DESAFIOS E POSSIBILIDADES DA ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO NA ATENÇÃO PRIMÁRIA DIANTE DAS DEMANDAS EM SAÚDE MENTAL

RETOS Y POSIBILIDADES DEL ROL DE LA ENFERMERA EN LA ATENCIÓN PRIMARIA ANTE LAS DEMANDAS DE SALUD MENTAL

REGISTRO DOI: 10.70773/revistatopicos/779337361

RESUMO
O presente estudo teve como objetivo analisar a atuação do enfermeiro na Atenção Primária à Saúde frente às demandas em saúde mental, considerando desafios e possibilidades dessa prática. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, conduzida conforme as recomendações do protocolo PRISMA. As buscas foram realizadas nas bases SciELO, LILACS, PubMed e Google Acadêmico, utilizando descritores relacionados à enfermagem, saúde mental e atenção primária. Foram incluídos artigos publicados entre 2021 e 2026, disponíveis na íntegra, nos idiomas português e inglês. Após o processo de seleção, 12 estudos compuseram a amostra final. A análise permitiu identificar práticas desenvolvidas pelos enfermeiros, como acolhimento, escuta qualificada, educação em saúde e articulação com a Rede de Atenção Psicossocial. Também foram observados desafios relacionados à formação profissional, sobrecarga de trabalho, fragilidade dos fluxos assistenciais e insuficiente apoio institucional. Em contrapartida, os estudos apresentaram estratégias voltadas ao fortalecimento da atuação profissional, incluindo educação permanente, apoio matricial e uso de tecnologias leves do cuidado. Conclui-se que o enfermeiro possui papel essencial na consolidação de uma assistência integral e humanizada em saúde mental na Atenção Primária, sendo necessários investimentos em qualificação profissional, reorganização dos serviços e fortalecimento das políticas públicas voltadas à saúde mental.
Palavras-chave: Atenção Primária à Saúde; Cuidado integral; Enfermagem; Saúde mental.

ABSTRACT
This study aimed to analyze the role of nurses in Primary Health Care in addressing mental health demands, considering the challenges and possibilities of this practice. This is an integrative literature review conducted according to the PRISMA protocol recommendations. Searches were carried out in the SciELO, LILACS, PubMed, and Google Scholar databases using descriptors related to nursing, mental health, and primary health care. Articles published between 2021 and 2026, available in full text and written in Portuguese or English, were included. After the selection process, 12 studies composed the final sample. The analysis identified nursing practices such as welcoming, qualified listening, health education, and articulation with the Psychosocial Care Network. Challenges related to professional training, work overload, fragile care flows, and insufficient institutional support were also identified. On the other hand, the studies presented strategies aimed at strengthening professional practice, including continuing education, matrix support, and the use of soft care technologies. It is concluded that nurses play an essential role in consolidating comprehensive and humanized mental health care in Primary Health Care, requiring investments in professional qualification, service reorganization, and strengthening of public mental health policies.
Keywords: Primary Health Care; Comprehensive Care; Nursing; Mental Health.

1. INTRODUÇÃO

A saúde mental ocupa posição central na compreensão ampliada da saúde, sendo reconhecida como componente essencial do bem-estar humano e da participação social. Essa dimensão ultrapassa a ausência de transtornos psiquiátricos, abrangendo o equilíbrio entre aspectos emocionais, cognitivos e sociais, que influenciam diretamente a qualidade de vida dos indivíduos (Ferreira, 2021). Nas últimas décadas, transformações sociais, instabilidades econômicas e crises sanitárias contribuíram para o aumento de quadros como ansiedade, depressão, estresse crônico e burnout, com impactos significativos tanto no plano individual quanto coletivo (Luz et al., 2021; Ávila; Passos, 2023).

Esse quadro afeta de maneira mais intensa populações em situação de vulnerabilidade, nas quais as desigualdades sociais limitam o acesso a serviços de saúde e a recursos de suporte psicossocial. Nesse sentido, a organização das políticas públicas enfrenta dificuldades para garantir cobertura efetiva e equitativa no cuidado em saúde mental (Silva et al., 2025). Diante desse cenário, a Atenção Primária à Saúde (APS) assume função estratégica, por constituir o primeiro contato da população com o sistema de saúde e por possibilitar intervenções próximas à realidade territorial (Castro; Wolff Filho, 2024).

No contexto brasileiro, a APS, estruturada a partir dos princípios do Sistema Único de Saúde, se caracteriza pela oferta de cuidado contínuo, territorializado e centrado nas necessidades da população. A presença de equipes multiprofissionais, especialmente na Estratégia Saúde da Família, permite reconhecer demandas em saúde mental que se manifestam no cotidiano dos serviços, exigindo práticas que articulem aspectos clínicos, sociais e relacionais (Macedo et al., 2024; Barbosa et al., 2023). Assim, o cuidado em saúde mental deixa de ocupar espaço restrito aos serviços especializados e passa a integrar a rotina das Unidades Básicas de Saúde.

Nesse arranjo, o enfermeiro exerce papel estratégico, tanto pela proximidade com a comunidade quanto pela diversidade de suas atribuições. Sua atuação envolve acolhimento, escuta qualificada, acompanhamento terapêutico, orientação familiar e articulação com outros pontos da rede de atenção (Gusmão et al., 2022; Simão; Vargas; Pereira, 2022). A inserção desse profissional no território favorece a identificação precoce do sofrimento psíquico e possibilita a construção de vínculos, condição fundamental para a continuidade do cuidado. Para além da dimensão clínica, sua prática incorpora ações educativas, visitas domiciliares e atividades coletivas, o que amplia o alcance das intervenções em saúde mental (Kuse; Taschetto; Cembranel, 2022).

Apesar dessa centralidade, a atuação do enfermeiro na saúde mental enfrenta obstáculos que comprometem a qualidade do cuidado ofertado. A formação acadêmica ainda apresenta fragilidades no campo psicossocial, com ênfase em conteúdos hospitalares em detrimento das práticas comunitárias (Cecilio et al., 2021). Soma-se a isso a sobrecarga de trabalho, o acúmulo de funções e a ausência de protocolos estruturados, fatores que dificultam a condução de situações complexas no cotidiano da APS (Pezotti; Silva, 2025; Bard et al., 2023). Também se observa fragilidade na articulação entre os serviços da Rede de Atenção Psicossocial, o que interfere na continuidade do cuidado e no encaminhamento adequado dos usuários.

Outro elemento que atravessa essa problemática refere-se ao estigma associado aos transtornos mentais, que ainda influencia a forma como essas demandas são percebidas e tratadas nos serviços de saúde. Mesmo após avanços decorrentes da Reforma Psiquiátrica, persistem barreiras simbólicas que dificultam o acolhimento e a adesão ao tratamento (Lima et al., 2021). Frente a essa realidade, estratégias como grupos terapêuticos, ações educativas e práticas de escuta ampliada têm sido incorporadas como alternativas para qualificar o cuidado e fortalecer o vínculo entre profissionais e usuários (Bessa et al., 2023).

No campo científico, ainda se observa a necessidade de maior sistematização das produções relacionadas à atuação do enfermeiro na saúde mental na Atenção Primária. A ausência de análises integradas dificulta a consolidação de diretrizes assistenciais e o desenvolvimento de estratégias que orientem a prática profissional de forma mais consistente (Baggio et al., 2023; Rodrigues; Custódio, 2021). Diante disso, torna-se necessário reunir e analisar criticamente o conhecimento disponível, a fim de compreender como essa atuação tem se configurado e quais elementos influenciam sua efetividade.

O presente estudo tem como objetivo analisar a atuação do enfermeiro na Atenção Primária à Saúde frente aos desafios e possibilidades no cuidado à saúde mental, por meio de uma revisão integrativa da literatura.

2. METODOLOGIA

O estudo foi conduzido sob o delineamento de uma revisão integrativa da literatura, método amplamente empregado na área da saúde por permitir a síntese sistemática e crítica sobre um determinado fenômeno. Esse tipo de revisão possibilitou reunir, analisar e integrar resultados de pesquisas primárias, favorecendo a compreensão ampliada do objeto de estudo e a identificação de lacunas no conhecimento científico. Conforme destacam Gil (2022), Marconi e Lakatos (2022) e Estrela (2018), a revisão integrativa constitui uma estratégia metodológica rigorosa, capaz de mapear o estado da arte, identificar convergências e divergências nos estudos e subsidiar a aplicação prática do conhecimento produzido, especialmente no campo da enfermagem.

Inicialmente, procedeu-se à definição do tema e à formulação da questão norteadora, estruturada a partir da estratégia PICO, amplamente utilizada em estudos de revisão por conferir maior precisão à delimitação do problema de pesquisa e à seleção das impressões científicas.

Nesse estudo, a População (P) foi constituída por enfermeiros atuantes na Atenção Primária à Saúde; a Intervenção (I) correspondeu à atuação do enfermeiro no cuidado à saúde mental; o Contexto (C) referiu-se ao cenário da Atenção Primária à Saúde, incluindo a Estratégia Saúde da Família; e os Resultados (O) abrangeram os desafios enfrentados, as possibilidades identificadas e os impactos dessa atuação na assistência em saúde mental. A partir desses elementos, a questão norteadora que orientou todo o percurso metodológico foi: Como se caracteriza a atuação do enfermeiro na Atenção Primária à Saúde frente à saúde mental?

Na etapa subsequente, foram estabelecidos de forma criteriosa os critérios de inclusão e exclusão dos estudos. Foram incluídos artigos científicos originais publicados nos idiomas português e inglês, disponíveis na íntegra, no período compreendido entre 2021 e 2026, com coleta nos meses de agosto de 2025 a janeiro de 2026, que abordassem de maneira direta a atuação do enfermeiro na atenção à saúde mental no contexto da Atenção Primária à Saúde. Foram excluídos estudos duplicados, artigos de revisão, dissertações, teses, editoriais, cartas ao leitor, resumos de eventos científicos e publicações que não apresentassem aderência temática ao objetivo proposto ou que não disponibilizassem acesso ao texto completo.

A busca dos estudos foi realizada em bases de dados reconhecidas pela valia científica na área da saúde e da enfermagem, a saber: Scientific Electronic Library Online (SciELO), Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), National Library of Medicine (PubMed) e Google Acadêmico, com o intuito de garantir ampla cobertura de produções nacionais e internacionais. As estratégias de busca utilizaram descritores controlados dos vocabulários DeCS (Descritores em Ciências da Saúde) e MeSH (Medical Subject Headings), sendo empregados os termos: “enfermeiro”, “atenção primária à saúde”, “saúde mental” e “assistência de enfermagem”, combinados por meio dos operadores booleanos AND e OR, de forma a ampliar a sensibilidade e a especificidade da recuperação dos estudos.

Após a realização das buscas, os artigos identificados foram organizados e submetidos a um processo de seleção em etapas, conforme preconizado pelo PRISMA. Inicialmente, procedeu-se à identificação dos estudos nas bases de dados, seguida da remoção dos duplicados. Em seguida, realizou-se a leitura dos títulos e resumos, etapa correspondente à seleção, com exclusão daqueles que não atendiam aos critérios previamente definidos. Posteriormente, os artigos potencialmente elegíveis foram avaliados por meio da leitura na íntegra, compondo a fase de elegibilidade. Por fim, os estudos que atenderam a todos os critérios metodológicos e temáticos foram incluídos na amostra final da revisão. Todo esse processo foi sistematizado e apresentado por meio de um fluxograma PRISMA, correspondente à Figura 1, contemplando as fases de identificação, seleção, elegibilidade e inclusão dos estudos.

A extração e organização dos dados foram realizadas por meio de uma planilha eletrônica elaborada no Microsoft Excel®, contendo as seguintes informações: autor(es), ano de publicação, objetivo do estudo, delineamento metodológico, principais resultados e conclusões. Essa sistematização possibilitou a observação comparativa e integradora dos achados, permitindo identificar padrões, convergências e divergências entre os estudos, bem como organizar os resultados em categorias temáticas relacionadas aos desafios e possibilidades da atuação do enfermeiro na saúde mental na Atenção Primária à Saúde. A seguir o fluxograma na figura 1:

Figura 1. Fluxograma do processo de busca, triagem, elegibilidade e inclusão dos artigos da revisão de literatura.

Fonte: Elaborado pelos autores (2026).

3. RESULTADOS E DISCUSSÕES

Os 12 estudos incluídos foram organizados e sistematizados no Quadro 1, no qual se apresentam as principais características metodológicas e analíticas das publicações, contemplando autor(es), ano de publicação, objetivos, delineamento do estudo, resultados relevantes e conclusões. Essa sistematização permitiu uma visão integrada do conjunto de traços, favorecendo a identificação de padrões temáticos, convergências e lacunas no conhecimento produzido. De modo geral, os estudos apontaram que a atuação do enfermeiro na saúde mental na APS está fortemente relacionada a práticas de acolhimento, escuta qualificada, educação em saúde e articulação com a Rede de Atenção Psicossocial, ao mesmo tempo em que destacam desafios estruturais, formativos e institucionais que limitam a efetividade dessas ações.

Observou-se, ainda, que a predominância de estudos de abordagem qualitativa e descritiva reflete a complexidade do fenômeno investigado, uma vez que o cuidado em saúde mental na APS envolve dimensões subjetivas, relacionais e territoriais que extrapolam indicadores puramente biomédicos. Nesse sentido, os resultados encontrados dialogam com a literatura ao evidenciar que o enfermeiro ocupa posição estratégica no cuidado em saúde mental, mas enfrenta obstáculos que demandam reorganização dos processos de trabalho, fortalecimento da formação profissional e maior integração intersetorial. A partir dessa observação inicial, a discussão será aprofundada por meio da organização dos artigos em categorias temáticas, conforme apresentado e detalhado no Quadro 1.

Quadro 1. Caracterização dos estudos incluídos na revisão integrativa sobre a atuação do enfermeiro na saúde mental na Atenção Primária à Saúde.

AUTORIA (AUTOR/ANO)

OBJETIVO

DELINEAMENTO METODOLÓGICO

PRINCIPAIS RESULTADOS

CONCLUSÕES

1

Bardaquim, Dias e Robazzi (2023)

Descrever a aplicação da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) em saúde mental

Relato de experiência desenvolvido em serviço de saúde mental, com descrição das etapas de implementação da SAE, análise do processo de trabalho e avaliação da adesão da equipe

A implementação da SAE contribuiu para a organização do cuidado, favorecendo a sistematização das intervenções, maior clareza no planejamento assistencial e fortalecimento do raciocínio clínico. Observou-se melhora na identificação das necessidades psicossociais dos usuários, porém com dificuldades relacionadas à resistência da equipe, lacunas formativas e inconsistências nos registros clínicos.

A SAE representa instrumento estruturante para qualificação da assistência em saúde mental, exigindo investimentos contínuos em capacitação e fortalecimento da cultura institucional.

2

Bruggmann, Corrêa e Korb (2022)

Analisar a psicoeducação no processo de trabalho do enfermeiro em saúde mental

Estudo qualitativo com entrevistas semiestruturadas com enfermeiros atuantes em serviços de saúde mental, com análise temática dos discursos

A psicoeducação foi identificada como prática relevante para promoção da autonomia, adesão ao tratamento e fortalecimento do vínculo terapêutico. Sua aplicação, entretanto, mostrou-se irregular, influenciada por limitações institucionais, carga de trabalho elevada e ausência de planejamento sistemático das ações educativas.

A incorporação sistemática da psicoeducação pode qualificar o cuidado em saúde mental, desde que haja organização do processo de trabalho e suporte institucional.

3

Gama et al. (2021)

Analisar percepções de profissionais da APS sobre demandas em saúde mental

Estudo qualitativo com entrevistas com profissionais da Atenção Primária, analisadas por meio de abordagem temática

As demandas em saúde mental foram descritas como frequentes e complexas, exigindo preparo técnico e suporte institucional. Os profissionais relataram insegurança na condução dos casos, dificuldades na escuta qualificada e limitações na articulação com a rede especializada.

O fortalecimento da formação em saúde mental e da integração da rede assistencial é essencial para melhorar a qualidade do cuidado.

4

Gusmão et al. (2022)

Analisar a atuação do enfermeiro na saúde mental na ESF

Estudo qualitativo com entrevistas semiestruturadas e análise de conteúdo

O enfermeiro foi identificado como protagonista no acolhimento, escuta qualificada e articulação da rede. Entretanto, a atuação é impactada por sobrecarga de trabalho, ausência de protocolos clínicos e formação insuficiente em saúde mental.

A qualificação profissional e o suporte organizacional são fundamentais para fortalecer a atuação do enfermeiro.

5

Lima et al. (2021)

Analisar práticas em saúde mental na APS em municípios de pequeno porte

Estudo qualitativo com entrevistas e observação participante nos serviços de saúde

Foram identificadas práticas inovadoras, como grupos terapêuticos, escuta ampliada e ações intersetoriais. Essas práticas dependem fortemente da iniciativa dos profissionais e não estão institucionalizadas nos serviços.

A consolidação dessas práticas requer incorporação nas políticas institucionais e organização dos serviços.

6

Martins et al. (2022)

Compreender perspectivas de enfermeiros sobre saúde mental

Estudo qualitativo com entrevistas e análise temática

Os enfermeiros relataram dificuldades relacionadas à formação, condições de trabalho e complexidade dos casos, com sentimentos de insegurança e desgaste profissional.

A educação permanente e o apoio institucional são necessários para fortalecer a atuação em saúde mental.

7

Paula et al. (2024)

Analisar atuação do enfermeiro em situações de crise

Estudo qualitativo com entrevistas e análise temática

O enfermeiro atua no acolhimento inicial e encaminhamento em situações de crise, porém enfrenta dificuldades pela ausência de protocolos e suporte especializado.

A implementação de protocolos e o fortalecimento do apoio matricial são fundamentais.

8

Pinho et al. (2022)

Identificar diagnósticos de enfermagem em saúde mental

Estudo transversal com análise de prontuários e aplicação da NANDA-I

Foram identificados diagnósticos relacionados a sofrimento emocional e comportamental, com baixa utilização sistemática do processo de enfermagem.

A sistematização da assistência deve ser fortalecida na saúde mental comunitária.

9

Salgado e Fortes (2021)

Avaliar a qualidade do acesso à saúde mental na APS

Estudo quantitativo com análise de indicadores assistenciais

Identificou-se baixa capacidade de detecção precoce de transtornos mentais, associada à formação insuficiente e fragilidade dos instrumentos clínicos.

A qualificação profissional e o aprimoramento dos instrumentos de avaliação são essenciais.

10

Santos et al. (2024)

Avaliar sobrecarga de trabalho e sofrimento moral

Estudo quantitativo com aplicação de questionários padronizados

Foram observados níveis elevados de sobrecarga e sofrimento moral, impactando a saúde mental dos profissionais e a qualidade da assistência.

A implementação de políticas de apoio ao trabalhador é necessária.

11

Silva e Oliveira (2025)

Analisar a assistência de enfermagem em saúde mental

Estudo qualitativo com análise de práticas assistenciais

Foram identificados avanços na atuação do enfermeiro, coexistindo com fragilidades estruturais e organizacionais.

O fortalecimento das políticas públicas e da formação é essencial para qualificar o cuidado.

12

Sousa (2022)

Descrever assistência a pacientes com depressão

Estudo qualitativo com as práticas de assistência

A enfermagem atua no monitoramento clínico e suporte psicossocial, com dificuldades na integração entre serviços.

A articulação entre níveis de atenção deve ser fortalecida para garantir continuidade do cuidado.

Fonte: Elaboração dos autores (2026).

Práticas de Cuidado do Enfermeiro na Saúde Mental na Atenção Primária à Saúde

A atuação do enfermeiro no cuidado em saúde mental na Atenção Primária à Saúde (APS) se configura como elemento estruturante para a organização do acolhimento e para a efetivação do cuidado integral. Inserido no cotidiano dos serviços e em contato direto com a população, esse profissional assume papel central na identificação inicial do sofrimento psíquico, na escuta qualificada e no acompanhamento longitudinal dos usuários. Gusmão et al. (2022) no âmbito da Estratégia Saúde da Família, o enfermeiro frequentemente ocupa a posição de primeiro contato, o que favorece a construção de vínculo terapêutico e possibilita intervenções precoces. Essa condição aproxima sua prática dos princípios da integralidade e da humanização, ao mesmo tempo em que evidencia a centralidade do acolhimento como eixo organizador do cuidado.

Bruggmann, Corrêa e Korb (2022), ao analisarem a psicoeducação no processo de trabalho, indicam que essa prática contribui para o fortalecimento da autonomia dos usuários e para a adesão ao tratamento, ao mesmo tempo em que promove redução de estigmas associados aos transtornos mentais. E Sousa (2022), que, ao abordar o cuidado a pessoas com depressão, enfatiza a necessidade de um acompanhamento que inclua suporte emocional e articulação com a rede de atenção. Em conjunto, essas contribuições indicam que o acolhimento, quando associado a práticas educativas e psicossociais, amplia o alcance do cuidado e favorece respostas mais sensíveis às necessidades dos usuários.

Bardaquim, Dias e Robazzi (2023) demonstram que a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) contribui para maior organização das práticas, favorecendo o raciocínio clínico e a definição de intervenções mais direcionadas. No entanto, essa perspectiva encontra tensionamentos quando analisada à luz dos achados de Pinho et al. (2022), que identificam baixa utilização sistemática do processo de enfermagem nos serviços comunitários de saúde mental. Essa discrepância revela um distanciamento entre o potencial teórico da SAE e sua aplicação prática, o que impacta diretamente a continuidade e a padronização do cuidado.

A análise integrada dessas produções permite compreender que as práticas de cuidado do enfermeiro na APS se configuram de maneira heterogênea, sendo fortemente influenciadas pelas condições institucionais, pela organização do processo de trabalho e pelo nível de preparo profissional. Lima et al. (2021) destacam que, em muitos contextos, práticas consideradas inovadoras, como grupos terapêuticos e ações intersetoriais, dependem da iniciativa individual dos profissionais, o que compromete sua continuidade. Martins et al. (2022) falam que a insegurança profissional e as dificuldades estruturais interferem na condução do cuidado em saúde mental, limitando a consolidação de práticas mais sistematizadas.

O acolhimento em saúde mental, no âmbito da atuação do enfermeiro, não se restringe a um momento pontual do atendimento, mas constitui um processo contínuo, que articula escuta, vínculo, organização do cuidado e integração com a rede assistencial. No entanto, sua efetivação depende de condições que ultrapassam a atuação individual, exigindo suporte institucional, qualificação profissional e reorganização dos serviços de saúde, de modo a garantir maior consistência e continuidade às práticas desenvolvidas na Atenção Primária.

Desafios Estruturais e Formativos na Atuação do Enfermeiro em Saúde Mental

Apesar da centralidade do enfermeiro no cuidado em saúde mental na Atenção Primária à Saúde, a literatura evidencia a presença de condicionantes que fragilizam a consolidação do acolhimento como prática estruturada. Entre esses fatores, sobressai a insuficiência da formação específica em saúde mental, tanto na graduação quanto nas ações de qualificação ao longo da prática profissional. Gama et al. (2021) indicam que muitos enfermeiros relatam insegurança técnica diante de situações complexas, como crises emocionais e quadros de sofrimento psíquico persistente, o que compromete a condução do cuidado e limita a efetividade do acolhimento. Esse aspecto revela que o domínio de competências psicossociais e relacionais ainda não se apresenta de forma consistente na formação profissional, o que repercute diretamente na prática assistencial.

A esse quadro soma-se a sobrecarga de trabalho, elemento recorrente nas análises sobre o cotidiano da enfermagem na APS. Santos et al. (2024) demonstram que o acúmulo de funções assistenciais e administrativas impacta negativamente a qualidade do cuidado e a saúde mental dos profissionais. A intensificação do trabalho reduz o tempo disponível para a escuta qualificada e compromete a construção do vínculo, elementos essenciais para o acolhimento em saúde mental. Como consequência, o cuidado tende a assumir caráter fragmentado, com menor capacidade de resposta às necessidades subjetivas dos usuários, o que distancia a prática dos princípios da integralidade.

No plano estrutural, a fragilidade na articulação entre os serviços da Rede de Atenção Psicossocial também se apresenta como elemento limitante. Salgado e Fortes (2021) identificam baixa capacidade da APS na detecção precoce de transtornos mentais, associada à ausência de instrumentos padronizados e à inconsistência dos fluxos assistenciais. Essa dificuldade ganha maior complexidade quando analisada em situações de crise, nas quais a ausência de protocolos definidos e de suporte matricial compromete a tomada de decisão clínica. Paula et al. (2024) assinalam que essa condição amplia o risco de encaminhamentos inadequados e reduz a segurança da atuação profissional, o que evidencia a necessidade de maior organização do cuidado e integração entre os níveis assistenciais.

Outro elemento que atravessa a prática do acolhimento refere-se ao estigma social associado aos transtornos mentais, o qual se manifesta tanto no âmbito institucional quanto nas relações de cuidado. Lima et al. (2021) indicam que concepções estigmatizantes influenciam a forma como as demandas em saúde mental são interpretadas e conduzidas nos serviços, o que pode resultar em abordagens reducionistas ou pouco resolutivas. Martins et al. (2022) complementam essa análise ao evidenciar que tais concepções também afetam a postura profissional, contribuindo para insegurança e distanciamento no cuidado. Esse conjunto de fatores compromete a efetivação do acolhimento como prática humanizada e dificulta a construção de vínculos consistentes com os usuários.

A leitura articulada dessas produções permite compreender que os desafios enfrentados pelo enfermeiro na saúde mental não se restringem ao campo técnico, mas envolvem dimensões formativas, organizacionais e socioculturais. A permanência desses entraves indica a necessidade de investimentos estruturais, revisão dos processos formativos e fortalecimento das redes de cuidado, de modo a favorecer a consolidação de práticas mais consistentes e alinhadas aos princípios da Atenção Primária à Saúde.

Estratégias Inovadoras e Possibilidades de Fortalecimento da Atuação Profissional

Lima et al. (2021) descrevem experiências desenvolvidas em municípios de pequeno porte que incluem grupos terapêuticos, rodas de conversa, práticas de escuta ampliada e ações intersetoriais. Essas estratégias ampliam o alcance do cuidado e evidenciam que, quando há autonomia profissional e suporte institucional, a enfermagem assume papel ativo na construção de respostas mais sensíveis às demandas em saúde mental.

Martins et al. (2022) indicam que a formação continuada contribui para o desenvolvimento de competências psicossociais e fortalece a segurança na condução de situações complexas. Silva e Oliveira (2025), que ressaltam a necessidade de integrar conhecimentos teóricos e práticos como condição para aprimorar a assistência em saúde mental. A qualificação contínua favorece não apenas o domínio técnico, mas também o aprimoramento da escuta, da comunicação e da capacidade de intervenção no território, aspectos diretamente relacionados à efetividade do acolhimento.

Outro eixo relevante refere-se à incorporação de tecnologias do cuidado que ampliam a capacidade de intervenção do enfermeiro. A psicoeducação, analisada por Bruggmann, Corrêa e Korb (2022), constitui estratégia que fortalece a autonomia dos usuários e contribui para a adesão ao tratamento. A Sistematização da Assistência de Enfermagem, discutida por Bardaquim, Dias e Robazzi (2023), favorece a organização do cuidado e a definição de intervenções mais direcionadas. A articulação entre essas ferramentas possibilita a construção de práticas mais consistentes, nas quais o acolhimento se insere como elemento estruturador do processo assistencial.

A integração entre os serviços da Rede de Atenção Psicossocial também se apresenta como componente essencial para a qualificação do cuidado. Gusmão et al. (2022) indicam que a atuação do enfermeiro na articulação entre APS e demais pontos da rede amplia a resolutividade das ações e favorece o acompanhamento contínuo dos usuários. Paula et al. (2024) reforçam essa compreensão ao evidenciar que o apoio matricial contribui para maior segurança na tomada de decisão e para a condução adequada de situações de maior complexidade. Nesse arranjo, o enfermeiro assume função estratégica na coordenação do cuidado, ao integrar diferentes saberes e promover a continuidade assistencial.

No plano institucional, a valorização da saúde mental na Atenção Primária e a formulação de políticas públicas orientadas por dados concretos se configuram como elementos fundamentais para sustentar essas transformações. Silva e Oliveira (2025) indicam que a organização e sistematização do conhecimento científico contribuem para o aprimoramento dos protocolos assistenciais e para a tomada de decisão em nível gerencial. Essa perspectiva reforça a importância de alinhar práticas assistenciais às diretrizes das políticas públicas, com foco na integralidade do cuidado.

O fortalecimento da atuação do enfermeiro na saúde mental não depende exclusivamente da iniciativa individual, mas de um conjunto de condições que envolvem formação, organização dos serviços e articulação em rede. As estratégias identificadas indicam a possibilidade de consolidação de práticas mais estruturadas e alinhadas às necessidades da população, desde que sustentadas por investimentos contínuos em qualificação profissional, apoio institucional e reorganização dos processos de trabalho. Nesse sentido, o acolhimento se reafirma como eixo fundamental para a construção de um cuidado mais humanizado, resolutivo e coerente com os princípios do Sistema Único de Saúde.

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Com base nos objetivos propostos e nas pesquisas encontradas ao longo da revisão integrativa, conclui-se que a atuação do enfermeiro na Atenção Primária à Saúde frente às demandas de saúde mental é fundamental para a consolidação de um cuidado integral, humanizado e centrado nas necessidades da população. Os estudos analisados demonstram que esse profissional ocupa posição estratégica no acolhimento, na escuta qualificada, no acompanhamento longitudinal e na articulação com a Rede de Atenção Psicossocial, auxilia de forma significativa para a identificação precoce do sofrimento psíquico e para a promoção da saúde mental no território.

Entretanto, os resultados também revelam que essa atuação ainda é permeada por importantes desafios, especialmente relacionados às lacunas formativas em saúde mental, à sobrecarga de trabalho, à fragilidade dos fluxos de referência e contrarreferência e à ausência de protocolos assistenciais estruturados na Atenção Primária. Tais limitações comprometem a resolutividade das ações e impactam tanto a qualidade do cuidado ofertado quanto a saúde mental dos próprios enfermeiros, evidenciando a necessidade de investimentos institucionais e políticas públicas mais efetivas.

A despeito dessas dificuldades, a literatura aponta possibilidades concretas de fortalecimento da prática profissional, destacando estratégias inovadoras desenvolvidas no âmbito da Atenção Primária, como a utilização de tecnologias leves, a psicoeducação, a sistematização da assistência de enfermagem, o apoio matricial e a articulação interprofissional. Essas estratégias demonstram que, quando há suporte organizacional e valorização do trabalho em equipe, o enfermeiro pode ampliar sua autonomia e potencializar sua contribuição no cuidado em saúde mental.

Dessa forma, o presente estudo reforça a importância de investir na formação inicial e continuada do enfermeiro, bem como na reorganização dos processos de trabalho na Atenção Primária à Saúde, de modo a incorporar a saúde mental como dimensão indissociável do cuidado integral. Espera-se que os resultados desta revisão possam subsidiar gestores, profissionais e pesquisadores na formulação de práticas e políticas baseadas em índices reais, contribuindo para o fortalecimento da enfermagem e para a qualificação da atenção à saúde mental no contexto do Sistema Único de Saúde.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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1 Acadêmico do curso Bacharel em Enfermagem (Faculdade Supremo Redentor). E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail. ORCID: https://orcid.org/0009-0000-8092-8260

2 Especialista em Estratégia Saúde da Família (Faculdade Gianna Bereta). Professor vinculado a Faculdade Supremo Redentor no município de Pinheiro no Maranhão. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail. ORCID: https://orcid.org/0000-0003-3427-2349

3 Mestre em Meio Ambiente (Universidade Ceuma). Professor vinculado a Faculdade Supremo Redentor no município de Pinheiro no Maranhão. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail. ORCID: https://orcid.org/0000-0003-0699-0458

4 Especialista em Estratégia Saúde da Família (Faculdade Gianna Bereta). Professora na Faculdade Supremo Redentor no município de Pinheiro no Maranhão: Email: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail. ORCID: https://orcid.org/0000-0001-5936-5088

5 Especialista em Gestão. Professor na Facculdade Supremo Redentor e Diretor Administrativo do Hospital Materno Infantil na cidade de Pinheiro no Maranhão. Email: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail. ORCID: https://orcid.org/0009-0002-0144-1919

6 Especialista em Farmácia Clínica e Hospitalar (FAVENI). Professora na Faculdade Supremo Redentor em Pinheiro no Maranhão. Email: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail. ORCID: https://orcid.org/0009-0008-5845-452X