EFEITOS DE 32 SEMANAS DE TREINAMENTO COM RESTRIÇÃO DE FLUXO SANGUÍNEO NA ESPESSURA MUSCULAR DO BÍCEPS BRAQUIAL E QUADRÍCEPS FEMORAL EM PACIENTE IDOSO: UM ESTUDO DE CASO AVALIATIVO

EFFECTS OF 32 WEEKS OF BLOOD FLOW RESTRICTION TRAINING ON BICEPS BRACHII AND QUADRICEPS FEMORIS MUSCLE THICKNESS IN AN OLDER ADULT: AN EVALUATIVE CASE STUDY

REGISTRO DOI: 10.70773/revistatopicos/791609290

RESUMO
O objetivo deste estudo foi analisar os efeitos do treinamento de força com restrição de fluxo sanguíneo (TF+RFS) da espessura muscular de um idoso. Trata-se de um estudo de caso com um homem de 74 anos, submetido a 32 semanas de treinamento, três vezes por semana, com exercícios de flexão de cotovelos e extensão de joelhos, utilizando 30% de uma repetição máxima. A espessura muscular foi avaliada por ultrassonografia. Os resultados demonstraram aumentos de 19,25% e 22,93% nos bíceps direito e esquerdo, respectivamente, e de 30,50% e 26,24% nos quadríceps direito e esquerdo. Conclui-se que o TF+RFS pode favorecer o aumento da espessura muscular em idosos, embora sejam necessários estudos com amostras maiores para confirmar esses achados.
Palavras-chave: Restrição de Fluxo Sanguíneo; Treinamento Resistido; Ecogenicidade Muscular; Espessura Muscular; Ultrassonografia.

ABSTRACT
The aim of this study was to analyze the effects of resistance training with blood flow restriction (RT+BFR) on muscle thickness in an older adult. This case study involved a 74-year-old man who underwent 32 weeks of training, three times per week, performing elbow flexion and knee extension exercises at 30% of one-repetition maximum (1RM). Muscle thickness was assessed using ultrasonography. The results demonstrated increases of 19.25% and 22.93% in the right and left biceps brachii, respectively, and 30.50% and 26.24% in the right and left quadriceps, respectively. It is concluded that RT+BFR may promote increases in muscle thickness in older adults, although studies with larger samples are needed to confirm these findings.
Keywords: Blood Flow Restriction; Resistance Training; Muscle Echo Intensity; Muscle Thickness; Ultrasonography.

1. INTRODUÇÃO

O envelhecimento é um processo natural em que ocorre redução de atividades laborais, psíquicas e biológicas. A pessoa idosa tende, com o avanço da idade, a ficar gradativamente vulnerável, e em alguns casos, dependente de terceiros para exercer as suas atividades diárias. No Brasil, esse processo da população é uma preocupação crescente, prevendo-se que o número de idosos aumente significativamente nos próximos anos. Essa tendência se deve a vários fatores, incluindo a melhoria da saúde e o aumento da longevidade. Neste sentido, o exercício físico (EF) desempenha um papel importante na promoção do envelhecimento saudável, proporcionando inúmeros benefícios para a saúde física e mental (Amaral; Melo; Oliveira, 2015; Biazus-Sehn et al., 2020; IBGE, 2020; Xu et al., 2023).

Algumas das principais maneiras pelas quais o exercício físico contribui para o envelhecimento saudável incluem a melhora do condicionamento físico, como resistência cardiovascular, força muscular e flexibilidade. Além disso, o EF demonstrou ter efeitos positivos na função cognitiva, como memória e raciocínio, e pode até ajudar a reduzir o risco de declínio cognitivo relacionado à idade (Barbieri et al., 2015; Liang et al., 2021).

Sendo assim, quando se trata de intervenção para o desenvolvimento da força e hipertrofia, a diretriz do American College of Sports Medicine (ACSM) indica que o treinamento de força (TF), com pesos ou cargas altas, superiores a 65% de 1 repetição máxima (1RM), se apresenta eficiente para a melhoria da qualidade de vida, desempenho e condicionamento físico. Além disso, promove o aumento do gasto calórico e da produção de citocinas anti-inflamatórias, resultando no fortalecimento do músculo esquelético, assim viabilizando o aumento da força e massa muscular. Todavia, algumas populações, como os idosos, nem sempre conseguem seguir estas diretrizes postuladas devido a fatores como fraqueza muscular e óssea, condições suscetíveis às lesões osteomioarticulares (ACSM, 2009; Arruda et al., 2010).

Neste sentido, como alternativa para o retorno da capacidade funcional de idosos e para um treinamento focado no aumento gradual da força muscular surge o TF com Restrição de Fluxo Sanguíneo (TF+RFS). Este baseia-se na utilização de cargas baixas (20 a 35% de 1RM) associadas a RFS para a musculatura exercitada, ocasionando ganhos de força, hipertrofia e desempenho funcional similares ao treinamento com cargas elevadas. Os principais mecanismos fisiológicos da RFS são: hipóxia celular, maior ativação de fibras musculares tipo II, aumento da secreção do hormônio de crescimento (GH), diminuição dos níveis de miostatina, aumentos dos níveis de mTOR, acúmulo de metabólitos e maior síntese de óxido nítrico (Hughes et al., 2017; Loenneke; Wilson; Wilson, 2010; Silva et al., 2015).

Yasuda et al. (2013) submeteram 9 idosos ao TF+RFS e 10 como grupo controle, os indivíduos da intervenção treinaram por 12 semanas a musculatura extensora dos joelhos, 2x por semana, nos aparelhos cadeira extensora e leg press. O treino consistiu de 4 séries de 75 repetições a 20-30% 1RM. A hipertrofia obtida no grupo TF+RFS foi de 8% no quadríceps femoral, 6,5% nos adutores e 4,4% no glúteo máximo. A força também aumentou em 26,1% na cadeira extensora e 33,4% no leg press.

Nesse contexto, a prática e adesão ao exercício físico em idosos encontram-se consideravelmente alterados, diante dos diversos fatores sistêmicos que englobam esse processo. No entanto, a melhora desse desempenho físico é de extrema importância para melhorar a qualidade de vida. Portanto, diante das lacunas no conhecimento presentes acerca dessa temática, associado ao fato de que idosos não suportam TF com cargas expressivas, o objetivo desse estudo é estudar os efeitos do TF+RFS na força e espessura do bíceps braquial e quadríceps femoral em um paciente idoso.

1.1. Apresentação do Caso

Homem de 74 anos com queixa principal de dor no ombro esquerdo esporadicamente e desconforto respiratório a médios esforços. Foi fumante por 30 anos, apresenta pré-diabetes e hipertensão, e não realiza exercícios físicos seguindo um estilo de vida sedentário. Na avaliação estática notou-se cabeça inclinada para a esquerda, hipercifose torácica e leve hiperlordose lombar. Com base nos resultados da história e dos testes clínicos, o treinamento de força com restrição de fluxo sanguíneo pode ser eficaz para melhorar o desemprenho físico do paciente, já que este não consegue realizar treinamentos com cargas elevadas.

2. MATERIAIS E MÉTODOS

Inicialmente, foi feita uma abordagem ao paciente para esclarecer o objetivo da pesquisa, seus riscos e benefícios, e houve a assinatura do TCLE. Em seguida, ele respondeu ao questionário da Anamnese (identificação, idade, tabagismo, uso de medicação, histórico de doenças e atividade física). Após a adesão, no laboratório foram realizadas avaliações da composição corporal, índice tornozelo-braquial (ITB), determinação da pressão de restrição de fluxo sanguíneo (PRFS), ultrassonografia cinesiológica e teste de 1RM. No segundo contato, foi reavaliado o teste de 1RM, e apresentado ao paciente os exercícios aos quais ele foi submetido.

2.1. Antropometria e Composição Corporal

Para mensurar a estatura foi utilizado um estadiômetro (modelo 31, Filizola, São Paulo, Brazil), seguindo as orientações de Stewart et al. (2011). E a composição corporal foi avaliada por meio de bioimpedanciômetro (InBody 570 – Seul, Coreia do Sul), obtendo as variáveis referentes à massa corporal (MC); massa muscular total (MMT) e por cada segmento (membros inferiores, superiores, cabeça e tronco), percentual de gordura corporal total (GCT) e segmentos (membros inferiores, superiores, cabeça e tronco), percentual de água corporal (AC), massa óssea (MO), idade metabólica (IM), metabolismo basal (MB) e índice de massa corporal (IMC), seguindo as instruções de Pitanga et al. (2012).

2.2. Índice Tornozelo/Braquial (Itb)

O ITB é um método de fácil realização que possibilita a detecção precoce da doença arterial obstrutiva periférica (DAOP) na população. Seu valor é obtido por meio da razão entre a pressão arterial sistólica dos membros superiores e inferiores, sendo que os parâmetros de normalidade estão entre 0,9 e 1,4 (Resnick et al., 2004). Alguma alteração nesses valores, para mais ou para menos, é alerta de contraindicação a realização de exercícios com restrição de fluxo sanguíneo (Loenneke et al., 2011). Para a medição desta variável foram coletadas a pressão arterial sistólica (PAS) nos membros superiores (artéria braquial) e inferiores (artéria tibial posterior ou pediosa), utilizando um Doppler Vascular Portátil de alta frequência (MedPeg® DV - 2001, Ribeirão Preto, SP, Brasil), e um esfigmomanômetro, seguindo as instruções de Resnick et al. (2004).

2.3. Determinação da Pressão de Restrição de Fluxo Sanguíneo (Prfs)

No TF+RFS, foi utilizado o protocolo proposto por Laurentino et al. (2012), utilizando um aparelho doppler vascular portátil (MedPeg® DV - 2001, Ribeirão Preto, SP, Brasil) e manguitos pneumáticos (Tourniquet Neumatico Komprimeter to Hemostasis in Extremities, Riester – Alemanha). Na avaliação pré-treinamento, foi registrada a pressão necessária para o interrompimento completo do fluxo sanguíneo (POA total – 100% da RFS) do sujeito, e os 50% da POA foram calculadas baseados no valor da POA total.

2.4. Ultrassonografia Cinesiológica

A avaliação do bíceps braquial foi realizada por meio de ultrassonografia (ClearVue 650, Phillpis, Holanda), com o objetivo de mensurar a espessura muscular (EM). O participante permaneceu em decúbito dorsal, com o membro relaxado e estendido, sendo utilizado um transdutor de 7,5 MHz posicionado perpendicularmente sobre o músculo, com gel condutor à base de água para evitar pressão sobre a pele. A EM foi determinada pela distância entre o tecido adiposo subcutâneo e o tecido ósseo, em ambos os membros, considerando-se três medições consecutivas reprodutíveis (diferença <10%). O ponto anatômico de referência seguiu o protocolo de Abe et al. (2000), a 60% da distância entre o epicôndilo lateral do úmero e o processo acromial, com pontos adicionais (BB1 e BB2) para correlação. Foram consideradas três medições, adotando-se o maior valor obtido em três momentos de coleta — pré, intermediário e pós 32 semanas — a fim de permitir comparações estatísticas padronizadas entre os resultados.

Para avaliação da espessura do quadríceps foi utilizado o ultrassom com doppler colorido (ClearVue 650, Phillpis, Holanda) no modo B. O sujeito se posicionou em decúbito dorsal, adotando-se como referência de posicionamento do transdutor o ponto médio entre o trocanter maior do fêmur e a linha média articular do joelho, traçando uma linha perpendicular a este ponto para a região anterior da coxa, sendo possível obter um corte transversal do músculo quadríceps. Foi realizado três medições consecutivas (em mm) considerando como reprodutíveis aquelas com diferença menor que 10% entre si (Souza et al., 2014).

Figura 1. Avaliação com ultrassonagrafia

Fonte: acervo dos autores.

2.5. Teste de 1rm

Na avaliação da força muscular foi utilizado o teste de 1RM seguindo as recomendações do American College of Sports Medicine – ACSM (2017), no qual, inicialmente, foi realizado um aquecimento, da musculatura a ser testada, dividido em duas etapas: 1ª) 8 repetições com 50% da carga estimada para o valor de 1RM e após 2 minutos de descanso; 2ª) 3 repetições a 70% do valor de 1RM seguido de um intervalo de 3 minutos para dar início ao teste propriamente dito. Após esse processo, a carga foi gradativamente elevada de 1 a 5 kg da carga anterior, com intervalos de 2 minutos entre as tentativas, até o voluntário não ser mais capaz de realizar o movimento completo. Desta maneira, a carga alcançada na tentativa anterior à falha foi considerada como sendo o valor de 1RM, e todas as cargas máximas foram alcançadas em até 5 tentativas.

2.6. Protocolo de Treinamento

Foi realizado o treinamento de força com restrição de fluxo sanguíneo (TF+RFS) com duração total de 32 semanas (Rodrigues, 2018), e realizado 3 vezes por semana, totalizando 96 sessões, nos quais o participante realizou seus exercícios de flexão de cotovelos (rosca direta) e extensão de joelhos (cadeira extensora), obrigatoriamente, em dias não consecutivos (segunda, quarta e sexta).

O protocolo do treinamento de força com restrição de fluxo sanguíneo (TF+RFS) foi composto por 4 séries de 30x15x15x15 repetições, com 30 segundos de intervalo entre as séries, a 30% de 1RM (Cirilo-Sousa; Rodrigues Neto, 2018). O número de séries, repetições e intervalos foram mantidos durante os 8 meses, apenas a carga foi ajustada mensalmente.

Por se tratar de RFS, o participante utilizou manguitos aneroides que foram mantidos inflados durante as séries (protocolo contínuo). No início da sessão de treino a ordem dos exercícios de flexão de cotovelos e extensão de joelhos, foi estabelecida de forma aleatorizada, com intervalo de 2 minutos entre os exercícios (Ferraz et al., 2018; Rodrigues Neto et al., 2019).

Figura 2. Treinamento com RFS de membros superiores e inferiores.

Fonte: acervo dos autores.

3. RESULTADOS E DISCUSSÃO

A análise ultrassonográfica revelou incremento progressivo na espessura muscular dos membros superiores e inferiores ao longo das três medições realizadas. Observou-se aumento significativo tanto nos músculos bíceps braquiais quanto nos quadríceps femorais.

No bíceps direito (MSD), a espessura aumentou de 1,61 cm para 1,92 cm, representando um acréscimo de +0,31 cm (19,25%), enquanto o bíceps esquerdo (MSE) apresentou elevação de 1,57 cm para 1,93 cm (+0,36 cm; 22,93%).

Nos membros inferiores, o quadríceps direito (MID) demonstrou o maior crescimento, variando de 1,41 cm para 1,84 cm (+0,43 cm; 30,50%), e o quadríceps esquerdo (MIE) de 1,41 cm para 1,78 cm (+0,37 cm; 26,24%).

Esses resultados revelam uma adaptação hipertrófica global, com magnitude mais acentuada nos músculos dos membros inferiores (quadríceps) em relação aos membros superiores (bíceps). Isto corrobora a hipótese de que o estímulo metabólico e o recrutamento motor nos membros inferiores em protocolos de RFS (ou similares) podem favorecer maiores ganhos de espessura muscular, possivelmente devido a maiores volumes absolutos de músculo, maior área de trabalho ou maior ativação de fibras tipo II.

Gráfico, Gráfico de linhas

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O presente estudo de caso demonstrou que o protocolo de treinamento de força com restrição de fluxo sanguíneo (RFS) promoveu aumentos expressivos na espessura muscular dos bíceps e quadríceps do paciente C.S., conforme mensurado por ultrassonografia. Esses achados corroboram evidências robustas de que a RFS, mesmo com baixas cargas (20–30% de 1RM), é capaz de induzir hipertrofia e ganhos de força comparáveis aos obtidos em treinamentos convencionais de alta intensidade (50–80% de 1RM).

De acordo com Abe et al. (2010), incrementos médios de 10–20% na área de secção transversa muscular podem ocorrer após 8 a 12 semanas de RFS, o que se alinha parcialmente aos resultados observados no presente estudo — especialmente considerando que o quadríceps direito apresentou aumento superior a 30%, sugerindo uma resposta individual acima da média fisiológica esperada.

O mecanismo subjacente à hipertrofia induzida pela RFS envolve hipóxia intramuscular, acúmulo de metabólitos (como lactato e íons H⁺) e recrutamento antecipado de fibras do tipo II, o que estimula a via mTORC1 e a síntese proteica (Loenneke et al., 2012; Pearson; Hussain, 2015). Além disso, estudos recentes (Patterson et al., 2019; Centner et al., 2020) apontam que o treinamento com RFS induz respostas anabólicas sistêmicas, com aumento agudo de GH e IGF-1, ampliando o ambiente propício à hipertrofia muscular.

No presente estudo de caso, o padrão de aumento gradual e bilateral observado nos membros superiores e inferiores sugere adaptação neuromuscular e trófica consistente, reforçando o potencial clínico e esportivo da RFS em protocolos de reabilitação e otimização de desempenho. Em comparação com estudos controlados, os resultados de C.S. situam-se entre os valores mais altos relatados na literatura, podendo ser atribuídos à aderência ao protocolo, adequação da pressão de oclusão individualizada e frequência de treinamento (Slysz et al., 2016; Jessee et al., 2018).

A literatura científica reforça que o RFS, mesmo quando aplicado com baixas intensidades de carga (20–30% de 1RM), é capaz de induzir respostas anabólicas e morfológicas comparáveis às obtidas em programas tradicionais de treinamento resistido de alta intensidade (≥ 65–70% de 1RM) (Abe et al., 2012; Schoenfeld, 2010; Lixandrão et al., 2018). Tais adaptações estão associadas ao aumento do estresse metabólico, à hipóxia local controlada e à consequente ativação de vias de sinalização anabólica como a mTOR, promovendo aumento da síntese proteica e recrutamento de fibras de contração rápida.

Os achados aqui observados corroboram investigações prévias que apontam o uso da ultrassonografia como um método sensível, não invasivo e confiável para o monitoramento das alterações morfológicas musculares induzidas pelo RFS (Souza et al., 2014; Mendes et al., 2015). Dessa forma, o presente estudo sustenta que o RFS representa uma estratégia eficiente, segura e de baixo impacto mecânico para o desenvolvimento e manutenção da massa muscular, especialmente em populações com restrições de carga, como idosos, pacientes em reabilitação e indivíduos com limitações ortopédicas.

Quando comparado ao treinamento resistido tradicional, o RFS oferece resultados equivalentes de hipertrofia com menor demanda de carga externa, o que o torna uma alternativa viável e clinicamente relevante tanto em contextos de performance quanto de prevenção e recuperação funcional. Recomenda-se que pesquisas futuras ampliem o número de participantes e explorem diferentes protocolos de oclusão e intensidade, associando análises ultrassonográficas, histológicas e moleculares, a fim de fortalecer as evidências sobre os efeitos morfofuncionais e metabólicos do RFS em distintas populações.

4. CONCLUSÃO

Os resultados obtidos neste estudo de caso demonstraram incremento significativo na espessura muscular dos membros superiores e inferiores ao longo do período de intervenção, evidenciado por meio de avaliação ultrassonográfica seriada. Observou-se uma resposta hipertrófica global, com maior magnitude nos músculos dos membros inferiores, especialmente nos quadríceps femorais, os quais apresentaram variações entre 26% e 30% de aumento em relação às medidas iniciais.

O aumento expressivo da espessura muscular verificado neste estudo reforça a hipótese de que o RFS constitui um estímulo metabólico potente, capaz de desencadear adaptações estruturais relevantes em diferentes grupos musculares. Dessa forma, conclui-se que o protocolo de treinamento empregado foi eficiente para promover hipertrofia muscular mensurável por ultrassonografia, evidenciando-se como uma estratégia segura e eficaz para o desenvolvimento e manutenção da massa muscular.

Recomenda-se, para investigações futuras, a ampliação do número amostral e o controle de variáveis como intensidade relativa, pressão de oclusão e tempo de intervenção, a fim de aprimorar a compreensão dos mecanismos fisiológicos subjacentes e otimizar a aplicação clínica do método.

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1 Centro de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Educação Física, Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, Paraíba, Brasil. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail

2 Centro de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Educação Física, Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, Paraíba, Brasil. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail

3 Centro de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Educação Física, Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, Paraíba, Brasil. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail