AUTOMEDICAÇÃO ENTRE ESTUDANTES DA ÁREA DA SAÚDE: REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA

SELF-MEDICATION AMONG HEALTHCARE STUDENTS: INTEGRATIVE LITERATURE REVIEW

REGISTRO DOI: 10.70773/revistatopicos/778781624

RESUMO
Introdução: A automedicação representa uma prática amplamente disseminada na sociedade contemporânea, configurando-se como uma importante problemática de saúde pública, especialmente entre estudantes da área da saúde, que possuem maior contato com conhecimentos farmacológicos e facilidade de acesso a medicamentos. Objetivo: Descrever a prevalência da prática da automedicação entre estudantes da área da saúde, os fatores associados a essa prática, as classes medicamentosas mais utilizadas e suas implicações para a saúde. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, de caráter descritivo e abordagem qualitativa, realizada a partir da análise de estudos publicados entre 2020 e 2026 nas bases de dados Scientific Electronic Library Online (SciELO), Public/Publisher MEDLINE (PubMed), Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e Biblioteca Virtual em Saúde. Resultados e Discussão: evidenciaram elevada prevalência da automedicação entre os universitários, com destaque para o uso de analgésicos, anti-inflamatórios, antibióticos e psicoestimulantes. Entre os principais fatores associados, destacaram-se o fácil acesso aos medicamentos, a elevada carga acadêmica, o estresse, a dificuldade de acesso aos serviços de saúde, o autodiagnóstico e a influência de mídias digitais. Além disso, foram identificadas implicações relevantes para a saúde, incluindo reações adversas, interações medicamentosas, mascaramento de doenças, dependência química, resistência bacteriana e aumento da demanda por serviços de saúde. Conclusão: identificou-se que a automedicação é influenciada por fatores acadêmicos, sociais e comportamentais. Além dos riscos individuais, essa prática pode impactar a saúde coletiva, reforçando a necessidade de estratégias educativas voltadas ao uso racional de medicamentos no ambiente acadêmico.
Palavras-chave: Acessibilidade aos Serviços de Saúde; Automedicação; Conhecimentos; atitudes e prática em saúde; Uso de medicamentos.

ABSTRACT
Introduction: Self-medication represents a practice widely disseminated in contemporary society, constituting an important public health issue, especially among healthcare students, who have greater contact with pharmacological knowledge and easier access to medications.
Objective: To describe the prevalence of self-medication practice among healthcare students, the factors associated with this practice, the most commonly used medication classes, and their implications for health. Methodology: This is an integrative literature review, with a descriptive nature and qualitative approach, conducted based on the analysis of studies published between 2020 and 2026 in the databases Scientific Electronic Library Online (SciELO), Public/Publisher MEDLINE (PubMed), Latin American and Caribbean Health Sciences Literature (LILACS), and the Virtual Health Library. Results and Discussion: A high prevalence of self-medication among university students was evidenced, with emphasis on the use of analgesics, anti-inflammatory drugs, antibiotics, and psychostimulants. Among the main associated factors, easy access to medications, high academic workload, stress, difficulty in accessing healthcare services, self-diagnosis, and the influence of digital media stood out. Furthermore, relevant health implications were identified, including adverse reactions, drug interactions, masking of diseases, chemical dependence, bacterial resistance, and increased demand for healthcare services. Conclusion: It was identified that self-medication is influenced by academic, social, and behavioral factors. In addition to individual risks, this practice may impact collective health, reinforcing the need for educational strategies aimed at the rational use of medications in the academic environment.
Keywords: Drug Utilization; Health Knowledge; Attitudes; Practice; Health Services Accessibility; Self Medication.

1. INTRODUÇÃO

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS, 2022), a automedicação configura-se como uma prática disseminada globalmente, sobretudo em contextos como a acessibilidade facilitada do uso de medicamentos isentos de prescrição. Embora apresente relativa aceitação sociocultural, tal conduta acarreta riscos substanciais à saúde pública quando exercida de maneira indiscriminada e desprovida de orientação profissional qualificada.

A automedicação entre estudantes da área da saúde é uma prática cada vez mais observada é preocupante, pois reflete não apenas a autonomia adquirida durante a formação acadêmica, mas também uma possível subestimação dos riscos associados ao uso inadequado de medicamentos. Influenciados por fatores socioculturais e pelo acesso inicial ao conhecimento em farmacologia e terapias, muitos desses estudantes desenvolvem uma percepção equivocada de segurança, o que pode levá-los a negligenciar a importância da prescrição médica e da avaliação clínica.

No contexto universitário, a automedicação tem sido amplamente observada entre estudantes da área da saúde, o que se torna particularmente preocupante devido à futura atuação desses indivíduos como profissionais responsáveis pela promoção do uso seguro e racional de medicamentos.

Estudos de revisão integrativa como o de Cabral et al., (2023), apontam que, embora estudantes da área da saúde possuem maior acesso ao conhecimento técnico e farmacológico durante a graduação, esse conhecimento nem sempre se traduz em comportamentos preventivos e conscientes em relação ao uso de medicamentos. Pelo contrário, em vários casos, esse conhecimento inicial pode gerar uma falsa percepção de segurança, estimulando autoconfiança excessiva e contribuindo para a negligência quanto à importância da prescrição e da avaliação clínica.

A literatura nos diz que a prática da automedicação entre universitários está relacionada a fatores como elevada pressão acadêmica, estresse, rotina exaustiva e busca por alívio imediato de sintomas. Essas condições favorecem condutas de autocuidado inadequadas, que podem ser consideradas inofensivas em um primeiro momento, mas que podem ocasionar efeitos adversos relevantes. Conforme destaca Yasmin et al., (2022), é comum que estudantes utilizem medicamentos por conta própria para tratar sintomas como febre, cefaleia, náuseas e dores musculares, muitas vezes influenciados por redes informais de apoio, como familiares, amigos e colegas.

Embora a automedicação possa parecer eficaz em determinadas situações, seu uso inadequado está associado a riscos importantes. Zewdie et al., (2020) alertam para consequências como erros de dosagem, dependência medicamentosa e resistência antimicrobiana. Além disso, dados do Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATOX, 2024), indicam que o uso de fármacos sem orientação pode desencadear reações adversas graves, comprometimento das funções hepática e renal, além de eventos hemorrágicos gastrointestinais.

No Brasil, estudos indicam que mais de 75% dos estudantes universitários já praticaram automedicação em algum momento da graduação, com maior prevalência entre acadêmicos de cursos da área da saúde segundo Santos et al., (2021). Apesar da existência de diversas pesquisas descritivas sobre o tema, observa-se a necessidade de reunir e sintetizar as evidências científicas disponíveis, a fim de compreender de forma mais aprofundada os fatores motivacionais, sociais e formativos envolvidos nessa prática.

A relevância acadêmica deste estudo está no aprimoramento do conhecimento acerca da automedicação no meio universitário, um tema que ainda carece de investigações aprofundadas no contexto brasileiro. Ao analisar os fatores determinantes e as percepções desses estudantes, este trabalho contribui para o desenvolvimento de reflexões críticas durante a formação profissional, além de fornecer também contribuição para novas pesquisas, fortalecendo o papel da universidade como espaço de produção de conhecimento voltado à melhoria da qualidade da assistência e a responsabilidade do acadêmico perante seus conhecimentos adquiridos durante o período de formação.

Diante desse cenário, justifica-se a realização de uma revisão bibliográfica para compreender a automedicação entre estudantes da área da saúde, considerando seus impactos na saúde individual e coletiva, bem como suas implicações na formação profissional. Assim, esta revisão tem como objetivo descrever, por meio de revisão integrativa da literatura, a prevalência da prática da automedicação entre estudantes da área da saúde, os fatores associados a essa prática, as classes medicamentosas mais utilizadas e suas implicações para a saúde.

2. METODOLOGIA

Este estudo caracteriza-se como uma revisão bibliográfica, descritiva de cunho qualitativo, no qual se busca analisar e sintetizar estudos científicos a respeito da prática da automedicação entre estudantes da área da saúde. Este estudo possibilita a avaliação crítica, a reunião e a integração dos achados de estudos publicados, contribuindo para a compreensão integral do assunto abordado.

A busca dos estudos foi realizada através das bases de dados Scientific Electronic Library Online (SciELO), Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e Public/Publisher MEDLINE (PubMed), por apresentarem fontes confiáveis e reconhecidas pela gama de trabalhos científicos e relevância de seus boletins na área da saúde.

Adicionalmente, foram utilizadas ferramentas de apoio baseadas em inteligência artificial, como o Consensus, o ChatPDF e o ResearchRabbit, com o objetivo de otimizar a identificação, análise e a organização dos estudos científicos conforme a temática desta revisão. Ressalta-se que essas ferramentas foram empregadas como suporte complementar ao processo de revisão, não substituindo a análise crítica dos pesquisadores.

A busca utilizou os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) relacionados à temática, combinados com comandos de busca nas bases de dados supracitadas, tais como: “automedicação”, “Conhecimentos, Atitudes e Prática em Saúde (CAP)”, “estudantes universitários” e “uso racional de medicamentos”, para a busca, foram empregados operadores booleanos ‘’AND” e “OR”, permitindo a inclusão de estudos que contemplassem qualquer um dos descritores selecionados.

Foram adotados critérios de inclusão com o objetivo de garantir a seleção de estudos relevantes, confiáveis e alinhados com o objetivo da pesquisa, considerando publicações dos últimos 6 anos (2020–2026). Nesse contexto, artigos científicos, teses e documentos institucionais foram selecionados e incluídos nesta pesquisa, abordando a prática da automedicação entre estudantes da área da saúde, com ênfase na prevalência dessa prática, nos fatores associados, nas classes medicamentosas mais frequentemente utilizadas e nos riscos para a saúde com o uso indiscriminado.

Como critérios de elegibilidade, consideraram-se estudos disponíveis na íntegra, publicados em português e inglês e que apresentassem relação direta com o contexto brasileiro e com a realidade acadêmica da formação em saúde. Também foram incluídas publicações dentro do recorte temporal estabelecido, a fim de contemplar evidências mais atuais sobre a problemática e sua relevância no cenário acadêmico e na área da saúde. Seguindo os critérios de exclusão, não foram considerados neste estudo os artigos que não abordassem especificamente os critérios de inclusão, bem como artigos duplicados, resumos, editoriais, cartas ao leitor e relatos de caso, por não serem compatíveis com o objetivo desta revisão.

Os dados obtidos nos estudos foram agrupados e categorizados a partir da sistematização das suas informações, sendo posteriormente organizados em categorias analíticas, como: prevalência da automedicação, fatores associados à prática, classes medicamentosas mais utilizadas e riscos e consequências para a saúde. Dessa forma, essa abordagem possibilitou a integração de 46 estudos científicos nesta revisão, sendo eles: 41 artigos científicos e 5 documentos oficiais, permitindo a organização dos tópicos a serem abordados a seguir.

3. RESULTADOS E DISCUSSÕES

A automedicação pode ser compreendida a partir do uso de medicamentos por iniciativa individual, sem orientação ou acompanhamento por um profissional habilitado, sendo uma prática que inclui medicamentos isentos de receita e medicamentos sujeitos a prescrição, mas que por sua vez, podem igualmente apresentar riscos de efeitos adversos e interações medicamentosas segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA, 2020; ANVISA, 2023). No campo universitário, especificamente entre estudantes da área da saúde, essa prática apresenta elevada prevalência e tende a ser considerada como uma importante problemática na saúde pública.

Ferreira et al., (2021) descreve que o uso de medicamentos sem prescrição não ocorre apenas entre pessoas leigas, sendo também uma prática frequente entre acadêmicos e profissionais da área da saúde. Os autores destacam que essa situação gera preocupações em relação ao possível consumo abusivo de fármacos.

Com isso, Oliveira et al., (2026) retrata a automedicação como uma prática frequente entre estudantes universitários, com elevada prevalência, principalmente entre mulheres. Entre os fatores associados destacam-se o estresse acadêmico, a falta de tempo para buscar atendimento de saúde, o fácil acesso aos medicamentos e a influência de familiares e amigos. Os sintomas mais relatados foram cefaleia, dores musculares e febre, sendo os analgésicos os medicamentos mais utilizados, prática que pode trazer riscos à saúde.

Um estudo de revisão sobre automedicação em estudantes universitários evidenciou que essa prática é bastante recorrente, especialmente entre alunos da área da saúde, sendo os analgésicos os medicamentos mais frequentemente utilizados para o manejo de dores e sintomas comuns. A prevalência de automedicação nos estudos analisados foi de 75,40%, evidenciando a ampla disseminação desse comportamento entre universitários no estudo realizado por Sharma, Kumar e Singh (2023).

Segundo Costa Junior et al., (2022), a busca por medicamentos sem orientação profissional é motivada, em geral, por sintomas comuns como febres, dores e quadros gripais. Entretanto, os autores alertam que o alívio imediato proporcionado por essa prática pode ocultar patologias severas por períodos prolongados. Esse mascaramento não apenas compromete a saúde do paciente a longo prazo, mas também impõe barreiras ao diagnóstico preciso e à intervenção terapêutica dos profissionais de saúde quando a doença real é finalmente identificada.

Esses achados corroboram com Behzadifar et al., (2020), que, ao elaborarem uma revisão com metanálise, identificaram prevalência global de automedicação de 70,1% entre universitários, que por sua vez, sugerem que quanto maior o conhecimento farmacológico, se intensifica a prática da automedicação.

Pesquisa recentes como a de Guimarães, Andrade e Trevisan (2023), demonstram que a automedicação permanece uma prática frequente entre estudantes universitários da área da saúde, sendo um indicativo prevalência dessa prática de 49% a 94% entre acadêmicos, sendo observada maior ocorrência entre estudantes da área da saúde quando comparados à população geral. Esse comportamento também está relacionado ao fácil acesso aos medicamentos e à familiaridade com fármacos adquirida durante a formação acadêmica.

Segundo Lima et al., (2022), no que se refere aos medicamentos mais utilizados, destacam-se os analgésicos e anti-inflamatórios, frequentemente empregados por estudantes universitários para o alívio de sintomas considerados leves, como cefaléia, dores musculares e febre. De acordo com os autores, o uso desses fármacos está associado, sobretudo, à tentativa de solucionar rapidamente desconfortos cotidianos sem a busca por orientação profissional, o que contribui para a manutenção e naturalização da prática da automedicação no ambiente universitário.

Embora esses sintomas são considerados simples, os estudos alertam que o uso indiscriminado e sem orientação pode gerar consequências para a saúde do indivíduo. Panchal e Sabina (2023) destacam que o uso excessivo de anti-inflamatórios pode causar lesões renais, gastrointestinais e hepáticas.

Banda et al., (2021) traz em seu estudo que após os analgésicos, os antibióticos constituem o grupo de medicamentos mais utilizado na automedicação entre estudantes. Os autores alertam que esse comportamento pode contribuir para o aumento da resistência bacteriana, considerando um agravo de saúde global, especialmente em países em desenvolvimento, onde o acesso a esses medicamentos é mais facilitado.

Nesse contexto, Aljinović-vučić (2025) aponta que as complicações decorrentes da automedicação podem gerar novos problemas de saúde e aumentar a demanda por serviços médicos, representando um ônus para os sistemas de saúde e podendo elevar os custos relacionados ao tratamento dessas complicações.

Outro fator estrutural relevante é a contradição entre o conhecimento e o comportamento, onde Marques (2020) evidencia que quanto maior o nível de informação, mais os indivíduos recorrem a prática da automedicação, e com isso identificaram que os estudantes da área da saúde, mesmo cientes dos riscos, continuam a se arriscar realizando essa prática. Essa relação mostra que o conhecimento técnico pode gerar excesso de autoconfiança, levando os estudantes a acreditarem que conseguem manejar seus próprios tratamentos de forma segura.

Lima et al., (2021)indica que o fácil acesso a medicamentos, a demora nos serviços públicos e o alto custo de assistência privada, favorecem a automedicação, criando um ambiente cômodo para o uso indiscriminado e autônomo de fármacos. Além disso, Moysés (2022) pontua que o crescimento do autodiagnóstico por meio da internet intensifica esse comportamento, ao facilitar o acesso à informação sobre sintomas e tratamento, muitas vezes sem base cientifica fidedigna.

No que se refere aos medicamentos que não precisam de prescrição, Mota (2020) reconhece que esses fármacos podem gerar um papel satisfatório quando se trata de autocuidado se tratando da utilização desses medicamentos de forma racional e com orientação profissional.

Segundo Silva Lopes et al., (2024), os anti-inflamatórios e analgésicos de venda livre, frequentemente utilizados sem prescrição médica, podem causar diversas complicações à saúde, incluindo problemas gastrointestinais, hepáticos e renais. Além disso, De Assunção e Júnior (2022) destacam que o uso prolongado ou em doses elevadas de anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs), como o ibuprofeno e o diclofenaco, está associado ao desenvolvimento de gastrite, úlceras gástricas, sangramentos digestivos e ao aumento do risco cardiovascular.

Sendo assim, a análise comparativa dos estudos, revelou que a automedicação entre os acadêmicos da área da saúde é uma prática de grande prevalência, sustentada pelo fácil acesso aos medicamentos, pelo autodiagnóstico e pela percepção equivocada de segurança advinda de conhecimento técnico. Sendo esses fatores combinados, acabam tornando esse grupo particularmente vulnerável, evidenciando estratégias educativas e regulatórias específicas para o grupo.

3.1. Fatores Determinantes

De acordo com Andrade e Oliveira (2021), fatores como o fácil acesso aos medicamentos, os preços baixos e a influência do marketing nas redes sociais contribuem para o aumento significativo do consumo de paracetamol pela população. Além disso, a demora e a baixa eficiência dos serviços de saúde fazem com que muitas pessoas recorrem com frequência à automedicação.

A busca por alívio imediato de sintomas considerados leves, como dor, febre, processos inflamatórios e desconfortos respiratórios, é frequentemente descrita na literatura como um dos principais fatores associados à prática da automedicação. Diante dessas manifestações clínicas, muitos indivíduos recorrem ao uso de medicamentos disponíveis sem prescrição médica, especialmente analgésicos e anti-inflamatórios, por considerarem esses fármacos relativamente seguros e de fácil acesso.

Ademais, Silva Lopes (2024) reforça sobre a ampla disponibilidade desses medicamentos em farmácias, somada às dificuldades de acesso aos serviços de saúde e à demora no atendimento, contribui para que a automedicação seja adotada como uma alternativa rápida para o manejo de sintomas cotidianos.

Lima (2021) reforça esse achado quando aponta que o fácil acesso aos medicamentos e a dificuldade na obtenção de atendimento são fatores estruturais centrais para a corriqueira manutenção da prática da automedicação.

Segundo Lima e Guedes (2021), o aumento da automedicação entre universitários está relacionado à elevada carga de estudos durante o curso, o que pode incentivar o uso de medicamentos por conta própria, muitas vezes de maneira inadequada ou irregular. Além disso, Dantas et al., (2022) ressaltam que no percurso acadêmico, os estudantes enfrentam pressões constantes e são expostos a situações de estresse, vulnerabilidade, medo e insegurança, rotinas longas e exaustivas na vida acadêmica, ao mesmo tempo em que lidam com demandas familiares, sociais e pessoais.

Nesse contexto, as exigências da formação e as expectativas relacionadas à escolha profissional podem intensificar os níveis de estresse e ansiedade, levando alguns estudantes a recorrerem à medicação como estratégia para manter a produtividade, favorecendo a busca por soluções rápidas, como o uso inadequado de medicamentos reforçado também por Araújo et al., (2021).

Silva et al., (2022) explica que a busca por substâncias psicoestimulantes é motivada pelo desejo de potencializar o desempenho intelectual e estender os períodos de estudo. Os autores ressaltam que tais drogas são procuradas como ferramentas para atingir metas específicas, como aprovações em exames e concursos, devido à sua capacidade de elevar os níveis de concentração e o estado de vigília do indivíduo

Ferreira et al., (2024) e Souza (2023) afirmam que muitos estudantes recorrem a fármacos como o metilfenidato, anfetaminas, modafinila e o uso de bebidas com alto teor de cafeína (incluindo energéticos), com o objetivo de aumentar a concentração, prolongar o tempo de vigília e combater a fadiga mental. No entanto, destacam que esse fenômeno suscita preocupações crescentes tanto do ponto de vista médico quanto ético, sendo este comportamento está relacionado a uma cultura acadêmica cada vez mais competitiva, no qual o sucesso é frequentemente associado à alta produtividade e à excelência no desempenho.

Segundo Schuindt, Menezes e Abreu (2021), o uso indiscriminado de metilfenidato, especialmente sem prescrição médica, sem acompanhamento adequado e com aumento de doses sem supervisão, representa um risco significativo à saúde pública, sendo essa problemática já relatada e cientificamente comprovada.

No contexto dos estudantes de medicina, o uso de psicoestimulantes cerebrais pode ser compreendido como uma resposta às intensas pressões da formação, caracterizada por longas jornadas de estudo, estágios práticos extenuantes, grande volume de conteúdos e elevada expectativa por desempenho acadêmico e profissional, conforme discutido por Muniz e Almeida (2021).

Nesse sentido, Amaral et al., (2022 ressalta que a medicina figura entre as graduações mais exigentes, impondo ao aluno uma trajetória de alta competitividade e cobrança por desempenho que se inicia antes mesmo do ingresso na universidade e se estende por toda a formação.

Portanto, a facilidade de acesso aos medicamentos, associada à presença desses produtos nos domicílios e à percepção de que determinados sintomas são simples de tratar, contribuindo para o aumento da automedicação entre estudantes universitários. Sendo assim, muitos indivíduos recorrem ao uso de medicamentos previamente utilizados ou disponíveis em casa, sem a devida orientação profissional, especialmente para tratar sintomas comuns e considerados leves.

Essa prática segundo Macedo Junior et al., (2024) e Ramos et al., (2023), pode gerar uma falsa sensação de segurança entre estudantes, levando-os a subestimar os riscos associados ao uso inadequado de medicamentos, como reações adversas, interações medicamentosas e o mascaramento de doenças mais graves.

A influência de mídias sociais e internet também tem sua contribuição, uma vez que, Távora e Morgado (2023) destacam que o fácil acesso a informação online intensificou o autodiagnostico, enquanto Wolff e Peder (2021) demonstram que uma parcela expressiva dos estudantes relatou ter se automedicado por influência das redes, evidenciando que a exposição continua a conteúdos digitais sobre a saúde, contribuem para decisões terapêuticas baseadas em informações pouco confiáveis.

Contudo, Santos et al., (2021) ressalta que a ausência de ações educativas sistemáticas nas universidades favorece a manutenção de tais comportamentos, que de modo geral, os estudos convergem ao indicarem que a prática da automedicação entre os acadêmicos da área da saúde é sustentada por uma junção de pressões acadêmicas, limitações no acesso a saúde, influência social e excesso de informação, juntamente com a autoconfiança decorrente ao conhecimento técnico, reforçando a complexidade do tema.

3.2. Consequências da Automedicação

A automedicação está associada a variados riscos à saúde, podendo mascarar doenças, atrasar diagnósticos, agravar casos clínicos e provocar reações adversas decorrentes ao uso inadequado e da combinação realizada de maneira empírica como relatado por Santos et al., (2022). Essas consequências se tornam relevantes quando a prática ocorre de maneira continua e sem orientação.

Dantas et al., (2022) destaca que o uso de psicoestimulantes, embora possa gerar um aumento temporário de foco e disposição, ele também se associa a efeitos colaterais importantes, incluindo alterações de humor, elevação de pressão arterial e da frequência cardíaca. Esses achados associam-se com Pavão et al., (2024), que apontam o uso contínuo de AINES contribui significativamente para morbimortalidade, especificamente em grupos vulneráveis, podendo acarretar lesões renais, distúrbios hidroeletrolíticos e complicações gastrointestinais graves.

Souza et al., (2023) reforçam que embora os psicoestimulantes possam promover melhora temporária da atenção e da disposição, esses fármacos estão associados a efeitos adversos relevantes, como alterações de humor, ansiedade, elevação da pressão arterial e da frequência cardíaca. Além disso, o uso indiscriminado e sem orientação profissional pode potencializar riscos à saúde, principalmente quando associado a outros medicamentos ou utilizado de forma contínua.

Corroborando com o isso, Moraes et al., (2024) afirma que ao realizar o uso indiscriminado desses psicoestimulantes sem supervisão médica gera danos severos aos sistemas cardiovascular, neurológico e à saúde mental. Os autores destacam que o abuso prolongado favorece a dependência química e compromete o rendimento acadêmico na ausência da substância, criando um falso estado de déficit de atenção e ainda realizam um alerta para riscos físicos como arritmias, insônia e exaustão crônica decorrente do efeito rebote.

Conforme aponta Cerqueira (2021), a utilização irracional de psicoestimulantes compromete a integridade do organismo, podendo desencadear sintomas variados, como irritabilidade, taquicardia e alterações metabólicas ou sexuais. A literatura indica que a manutenção desse hábito a longo prazo, pode condicionar o usuário a uma necessidade crescente do estimulante, para a obtenção dos mesmos efeitos (relação dose-dependente). Esse processo torna a retirada do fármaco particularmente delicada, pois a suspensão sem o devido desmame costuma evoluir para fadiga intensa e instabilidade emocional.

Neves et al., (2024) ressalta que o fácil acesso a aquisição de medicamentos, especialmente por meio de vendas online e da fiscalização inadequada, favorecem o uso indevido de antibióticos, intensificando o problema de resistências bacterianas advindas do uso rotineiro desses medicamentos. Esse fenômeno amplia a complexidade de tratamento de infecções e aumenta o risco de desfechos graves, evidenciando impactos que ultrapassam o nível individual, impactando a saúde pública.

No caso dos analgésicos, Silva e Tosto (2023) apontam que o uso excessivo e/ou incorreto pode provocar desde efeitos adversos leves, como sonolência e irritação gástrica, até complicações mais graves, como lesões hepáticas, renais e cardiovasculares, riscos esses que ajudam a explicar os elevados números de eventos adversos a medicamentos observados pelo serviço de saúde.

Segundo Santos et al., (2021), a automedicação traz implicações importantes para a saúde individual e coletiva, sendo considerada uma preocupação para a sociedade. De acordo com os autores, o uso indiscriminado de medicamentos pode provocar reações adversas, intoxicações e interações medicamentosas potencialmente fatais. Além disso, o consumo inadequado de anti-inflamatórios está relacionado ao desenvolvimento de complicações gastrointestinais, insuficiência renal e aumento do risco cardiovascular.

Da mesma forma, Torres et al., (2025) destaca que a utilização indiscriminada de antibióticos contribui para o surgimento da resistência bacteriana, tornando infecções antes tratáveis mais difíceis de combater e aumentando a morbimortalidade associada às doenças infecciosas.

A orientação profissional não pode ser postergada, é um elemento central na prevenção de riscos e danos associados à automedicação. Lima e Guedes (2021) e Santos et al., (2024) destacam que os profissionais possuem papel fundamental e estratégico para a educação da população, na gestão de informações e na promoção do uso seguro e racional dos medicamentos.

Sendo assim, a análise dos estudos revela que à automedicação produz impactos clínicos, econômicos e sociais de maneira expressiva, tendo em vista a produção de programas com exigências estratégicas integradas que envolvam educação, regulação, fiscalização e fortalecimento da formação de profissionais de saúde, de modo a promover o uso racional de medicamentos juntamente com a redução de danos associadas a essa prática.

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

A presente revisão bibliográfica permitiu evidenciar que a automedicação entre estudantes da área da saúde é uma prática de alta prevalência, consolidando-se como um desafio tanto para a formação acadêmica quanto para a saúde pública. Os dados analisados demonstram que, paradoxalmente, o avanço no conhecimento técnico e farmacológico nem sempre se traduz em comportamentos mais seguros, pelo contrário, muitas vezes fomenta uma falsa sensação de segurança e autoconfiança excessiva, levando o acadêmico a subestimar os riscos de reações adversas e interações medicamentosas.

Identificou-se que os fatores motivacionais são multifatoriais, destacando-se a sobrecarga acadêmica, a busca pelo alívio imediato de sintomas comuns (como cefaleia e dores musculares) e a influência de redes informais e meios digitais. O uso recorrente de analgésicos, anti-inflamatórios e, de forma mais preocupante, psicoestimulantes e antibióticos, revela uma lacuna entre a teoria aprendida em sala de aula e a prática de autocuidado desses futuros profissionais. As consequências, conforme discutido, transcendem o âmbito individual, podendo gerar custos elevados ao sistema de saúde e agravar problemas globais, como a resistência antimicrobiana.

Portanto, do ponto de vista prático e clínico, há uma necessidade de implementação de estratégias educativas permanentes dentro das instituições de ensino superior voltadas ao fortalecimento da consciência crítica sobre o uso racional dos medicamentos, bem como reforçar a integralização de medidas entre universidades, profissionais de saúde e órgãos reguladores na promoção de ações educativas, fiscalização da dispensação de medicamentos e combate a desinformação relacionada a saúde em ambientes digitais, considerando que esses acadêmicos representam futuros profissionais responsáveis pela promoção do cuidado seguro, torna-se indispensável não só o conhecimento técnico, mas também competência ética, crítica e comportamental relacionado à segurança medicamentosa.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (ANVISA). Boletim de Farmacovigilância nº 09. Brasília: Anvisa, 2020. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/centraisdeconteudo/publicacoes/monitoramento/farmacovigilancia/boletins-de-farmacovigilancia/boletim-de-farmacovigilancia-no-09.pdf. Acesso em: 22 maio 2025.

AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (ANVISA). Hoje é Dia Nacional do Uso Racional de Medicamentos. Brasília, 2023. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2023/hoje-e-dia-nacional-do-uso-racional-de-medicamentos. Acesso em: 22 maio 2025.

ALJINOVIĆ-VUČIĆ, Vedrana. Self-medication as a global health concern: overview of practices and associated factors—A narrative review. Healthcare, Basel, v. 13, n. 15, p. 1872, 2025. Disponível em: https://www.mdpi.com/2227-9032/13/15/1872. Acesso em: 12 mar. 2026.

ANDRADE, Tainara da Silva; OLIVEIRA, Adriana Sousa. Automedicação e o uso indiscriminado de analgésicos pela população. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, v. 7, n. 6, 2021. Disponível em: https://periodicorease.pro.br/rease/article/view/1510. Acesso em: 12 mar. 2026.

AMARAL, N. A. et al. Precisamos falar sobre uso de Metilfenidato por estudantes de medicina -revisão da literatura. Revista Brasileira de Educação Médica, Brasília, v. 46, p. e060,2022. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbem/a/7HppcM7ctQFNf6v5tQVBbdp/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 29 mar. 2026.

ANGÉLICO, Júlia Beatriz. Automedicação em estudantes da área de saúde de instituição de ensino superior. Bauru, 2021. 39 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Enfermagem) – Centro Universitário Sagrado Coração – UNISAGRADO, Bauru, 2021. Disponível em: https://repositorio.unisagrado.edu.br/bitstream/handle/365/1/AUTOMEDICAÇÃO. Acesso em: 23 maio 2025.

ARAUJO, Aida Felisbela Leite Lessa; RIBEIRO, Mara Cristina; VANDERLEI, Aleska Dias. Automedicação de psicofármacos entre estudantes universitários de Odontologia e Medicina. Revista Internacional de Educação Superior, Campinas, SP, v. 7, e 021037, fev. 2021. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/riesup/article/view/8659934. Acesso em: 28 maio. 2025.

BANDA, O.; VLAHASKI, P. A.; DAKA, V.; MATAFWALI, S. K. Self-medication among medical students at the Copperbelt University, Zambia: A cross-sectional study. Saudi Pharmaceutical Journal, v. 29, n. 11, p. 1233- 1237, 2021. Disponível em: https://revistamaster.emnuvens.com.br/RM/article/download/608/318. Acesso em: 08 mar. 2026

BEHZADIFAR, M. et al. Prevalence of self-medication in university students: systematic review and meta-analysis. Eastern Mediterranean Health Journal, v. 26, n. 7, p. 846–857, 1 jul. 2020. Disponível em: https://applications.emro.who.int/emhj/v26/07/1020-3397-2020-2607-846-857-eng.pdf. Acesso em: 23 maio 2025.

BRASIL. Lei nº 14.874, de 28 de maio de 2024. Dispõe sobre a pesquisa com seres humanos e institui o Sistema Nacional de Ética em Pesquisa com Seres Humanos. Brasília, DF: Presidência da República, 2024. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2024/Lei/L14874.htm. Acesso em: 12 mar. 2026.

CABRAL, A. A. S. et al. Prevalência da automedicação em universitários da área da saúde: uma revisão integrativa. Revista fit. Ciências da Saúde, v. 27, n. 121, 8 abr. 2023. DOI: 10.5281/zenodo.7810991. Disponível em: https://revistaft.com.br/prevalencia-da-automedicacao-em-universitarios-da-area-da-saude-uma-revisao-integrativa/. Acesso em: 12 mar. 2026

CENTRO DE INFORMAÇÃO E ASSISTÊNCIA TOXICOLÓGICA (CIATOX). Relatório anual do Centro de Informação e Assistência Toxicológica – dados de atendimentos toxicológicos. Santa Catarina: Secretaria de Estado da Saúde, 2024. Disponível em: https://ciatox.saude.sc.gov.br/index.php/component/content/article/publicado-o-relatorio-anual-do-centro-de-informacao-e-assistencia-toxicologica-de-santa-catarina-ciatox-sc-referente-ao-ano-de-2024.html. Acesso em: 12 mar. 2026.

CERQUEIRA, N.; ALMEIDA, B.; CRUZ JUNIOR, R. Uso indiscriminado de metilfenidato e lisdexanfetamina por estudantes universitários para aperfeiçoamento cognitivo. Revista IberoAmericana de Humanidades, Ciências e Educação, v. 7, n. 10, p. 3085-3095, 23 nov. 2021. Disponível em: http://dx.doi.org/10.51891/rease.v7i10.3014. Acesso em: 30 mar. 2026

COSTA JUNIOR, V. S., Oliveira, A. L. & Amorim, A. T. (2022). Automedicação influenciada pela mídia no Brasil. Res Soc Dev. 11(8), e11011830678. Disponível em: https://doi.org/10.33448/rsd-v11i8.30678. Acesso em: 08 mar. 2026.

DANTAS, B. M. de S. et al.Uso de psicoestimulantes na vida acadêmica: uma revisãointegrativa. Brazilian Journal of Health Review, v. 5, n. 1, p. 3819–3827, 2022. Dispo-nível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/44567. Acesso em: 06 mar. 2026

FERREIRA F, et al. O impacto da prática da automedicação no Brasil: Revisão Sistemática. Brazilian Applied Science Review, 2021; 5(3): 1505-1518. Jun. 2021. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BASR/article/view/31242/pdf. Acesso em: 06 mar. 2026.

FERREIRA, et al. Uso de psicoestimulantes cerebrais pelos estudantes de medicina: uma revisão bibliográfica. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, v. 6, n. 10, p. 3122–3137, 2024. Disponível em: https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n10p3122-3137. Acesso em: 06 abril. 2026

GUIMARÃES, H. N.; Andrade, S. N.; Trevisan, D. Automedicação em estudantes da área da saúde de uma universidade pública. Revista Multidisciplinar de Estudos Científicos em Saúde (REMECs), 2023 https://www.revistaremecs.com.br/index.php/remecs/article/view/1484/1508. Acesso em : 09 de março 2026

LIMA, Dhulya dos Santos; GUEDES, João Paulo de Melo. Atribuições do farmacêutico no uso racional de medicamentos e automedicação. Research, Society and Development, v. 10, n. 15, p. 1–9, 2021. Disponível em: https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/view/22827/20306. Acesso em: 28 maio. 2025.

LIMA, J. M. DA S. et al. A prática da automedicação por universitários. Research, Society and Development, v. 10, n. 8, p. e47610817594–e47610817594, 16 jul. 2021. Disponível em: https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/view/17594. Acesso em: 23 maio 2025.

LIMA, P. A. V. et al. Automedicação entre estudantes de graduação do interior do Amazonas. Acta Paulista de Enfermagem, v. 35, 2022. Disponível em: https://www.scielo.br/j/ape/a/4msxJqzGG7skL8FhxKX3ZBM. Acesso em: 23 maio 2025.

MACEDO JUNIOR, E. A. et al. Uso de antibióticos por automedicação entre estudantes universitários da área da saúde: uma revisão integrativa. Research, Society and Development, v. 13, n. 1, 2024. Disponível em: https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/view/44698. Acesso em: 11 mar. 2026.

MARQUES, Ana Flávia Benvindo et al. A ansiedade e automedicação em acadêmicos de medicina. Revista Eletrônica Acervo Saúde, 2020. Disponível em: https://acervomais.com.br/index.php/saude/article/view/17733. Acesso em: 12 mar. 2026.

MORAES, M. D. O. et al. Estudantes universitários usuários de psicoestimulantes: os efeitos do uso indiscriminado e prejuízos futuros. Brazilian Journal of Health Review, Curitiba, v. 7, n. 4, p. e71242, jul./ago. 2024. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/71242/50068. Acesso em: 29 mar. 2026.

MOTA, K. de Faria et al. Medicamentos isentos de prescrição (MIP): o farmacêutico pode prescrever, mas ele sabe o que são?. Revista de la OFIL·ILAPHAR, Madrid, v. 30, n. 1, p. 13–20, jan./mar. 2020. Disponível em: https://scielo.isciii.es/scielo.php?pid=S1699-714X2020000100013&script=sci_arttext&tlng=en. Acesso em: 28 maio. 2025.

MOYSÉS, Daniele de Araújo et al. O papel do farmacêutico no controle, orientação e prevenção da automedicação em idosos: uma revisão da literatura. Research, Society and Development, v. 11, n. 5, e37211528232, 2022. Disponível em: https://doi.org/10.33448/rsd-v11i5.28232. Acesso em: 29 maio 2025.

MUNIZ, Letícia Ribeiro; DE ALMEIDA, Karine Cristine. Avaliação do consumo de estimulantes cerebrais entre os acadêmicos do Curso de Medicina de um Centro Universitário no interior de Minas Gerais. Brazilian Applied Science Review, v. 5, n. 3, p. 1314-1326, 2021. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BASR/article/view/29342/23145. Acesso em: 07 Abril. 2026.

NEVES, Darlisson Lucas et al. Resistência bacteriana devido ao uso indiscriminado de antibióticos. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, 2024. DOI: https://doi.org/10.51891/rease.v10i12.17273. Disponível em: https://periodicorease.pro.br/rease/article/view/17273. Acesso em: 12 mar. 2026.

OLIVEIRA, Beatriz Naves de; MARQUES, Isadora Cristine Pereira; SANTOS, Akemy Caroline Montalvão; FREITAS, Jaqueline Gleice Aparecida de. Motivações, riscos e fatores associados à automedicação em estudantes universitários. Revista DCS, v. 23, n. 87, p. 01-11, 2026. ISSN: 2224-4131. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/400774652_Motivacoes_riscos_e_fatores_associados_a_automedicacao_em_estudantes_universitarios. Acesso em: 08 mar. 2026

OLIVEIRA, Janine Marinho de. Perfil da automedicação em estudantes universitários: revisão de literatura. Maceió: Universidade Federal de Alagoas, Instituto de Ciências Farmacêuticas, 2021.Disponível em: https://www.repositorio.ufal.br/jspui/handle/123456789/10088. Acesso em: 08 mar. 2026

PAVÃO, V. et al. Desdobramentos fisiopatológicos renais associados à automedicação de AINES no Brasil. Disponível em: https://static.even3.com/processos/b099921fcde84732abcb.pdf. Acesso em: 23 maio 2025.

RAMOS, N. R.; AMORIM FILHO, M. A.; BARRETO, T. V. R.; PEIXOTO, V. C. dos S.; AZEVEDO, F. L. A. de; TOURINHO, L. de O. S. Análise da automedicação entre os estudantes de medicina de uma faculdade privada do Sul da Bahia. Revista Eletrônica Acervo Saúde, v. 23, n. 8, e13719, 2023. Disponível em: https://acervomais.com.br/index.php/saude/article/view/13719. Acesso em: 12 mar. 2026.

SANTOS, Cledilma da Silva; SILVA, Josivânia Aparecida Gomes da; ARAÚJO, Leonardo dos Santos. Automedicação e o risco à saúde: uma revisão de literatura. Brazilian Journal of Health Review, Curitiba, v. 4, n. 1, p. 225–240, jan./fev. 2021. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/22665/18160. Acesso em: 23 maio 2025.

SANTOS, Marina Alves et al. Automedicação entre estudantes da saúde para melhoria do desempenho acadêmico. Observatorio de la economía latinoamericana, v. 22, n. 1, p. 1696–1713, 18 jan. 2024. Disponível em: https://ojs.observatoriolatinoamericano.com/ojs/index.php/olel/article/view/2816/1992. Acesso em: 23 maio 2025.

SANTOS, T. M. DOS et al. Automedicação entre estudantes de enfermagem e medicina no Brasil: revisão integrativa. Research, Society and Development, v. 11, n. 2, p. e54111213760, 5 fev. 2022. Disponível em: https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/view/13760/22844. Acesso em: 23 maio. 2025.

SILVA LOPES, Bianca et al. O ibuprofeno e a linha tênue entre o uso eficaz e os riscos à saúde. Revista Políticas Públicas & Cidades, v. 13, n. 2, p. e1055-e1055, 2024. Disponível em: https://journalppc.com/RPPC/article/view/1055. Acesso em: 09 mar. 2026.

SILVA, Y. T. P. ET AL., As consequências no uso indiscriminado da Ritalina por estudantesuniversitários na área da saúde no Brasil. Research, Society and Development, v. 11, n. 11,e351111133684, 2022 (CC BY 4.0) | ISSN 2525-3409 | DOI: Disponível em: http://dx.doi.org/10.33448/rsdv11i11.33684. Acesso em: 30 mar. 2026

SILVA, Darlene Alves; TOSTO, Thayse França. Analgésicos: complicações fisiológicas relacionadas à prática da automedicação. RevistaFT – Ciências da Saúde, v. 27, ed. 123, 2023. DOI: https://doi.org/10.5281/zenodo.8088530. Disponível em: https://revistaft.com.br/analgesicos-complicacoes-fisiologicas-relacionadas-a-pratica-da-automedicacao. Acesso em: 12 mar. 2026.

SOUZA, J. S. et al. Uso de psicoestimulantes por estudantes: uma revisão sobre benefícios e riscos. In: Seminário de Iniciação Científica da UESB, 2023. Disponível em: https://anais2.uesb.br/index.php/semicit/article/view/5321. Acesso em: 06 abr. 2026.

SCHUINDT, A.; MENEZES,Vitória C.; ABREU, C. R. de C. As consequências do uso da ritalina sem prescrição médica. Revista Coleta Científica, Brasil, Brasília, v. 5, n. 10, p. 28–39, 2021. Disponível em: https://portalcoleta.com.br/index.php/rcc/article/view/80/71. Acesso em: 07 Abril. 2026.

TÁVORA, Carla Gonçalves; MORGADO, Eduardo Martins. A influência das redes sociais na automedicação. Revista Eletrônica Multidisciplinar de Investigação Científica, v. 2, n. 3, 2023. Disponível em: https://remici.editorapublicar.com.br/index.php/revista/article/view/80. Acesso em: 12 mar. 2026

TORRES, Carolina Nunes et al. Como a automedicação com antibióticos impacta na microbiota do trato gastrointestinal. Revista Eletrônica Acervo Médico, v. 25, p. e19185-e19185, 2025. Disponível em: https://acervomais.com.br/index.php/medico/article/view/19185. Acesso em: 09 mar. 2026.

WOLFF, Fernanda do Nascimento; DE PEDER, Leyde Daiane. A influência das mídias sociais no uso de medicamentos. Visão Acadêmica, Curitiba, v. 22, n. 3, p. 45–54, jul./set. 2021. Disponível em: https://revistas.ufpr.br/academica/article/view/81365/45062. Acesso em: 28 maio. 2025.

WORLD HEALTH ORGANIZATION. WHO guideline on self-care interventions for health and well-being: 2022 revision. Geneva: World Health Organization, 2022. Disponível em: https://iris.who.int/handle/10665/357828. Acesso em: 12 mar. 2026.

XAVIER, Mateus Silva et al. Automedicação e o risco à saúde. Brazilian Journal of Health Review, v. 4, n. 1, p. 225-240, 2021. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/22665. Acesso em: 08 mar. 2026.

YASMIN, Farah et al. Self-medication practices in medical students during the COVID-19 pandemic: a cross-sectional analysis. Frontiers in Public Health, v. 9, 803937, 2022. DOI: https://doi.org/10.3389/fpubh.2022.803937.

ZEWDIE, Segenet; ANDARGIE, Assefa; KASSAHUN, Haile. Self-medication practices among undergraduate university students in Northeast Ethiopia. Risk Management and Healthcare Policy, v. 13, p. 1375-1381, 2020. DOI: https://doi.org/10.2147/RMHP.S266329.


1 Graduando do Curso Superior de Enfermagem do Centro Universitário Aparício Carvalho – Fimca, Campus Porto Velho/RO, E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail

2 Graduando do Curso Superior de Enfermagem do Centro Universitário Aparício Carvalho – Fimca, Campus Porto Velho/RO, E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail

3 Graduando do Curso Superior de Enfermagem do Centro Universitário Aparício Carvalho – Fimca, Campus Porto Velho/RO, E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail.

4 Enfermeira, Mestre, Docente Do Curso Superior De Enfermagem Do Centro Universitário Aparício Carvalho – Fimca, Campus Porto Velho/RO. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail.