REGISTRO DOI: 10.70773/revistatopicos/778172868
RESUMO
O presente estudo teve como objetivo analisar, na produção científica disponível, como se configura a assistência de enfermagem à pessoa com Transtorno do Espectro Autista no contexto dos serviços de saúde, com ênfase nos desafios enfrentados e nas estratégias relacionadas à qualificação do cuidado. O Transtorno do Espectro Autista caracteriza-se como uma condição do neurodesenvolvimento que envolve alterações na comunicação, na interação social e no comportamento, demandando acompanhamento contínuo e articulado entre diferentes profissionais da saúde. No âmbito do Sistema Único de Saúde, a enfermagem assume papel central nesse processo, atuando no acompanhamento do desenvolvimento infantil, na promoção da saúde, no acolhimento das famílias e na organização do cuidado nos diversos níveis de atenção. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada nas bases de dados Scientific Electronic Library Online (SciELO), Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e Google Acadêmico, considerando publicações no período de 2021 a 2026. Após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, foram selecionados 15 artigos científicos para compor a amostra final do estudo. A análise das produções permitiu identificar três eixos temáticos principais: o papel da enfermagem na identificação precoce do transtorno, os desafios enfrentados pelos profissionais na assistência às pessoas com TEA e as estratégias de humanização do cuidado nos serviços de saúde. Os resultados indicam que a atuação da enfermagem é fundamental para o reconhecimento de sinais iniciais do transtorno, para o fortalecimento do vínculo com as famílias e para a organização de práticas assistenciais mais sensíveis às necessidades dos usuários. Conclui-se que a qualificação da assistência de enfermagem no SUS depende do fortalecimento da formação profissional, da organização dos serviços de saúde e da implementação de estratégias que favoreçam um cuidado integral, contínuo e centrado na pessoa com TEA.
Palavras-chave: Assistência de enfermagem; Transtorno do Espectro Autista; Sistema Único de Saúde; Atenção à saúde.
ABSTRACT
This study aimed to analyze, within the available scientific literature, how nursing care for individuals with Autism Spectrum Disorder is configured in health services, with emphasis on the challenges faced and the strategies related to the qualification of care. Autism Spectrum Disorder is a neurodevelopmental condition characterized by impairments in communication, social interaction, and behavioral patterns, requiring continuous and coordinated follow-up by multidisciplinary health teams. Within the Brazilian Unified Health System, nursing plays a central role in this process, acting in child development monitoring, health promotion, family support, and care organization across different levels of health services. This study consists of an integrative literature review conducted in the Scientific Electronic Library Online (SciELO), Latin American and Caribbean Health Sciences Literature (LILACS), and Google Scholar databases, considering publications from 2021 to 2026. After applying the inclusion and exclusion criteria, 15 scientific articles were selected to compose the final sample. The analysis of the studies allowed the identification of three main thematic axes: the role of nursing in the early identification of the disorder, the challenges faced by professionals in providing care to individuals with ASD, and the humanization strategies adopted in health services. The results indicate that nursing practice is essential for early recognition of signs, strengthening family bonds, and organizing care practices adapted to users' needs. It is concluded that improving nursing care within the health system depends on strengthening professional training, organizing health services, and implementing strategies that promote comprehensive, continuous, and person-centered care for individuals with Autism Spectrum Disorder.
Keywords: Nursing care; Autism Spectrum Disorder; Unified Health System; Health care.
INTRODUÇÃO
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento caracterizada por alterações na comunicação social, padrões restritos e repetitivos de comportamento e diferentes níveis de comprometimento funcional, exigindo acompanhamento contínuo por equipes multiprofissionais ao longo da vida (Santos et al., 2022). O aumento no número de diagnósticos observado nas últimas décadas tem ampliado o debate científico e assistencial acerca da organização dos serviços de saúde e das estratégias de cuidado voltadas a essa população, especialmente no âmbito dos sistemas públicos de saúde (Rodrigues et al., 2024).
No contexto brasileiro, o Sistema Único de Saúde (SUS) constitui-se como principal estrutura responsável pela organização da atenção à saúde das pessoas com TEA, por meio de serviços que envolvem desde a Atenção Primária até os níveis especializados de cuidado. Nesse cenário, a enfermagem ocupa papel central na assistência, atuando no acompanhamento do desenvolvimento infantil, na identificação precoce de sinais de risco, na orientação familiar e na coordenação do cuidado em diferentes pontos da rede de atenção à saúde (Sandri; Pereira; Corrêa, 2022).
A atuação da enfermagem no cuidado às pessoas com TEA envolve múltiplas dimensões, incluindo a promoção da saúde, o acompanhamento clínico, a educação em saúde e o apoio às famílias no enfrentamento das demandas associadas ao transtorno (Vitor; Freitas, 2025). Nesse processo, o enfermeiro frequentemente se configura como profissional de referência para os usuários e seus familiares, desempenhando papel estratégico na articulação entre serviços, na construção de planos de cuidado e no desenvolvimento de práticas assistenciais humanizadas (Silva et al., 2025).
Entretanto, apesar da relevância dessa atuação, diversos desafios ainda permeiam a assistência de enfermagem voltada às pessoas com TEA (Carvalho; Sousa; Azevedo, 2022). Entre esses desafios destacam-se a insuficiência de capacitação específica dos profissionais, as dificuldades de comunicação com os usuários, a escassez de protocolos assistenciais direcionados ao transtorno e as limitações estruturais presentes nos serviços de saúde. Tais fatores podem comprometer a qualidade do cuidado e dificultar a efetiva implementação de estratégias assistenciais voltadas às necessidades específicas dessa população (Moraes; Gaspar, 2023).
Embora haja avanços no reconhecimento da importância do cuidado integral às pessoas com TEA, ainda existem fragilidades relacionadas à organização dos serviços e à preparação dos profissionais de saúde para lidar com as particularidades do transtorno (Santos et al., 2024). Nesse sentido, a literatura tem destacado a necessidade de ampliar o conhecimento científico acerca das práticas de enfermagem desenvolvidas nesse campo, de modo a fortalecer a qualificação da assistência e favorecer a construção de estratégias mais eficazes de cuidado (Ferreira et al., 2026).
Além das dificuldades estruturais e formativas, outro aspecto relevante refere-se à necessidade de maior integração entre os diferentes níveis de atenção à saúde e entre as diversas áreas profissionais envolvidas no cuidado às pessoas com TEA. A complexidade do transtorno exige uma abordagem interdisciplinar e articulada, na qual a enfermagem desempenha papel fundamental na coordenação do cuidado e no acompanhamento contínuo dos usuários e de suas famílias (Alves, 2025).
Nesse sentido, compreender como a assistência de enfermagem às pessoas com TEA tem sido abordada na literatura científica torna-se fundamental para identificar práticas assistenciais, desafios enfrentados pelos profissionais e perspectivas para o aprimoramento do cuidado no âmbito do SUS. A sistematização desse conhecimento pode contribuir para o fortalecimento das práticas de enfermagem e para a construção de estratégias que favoreçam uma assistência mais qualificada, humanizada e centrada nas necessidades dos usuários.
A realização desta pesquisa justifica-se pela crescente demanda por serviços de saúde voltados às pessoas com TEA e pela necessidade de ampliar o conhecimento científico acerca do papel da enfermagem nesse processo de cuidado. A sistematização das produções existentes pode contribuir para a reflexão crítica sobre as práticas assistenciais desenvolvidas, favorecendo o fortalecimento da atuação profissional e a qualificação da assistência prestada no âmbito do SUS. Além disso, o estudo apresenta relevância acadêmica e social ao evidenciar a importância da enfermagem na promoção de um cuidado integral, humanizado e sensível às necessidades das pessoas com TEA e de suas famílias.
O presente estudo tem como objetivo analisar, na produção científica disponível, como se configura a assistência de enfermagem à pessoa com Transtorno do Espectro Autista no contexto do Sistema Único de Saúde, identificando desafios, práticas assistenciais e perspectivas para o aprimoramento do cuidado.
METODOLOGIA
Tipo de estudo e abordagem metodológica
O presente estudo constituiu-se em uma revisão integrativa da literatura, método que possibilita reunir, analisar e sintetizar o conhecimento científico produzido sobre um determinado fenômeno, permitindo uma compreensão ampliada e crítica do material disponível na literatura especializada (Santos; Domingos Filho, 2012).
Essa abordagem mostrou-se pertinente para a presente investigação por possibilitar a sistematização da produção científica relacionada à assistência de enfermagem à pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no contexto dos serviços de saúde, especialmente no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). A revisão integrativa permite reunir diferentes evidências presentes na literatura, contribuindo para a compreensão dos desafios enfrentados pelos profissionais de enfermagem e das estratégias assistenciais desenvolvidas no cuidado a essa população (Marconi; Lakatos, 2022).
Trata-se de uma pesquisa de natureza qualitativa, desenvolvida por meio da análise interpretativa de publicações científicas que abordam a atuação da enfermagem no cuidado às pessoas com TEA, contemplando aspectos relacionados às práticas assistenciais, às dificuldades enfrentadas nos serviços de saúde e às possibilidades de aprimoramento do cuidado no âmbito da atenção à saúde (Gil, 2022).
A escolha da revisão integrativa justifica-se por sua capacidade de integrar resultados provenientes de estudos com diferentes delineamentos metodológicos, possibilitando a construção de uma visão ampliada acerca da assistência de enfermagem às pessoas com TEA. Além disso, esse método favorece a análise crítica da produção científica existente, contribuindo para a identificação de desafios, contribuições e perspectivas relacionadas à qualificação do cuidado prestado por profissionais de enfermagem.
Etapas do processo de revisão integrativa
A revisão integrativa foi conduzida conforme as seis etapas metodológicas descritas por Gil (2022), que compreendem: identificação do tema e formulação da questão norteadora; definição dos critérios de inclusão e exclusão; busca sistemática nas bases de dados; categorização dos estudos selecionados; análise e interpretação do conteúdo; e apresentação dos resultados de forma organizada e sistematizada.
Na primeira etapa, realizou-se a delimitação do tema e a elaboração da questão norteadora da pesquisa, formulada a partir da problemática investigada: como a literatura científica tem abordado a assistência de enfermagem à pessoa com Transtorno do Espectro Autista no contexto dos serviços de saúde, especialmente no âmbito do Sistema Único de Saúde?
Essa questão orientou todas as etapas subsequentes do processo investigativo, incluindo a seleção das bases de dados, a definição dos descritores de busca e a análise dos estudos incluídos na revisão.
Estratégia de busca e fontes de dados
A busca das publicações foi realizada em bases de dados científicas amplamente utilizadas na área da saúde, sendo elas: Scientific Electronic Library Online (SciELO), Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e Google Acadêmico. A escolha dessas bases de dados justifica-se pela relevância na indexação de produções científicas nacionais e internacionais na área da saúde, além de reunirem estudos relacionados à enfermagem, saúde pública e assistência em saúde.
Para a realização das buscas, foram utilizados descritores controlados e não controlados combinados por meio dos operadores booleanos AND e OR, com o objetivo de ampliar a sensibilidade e a abrangência da pesquisa. Entre os termos utilizados destacam-se: “Transtorno do Espectro Autista”, “Autismo”, “Enfermagem”, “Assistência de Enfermagem”, “Cuidado de enfermagem”, “Sistema Único de Saúde” e “Atenção à saúde”.
Foram considerados artigos disponíveis na íntegra, publicados nos idiomas português, inglês e espanhol, no período compreendido entre 2021 e 2026, com coleta realizadas entre os meses de novembro de 2025 a fevereiro de 2026 com o objetivo de contemplar a produção científica mais recente relacionada à assistência de enfermagem às pessoas com Transtorno do Espectro Autista.
Critérios de seleção dos estudos
Os critérios de inclusão contemplaram artigos científicos originais, revisões integrativas e revisões sistemáticas que abordassem diretamente a assistência de enfermagem às pessoas com Transtorno do Espectro Autista, as práticas assistenciais desenvolvidas no cuidado a essa população e os desafios enfrentados pelos profissionais de enfermagem nos serviços de saúde.
Foram considerados apenas estudos publicados em periódicos científicos submetidos ao processo de avaliação por pares e que apresentassem clareza metodológica, relevância científica e alinhamento com os objetivos desta investigação.
Foram excluídos artigos duplicados, editoriais, cartas ao editor, resumos publicados em anais de eventos, dissertações, teses e publicações cujo foco não estivesse relacionado à assistência de enfermagem às pessoas com TEA ou que não apresentassem relação direta com a temática investigada. Esse processo de seleção teve como objetivo garantir maior rigor metodológico, relevância científica e alinhamento temático com os objetivos propostos para a presente revisão.
Organização e análise dos dados
Após a seleção final dos estudos, os artigos incluídos na revisão foram organizados em planilha eletrônica no software Microsoft Excel®, contendo informações referentes ao título, autores, ano de publicação, país de origem, objetivos, delineamento metodológico, principais resultados e conclusões. Essa sistematização possibilitou a organização dos dados e favoreceu a comparação entre as produções científicas, permitindo identificar aspectos recorrentes e contribuições relevantes acerca da assistência de enfermagem às pessoas com Transtorno do Espectro Autista.
A análise dos dados foi conduzida por meio de análise temática, procedimento que possibilitou a identificação de padrões, categorias e relações entre os conteúdos dos estudos selecionados, contemplando dimensões relacionadas às práticas assistenciais, às dificuldades enfrentadas pelos profissionais e às estratégias voltadas à qualificação do cuidado.
Fluxograma 1 - Processo de seleção dos artigos para a revisão integrativa
Após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão estabelecidos na metodologia, foram selecionados 15 artigos científicos que atenderam aos objetivos propostos nesta revisão integrativa. As publicações incluídas foram analisadas quanto ao ano de publicação, objetivos, delineamento metodológico e principais contribuições para a compreensão da assistência de enfermagem à pessoa com Transtorno do Espectro Autista nos serviços de saúde.
A caracterização dos estudos selecionados encontra-se sistematizada no Quadro 1, no qual são apresentados os principais aspectos das produções científicas que compõem a amostra desta pesquisa.
Quadro 1 – Caracterização dos estudos incluídos na revisão integrativa sobre assistência de enfermagem à pessoa com TEA (2021 – 2026)
AUTOR/ANO | TÍTULO | MÉTODO | OBJETIVO DO ESTUDO | PRINCIPAIS RESULTADOS | CONCLUSÃO |
Sandri; Pereira; Corrêa (2022) | Cuidado à pessoa com transtorno do espectro do autismo e sua família em pronto atendimento | Estudo qualitativo descritivo | Analisar o cuidado ofertado a pessoas com TEA e suas famílias em serviços de pronto atendimento | Identificaram-se dificuldades da equipe no manejo comportamental e na comunicação com pacientes autistas, associadas à ausência de preparo específico para esse tipo de atendimento. | A qualificação das equipes de saúde e a adaptação das rotinas assistenciais são fundamentais para garantir atendimento mais adequado às pessoas com TEA em situações de urgência. |
Santos et al. (2024) | Atuação do enfermeiro no atendimento à pessoa com transtorno de espectro autista | Revisão de literatura | Analisar o papel do enfermeiro no cuidado às pessoas com TEA | A atuação da enfermagem envolve acompanhamento do desenvolvimento infantil, orientação familiar e participação no cuidado interdisciplinar. | A enfermagem possui papel relevante na organização do cuidado às pessoas com TEA, especialmente na atenção básica e no acompanhamento familiar. |
Lemos et al. (2024) | Assistência de enfermagem no atendimento ao paciente diagnosticado com TEA infantil | Revisão integrativa | Identificar práticas assistenciais de enfermagem voltadas ao cuidado de crianças com TEA | O cuidado envolve acolhimento, orientação familiar e acompanhamento do desenvolvimento da criança nos serviços de saúde. | A assistência de enfermagem contribui para o cuidado integral da criança com TEA, especialmente quando associada ao trabalho interdisciplinar. |
Costa et al. (2024) | A percepção das mães quanto à atuação do enfermeiro na atenção primária em crianças com TEA | Estudo qualitativo | Investigar a percepção das mães sobre a atuação da enfermagem | As mães reconhecem o enfermeiro como profissional de referência para orientação, acompanhamento e apoio durante o cuidado à criança com TEA. | A atuação da enfermagem fortalece o vínculo entre os serviços de saúde e a família, favorecendo a continuidade do cuidado. |
Andrade; Santos; Ramos (2024) | Transtorno do espectro autista: um desafio para o enfermeiro na rede básica de saúde | Revisão de literatura | Discutir os desafios da enfermagem no atendimento às pessoas com TEA | Foram identificadas dificuldades relacionadas à formação profissional, à comunicação com pacientes autistas e à organização dos serviços. | A capacitação profissional e a ampliação de políticas públicas voltadas ao autismo são necessárias para qualificar a assistência de enfermagem. |
Santos et al. (2024) | Percepção dos familiares de crianças com TEA sobre o papel da enfermagem | Relato de experiência | Descrever a percepção de familiares acerca da atuação da enfermagem | Os familiares relatam que o acolhimento e as orientações fornecidas pelos profissionais contribuem para maior segurança no cuidado à criança. | A enfermagem exerce função importante no apoio às famílias e na orientação sobre o cuidado à criança com TEA. |
Barbosa et al. (2026) | Do estigma à humanização: o papel da enfermagem no atendimento emergencial ao autismo | Revisão de literatura | Analisar práticas de enfermagem no atendimento emergencial a pessoas com TEA | A adoção de práticas humanizadas e adaptação do ambiente assistencial contribuem para reduzir situações de ansiedade durante o atendimento. | A humanização do cuidado constitui estratégia importante para melhorar a qualidade do atendimento às pessoas com TEA em serviços de emergência. |
Oliveira et al. (2025) | Participação de enfermeiros na detecção de sinais de autismo infantil na Atenção Primária | Estudo observacional | Investigar a participação do enfermeiro na identificação precoce do TEA | O acompanhamento do desenvolvimento infantil nas consultas de puericultura permite reconhecer sinais de alerta para o transtorno. | O enfermeiro possui papel estratégico na identificação precoce do TEA e no encaminhamento para avaliação especializada. |
Holanda; Abensur; Guerreiro (2025) | Humanização do atendimento de enfermagem para crianças autistas | Revisão de literatura | Discutir estratégias de humanização no atendimento a crianças com TEA | A adaptação do ambiente, a comunicação adequada e o acolhimento familiar favorecem o cuidado. | A humanização do atendimento é elemento essencial para melhorar a experiência de cuidado das crianças com TEA. |
Silva et al. (2024) | Acolhimento e inclusão: atendimento da enfermagem humanizado de pacientes com autismo | Revisão de literatura | Analisar práticas humanizadas no atendimento a pacientes autistas | O cuidado humanizado e a comunicação adaptada contribuem para maior inclusão dos pacientes nos serviços de saúde. | A enfermagem tem papel fundamental na promoção de práticas assistenciais inclusivas. |
Almeida et al. (2024) | Desafios enfrentados pelos profissionais de enfermagem para o atendimento à criança autista | Estudo qualitativo | Identificar dificuldades enfrentadas pelos profissionais de enfermagem | As principais dificuldades referem-se à comunicação com os pacientes e à ausência de capacitação específica sobre TEA. | Investimentos em formação profissional podem contribuir para melhorar a assistência prestada. |
Pimenta; Amorim (2021) | Atenção e cuidado de enfermagem às crianças com TEA e seus familiares | Revisão de literatura | Analisar a assistência de enfermagem voltada às crianças com TEA | O cuidado envolve orientação familiar, acompanhamento da criança e integração entre profissionais da saúde. | A atuação da enfermagem contribui para o cuidado integral da criança e para o suporte à família. |
Silva; Oliveira; Sousa (2025) | Papel da enfermagem na identificação precoce de transtornos do neurodesenvolvimento | Revisão de escopo | Discutir a contribuição da enfermagem na identificação precoce | O acompanhamento infantil possibilita reconhecer alterações no desenvolvimento e encaminhar para avaliação especializada. | A enfermagem possui papel importante na triagem e no acompanhamento do desenvolvimento infantil. |
Borges et al. (2021) | Transtorno do espectro autista em crianças: desafios para a enfermagem na atenção básica | Revisão de literatura | Discutir desafios da assistência de enfermagem na atenção básica | A ausência de preparo profissional e de estratégias institucionais interfere na organização do cuidado. | A qualificação profissional e a organização da rede de atenção são essenciais para melhorar o cuidado. |
Souza et al. (2025) | O papel da enfermagem na identificação precoce do TEA na atenção primária | Revisão de literatura | Analisar a participação da enfermagem na identificação do TEA | O enfermeiro pode reconhecer sinais precoces durante consultas de acompanhamento infantil. | A participação da enfermagem contribui para diagnóstico precoce e encaminhamento adequado na rede de saúde. |
Fonte: Autoria própria (2025).
A literatura analisada apresenta diferentes perspectivas sobre a assistência de enfermagem à pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA), contemplando dimensões que envolvem a identificação precoce do transtorno, os desafios enfrentados pelos profissionais no cotidiano dos serviços de saúde e as estratégias de cuidado voltadas à humanização do atendimento. A análise das produções selecionadas permitiu organizar a discussão em três categorias temáticas que dialogam com os objetivos da pesquisa e contribuem para a compreensão da atuação da enfermagem no cuidado a essa população no âmbito do Sistema Único de Saúde.
1. PAPEL DA ENFERMAGEM NA IDENTIFICAÇÃO PRECOCE DO TEA
A identificação precoce do Transtorno do Espectro Autista constitui elemento central para a organização do cuidado em saúde, uma vez que o diagnóstico oportuno possibilita a implementação de intervenções terapêuticas, educacionais e psicossociais em fases iniciais do desenvolvimento infantil, favorecendo melhores desfechos clínicos e funcionais. Nesse processo, a enfermagem assume posição estratégica, especialmente no âmbito da Atenção Primária à Saúde, onde o acompanhamento do crescimento e desenvolvimento ocorre de forma contínua e sistematizada, permitindo a observação longitudinal da criança em diferentes contextos de cuidado.
Oliveira et al. (2025) discutem que a participação do enfermeiro nas consultas de puericultura possibilita a identificação de alterações no desenvolvimento social, na linguagem e no comportamento, aspectos frequentemente associados aos sinais iniciais do TEA. A observação clínica contínua, aliada ao uso de instrumentos de acompanhamento do desenvolvimento infantil, permite reconhecer precocemente padrões atípicos, contribuindo para o encaminhamento oportuno aos serviços especializados. Essa atuação amplia a resolutividade da Atenção Primária e fortalece o papel da enfermagem na organização da linha de cuidado.
Souza et al. (2025), ao evidenciar que a identificação precoce do transtorno não se restringe à avaliação clínica, mas envolve também a escuta qualificada das famílias. Os responsáveis frequentemente percebem mudanças no comportamento da criança antes da confirmação diagnóstica, o que torna o diálogo entre enfermeiro e família um componente essencial no processo de detecção precoce. Essa interação favorece a construção de vínculos e amplia a sensibilidade do cuidado, permitindo que sinais sutis sejam valorizados no contexto da prática assistencial.
Silva, Oliveira e Sousa (2025) ampliam essa discussão ao abordar a identificação de transtornos do neurodesenvolvimento de forma mais abrangente, destacando que o enfermeiro ocupa posição privilegiada na rede de atenção à saúde devido à sua proximidade com a comunidade e à frequência de contato com os usuários. Esse acompanhamento contínuo possibilita não apenas a identificação de alterações no desenvolvimento, mas também o monitoramento da evolução da criança ao longo do tempo, o que contribui para maior precisão no reconhecimento de padrões comportamentais que demandam investigação.
Ao relacionar essas abordagens, observa-se que, enquanto Oliveira et al. (2025) enfatizam a dimensão clínica da avaliação do desenvolvimento infantil, Souza et al. (2025) destacam a importância da escuta familiar como elemento complementar no processo diagnóstico. Já Silva, Oliveira e Sousa (2025) ampliam a discussão ao evidenciar o papel da longitudinalidade do cuidado na identificação de alterações no desenvolvimento. Essas perspectivas, quando articuladas, indicam que a identificação precoce do TEA resulta da integração entre avaliação clínica, vínculo com a família e acompanhamento contínuo no território.
Esse conjunto de práticas encontra sustentação na organização do Sistema Único de Saúde, no qual a Atenção Primária à Saúde se configura como porta de entrada preferencial e coordenadora do cuidado. A inserção do enfermeiro nas equipes da Estratégia Saúde da Família favorece o acompanhamento sistemático das crianças e de suas famílias, possibilitando intervenções precoces e o encaminhamento adequado dentro da rede de atenção à saúde. A articulação entre os diferentes níveis de atenção torna-se fundamental para garantir continuidade do cuidado após a identificação de sinais de risco.
Além disso, a atuação da enfermagem na identificação precoce do TEA apresenta implicações importantes para a redução de atrasos diagnósticos, frequentemente observados no contexto dos serviços de saúde. A capacidade de reconhecer sinais iniciais e acionar a rede de cuidado contribui para minimizar o tempo entre a percepção dos primeiros sintomas e o início das intervenções, aspecto que influencia diretamente o prognóstico da criança.
Aa identificação precoce do TEA exige do enfermeiro não apenas conhecimento técnico sobre marcos do desenvolvimento infantil, mas também habilidades relacionais, capacidade de escuta e compreensão das dinâmicas familiares. Nesse sentido, a formação e a educação permanente em saúde assumem papel fundamental para fortalecer a atuação da enfermagem nesse campo.
Nessa forma, a identificação precoce do Transtorno do Espectro Autista não pode ser compreendida como uma ação isolada, mas como resultado de um conjunto de práticas articuladas que envolvem acompanhamento contínuo, avaliação clínica, interação com a família e organização dos serviços de saúde. A enfermagem, ao atuar de forma integrada nesse processo, contribui para a construção de um cuidado mais sensível, resolutivo e alinhado às necessidades das crianças com TEA e de suas famílias.
2. DESAFIOS DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NO CUIDADO À PESSOA COM TEA
Apesar da centralidade da enfermagem no cuidado às pessoas com Transtorno do Espectro Autista, a literatura evidencia um conjunto de desafios que atravessam a prática profissional e condicionam a qualidade da assistência ofertada. Tais desafios não se restringem ao domínio técnico, mas envolvem dimensões formativas, organizacionais e relacionais, que impactam diretamente a capacidade dos serviços de saúde em responder às necessidades específicas dessa população.
Andrade, Santos e Ramos (2024) discutem que a ausência de formação específica durante a graduação e a fragilidade das ações de educação permanente em saúde contribuem para a insegurança dos profissionais no atendimento a pessoas com TEA. Essa dificuldade é reiterada por Almeida et al. (2024), que identificam barreiras relacionadas à comunicação com os pacientes, à necessidade de adaptação das práticas assistenciais e à limitação de conhecimentos sobre o manejo comportamental. Ao relacionar esses estudos, observa-se que, enquanto Andrade, Santos e Ramos (2024) enfatizam a dimensão formativa como fator estruturante das dificuldades, Almeida et al. (2024) evidenciam como essas limitações se materializam no cotidiano da assistência, especialmente no contato direto com a criança e sua família.
Borges et al. (2021) ampliam essa discussão ao destacar que os desafios não se limitam à capacitação profissional, mas também se relacionam à organização dos serviços de saúde. Os autores indicam que a ausência de protocolos específicos, a insuficiência de recursos e a inadequação dos ambientes assistenciais dificultam o acolhimento e a continuidade do cuidado às pessoas com TEA. Essa perspectiva introduz uma dimensão estrutural à análise, evidenciando que a qualificação da assistência depende não apenas do preparo individual dos profissionais, mas também das condições institucionais disponíveis para o desenvolvimento das práticas de cuidado.
Ao considerar esses aspectos de forma articulada, percebe-se que as dificuldades enfrentadas pela enfermagem resultam da interseção entre lacunas na formação, limitações estruturais dos serviços e ausência de diretrizes assistenciais específicas. Essa combinação de fatores pode comprometer o vínculo com o usuário e sua família, dificultar a adesão ao acompanhamento em saúde e impactar a resolutividade das ações desenvolvidas no âmbito da Atenção Primária.
Cabe destacar à necessidade de articulação entre os diferentes pontos da rede de atenção à saúde e entre setores distintos, como educação e assistência social. Pimenta e Amorim (2021) discutem que o cuidado à criança com TEA demanda abordagem interdisciplinar, envolvendo múltiplos profissionais e serviços para garantir acompanhamento integral e suporte às famílias. Essa necessidade evidencia que o cuidado em saúde, nesse contexto, ultrapassa os limites da atuação individual e requer organização em rede, com fluxos bem definidos e comunicação efetiva entre os serviços.
No âmbito do Sistema Único de Saúde, essa articulação encontra respaldo na proposta de organização da rede de atenção à saúde, que pressupõe integração entre os níveis assistenciais e coordenação do cuidado pela Atenção Primária. Entretanto, a literatura indica que essa integração nem sempre se efetiva de maneira consistente, o que pode gerar descontinuidade no cuidado e fragilizar o acompanhamento das pessoas com TEA ao longo do tempo.
A enfermagem, nesse cenário, assume papel estratégico como mediadora entre os usuários, suas famílias e os diferentes serviços da rede. A proximidade com o território e o contato frequente com as famílias permitem ao enfermeiro identificar demandas, orientar o percurso do usuário na rede de saúde e favorecer a continuidade do cuidado. No entanto, para que essa atuação se consolide, torna-se necessário o fortalecimento das condições de trabalho, da formação profissional e da organização dos serviços.
Assim há necessidade de desenvolvimento de competências comunicacionais e relacionais por parte dos profissionais de enfermagem. O cuidado à pessoa com TEA exige sensibilidade para compreender formas alternativas de comunicação, reconhecer sinais comportamentais e estabelecer vínculo com o usuário e sua família. A ausência dessas competências pode dificultar o atendimento e comprometer a qualidade da assistência.
Dessa forma, os desafios da assistência de enfermagem no cuidado à pessoa com Transtorno do Espectro Autista devem ser compreendidos como resultado de múltiplos fatores interdependentes, que envolvem formação profissional, organização dos serviços, condições estruturais e articulação em rede. A superação dessas dificuldades demanda estratégias que integrem capacitação contínua, fortalecimento das políticas públicas e reorganização dos processos de trabalho, com vistas à construção de um cuidado mais resolutivo, acessível e alinhado às necessidades dessa população.
3. HUMANIZAÇÃO E ESTRATÉGIAS DE CUIDADO NO ATENDIMENTO À PESSOA COM TEA
Outra dimensão recorrente na literatura refere-se à importância da humanização do cuidado no atendimento às pessoas com Transtorno do Espectro Autista. As características sensoriais e comportamentais associadas ao transtorno exigem que os profissionais de saúde desenvolvam estratégias específicas para tornar o ambiente assistencial mais acolhedor e acessível.
Holanda, Abensur e Guerreiro (2025) abordam a humanização do atendimento de enfermagem para crianças autistas, enfatizando que a adaptação do ambiente, a redução de estímulos excessivos e a comunicação clara com os familiares podem favorecer a qualidade da assistência prestada. Essas estratégias contribuem para reduzir situações de estresse durante o atendimento em saúde.
Silva et al. (2024) discutem o acolhimento e a inclusão no atendimento de enfermagem a pacientes com autismo, destacando a importância de uma abordagem sensível às necessidades individuais do usuário. A construção de vínculo entre profissional, paciente e família constitui elemento essencial para a organização do cuidado.
Barbosa et al. (2026) ampliam essa discussão ao abordar o atendimento emergencial a pessoas com TEA, destacando que práticas assistenciais humanizadas podem reduzir episódios de ansiedade e facilitar a condução do cuidado em serviços de urgência. A adaptação das abordagens de comunicação e o respeito às particularidades sensoriais dos pacientes são elementos fundamentais nesse processo.
Sandri, Pereira e Corrêa (2022) também abordam o cuidado em serviços de pronto atendimento, enfatizando a importância da preparação das equipes de saúde para lidar com situações de urgência envolvendo pessoas com TEA. A qualificação da assistência contribui para tornar o atendimento mais seguro e adequado às necessidades dos usuários.
Outro aspecto relevante refere-se ao papel da enfermagem no apoio às famílias de pessoas com autismo. Santos et al. (2024) e Costa et al. (2024) discutem a percepção dos familiares sobre a atuação da enfermagem, indicando que o acolhimento e a orientação oferecidos pelos profissionais contribuem para fortalecer a relação entre os serviços de saúde e a família, favorecendo a continuidade do cuidado.
A humanização da assistência constitui elemento fundamental para a qualificação do atendimento às pessoas com TEA no âmbito do Sistema Único de Saúde. A atuação da enfermagem nesse processo envolve não apenas a realização de procedimentos técnicos, mas também o desenvolvimento de práticas de cuidado sensíveis às necessidades individuais dos usuários e de suas famílias.
4. CONSIDERAÇÕES FINAIS
A assistência de enfermagem à pessoa com Transtorno do Espectro Autista constitui elemento essencial para a organização do cuidado em saúde, especialmente no contexto do Sistema Único de Saúde. A análise da produção científica permitiu compreender que a atuação do enfermeiro envolve múltiplas dimensões, que abrangem o acompanhamento do desenvolvimento infantil, a identificação precoce de sinais do transtorno, o acolhimento das famílias e a organização de práticas assistenciais voltadas à humanização do cuidado. No âmbito da Atenção Primária à Saúde, essa atuação favorece o acompanhamento contínuo das crianças e possibilita o encaminhamento oportuno dentro da rede de atenção.
Entretanto, a assistência ainda enfrenta desafios relacionados à formação profissional, à organização dos serviços e à necessidade de maior integração entre os níveis de atenção à saúde. As dificuldades no manejo das especificidades comportamentais e comunicacionais associadas ao TEA evidenciam a importância da qualificação profissional e do fortalecimento das ações de educação permanente. Soma-se a isso a necessidade de consolidação de práticas assistenciais humanizadas, que considerem as singularidades dos usuários e promovam um cuidado mais acolhedor, inclusivo e centrado na pessoa e em sua família.
A articulação entre profissionais, serviços e políticas públicas apresenta-se como elemento central para a qualificação da assistência no SUS, favorecendo a continuidade do cuidado e o acompanhamento integral das pessoas com TEA. Dessa forma, o fortalecimento da formação profissional, a ampliação de estratégias de cuidado e o aprimoramento da organização dos serviços constituem caminhos essenciais para a construção de uma assistência de enfermagem mais resolutiva, sensível e alinhada às necessidades dessa população, ao mesmo tempo em que apontam para a necessidade de novos estudos que aprofundem essa temática em diferentes contextos assistenciais.
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1 Discente do Curso de Enfermagem da FACSUR. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail
2 Enfermeiro. Faculdade Estácio, São Luís - Ma, Brasil. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail. Orcid: https://orcid.org/0009-0002-0144-1919
3 Universidade Estadual do Maranhão. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail. Orcid: https://orcid.org/0000-0001-5417-6106
4 Enfermeira. Uniceuma. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail
5 Bacharel em Enfermagem pela faculdade Pitágoras. Pós graduado em Enfermagem Estética pelo IPOG são Luís. E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail
6 Mestre em Saúde do Adulto (Universidade Federal do Maranhão- UFMA). Programa de Pós-Graduação em Saúde do Adulto (PPGSAD). Especialista em Docência Ciências da Saúde. Aperfeiçoamento em pesquisa oncologia nível 1 ( Instituto Nacional do Câncer - INCA), Docente da Faculdade Supremo Redentor ( FACSUR). E-mail: [clique para visualizar o e-mail]acesse o artigo original para visualizar o e-mail. Orcid: https://orcid.org/0000-0002-3879-5326