REGISTRO DOI: 10.70773/revistatopicos/779211915
RESUMO
Introdução: A atuação do enfermeiro frente à infecção pelo HPV é fundamental para a promoção da saúde e prevenção de agravos, especialmente no contexto da atenção primária. Esse profissional desempenha papel estratégico na educação em saúde, orientando a população sobre formas de transmissão, medidas preventivas e a importância da vacinação. Objetivo: Analisar o papel da enfermagem na prevenção e controle da infecção pelo HPV. Método: O estudo configura uma revisão integrativa da literatura, de caráter descritivo e abordagem qualitativa, baseado em publicações indexadas nas bases de dados Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE), Literatura Latino-Americana em Ciências da Saúde (LILACS) e Banco de Dados em Enfermagem (BDENF), no período de 2021 a 2025. Resultados: A amostra desta revisão integrativa incluiu 10 artigos científicos, sendo 02 em português e 08 em inglês, ambos selecionados de acordo com os critérios de inclusão previamente definidos. Conclusão: Conclui-se que, apesar dos avanços alcançados, ainda é necessário fortalecer ações educativas, investir na capacitação dos profissionais e aprimorar as políticas públicas de saúde, com o objetivo de ampliar a vacinação e o rastreamento, além de garantir um cuidado mais eficaz e igualitário. Nesse contexto, o enfermeiro permanece como peça-chave na prevenção e no controle do HPV, contribuindo significativamente para a melhoria dos indicadores de saúde e a diminuição dos casos de câncer relacionados ao vírus.
Palavras-chave: Papilomavírus Humano (HPV); Assistência Enfermagem; Prevenção; Câncer do cólo do útero.
ABSTRACT
Introduction: The nurse's role in addressing HPV infection is fundamental to promoting health and preventing complications, especially in the context of primary care. This professional plays a strategic role in health education, guiding the population on modes of transmission, preventive measures, and the importance of vaccination. Objective: To analyze the role of nursing in the prevention and control of HPV infection. Method: This study constitutes an integrative literature review, descriptive in nature and with a qualitative approach, based on publications indexed in the databases Virtual Health Library (BVS), Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE), Latin American Literature in Health Sciences (LILACS), and Nursing Database (BDENF), from 2021 to 2025. Results: The sample of this integrative review included 10 scientific articles, 2 in Portuguese and 8 in English, both selected according to the previously defined inclusion criteria. Conclusion: It is concluded that, despite the progress achieved, it is still necessary to strengthen educational actions, invest in the training of professionals, and improve public health policies, with the aim of expanding vaccination and screening, as well as ensuring more effective and equitable care. In this context, the nurse remains a key player in the prevention and control of HPV, contributing significantly to the improvement of health indicators and the reduction of cancer cases related to the virus.
Keywords: Human Papillomavirus (HPV); Nursing Care; Prevention; Cervical Cancer.
1. INTRODUÇÃO
O presente estudo possui como objeto as evidências cientificas que abordam o papel do enfermeiro nas ações de prevenção, vacinação, rastreamento, educação em saúde e acompanhamento de pessoas com infecção pelo HPV, bem como os desafios enfrentados nessa atuação. O interesse pelo estudo decorre da relevância epidemiológica da infecção pelo HPV e de seu impacto na saúde pública, especialmente no contexto da prevenção do câncer do colo do útero, conforme diretrizes e metas estabelecidas pela Organização Mundial da Saúde (Cárdenas; Spiess; García-Perdomo, 2025). Além disso, considera-se o papel estratégico do enfermeiro na atenção primária à saúde, no rastreamento, na educação em saúde e na promoção da vacinação, alinhado às políticas preconizadas pelo Ministério da Saúde (Ribeiro et al., 2025).
A infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV) configura-se como um dos principais desafios contemporâneos da saúde pública, em virtude de sua elevada transmissibilidade, ampla disseminação mundial e associação direta com diversas neoplasias (Moerbeck et al., 2024). De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o HPV é a infecção sexualmente transmissível mais comum no mundo, afetando a maioria das pessoas sexualmente ativas em algum momento da vida (ACUÑA et al., 2025). Estima-se que mais de 80% da população sexualmente ativa entre em contato com o vírus ao longo da vida, sendo a infecção mais frequente entre adolescentes e adultos jovens (Costa et al., 2024).
O presente estudo tem como questão de pesquisa: Qual é o papel da Enfermagem nas ações de prevenção e controle da infecção pelo HPV em diversos níveis de atenção à saúde? E como objetivo esta pesquisa visa analisar, por meio de revisão integrativa da literatura, o papel da enfermagem na prevenção e controle da infecção pelo HPV.
A infecção pelo HPV permanece como importante problema de saúde pública especialmente por sua associação ao câncer do colo útero. Apesar dos avanços na vacinação e no rastreamento, ainda existem desafios relacionados à adesão da população e à efetividade das ações educativas (Ríos; Inciarte, 2025). Nesse contexto o enfermeiro desempenha um papel fundamental na prevenção e no acompanhamento dos casos, tornando essencial o fortalecimento de sua atuação com base em evidências científicas.
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
O HPV pertence à família Papillomaviridae e compreende mais de 200 genótipos identificados, classificados em tipos de baixo e alto risco oncogênico. Os tipos de baixo risco, como 6 e 11, estão associados principalmente ao desenvolvimento de verrugas genitais, enquanto os tipos de alto risco, especialmente 16, 18, 31, 33, 45, 52 e 58, apresentam forte relação com o surgimento de neoplasias malignas (Petry et al., 2023). Entre estas, destacam-se o câncer do colo do útero, ânus, pênis, vulva, vagina e orofaringe, sendo o HPV responsável por mais de 90% dos casos de câncer cervical no mundo (Bessa et al., 2023).
A transmissão do HPV ocorre predominantemente por contato sexual direto, incluindo relações vaginais, anais e orais, bem como pelo contato pele a pele na região genital (Maciel et al., 2022). Ressalta-se que o uso do preservativo reduz significativamente o risco de infecção, embora não ofereça proteção absoluta, uma vez que o vírus pode estar presente em áreas não cobertas. Além disso, a transmissão vertical, da mãe para o filho durante o parto, embora rara, também pode ocorrer, resultando em manifestações como a papilomatose respiratória recorrente (Rocha et al., 2025).
Na maioria dos casos, a infecção pelo HPV é transitória e eliminada espontaneamente pelo sistema imunológico em um período de até dois anos (Cárdenas; Spiess; García-Perdomo, 2025). No entanto, em situações de persistência viral, especialmente associadas a fatores como imunossupressão, tabagismo, múltiplos parceiros sexuais, início precoce da vida sexual e baixa adesão aos exames preventivos, há maior risco de progressão para lesões intraepiteliais e câncer. Essas lesões podem permanecer assintomáticas por longos períodos, dificultando o diagnóstico precoce sem rastreamento sistemático (Reis et al., 2022).
Para Mariño et al., (2024) o início precoce da vida sexual, aliado a um número elevado de parceiros, constitui um fator de atenção, pois essas condições podem aumentar a suscetibilidade à infecção pelo HPV e, consequentemente, elevar a ocorrência de lesões precursoras do câncer do colo do útero. Neste estudo, observou-se que a idade da primeira relação sexual variou entre 11 e 21 anos, com média de 15 anos (DP=2,1). A maioria das participantes (54,5%) relatou ter iniciado a atividade sexual antes dos 15 anos e informou ter tido entre dois e cinco parceiros sexuais ao longo da vida (58,2%). No entanto, pesquisas realizadas no Brasil apresentam resultados divergentes em relação a esses aspectos do comportamento sexual (Ferreira et al., 2022).
No contexto brasileiro, o Instituto Nacional de Câncer - INCA aponta o câncer do colo do útero como uma das neoplasias mais incidentes entre as mulheres, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, refletindo desigualdades socioeconômicas e limitações no acesso aos serviços de saúde. Tais dados reforçam a relevância das ações preventivas e da vigilância contínua para o controle da doença (INCA, 2022).
Entre as principais estratégias de enfrentamento ao HPV, destaca-se a vacinação profilática, considerada uma das intervenções mais eficazes na redução da incidência das infecções e de suas complicações (Ribeiro et al., 2025). No Brasil, o Ministério da Saúde incorporou a vacina contra o HPV ao Programa Nacional de Imunizações, contemplando principalmente crianças e adolescentes, com foco na imunização antes do início da vida sexual. Estudos demonstram que países com alta cobertura vacinal apresentam redução expressiva na prevalência do vírus, nas verrugas genitais e nas lesões precursoras do câncer (Barile; Lindemann; Acrani, 2022).
Além da vacinação, o rastreamento por meio do exame citopatológico do colo do útero (Papanicolau) e, mais recentemente, da testagem molecular para HPV, constitui ferramenta essencial para a detecção precoce de alterações celulares (Carvalho et al, 2021). Essas estratégias possibilitam intervenções oportunas, reduzindo significativamente a morbimortalidade associada à doença. A educação em saúde, o incentivo às práticas sexuais seguras e o fortalecimento da autonomia dos usuários também se configuram como pilares fundamentais na prevenção (Melo et al., 2021).
Nesse contexto ampliado, compreende-se que o enfrentamento do HPV vai além das ações clínicas, exigindo abordagens integradas que considerem aspectos sociais, culturais e comportamentais (Silva; Barral-Netto; Boaventura, 2025). A persistência de tabus relacionados à sexualidade, o estigma associado às infecções sexualmente transmissíveis e a desinformação ainda representam barreiras importantes à adesão às medidas preventivas. Assim, torna-se imprescindível o fortalecimento das estratégias educativas e do vínculo entre profissionais de saúde e usuários, especialmente no âmbito da Atenção Primária (Santos et al., 2025).
3. METODOLOGIA
A presente pesquisa consiste em uma revisão integrativa da literatura, de caráter descritivo e abordagem qualitativa. A Revisão Integrativa da Literatura (RIL) é um método de pesquisa amplamente utilizado na área da saúde e em outras áreas do conhecimento, pois permite reunir, analisar e sintetizar resultados de estudos já publicados sobre um determinado tema (Marques et al., 2025). Esse tipo de revisão possibilita a construção de um panorama abrangente do conhecimento científico disponível, contribuindo para a compreensão aprofundada do fenômeno investigado (Dantas et al., 2022).
O processo de elaboração de uma revisão integrativa envolve etapas sistemáticas, que incluem a definição do problema de pesquisa, a formulação da questão norteadora, a busca e seleção de estudos em bases de dados científicas, a avaliação crítica dos artigos, a extração e organização das informações, a análise dos resultados e a síntese do conhecimento produzido (Sousa; Bezerra; Egypto, 2023). Essas etapas garantem maior rigor metodológico e confiabilidade aos resultados apresentados.
Portanto, a revisão integrativa da literatura constitui uma ferramenta relevante para pesquisadores e profissionais, pois possibilita reunir evidências científicas sobre um determinado tema, promovendo a reflexão crítica e contribuindo para o desenvolvimento de práticas mais seguras, eficazes e fundamentadas no conhecimento científico (Andrade; Souza, 2024).
No desenvolvimento desta revisão utilizou-se a estratégia Pico na elaboração do problema de pesquisa do seguinte modo: População (P): Mulheres; Interesse (I): Infecção pelo HPV; Contexto (Co): Enfermagem. Portanto, a questão norteadora foi: Quais são os avanços consolidados e os principais desafios identificados na literatura científica acerca da atuação do enfermeiro na prevenção, manejo e acompanhamento da infecção pelo HPV?
Para a identificação da produção científica, foram efetuadas buscas nas bases eletrônicas: Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE), Literatura Latino-Americana em Ciências da Saúde (LILACS) e Banco de Dados em Enfermagem (BDENF). A seleção dos artigos será realizada por meio da utilização dos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS), combinados entre si com o operador booleano “AND”, com o objetivo de ampliar e refinar os resultados das buscas. Utilizou-se como estratégia de busca: “Infecção pelo Papilomavírus Humano” AND “Câncer cervical” AND “Assistência de Enfermagem”. AND “Enfermagem” AND “Prevenção”.
Os critérios de inclusão estabelecidos para a seleção dos estudos serão: artigos completos, disponíveis integralmente, publicados nos últimos cinco anos (2021–2025), nos idiomas português, inglês e espanhol que abordem a temática proposta. Por outro lado, os critérios de exclusão compreenderão: artigos que não respondiam à questão norteadora da pesquisa, estudos duplicados em uma ou mais bases de dados e trabalhos que não estiverem disponíveis na íntegra.
No campo da assistência à saúde, a utilização dessa metodologia contribui para fundamentar a prática profissional baseada em evidências, auxiliando profissionais e gestores na tomada de decisões clínicas e na elaboração de estratégias de cuidado mais eficazes e seguras (Oliveira et al., 2020).
Além disso, a revisão integrativa possibilita a sistematização de conhecimentos dispersos na literatura, o que facilita a atualização científica dos profissionais e fortalece a qualidade da assistência prestada aos usuários dos serviços de saúde (Batista; Kumada, 2021). Dessa forma, a utilização da revisão integrativa da literatura em pesquisas voltadas à assistência em saúde e ao cuidado de enfermagem mostra-se fundamental para fortalecer práticas baseadas em evidências, estimular o avanço científico e contribuir para o aperfeiçoamento contínuo das condutas clínicas.
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO
Esta pesquisa adotou a estratégia Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses (PRISMA) como referência metodológica para a condução e avaliação da qualidade dos estudos incluídos, amplamente utilizada nas Ciências da Saúde por garantir maior rigor, transparência e reprodutibilidade às revisões científicas. O protocolo PRISMA possibilita a organização sistemática das etapas de identificação, triagem, elegibilidade e inclusão dos estudos, contribuindo para a redução de vieses no processo de seleção das evidências científicas.
Nesse sentido, o método descreve de forma detalhada o fluxo de informações ao longo de todas as etapas da pesquisa, apresentando o quantitativo de registros identificados nas bases de dados, os estudos selecionados para leitura, os artigos excluídos e as respectivas justificativas para exclusão. Além disso, a utilização do fluxograma PRISMA permite demonstrar com clareza os critérios empregados durante o processo de refinamento da amostra, favorecendo a confiabilidade, a rastreabilidade e a transparência metodológica do estudo.
A aplicação dessa estratégia fortalece a consistência científica da revisão, uma vez que possibilita uma seleção mais criteriosa das produções acadêmicas, assegurando que os estudos incluídos estejam alinhados aos objetivos da pesquisa e aos critérios de inclusão previamente estabelecidos. O detalhamento dessas etapas encontra-se representado na Figura 1, por meio do fluxograma PRISMA, que sintetiza visualmente o percurso metodológico adotado nesta investigação.
Figura 1 – Fluxograma adaptado na seleção dos artigos pela estratégia Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses (PRISMA 2009).
Foram selecionados 10 artigos para esta revisão integrativa demonstrando uma prevalência de pesquisas internacionais. A produção científica foi mais consistente entre o período de 2023, 2024 e 2025, evidenciando um aumento expressivo do interesse pelo tema, assim como a ampliação do debate sobre HPV e o câncer do colo do útero.
Para sintetizar os dados produzidos, elaborou-se um quadro com os artigos selecionados na amostra, conforme será apresentado logo a seguir (Quadro 1):
Quadro 1 - Caracterização dos estudos incluídos na revisão integrativa sobre Inclusão da sorologia para HTLV no pré-natal de rotina: análise das políticas públicas de saúde da mulher no Brasil e o impacto na prevenção da transmissão vertical
Autor/ Ano | Objetivo | Tipo de estudo | Principais achados |
Moya et al. (2023), | Avaliar o conhecimento, as atitudes e as práticas relacionadas ao HPV | Estudo transversal e qualitativo |
A conclusão central evidencia a insuficiência de informação e de educação em saúde acerca do HPV e de suas estratégias de prevenção entre populações hispânicas. Essa lacuna informacional costuma ser preenchida por crenças equivocadas e mitos relacionados ao vírus, intensificados pelo estigma social e por aspectos culturais que dificultam ainda mais a incorporação de práticas preventivas. Além disso, destaca-se como obstáculo relevante a limitada acessibilidade aos serviços de saúde. |
Amin et al. (2025) | Examinar a correlação entre os níveis de alfabetização em saúde e os comportamentos de rastreio do câncer do colo do útero entre mulheres. |
Estudo transversal multicêntrico | A atuação da enfermagem desempenha papel essencial na diminuição da incidência do câncer do colo do útero e das infecções por HPV, ao promover a ampliação do conhecimento e incentivar a participação no rastreamento. Nesse contexto, as enfermeiras que atuam na comunidade, por meio de ações educativas contínuas e do direcionamento adequado aos serviços de saúde, contribuem para a superação de obstáculos como o medo e a desinformação, além de favorecerem o empoderamento feminino e o fortalecimento das práticas preventivas na atenção primária. |
Ilyasova et al. (2025) | Identificar associações entre as características dos profissionais de saúde da atenção primária e o uso da recomendação presuntiva e outras estratégias (como entrevista motivacional, fornecimento de materiais educativos) para a adesão à vacina contra o HPV entre pacientes hesitantes. | Estudo Qualitativo | A forma como os enfermeiros se comunicam exerce impacto direto na adesão à vacinação. Estratégias comunicativas claras e seguras, associadas ao uso de recursos educativos e técnicas de incentivo, contribuem para diminuir a hesitação vacinal e ampliar a cobertura contra o HPV. Nesse contexto, o aprimoramento contínuo das habilidades de comunicação torna-se fundamental para fortalecer a imunização e reduzir a incidência do câncer do colo do útero. |
Ateşeyan; Güngörmüş, (2024) | Incentivar as mães a vacinarem suas filhas contra o HPV, melhorando suas percepções sobre os benefícios, a suscetibilidade, a gravidade da doença e seus níveis de conhecimento | Estudo Controlado Randomizado | Os achados indicam que a atuação dos profissionais de Enfermagem é essencial para ampliar a adesão às práticas preventivas, reduzir a desinformação e facilitar o acesso da população aos serviços de saúde. Dessa forma, reforça-se que o investimento na capacitação profissional é indispensável para gerar melhorias significativas na saúde pública. |
Penick et al., 2022 | Avaliar o impacto da intervenção na adesão à vacinação contra o HPV | Estudo Qualitativo
| O estudo evidencia que a qualificação dos enfermeiros para indicar e aplicar vacinas durante consultas de rotina favorece o aumento da adesão à imunização. Trata-se de uma intervenção prática e de baixo custo, que destaca o papel central da enfermagem na superação de obstáculos, no fortalecimento da confiança nas vacinas e na ampliação da cobertura vacinal, especialmente entre populações de difícil acesso. |
Pontes et al (2024) |
Investigar a periodicidade da realização de exames de rastreamento para o câncer de mama e do colo do útero e os fatores de risco de mulheres atendidas em um consultório de Enfermagem | Estudo descritivo e transversal |
O estudo evidenciou alta prevalência de mulheres com fatores de risco para câncer de mama e do colo do útero, além de baixa adesão aos exames de rastreamento, tanto mamografia quanto citopatológico. Diante disso, destaca-se a necessidade de fortalecer ações de promoção e proteção à saúde, ampliar o acesso aos cuidados voltados à saúde da mulher, incentivar políticas públicas eficazes para rastreamento e diagnóstico precoce, fomentar pesquisas e estabelecer parcerias interinstitucionais para melhorar a assistência. |
Santos; Santos e Fernandes (2023) |
Identificar as possíveis causas da baixa adesão à campanha de vacinação e analisar as campanhas relacionadas ao papilomavírus humano (HPV) no Brasil | Estudo qualitativo e dedutivo-hipotético |
A execução de fases sucessivas de revisão bibliográfica e análise documental, seguida da identificação da cobertura vacinal (CV%) efetiva no Brasil e da comparação com o emprego de estratégias de marketing social em campanhas de países com elevada CV, foi fundamental para a utilização de ferramentas de qualidade que permitiram categorizar e mensurar os fatores responsáveis pela baixa cobertura vacinal no país. |
Martinez et al. (2025) | Comparar a eficácia de intervenções educacionais e de capacitação profissional sobre o HPV na melhoria das recomendações dos profissionais de saúde e das estratégias de comunicação com os pacientes na região fronteiriça entre El Paso, nos Estados Unidos e no México. | Estudo randomizado |
Para promover melhorias na saúde coletiva, é necessário ultrapassar ações voltadas apenas aos pacientes. A oferta de capacitações virtuais para profissionais de saúde surge como uma estratégia eficaz para qualificar a aplicação das diretrizes clínicas. A personalização dessas iniciativas, considerando aspectos regionais e o perfil da população atendida, contribui para fortalecer a comunicação entre profissionais e pacientes diante das atualizações nas recomendações. Enquanto o HPV e outras doenças imunopreveníveis não forem eliminados, a parceria entre pesquisadores e profissionais permanece essencial para viabilizar formações acessíveis e resolutivas |
Chauhan et al. (2025)
| Avaliar o nível de conhecimento, as atitudes, a disposição e os motivos para a não adesão à vacinação contra o HPV entre estudantes de enfermagem. | Estudo transversal descritivo
| O estudo evidencia deficiências no conhecimento e a presença de atitudes desfavoráveis em relação à vacinação contra o HPV entre estudantes de Enfermagem. Nesse contexto, ações educativas direcionadas, aliadas a políticas públicas específicas, mostram-se fundamentais para ampliar a conscientização, estimular percepções positivas e elevar a adesão à vacinação contra o HPV nesse público. |
Teixeira et al .(2023) | Avaliar as taxas de lesões pré-cancerosas, encaminhamento para colposcopia e valor preditivo positivo (VPP) por faixas etárias de rastreamento populacional com teste DNA-HPV | Estudo comparativo | Observou-se um aumento expressivo na identificação de lesões pré-cancerosas do colo do útero em um curto intervalo de rastreamento por meio do teste de HPV. Entre mulheres com menos de 30 anos, o teste apresentou maior positividade, elevadas taxas de encaminhamento para colposcopia, com valor preditivo positivo semelhante ao observado em mulheres de maior idade, além de maior detecção de lesões intraepiteliais escamosas de alto grau (HSIL) e de câncer cervical em estágio inicial. |
Fonte: Elaborado pelas autoras (2026) com base nos estudos incluídos (2021-2025).
Com base nos estudos analisados, evidencia-se que a atuação do enfermeiro na prevenção do HPV está majoritariamente direcionada à promoção da vacinação como estratégia central de cuidado. Nesse contexto, a Enfermagem desempenha papel fundamental ao incorporar a imunização nas práticas assistenciais de rotina, favorecendo o acesso e a adesão dos usuários. Por meio de uma comunicação empática e esclarecedora, os profissionais contribuem para a redução da hesitação vacinal, ao mesmo tempo em que orientam pacientes e seus familiares sobre os riscos associados à infecção pelo HPV e os benefícios da vacina.
Convém enfatizar a função educativa do enfermeiro, que atua na disseminação de informações confiáveis e no fortalecimento da consciência em saúde. A prática profissional também envolve o acompanhamento sistemático do calendário vacinal, bem como o desenvolvimento de estratégias que visem ampliar a cobertura vacinal, contribuindo, assim, para a prevenção de agravos e a promoção da saúde coletiva.
No trabalho de Moya et al. (2023), foram evidenciados entraves semelhantes em populações da América Latina, incluindo a hesitação vacinal e a insuficiência de condições estruturais adequadas. Ainda assim, os autores enfatizam que a presença permanente dos profissionais de enfermagem nos territórios atua como um elo entre o conhecimento científico e os saberes populares, favorecendo a redução de barreiras e o estabelecimento de relações de confiança. Nesse contexto, a enfermagem amplia sua atuação para além do campo técnico, incorporando dimensões socioculturais e éticas, imprescindíveis para o sucesso das políticas públicas de imunização.
Para os autores Amin et al (2025) a integração da educação em saúde com recursos digitais amplia o alcance das iniciativas preventivas e contribui para o fortalecimento do rastreamento do câncer do colo do útero. A promoção da alfabetização em saúde por meio de plataformas digitais favorece o acesso à informação qualificada e incentiva a adoção de comportamentos preventivos.
Além disso, ferramentas como o site Sahabat Sehat Serviks atuam como suporte às campanhas de imunização, ao disseminar informações e estimular a adesão vacinal. Nesse contexto, as tecnologias digitais configuram-se como aliadas estratégicas na prática educativa do enfermeiro, ao promoverem maior interação, aprendizado e engajamento, especialmente entre populações mais conectadas (Amin et al., 2025).
Os achados de Ilyasova et al. (2025) reforçam que a hesitação vacinal contra o HPV não está apenas relacionada aos usuários, mas também às práticas e abordagens dos profissionais de saúde. Assim, investir em comunicação qualificada e baseada em evidências constitui uma estratégia central para o enfrentamento das barreiras à vacinação e, consequentemente, para a redução da incidência de cânceres relacionados ao HPV.
Os estudos de Ateşeyan e Güngörmüş (2024) traz implicações relevantes para a prática da enfermagem e da saúde coletiva. Destaca-se o papel do enfermeiro como agente facilitador da mudança comportamental, utilizando estratégias comunicacionais qualificadas e baseadas em teoria. A adoção de entrevistas motivacionais, aliada a recursos digitais, pode fortalecer programas de imunização, reduzir a hesitação vacinal e contribuir para o aumento da cobertura contra o HPV.
Os autores Penick et al. (2022) demonstram que intervenções lideradas pela enfermagem, baseadas em capacitação e reorganização do cuidado, são eficazes, sustentáveis e de baixo custo para aumentar a vacinação contra o HPV. Os resultados reforçam o papel estratégico do enfermeiro na promoção da imunização e indicam que a incorporação da vacina em atendimentos de rotina pode ser uma abordagem promissora para superar lacunas na cobertura vacinal e prevenir cânceres relacionados ao HPV.
Pontes et al. (2024) evidenciam que a coordenação do cuidado no rastreamento do câncer de mama e do colo do útero ainda apresenta fragilidades importantes na atenção à saúde, especialmente no que se refere à integração entre os diferentes níveis assistenciais. Embora a Atenção Primária à Saúde (APS) seja reconhecida como porta de entrada preferencial e responsável pela organização do cuidado, o estudo aponta lacunas na continuidade assistencial, o que compromete a efetividade das ações de rastreamento.
Os achados reforçam que a desarticulação entre serviços, associada à comunicação ineficiente e à ausência de fluxos bem definidos, dificulta o acompanhamento das mulheres, principalmente após resultados alterados. Esse cenário pode resultar em atrasos no diagnóstico e no início do tratamento, impactando negativamente os desfechos clínicos. Além disso, barreiras organizacionais, como a limitação no acesso a exames e a sobrecarga dos serviços, também interferem na qualidade da coordenação do cuidado (Pontes et al., 2024).
Santos; Santos e Fernandes (2023) evidenciam que, embora a vacina contra o HPV esteja amplamente disponível no Brasil por meio do Programa Nacional de Imunizações, a cobertura vacinal ainda permanece abaixo do ideal, o que compromete o controle de doenças associadas ao papilomavírus humano, especialmente o câncer do colo do útero. Esse cenário revela a existência de múltiplas barreiras que ultrapassam a simples oferta do imunobiológico, envolvendo fatores socioculturais, informacionais e estruturais.
Os autores destacam que a baixa adesão à vacinação está diretamente relacionada à desinformação da população, à disseminação de notícias falsas e ao medo de possíveis efeitos adversos. Além disso, aspectos como tabus relacionados à sexualidade — uma vez que o HPV é uma infecção sexualmente transmissível — dificultam o diálogo entre profissionais de saúde, adolescentes e responsáveis. Nesse contexto, percebe-se que a hesitação vacinal não se limita à falta de acesso, mas envolve também questões de confiança e percepção de risco (Santos; Santos Fernandes, 2023).
O estudo de Martinez et al. (2025) apresenta um protocolo de ensaio clínico randomizado que propõe uma intervenção baseada na web voltada à educação sobre o papilomavírus humano (HPV) e ao aprimoramento das habilidades profissionais de provedores de saúde. A proposta do estudo é relevante, especialmente diante das persistentes baixas taxas de adesão à vacinação contra o HPV e das lacunas no conhecimento e na comunicação entre profissionais e pacientes.
A utilização de plataformas digitais como estratégia educacional se destaca por sua escalabilidade, flexibilidade e potencial de alcance, permitindo a capacitação contínua dos profissionais independentemente de barreiras geográficas (Martinez et al., 2025). Esse aspecto é particularmente importante em contextos com desigualdades no acesso à educação permanente em saúde. Além disso, a abordagem online pode favorecer a padronização das informações transmitidas, contribuindo para maior consistência nas recomendações clínicas.
Chauhan et al. (2025) reforçam a necessidade de intervenções educacionais direcionadas, com estratégias que vão além da transmissão de conteúdo, incorporando metodologias ativas, esclarecimento de mitos e desenvolvimento de competências comunicacionais. Ademais, políticas institucionais e públicas devem facilitar o acesso à vacina, reduzir barreiras logísticas e ampliar campanhas de sensibilização.
Por fim, a pesquisa contribui ao evidenciar que melhorar a adesão à vacinação contra o HPV entre estudantes de Enfermagem não é apenas uma questão individual, mas um investimento estratégico na qualificação de futuros profissionais, capazes de atuar como agentes multiplicadores na prevenção do câncer do colo do útero (Chauhan et al., 2025).
Para Teixeira et al (2023) o teste de HPV possui maior sensibilidade em comparação ao exame citopatológico convencional, possibilitando identificar precocemente alterações cervicais antes da progressão para estágios mais avançados da doença. Esse achado reforça a relevância da transição para estratégias de rastreamento baseadas em evidências, alinhadas às recomendações internacionais, que priorizam o teste molecular como ferramenta principal.
Outro ponto importante discutido pelos autores refere-se à reorganização dos serviços de saúde, destacando que a efetividade do rastreamento não depende apenas da tecnologia utilizada, mas também da estruturação adequada da rede de atenção. A implementação de fluxos bem definidos, com encaminhamento oportuno para colposcopia e tratamento, mostrou-se essencial para garantir o impacto positivo na redução da morbimortalidade por câncer cervical (Teixeira et al., 2023).
Por fim, ao sintetizar os achados, verifica-se que a Enfermagem exerce função fundamental na prevenção e no controle do HPV, configurando-se como agente transformador das práticas em saúde pública. Os enfermeiros sobressaem-se pela habilidade de educar, orientar, acolher e conduzir estratégias inovadoras que favorecem a adesão à vacinação e contribuem para a diminuição da incidência do câncer do colo do útero.
Observa-se, de modo geral, uma forte concordância entre os autores quanto ao papel estratégico da Enfermagem na prevenção do HPV, especialmente no que se refere à promoção da vacinação, à educação em saúde e ao fortalecimento da adesão vacinal. Estudos como os de Moya et al. (2023), Penick et al. (2022) e Ateşeyan e Güngörmüş (2024) convergem ao afirmar que o enfermeiro atua como agente central na redução da hesitação vacinal, utilizando estratégias educativas, comunicacionais e de acolhimento para aproximar a população dos serviços de imunização. Da mesma forma, Santos, Santos e Fernandes (2023) corroboram essa perspectiva ao evidenciarem que a desinformação, os tabus relacionados à sexualidade e as fake news representam barreiras importantes à vacinação, reforçando a necessidade de intervenções educativas qualificadas conduzidas pelos profissionais de saúde.
Há também consonância entre Amin et al. (2025) e Martinez et al. (2025) quanto ao potencial das tecnologias digitais como ferramentas complementares às ações de prevenção. Ambos os estudos destacam que plataformas online e recursos digitais favorecem a disseminação de informações confiáveis, ampliam o alcance das campanhas educativas e fortalecem a capacitação profissional. Chauhan et al. (2025) aproxima-se dessa discussão ao defender intervenções educacionais mais dinâmicas e comunicacionais, sobretudo na formação de estudantes de Enfermagem, compreendendo-os como futuros multiplicadores das ações preventivas.
Além disso, Teixeira et al. (2023) e Pontes et al. (2024) apresentam concordância ao ressaltarem que a efetividade das ações preventivas depende não apenas da adoção de novas tecnologias e estratégias de rastreamento, mas também da adequada organização da rede de atenção à saúde. Ambos os estudos evidenciam que falhas na coordenação do cuidado, na comunicação entre os níveis assistenciais e na continuidade do acompanhamento comprometem os resultados relacionados à prevenção e ao controle do câncer do colo do útero.
Entretanto, apesar da predominante convergência entre os autores, algumas diferenças de enfoque podem ser observadas. Enquanto Penick et al. (2022) enfatizam intervenções práticas e organizacionais de baixo custo no cotidiano assistencial, Ilyasova et al. (2025) direcionam a discussão para a necessidade de mudanças nas próprias abordagens dos profissionais de saúde, reconhecendo que a hesitação vacinal também pode estar associada à comunicação inadequada ou insuficiente por parte das equipes. Já Teixeira et al. (2023) priorizam uma perspectiva mais voltada à inovação tecnológica e à reorganização dos fluxos assistenciais, destacando a superioridade do teste molecular de HPV em relação ao exame citopatológico convencional.
Assim, embora os estudos apresentem diferentes abordagens metodológicas e focos específicos, prevalece entre os autores o entendimento de que a atuação da Enfermagem é indispensável para o fortalecimento das políticas públicas de prevenção do HPV. A integração entre educação em saúde, comunicação qualificada, tecnologias digitais, reorganização da assistência e ampliação da cobertura vacinal constitui um eixo comum nas discussões, evidenciando a necessidade de práticas interdisciplinares e estratégias contínuas de cuidado na atenção à saúde da mulher.
5. CONCLUSÃO
A partir da análise dos estudos incluídos, evidencia-se que a atuação do enfermeiro frente à infecção pelo HPV apresenta avanços significativos, especialmente no que se refere à ampliação das ações de educação em saúde, incentivo à vacinação e fortalecimento das estratégias de rastreamento precoce. O enfermeiro destaca-se como um profissional essencial na promoção do cuidado integral, atuando de forma próxima à comunidade, orientando, acolhendo e contribuindo para a redução de estigmas e desinformação acerca do HPV.
Entretanto, persistem desafios importantes que limitam a efetividade dessas ações, como lacunas no conhecimento da população e de alguns profissionais de saúde, resistência à vacinação, barreiras socioculturais e dificuldades no acesso aos serviços de saúde. Além disso, a necessidade de capacitação contínua e de políticas públicas mais eficazes torna-se evidente para fortalecer a atuação da Enfermagem nesse contexto.
Dessa forma, conclui-se que, embora haja progressos relevantes, é fundamental investir em estratégias educativas, na qualificação profissional e no aprimoramento das políticas de saúde, visando ampliar a cobertura vacinal e o rastreamento, bem como promover um cuidado mais resolutivo e equitativo. O enfermeiro, nesse cenário, mantém-se como agente central na prevenção e controle do HPV, contribuindo diretamente para a melhoria dos indicadores de saúde e a redução da incidência de cânceres associados ao vírus.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ACUÑA, María Jesús et al. Prevalence of Human Papillomavirus in Arica and Antofagasta, in the north of Chile. vol. 99. dezembro de 2025. Revista Cancer Epidemiol. Disponível em: https://pesquisa.bvsalud.org/portal/resource/pt/mdl-40915178
AMIN, Shaimaa Mohamed et al. Unlocking prevention: the role of health literacy in cervical cancer screening: community nursing perspective. 2025. BMC nursing, 24(1), 160. Disponível em: https://doi.org/10.1186/s12912-025-02797-4. Acesso em: 05 abr. 2026.
ANDRADE, João Vitor; SOUZA, Juliana Cristina Martins de. Como manter o rigor na condução de uma revisão integrativa? .2024. v.98. n.4. Rev Enferm Atual In Derme. Disponível em: https://www.revistaenfermagematual.com.br/index.php/revista/article/view/2371/328. Acesso em: 11 fev. 2026.
ATEŞEYAN, Yasemin; GÜNGÖRMÜŞ, Zeynep. Web and theory-based motivational interviews in encouraging mothers for HPV vaccination of their daughters: A randomized controlled study. 2024. Journal of pediatric nursing, 78, e279–e288. Disponível em: https://doi.org/10.1016/j.pedn.2024.07.016. Acesso em: 05 abr. 2026.
BARILE, Mônica Palos; LINDEMANN, Ivana Loraine; ACRANI, Gustavo Olszanski. Prevalência de alterações de exame citopatológico e sua relação com lesões compatíveis com a infecção pelo Papiloma Vírus Humano e as neoplasias do colo uterino. Prevalência de Sífilis Congênita no município de Marau/RS. Revista da AMRIGS. Porto Alegre. v. 66, n. 1, p. 119-125, 2022. Disponível em: https://docs.bvsalud.org/biblioref/2023/03/1424844/20_2510_revista-amrigs.pdf. Acesso em: 19 fev. 2026.
BATISTA, Leonardo dos Santos; KUMADA, Kate Mamhy Oliveira. Análise metodológica sobre as diferentes configurações da pesquisa bibliográfica. Rev. Bras. de Iniciação Científica (RBIC), IFSP Itapetininga, v. 8, e021029, p. 1-17, 2021. Disponível em: https://periodicoscientificos.itp.ifsp.edu.br/index.php/rbic/pt_BR/article/view/113/235. Acesso em: 11 mar. 2026.
BESSA, Jaqueline Amaral et al. Infecção cervical por papilomavírus humano em mulheres idosas. Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia, v. 26, p. e230027, 2023. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1981-22562023026.230027.pt. Acesso em: 18 fev. 2026.
CÁRDENAS; Juan Camilo Barrera; SPIESS, Philippe E; Herney Andrés, GARCÍA-PERDOMO. Human papillomavirus vaccination and its effect on genital men's health. Considerations for a public health strategy. Urologia. vol. 92. n. 4. Disponível em: https://doi.org/10.1177/03915603251370915. Acesso em: 11 mar. 2026.
CARVALHO, Newton Sergio de et al. Protocolo Brasileiro para Infecções Sexualmente Transmissíveis 2020: infecção pelo papilomavírus humano (HPV). Epidemiologia e Serviços de Saúde, v. 30, p. e2020790, 2021.Disponível em: https://www.scielosp.org/article/ress/2021.v30nspe1/e2020790/pt/. Acesso em: 18 fev. 2026.
CHAUHAN, Soni et al. Knowledge, attitude, and reasons for non-uptake of human papilloma virus vaccination among nursing students. 2025. BMC medicine, 23(1), 35. https://doi.org/10.1186/s12916-025-03874-w. Acesso em: 07 abr. 2026.
COSTA, Franco Luís Salume et al. Prevalência da infecção pelo HPV e de alterações citológicas anais e cervicais em pessoas transgênero em um serviço de referência em Vitória no Espírito Santo entre 2018 e 2021. Epidemiologia e Serviços de Saúde, v. 33, p. e2024279, 2024. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S2237-96222024v33e2024279.especial.pt. Acesso em: 18 fev. 2026.
DANTAS, Hallana Laisa de Lima et al. Como elaborar uma revisão integrativa: sistematização do método científico. Revista Recien - Revista Científica de Enfermagem, [S. l.], v. 12, n. 37, p. 334–345, 2022. DOI: 10.24276/rrecien2022.12.37.334-345. Disponível em: https://www.recien.com.br/index.php/Recien/article/view/575. Acesso em: 26 fev. 2026.
FERREIRA, Márcia de Castro Martins et al. Detecção precoce e prevenção do câncer do colo do útero: conhecimentos, atitudes e práticas de profissionais da ESF. Revista Ciênc. Saúde Coletiva. 27 maio/jun. 2022. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1413-81232022276.17002021. Acesso em: 17 fev. 2026.
ILYASOVA, Anna Andreevna et al. Use of presumptive recommendations and other strategies to encourage HPV vaccine uptake: Results from a national survey of primary care health professionals. 2025. PloS one, 20(8), e0327872. Disponível em: https://doi.org/10.1371/journal.pone.0327872. Acesso em: 08 abr. 2026.
INCA, Instituto Nacional de Câncer. Dados e números sobre câncer do colo do útero. 2022. Disponível em: https://www.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files/media/document/dados_e_numeros_colo_22setembro2022.pdf. Acesso em: 17 fev. 2026.
MACIEL, Maylla Pereira Rodrigues et al. Construção e validação de jogo educativo sobre a infecção pelo papilomavírus humano. Acta Paulista de Enfermagem, v. 35, p. eAPE03012, 2022. Disponível em: https://doi.org/10.37689/acta-ape/2022AO03012. Acesso em: 17 fev. 2026.
MARIÑO, Josiane Montanho et al. Mulheres HPV-positivas residentes em áreas isoladas do Amazonas, Brasil: perfil clínico-epidemiológico e achados citológicos. Cad. Saúde. Colete. 32 (1). 2024. https://doi.org/10.1590/1414-462X202432010365. Acesso em: 28 fev. 2026.
MARQUES, Stella Maris Souza et al. Revisão bibliográfica, revisão integrativa e metanálise: conceituações e comparações metodológicas. 2025. vol. 5 n. 7. p. 01-20, 2025. Revista Contemporânea. DOI: 10.56083/RCV5N7-068. Acesso em: 11 mar. 2026.
MARTINEZ, Jacob et al. Web-Based Human Papillomavirus Education and Professional Skills Intervention for Health Care Providers: Protocol for a Randomized Controlled Trial. JMIR Res Protoc. 2025. vol. 14: e60790. Published 2025 Apr 3. doi:10.2196/60790. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC12006767/. Acesso em: 02 abr. 2026.
MELO, Bernardo Augusto de Carvalho et al. Infecção por papilomavírus humano e carcinoma espinocelular oral-Uma revisão sistemática. Brazilian Journal of Otorhinolaryngology, v. 87, p. 346-352, 2021. Disponível em: https://doi.org/10.1016/j.bjorl.2020.10.017. Acesso em: 18 fev. 2026.
MOERBECK, Nathália dos Santos Trindade et al. Conhecimento de graduandas em Enfermagem sobre a infecção pelo Papilomavírus Humano: estudo de representações sociais. Revista Physis. n. 34. 2024. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0103-7331202434080pt. Acesso em: 18 fev. 2026.
MOYA, Eva Alvarez et al. (2023). Addressing knowledge gaps: the key role of community health workers and healthcare providers in human papillomavirus prevention and vaccine uptake in a border community. Frontiers in public health, 11, 1243539. Disponível em: https://doi.org/10.3389/fpubh.2023.1243539. Acesso em: 03 abr. 2026.
OLIVEIRA, Rayssa Caroline de et al. O cuidado clínico e o processo de enfermagem em saúde mental: revisão integrativa da literatura. Revista Eletrônica Acervo Saúde. DOI: https://doi.org/10.25248/reas.e2018. Acesso em: 11 mar. 2026.
PENICK, Emily et al. Feasibility and sustainability of a nurse-led intervention to integrate HPV vaccination into medical processing for active-duty Soldiers. Hum Vaccin Immunother. 2022;18(7):2153536. doi:10.1080/21645515.2022.2153536. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC9891672/. Acesso em: 06 abr. 2026.
PETRY, Stéfany et al. Ensino das infecções sexualmente transmissíveis incuráveis para estudantes de graduação em enfermagem: revisão de escopo. Cogitare Enfermagem, v. 28, p. e84550, 2023. Disponível em: https://doi.org/10.1590/ce.v28i0.84550. Acesso em: 18 fev. 2026.
PONTES, Brenda Freitas et al. Coordenação do Cuidado no Âmbito do Rastreamento do Câncer de Mama e Colo do Útero. Enfermagem em Foco, v. 15, 31 dez. 2024. Disponível em: https://busqueda.bvsalud.org/portal/resource/es/biblio-1589815. Acesso em 03 abr. 2026.
REIS, Maria Carolina Oliveira et al. Adolescentes e adultas jovens infectadas pelo PapilomaVírus Humano (HPV): vulnerabilidades e sentimentos vivenciados. Revista Gaúcha de Enfermagem, v. 43, p. e20210228, 2022. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1983-1447.2022.20210228.pt. Acesso em: 17 fev. 2026.
RIBEIRO, Aline Lopes et al. Virus-Host Interaction: Investigating Novel Transcription Factors Involved in Coupling Human Papillomavirus Life Cycle and Epithelial Differentiation. vol. 97. n. 9. 2025 set. Journal Of Medical Virology. Disponível em: https://pesquisa.bvsalud.org/portal/resource/pt/mdl-40960126. Acesso em: 11 mar. 2026.
RÍOS, Leonela Marcela Delgado; INCIARTE, Noren Enrique Villalobos. Lesiones intraepiteliales cervicales en gestantes con el virus de inmunoideficiencia humana. Rev. obstet. ginecol. Venezuela vol. 85(4): 629-636, dic. 2025.Disponível em: https://pesquisa.bvsalud.org/portal/resource/pt/biblio-1644887. Acesso em: 11 mar. 2026.
ROCHA, Waltesia Perini et al. Prevalência e fatores associados à infecção pelo papilomavirus humano de alto risco em mulheres vivendo com HIV/aids em um centro de referência: estudo transversal, Vitória, 2021-2022. Epidemiologia e Serviços de Saúde, v. 34, p. e20240796, 2025.Disponível em: https://doi.org/10.1590/S2237-96222025v34e20240796.pt. Acesso em: 18 fev. 2026.
SANTOS, Ana Carolina da Silva et al. Efeitos de uma intervenção educativa no conhecimento sobre HPV e na taxa de vacinação em adolescentes. Revista Cadernos Saúde Coletiva, v. 33, n. 1, p. e33010076, 2025. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1414-462X202533010076. Acesso em: 18 fev. 2026.
SANTOS, W. M.; SANTOS, D. M.; FERNANDES, M. S. Imunização do HPV no Brasil e propostas para aumento da adesão à campanha de vacinação. Revista de Saúde Pública, v. 57, n. 1, p. 79, 26 out. 2023.Disponível em: https://www.scielo.br/j/rsp/a/VxL3HJ4cNvmFWKGVdrwTczK/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 03 abr. 2026.
SILVA, Cerqueira Thiago; Barral-Netto, Manoel; Boaventura, Viviane Sampaio. Effect of Brazil's national human papillomavirus vaccination programme on the incidence of cervical cancer and cervical intraepithelial neoplasia grade 3 in women aged 20-24 years: a population-based study. vol. 13. ed. 10. outubro. 2025. Revista The Lancet Glob Health. . Disponível em: https://pesquisa.bvsalud.org/portal/resource/pt/mdl-40975079. Acesso em: 11 mar. 2026.
SOUSA, Milena Nunes Alves de; BEZERRA, André Luiz Dantas; EGYPTO, Ilana Andrade Santos do. Trilhando o caminho do conhecimento: o método de revisão integrativa para análise e síntese da literatura científica. Revista Observatorio de la Economia Latinoamericana. Curitiba, v.21, n.10, p. 18448-18483. 2023. DOI: 10.55905/oelv21n1-212. Acesso em: 25 fev. 2026.
SOUSA, Luís Manuel Mota de et al. A metodologia de revisão integrativa da literatura em enfermagem. Revista investigação em enfermagem. nov. 2017: 17-26.
TEIXEIRA, Júlio Cesar et al. Organization of cervical cancer screening with DNA–HPV testing impact on early–stage cancer detection: a population–based demonstration study in a Brazilian city. The Lancet Regional Health -Americas, v. 5, p. 100084, jan. 2023. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbgo/a/gdPL6vMf6rM8FJWGs784mzf/?format=pdf&lang=en. Acesso em: 03 abr. 2026.
1 Graduanda do Curso Superior de Enfermagem do Centro Universitário Cesmac. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail
2 Graduanda do Curso Superior de Enfermagem do Centro Universitário Cesmac. E-mail. [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail
3 Orientadora