitais e interpessoais, favorecendo espontaneidade, proximidade e identidade cultural. Dessa forma, percebe-se que a língua não pode ser compreendida de maneira rígida ou homogênea, mas como fenômeno social dinâmico, influenciado pelas transformações históricas, culturais e tecnológicas da sociedade.

A pesquisa também evidenciou que as tecnologias digitais provocaram mudanças significativas nas práticas comunicativas contemporâneas, ampliando o uso de formas linguísticas mais rápidas, informais e interativas. As redes sociais, os aplicativos de mensagens e os ambientes virtuais favoreceram o surgimento de novas estratégias comunicativas, aproximando a escrita da oralidade e flexibilizando os limites entre linguagem formal e informal.

Nesse contexto, tornou-se fundamental compreender que a utilização da linguagem informal nos meios digitais não representa necessariamente desconhecimento da norma padrão, mas adaptação da linguagem às características específicas da comunicação virtual. Assim, o grande desafio contemporâneo consiste em desenvolver consciência linguística e capacidade de adequação comunicativa diante das diferentes situações sociais e tecnológicas presentes na atualidade.

O ensino da língua portuguesa deve valorizar tanto a norma padrão quanto as diferentes variedades linguísticas presentes na sociedade, promovendo práticas pedagógicas mais inclusivas, críticas e contextualizadas. O reconhecimento da diversidade linguística contribui para redução do preconceito linguístico e para fortalecimento da competência comunicativa dos indivíduos, permitindo que os falantes utilizem a linguagem de forma adequada aos diversos contextos sociais, acadêmicos e profissionais. Dessa maneira, compreender os diferentes usos da língua portuguesa representa importante instrumento para promoção da cidadania, da inclusão social e da valorização das múltiplas formas de expressão presentes na cultura brasileira.

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1 Doutorado em Letras - UPF. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail

2 Mestranda do Programa de Pós-graduação em Ensino na Educação Básica - PPEEB/UFMA. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail

3 Mestranda do Programa de Pós-graduação em Ensino na Educação Básica - PPEEB/UFMA. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail

4 Mestranda do Programa de Pós-graduação em Ensino na Educação Básica - PPEEB/UFMA. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail