AVALIAÇÃO DO IMPACTO DA PLATAFORMA VIBRATÓRIA SOBRE OS PARAMETROS CARDIOVASCULARES E POSTURAIS EM IDOSOS HIPERTENSOS

EVALUATION OF THE IMPACT OF THE VIBRATING PLATFORM ON CARDIOVASCULAR AND POSTURAL PARAMETERS IN HYPERTENSIVE ELDERLY INDIVIDUALS

REGISTRO DOI: 10.70773/revistatopicos/782838191

RESUMO
Avaliar o impacto do Treinamento de Vibração de Corpo Inteiro (WBV) sobre os parâmetros cardiovasculares e o controle postural em idosos hipertensos. O ensaio clínico controlado e randomizado com idosos (60 anos) com hipertensão controlada. Os voluntários serão divididos em: Grupo Intervenção (GI), submetido ao treino em plataforma vibratória (30-40 Hz, 2-4 mm, 3x/semana por 12 semanas); e Grupo Controle (GC), submetido ao protocolo sham (plataforma desligada). Serão avaliados os efeitos agudos e crônicos na pressão arterial, frequência cardíaca e variabilidade da frequência cardíaca (VFC), além do equilíbrio postural (via estabilometria, teste TUG e Escala de Berg). Espera-se que o treino crônico seja hemodinamicamente seguro (sem picos hipertensivos agudos), reduza a pressão arterial de repouso, melhore a modulação autonômica vagal e otimize o controle postural e funcional, reduzindo a oscilação do centro de pressão (CoP). O estudo busca comprovar a viabilidade da plataforma vibratória como uma estratégia clínica complementar, segura e eficaz no manejo cardiovascular e na prevenção de quedas em idosos hipertensos.
Palavras-chave: Vibração de corpo inteiro; Idosos; Equilíbrio postural; Sistema cardiovascular; Hemodinâmica.

ABSTRACT
To evaluate the impact of Whole-Body Vibration (WBV) training on cardiovascular parameters and postural control in hypertensive older adults. This randomized controlled trial will include older adults (60 years) with controlled hypertension. Volunteers will be divided into (IG), submitted to the vibrating platform training (30-40 Hz, 2-4 mm, 3x/week for 12 weeks); and Control Group (CG), submitted to a sham protocol (vibrating platform turned off). Acute and chronic effects on blood pressure, heart rate, and heart rate variability (HRV) will be evaluated, as well as postural balance (via stabilometry, TUG test, and Berg Balance Scale). Chronic training is expected to be hemodynamically safe (without acute hypertensive peaks), reduce resting blood pressure, improve vagal autonomic modulation, and optimize postural and functional control, reducing center of pressure (CoP) oscillation. The study seeks to prove the viability of the vibrating platform as a complementary, safe, and effective clinical strategy for cardiovascular management and fall prevention in hypertensive older adults.
Keywords: Whole-body vibration; Aged; Postural balance; Cardiovascular system; Hemodynamics.

1. INTRODUÇÃO

A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é um dos principais fatores de risco para as doenças cardiovasculares, que na última década representaram as principais causas de mortalidade em todo o mundo (MILLS; STEFANESCU; HE, 2020).

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que cerca de 600 milhões de pessoas tenham hipertensão arterial sistêmica (HAS) e ocorram 7,1 milhões de mortes anuais decorrentes dessa doença. Relatório recente da OMS aponta a HAS como o maior fator de impacto mundial para a saúde, refletindo em perdas de vidas pela falta de controle da doença. No Brasil, apenas 33% dos hipertensos estão com controle adequado da PA (AL-MAKKI et al., 2021).

Estudos indicam crescimento mundial de 60% dos casos da doença para 2025. A hipertensão arterial acarreta aumento dos custos dos sistemas de saúde e tem afetado a economia global (NASCIMENTO et al., 2022).

Os benefícios do treinamento com vibração de corpo inteiro (VCI) sobre a performance humana têm sido descritos na literatura desde meados de 1960 (BUCKHOUT, 1964). Além dos efeitos sobre a força e a potência muscular, a flexibilidade, o equilíbrio e a densidade mineral óssea (JEPSEN et al., 2017), a estimulação neural, desencadeada a partir de reflexos espinhais, também parece promover modificações sobre a função autonômica cardíaca, sendo objeto de estudo tanto em atletas quanto em pessoas com disfunções renais (MAIA et al., 2020), respiratórias (BRAZ JÚNIOR et al., 2015) e cardiovasculares (AOYAMA et al., 2019).

A vibração gerada pela plataforma pode ser síncrona, alternada ou triplanar (SÁ-CAPUTO et al., 2017). Em todos os tipos, os movimentos oscilatórios provocam ação excêntrico-concêntrica rápida e repetitiva que evoca trabalho muscular e, consequentemente, eleva a taxa metabólica (RITTWEGER et al., 2002).

A estimulação reflexa do fuso muscular e dos motoneurônios alfa localizados na medula espinhal favorece a sincronização das unidades motoras, com consequente aumento da contração muscular e da perfusão tissular (AOYAMA et al., 2019; RITTWEGER et al., 2002; TANKISHEVA et al., 2014). Frequência, amplitude pico a pico, direção e duração da vibração são fatores que podem determinar a intensidade do treino (RITZMANN et al., 2013). A frequência é medida em hertz (Hz) e representa o número de oscilações por segundo, enquanto a amplitude, medida em milímetros (mm), reflete a magnitude do deslocamento da plataforma vibratória (RAUCH, 2009).

A terapia de vibração do corpo inteiro (VBB) é uma modalidade terapêutica relativamente nova. Envolve o uso de uma plataforma oscilante mecanicamente para transmitir vibrações de baixa a alta frequência por todo o corpo, induzindo contrações musculares involuntárias (WAKELING; NIGG; ROZITIS, 2002) e aumento do fluxo sanguíneo dos membros e microvascular. Uma meta-análise mostrou aumento do fluxo sanguíneo periférico após episódios agudos de vibração corporal em sujeitos saudáveis (GAMES; SEFTON; WILSON, 2015).

No entanto, até onde sabemos, nenhum estudo investigou os efeitos terapêuticos do VBB no fluxo sanguíneo microvascular e no controle glicêmico em indivíduos com Diabetes Tipo 2 (DT2) e Doença Arterial Periférica (DAP). Contrações musculares induzidas pelo VBB podem aumentar o retorno venoso e o estresse de cisalhamento, que são estímulos hemodinâmicos sistêmicos reconhecidos. Essas respostas fisiológicas sustentam potenciais efeitos sistêmicos e vasculares locais (TINKEN et al., 2008; PUMP et al., 2015).

Evidências sugerem que o VBB pode reduzir a rigidez arterial em mulheres jovens com obesidade (ALVAREZ-ALVARADO et al., 2017) e melhorar a resposta da função endotelial em idosos com doenças cardiovasculares (AOYAMA et al., 2019). Além disso, uma redução na hemoglobina A1c, um marcador para o controle glicêmico a longo prazo, foi relatada após o treinamento com VBB em indivíduos com DT2 (LEE; LEE; SONG, 2013).

O treinamento WBV (Whole Body Vibration, Vibração de Corpo Inteiro) envolve colocar um indivíduo em posição de pé ou agachado sobre uma plataforma vibratória (por exemplo, vertical ou alternada lateralmente) (et aSlatkovskal., 2010; van Heuvelen et al., 2021; Harijanto et al., 2022), onde acelerações verticais em relação ao solo, começando pela superfície plantar dos pés, transmitem vibração mecânica através dos músculos e ossos que sustentam a massa corporal (Slatkovska et al., 2010; Abazović, Paušić & Kovačević, 2015).

A intensidade do WBV é definida por sua frequência (hertz, Hz), magnitude expressa como aceleração vertical (ou seja, g = 9,81 m/s, 2 aceleração devido à gravidade), oscilações (1–10 mm) e planos (sagital, frontal e transversal) (Slatkovska et al., 2010; Fernandez et al., 2022; van Heuvelen et al., 2021; Harijanto et al., 2022).

As recomendações de treinamento sugerem o uso de frequências entre 20 e 40 Hz e amplitudes entre 2,0 e 5,0 mm, com sessões diárias de até 30 minutos, realizadas três vezes por semana (Abazović, Paušić & Kovačević, 2015; Harijanto et al., 2022).

Na contemporaneidade, observa-se um crescimento significativo da população idosa, com o auxílio da Plataforma Vibratória de Corpo Inteiro, será possível prevenir patologias trazendo melhora da qualidade de vida desses pacientes.

O estudo também tem como objetivo mostrar quais os parâmetros e quais amplitudes, proporcionam os benefícios para essa população, como motivação para o estudo há diversas plataformas no mercado, porém a grade parte dos artigos é com plataformas de eixo latero-lateral, ou seja, um eixo bilateral, já a plataforma desse estudo é uma plataforma que sua vibração é em um eixo uniaxial.

2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA OU REVISÃO DA LITERATURA

2.1. O Envelhecimento, Hipertensão Arterial e Controle Postural

O processo de envelhecimento populacional está associado a modificações fisiológicas progressivas que comprometem a homeostase corpórea. Entre as alterações cardiovasculares mais prevalentes nessa população, destaca-se a Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS), uma condição multifatorial caracterizada pela elevação sustentada dos níveis pressóricos (BARROSO et al., 2021). Nos idosos, a HAS é frequentemente agravada pelo aumento da rigidez arterial e pela disfunção endotelial, o que eleva a pós-carga cardíaca e altera a modulação do sistema nervoso autônomo, reduzindo a atividade vagal e aumentando o tônus simpático.

Paralelamente às alterações hemodinâmicas, o envelhecimento induz o declínio do sistema musculoesquelético e dos sistemas sensoriais (visual, vestibular e somatossensorial), caracterizando um quadro de sarcopenia e redução do controle postural (SHUMWAY-COOK; WOOLLACOTT, 2017). O controle postural deficiente em idosos hipertensos manifesta-se pelo aumento da oscilação do Centro de Pressão (CoP), redução da mobilidade funcional e, consequentemente, maior vulnerabilidade a quedas. Adicionalmente, alguns medicamentos anti-hipertensivos podem exacerbar a instabilidade postural devido a episódios de hipotensão ortostática, tornando premente a busca por estratégias terapêuticas não farmacológicas que atuem sinergicamente na segurança cardiovascular e no equilíbrio.

2.2. O Treinamento de Vibração de Corpo Inteiro (WBV) e Mecanismos Biomecânicos

O Treinamento de Vibração de Corpo Inteiro (Whole-Body Vibration – WBV), realizado por meio de plataformas vibratórias, surge como uma intervenção promissora para a população idosa. O estímulo mecânico gerado pela plataforma é caracterizado por parâmetros físicos controlados, sendo os principais a frequência, mensurada em Hertz (Hz), e a amplitude de deslocamento do pico a pico, medida em milímetros (mm) (RITTWEGER, 2010).

Do ponto de vista neuromuscular, as oscilações da plataforma transmitem ondas senoidais através do corpo, promovendo acelerações que ativam os mecanorreceptores de transdução biológica. O principal mecanismo fisiológico associado ao WBV é o Reflexo Tônico de Vibração (tonic vibration reflex – TVR). De acordo com Cardinale e Bosco (2003), as vibrações provocam rápidas mudanças no comprimento músculo-tendíneo, ativando as fibras aferentes primárias Ia dos fusos musculares. Essa ativação desencadeia uma resposta reflexa monossináptica que resulta no recrutamento de unidades motoras adicionais e na sincronização da atividade muscular eletromiográfica, mimetizando os efeitos do exercício resistido convencional, porém com menor sobrecarga articular.

2.3. Impacto da Plataforma Vibratória nos Parâmetros Cardiovasculares

Embora o WBV seja predominantemente reconhecido por seus efeitos neuromusculares, suas repercussões no sistema cardiovascular têm despertado grande interesse clínico. Durante a exposição aguda à vibração, ocorre um aumento localizado no fluxo sanguíneo periférico e no estresse de cisalhamento (shear stress) endotelial (COCHRANE et al., 2008). Esse fenômeno estimula a liberação de óxido nítrico endotelial, um potente vasodilatador, o que pode justificar a redução crônica da pressão arterial de repouso e da rigidez arterial observada em intervenções de longo prazo.

No que tange à modulação autonômica cardíaca, a literatura aponta que o treinamento crônico com WBV é capaz de promover uma mudança no balanço simpatovagal, favorecendo o incremento da modulação vagal (parassimpática). Esse ajuste é clinicamente monitorado por meio da Variabilidade da Frequência Cardíaca (VFC). Para idosos hipertensos, a segurança hemodinâmica da intervenção é crucial; as evidências sugerem que o uso de frequências moderadas (30-40 Hz) e baixas amplitudes (2-4 mm) induz respostas hemodinâmicas seguras, sem provocar picos hipertensivos agudos ou taquicardia reflexa deletéria (RITTWEGER, 2010).

2.4. Efeitos da Vibração de Corpo Inteiro no Controle Postural e Equilíbrio

A otimização do controle postural mediada pela plataforma vibratória ocorre por vias multissensoriais. O estímulo mecânico repetitivo melhora a sensibilidade dos proprioceptores plantares e musculares, refinando as informações somatossensoriais enviadas ao sistema nervoso central. Como resultado prático, observa-se uma melhora nas estratégias de tornozelo e quadril necessárias para a manutenção da postura ereta estável.

Estudos clínicos utilizando análises estabilométricas demonstram que após o período de intervenção com WBV há uma redução significativa na área e na velocidade de oscilação do CoP em idosos. Além disso, os ganhos em força muscular de membros inferiores e em coordenação motora refletem-se diretamente na melhora do desempenho funcional, avaliado por instrumentos validados como o teste Timed Up and Go (TUG) e a Escala de Equilíbrio de Berg (EEB). Assim, o WBV atua como um facilitador da neuroplasticidade e do input proprioceptivo, consolidando-se como uma ferramenta eficaz na prevenção do risco de quedas em populações senescentes.

3. METODOLOGIA

Para a identificação do estudo que avaliou o impacto da Plataforma Vibratória em Idosos Hipertensos, as bases de dados analisadas foram: Scielo, Lilacs, Pubmed, Medline, BVS, nos idiomas português e inglês, na população idosa. Busquei artigos de Revisão de Literatura, artigos de Ensaios Clínicos Randomizados, e Meta-Análises. A população do estudo será com idosos acima de 60 anos, com Hipertensão Arterial, de ambos os sexos.

A data prevista das pesquisas aproximadamente em 15/03/2026. Esta revisão foi cadastrada na plataforma PROSPERO com o código CRD420261366771.

4. RESULTADOS E DISCUSSÕES OU ANÁLISE DOS DADOS

Tabela 1.

AUTOR

ANO

POPULAÇÃO INVESTIGADA

TIPO DE PLATAFORMA

ROTINA

RESULTADOS

Sothida Nantakool, Busaba Chuatrakoon, Jose´ G. B. Derraik and Silmara Gusso

2026

Idade superior a 50 anos, com diagnóstico de Diabetes tipo 2 e também pacientes com Doença Arterial Periférica (DAP).

Placa vibratória Galileo Basic.

A intervenção foi planejada para durar 12 semanas, com 3 sessões semanais. Com duração cada sessão de 22 a 28 minutos.

Foi realizado o Teste de Caminhada de 6 Minutos, onde apresentou uma dilatação no fluxo da Artéria Braquial, e houve um controle glicêmico dos pacientes.

Anna Xenya Patrício de Araújo, Dulciane Nunes Paiva Helen Kerlen Bastos Fuzari Willemax dos Santos Gomes Mário Bernardo-Filho Patrícia Érika de Melo Marinho

2025.

O foco central do estudo foram adultos com 65 anos ou mais de ambos os sexos. Por ser um "overview", ele analisou os dados combinados de diversas revisões sistemáticas.

3 categorias de dispositivos de vibração de corpo inteiro:

Sinusiodal vertical

Sinusiodal lateral alternada

Ressonância estocástica.

Embora as revisões incluídas apresentassem protocolos variados, as amplitudes variaram de 0,05 a 8,00 mm, as frequências variaram de 12 a 40 Hz, e as semanas variaram de 4 a 5.

Melhora da Força Muscular, promoveu o equilíbrio e mobilidade, redução da composição corporal, a plataforma foi definida como uma ferramenta segura e de baixo custo, e de baixo impacto, ideal para a população idosa.

Lucrezia Zuccarelli, Giovanni Baldassarre, Andrew Winnard, Katie M. Harris Lonnie G. Petersen, Tovy Haber Kamine, Lara Roberts, David S. Kim, Tobias Weber, David A. Green, Danielle K. Greaves Roopen Arya, Jonathan M. Laws, Antoine Elia, Jörn Rittweger, Bruno Grassi and Nandu Goswami

2023.

Indivíduos idosos.

Galileo Fitness.

Sessão única de curto prazo, com duração de 1 a 20 minutos de vibração estática ou exercícios dinâmicos com agachamentos.

O estudo observou que o WBV pode, na verdade, promover a capacidade do corpo de dissolver coágulos (um efeito contra a Trombose).

Houve aumento no fluxo sanguíneo e na oxigenação muscular.

Ana Carolina Coelho Oliveira, Bruno Bessa Monteiro-Oliveira, Aline Reis-Silva, Luiz Felipe Ferreira-Souza, Raphael Gonçalves de Oliveira, Ana Cristina Rodrigues Lacerda, Vanessa A. Mendonça Alessandro Sartorio, Redha Taiar, Mario Bernardo-Filho and Danúbia Sá-Caputo.

2023.

O estudo focou em indivíduos adultos diagnosticados com Síndrome Metabólica (MetS). Idosos acima de 60 anos.

Plataforma de Alternância Lateral.

A frequência variou de 5 a 16 Hz. O tempo era de 1 minuto de vibração por 1 minuto de descanso. As sessões duraram ente 18 a 30 minutos.

Flexibilidade de tronco, estabilizou a pressão arterial, e a frequência cardíaca, melhora do equilíbrio e diminuição da composição corporal.

Danilo A. Massini, Tiago A. F. Almeida, Anderson G. Maced, André B. Peres, Víctor Hernández-Beltrán, José M. Gamonales, Mário C. Espada Cassiano M. Neiva and Dalton M. Pessôa Filho.

2025.

Pacientes idosos variando de 55 a 93 anos.

Plataforma Galileo 2000.

A duração da sessão foi ente 6 e 30 minutos, a frequência variou de 12,5 a 55 Hz, e a frequência semanal, foi de 2 a 3 vezes por semana.

Foi detectado um efeito positivo na densidade mineral óssea.

Humaira Hanif, Munazzah Orooj and Adila Parveen.

2021.

Adultos com 59 anos.

Viva Fitness K-75.

A duração foi de 12 minutos com uma frequência de 25 Hz.

Redução da Velocidade da Onda de Pulso (PWV), melhora da Pressão Arterial.

Zachary S. Zeigler, Pamela Diane Swan.

2016

Adultos com 65 anos.

Plataforma de vibração vertical sinusoidal.

A frequencia foi de 35 Hz, com uma amplitude 5mm, e a duração da sessão durou 15 minutos.

A hipotensão após o exercício foi maior, juntamente com o consumo de oxigênio.

Natalia Tarcila Santos Amorim, Maria Julia de Siqueira e Torres Nunes, Patrícia Érika de Melo Marinho.

2022.

Idades de 60 a 80 anos.

Plataforma de vibração:

Síncrona

Alternada

Triplanar.

A frequência foi de 2 a 3 vezes por semana, com duração entre 6 e 12 semanas, com duração de 10 a 60 minutos.

Melhora da função cardíaca, melhora da marcha e do equilíbrio.

5. DISCUSSÃO

O objetivo deste estudo foi avaliar o impacto da plataforma vibratória sobre os parâmetros cardiovasculares e o controle postural em idosos com hipertensão arterial. Como principal achado, demonstrou-se que a plataforma vibratória apresenta resultados satisfatórios para a população idosa.

O estudo conduzido por Sothida Nantakool (et al.2026), utilizou um único modelo de plataforma vibratória e demonstrou repercussões sistêmicas importantes, como a melhora do controle glicêmico e uma melhora na dilatação do fluxo da artéria braquial. Em contrapartida, Anna Xenya Patrício de Araújo e colaboradores (2025) analisaram o impacto da vibração de corpo inteiro sob uma perspectiva multifacetada, englobando três categorias distintas de dispositivos: sinusoidal vertical, sinusoidal lateral alternada e ressonância estocástica, as quais implicaram diferentes amplitudes e frequências. Os autores apontam que a literatura ratifica o potencial da intervenção para promover o ganho de equilíbrio e a melhora da força muscular.

No âmbito das respostas imediatas, o estudo de Lucrezia Zuccarelli e colaboradores (2023), apresentou que uma única sessão de vibração pode promover a capacidade do organismo de dissolver coágulos, atuando assim de forma preventiva contra a Trombose; por meio da vibração e do cisalhamento gerados na parede dos vasos, estimula-se o sistema fibrinolítico. Sob outra perspectiva, quando o objetivo envolve adaptações metabólicas sistêmicas, aponta-se há necessidade de protocolos de caráter crônico (médio e longo prazo). Nesse sentido, o estudo de Ana Carolina Coelho e colaboradores (2023), utilizou um protocolo de 18 a 30 minutos, com parâmetros específicos de tempo e frequência, no qual se pôde constatar uma melhora na flexibilidade de tronco, redução da composição corporal e estabilização da pressão arterial.

Enquanto Danilo A. Massini e colaboradores (2025), evidenciou o efeito positivo na densidade óssea dos pacientes — teoria que afirma que o tecido ósseo, ao entrar em contato com a vibração e o estresse gerado, estimula a atividade osteoblástica —, o desfecho clínico direcionado ao sistema cardiovascular no estudo de Humaira Hanif e colaboradores (2021), indica uma redução na rigidez arterial, o que gera menos carga sobre o ventrículo esquerdo. Quando confrontamos as pesquisas, observa-se que frequências mais elevadas e tempos de exposição maiores geram resultados expressivos tanto cardiovasculares quanto no sistema ósseo.

Por fim, Zachary S. Zeigler e colaboradores (2016), utilizou uma plataforma de vibração sinusoidal com frequência de 35 Hz, na qual os pacientes obtiveram um consumo de oxigênio maior após o exercício, além de apresentarem hipotensão pós-exercício. De forma complementar, Natalia Tarcila Santos Amorim e colaboradores (2022), avaliou três plataformas com uma rotina de duas a três vezes por semana, e os autores evidenciaram melhoras na função cardíaca, bem como no controle de tronco e na marcha

6. CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS

Baseado em estudos analisados, podemos afirmar que a intervenção da Terapia de Vibração de Corpo Inteiro atua de diversas maneiras quanto a questão doenças cardíacas e metabólicas em idosos. Temos diversos estudos e artigos utilizados que demonstram resultados significativos e auxiliam no quadro dos pacientes. Visando a amplitude de movimento e, melhora da qualidade de vida, melhora do equilíbrio e da mobilidade, melhora da Hemodinamica, entre outras benefícios.

Podemos citar que há uma grande dúvida sobre quais os melhores parâmetros a serem seguidos para uma melhor reabilitação dos pacientes, tendo em vista que cada estudo mostrou diferenças entre a amplitude e os Hertz (Hz) de cada plataforma.

Através desse estudo, concluímos que a Plataforma Vibratória de Corpo Inteiro apresentou uma melhora significativa e um resultado satisfatório para a população idosa.

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1 Docente do Curso Superior de Mestrado Academico em Engenharia Biomédica do Instituto Universidade de Mogi das Cruzes Campus Mogi das Cruzes. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail

2 Discente do Curso Superior de Mestrado em Engenharia Biomédica do Instituto Universidade de Mogi das Cruzes Campus Mogi das Cruzes. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail