REGISTRO DOI: 10.70773/revistatopicos/774852111
RESUMO
A pesquisa é uma proposta de intervenção pedagógica dentro da disciplina Metodologias do Ensino da Geografia do programa ProfGeo como atividade avaliativa, na qual partiu de uma base conceitual, pesquisa bibliográfica da metodologia que foi desenvolvida e a execução da proposta de intervenção pedagógica utilizando uma metodologia ativa. A aula expositiva dialogada é uma estratégia caracterizada pela exposição de conteúdos com a participação ativa dos alunos, considerando o conhecimento prévio dos mesmos, sendo que o docente é o mediador para que os estudantes questionem, interpretem e discutam o objeto de estudo. A pesquisa teve como objetivo analisar se a estratégia de ensino aula expositiva dialogada possibilita maior participação dos alunos no processo de ensino e aprendizagem nos conteúdos de Geografia, de forma que valorize o protagonismo do estudante na construção do conhecimento e que promova uma aprendizagem significativa. A pesquisa, de natureza qualitativa, fundamentou-se em revisão bibliográfica, no planejamento de uma intervenção metodológica na unidade escolar escolhida, na observação e análise dos resultados da prática docente. No que se refere aos resultados e análises da pesquisa desenvolvida, verificou-se que a aula expositiva dialogada no ensino de Geografia favoreceu a aprendizagem dos discentes de forma significativa, pois valorizou os conhecimentos prévios dos alunos estimulando a participação ativa. Constatou-se também, que a aula expositiva dialogada está entre as diferentes estratégias de ensino que contribuem para o avanço da aquisição de conhecimento do estudante, sendo relevante no processo de ensino-aprendizagem.
Palavras-chave: aula expositiva dialogada; conhecimentos prévios; ensino de Geografia; aprendizagem.
ABSTRACT
This research is a proposal for a pedagogical intervention within the Geography Teaching Methodologies course of the ProfGeo program, as an evaluative activity. It began with a conceptual basis, bibliographic research on the methodology that was developed, and the execution of the pedagogical intervention proposal using an active methodology. The dialogic expository lesson is a strategy characterized by the presentation of content with the active participation of students, considering their prior knowledge, with the teacher acting as a mediator so that students question, interpret, and discuss the object of study. The research aimed to analyze whether the dialogic expository lesson teaching strategy allows for greater student participation in the teaching and learning process of Geography content, in a way that values student protagonism in the construction of knowledge and promotes meaningful learning. This qualitative research was based on a literature review, the planning of a methodological intervention in the chosen school unit, and the observation and analysis of the results of teaching practice. Regarding the results and analyses of the research, it was found that the interactive lecture in Geography significantly favored student learning, as it valued students' prior knowledge and encouraged active participation. It was also found that the interactive lecture is among the different teaching strategies that contribute to the advancement of student knowledge acquisition, being relevant in the teaching-learning process.
Keywords: dialogue-based lecture; prior knowledge; Geography teaching; learning.
1. INTRODUÇÃO
A utilização de estratégias de ensino precisa estar alinhada com os objetivos propostos, planejamento e currículo além de serem dinâmicas e possibilitarem a formação de sujeitos participativos e autônomos. Com as estratégias de ensino diferenciadas, o docente inova sua prática pedagógica e torna suas aulas mais atrativas, dinâmicas e interativas para as turmas. Desse modo, o aluno torna-se sujeito ativo no processo de aprendizagem sendo o protagonista na construção do seu próprio conhecimento.
A pesquisa se insere na trajetória de qualificação profissional da pesquisadora dentro de um processo que se iniciou em 2018 pelo interesse na temática e que no momento busca mais aprofundamento para a qualificação em tela. A pesquisadora atua como docente no componente curricular de Geografia na rede pública municipal de ensino, na escola Senador Hélio Campos, onde foi desenvolvida a pesquisa.
Esta pesquisa derivou-se de uma atividade avaliativa da disciplina de Metodologias do Ensino da Geografia, que ocorreu através de aula conceitual, realização de pesquisas bibliográficas, elaboração de uma proposta de intervenção, concretização da intervenção pedagógica e das análises dos resultados obtidos com as metodologias ativas.
Ensinar Geografia exige práticas pedagógicas significativas, contextualizadas e dialógicas, que respeitem os saberes prévios dos alunos e promovam a construção coletiva do conhecimento. A prática docente é um processo complexo e dinâmico que exige do professor planejamento e adaptação de acordo as necessidades dos alunos, utilizando-se de metodologias ativas e a reflexão contínua sobre sua prática, tendo em vista um ensino e aprendizagem que seja adequado ao ritmo e às peculiaridades do aluno.
A pesquisa teve o objetivo de apresentar como o uso da estratégia de ensino Aula Expositiva Dialogada pode contribuir para favorecer o ensino e aprendizagem na disciplina de Geografia com alunos do 7º ano ‘C’ do ensino fundamental II, na escola municipal Senador Hélio Campos, localizada no município de São Luíz do Anauá-RR. A prática docente é considerada como um conjunto de fazeres que envolve o trabalho dos professores em seus diferentes aspectos e dimensões, busca valorizar o protagonismo do aluno, utilizando metodologias que aproximem o conteúdo escolar da sua vivência cotidiana.
Em relação ao objetivo da pesquisa apresentada é analisar se a estratégia de ensino Aula Expositiva Dialogada traz uma maior participação dos alunos no processo de ensino aprendizagem e na construção do conhecimento dos conteúdos de Geografia de forma significativa.
No que se refere aos objetivos específicos têm-se: Refletir sobre a importância do uso de estratégia de ensino diferenciada; identificar se a estratégia possibilita a participação ativa de forma abrangente; propor estratégia didática que torne o ensino de geografia mais contextualizado, significativo e alinhado às vivências dos alunos.
Os procedimentos metodológicos utilizado foi a pesquisa bibliográfica e a observação com abordagem qualitativa. Com o intuito de contribuir na relação dialógica entre teoria e prática, optou-se por utilizar a estratégia de ensino de Aula Expositiva Dialogada, na qual o estudante tem participação ativa e o professor leva em consideração o conhecimento prévio do aluno de forma que favoreça o diálogo em sala de aula e enriqueça as discussões.
A estratégia de ensino Aula Expositiva Dialogada foi aplicada em sala durante as aulas da disciplina de Geografia, sendo que a participação dos alunos da turma foi muito satisfatória no decorrer do processo, mostrando assim relevância de se utilizar estratégias que integrem teoria e prática, com a estratégia em questão foi possível alcançar os objetivos propostos.
2. CONTEXTUALIZAÇÃO DA ÁREA DE ESTUDO
No que se refere a área de estudo onde se desenvolveu a prática de que trata este artigo, a referida escola municipal Senador Hélio Campos, está localizada na região sul do estado de Roraima, no município de São Luíz do Anauá. O município de São Luíz do Anauá foi criado em 1982, a partir das terras desmembradas de Caracaraí, sendo seu nome uma homenagem à capital do estado do Maranhão, terra natal de muitos dos colonizadores pioneiros, e “Anauá” é uma referência ao rio que banha o município e representa a identidade local. O nome popular “São Luíz do Anauá” era usado informalmente e foi oficializado em 2024, após um plebiscito, para refletir a identidade local. A população do município está estimada em 7.848 habitantes (2025) de acordo dados do IBGE.
Mapa de Roraima
Na escola campo foi desenvolvida a metodologia de aula expositiva dialogada na turma do 7º ano C, com o total de 18 alunos. A escola municipal Senador Hélio Campos foi fundada no ano de 2022 pela Lei municipal de criação nº 337, de 24 de maio de 2022 e está situada na avenida Boa Vista, s/nº, Centro – São Luíz-RR. A referida escola oferta duas modalidades de ensino, sendo ensino fundamental I e II e a EJA, no total de 641 alunos matriculados nos três turnos: matutino, vespertino e noturno. A escola tem 60 professores no seu quadro de docentes. Na sua estrutura física e organizacional, conta com 16 salas de aulas, 01 biblioteca, 01 sala para professores, 01 sala de secretaria, 01 sala para gestão, além de 01 quadra poliesportiva, 01 copa com amplo refeitório e pátio coberto e descoberto para recreação.
Escola campo.
Em relação ao público atendido constatou-se que é bem diverso e advém dos mais diferentes bairros da cidade, inclusive das vicinais que ficam bem distantes da sede do município.
3. METODOLOGIA DA PESQUISA
A pesquisa proposta foi de natureza qualitativa, cuja abordagem buscou analisar e refletir sobre as práticas pedagógicas no ensino de Geografia. Para tanto, foram adotados os procedimentos metodológicos de pesquisa bibliográfica, de planejamento para intervenção pedagógica, observação, da análise e interpretação dos dados obtidos. A prática docente foi desenvolvida dentro da sala de aula com os alunos público-alvo desse estudo. A observação e a prática pedagógica tiveram como foco analisar se a estratégia de ensino utilizada pode trazer uma maior participação dos alunos no processo de ensino aprendizagem e na construção do conhecimento.
A tarefa inicial baseou-se em estudos bibliográficos sobre a metodologia ativa desenvolvida, que ocorreu por meio de consultas a materiais como artigos científicos, livros, dissertações e teses que abordam a estratégia metodológica de aula expositiva dialogada.
Em seguida buscou-se estabelecer diálogo com o professor da turma para observação e verificação do planejamento em andamento. Para que assim fosse possível realizar o planejamento de intervenção pedagógica na turma. O desenvolvimento da metodologia aplicada teve duração de quatro horas de aulas de forma que possibilitasse a observação e a participação dos alunos.
Posteriormente, foram analisados e interpretados os dados obtidos, os quais demonstraram que a aula expositiva dialogada pode contribuir significativamente na participação e aprendizagem dos discentes, deixando evidente que a estratégia de ensino adotada é relevante no processo de ensino.
A escolha da estratégia de ensino para a abordagem do conteúdo foi a Aula Expositiva Dialogada que se deu para que pudesse adequar a parte teórica com uma experiência prática dentro da disciplina Metodologias do Ensino da Geografia.
“As estratégias visam à consecução de objetivos, portanto, há de se ter clareza sobre onde se pretende chegar naquele momento com o processo de ensinagem” (ANASTASIOU; ALVES, 2003, p. 77), ideia que estava alinhada com o objetivo da aula a que foi desenvolvida.
Na aula expositiva dialogada, o foco está na exposição do conteúdo com a participação ativa dos discentes e levando em consideração o conhecimento prévio destes alunos. Nela os estudantes têm a oportunidade de mostrar o seu conhecimento prévio e associá-lo as informações que o docente traz sobre o objeto de estudo. Desse modo, foi feita a contextualização do tema com a realidade vivida pelo aluno para a construção do conhecimento.
Nessa temática o professor deve ter o domínio do objeto de estudo para não perder o controle do processo, permitindo que os estudantes façam perguntas, observações e intervenções. Possibilitando assim uma construção do conhecimento, pois existe um diálogo que vai sendo estruturado entre professor e aluno, onde o docente aproveita as informações dos discentes e as relaciona ao tema a ser trabalhado. Mais para isso, é importante que o professor enquanto ministra a aula, transmita confiança e motive os estudantes a participarem sem terem medo de críticas, fazendo com que eles se sintam seguros para apresentarem seus conhecimentos.
4. ASPECTOS CONCEITUAIS A SEREM CONSIDERADOS
O ensino contemporâneo demanda metodologias que valorizem a participação ativa do estudante no processo de aprendizagem, superando práticas centradas exclusivamente no professor. As metodologias ativas buscam superar o ensino tradicional, colocando o estudante em posição ativa no processo de aprendizagem.
O trabalho em sala de aula requer o uso de metodologias ativas que superem o ensino tradicional, colocando o aluno como o protagonista de sua aprendizagem e obtendo um melhor aproveitamento em sala de aula. Propor metodologias ativas que superem o modelo tradicional de ensino é um dos desafios que os docentes enfrentam na atualidade (GEMIGNANI, 2012). Pois os alunos têm acesso as diferentes informações e a capacidade de aprender com maior facilidade os vários tipos de conhecimentos que o mundo globalizado produz e reproduz consideravelmente.
Nesse contexto, a aula expositiva dialogada emerge como uma estratégia que, embora mantenha a característica da exposição de conteúdos insere o diálogo e a interação como elementos fundamentais, levando em consideração o conhecimento prévio do aluno. Sobre esta metodologia destaca-se que “é uma estratégia que vem sendo proposta para superar a tradicional palestra docente” (ANASTASIOU; ALVES, 2003, p. 86), ou seja, o professor leva os discentes a questionarem, interpretarem e discutirem o objeto de estudo, superando o modelo tradicional de ensino onde somente o docente fala para apresentar os conteúdos e os alunos apenas escutam.
Nesta abordagem, “os alunos são questionados, levados a interpretar e discutir o assunto, partindo do que já sabem e do confronto com a realidade” (FONSECA, 2008, p. 15). Assim, o docente contextualiza o tema de modo a utilizar o conhecimento prévio do aluno para trabalhar com as informações que este traz, articulando-as com o que será apresentado.
Deste modo, a aprendizagem construída com a participação do aluno e “com a participação contínua dos estudantes fica garantida a mobilização, e criadas as condições para a construção e a elaboração da síntese do objeto de estudo” (ANASTASIOU; ALVES, 2003, p. 87). Essa metodologia possibilita ao estudante assumir papel ativo na construção do conhecimento, desenvolvendo pensamento crítico e autonomia (MORAN, 2015).
Segundo (Oliveira e Oliveira, 2023), o diálogo, na visão freiriana, é uma forma de interação social que possibilita a construção do conhecimento e a conscientização crítica da realidade. É um instrumento fundamental para a construção de uma educação libertadora e transformadora, em que os alunos são sujeitos ativos na construção do conhecimento e na transformação da sociedade.
A dialogicidade auxilia alunos e professores a compreender a realidade e a construir conhecimentos alicerçados na sua experiência de vida, tornando-os sujeitos de transformação, capazes de modificar suas ações e de refletir diariamente (Bueno, 2002, apud ALMEIDA e MATIAS, 2023, p. 4).
As metodologias ativas, como a aula dialogada, são formas de engajar os estudantes em situações reais ou simuladas de aprendizagem, aproximando teoria e prática. Conforme (Freire, 2011), “a educação deve estar voltada para a libertação, para a transformação da realidade e para a formação de sujeitos críticos e autônomos”. Para isso, é necessário que sejam utilizados métodos pedagógicos que levem em consideração a realidade dos alunos. Ainda conforme Freire (2011), acrescenta também que um currículo engessado e distante das realidades, atende bem à educação bancária, autoritária e centralizadora, mas destoa da educação dialógica na qual o diálogo também está presente neste processo.
Nesse sentido, a interação entre professor e aluno é mediadora, permitindo a construção conjunta de significados. Segundo Nez e Santos (2017), aulas expositivas são muito utilizadas com o objetivo de transmitir um conhecimento em um curto período, e quando preparada de maneira adequada, atinge-se o objetivo de transmissão de conhecimento.
Para Calai (2008, p. 102), “à docência em Geografia exige a construção de saberes pedagógicos e científicos que sustentem a prática em sala de aula”. O professor é o responsável pela atividade de ensino a ser direcionada ao aluno, e a relação que se constrói entre ambos é parte de um processo abrangente pelo qual ele lida com os conteúdos.
Dessa forma, a aula dialogada integra o estudante como sujeito ativo, permitindo-lhe relacionar os conteúdos geográficos com sua realidade local e global. Desse modo, o domínio sobre a aula expositiva dialogada pelo professor “deve ser tal que ‘o fio da meada’ possa ser interrompido com perguntas, observações, intervenções, sem que o professor perca o controle do processo” (ANASTASIOU; ALVES, 2003, p. 86), possibilitando a construção contínua do conhecimento através do diálogo entre professor e aluno.
Conforme Moran (2015), o aprendizado é mais profundo quando os alunos participam de forma colaborativa e reflexiva. Na Geografia, essa abordagem é particularmente relevante, pois o ensino deve possibilitar ao estudante compreender o espaço geográfico de forma crítica e contextualizada (CAVALCANTI, 2008). Contudo, o uso dessa metodologia tradicional pode não produzir um aprendizado significativo, devendo o profissional de ensino fazer uma reflexão sobre o modelo de aprendizagem que objetiva construir (SILVA MJ, 2017).
O trabalho docente é uma atividade consciente e sistemática que tem como centro o ensinar e o aprender e, nesse contexto, o processo de organização e operacionalização da ação docente se efetiva a partir do planejamento como responsável em promover a articulação da atividade escolar de construção do conhecimento com o conhecimento prévio que o aluno tem.
A aprendizagem significativa só ocorre quando o aluno é colocado como sujeito do processo, e não como mero receptor. Pois, conforme enfatiza Demo (2000, p. 34), o “professor deve orientar o aluno permanentemente para: expressar-se de maneira fundamentada; exercitar o questionamento sempre; exercitar a formulação própria; reconstruir autores e teorias; cotidianizar a pesquisa”. O professor, nesse cenário, não é apenas transmissor de conhecimento, mas facilitador de processos educativos.
Nesse modelo de metodologia, o método expositivo dialogado, o aluno tem um papel ativo no processo de aquisição de conhecimento, atuando como agente de seu processo de ensino-aprendizagem. Segundo Lopes (2003), a aula expositiva dialogada, é uma alternativa para tornar as aulas mais dinâmicas e proveitosas. E consequentemente, o modelo de educação, baseado no cumprimento de conteúdos que não estimulam o debate, não desenvolve o pensamento crítico, não são condizentes com a realidade cultural e social do aluno (GOMES; GUERRA, (2020).
Conforme (Pereira e Lima, 2018), para os professores que experimentam pela primeira vez as estratégias ativas de ensino é necessário que “policie-se ao máximo para não transformar a aula dialogada em uma aula expositiva tradicional”. O professor deve ter cautela quando as discussões se tornam muito longas, pois os alunos tendem a perder interesse e motivação quando a aula para de fornecer novidades e dinamismo. Sendo assim, aulas bem planejadas e geridas têm mais chances de sucesso, e isto inclui participação dos alunos e aprendizado eficiente.
Nesse sentido, uma aula satisfatória depende do preparo e da disponibilização de um bom material de estudo para os alunos, com objetivos da aula claros para que o aluno já estude sabendo a importância deste conteúdo para sua formação e um roteiro que demonstre que sua preparação está de acordo com as expectativas do professor (PEREIRA; LIMA (2018).
Darido e Rangel (2016), acrescentam que a participação ativa em sala de aula potencializa o engajamento e o desenvolvimento do pensamento crítico. Assim, a metodologia dialogada não apenas transmite conteúdos, mas estimula a análise, a problematização e a compreensão do espaço vivido.
Por fim, a aula expositiva dialogada, quando aplicada como metodologia ativa no ensino de Geografia, contribui consideravelmente para a aprendizagem significativa e para a formação crítica dos estudantes. Longe de ser um recurso ultrapassado, essa prática ressignificada promove interação, engajamento e a construção coletiva do conhecimento.
5. ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
No que se refere a análise e discussão dos resultados obtidos com a intervenção pode-se concluir os seguintes aspectos: planejamento, aproximação com os alunos e execução do conteúdo. Na primeira aula foi explicado que seria adotada uma metodologia para o desenvolvimento do plano de aula a ser executado durante as aulas.
5.1. Planejamento metodológico
O planejamento de intervenção pedagógica foi elaborado de acordo ao do professor da turma para execução em quatro aulas, seguindo os passos estratégicos delineados no plano de aula para garantir o desenvolvimento do tema que foi trabalhado em consonância com o planejamento do professor titular.
5.2. Aproximação com os discentes
No primeiro momento houve uma interação com a turma para que pudesse ser estabelecida uma conexão entre professora/alunos, neste momento foi falado sobre o tema que seria trabalhado dentro da disciplina com o intuito de verificar como a aplicação de estratégias de ensino diferenciadas poderiam contribuir com o ensino e aprendizagem. Após essa primeira conversa sobre a proposta, a disciplina continuou normalmente seguindo o planejamento que previa uma base teórica que levasse em consideração as experiências e vivências dos alunos.
5.3. Execução do conteúdo
Em relação ao conteúdo desenvolvido, buscou-se aproximar a realidade dos estudantes de forma contextualizada. Ao se tratar de uma temática em que o conhecimento dos estudantes favorece o diálogo em sala, a aula expositiva dialogada facilitou a participação ativa desses alunos, visto que muitos deles conhecem a realidade da pecuária no município.
O conteúdo foi apresentado através da exposição dialogada do breve histórico da pecuária no Brasil de forma que todos participassem expondo seus conhecimentos, experiência e seu ponto de vista sobre o tema que a disciplina possibilitou. Desse modo, foi possível associar o que os alunos já sabem ao objeto de estudo e ir construindo a discussão, sem perder o foco inicial. Os alunos foram questionados e instigados a trazer suas próprias experiências, com o intuito de relacionar o que estava sendo estudado com algo do cotidiano deles. Para isso, a prática do professor de geografia deve, portanto, articular conteúdos escolares com os conhecimentos cotidianos dos alunos.
Em seguida, foi realizada a leitura compartilhada e dialogada do texto “O Brasil no mercado internacional de carnes e os tipos de produção”, neste momento os alunos demonstraram ter bastante conhecimentos em relação ao mercado internacional de carnes e as exportações do Brasil para o mundo. O diálogo e as discussões foram além do esperado, pois alguns alunos demonstraram acompanhar noticiários e informações pertinentes ao setor de carnes, galinhas, e os maiores compradores mundiais. E, segundo eles acreditam que a carne brasileira é a melhor e por isso o país investe cada vez mais na produção de qualidade, visto que por motivos mínimos o país pode deixar de exportar carne diminuindo assim seu grande potencial.
Após esta breve discussão, a docente dirigiu-se ao quadro, fazendo uma síntese do assunto abordado através de tópicos sequenciados. Em seguida, passamos para a elaboração de questionário com cinco perguntas para cada grupo. As quais foram expostas no quadro por um membro do grupo e realizada a leitura para instigar aos demais alunos a responderem, sendo que a correção da resposta ficava por conta do grupo, com algumas colocações feitas pela docente.
Escrita das perguntas no quadro.
Após as discussões e a contextualização da temática, o conteúdo foi apresentado em forma de slides onde constavam tópicos com algumas definições ilustradas e imagens que foram associadas à exposição dialogada já realizada. Como propõe Coimbra (2016), o primeiro passo da aula expositiva dialogada é a inspiração, e é neste momento que o mediador deve despertar o interesse do estudante por meio de algum mecanismo, como por exemplo, slides.
Apresentação de slides.
Assim os alunos puderam fazer outras observações e questionamentos acerca do conteúdo estudado trazendo mais próximo a sua realidade e experiência em família. Expondo informações sobre outros tipos de criação animal no município conhecidas por poucas pessoas da região, como a criação de búfalos (produção de leite e queijo) e os respectivos valores dessa produção – como citado por eles, o autovalor cobrado no tipo de queijo e a comparação com os queijos de origem bovina.
Segundo Furlan (2007), o papel do professor no processo de aprendizagem deve ser o de dar suporte à aproximação entre o que os alunos já sabem e o que necessitam saber. Diante disso, é fundamental ouvir o estudante, na busca da compreensão sobre o que ele pensa.
Em outro momento, foi feita a exposição dialogada de mapas através de imagens no livro didático sobre os principais rebanhos no Brasil. Desse modo, o livro didático é importante para o processo de ensino-aprendizagem, pois representa uma ligação entre o imaginário dos alunos e a realidade dos fatos, além de desenvolver conceitos e habilidades de leitura nos alunos. Mesmo com “uma gama de recursos didáticos ofertados, o livro didático permanece sendo um dos materiais dos mais utilizado” (BRASIL, 2011).
Uso do livro didático para elaboração das perguntas.
No livro didático os estudantes tiveram a oportunidade de observar os mapas e fazer um comparativo dos rebanhos entre os estados, o que possibilitou uma discussão produtiva. Em relação aos rebanhos e a criação de animais no estado de Roraima e outros estados da região Norte, abriu-se um diálogo ainda maior, pois os alunos demonstraram uma insatisfação com o pequeno rebanho existente no estado e, principalmente, no município onde residem, gerando uma reflexão e muitos questionamentos.
Assim foram feitas algumas perguntas aos alunos, como por exemplo: “Por que vocês acham que o rebanho de gado é pequeno no nosso estado?”, “Qual a importância de um rebanho maior no estado?”, “Em que impactaria se no estado a criação de animais bovino, galináceos fosse maior?”, muitas respostas surgiram às questões levantadas. Como exemplo, “devido ao baixo registro no mapa da pecuária brasileira, quase nada aparece do nosso estado”, “a carne seria mais barata e a população carente poderia consumir pelo menos uma ou duas vezes na semana”, “além da carne mais barata, o frango, ovos, leite e queijo seriam mais em conta para todos”.
A atividade prática desenvolvida foi a produção de um quadro comparativo no caderno de acordo com os mapas apresentados na aula e a elaboração de um mapa do Brasil com os principais rebanhos, que foi discutido no grupo de forma que incentivasse a participação dos alunos e a compreensão do conteúdo abordado.
Produção do mapa pelos alunos.
Na aula seguinte, foi realizada a leitura compartilhada e dialogada de um texto sobre os desafios e perspectivas comerciais e a pecuária orgânica no Brasil, o que levantou muita discussão. O avanço da pecuária sobre as áreas da floresta Amazônica, causando desmatamento, o que foi citado pelos alunos de forma que se mostraram preocupados com o que vem acontecendo e sendo noticiado pelas mídias, “como estará a floresta Amazônica daqui alguns anos?”, “o que poderia ser feito para evitar mais estragos nas florestas?”. Quando passamos a falar sobre a distribuição da produção, que é realizada por meio das rodovias, logo os alunos questionaram a situação das estradas brasileiras atribuindo ao transporte de cargas a precariedade delas.
Ao final do diálogo, os estudantes desenvolveram uma atividade em dupla discutindo e descrevendo um comparativo entre as formas de produção extensiva, intensiva e orgânica para apresentação e socialização das respostas no coletivo e fixar a aprendizagem dos conteúdos estudados. Durante as apresentações das duplas os demais alunos tiveram a oportunidade de fazer colocações e questionamentos de modo que incentivasse a reflexão e a discussão.
Desse modo, a prática docente em geografia deve possibilitar aos alunos a construção do seu conhecimento, de sua formação e habilidade, contribuindo no desenvolvimento de suas qualidades e na aquisição do saber crítico. Com isso, o professor tem papel fundamental no processo avaliativo e, necessita, durante a ação educativa, buscar estimular e incentivar o aluno, com estratégias diferenciadas.
Assim a avaliação ocorreu de forma contínua durante todo o processo, através da observação e da participação ativa dos discentes durante a exposição do conteúdo. A avaliação deve ter a função de dar subsídios ao fazer pedagógico dos professores de geografia, para isso, ela deve ser contínua, formativa, participativa, diagnóstica e investigativa. Sobre a avaliação da aprendizagem escolar, como afirma Hoffmann (1993), “a avaliação é uma reflexão permanente sobre a realidade, e acompanhamento, passo a passo, do educando, na sua trajetória de construção de conhecimento”.
Para avaliar o aluno, é importante a seleção de técnicas e instrumentos avaliativos na elaboração dos planejamentos de ensino, de forma a adequar os recursos de avaliação aos objetivos sugeridos, aos conteúdos e às atividades direcionadas ao processo de ensino aprendizagem.
De acordo com Haidt (2007) devem “ser utilizadas técnicas variadas e instrumentos diversos de avaliação”. O uso diversificado de instrumentos de avaliação e, principalmente, de avaliação continuada, permite que o professor acompanhe de forma mais detalhada o aprendizado de seus alunos. E a observação permite ao docente conhecer melhor os estudantes, fazendo uma análise do seu desenvolvimento nas atividades propostas em sala de aula.
Assim, a observação é uma das técnicas de que o professor dispõe para melhor conhecer seus alunos, identificando suas dificuldades e avaliando seu avanço nas várias atividades realizadas e seu progresso na aprendizagem. Através da observação direta dos alunos no contexto das atividades cotidianas de sala de aula, onde eles agem espontaneamente, sem pressão externa que altere sua conduta [...] (HAIDT, 2007, p. 297).
De acordo com Brasil (2013), o processo avaliativo deve adotar dois tipos de avaliação: a formativa e a contínua, para atender as transformações e ações vivenciadas no cotidiano escolar, de modo que o processo de ensino e aprendizagem alcance seu papel na ação de educar.
Sendo que a avaliação formativa ocorre durante todo o processo educacional, diagnosticando e detectando problemas de aprendizagem e de ensino, enquanto a avaliação contínua, assume várias formas, constituindo-se um instrumento fundamental do docente na busca do sucesso escolar dos estudantes.
A avaliação contínua também está contemplada na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (1996), no item V do artigo 24, que definem critérios de verificação do rendimento escolar, “V – a) avaliação contínua e cumulativa do desempenho do aluno, com prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos, e dos resultados ao longo do período sobre eventuais provas finais;”.
Neste sentido, sendo a avaliação um meio indispensável para a aprendizagem, o processo educativo deve apontar para uma prática avaliativa qualitativamente mais significativa, compromissada com a aprendizagem e com o crescimento pessoal e intelectual do estudante.
Para Haidt (1994), a avaliação da aprendizagem do aluno está ligada à avaliação do próprio trabalho docente. Ao avaliar o que o aluno aprendeu, o docente avalia o que ele conseguiu ensinar. Portanto, ao mesmo tempo em que a avaliação é orientadora, é também uma prática dinâmica, pois acompanha o percurso do professor e do aluno na construção do processo de aquisição do conhecimento.
Contudo, a avaliação deve estar voltada para o desenvolvimento integral do estudante, de modo que docente e discente possam aproveitar os resultados obtidos para atribuir novas dimensões nas suas ações em busca de melhorias no processo de ensino-aprendizagem em geografia. E, portanto, “avaliar não é apenas constatar, mas sobretudo analisar, interpretar, tomar decisões e reorganizar o ensino” (SILVA, 2002).
6. CONSIDERAÇÕES FINAIS
O desenvolvimento da pesquisa possibilitou à pesquisadora um olhar diferenciado em relação as metodologias ativas, antes visto por outro viés. Dessa forma, a experiência com a utilização da Aula Expositiva Dialogada na turma do 7º do ensino básico regular, mostrou-se adequada para a finalidade pretendida. Assim a aplicação de estratégias de ensino diferentes, permite maior participação e interação dos alunos no processo de ensino e aprendizagem.
No que se refere aos processos percorridos para a execução da proposta em tela, foram realizados estudos bibliográficos para uma base conceitual sobre o tipo de estratégia de ensino selecionada, planejamento de aula, observação direta da turma, execução dos conteúdos e coleta de dados para as análises e discussão dos resultados obtidos na pesquisa.
A utilização de Aula Expositiva Dialogada se mostrou acertada por permitir uma interação maior com todos os integrantes da turma, uma vez que o diálogo mais aproximado com os estudantes facilitou o desenvolvimento da temática abordada. Assim o diálogo estabelecido nas aulas foi enriquecedor na aquisição de conhecimento dos alunos, o que possibilitou a participação ativa e uma aprendizagem significativa, pois em todo o processo de ensino foi levado em consideração os conhecimentos prévios dos discentes.
A aplicação dessa estratégia de ensino diferenciada contribuiu efetivamente para favorecer o ensino e aprendizagem na disciplina de Geografia, uma vez que foi relacionado as trocas de experiências e o conhecimento de vida de cada um sobre a temática em questão. Diante disso, o ensino de Geografia demanda do professor uma atuação que articule o conhecimento geográfico com as experiências cotidianas dos alunos.
A Geografia, enquanto ciência que possibilita a leitura crítica do espaço e das dinâmicas socioambientais, tem um papel fundamental na formação de sujeitos autônomos e conscientes de sua realidade. Portanto, o uso de metodologias ativas que estimula e possibilita uma aprendizagem significativa ao aluno, deve fazer parte do planejamento de ensino a ser desenvolvido em sala de aula pelo docente. Assim a aula expositiva dialogada está entre as diferentes estratégias de ensino que pode contribuir para o avanço na aquisição de conhecimentos e, consequentemente, no ensino-aprendizagem do estudante.
Por fim, no que se refere ao desenvolvimento das metodologias ativas pelos professores de Geografia, a pesquisa evidenciou que o uso das diferentes estratégias de ensino possibilitou um diálogo com os estudantes que refletiu significativamente no processo de aprendizagem. Nesse contexto, o professor tem papel fundamental no processo de ensino-aprendizagem, sendo mediador na aquisição do conhecimento, e por isso, necessita, durante a ação educativa, buscar estimular e incentivar o aluno, com estratégias diferenciadas que possibilitem a troca de ideias e a participação dos discentes no decorrer das aulas.
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1 Mestranda do Curso de Mestrado Profissional em Ensino de Geografia em Rede Nacional do Programa PROFGEO/UERR.
2 Professor Orientador: Doutor em Geografia na Universidade Estadual de Roraima-UERR Pelo Programa Profgeo