AULA-PASSEIO COMO CAMINHO PARA UMA EDUCAÇÃO MATEMÁTICA CRÍTICA: REFLEXÕES A PARTIR DA PEDAGOGIA FREINET

FIELD TRIPS AS A PATH TO CRITICAL MATHEMATICS EDUCATION: REFLECTIONS BASED ON FREINET PEDAGOGY

REGISTRO DOI: 10.70773/revistatopicos/793403817

RESUMO
O presente estudo analisa o uso das aulas-passeios inspiradas na Pedagogia Freinet como estratégia para reencantar o fazer pedagógico e articular o ensino com a realidade dos alunos. O objetivo é compreender como essas práticas, aliadas aos pressupostos da Educação Matemática Crítica, podem promover aprendizagens significativas e críticas no ensino fundamental. A fundamental teórica apoia-se nos princípios de Céletins Freinet(1996) bem como nas concepções de Skovsmose (2001), que defende a matemática como prática social. A abordagem metodológica é qualitativa, com base na observação e relato de uma experiência desenvolvida com alunos do 4º e 5º ano em uma escola municipal, envolvendo atividades interdisciplinares e contextualizadas durante e após as aulas-passeio. Os resultados evidenciam maior engajamento dos alunos, desenvolvimento da autonomia, cooperação e criticidade, além da ressignificação do conteúdo matemático como ferramenta para interpretar e transformar a realidade. Consideramos que as técnicas freinetianas, articuladas com a Educação Matemática Crítica fortalecem uma pedagogia humanizada, democrática e socialmente comprometida.
Palavras-chave: Aulas-passeios; Educação Matemática Crítica; Técnicas freinetianas.

ABSTRACT
This study analyzes the use of field trips inspired by Freinet's Pedagogy as a strategy to re-enchant pedagogical practice and connect teaching with students' realities. The aim is to understand how these practices, combined with the principles of Critical Mathematics Education, can promote meaningful and critical learning in elementary education. The theoretical foundation is based on the principles of Célestin Freinet (1996), as well as the ideas of Skovsmose (2001), who advocates for mathematics as a social practice. The methodological approach is qualitative, grounded in the observation and report of an experience developed with 4th and 5th grade students at a public school, involving interdisciplinary and contextualized activities during and after the field trips. The results show increased student engagement, development of autonomy, cooperation, and critical thinking, as well as the re-signification of mathematical content as a tool to interpret and transform reality. We consider that Freinetian techniques, when articulated with Critical Mathematics Education, strengthen a humanized, democratic, and socially committed pedagogy.
Keywords: Field trips; Critical Mathematics Educatiom; Freinetian techniques.

1. INTRODUÇÃO

Atuando enquanto coordenador pedagógico, observamos alguns estudantes desmotivados de suas atividades escolares. Embora haja um planejamento por parte dos professores, as práticas muitas vezes reproduzem o livro didático, distanciando o conhecimento da realidade social dos alunos.

Por isso, este estudo analisa as aulas-passeio sob a inspiração da pedagogia de Freinet como caminho para reencantar o fazer pedagógico. Além disso, propormos uma articulação entre essas práticas e a Educação Matemática Crítica numa perspectiva de Skovsmose (2001), ao entendermos que a matemática deve ser ensinada como uma prática social, capaz de problematizar a realidade e formar sujeitos críticos.

Assim, ao sair da sala de aula para vivências no território e na comunidade, temos a oportunidade de trabalhar conteúdos matemáticos de forma contextualizada, significativa e crítica, abordando, por exemplo, estimativas, organização de dados, medições e proporções ligadas aos espaços visitados.

A pedagogia de Célestin Freinet com as aulas passeios permite a criação de novos caminhos de aprendizagem fugindo das metodologias tradicionais de ensino, buscando estratégias pedagógicas que despertem nos estudantes, a autonomia, cooperação, o trabalho, livre expressão e o prazer pelo conhecimento. As aulas- passeio estão voltadas para o interesse dos estudantes partindo de sua realidade, tendo como o principal objetivo a motivação dos alunos para a aprendizagem, através da cooperação e do prazer Freinet (1996)

Ainda vivenciamos o desgaste de aulas repetitivas, com longas exposições orais, percebemos que isso não desperta nos alunos o interesse pelo que é produzido na escola. Contudo é necessário mudança no espaço escolar, através de estratégias que possa promover a transformação da sociedade. Buscando novos rumos de aprendizagem que gerem nos estudantes o prazer pela construção do conhecimento.

O objetivo deste estudo é analisar e compreender as percepções dos estudantes no espaço escolar, suas impressões, coletando informações das vivências diárias. Acreditamos que a educação deve ser realizada com participação, prazer e cooperação.

2. DESENVOLVIMENTO

O Célestin Freinet nasceu num pequeno vilarejo nos Alpes franceses, em 15 de outubro de 1896. Sua família era camponesa e desde muito jovem, Freinet se dedicava aos seus estudos e no auxílio das tarefas no campo. No ano de 1913, o então adolescente Célestin Freinet ingressou na Escola Normal de Magistério de Nice, coincidentemente com o término de seus estudos acontece a Primeira Guerra Mundial em 1915, o jovem professor é incorporado às tropas francesas. Na Guerra é ferido com gravidade no pulmão e em decorrência desse ferimento, passa quatro anos entre hospitais e tratamentos para reabilitação. Em decorrência do ferimento adquirido durante a guerra, Freinet seria condicionado fisicamente e também em suas atividades pedagógicas, já que o obrigaria a buscar alternativas devido a pouca intensidade de sua voz. Buscando respostas para suas inquietações, o educador mergulha em leituras, participações em congressos e jornadas sobre a Educação Ativa, os ideais da Escola Nova ou Educação Ativa muito influenciaram Freinet. Freinet juntamente com um grupo de professores, criou o primeiro grupo de Professores Impressores, esse grupo criava, juntamente com as crianças, seu material didático e se utilizava da prensa para substituir materiais tradicionais da sala de aula por textos livres e vividos pelos educandos.

Celestin Freinet, inspirado pelos ideais de Marx e Engels, critica a insuficiência e a péssima qualidade da instrução escolar que os filhos da classe trabalhadora recebiam. O autor toma consciência do papel que o ensino público desempenha no reforço da dominação, com isto, ele direciona sua luta em favor da escola do povo, lutando por mudanças nas estruturas sociais, e assim fez até o fim de sua vida.

Alguns autores concordam que as técnicas Freinet são a principal contribuição do ilustre professor para a prática educativa. Ele apresenta e interpreta a educação como meio de transformação individual, coletiva e social, para o educador a escola precisa ser realmente democrática e para todos.

Freinet não assumiu sua teoria como método, mas como técnicas, procedimentos e atividades de uma Pedagogia popular. O educador apresentava técnicas específicas para alcançar determinado objetivo através da experiência e da ação. As técnicas Freinet tinham como pano de fundo um novo tipo de escola, de educação e de sociedade. Partindo da intuição e da observação do interesse de seus educandos, elaborou técnicas que enriqueceram suas experiências diárias. Tinha como objetivo principal dinamizar as atividades escolares, com o interesse de levar as crianças a comunicarem e expressarem seus sentimentos.

Freinet, a partir das suas observações e do interesse dos educandos, criou várias técnicas de trabalho que enriqueceram suas experiências no cotidiano escolar. Seu objetivo, além da comunicação e expressão das crianças era que elas pudessem construir seus próprios pontos de vista e superar a visão de que o conhecimento está somente nos manuais escolares. Entre essas técnicas, destaca-se a aula-passeio, livre expressão das crianças, jornal escolar, jornal impresso, livro da vida e o texto livre.

Freinet propõe uma pedagogia centrada na vivência e no fazer coletivo, aproximando com os princípios da Educação Matemática Crítica. Para Skovsmose(2001) a matemática precisa ser compreendida como uma linguagem que interfere e interpreta o mundo.Assim,a aula passeio pode ser vista como um cenário para investigação, um espaço no qual os alunos levantam questões a partir do contexto real e propõem análises com ferramentas matemáticas. Um exemplo prático foi à visita a pedra famosa da comunidade, os alunos puderam ser convidados a: Estimar a altura da pedra, medir a distância percorrida durante o percurso, criar gráficos com os dados de participação e freqüência de visitas ao local;discutir a importância do ponto turístico para a economia e cultura local, essas práticas ampliam o papel da Matemática como ferramenta de leitura e intervenção no mundo.

Segundo Freinet (1996):

Não podemos, atualmente, pretender conduzir metódica e cientificamente as crianças; ministrando a cada uma delas a educação que lhe convém, iremos nos contentar com preparar e oferecer-lhes ambiente natural e técnicas capazes de contribuir para a formação, de preparar os caminhos que lhe trilharão segundo suas aptidões, seus gestos e suas necessidades (Freinet, 1996, p.10).

A educação deve promover um espaço para a produção de saberes, não podemos limitar a repetir conceitos, mas produzir ambientes que proporcione a motivação e o interesse pelo que é produzido. As aulas passeios podem transformar-se em aulas de descobertas, possibilitando motivação, interesse, curiosidade e alegria, dando condições para uma fonte de aprendizagens, onde estudantes constroem seu conhecimento com participação e valorização do ambiente local. (Elias, 1997).

3. METODOLOGIA

O método qualitativo nos permite uma compreensão dos fenômenos, através das falas, imagens, sentimentos e acontecimentos que ocorrem durante as aulas passeio.

Utilizando-se da metodologia de Freinet em especial da aula passeio o aluno é motivada para observar, documentar e estudar o espaço social. Freinet desenvolveu uma metodologia que pode envolver todos os estudantes no processo de aprendizagem, que respeitasse seus direitos de crescer em liberdade, diferenças de caráter, inteligência ou meio social Elias (1997). Assim o aluno passa a pensar e refletir sobre a realidade local relaciona-a com o contexto regional e global. Dessa forma, pode-se colaborar com a proteção e a conservação do meio ambiente e também com a melhoria e manutenção da qualidade de vida das comunidades.

Para Freinet (1996) a metodologia usada na sala de aula deve ser baseada na vivência e a prática educacional precisa ser centrada no educando, tendo como objetivo principal a transformação social, proporcionando mudanças, onde a responsabilidade, afetividade, a cooperação e a livre expressão são fundamentais.

Relataremos uma de nossas aulas-passeio vivenciadas pelos alunos de uma turma do ensino fundamental (4º e 5º ano) de uma escola municipal da zona rural do município de Gado Bravo-PB. Propomos uma prática interdisciplinar, na qual a matemática emerge no cotidiano dos alunos. A observação dos espaços visitados nas aulas passeios gera situações autênticas para o levantamento de problemas, a coleta de dados e a realização de cálculos com sentido. Nessa perspectiva, o ensino de matemática não é apenas conteúdo, mas instrumento para compreender a realidade e transformar a vida social.

Durante a realização das atividades a alegria é contagiante, os alunos estão sempre empolgados para que chegue o dia das aulas passeio. Nossa primeira aula passeio foi conhecer uma pedra bem famosa que tem na comunidade, antes do passeio houve uma votação para estabelecer qual lugar seria visitado é o momento no qual os alunos vão sair do espaço escolar, para adquirir conhecimento em um novo ambiente, momento em que os alunos podem captar, observar e apreender situações e sensações de todos os tipos. Ao chegar ao local da aula passeio os alunos ficam observando, indagando e escrevendo o que desperta mais seu interesse naquele local. O momento é de prazer, mas também de aprendizagem. Após a volta para o espaço escolar são produzidos materiais com as informações coletadas que foram transformados em jornalzinhos e a construção do livro da vida. O momento de construção parte das discussões do passeio.

A Educação Matemática Crítica propõe que os alunos não apenas aprendam conteúdos matemáticos, mas reflitam sobre seu uso na sociedade. Em nossas aulas-passeios, podemos propor aos alunos: Contar e classificar elementos da paisagem (tipos de vegetação, construções, formas geométricas. Registrar a quantidade de lixo observado no trajeto e criar gráficos para discutir impactos ambientais; Coletar preços de produtos locais e analisar o custo de vida na comunidade em comparação com outros lugares; Criar mapas com escalas simples , marcando os pontos visitados e discutindo a noção de localização e distância. Essas atividades colocam a matemática a serviço da leitura crítica do território, integrando saberes e promovendo o protagonismo estudantil.

Imagem 1. Aula passeio

C:\Users\Coordenadores GB\Downloads\WhatsApp Image 2025-05-05 at 21.28.38.jpeg
Fonte: arquivo do autor 2023.

Na imagem 1 , visualizamos a aula-passeio, alunos e professores caminham por uma trilha em meio a vegetação do campo.Observando a paisagem, anotando, dialogando entre si e com os professores, essa aula-passeio não é apenas um deslocamento físico, mas também simbólico, a escola se abre ao mundo, e o conhecimento se constrói a partir da escuta, esse momento transforma o ambiente natural em campo de investigação e reflexão. Ao observar o relevo, a vegetação, o clima e os elementos construídos da paisagem, os alunos tem a oportunidade de mobilizar saberes de diferentes áreas (ciências, geografia, matemática- com medidas e estimativas, língua portuguesa- com descrições e registros entre outras) Cada árvore, pedra ou som do ambiente se torna pretexto para aprender com sentido. Assim, o cotidiano ganha status de livro vivo, em que ensinar e aprender são atos profundamente humanos, críticos e conectados com a realidade vivida.

Vejamos abaixo na imagem 2, uma prática inspirada na pedagogia Freinet, no qual foi criado o jornal de parede na sala de aula, com o objetivo de estimular a expressão livre, o pensamento crítico e a participação ativa dos alunos. A imagem ilustra esse instrumento pedagógico composto por envelopes. Essa organização visa valorizar diferentes formas de manifestação dos alunos, promovendo o dialogo e escuta.

Imagem 2. Jornal de parede

C:\Users\Coordenadores GB\Downloads\WhatsApp Image 2025-05-05 at 21.28.39.jpeg
Fonte: Arquivo do autor 2023

Na imagem 2, vemos o Jornal de Parede, inspirado nas práticas da pedagogia Freinet, composto por envelopes coloridos fixados em um cartaz. Cada envelope carrega uma mensagem potente: Eu quero saber, Eu proponho, Eu critico, Eu felicito. Essa estrutura simples, porém profundamente significativa, transforma o jornal em um dispositivo dialógico, no qual os alunos podem expressar dúvidas, sugestões, elogios e críticas de forma autônoma e continua. Ao possibilitar diferentes formas de participação, esse mural amplia o espaço da sala de aula como um lugar de escuta ativa e de construção coletiva do cotidiano escolar.

O jornal deixa de ser apenas um meio de informação e ser torna um instrumento de cidadania e formação ética, alinhado aos princípios da Educação Matemática Crítica, que defende uma escola sensível ao contexto e aberta a participação ativa dos alunos.

4. O JORNAL ESCOLAR: PRODUÇÃO TEXTUAL CRIATIVA

O texto livre defendido por Freinet, se configurava como uma técnica de trabalho que criou uma nova cultura escolar na qual o estudante era o principal protagonista do processo de ensino e aprendizagem. O professor não determinaria mais o que deveria ser lido ou escrito, pois apenas com a escolha livre as crianças poderiam expor sua personalidade, seus pensamentos, suas angústias, seus desejos, suas observações.Sobre o texto livre, o educador aponta o seguinte:

Nas nossas classes, a criança conta primeiro e, mais tarde, escreve livremente aquilo que sente necessidade de exprimir, de exteriorizar, de comunicar aos que com ela convivem ou aos seus correspondentes. Não escreve uma coisa qualquer. A espontaneidade que tem sido tão discutida, não deve ser para nós uma fórmula pedagógica. A criança exprime-se inserida num contexto que nos cabe tornar o mais educativo possível, com objetos que devemos englobar nas nossas técnicas de vida.

Assim, ao produzir um jornal escolar com seus pensamentos, a criança inicia um novo processo que não será o de produzir e escrever apenas o que interessa a si própria, visto que seu texto será compartilhado com seus companheiros de escola ou com pessoas da comunidade, mas aquilo que também provoca o interesse desses companheiros ou dessa comunidade: o texto livre, que, foi escolhido por votação de mãos levantadas, é aperfeiçoado coletivamente, buscando sempre a veracidade de seu conteúdo na forma sintática, gramatical e ortográfica. Portanto, o método se constitui de forma natural,

A culminância se deu com a apresentação do jornal e uma exposição de fotos para a comunidade escolar, os educandos tiveram a oportunidade de conversar com as outras crianças e professores e relatarem suas experiências.

5. RESULTADOS E DISCUSSÕES

As técnicas Freinet valorizam situações do cotidiano e da sala de aula em prol de um processo de ensino-aprendizagem. Em todos os momentos os alunos expressam a satisfação de estar livre e o prazer de estarem juntos. Percebemos que a relação pedagógica entre teoria e prática permite aos alunos produzir conhecimento atrelado a sua realidade. Estas ações tornam significativo por dar sentido o que está sendo aprendido.

Nessa perspectiva, a construção do Livro da Vida e do Jornal escolar mostra que os alunos ao se sentirem parte do processo expressam-se de forma significativa. A matemática ao ser inserida nas aulas-passeios como linguagem para investigar e interpretar a realidade, ganha novo sentido e contribui para uma educação crítica e reflexiva.

A construção coletiva com base nas vivências da aula-passeio permitiu aos alunos expressar suas observações de maneira reflexiva. Os registros escritos, os desenhos, as tabelas, os relatos orais e os dados coletados foram organizados e apresentados em diferentes formatos, ampliando o repertório de linguagem dos alunos.

Além disso, as atividades matemáticas realizadas durante e após o passeio foram integradas as demais disciplinas, tornando o processo de aprendizagem mais dinâmico e conectado a vida real.

A proposta mostrou-se eficaz para desenvolver não apenas habilidades matemáticas, mas também competências críticas e sociais, como a curiosidade investigativa, o trabalho em grupo e a valorização do território.

6. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Diante da experiência relatada das aulas-passeios consideramos relevante as técnicas freinetianas como práticas pedagógicas libertadoras e democráticas. Quando aliadas aos pressupostos da Educação Matemática Crítica, tornam-se ainda mais potente para a formação integral dos alunos.

As aulas-passeios revela-se uma estratégia rica para articular o conteúdo de Matemática as experiências dos alunos, ao mesmo tempo em que possibilita aprendizagem de conceitos , fomenta o pensamento crítico e a leitura de mundo.Assim reafirmamos a importância de práticas pedagógicas que promovam a escuta ativa, a valorização da cultura local e o uso da matemática como linguagem para compreender e transformar a realidade social.

As aulas-passeio trazem uma reflexão sobre uma educação mais afetiva, humanizada, através das vivencias já trazidas com os educandos, servindo de estímulos para novas descobertas nas caminhadas e viagens que fizemos. Nestas andanças fortalecemos um vínculo de respeito, amizade e cooperação, extremamente importante na relação educador e educando.

Entendemos que as práticas pedagógicas de Célestin Freinet se fazem extremamente necessárias nas salas de aula do século XXI, refletem uma educação colaborativa com participação efetiva, com participação ativa do educando, possibilitando a construção de novas formas de pensar e agir, baseados na autonomia, reflexão, colaboração, coletividade, livre expressão e trabalho.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ELIAS, M. C. Pedagogia Freinet – Teoria e Prática. Campinas: Papirus, 1997

FREINET, Celestin. A Educação do Trabalho. Tradução: Maria Ermantina Galvão G. Pereira.-São Paulo: Martins Fontes,1996.

FREINET, Celestin. Para uma Escola do Povo. Tradução: Eduardo Brandão.- São Paulo: Martins Fontes, 1996b, p.1 – 127.

SKOVSMOSE, O.  Educação Matemática Critica. A questão da democracia. Tradução de Abgail Lins e Jussara de Loiola Araujo. Campina: Papirus 2001.


1 Universidade Estadual da Paraíba. Campina Grande, PB, Brasil. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail